❌

Normal view

Flávio impõe condições para quebra de sigilo e campanha diz que Lula aceita

21 October 2026 at 21:58

O senador Camilo Santana (PT-CE), integrante da equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quarta-feira (21) que o petista aceitará as condições apresentadas pelo adversário Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura dos sigilos bancário e telefônico dos dois candidatos.

Segundo Camilo, representantes da campanha de Lula irão ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta quinta-feira (22), às 11h, para protocolar a resposta às exigências do senador, com uma autorização para a quebra dos sigilos.

“De todas as condicionantes que ele colocou o presidente só tem a dizer que não se opõe absolutamente nada. Contanto que ele [Flávio] também cumpra e abra tudo que está sendo pedido”, afirmou.

Leia Mais:

O senador disse que o horário previsto para a entrega do documento também será o prazo estabelecido pela campanha petista para que Flávio ou seu representante legal formalize a concordância com a abertura de “todo o sigilo bancário e telefônico”.

O desafio foi lançado por Lula durante o debate presidencial da Band, no domingo (18). Na terça-feira (20), o presidente apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para a divulgação dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares, condicionada à adoção da mesma medida pelo adversário.

Entre as exigências de Flávio está a abertura dos sigilos de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e de outros auxiliares cujos telefones, segundo a campanha do candidato do PL, eram utilizados pelo presidente.

Questionado sobre o acesso aos dados de Marcola, Camilo afirmou que todas as condições serão atendidas, desde que Flávio também cumpra sua parte.

O senador petista também disse que a campanha estranhou a ausência da empresa Halcazar Holding na relação apresentada por Flávio.

Segundo Camilo, o candidato mantinha, por meio da empresa, uma conta compartilhada com o advogado Wiler Tomaz, a quem o petista atribuiu envolvimento em uma investigação sobre desvios de recursos de aposentados do INSS.

 

 

À CNN, Samanda defende reforma do Judiciário e aposta em virada de Lula

21 October 2026 at 20:07

A senadora eleita Samanda de Lula (PT-RN) defendeu, nesta quarta-feira (21), uma reforma do Judiciário voltada à ampliação do acesso da população à Justiça, visando medidas que diminuam a desigualdade nesse sentido. Em entrevista à CNN, ela argumentou que a capacidade de um indivíduo de pagar por um bom advogado pode influenciar o tempo necessário para a resolução de um processo que tramita na esfera judicial.

Além disso, a parlamentar eleita defendeu que o Congresso Nacional discuta, com responsabilidade, mudanças relacionadas à conduta de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Na entrevista, a petista ainda questionou o fato da oposição apresentar pedidos de impeachment contra integrantes do Supremo por divergências políticas. Por outro lado, ela também sustentou que magistrados da Corte prestem esclarecimentos quando necessários.

“Eu não defendo que ministro [do STF] tenha carta branca para fazer o que quer. Alguns ministros merecem dar explicações. E a gente debater se precisa fazer alguma alteração [na Constituição]”, afirmou.

Leia Mais:

Campanha de Lula

Samanda foi eleita pela primeira vez ao senado no pleito deste ano. A parlamentar cumpria mandato de vereadora de Natal desde 2024, e assumiu a candidatura ao Senado após a decisão da governadora Fátima Bezerra de não concorrer ao cargo da Casa Alta.

À CNN, a petista ainda comentou a mobilização feita pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na reta final das eleições. Segundo ela, o movimento rumo ao segundo turno combina ações para engajar os apoiadores e debates sobre as propostas do presidente. Na avaliação dela, os eleitores conhecem o governo atual e reconhecem a necessidade de avanços e de diálogo com as instituições democráticas do país.

Samanda também avaliou que parte do eleitorado passou a prestar mais atenção à disputa presidencial depois do primeiro turno e que essa parcela deve usar a reta final para definir o resultado do próximo domingo (25). Ela disse estar confiante de que Lula será reeleito.

“Estão vendo um presidente que está com muita vontade de cumprir seu último mandato, trabalhando muito pelo povo brasileiro”, afirmou.

Ao criticar o adversário direto de Lula, Flávio Bolsonaro (PL), a petista disse que o candidato não apresenta propostas ou defende medidas que, segundo ela, não são compreendidas pela população.

*Sob supervisão de Mayara da Paz

Pedro Sánchez vuelve a responder a Milei en un mitin en Burgos tras llamarle “impresentable dictador”: “Las motosierras y los tijeretazos no construyen nada. Destruyen”

21 October 2026 at 19:36

Primero ha respondido de forma sutil vía X, a golpe de música, con un tema de la cantante Lali Espósito, una de las mayores detractoras del presidente de Argentina, Javier Milei. “De camino a Burgos, aprovecho el viaje en coche para escuchar este temazo argentino. ¡Me encanta!”, ha escrito esta mañana. Ha sido precisamente en la ciudad castellanoleonesa, en un acto de precampaña para las elecciones del 29 de noviembre, donde ha dado carpetazo a las declaraciones de Milei, que en una conferencia en el Fórum Europa celebrada en el Real Casino Gran Círculo de Madrid se ha referido a él como “delincuente y ladrón” y ha asegurado que es un “impresentable dictador”. Este se ha reunido con la presidenta de la Comunidad de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, y ha hablado por videollamada con el líder de Vox, Santiago Abascal.

Bajo este contexto, el presidente del Gobierno ha expresado su “orgullo de ser zurdo” en una jornada en la que, ante la llegada del mandatario, en Ferraz se ha colgado una lona con un contundente mensaje a las políticas del argentino: “Los zurdos y las zurdas te dan la bienvenida a España”. “El señor Milei ha venido por aquí. Claro que les ha creado un problema porque Feijóo y Abascal le invitaron y ahora no saben qué hacer con él”, ha ironizado el líder socialista ya en el mitin, y ha acusado a los dirigentes de PP y Vox de formar parte de “la misma peña”, la de “los recortes, el tijeretazo y también la motosierra”.

