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Ana Hickmann e Edu Guedes reformaram jardim de 50 mil m² em fazenda de 1820 para casamento – decoração exigiu 15 mil placas de grama e 400 mudas

21 October 2026 at 18:39

Uma propriedade comprada por Edu Guedes e Ana Hickmann há dois anos tornou-se palco para o casamento de ambos, celebrado no início de setembro. Os apresentadores trocaram alianças em Araras, São Paulo, diante de 150 convidados.

Chamada de “Casa Gialla“, a fazenda construída em 1820 virou projeto pessoal do casal e agora é tema principal na criação de conteúdo para as redes sociais.

“Quando o Edu comprou essa fazenda, eu juro que já conseguia imaginar isso aqui tudo pronto, verdinho e perfeito”, disse a modelo. No entanto, preparar o espaço rural para um evento de luxo não foi fácil. “Foi uma loucurinha, uma corrida contra o tempo.”

Um refúgio no interior de São Paulo

O rancho dos famosos em Araras estava praticamente abandonado quando comprado, tomado por terra vermelha, poeira, barro e resquícios de área cultivada. “Uma das coisas que mais sofríamos dentro de casa era com o pó vermelho”, comentou Ana no vídeo. “Sabe aquele tipo de pozinho que, quando pega, mancha e não sai nunca mais?”

Ela conta que os 50 mil metros quadrados de jardim foram atrativos para a compra: “Olha essa paisagem, olha, que espetáculo. É linda demais!”

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A apresentadora tomou a frente do projeto de paisagismo, que ganhou prioridade para receber a cerimônia de casamento. Ela conta que 6,5 mil m² já foram reformados, mas “ainda tem muito trabalho pela frente para alcançarmos o nosso sonho”.

“Olhar para tudo isso pronto e crescendo me dá um orgulho enorme”, expressou Hickmann. “Lembro do dia em que começamos, em pleno fim de semana de Copa do Mundo, quando o Edu estava em Portugal cobrindo uma corrida e não pôde participar. Eu gravava vídeos, tirava fotos e mandava para ele.”

Como foi a reforma antes do casamento de Ana e Edu

A modelo contou que o projeto começou com a intenção de resolver o problema da terra vermelha, que levantava pó por toda a propriedade. “Quando começamos a fazer a limpeza, eu disse: ‘A primeira coisa que temos que colocar aqui é grama.’ Por vários motivos: pela beleza, com certeza, e pela limpeza, já que é muito melhor para a casa e para toda a propriedade”, explicou.

Para cobrir uma grande extensão do espaço a tempo do casamento, o casal utilizou mais de 15 mil placas de grama plantadas com adubo orgânico. A fachada já estava coberta por grama do tipo Batatais, que foi mantida; o restante dos 6,5 mil m² de área verde foi coberto com grama São Carlos, pensada para o clima seco e ensolarado do município.

As plantas decorativas foram escolhidas para criar uma “cara mais orgânica, não tão marcadinha”, visando “beleza natural com cara de fazenda“. “Algumas já existiam no paisagismo e iam crescer muito bem, enquanto outras trouxemos como novidade após estudar se a região, o solo, o clima e a temperatura eram adequados”, contou Ana, citando a ajuda de uma empresa especializada.

Flores brancas e azuis foram posicionadas entre folhagens de costela-de-adão, “sem divisória entre a grama e as plantas”. “Como a casa tem um estilo clássico e tradicional, quis refletir isso nas plantas, usando buchinhos em diferentes momentos e tamanhos pelo jardim”, disse.

A apresentadora ainda elencou seus aprendizados sobre a natureza ao trabalhar na reforma do jardim. “Nos ensina que cada planta tem um tempo diferente e precisamos respeitar isso. Sou apaixonada por jardinagem e pela natureza. Aprendi que cada plantinha tem sua necessidade”, afirmou. “Não devemos ter pressa, porque a beleza do jardim acontece aos poucos.”

O vídeo ainda mostrou uma surpresa encontrada durante o processo: um ninho de beija-flor construído em meio a um arbusto na entrada da fazenda.

“Percebi um beija-flor voando por ali e descobri um pequeno ninho com um filhotinho!”, comemorou Ana. “Ele é totalmente camuflado com a estrutura da planta e é a coisa mais bonitinha; nunca tinha visto um beija-flor bebê tão de pertinho. É por isso que é tão legal trabalhar com a natureza.”

