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Clínica Médis alarga consultas e análises clínicas a 20 unidades

20 October 2026 at 18:06

A Clínica Médis vai disponibilizar consultas de Medicina Geral e Familiar e serviços de Análises Clínicas em 20 unidades do Grande Porto, Grande Lisboa e Minho. A oferta destina-se a pessoas com e sem seguro de saúde e resulta, no caso dos exames laboratoriais, de uma parceria com a Joaquim Chaves Saúde.

Rúben São Marcos, COO da Médis Serviços de Saúde. “Com a introdução da Medicina Geral e Familiar e das Análises Clínicas, reforçamos a capacidade da Clínica Médis para responder de forma mais integrada às necessidades das pessoas e reunimos no mesmo espaço serviços essenciais para a gestão da saúde”.

A nova clínica dos Carvalhos, em Vila Nova de Gaia, foi a primeira a disponibilizar os dois serviços, explicam em comunicado. Já a implementação nas restantes unidades será feita de forma faseada.

As consultas de Medicina Geral e Familiar abrangem cuidados preventivos, acompanhamento de doenças crónicas e tratamento de situações agudas, além da prescrição e renovação de medicação. O serviço permite também encaminhar os utentes para outras especialidades, quando necessário.

No que toca às análises clínicas, a parceria com a Joaquim Chaves Saúde assegura o acesso a vários exames laboratoriais, sendo que os resultados das análises de rotina estarão disponíveis no próprio dia, quando aplicável.

A expansão ocorre num contexto de dificuldades no acesso aos cuidados de saúde. Segundo o Barómetro de Saúde da Médis, 72% dos inquiridos identificam os tempos de espera para consultas e tratamentos como a sua principal preocupação nesta área.

Em declarações divulgadas pela empresa, Rúben São Marcos, COO da Médis Serviços de Saúde, afirma que a introdução das duas valências pretende facilitar o acesso a acompanhamento clínico regular e concentrar diferentes serviços de saúde no mesmo espaço.

CNP Assurances investe 3,5 mil milhões para expansão no Brasil e México

20 October 2026 at 17:31

A seguradora francesa CNP Assurances anunciou esta terça-feira um acordo para comprar a Prudential do Brasil e a Prudential do México por cerca de 4 mil milhões de dólares (3,5 mil milhões de euros), pagos em dinheiro. A operação reforça a posição da seguradora francesa na América Latina e marca a sua entrada no mercado mexicano. A transação está sujeita a autorizações regulatórias e deverá ficar concluída no segundo semestre de 2027.

A CNP já é a terceiro maior grupo segurador brasileiro, graças sobretudo à parceria de distribuição com a Caixa Económica Federal. A aquisição da Prudential acrescenta-lhe uma operação relevante de seguros de pessoas, com uma rede de cerca de 2.500 agentes franchisados, conhecidos como Life Planners. A CNP, detida a 100% pelo Estado francês através de La Banque Postale, estima uma taxa interna de rentabilidade de 15% para a aquisição e um impacto negativo de cerca de 20 pontos percentuais no rácio de cobertura do capital regulamentar SCR. No anúncio da aquisição, a CNP Assurances indicou para a Prudential receitas de 1,3 mil milhões de euros para a operação brasileira e de 100 milhões para a mexicana.

A CNP no Brasil vende seguros de vida, seguros associados ao crédito, seguros habitacionais e outros produtos. A oferta inclui ainda previdência privada, capitalização e consórcios, dependendo da sociedade e da parceria comercial. Na Caixa Vida e Previdência, em parceria com a Caixa Seguridade, comercializa seguros de risco, seguros associados ao crédito e produtos de previdência através da rede de bancassurance. A CNP Seguros é outra seguradora detida pela CNP Assurances e pela Caixa Seguridade com uma carteira de seguros que inclui seguros habitacionais e a plataforma digital Youse. Por último existe a CNP Seguradora que gere uma operação controlada exclusivamente pela CNP Assurances que inclui, entre outras atividades, a Previsul e a CNP Capitalização. Desenvolve negócios fora da rede de distribuição da Caixa, nomeadamente através de outros canais e parceiros.