Pedro Sánchez durante un mitin en Burgos. (PSOE)

Sánchez ha contrapuesto además los datos de empleo en España, con 22,6 millones de afiliados a la Seguridad Social y más de 10 millones de mujeres trabajando, a las medidas económicas de Milei. “En sus años que lleva de gobierno, once millones de argentinos y argentinas en la economía informal, sin cotizar a la Seguridad Social y cobrando en negro”, ha señalado. También ha defendido las subidas del Salario Mínimo Interprofesional (SMI) -“Y el próximo año lo volveremos a subir. Y el siguiente también”, ha prometido- impulsadas por su Ejecutivo frente a los recortes aplicados en Argentina. “Las motosierras y los tijeretazos no construyen nada, sino que destruyen”, ha afirmado, comparando un hipotético caso en el que gobierne la derecha y la ultraderecha en nuestro país. “Milei podrá venir aquí a dar lecciones, pero si Feijóo y Abascal ganan las elecciones, van a hacer con España lo que desgraciadamente Milei está haciendo con Argentina”.

Milei entra en precampaña

El presidente ha recurrido además a las previsiones del Fondo Monetario Internacional (FMI), que, según ha destacado, ha revisado a la baja las perspectivas de crecimiento de Argentina y al alza las de España. “No creo que sea sospechoso de ser una institución roja y peligrosa, ni zurda”, ha ironizado sobre el organismo internacional.

El líder socialista también se ha preguntado por qué Milei y otros dirigentes de ultraderecha tienen tanta fijación con España. “¿Por qué siempre hablan de España? ¿Por qué siempre se reúnen en España? ¿Por qué siempre fijan su mirada en España?”, ha planteado. Su respuesta ha sido que el Gobierno español representa “todo aquello que ellos rechazan”, reivindicando las políticas laborales, sociales y medioambientales desarrolladas durante su mandato. Finalmente, Sánchez ha reivindicado su identidad política frente a los ataques de Milei a la izquierda: “Sentid el orgullo de ser zurdos y zurdas. Lo dicen como si fuera un insulto. Pues a mucha honra, claro que sí”.

Tras las declaraciones del dirigente argentino esta mañana, el ministerio de Asuntos Exteriores que dirige José Manuel Albares ha escrito un comunicado condenando “los insultos y calumnias” de Milei: “España es una nación soberana que no acepta injerencias externas, ni ataques e injurias a su Presidente y a sus instituciones elegidas, libre, democrática y soberanamente, ni tolera que nadie enturbie nuestra convivencia pacífica y democrática”, han afirmado. “Es indigno que una persona que ostenta la más alta jefatura de una nación hermana realice visitas a nuestro país con el único objetivo de intentar fomentar un clima de polarización y violencia entre españoles y entre naciones hermanas como son la española y la argentina”.

Clima e saúde: novos desafios à segurabilidade

21 October 2026 at 17:27

As alterações climáticas estão a alargar o perímetro da análise de risco no setor segurador. Para além dos danos sobre edifícios, infraestruturas e investimentos, importa compreender como a transformação das condições ambientais afeta a saúde humana, a mortalidade, a morbilidade e a longevidade — e como estes efeitos se transmitem para as responsabilidades das seguradoras e dos sistemas de pensões.

1. Risco climático e impacto na saúde

Esta evolução encontra expressão no relatório publicado pela Autoridade Europeia dos Seguros e Pensões Complementares de Reforma (EIOPA), em 30 de setembro de 20261, sobre os impactos das alterações climáticas nos seguros de Vida e Saúde e nas instituições de realização de planos de pensões profissionais. O documento identifica o calor extremo como o principal risco climático associado às responsabilidades destes setores, antecipando que a sua materialidade poderá aumentar nas próximas décadas. A dimensão do problema é expressiva: segundo o relatório, as ondas de calor representaram 97% das mortes associadas a eventos meteorológicos e climáticos extremos na UE-27 entre 1980 e 2024. O documento identifica ainda os incêndios, a exposição ao fumo e a possível expansão de doenças transmitidas por vetores como fatores relevantes para a saúde da população.

A resposta da indústria seguradora exige também uma reflexão sobre a inovação médica, a evolução dos custos de saúde e os seus efeitos nos compromissos futuros. Na Health & Demography Conference 2026, promovida pela The Geneva Association, a 17 de setembro2, destacou-se a importância de abordagens baseadas na evidência, da afetação eficiente de recursos e da transição de estratégias de rastreio generalizado (population-wide scanning) para tratamentos direcionados (targeted treatment).

Esta reflexão articula-se com o debate sobre a economia da saúde e da longevidade no Cascais International Health Forum 2026, subordinado ao tema “Viver Mais, Viver Melhor”, realizado a 24 de setembro3. Viver mais anos não constitui, por si só, um indicador suficiente de progresso: importa considerar o estado de saúde, a autonomia e a qualidade de vida ao longo do envelhecimento, bem como as implicações para a produtividade, a despesa em saúde e a sustentabilidade dos sistemas de proteção social e seguradora, num contexto de sociedades longevas.

Neste contexto, as alterações climáticas introduzem uma variável adicional na avaliação dos riscos de saúde, podendo alterar os padrões de mortalidade e morbilidade e, por essa via, os pressupostos dos produtos seguradores, as responsabilidades futuras e a avaliação da solvência.

2. Da exposição climática às responsabilidades seguradoras

O contributo mais relevante do relatório consiste em explicitar a transmissão do risco climático ao nível das responsabilidades das seguradores. A análise deixa de se concentrar exclusivamente na exposição aos ativos e passa a considerar os efeitos sobre a mortalidade, a morbilidade e a longevidade, variáveis fundamentais da atividade seguradora em Vida e Pensões.

  • Impactos diferenciados por linha de negócio. Nos seguros de saúde, proteção de rendimento e acidentes de trabalho, o agravamento da morbilidade pode aumentar a sinistralidade e as responsabilidades. Nos seguros de vida e nas anuidades, os efeitos dependem da evolução da mortalidade, da longevidade e das coberturas contratadas;
  • Exposição heterogénea e avaliação ainda limitada. A autoridade identifica, em Não Vida, os seguros de despesas médicas, proteção de rendimento e acidentes de trabalho e, em Vida, determinados seguros de saúde e outros seguros sem participação nos resultados. A relevância efetiva depende dos produtos, das carteiras e dos horizontes temporais;
  • A capacidade de avaliação continua a ser um desafio. A autoridade desenvolveu um modelo exploratório baseado no perigo, na vulnerabilidade e na exposição, reconhecendo limitações nos dados e na ligação entre fenómenos climáticos e sinistros. Os resultados incorporam juízo especializado e não constituem previsões definitivas de perdas futuras.

