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PM ré por matar mulher em SP diz que irá mostrar legitimidade de conduta

21 October 2026 at 15:08

A defesa da policial militar Yasmin Cursino Ferreira disse que irá apresentar a legitimidade da conduta adotada pela agente durante abordagem policial que resultou na morte de Thawanna Da Silva Salmázio, em abril deste ano, na zona Leste de São Paulo.

A PM se tornou ré pelo crime de homicídio triplamente qualificado, na segunda (19), após a Justiça de São Paulo aceitar a denúncia oferecida pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo).

Em nota, o advogado Luiz Nakaharada, que representa a defesa de Yasmin, disse que apresentará todos os elementos relacionados as circunstâncias do fato. Veja nota completa no fim do texto.

Thawanna morreu após levar um tiro da policial militar durante uma discussão em Cidade Tiradentes, na zona Leste de São Paulo. A PM disse em depoimento que teria realizado o disparo pois a vítima e o marido, Luciano, aparentavam estar alterados e discutiam no meio da rua quando a viatura passava. Ao observar ambos, os policiais decidiram voltar e verificar o que acontecia.

Luciano foi contido por outros policiais da equipe, enquanto Yasmin conversava com Thawanna que, em meio a discussão, deu um tapa na cara da militar. Em razão disso, Yasmin relatou que foi necessário “o emprego de força para cessar a agressão e garantir a segurança da equipe e dos envolvidos.”

No dia 5 de abril, a policial militar foi afastada do cargo e teve a arma apreendida pelo DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa). Yasmin estava sem câmera corporal durante a ocorrência, mas o equipamento que o colega dela usava registrou parte da ação.

Em maio, a Justiça arquivou o processo que acusava Luciano de resistência durante a abordagem policial. Segundo o MPSP, que ofereceu o arquivamento do processo, a reação de Luciano é compatível com a “tensão decorrente da abordagem violenta dos policiais” e sustentou que ele foi testemunha do homicídio da própria esposa.

Sem justificativa

A promotoria sustenta que o homicídio foi praticado sem justificativa para ser empregada a força letal e com recurso que dificultou a defesa de Thawanna, que estava desarmada no momento em que foi morta em uma abordagem policial.

O órgão também levou em conta a demora no socorro da vítima, que levou um tiro na região do abdômen. Isso se caracterizou, segundo o MPSP, como meio cruel, uma vez que Thawanna permaneceu durante 30 minutos consciente e em sofrimento após ser baleada, sem que houvesse a adoção de medidas para ajudar a vítima.

Nota da defesa da PM:

“A Defesa da Sd. PM YASMIN CURSINO FERREIRA, diante do oferecimento de denúncia pelo Ministério Público em relação aos fatos ocorridos em 03 de abril de 2026, vem a público prestar esclarecimentos acerca do atual estágio processual.

Inicialmente, cumpre esclarecer que o oferecimento da denúncia representa o exercício da pretensão acusatória pelo Ministério Público, não constituindo qualquer juízo definitivo acerca da responsabilidade penal da policial militar.

A Defesa respeita o trabalho desenvolvido pelas autoridades responsáveis pela investigação, contudo, ressalta que os elementos até então apresentados serão devidamente submetidos ao contraditório e à ampla defesa, ocasião em que será possível o esclarecimento integral das circunstâncias que envolveram os fatos.

Nesse sentido, a Defesa reafirma sua convicção de que, ao longo da instrução processual, restará demonstrada a legitimidade da conduta adotada por YASMIN CURSINO FERREIRA, consideradas as circunstâncias concretas em que se deram os acontecimentos.”

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Polícia conclui que primas desaparecidas no PR foram mortas e indicia homem

21 October 2026 at 12:37

A Polícia Civil concluiu que as duas primas de 18 anos que ficaram desaparecidas por quatro meses após saírem de uma casa noturna no município de Paranavaí, no noroeste do Paraná, foram assassinadas por Clayton Antônio da Silva Cruz, de 39 anos.

