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À beira da catástrofe a França intensifica a repressão contra o dissenso político

By: A A
17 October 2026 at 19:26

Macron, com 15% de aprovação, prepara guerra com Rússia e dissolve associação Egalité et Réconciliation de Alain Soral por “extremismo político”.

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Macron é, hoje, muito possivelmente, o presidente mais impopular do planeta, contando com apenas 15% de aprovação, segundo uma enquete Ipsos BVA-Cesi. Sob seu comando, a França se depara com a estagnação econômica (crescimento de 0,6% em 2025) e com o endividamento (120% do PIB). Sob Macron, a França viu também a desindustrialização acelerada do país, com as indústrias correspondendo a apenas 9% do PIB, menor patamar da União Europeia, e não surpreendentemente, o poder de compra despencou, com metade dos franceses dizendo que sua renda dá apenas para o essencial e apenas 70% dos cidadãos em idade ativa ocupando um posto de trabalho, atualmente.

Como se isso já não fosse o bastante, em aproximadamente 10 anos de governo Macron, aproximadamente 4 milhões de imigrantes entraram no país (muitos dos quais não trabalham, mas recebem benefícios sociais); quantia que torna impossível a absorção econômica bem como a assimilação etnocultural dos recém-chegados. Naturalmente, ao descontrole imigratório estão vinculadas taxas de criminalidade, favelização de centros urbanos e aumento das tensões sociais. Muitos franceses étnicos sentem-se demograficamente substituídos em sua terra natal, e não por acaso, tudo indica que Marine Le Pen ganhará (finalmente) as eleições presidenciais francesas em 2027.

Não sabemos quais seriam os resultados de uma presidência Le Pen e é razoável ser cético a respeito, mas claramente o atual curso da França é perigosíssimo, inclusive em sua política externa.

Gradualmente, nos últimos 2 anos, começaram a aparecer inúmeros sinais de que Macron estaria preparando o país para uma guerra com a Rússia. O governo francês criou um serviço militar voluntário e aprovou a expansão das forças armadas permanentes a 275 mil homens, bem como um aumento orçamentário para a defesa. O general Fabien Mandon, do Estado-Maior, afirmou em 2025 que a França deveria se preparar para um conflito de alta intensidade com a Rússia no prazo de três a quatro anos, e agora em setembro de 2026 Macron declarou que a França “poderia” se tornar alvo de drones explosivos. Constantemente, também, se ouve discursos sobre a necessidade de transformar a economia francesa numa “economia de guerra”.

Por isso, talvez seja surpreendente para muitos (mas não para nós) que em meio a tudo isso que tem acontecido no país, o governo Macron ainda encontre tempo para a implementação de um aparato de censura e repressão de níveis totalitários.

Sua nova vítima é a associação Egalité et Réconciliation (Igualdade e Reconciliação), criada pelo sociólogo e escritor Alain Soral. A associação se identifica como “nacionalista de esquerda” e tem como principal slogan “esquerda do trabalho, direita dos valores”, apelando a uma superação da falsa dicotomia entre esquerda e direita e, ainda mais importantemente, por uma reconciliação nacional entre todos os setores sociais; em anos recentes, ela esteve envolvida nas manifestações dos Coletes Amarelos, em algumas atividades ligadas ao partido Reagrupamento Nacional (apesar de, simultaneamente, manter uma postura de “crítica construtiva” contra certas tendências sionistas e liberais presentes no partido) e à militância pró-Palestina.

Ocorre que, no dia 9 de outubro, o Ministro do Interior do governo de Macron, Laurent Nuñez, anunciou a abertura de um procedimento de dissolução contra a associação Egalité et Réconciliation, sob a acusação de “extremismo político”. A sua equipe jurídica recebeu um prazo de 1 semana para se defender, e a decisão a respeito deve ocorrer, ainda, em outubro.

O próprio Alain Soral é uma figura de elevado espírito inconformista, razão pela qual já foi vítima de incontáveis perseguições judiciais – dezenas de fato – majoritariamente por “delitos de opinião”, ou seja, por comentários críticos contra pessoas específicas ou “minorias protegidas”. Em condenações, Soral já acumulou milhões de euros a serem pagos em indenização para ONGs globalistas diversas, soma obviamente impagável, bem como já foi encarcerado algumas vezes, também pelos mesmos motivos. A perseguição judicial foi tão intensa que Soral teve que se exilar de sua pátria, primeiro na Suíça e depois na Rússia.

Agora, para além das justificativas oficiais, por qual motivo o Estado francês baniria uma organização relativamente pequena e de poucos recursos financeiros?