A dificuldade de quantificar um risco não significa que seja irrelevante, mas evidencia a necessidade de reforçar a capacidade de avaliação. O relatório assinala uma distância entre o reconhecimento dos riscos climáticos e a sua integração na gestão prudencial, justificando a melhoria dos dados, a articulação da informação climática, epidemiológica, demográfica e seguradora e o recurso a cenários e testes de esforço adequados aos horizontes temporais relevantes.

A análise deve, contudo, ultrapassar as variáveis atuariais de mortalidade e morbilidade, considerando também a capacidade de adaptação das pessoas, das empresas e dos sistemas de saúde. Os efeitos económicos da longevidade dependem das condições de saúde, da manutenção da autonomia e da capacidade de prolongar a vida ativa. Para o setor segurador, importa, assim, distinguir a exposição ao risco dos fatores que condicionam a sua concretização e transmissão para as responsabilidades.

3. A nova fronteira da segurabilidade na saúde

O caso das ondas de calor, na Europa este verão, ilustra uma questão estrutural para o setor segurador: a fronteira da segurabilidade não depende exclusivamente da dimensão de um risco, mas também da capacidade de o identificar, avaliar, diversificar e integrar nas decisões de negócio.

  • Preparação proporcional à incerteza: a materialidade financeira atual é limitada, mas o potencial agravamento dos riscos justifica antecipar impactos nos produtos, nas carteiras e nos mecanismos de proteção, sem esperar por evidência completa;
  • Envelhecimento demográfico: as alterações climáticas poderão intensificar pressões sobre a mortalidade, a morbilidade e a longevidade, num contexto já marcado por desafios à sustentabilidade dos sistemas de pensões e de proteção;
  • Adaptação e vulnerabilidade: os impactos dependerão não só da evolução climática, mas também das condições socioeconómicas, do acesso a cuidados de saúde e das medidas de prevenção, exigindo a consideração de diferentes trajetórias de adaptação.

Para as seguradoras, esta abordagem permite reforçar a resiliência através da antecipação de tendências e do desenvolvimento de soluções adequadas. A insuficiente preparação poderá, contudo, pressionar os prémios, as condições contratuais e a acessibilidade dos seguros, agravando as protection gaps. A questão estratégica é saber se as instituições estarão preparadas para agir antes de a materialização dos riscos limitar as opções disponíveis.

A longevidade exige igualmente adaptar os modelos de financiamento e proteção a ciclos de vida mais longos, articulando prevenção, competências, organização do trabalho e proteção social. Esta perspetiva é essencial para a segurabilidade, pois as decisões presentes condicionam a vulnerabilidade futura e a capacidade de gerir riscos a longo prazo.

4. Da gestão do risco à governação da capacidade

O relatório constitui um sinal relevante para a agenda prudencial europeia, evidenciando a necessidade de antecipar os impactos climáticos na saúde e nas responsabilidades seguradoras, através de melhores dados, cenários prospetivos e integração dos riscos na avaliação da solvência e no stress testing.

  • A resposta deve ser proporcional, ajustada à natureza das exposições e à incerteza, sem transformar limitações metodológicas em exigências indiscriminadas ou justificações para a inação;
  • A segurabilidade é dinâmica: depende da evolução dos riscos, mas também da capacidade de avaliar, prevenir e decidir, exigindo articulação entre seguradoras, supervisores, autoridades de saúde e instituições científicas;
  • A prioridade é desenvolver capacidade de antecipação, reduzindo lacunas de informação e preparando respostas antes de a incerteza limitar as opções de proteção.

A longevidade acrescenta uma dimensão económica estrutural, que articula demografia, saúde, capacidade contributiva e financiamento da proteção ao longo do tempo. Quando os mecanismos coletivos são insuficientes, os custos podem transferir-se para as famílias, ampliando as desigualdades de proteção. Para o setor segurador, o desafio consiste, assim, em antecipar os riscos climáticos e avaliar a capacidade económica e institucional para lhes responder. A futura fronteira da segurabilidade dependerá, em parte, desta passagem da gestão reativa do risco para a governação da capacidade de antecipação e resposta.

Nota: As propostas e a interpretação estratégica do artigo constituem análise própria, não conclusões atribuídas às instituições ou citações dos oradores.

1 EIOPA, Report on the Impacts of Climate Change on Life and Health and Potential Emerging Risks for the Insurance and IORP Sectors, 30 Set.2026.
2 The Geneva Association, Health & Demography Conference 2026, Londres, 17 Set.2026.
3 Cascais International Health Forum 2026, “Viver Mais, Viver Melhor”, sessão “Construir Sociedades de Vida Longa: Sustentabilidade, Economia e Políticas Públicas”, Centro de Congressos do Estoril, 24 Set.2026.

Chaquetas adidas a precio de outlet: 7 gangas para renovar tu armario este otoño

21 October 2026 at 14:37
<![CDATA[

Tengo debilidad por las chaquetas adidas, lo admito. Me gusta ese punto deportivo que permite llevarlas con vaqueros, ponértelas encima de una camiseta o recurrir a ellas cuando quieres salir cómoda sin darle demasiadas vueltas al conjunto. Y sí, las tres bandas tienen parte de culpa: hay diseños que me siguen entrando por los ojos aunque ya tenga alguno parecido en el armario.

Seguir leyendo...

La fórmula para dar la nacionalidad que cuestiona el Supremo en la ley de nietos se aplicó sin polémica en 2008

10 September 2026 at 20:57

La fórmula para dar la nacionalidad que cuestiona el Supremo en la ley de nietos se aplicó sin polémica en 2008

El Alto Tribunal asume los argumentos de la minoría de la Junta Electoral, Vox y el extraparlamentario Iustitia Europa y advierte de un “peligro real” de que el “notable” incremento del censo afecte a las próximas elecciones

El Supremo abre un nuevo frente al Gobierno en vísperas de la apertura del año judicial

El Tribunal Supremo ha acordado esta semana limitar de forma cautelar el derecho al voto de los descendientes de españoles represaliados del franquismo. Salvo que la decisión sea revocada cuando se analice el fondo del asunto, este fallo privará del ejercicio de ese derecho fundamental a los más de 300.000 descendientes de españoles que ya han accedido a la nacionalidad a través de la llamada ley de nietos, salvo que acrediten tras otro largo proceso burocrático que son familiares de exiliados.