Clayton, que foi morto durante uma tentativa de cumprimento de mandado pela polícia, foi apontado como responsável pelos dois homicídios. Um outro indivíduo, de 29 anos, foi indiciado por ocultar os corpos das jovens.

Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida desapareceram na madrugada de 21 de abril e foram encontradas sem vida enterradas em uma área rural de Paraíso do Norte, a mais de 27 quilômetros de distância da cidade onde elas foram vistas pela última vez.

Segundo os laudos realizados a partir das ossadas das jovens, foi concluído que o crime ocorreu após um possível desentendimento iniciado na casa noturna. Stella foi morta com disparos na cabeça e no tórax ainda dentro do veículo de Clayton. Já Letycia foi atingida por tiros na região do crânio quando estava fora do carro.

Imagens de segurança de diferentes pontos onde as jovens teriam passado mostraram que Clayton estava com as vítimas no município de Cianorte, de onde elas saíram, e continuou com elas em Paranavaí, onde foram a uma casa noturna.

Clayton foi morto pela polícia em 21 de agosto durante cumprimento de mandados judiciais contra ele, em Mandaguari, na Região Metropolitana de Maringá. A conclusão sobre a sua participação no caso será analisada pela Justiça.

Já o segundo homem, que não teve a identidade revelada, admitiu que auxiliou no transporte e no enterramento dos corpos das vítimas, de acordo com as investigações. Foi ele, inclusive, que indicou à polícia o local onde Letycia e Sttela estava escondidas.

O relatório final do inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário, que deve adotar as devidas providências em relação, principalmente, à responsabilização criminal do segundo suspeito.

Desaparecimento

Letycia e Sttela desapareceram após saírem de Cianorte na noite de 20 de abril. As duas estavam acompanhadas de Clayton, que utilizava o nome falso de “Davi” e que estava foragido por um crime de roubo.

Câmeras de segurança registraram as vítimas na madrugada do dia 21 na casa noturna, em Paranavaí. Depois desse fato, o suspeito retornou sozinho a Cianorte e, posteriormente, deixou o município.

Ossadas encontradas no PR são de primas desaparecidas

Sinais de violência

Os corpos das primas foram encontrados enterrados em uma área rural de Paraíso do Norte no dia 21 de agosto e a confirmação das identidades foi realizada no dia 27 do mesmo mês após a validação exames de odontologia forense.

Laudos antropológicos também mostraram que as duas morreram em decorrência de disparos de arma de fogo.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

“Abbiamo sbagliato. L’abbiamo visto fare su TikTok”, i ragazzi della minicar piangono davanti ai pm minorili di Roma

21 October 2026 at 07:56

“Chiediamo scusa per quello che abbiamo fatto”. Davanti al pm della Procura per i minorenni di Roma, le parole dei due ragazzi indagati per le aggressioni con una minicar arrivano tra le lacrime, dopo quasi quattro ore di interrogatorio. I due adolescenti, di 16 e 17 anni, hanno risposto alle domande e ripercorso gli episodi avvenuti tra il 4 e il 5 ottobre nel quartiere Monteverde, fornendo versioni che, secondo quanto riferito, confermano in parte quanto già raccontato agli investigatori.

I giovani sono accusati, a vario titolo, di tentato omicidio, lesioni personali aggravate e percosse in concorso. La loro posizione è ora al vaglio della Procura, che dovrà valutare anche la relazione dei servizi sociali prima di decidere quale misura cautelare chiedere al giudice per le indagini preliminari. Le ipotesi comprendono gli arresti domiciliari, il collocamento in comunità e altre misure, come l’obbligo di firma o di dimora.