A venda faz parte da estratégia da Prudential Financial de reduzir a presença em mercados emergentes e concentrar capital nos Estados Unidos, Japão e alguns mercados europeus.

Hiscox reúne mediadores em Lisboa para debater riscos tecnológicos

20 October 2026 at 16:47

A Hiscox realiza a 22 de outubro, em Lisboa, a segunda sessão portuguesa do Hiscox on Tour, um roadshow dirigido a mediadores de seguros. O encontro terá lugar no Clube Ferroviário, depois de a primeira edição, no Porto, ter reunido mais de 80 profissionais.

A sessão de Lisboa vai centrar-se nos riscos tecnológicos que afetam empresas e particulares, incluindo os desafios associados à inteligência artificial, conforme explicam em comunicado. A agenda prevê a discussão das oportunidades de utilização destas ferramentas, nomeadamente na simplificação de processos e no aumento da eficiência, mas também das novas vulnerabilidades que podem criar.

O programa inclui ainda a apresentação das soluções especializadas da seguradora e momentos de contacto entre os participantes. A iniciativa pretende promover a troca de experiências entre profissionais e aprofundar o conhecimento sobre os riscos que exigem uma abordagem técnica mais especializada.

Lançado em Portugal este ano, depois de quatro edições em Espanha, o Hiscox on Tour faz parte da estratégia da seguradora para reforçar a relação com os mediadores. A companhia afirma que estes profissionais têm um papel importante na identificação e interpretação de riscos complexos e na escolha das coberturas mais adequadas às necessidades dos clientes.

O evento acontece depois de a Hiscox reafirmar a ECOseguros a sua continuidade e aposta no mercado português, após ter sido alvo de protestos e de uma greve por parte dos trabalhadores em Lisboa, motivados pela transferência de funções administrativas para a prestadora de serviços Genpact.

Howden nomeia Enrico Nanni como novo CEO da Europa

20 October 2026 at 12:02

A corretora de seguros Howden nomeou Enrico Nanni como CEO da operação europeia, sendo que assumirá funções a partir de 1 de janeiro de 2027. Nanni é atualmente Chief Commercial Officer (CCO) e manterá ambas as funções em simultâneo, reportando diretamente a Luigi Sturani, CEO da região que abrange a Europa, o Médio Oriente e África (EMEA).

Enrico Nanni é o novo CEO da operação europeia da Howden. “O que alcançámos nos últimos cinco anos é um testemunho do talento, do espírito empreendedor e do empenho dos nossos colaboradores em toda a região”.

A nomeação surge numa fase de expansão da atividade da Howden na região EMEA. A nova estrutura pretende acompanhar o crescimento do negócio, mantendo a proximidade da liderança aos mercados locais, clientes e equipas, explicam em comunicado.

Na nova função, Nanni trabalhará com os diretores executivos dos vários países europeus para promover o crescimento orgânico e reforçar a articulação entre os mercados.

Luigi Sturani continuará a liderar a região EMEA e a supervisionar a atividade na Europa, concentrando-se também nas oportunidades de crescimento no Médio Oriente, em África, na Turquia e na Ásia Central.

Nos últimos cinco anos, a Howden expandiu a sua atividade na Europa de 11 para 30 países e aumentou o número de colaboradores de 1.000 para mais de 6.000. No mesmo período, de acordo com a corretora, o volume de prémios brutos emitidos atingiu 8,5 mil milhões de dólares.

Em comunicado, Sturani destacou o percurso de Nanni, com quem trabalha desde 1997, e o seu contributo para o desenvolvimento do negócio europeu, das equipas e das relações com clientes e parceiros.

Por sua vez, Nanni afirmou que pretende continuar a reforçar a oferta da corretora junto dos clientes e mercados locais, em articulação com os responsáveis e as equipas de cada país.