En el auto en el que justifican esta decisión, los jueces sostienen que hay “un peligro fundado, real y serio” de que el “notable” incremento del censo por la ley de nietos afecte a las elecciones y se produzca un “daño irreversible”. Según los datos recogidos en esa resolución, desde las generales de 2023 hasta el 1 de julio de 2026 el número de electores que figura en el censo de quienes votan fuera de España se ha incrementado en 408.262 personas. La ley de nietos entró en vigor el 21 de octubre de 2022. En ese censo figuran todas las personas que tienen nacionalidad española y residen de forma permanente en el extranjero, que pueden votar en elecciones generales, autonómicas y europeas. 

El pronunciamiento del Supremo, que ha supuesto el último encontronazo entre el Gobierno y una parte de los jueces, ha puesto en el foco una instrucción que el Ministerio de Justicia aprobó hace cuatro años, el 25 octubre de 2022, cuatro días después de la entrada en vigor de la ley que abrió la puerta de la nacionalidad a un mayor número de descendientes de quienes huyeron de la Guerra Civil o se exiliaron durante la dictadura franquista. 

Esa instrucción estableció cómo debe acreditarse esa condición de nieto de exiliado que exige la norma para acceder a la nacionalidad. Y la clave es que presume que son exiliados “todos los españoles que salieron de España entre el 18 de julio de 1936 y el 31 de diciembre de 1955”. Fuentes gubernamentales explican que transcurridas más de ocho décadas desde el inicio de la Guerra Civil, la obtención de pruebas documentales oficiales de persecución política resultaba difícil para muchas familias. Para evitar que el derecho quedara inoperante por las barreras burocráticas, la instrucción incluyó unas pautas de interpretación y la presunción de exilio sobre la que ahora pone el foco el Supremo. 

De hecho, la instrucción de 2022 fue impugnada en los tribunales por la Asociación por la Reconciliación y la Verdad Histórica, un colectivo fundado en 2007 contra la primera ley de memoria. Entonces, el Tribunal Superior de Justicia de Madrid rechazó paralizar cautelarmente su aplicación al entender que hacerlo suponía el riesgo de no ejecutar de forma inmediata una ley y perjudicar a los terceros beneficiarios de la nacionalidad. 

En realidad, esa instrucción que ahora está en el centro de la polémica es similar a otra dictada en 2008, después de que la primera ley de memoria reconociera el derecho a obtener la nacionalidad española a los hijos de exiliados y a los nietos de quienes perdieron o tuvieron que renunciar a la ciudadanía española como consecuencia de su salida del país por motivos políticos. Entonces también se estableció esa presunción de exilio y la norma se aplicó con normalidad.

Un texto nada novedoso y que data de hace cuatro años ha servido para que el PP y Vox alienten en las últimas semanas la conspiración del pucherazo ante las citas electorales del próximo año al extender el bulo de un supuesto incremento ilícito del censo exterior gracias a la ley de nietos. En realidad, en las últimas generales apenas votó el 10% del censo de españoles que residen de forma permanente en el exterior: 233.688 personas. Y quien salió beneficiado fue el partido de Alberto Núñez Feijóo, que le arrebató un escaño al PSOE.

El acuerdo de la Junta Electoral Central

Sin embargo, al calor de esos pronunciamientos, distintas “formaciones políticas, personas y entidades” cuestionaron el pasado julio ante la Junta Electoral Central la repercusión en el censo electoral del incremento del número de personas que han obtenido la nacionalidad en virtud de esta ley y la citada instrucción. Y solicitaron que se suspendiera el proceso de elaboración del censo de españoles residentes en el extranjero o la congelación provisional de las nuevas altas derivadas de la ley de nietos.

El organismo que hace de árbitro ante litigios electorales determinó por mayoría que excede de su competencia pronunciarse sobre las circunstancias que permiten la concesión de la nacionalidad y su procedimiento, así como hacer valoraciones sobre las leyes que aprueba el Parlamento. Sin embargo, ese acuerdo contó con el voto particular de cuatro vocales que consideraron que la Junta Electoral Central sí tiene competencia para frenar los efectos de esa norma en el censo electoral y “poner fin a un incremento formidable e irreversible en contra de lo previsto en la ley”.

Sus firmantes son los catedráticos de Derecho Constitucional Carlos Vidal Prado y Javier Tajadura Tejada y los magistrados del Supremo Vicente Magro y Fernando Marín. Sus argumentos figuran en el escrito con el que Iustitia Europa impugnó ese acuerdo de la Junta Electoral Central y que han sido asumidos por el Supremo para acordar la suspensión cautelar del derecho al voto de los descendientes de represaliados del franquismo. El ponente de esa decisión es el magistrado Antonio Narváez, uno de los juristas que llegó a expresar su deseo de que Alberto Núñez Feijóo llegara al Gobierno, según informó El País.

Iustitia Europa utilizó la existencia de este voto discrepante como argumento principal para defender que existen argumentos sólidos para aceptar la suspensión cautelar, lo que técnicamente se conoce como “apariencia de buen derecho”. Y, basándose en ese escrito argumentó que la instrucción del Ministerio de Justicia introdujo una presunción generalizada de exilio no prevista por el legislador y eliminó la exigencia de acreditar que la salida de España respondió a motivos de persecución política e ideológica.

Ese argumento es recogido por los jueces del Supremo, que sostienen que el “significativo” incremento del censo producido tras la “interpretación” contenida en esa instrucción “podría no ajustarse al contenido” de la propia ley de nietos. Y acuerdan mantener la inscripción en el censo solo de quienes puedan acreditar con “prueba documental individualizada” que sus ascendentes fueron perseguidos o exiliados “sin aplicar dicha presunción”.