Jardim de sete camadas

Hickmann diz ter inspirado o planejamento de paisagismo da Casa Gialla em um conceito de jardim projetado para florescer o ano todo.

“Inspirei-me em uma tendência europeia que conheci através da Tamara, diretora de marketing da Veiling, que visitou a Holanda e me falou sobre os ‘jardins de sete camadas'”, detalhou. “O conceito consiste em misturar plantas de alturas variadas para que o jardim nunca pare de florescer, independentemente da estação do ano.”

A explicação da modelo recupera ideias da permacultura, um sistema de cultivo baseado em florestas frutíferas desenvolvido para restaurar áreas devastadas. As sete camadas propostas pelo horticultor Robert Hart, pioneiro dos jardins-floresta, são:

  1. Árvores de grande porte, em geral produtoras de nozes;
  2. Árvores frutíferas de pequeno porte ou anãs;
  3. Arbustos lenhosos, produtores de bagas ou frutas vermelhas;
  4. Plantas perenes, ervas medicinais e hortaliças;
  5. Plantas rasteiras que cobrem o solo e retêm umidade;
  6. Trepadeiras que escalam troncos, paredes e cercas;
  7. Plantas subterrâneas, como tubérculos.

Para preencher todas as camadas, o jardim já recebeu mais de mil mudas de diferentes espécies. “Para dimensionar o nosso trabalho: foram mais de 15 mil placas de grama, 420 mudas de lírio-da-praia, 380 mudas de Sunpatiens, 260 mudas de moréia, 14 buchinhos ornamentais grandes, 22 buchinhos pequenos, 55 mudas pequenas de viburno, 12 mudas grandes de viburno na frente da casa e 80 mudas de primavera”, listou.

Próximos passos na fazenda de Ana Hickmann

Já casados, Ana e Edu estão colocando em prática outros projetos de paisagismo. “Durante a terraplanagem, aproveitei para pedir ao meu amigo Alexandre que fizesse um buraco para o nosso futuro lago. O Edu adorou a ideia”, contou ela, “embora deva ficar para 2027.”

“A grama bem no centro da cerimônia está um pouco sofrida porque choveu muito no dia e a equipe de filmagem acabou pisando bastante”, disse Ana sobre o dia do casamento. “Mas ela vai se recuperar em algumas semanas com o sol e o tempo necessário.”

Homem instalou câmera que grava áudio e vídeo do vizinho, mas depois descobriu que ação é ilegal e tem prejuízo com indenização para pagar

21 October 2026 at 14:10

Um sul-matogrossense de Paranaíba foi condenado a pagar R$ 3 mil de indenização a uma vizinha e a alterar a posição de suas câmeras de segurança que havia instalado em casa. O caso foi julgado na 1ª Vara Cível de Paranaíba e a condenação foi mantida mesmo após apelo do réu.

O cenário que foi parar na Justiça no começo de 2026 também se repete em várias outras vizinhanças pelo Brasil à medida que sistemas de vigilância doméstica ganham popularidade.

O dono das câmeras alegou que precisava da aparelhagem de segurança para proteger seus filhos enquanto estava fora de casa.

Já a vizinha, que entrou com a ação na Justiça, disse que as câmeras mostravam seu próprio quintal e áreas internas. Ela alegou ter tido sua privacidade violada e citou a sensação de estar sendo vigiada.

Se você deseja instalar câmeras na área externa de casa, é possível proteger-se de um processo semelhante. E, caso sinta sua própria privacidade invadida pelos aparelhos de um vizinho, especialistas ditam o caminho para ir atrás dos seus direitos.

Para onde posso apontar a câmera de segurança externa?

Ter acesso a imagens de sua própria casa para proteger a família e os bens materiais é compreensível e não fere a lei. É possível ter múltiplas câmeras na área externa da casa e, inclusive, direcionadas para a rua, sem abrir espaço para problemas judiciais.

O limite importante é a privacidade dos vizinhos: se a câmera capta vídeo ou áudio de uma parte considerável da fachada ou do interior de outra casa, e se poderia ser movida para minimizar a invasão sem comprometer a segurança.

“Se a câmera [de um vizinho] por acaso pega um pedaço da sua casa, de forma inevitável por causa do ângulo da rua, até aí pode ser tolerado”, diz a advogada Andreza Almeida, especialista em direito processual civil pela UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). “Se a câmera está direcionada claramente para dentro do seu espaço, a situação muda completamente.”

