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Soldado do Exército que desapareceu com arma é preso em Pernambuco

21 October 2026 at 18:07

Um soldado do Exército foi preso em Pernambuco, na madrugada desta quarta-feira (21), após deixar o quartel durante o serviço de sentinela levando o armamento individual. O caso ocorreu no último sábado (17).

Pedro Gabriel Bezerra do Nascimento se apresentou à 7ª DPH (Delegacia de Polícia de Homicídios), em Paulista, na região metropolitana do Recife, segundo o Comando Militar do Nordeste.

De acordo com o Exército, a Justiça Militar da União decretou a prisão preventiva do soldado no mesmo dia.

Na madrugada desta quarta, a Polícia Civil recebeu informações sobre a localização do militar e realizou diligências nos endereços indicados.

Diante da possibilidade de ser preso, a defesa do soldado entrou em contato com a delegacia e informou que ele se apresentaria à unidade policial. Após a apresentação, o mandado de prisão foi cumprido.

Militar chegou a ser dado como desaparecido

Pedro Gabriel estava desaparecido desde o último sábado, quando deixou o 7º Depósito de Suprimento, no bairro do Cabanga, no Recife, durante o serviço de sentinela, levando o armamento individual, um fuzil calibre 7,62 milímetros e 20 munições.

Segundo o advogado da família, Jario Santos, o soldado se apresentou sem o fuzil e sem as munições.

Além disso, ainda de acordo com o advogado, o soldado relatou ter um lapso de memória sobre o que aconteceu no sábado e não soube explicar onde está o armamento.

Jario disse ainda que, segundo o militar, ele estava sem acesso à internet e, quando conseguiu se conectar, viu o apelo feito pela mãe nas redes sociais e soube da prisão da namorada, suspeita de ajudá-lo. De acordo com o advogado, esses fatores motivaram a decisão de se apresentar à polícia.

O advogado também informou que a namorada do soldado está grávida de dois meses e que a gestação é considerada de risco. Ela foi presa sob suspeita de envolvimento no caso.

Militar permanece sob custódia

Após a prisão, Pedro Bezerra foi levado ao IML (Instituto de Medicina Legal) para realizar exame de corpo de delito.

Em seguida, foi encaminhado ao 4º Batalhão de Polícia do Exército (BPE), onde permanece custodiado.

Em nota, o Comando Militar do Nordeste informou que continuará atuando nas investigações em conjunto com os órgãos de segurança pública. O objetivo, segundo o comunicado, é recuperar o material levado pelo soldado.

Quem é Nelson Wilians, advogado alvo de operação da Polícia Federal

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Curso falso para sargentos da reserva era usado para compra de armas

Agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), com apoio do Exército Brasileiro, desarticularam um esquema criminoso que simulava cursos de formação de sargentos da reserva para falsificar documentos militares e permitir a compra irregular de armas de fogo.

Na ação, dois homens foram presos e um terceiro continua foragido. Cinco pistolas e um fuzil foram apreendidos, além de dezenas de documentos falsificados.

As investigações apontaram que o grupo organizava falsos cursos preparatórios, com aulas presenciais e aplicação de provas, para dar aparência de legalidade à formação dos participantes.

Ao final, eram fornecidas carteiras de identidade militar e autorizações de compra de armamentos com assinaturas falsificadas de oficiais do Exército. Os documentos eram utilizados para adquirir armas em estabelecimentos comerciais credenciados.

Os criminosos também falsificavam Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAF), necessários para a retirada do armamento das lojas de venda de armas.

A investigação identificou a compra de cinco armas, avaliadas em aproximadamente R$ 50 mil, entre elas quatro pistolas calibre .40, uma pistola 9 mm e um fuzil calibre 5,56 mm.

Parte do armamento ainda estava nos estabelecimentos comerciais quando o esquema foi descoberto, o que permitiu impedir a entrega aos compradores.

Investigação

As apurações começaram há dois meses, após a prisão em flagrante de um homem que adquiriu uma pistola utilizando documentação falsa.

A partir desse caso, os agentes identificaram outras compras realizadas com documentos que apresentavam o mesmo padrão de falsificação.

O Exército Brasileiro confirmou que os documentos e as autorizações de aquisição de armas eram falsos.

Além da primeira prisão em flagrante, outros dois criminosos foram presos durante a ação.

As investigações prosseguem para identificar os responsáveis pela organização dos cursos, pela produção dos documentos falsificados e outros possíveis envolvidos.

Além dos mandados de prisão temporária expedidos, a Justiça do Rio determinou que as cinco armas apreendidas poderão ser destinadas ao uso da Polícia Civil.

 

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