Esto es, que deberán iniciar de nuevo el trámite en las Oficinas Consulares y aportar la acreditación de que su ascendiente fue beneficiario de las pensiones para exiliados, aportar certificaciones de la Oficina de Refugiados de la ONU de las oficinas de acogida de los estados receptores o informes de partidos, sindicatos u organizaciones vinculadas al exilio reconocidas oficialmente.

La decisión del Supremo cuenta con la opinión discrepante de la magistrada María Alicia Millán, quien considera que la decisión es “incongruente” dado que las medidas acordadas recaen sobre la instrucción cuando el objeto del recurso era el acuerdo de la Junta Electoral. Además, considera que la mayoría ha optado por anteponer un “riesgo futuro e incierto” sobre unas elecciones aún no convocadas frente al perjuicio inmediato, efectivo y grave de privar cautelarmente del derecho fundamental al voto a ciudadanos reconocidos como españoles.

La Fiscalía ve "muy probable" que la pareja de Ayuso camuflara el pago de "un favor" a un directivo de Quirón

21 October 2026 at 12:26

Alberto González Amador, en el juicio contra el ex fiscal general del Estado

El Ministerio Público se pronuncia a favor de que Hacienda deje por ahora la inspección a Quirón Prevención y a su matriz porque la investigación judicial por corrupción en los negocios de Alberto González Amador puede dar resultados que afecten a las cantidades que les reclame en el futuro

La Audiencia Provincial corrige al juez y autoriza a la UCO a obtener todos los datos financieros de la pareja de Ayuso

La Fiscalía ha vuelto a pronunciarse sobre los indicios contra Alberto González Amador en la investigación por corrupción en los negocios que mantiene imputados también al presidente de Quirón Prevención, Fernando Camino, y a la mujer de este, Gloria Carrasco. El Ministerio Público, en un escrito enviado al juzgado, mantiene que “es muy alta la probabilidad” de que la pareja de Ayuso comprara una empresa de Carrasco por medio millón de euros “para retribuir un favor recibido” de parte de Fernando Camino.

El “favor” que estaría pagando González Amador comprando por ese precio una sociedad que “carecía de actividad” sería “la intermediación” de Camino para que la pareja de Ayuso hiciera el gran negocio de su carrera, casi 2 millones de comisión por la compraventa de material sanitario en la pandemia.

La Fiscalía también valora que el “favor recibido” fuera el notable incremento de facturación que las sociedades de Alberto González Amador tuvieron respecto de Quirón Prevención tras la operación de las mascarillas y haber transferido de forma camuflada a Camino los casi 500.000 euros, una parte de la comisión.

En su escrito, al que ha tenido acceso elDiario.es, el Ministerio Público también se plantea que la compra de Círculo de Belleza SL por parte de González Amador estuviera en realidad recompensando “ambas cosas”.

“La realidad negocial, por tanto, es diferente de la realidad formal plasmada en los contratos manuscritos. Es claro que González Amador no pagó medio millón de euros a Carrasco Fernández porque pensaba que iba a obtener algo de esa empresa –la cual carecía de actividad–, y es muy alta la probabilidad de que lo hiciera para retribuir un favor recibido”, escribe el representante del Ministerio Público.

La Fiscalía hace estas consideraciones en un escrito al juzgado en el que se posiciona a favor de la petición de la Agencia Tributaria de no seguir adelante, por ahora, con la inspección fiscal a los investigados, así como a Quirón Prevención y su matriz, Helios Healthcare Spain SL. La existencia de un procedimiento judicial afectaría al resultado de la indagación de Hacienda, según el fiscal.

Razona la Fiscalía: “La determinación por la jurisdicción penal si el precio recibido por la esposa de Fernando Camino por la venta de su empresa Círculo de Belleza SL es en realidad el objeto material de un delito de corrupción entre particulares tiene una relevancia evidente en el procedimiento inspector seguido por la Agencia Tributaria (...) como los son también la sustitución por Alberto González Amador de Maxwell Cremona por Masterman & Whitaer (nombre que dio a Círculo de Belleza) en la facturación de los servicios a Quirón Prevención”.

Por otra parte, la Fiscalía solicita en su escrito, del pasado junio, la declaración como investigado de Fernando Camino, lo que ya acordó el juez a principios de este mes de octubre. El Ministerio Público corrige la percepción de que Camino pasa a estar investigado ahora y asegura que la redacción del auto de la anterior jueza del caso, Inmaculada Iglesias, por el que abrió en 2024 una pieza separada del caso de fraude fiscal de González Amador (para investigar la corrupción en los negocios), ya advertía de la investigación contra el presidente de Quirón Prevención.

La Fiscalía recuerda que la jueza Iglesias –que se jubiló en verano de 2025– dejó encomendada a la UCO de Guardia Civil la investigación de las cuentas y sociedades no solo de González Amador y Gloria Carrasco sino también de Fernando Camino, quien es de la pareja de Ayuso “amigo, socio y jefe”, al tiempo que “marido de Gloria”.

El fiscal recuerda que el juez ya había accedido a que se investigaran los productos bancarios de los tres. Este martes trascendió que la Audiencia Provincial ha corregido al actual juez del caso, Antonio Viejo, y ha accedido a que no solo se investiguen sus cuentas bancarias sino toda su información societaria.

“Procede sin más demora que este investigado formalmente llamado al proceso para ser oído”, escribió en junio el fiscal. El juez Viejo ha citado a declarar como imputado al presidente de Quirón Prevención el próximo 3 de diciembre.

Un juzgado abre una causa contra la autora de la instrucción sobre la ley de nietos tras una querella de HazteOír 

21 October 2026 at 11:05

Un juzgado abre una causa contra la autora de la instrucción sobre la ley de nietos tras una querella de HazteOír 

La magistrada obvia el criterio de la Fiscalía, que pidió la inadmisión de la querella porque otro juzgado ya descartó el carácter delictivo de una denuncia contra esa misma instrucción en 2024

La fórmula para dar la nacionalidad que cuestiona el Supremo en la ley de nietos se aplicó sin polémica en 2008

El Juzgado de Instrucción 35 de Madrid ha admitido a trámite una querella presentada por HazteOír contra Sofía Puente, firmante de la instrucción sobre la ley de nietos que cuestiona el Tribunal Supremo. En la resolución, a la que ha tenido acceso elDiario.es, la magistrada Inmaculada Lova Ruiz afirma que los hechos “presentan características que hacen presumir la posible existencia de delito de prevaricación administrativa”. En la actualidad, Sofía Puente es Secretaria General para la Innovación y Calidad del Servicio Público de Justicia en el Ministerio de Justicia.