A calçada e a rua, por serem áreas públicas, podem ser monitoradas pela câmera de segurança sem configurar invasão de privacidade.

A dica dos especialistas é apontar a câmera para a fachada da própria casa e buscar ângulos que não permitam visualizações explícitas dos portões, janelas, quintais e varandas dos vizinhos.

O que fazer se sinto que estou sendo filmado por meu vizinho?

“Ninguém é obrigado a viver sendo filmado dentro da própria casa”, afirma o advogado imobiliário José Carlos Machado. Ele cita múltiplas possibilidades de ação para o morador que está tendo sua casa gravada por câmeras alheias.

Conversa amigável

Se você não deseja ajuizar o problema antes de tentar uma solução amigável, tente expor sua preocupação ao vizinho responsável pelas câmeras e propor uma solução conjunta. Pergunte se é possível encontrar um ângulo que minimize a exposição da sua casa sem perder de vista a rua ou a casa protegida. Priorize meios de comunicação escrita, como mensagem, carta ou e-mail, para guardar provas da negociação.

Aviso formal

Caso não haja cooperação, outra estratégia é buscar apoio jurídico para enviar uma notificação extrajudicial. Este documento não dá início a nenhum processo, mas alerta o destinatário de que providências poderão ser tomadas se um acordo não for firmado entre as partes.

Registrar o ocorrido

O terceiro passo é registrar um Boletim de Ocorrência relatando perturbação da tranquilidade e invasão de privacidade. Para comprovar sua queixa, é possível tirar fotos da câmera, a posição e o ângulo relativo à sua casa. Tente também gravar o possível ponto de vista da câmera do vizinho para comprovar que as áreas privadas estão, de fato, no campo de visão.

Ajuizamento

Com as provas em mãos — as tratativas por escrito, a notificação extrajudicial, as imagens do sistema de segurança e um B.O. — o que resta é acionar a Defensoria Pública ou um advogado particular para dar seguimento ao caso.

Entre as ações possíveis estão uma Ação de Obrigação de Fazer, que poderia determinar a retirada ou o reposicionamento das câmeras, e uma Ação Indenizatória por violação de privacidade e outros danos.

Novo bovino pré-histórico de 250 mil anos atrás é descoberto na mesma caverna que escondia fósseis de primatas

21 October 2026 at 11:24

A mesma caverna que presenteou a ciência com evidências de um grupo de hominídeos totalmente inédito em 2008, agora é local de descoberta de uma espécie bovina extinta até então desconhecida.

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Estocolmo investigou pequenos fragmentos de ossos desconhecidos em escavação da caverna Denisova, nas montanhas de Altai na Sibéria. Uma análise dos restos mortais não encontrou correspondência em nenhuma outra espécie, viva ou extinta; agora, o animal misterioso ganhou o nome de “Yak X”.

Para dar um nome à nova espécie e oficializar a descoberta, serão necessárias evidências além do código genético.

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Segundo o pesquisador Alexandre Gilardet, a equipe não participou diretamente da exploração da caverna, mas teve acesso a “centenas” de fragmentos encontrados neste e em outros três sítios arqueológicos próximos. Ele disse à revista New Scientist que o material continha material genético de 20 indivíduos da espécie inédita, com idades entre 250 mil e 27 mil anos.

Detalhes das características destes animais ainda serão reconstruídos. Por enquanto, os paleontólogos conseguem afirmar que se trata de um parente do iaque moderno – herbívoro de pelo longo natural da Ásia, domesticado pelos humanos para montaria, leite e couro.

O bovino desconhecido teria sido contemporâneo ao mamute-lanoso, ao bisão-da-estepe e ao auroque, o ancestral selvagem extinto do gado doméstico atual.

A pesquisa foi publicada no Current Biology com destaque para a evolução da análise de DNA antigo, graças à biotecnologia. “Não é comum reconhecer, especialmente uma espécie de mamífero de grande porte, por fragmentos pequenos, não identificáveis”, disse à Reuters o geneticista Love Dalén, autor da publicação.

Em 2008, um fragmento de dedo descoberto na caverna Denisova deu o pontapé inicial da pesquisa dos Denisovanos, grupo de hominídeos precursor do Homo sapiens e parente dos Neandertais. Ainda não é possível dizer com certeza se os humanos já conviveram com esta nova espécie de iaque pré-histórico; Dalén sugere, no entanto, que os denisovanos poderiam tê-lo visto como animal de caça.

*Publicado por Juliana Santos.

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