Il primo a essere ascoltato è stato il diciassettenne, che si trovava alla guida della minicar nera utilizzata durante le uscite. Accompagnato dal padre, un carabiniere, il ragazzo ha negato la propria responsabilità in due degli episodi contestati e ha raccontato di essere ormai sopraffatto dalla vicenda, tanto da non riuscire più a mantenere il segreto. Anche il sedicenne, arrivato in Procura con la madre, ha risposto alle domande del magistrato. I due sono stati interrogati separatamente e assistiti dagli avvocati Pasquale Connatelli e Lavinia Felisso.

È stato soprattutto il più giovane a ricostruire le serate trascorse per le strade della capitale, spiegando che le aggressioni sarebbero state ispirate da alcuni video pubblicati sui social. “L’abbiamo visto fare su TikTok. È pieno di video dove ci sono persone che danno spintoni a passanti scelti a caso. Nessuno si faceva niente. Credevamo che avrebbe funzionato così anche per noi”, avrebbe dichiarato al pm.

Una spiegazione che, secondo il racconto riportato, non sarebbe legata a un piano preciso né alla scelta preventiva delle vittime. “Abbiamo fatto e deciso tutto insieme. Lui guidava e io agivo. Le persone aggredite le abbiamo scelte a caso. Non c’era uno schema preciso”, ha riferito il sedicenne, aggiungendo che le uscite erano inizialmente pensate per stare insieme e parlare. Il ragazzo ha inoltre sostenuto che gli episodi di cui i due sarebbero responsabili sono quattro, una ricostruzione che dovrà essere confrontata con gli elementi raccolti dagli investigatori.

Tra le aggressioni contestate c’è quella ai danni dell’attore Davide Iacopini, ancora ricoverato in terapia intensiva all’ospedale San Camillo. Secondo quanto raccontato dal sedicenne, mentre l’attore procedeva in monopattino, lui avrebbe allungato un braccio dal finestrino della minicar, facendogli perdere l’equilibrio. Iacopini è caduto contro un’automobile in sosta, riportando un grave trauma cranico.

“Non ho capito di aver fatto male all’attore. Quando sono risalito sull’auto ero tranquillo, ero certo che stesse bene”, avrebbe spiegato il ragazzo. Una convinzione che, stando alla sua versione, sarebbe rimasta tale anche dopo la caduta. “Se io o il mio amico ci fossimo accorti che stava male dopo la caduta non avremmo proseguito a girare per Monteverde”, ha aggiunto, raccontando di aver appreso solo successivamente la gravità delle condizioni dell’uomo. Dopo l’aggressione a Iacopini, resa pubblica il 6 ottobre, sono avvenuti altri due episodi: uno ai danni di una studentessa francese e un altro contro un giovane in monopattino su ponte Testaccio. Il sedicenne ha ammesso di aver cercato di nascondere quanto accaduto, raccontando di aver vissuto giorni di forte agitazione. “Ho provato a nascondere tutto. Ma piangevo in continuazione e stavo per esplodere”, avrebbe detto durante l’interrogatorio.

Al termine delle audizioni, entrambi i ragazzi avrebbero espresso rimorso per quanto accaduto. “Non finiremo mai di scontare questa pena. Abbiamo sbagliato”, avrebbero dichiarato, secondo quanto riporta il Corriere della Sera. Intanto, gli investigatori sono arrivati alla loro identificazione incrociando le testimonianze delle vittime e dei presenti con le immagini delle telecamere di sorveglianza. Un ruolo decisivo sarebbe stato svolto dalla ricerca della minicar nera, descritta da alcuni testimoni e seguita attraverso i filmati per ricostruirne gli spostamenti. Anche la segnalazione di un residente del quartiere Testaccio avrebbe contribuito a restringere il campo fino ai due adolescenti. La decisione sulle eventuali misure cautelari spetta ora al giudice, sulla base delle richieste della Procura e degli elementi raccolti.

L'articolo “Abbiamo sbagliato. L’abbiamo visto fare su TikTok”, i ragazzi della minicar piangono davanti ai pm minorili di Roma proviene da Il Fatto Quotidiano.

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