La jueza obvia el criterio de la Fiscalía, que pidió la inadmisión de la querella porque otro juzgado ya descartó el carácter delictivo de esa instrucción en 2024 tras una querella “coincidente” a la de HazteOír presentada por la Asociación para la Reconciliación y la Verdad Histórica, un colectivo fundado en 2007 contra la primera ley de memoria.

Entonces, el Juzgado de Instrucción 21 de Madrid determinó que los hechos no eran constitutivos de delito. Esa decisión fue confirmada por la Audiencia Provincial de Madrid en 2025. De acuerdo a esos precedentes, la Fiscalía de Madrid consideró los hechos como “cosa juzgada”, lo que impide volver a abrir una causa por los mismos hechos.

La jueza recibió el 10 septiembre las diligencias seguidas en el otro juzgado tras la querella de la Asociación para la Reconciliación y la Verdad Histórica que acabaron en archivo. Pese a ello —y a contar con el informe de la Fiscalía— ha optado por seguir adelante con la investigación y permitir la personación de HazteOír, a quien pide 1.000 euros de fianza.

En su querella, la organización ultracatólica acusaba a Sofía Puente de haber modificado por vía administrativa el alcance de la llamada ley de nietos a través de la instrucción que estableció cómo debe acreditarse la condición de descendiente de exiliado que exige la norma para acceder a la nacionalidad. La clave es que esa instrucción presume que son exiliados “todos los españoles que salieron de España entre el 18 de julio de 1936 y el 31 de diciembre de 1955”. A su juicio, eso suponía alterar el espíritu de la ley aprobada por el Congreso, lo que constituiría una resolución arbitraria.

En realidad, esa instrucción que ahora está en el centro de la polémica es similar a otra dictada en 2008, después de que la primera ley de memoria reconociera el derecho a obtener la nacionalidad española a los hijos de exiliados y a los nietos de quienes perdieron o tuvieron que renunciar a la ciudadanía española como consecuencia de su salida del país por motivos políticos. Entonces también se estableció esa presunción de exilio y la norma se aplicó con normalidad.

La reflexión de Martin Scorsese, director estadounidense, sobre el cine: “Todo se ha convertido en ‘contenido’. El debate serio se ha cortado de raíz”

21 October 2026 at 06:49
El director de cine Martin Scorsese en los Premios Princesa de Asturias. (Damián Arienza/Europa Press)

A sus 83 años, Martin Scorsese (Nueva York, 1942) ha recibido todos los premios habidos y por haber: desde un Oscar, a tres Globos de Oro, tres BAFTA y hasta una Palma de Oro, el director de Taxi Driver (1976) o Los asesinos de la luna (2023) tiene una larga lista de reconocimientos que acompaña a más de seis décadas dedicadas al cine. Pero si algo ha hecho el director estadounidense durante todo ese tiempo, además de rodar películas, ha sido pensar y hablar sobre el propio cine.

Y eso fue lo que hizo cuando en 2018 recogió el Premio Princesa de Asturias de las Artes en Oviedo. El jurado le otorgó el galardón por su “trascendencia de labor creadora” y por haber dirigido una veintena de obras que son historia del cine, entre ellas El aviador (2004), El infiltrado (2006), Shutter Island (2010) o El lobo de Wall Street (2013).

En un discurso de ocho minutos de duración, reivindicó el valor del séptimo arte en tiempos donde la tecnología avanza a pasos agigantados. “Acepto este premio en nombre del cine y con gran agradecimiento y gratitud hacia todos los artistas que me precedieron e hicieron posible el trabajo que yo he hecho. Porque no hay ni una sola película ni un solo cineasta que existan de forma aislada”, comenzó a reflexionar en su discurso, después de arrancar agradeciendo “pisar la tierra que nos dio a Cervantes, Goya, Unamuno, Picasso, Lorca y Luis Buñuel, uno de los más grandes artistas de la historia del cine”.

Spain's King Felipe VI and Queen Letizia (C) speak with US film director Martin Scorsese after a family picture during an audience at the Reconquinta Hotel in Oviedo, on October 19, 2018. (Photo by MIGUEL RIOPA / AFP)

Con ello, el cineasta reconoció su inquietud -“Estoy preocupado. Preocupado por el pasado del cine, sí, y muy preocupado por su futuro —por la forma en que la sobreabundancia de imágenes y las nuevas formas de consumo estaban cambiando la relación del público con las películas. El problema no era que hubiera más acceso, dijo, sino que este terminara diluido hasta convertirse en un producto más.

Hacer cine en la era del “contenido”

“Dondequiera que mires hoy en día, las 24 horas del día, las imágenes en movimiento inundan nuestras vidas. Sé que el cine en sí está compuesto de imágenes en movimiento, pero ahora el cine se ha convertido en solo una corriente dentro de un enorme torrente de imágenes en movimiento: los anuncios, los episodios de una serie de TV, un video de gatos o perros, videos didácticos, los reality shows, Lawrence de Arabia, reportajes y así sucesivamente”, dijo, para posteriormente reflexionar: “Todo se ha convertido en lo que llaman ahora “contenido”, una palabra que realmente no me gusta. Y el debate serio sobre el cine, el juicio crítico –particularmente en mi país– se ha cortado de raíz".

Esa mezcla no solo había cambiado la manera de ver películas, sino también la forma de valorarlas. “Ahora que el cine se está devaluando continuamente, y al mismo tiempo la tecnología permite que cualquiera ‘haga una película’, ¿qué supone eso para los jóvenes?”, se preguntó. Su preocupación era que las nuevas generaciones acabaran tomando como referencia únicamente “lo comercial” y perdieran el contacto con una tradición cinematográfica que, a su juicio, debía servir también como inspiración.