Já no princípio do ano, a Howden escolheu Rúben Martinez como novo Diretor-Geral em Espanha, tendo também assumido o cargo de Country Manager em Portugal. Em setembro, a Howden Re – braço especializado em resseguro da Howden – entrou pela primeira vez no país com a abertura de um novo escritório na capital portuguesa.

A IA precisa de um seguro próprio?

20 October 2026 at 11:59

Um passageiro perguntou ao chatbot da Air Canada se podia comprar um bilhete e pedir mais tarde o desconto previsto para viagens por morte de um familiar. O chatbot disse que sim. A companhia recusou depois o pedido, porque as suas regras não o permitiam. Em fevereiro de 2024, um tribunal canadiano responsabilizou-a pela informação errada e mandou-a indemnizar o passageiro.

O caso interessa a qualquer empresa que use um chatbot para responder aos clientes. Se uma resposta errada causar um prejuízo e a empresa tiver de indemnizar o cliente, o seu seguro de responsabilidade civil cobre essa indemnização? Ou precisa de uma apólice específica para os riscos da IA?

A resposta depende do que comprou. As apólices cobrem determinadas atividades e tipos de prejuízo. Uma resposta errada pode causar uma perda financeira sem provocar danos físicos ou materiais. Essa perda pode ficar fora da cobertura, mesmo que a apólice não exclua expressamente a IA. Ter um seguro de responsabilidade civil não garante que este erro esteja coberto.

Parte do mercado está a responder através dos produtos existentes. Em junho, a CFC anunciou a introdução de cobertura explícita de IA em sete apólices, incluindo responsabilidade profissional e responsabilidade de administradores. Esta opção permite esclarecer a proteção do cliente nos seguros que já contrata.

Enquanto analista de investimentos em insurtech, acredito que haverá também um mercado relevante para especialistas em responsabilidade por IA. Empresas como a Testudo e a Armilla já oferecem apólices dedicadas. Operam como Managing General Agents (MGAs), entidades que desenvolvem produtos e subscrevem riscos em nome de seguradoras, que assumem a obrigação de pagar os sinistros cobertos.

O que podem oferecer de melhor? Uma avaliação centrada nos usos da IA e coberturas escritas para os prejuízos que esses usos podem causar. A Testudo relaciona os sistemas utilizados pelas empresas com incidentes, processos judiciais e ações regulatórias. A Armilla combina esse tipo de informação com avaliações técnicas dos sistemas e dos controlos das empresas que os utilizam.

Pensemos em duas empresas que usam o mesmo modelo. Numa, o assistente de IA prepara respostas que um funcionário revê antes de enviar. Na outra, responde diretamente aos clientes, dando recomendações sobre os produtos que devem comprar. O modelo é o mesmo, mas as possibilidades de causar um prejuízo são diferentes. Essa diferença deve pesar no preço e nas condições do seguro.

Conhecer estes usos permite ao especialista avaliar riscos que uma abordagem mais genérica pode levar a recusar. Permite também definir com maior precisão o que fica coberto. A Testudo, por exemplo, apresenta cobertura para perdas financeiras causadas a terceiros por respostas erradas da IA. A Armilla inclui despesas de defesa e indemnizações por reclamações relacionadas com falhas dos sistemas. São respostas concretas à dúvida de quem utiliza estas ferramentas.

É por isso que vemos espaço para estas MGAs crescerem, mesmo que as seguradoras adaptem os seus produtos atuais. A especialização pode permitir-lhes cobrir atividades que outros recusam ou oferecer condições mais adequadas ao uso da IA de cada empresa. O resultado interessa diretamente ao segurado: saber que prejuízos estão cobertos, com que limites e em que condições.

Nem todas as empresas precisarão de uma apólice própria. Mas, à medida que entregam mais tarefas à IA, precisam de confirmar que o seguro acompanha as responsabilidades que estão a assumir. Acreditamos que os especialistas terão um papel importante em dar essa resposta.

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