É possível analisar o “ângulo” da presença de Alain Soral na Rússia, em mais de um sentido. Primeiro, porque ao estar na Rússia Soral finalmente tornou-se imune à constante perseguição judicial e às ameaças de prisão que ele sofria na França, ao mesmo tempo em que seguia tomando parte ativa no debate político e cultural francês, mesmo à distância. Nisso, ele era capaz de exercer e expandir a sua influência, “sob a proteção dos russos”, o que certamente alimenta as típicas paranoias atuais da elite francesa sobre uma “guerra informacional” russa.

Existe, porém, também um aspecto interno. Recentemente, Alain Soral voltou a ser bastante comentado pela mídia francesa por dois motivos. Um é o “caso Bardella”, o qual diz respeito à descoberta de supostos escritos “politicamente incorretos” de Jordan Bardella, presidente do partido Reagrupamento Nacional, e à informação de que em sua juventude a principal influência intelectual de Bardella era Alain Soral. O segundo é uma pesquisa de opinião indicando que 15% dos homens franceses com menos de 35 anos de idade se identificam com as ideias de Soral.

Isso às vésperas das eleições presidenciais representa um risco significativo para Macron e para o establishment francês. Ainda que, aparentemente, não haja chance de vitória para qualquer candidato contra Le Pen, não podemos duvidar da possibilidade de manipulação do processo eleitoral, tal como aconteceu na Romênia.

Esse silenciamento é ainda mais preocupante pelo fato de que Soral e o E&R serem praticamente os únicos personagens socialmente e culturalmente relevantes na França hoje que defendem a reconciliação nacional e que evitam a incitação do tensionamento interno, promovido pelos elementos mais islamofóbicos do RN e pela própria liderança do LFI de Mélenchon com seu “exército” de antifas e imigrantes.

How one invented claim becomes a chatbot’s confident answer in cognitive warfare: Ukraine’s drone chief maps Russia’s AI attack

17 October 2026 at 16:46

every second russian fall drones ukraine opens 15000 new drone force jobs half civilians · post major robert “madyar” brovdi ukrainian unmanned forces commander madyar ukraine’s systems (sbs) announced 31

Ask a chatbot why something happened in the war, and the answer may be written by Russia. Russia is poisoning AI chatbots with millions of fake articles so they repeat Kremlin narratives as fact, a cognitive weapon with strategic impact, Ukraine’s Unmanned Systems Forces commander Robert “Madiar” Brovdi warns on Telegram.

Russia has waged a cognitive war against Ukraine for years, and it intensified sharply with the full-scale invasion. This war goes beyond fake news and disinformation: it aims to shape the deeply ingrained beliefs that drive people’s attitudes, decisions and behavior, and its newest weapon is artificial intelligence.

Brovdi calls it a cognitive operation with strategic impact, one his forces studied among the technological risks of 2027. People increasingly ask a chatbot “why did X happen?” and take the instant answer, he explains, without asking where it comes from.

“Artificial intelligence does not know the truth. It retells the internet, literally,” Brovdi claims.

How the strategy works, step by step

Brovdi lays out a chain that turns a single lie into something a machine will repeat as fact:

  1. The enemy invents a lie. For example, that Ukrainian soldiers did something terrible, when nothing of the sort happened.
  2. It is copied across thousands of sites. The same fabrication is published again and again, in many languages, until it looks like everyone is reporting it.
  3. It fakes a crowd of independent sources. The sites cross-link to one another, but ten sites copying one lie are not ten independent confirmations.
  4. A person asks the AI. They type “why did Ukrainian soldiers do X?”, though X may never have happened, so the lie is already smuggled into the question as fact.
  5. The AI may repeat the lie. If the system ingests unreliable material and checks facts poorly, it echoes the fabrication in a calm, confident tone.
  6. The person trusts it. “The AI said so,” they think, so the answer feels objective, and they believe it, retell it, or share it online.
  7. The lie shapes decisions and trust. People start to distrust the army, the state, or one another, and even an unproven fabrication has already changed how they feel.

The machines already repeat the lie

The attack runs on volume. Russia floods the web through the “Pravda” network, close to 200 sites in dozens of languages posting 4 to 6 million near-identical articles a year, Brovdi claims, written for machines, not people.

It works, by his account. Of the ten most popular chatbots studied, about a third of the time they reproduce Russian fakes, he noted, and four of ten in a 2024 test affirmed that Azov fighters had burned an effigy of Trump, a fabrication, and cited sources for it.

A war Ukraine admits it is losing

Brovdi is blunt about the balance. Ukraine is losing this fight to Russia’s troll farms, he concedes, even as a layer of homegrown trolls has sprung up too.

His closing advice was aimed at readers.

“Critical thinking should not be delegated. Not even to the smartest machine. Switch on your own judgment and always check the source and the information,” Brovdi states.

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