“Podemos encontrar la manera de conquistar nuestra propia tecnología para que los artistas puedan usarla en lugar de al contrario, donde la tecnología utiliza al artista”, defendió. Por ello, cerró su intervención reivindicando algo mucho menos técnico: la libertad de los artistas para encontrar su propio camino, sin dejarse arrastrar por “consignas”, “ganchos comerciales”, sistemas de calificación o modas pasajeras.

La escuela siria deja atrás medio siglo de enseñanza laica y adopta el islamismo

21 October 2026 at 05:00
<![CDATA[

Durante más de medio siglo, los escolares sirios empezaban su día con el mismo ritual. Bajo el retrato de Hafez el Asad, y después el de su hijo Bashar, cantaban a una “nación árabe única, portadora de un mensaje eterno”, el lema del partido Baath, al que pertenecía la dinastía de dictadores. La caída del régimen, en diciembre del 2024, se llevó por delante estatuas y retratos, pero lo que ha llegado a las aulas en su lugar no es un currículo laico y plural, sino uno de marcado matiz islámico.

Seguir leyendo...

Patti Smith, la Premio Princesa de Asturias influenciada por Lorca y Picasso que se “desvió” de la literatura para revolucionar el rock

21 October 2026 at 04:30

El maravilloso arte de la escritura es uno de los pulsos de expresión más valiosos. Así hay artistas que terminan convertidos en leyendas por el único gusto de escribir. Para muestra, Bob Dylan, que en 2016 recibió el Premio Nobel de Literatura “por haber creado nuevas expresiones poéticas en el marco de la gran tradición musical americana”. Otra artista de esta misma talla es Patti Smith (Chicago, Illinois, 1946). La cantante estadounidense, sacerdotisa, chamana y madrina del punk, recibe este viernes el Premio Princesa de Asturias de las Artes 2026. Un galardón que llega “por su impetuosa creatividad, que conecta el rock, la poesía simbolista y el espíritu de la contracultura con una gran potencia expresiva”. Por si fuera poco, la cantante conmemora 50 años de su primer paso por España con dos conciertos en la región este miércoles.

Precisamente, Smith no quería ser una estrella. Cuando en 1975 debutó con su primer disco, Horses, ya había publicado tres poemarios: Seventh Heaven, Kodak y Witt. Cuando era joven, todo lo que quería era escribir libros y ser artista. “Me desvié de ese camino, casi como una misión, para aportar algo al canon del rock and roll, como habían hecho las personas a las que admiraba“, confesó en una entrevista con The Guardian en 2013. Como dijo ella misma, crear una voz cultural a través del rock and roll que incorporara sexo, arte, poesía, performance y revolución”.

Para revolución la que desde luego consiguió. Fue de las pocas que le dio su nombre a un grupo predominantemente masculino —Patti Smith Group— e irrumpió en la escena musical neoyorquina con una propuesta que mezclaba poesía, guitarras eléctricas y una actitud desafiante. “En 1974, cuando empecé a trabajar con el material que se convertiría en Horses, muchas de nuestras grandes voces habían muerto. Habíamos perdido a Jimi Hendrix , Jim Morrison y Janis Joplin , y a gente como Robert Kennedy, Martin Luther King y Malcolm X”, añadió sobre estos iconos políticos y culturales. ”Sentí que las nuevas generaciones tenían que llegar y romper con todo. Y me sentí en el centro, ni de la vieja generación ni de la nueva. Me sentí como un puente humano, y pensé: hay que despertar. ¡Despertarlos!”.

Sin embargo, su revolución personal comenzó unos años antes. Hija de un obrero de fábrica y ávido lector y una camarera testigo de Jehová, religión en la que se crió hasta que tuvo 13 años. “No me interesa estar en ninguna religión porque, para mí, las religiones se convierten en reglas. Prefiero tener mi propia relación con Dios”, dijo en 2019. Niña con tendencia a enfermar —sufrió tuberculosis, hepatitis y escarlatina—, y la mayor de cuatro hermanos, encontró en los libros y en su imaginación una manera de escapar de una infancia marcada por las dificultades económicas de su familia.

Con 16 años encontró a su mentor y precursor espiritiual, el poeta francés Arthur Rimbaud, y en 1967, con apenas 20, decidió abandonar Nueva Jersey para perseguir sus su sueños. Pero Patti no ha tenido una vida romántica, sino basada en la resiliencia y en la valentía. Antes de partir, se quedó embazarada, cuyo bebé dio en adoptación y la echaron de la universidad. Tras trasladarse a Nueva York, empezó a despuntar como poeta; trabajaba en Scribner, una librería junto al Rockefeller Center y durante esta época conoció al fotógrafo Robert Mapplethorpe, con quien mantendría una relación sentimental y una estrecha amistad hasta la muerte de él en 1989. Su relación terminaría inspirando Éramos unos niños (Lumen, 2024), las memorias con las que Smith ganó el prestigioso National Book Award. Y así, entre su fusión entre la poesía recitada y el rock underground en la escena de Nueva York de principios de los años 70, es como nació su álbum debut.

Robert Mapplethorpe y Patti Smith

A pesar del reconocimiento, Smith decidió apartarse de la primera línea musical en 1979, después de casarse con Fred ‘Sonic’ Smith, guitarrista de MC5. Se trasladaron a Detroit y dedicó buena parte de los años ochenta a criar a sus dos hijos. En 1988 publicó Dream of Life, el disco que contiene People Have the Power, una de sus canciones más emblemáticas. ¿Habría conseguido mucho más si no hubiera parado? “Tal vez me habría hecho muy rica, pero eso me hubiera impedido crecer como artista. Cuando regresé a la vida pública en los 90 me sentía más empática con la gente”, le contó a El Mundo en 2019.

La muerte de su marido en 1994, apenas un mes después de la de su hermano Todd, sumadas a las de Mapplethorpe, fallecido en 1989, fueron “el peor momento” de su vida. Smith regresó a los escenarios y publicó en 1996 Gone Again, un álbum marcado por el duelo. “Era viuda, tenía dos hijos y carecía de recursos. Estaba decidida a salir adelante. Decidí terminar las canciones y hacer un álbum llamado Gone Again”, reflexionó.

