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Análise: Foco de calor na Amazônia aumenta mais de 60% em um ano

21 October 2026 at 18:53

Os focos de calor na Amazônia registraram um aumento de 64% em relação ao mesmo período do ano anterior. O dado chama atenção justamente por ocorrer em um ano em que a Amazônia Legal registrou seu menor índice de desmatamento em quase quatro décadas, evidenciando que desmatamento e queimadas são problemas distintos, com dinâmicas e formas de enfrentamento diferentes.

El Niño como fator agravante

Para o analista de Clima e Meio Ambiente da CNN, Pedro Côrtes, ao Live CNN, o cenário atual tem uma característica muito particular: a forte influência do El Niño.

“Nós estamos sob a influência de um El Niño muito forte e que está em progressão”, afirmou. Segundo ele, a perspectiva é de que o fenômeno atinja seu nível máximo entre dezembro deste ano e janeiro do próximo.

Pedro Côrtes explicou que o El Niño provoca uma redução significativa da umidade proveniente do Oceano Atlântico que normalmente chega até a Amazônia. Com isso, a floresta — naturalmente úmida — passa a ficar muito seca, o que facilita a propagação dos focos de incêndio.

“Há uma contribuição significativa do clima. Não que o clima sozinho responda por todos esses focos de incêndio, mas ele acaba facilitando a propagação dos focos, sejam criminosos ou não“, destacou.

Combate dificultado pela seca

Além de favorecer a propagação das chamas, a seca também compromete diretamente as operações de combate aos incêndios. Pedro Côrtes apontou que há uma redução no nível da água em igarapés e rios, o que dificulta tanto a locomoção das equipes — que dependem das hidrovias para se deslocar em diversas regiões — quanto a disponibilidade de água para o combate.

“Ela, ao mesmo tempo que é uma situação climática que facilita a propagação, ela também dificulta o combate”, resumiu.

Focos concentrados no leste e impacto em Manaus

De acordo com dados oficiais, os focos de incêndio estão atualmente concentrados na parte leste da Amazônia. O vento que sopra do oceano leva a fumaça produzida por esses incêndios até Manaus.

Manaus (AM) figura nesta quarta-feira (21) como a cidade com a pior qualidade do ar no Brasil, seguida por Rio Branco (AC) e, na sexta posição, Porto Velho (RO) — todas na região Norte do país. Dois dias antes, Belém (PA) estava entre as cidades mais poluídas do país.

“Várias cidades da região Norte do Brasil sempre aparecem com a pior qualidade para respirar”, concluiu, destacando a ligação direta entre os dados e as queimadas na região.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Força Nacional do SUS apoia atendimentos no Amazonas após incêndios

Logo Agência Brasil

Com o aumento da demanda de atendimento em saúde em razão dos incêndios florestais na região, começou a funcionar em Manaus uma base regional da Força Nacional do SUS. Segundo a última atualização da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, desde que a fumaça dos incêndios florestais começou a afetar a população, no início de outubro, até o último dia 14, os atendimentos por exposição à fumaça chegaram a 541 na rede pública.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nas últimas 23 horas estão ativos 13 focos de incêndios florestais. Cerca de 370 lançamentos de água já foram efetivados pela força-tarefa que atua na região para combater o fogo.

Notícias relacionadas:

O diretor da Força Nacional -SUS, Rodrigo Stabeli, informou que, neste momento, a nova base monitora a disponibilidade de insumos médicos nos municípios atingidos pela fumaça dos incêndios, para que o apoio possa chegar aos locais mais pressionados pelo aumento da demanda.

“Estamos reforçando o apoio à organização dos serviços e mobilizando equipes para garantir que o cuidado chegue a quem precisa”, reforça.

As equipes trabalham com um painel interativo que reúne as informações fornecidas pelos municípios sobre demandas no setor de saúde. De acordo com informativo divulgado pelo Ministério da Saúde, 43 municípios já atualizaram a base de dados da ferramenta.

