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Os pratos saem secos da máquina da loiça mas os recipientes de plástico continuam molhados? Resposta está na velocidade da perda de calor

21 October 2026 at 20:20

A máquina termina o programa, os pratos e os copos parecem secos, mas os recipientes de plástico continuam cobertos de pequenas gotas de água. A diferença não significa necessariamente que exista uma avaria: o plástico perde o calor mais depressa, favorecendo a formação de condensação na superfície.

Segundo a empresa Electrolux, este comportamento pode ser observado em caixas de armazenamento, talheres e outras peças de plástico colocadas na máquina da loiça. Porcelana e vidro conservam o calor durante mais tempo e, por isso, tendem a apresentar resultados de secagem diferentes no final do mesmo ciclo.

Plástico arrefece mais depressa

Durante a lavagem, os diferentes materiais aquecem, mas não mantêm essa temperatura durante o mesmo período. Os utensílios de plástico libertam rapidamente o calor acumulado e começam a arrefecer antes de materiais como o vidro ou a porcelana.

É neste processo que pode surgir a condensação. Assim, encontrar gotas num recipiente de plástico enquanto um prato colocado ao lado está seco não permite, por si só, concluir que a função de secagem da máquina está a funcionar mal.

Programa escolhido pode mudar o resultado

A Electrolux recomenda avaliar primeiro a secagem em peças de porcelana e vidro. Caso também estas permaneçam frias ou demasiado molhadas no final, poderá fazer sentido experimentar um programa AUTO ou intensivo e verificar se o comportamento se mantém.

Os ciclos também não secam todos da mesma forma. Segundo a mesma fonte, os programas ECO e BIO recorrem a uma secagem passiva, enquanto alguns ciclos rápidos de cerca de 30 minutos nem sequer incluem uma sequência de secagem.

Máquina demasiado cheia também pode dificultar

A disposição da loiça dentro do equipamento influencia igualmente o resultado. Uma máquina sobrecarregada ou com peças colocadas de forma incorreta pode dificultar o escoamento da água e reduzir a eficácia das diferentes fases do programa.

Por isso, a marca aconselha a respeitar as indicações do manual e, depois de terminado o ciclo, permitir que o excesso de água evapore antes de retirar a loiça. Recipientes colocados de forma a acumularem água poderão naturalmente sair mais molhados.

Detergente e abrilhantador também contam

Pré-lavar a loiça com detergente antes de a colocar na máquina pode ter o efeito contrário ao pretendido. A marca alerta que o excesso de espuma pode reduzir o efeito do tensioativo e acabar por prejudicar os resultados de secagem.

Também pode ser útil verificar o detergente utilizado e, quando aplicável, ajustar o abrilhantador de acordo com o manual. Nos programas mais curtos, detergentes líquidos ou em pó podem ser preferíveis a algumas pastilhas combinadas, que poderão não dissolver-se completamente durante o tempo disponível.

Há verificações simples antes de chamar um técnico

Filtros e braços aspersores sujos podem igualmente interferir com o funcionamento normal do equipamento. A recomendação passa por verificar e limpar estes componentes seguindo as instruções específicas previstas pelo fabricante para cada modelo.

Algumas máquinas dispõem ainda de funções como Dry+, Dry Plus ou XtraDry, destinadas a melhorar a secagem, embora possam prolongar o programa e aumentar o consumo de energia. Assim, quando apenas o plástico permanece húmido, a explicação pode estar simplesmente na sua capacidade de perder calor rapidamente. Se a porcelana e o vidro também não secarem depois de verificadas estas condições, a Electrolux aconselha recorrer a assistência técnica autorizada.

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Aldeia em Arcos de Valdevez tem 24 construções de pedra que parecem túmulos mas serviam para guardar alimentos

21 October 2026 at 12:50

À primeira vista, as pequenas construções de granito alinhadas sobre uma grande rocha podem fazer lembrar antigos túmulos. A verdadeira função, porém, era bastante diferente. Na aldeia de Soajo, no concelho de Arcos de Valdevez, existe uma eira comunitária formada por 24 espigueiros onde as famílias guardavam os cereais necessários à alimentação.

O conjunto encontra-se na periferia da zona habitada, num ponto elevado dominado por um grande afloramento granítico. Escreve o portal Visit Portugal que os espigueiros apresentam elementos dos séculos XVIII e XIX e foram utilizados sobretudo para conservar milho, uma cultura abundante nesta zona do norte do país.

O mais antigo nasceu em 1782

De salientar que o espigueiro mais antigo do conjunto data de 1782. A eira foi sendo ocupada por outras estruturas semelhantes até atingir as 24 construções que podem atualmente ser observadas lado a lado.

A escolha da pedra e da localização tinha uma função ligada à conservação dos alimentos. Ali eram armazenados os cereais recolhidos pela comunidade, numa época em que garantir reservas em boas condições era fundamental para assegurar a alimentação das famílias ao longo do ano.

Cruzes no topo não estão ali por acaso

Um detalhe chama particularmente a atenção em vários espigueiros: as cruzes colocadas na parte superior. Segundo o Visit Portugal, representam a proteção divina daquilo que se encontrava guardado no interior e, por extensão, da própria sobrevivência da comunidade.

A relação com o alimento era suficientemente importante para a fonte associar estas cruzes à ideia do “pão nosso de cada dia”. Os espigueiros eram, assim, mais do que simples elementos da paisagem rural, uma vez que protegiam uma parte essencial das colheitas de quem vivia em Soajo.

Eira comunitária continua ligada aos habitantes

O conjunto não deve ser entendido apenas como um vestígio abandonado de outros tempos. A eira comunitária ainda hoje é utilizada pela população, mantendo uma ligação entre o património e a vida da aldeia.

As 24 estruturas assentam sobre uma extensa base natural de granito. A concentração dos espigueiros num mesmo espaço revela também uma forma comunitária de organização, na qual diferentes famílias partilhavam a mesma área para armazenar aquilo que produziam.

Soajo guarda outro Monumento Nacional

Quem entra no núcleo da aldeia encontra ruas de pedra e pequenas casas construídas com blocos de granito. No centro destaca-se ainda o pelourinho de Soajo, classificado como Monumento Nacional desde 1910.

Um dos seus elementos mais curiosos é a representação de uma face humana, coroada por uma forma triangular que faz lembrar um chapéu de três bicos. A arquitetura tradicional acompanha o visitante até à zona onde se encontra a eira, um dos locais mais reconhecíveis da povoação.

Aldeia fica dentro do Peneda-Gerês

Soajo está inserida no Parque Nacional da Peneda-Gerês, numa área do concelho de Arcos de Valdevez marcada pela paisagem de montanha. Além do património construído, a região oferece percursos pedestres e outras atividades ao ar livre.

A gastronomia local mantém igualmente uma forte ligação ao território, com carne de raça barrosã, cabrito da serra, arroz de frango e vinho verde entre os produtos destacados pelo Visit Portugal. Contudo, é no alto da aldeia que permanece uma das imagens mais particulares de Soajo: 24 pequenas construções de granito que podem sugerir túmulos a quem as vê pela primeira vez, mas que foram erguidas para proteger o milho e outros cereais das famílias locais.

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