Desde entonces, Smith no ha dejado de alternar la música con la poesía, la fotografía -ha presentado exposiciones y publicado el libro de imágenes El libro de los días (Lumen, 2023)- y la literatura. En total, ha publicado 11 álbumes de estudio y una veintena de poemarios y memorias. El año pasado presentó Pan de ángeles (2025), un nuevo recorrido autobiográfico por su infancia, su matrimonio y las pérdidas de su vida. La escritura, aquella vocación que la acompañaba desde niña, continúa siendo una parte fundamental de su obra. Sobre esto ha reflexionado este martes, durante la rueda de prensa previa a los Premios Princesa de Asturias. “Cuando era muy joven, Lorca y Rimbaud fueron dos de los poetas que me introdujeron en el mundo político y místico, pero también en la belleza del lenguaje”. También Pablo Picasso, cuya obra descubrió cuando tenía doce años. “Cuando vi su trabajo de pequeña, supe que quería ser artista”, ha añadido, para también mencionar la influencia del autor chileno Roberto Bolaño: Él decía algo hermoso sobre la escritura: que es una práctica diaria. Escribo todos los días. Si no lo hago, creo que oigo su vocecita en mi oído diciéndome: ‘Hoy no has escrito’“.

La salud también es una cuestión de clase: el tabaco y la obesidad se disparan entre los más desfavorecidos

21 October 2026 at 04:00

La clase social atraviesa prácticamente todas las dimensiones de la salud. Desde cómo percibe uno su propio estado, a los hábitos, el ejercicio físico, los cuidados que presta o recibe, su bienestar mental, el tiempo que pasan los niños frente a una pantalla y hasta el acceso efectivo al dentista. En prácticamente todos los indicadores de salud de la última encuesta del INE publicada este martes, la población menos cualificada presenta peores resultados y la brecha se ensancha en cuestiones como la salud bucodental, el sedentarismo o el consumo de tabaco.

En general, 17 puntos separan a los españoles más y menos favorecidos al valorar su estado de salud: cerca del 79% de la población más cualificada considera que goza de una buena salud, frente al 62% de la que está en los estratos más bajos. Esta tendencia se reproduce en las distintas cuestiones que va preguntando el organismo estadístico en su última edición de 2025, que muestran cómo la salud empeora progresivamente a medida que se desciende en la escala social.

La desigualdad social se mantiene, por ejemplo, en indicadores como la obesidad, que afecta al 17,2% de toda la población adulta, pero que, al filtrarla por clase social, se dispara sobre todo entre las mujeres: su prevalencia pasa del 8,8% en la clase más favorecida al 23,4% en la menos favorecida. Prácticamente todos los hábitos de salud empeoran a medida que disminuye la clase social de la persona entrevistada. El tabaquismo llega incluso a triplicarse entre los hombres de clases más bajas: el porcentaje de fumadores diarios pasa del 8,8% en los estratos más altos al 26,6% en los más bajos.

Algo parecido ocurre con el sedentarismo en tiempo de ocio, donde la brecha aparece todavía con mayor claridad. Si entre las personas de las clases más favorecidas el 12,2% lleva una vida sedentaria en su tiempo libre, la proporción asciende progresivamente hasta el 36,5% entre las menos favorecidas. Es decir, el sedentarismo prácticamente se triplica entre los dos extremos de la escala social. Hasta ir al gimnasio tiene clase social: la mayoría de la población con menos recursos (el 70%) no hace nunca ejercicios de fuerza, mientras que entre los ciudadanos más favorecidos ocurre lo contrario (solo el 37% no entrena). De hecho, si uno de cada cuatro ciudadanos de las clases más altas entrena fuerza uno o dos días por semana, entre las clases más bajas apenas lo hace el 8,8%.

Pero las diferencias no se limitan a los llamados hábitos saludables. También aparecen en la capacidad para acceder a la atención sanitaria y, de forma especialmente clara, en la salud bucodental. El 18% de las personas de las clases menos favorecidas que necesitaban atención dental no acudió por motivos económicos, frente al 5,9% de las más favorecidas. En consecuencia, el 45% de la población del extremo más bajo de la escala social asegura que lleva más de un año sin ir al dentista, cuando entre los de clases más altas esa proporción se reduce al 28,6%. El resultado se refleja en su salud: el 26% de las clases más bajas tiene caries, frente al 13% de las más altas; y solo el 33% conserva sus dientes (frente al 48% de los más favorecidos).

La depresión se ceba con las mujeres de clases bajas

La brecha social es importante también en la salud mental y especialmente acusada entre las mujeres. Si se suman los cuadros depresivos mayores y otros cuadros depresivos, el 10,6% de la población de la clase social más favorecida presenta algún tipo de cuadro depresivo, frente al 19,1% de la clase menos favorecida: casi el doble. La diferencia es todavía más marcada entre las mujeres: pasan del 12,2% en el estrato más favorecido al 23,3% con algún cuadro depresivo en el menos favorecido. Entre los hombres, en cambio, la distancia es menor: del 9,2% al 13,8%.

Sobre los cuidados informales, el INE muestra datos interesantes. En general, hay más población de clases sociales altas que asegura que cuida de personas mayores o enfermos crónicos, pero la situación da un vuelco al observar el tiempo que dedican a esos cuidados: el 34% de la población de los estratos más bajos dice que dedica 20 horas o más a la semana a estos cuidados, frente al 13% de los que tienen más recursos. Es decir, menos personas de las clases bajas cuidan, pero quienes lo hacen soportan más horas. Se enfrentan a todo esto, además, con una red de apoyo mucho más reducida: solo tres de cada diez ciudadanos de las clases más bajas dicen tener más de cinco personas con las que podrían contar "en caso de necesidad", diez puntos menos que los de clases más altas.

Y las desigualdades asociadas a la clase social aparecen también antes de la edad adulta, en la infancia. Entre los niños de 1 a 14 años, el 61,1% pasa al menos una hora diaria frente a una pantalla de lunes a viernes, pero la proporción va desde el 53,7% en los hogares más favorecidos hasta el 67,2% en los menos favorecidos. La exposición prácticamente nula también es distinta: el 20% de los niños que viven en los hogares más favorecidos no pasa nada o casi nada de tiempo frente a una pantalla entre semana, el doble que los menos favorecidos.

❌