A partir das informações, são definidas rotas e os meios de transporte para que o deslocamento das equipes seja mais rápido e capaz de fornecer resposta em, no máximo, 72 horas, por meio do uso de embarcações e aeronaves para o deslocamento.

Essa é a quarta base regional em funcionamento no país. A previsão é que outra unidade seja instalada ainda esta semana em Porto Velho, com o objetivo de ampliar a capacidade de resposta aos efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde da população, incluindo os associados ao fenômeno El Niño, que deve acentuar a seca na Região Norte durante os próximos meses.

 

Incêndios no Amazonas: Governo federal libera R$ 3,5 milhões para cidades

21 October 2026 at 15:39

O governo federal informou que vai intensificar as ações de combate aos incêndios florestais e aos efeitos da estiagem no Amazonas.

Entre as medidas anunciadas nesta quarta-feira (21) estão o repasse de mais R$ 3,5 milhões para quatro municípios afetados, o início das atividades de uma base regional da FN-SUS (Força Nacional do SUS) em Manaus e o reforço das operações de fiscalização e investigação de possíveis crimes ambientais.

Segundo o governo estadual, 46 municípios amazonenses têm reconhecimento federal de situação de emergência. Veja:

• Governo do Amazonas

Até o momento, foram aprovados R$ 21,1 milhões em nove planos de trabalho da Defesa Civil Nacional, incluindo R$ 14,3 milhões encaminhados anteriormente e o novo repasse.

Base de saúde reforça atendimento durante a estiagem

A base regional da Força Nacional do SUS em Manaus começou a funcionar para apoiar a organização da rede assistencial e a gestão em saúde diante de desastres e eventos climáticos extremos, incluindo os associados ao fenômeno El Niño.

É a quarta unidade regional do tipo em funcionamento no país.

Neste primeiro momento, a equipe concentra a atuação nos impactos das queimadas, que têm comprometido a qualidade do ar em diferentes regiões do Amazonas.

Para organizar o atendimento, foi criado um painel que monitora a disponibilidade de insumos médicos nos municípios. A ferramenta ajuda a definir rotas e meios de transporte, como embarcações e aeronaves, além de estimar o tempo necessário para a entrega dos materiais durante os períodos de seca e estiagem.

Até o momento, 43 municípios preencheram as informações do sistema, desenvolvido em parceria entre a FN-SUS, a Superintendência do Ministério da Saúde no Amazonas e as secretarias estadual e municipais de Saúde.

A base reúne profissionais das áreas de gestão, saúde, logística, comunicação de risco e engajamento comunitário, com experiência no SUS (Sistema Único de Saúde) e em regiões remotas da Amazônia.

O trabalho é integrado à Sesai (Secretaria de Saúde Indígena), aos DSEIs (Distritos Sanitários Especiais Indígenas) e aos demais órgãos gestores do sistema.

Operações já extinguiram 337 ocorrências

As ações federais de combate aos incêndios no Amazonas resultaram na extinção de 337 ocorrências desde o início da temporada, segundo o governo.

Desde 10 de outubro, as operações aéreas somaram 390,5 horas de voo e 369 lançamentos de água, totalizando 1.118.600 litros utilizados no enfrentamento às chamas.

Atualmente, 13 aeronaves federais estão mobilizadas. São seis aviões Air Tractor, usados para lançar água sobre as áreas atingidas; cinco helicópteros, que transportam brigadistas e equipamentos e também apoiam o combate aéreo; e dois aviões KC-390, da FAB (Força Aérea Brasileira), empregados nos lançamentos de água.

Ibama aplica R$ 2 milhões em multas

Paralelamente ao combate direto ao fogo, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) realiza fiscalizações em propriedades rurais para verificar o cumprimento das medidas de prevenção e enfrentamento dos incêndios.

Até o momento, foram realizadas 19 ações em Autazes e Careiro da Várzea, municípios onde a situação dos incêndios florestais é crítica.

As operações resultaram em 17 multas, que somam aproximadamente R$ 2 milhões, e no embargo de 12 áreas, que abrangem cerca de 252 hectares.

As fiscalizações verificam o cumprimento de medidas estabelecidas em dois editais de notificação direcionados a 725 propriedades rurais no estado.

Segundo o órgão, as ações também buscam coibir práticas ilegais que agravam os danos causados pelos incêndios à vegetação nativa.

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    As operações também resultaram no embargo de 12 áreas, que juntas abrangem cerca de 252 hectares, em meio à intensificação do combate às queimadas no estado. • IBAMA

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    A fiscalização ambiental ocorre paralelamente à articulação entre órgãos estaduais e federais. • IBAMA

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    O objetivo é acompanhar o cumprimento das medidas estabelecidas para prevenir e enfrentar os incêndios florestais.

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    O objetivo é acompanhar o cumprimento das medidas estabelecidas para prevenir e enfrentar os incêndios florestais. • IBAMA

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    Entre os proprietários rurais penalizados, três deixaram de adotar medidas de prevenção e combate a incêndios florestais previstas em editais de notificação do Ibama. • IBAMA

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    As medidas buscam verificar o cumprimento das regras de prevenção e combate ao fogo. • IBAMA

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    As medidas buscam verificar o cumprimento das regras de prevenção e combate ao fogo. • IBAMA

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    As medidas buscam verificar o cumprimento das regras de prevenção e combate ao fogo. • IBAMA

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    O Corpo de Bombeiros disponibilizou viaturas para apoiar as equipes que atuam no município. • IBAMA

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    Em Autazes, o MPAM também intensificou a articulação com órgãos públicos para ampliar a fiscalização e a investigação de incêndios. • IBAMA

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    O objetivo é acompanhar o cumprimento das medidas estabelecidas para prevenir e enfrentar os incêndios florestais. • IBAMA

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    As ações fazem parte de uma estratégia de fiscalização. • IBAMA

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    Foram realizadas 19 ações de fiscalização nos dois municípios. • IBAMA

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    Entre os proprietários rurais penalizados, três deixaram de adotar medidas de prevenção e combate a incêndios florestais. • IBAMA

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    As operações resultaram no embargo de 12 áreas. • IBAMA

Leia também: Fiscalização contra queimadas: Ibama aplica R$ 2 milhões em multas no AM

Forças Armadas ampliam atuação

A Marinha do Brasil e o Exército Brasileiro passaram a integrar as ações de combate aos incêndios, que já contavam com a atuação da Força Aérea Brasileira. Até o momento, as Forças Armadas realizaram 30 missões.

A FAB emprega quatro aeronaves, incluindo dois aviões KC-390 utilizados no combate aéreo aos incêndios. A Marinha atua com três helicópteros e dois navios em missões de transporte e apoio logístico.

O Exército disponibiliza um helicóptero para transporte de equipes e materiais. Os meios aéreos são direcionados às localidades consideradas mais críticas no Amazonas.

Leia também: Governo anuncia novos reforços e medidas contra incêndios no Amazonas

Helicópteros vão apoiar perícias e investigações

O governo federal também enviou um helicóptero Bell 412 para transportar equipes responsáveis por diligências e perícias em campo.

Uma aeronave da família Esquilo também deve integrar a operação para ampliar o acesso dos profissionais aos locais onde serão realizadas as investigações.

A força-tarefa reúne a PF (Polícia Federal), a PC-AM (Polícia Civil do Amazonas), a PRF (Polícia Rodoviária Federal), a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), o Ibama e órgãos estaduais.

As equipes trabalham de forma integrada para apurar possíveis crimes relacionados aos incêndios.

As diligências incluem perícias em campo e análise de imagens de satélite, que podem contribuir para esclarecer as circunstâncias das ocorrências e identificar possíveis responsáveis.

Como os municípios podem solicitar recursos

Municípios com reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar recursos ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para ações de Defesa Civil.

O pedido deve ser feito pelo S2iD (Sistema Integrado de Informações sobre Desastres). A equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores apresentados nos planos de trabalho.

Queimadas: veja os riscos da fumaça à saúde e como se proteger

 *Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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