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Análise: Tempo curto é entrave em duelo de sigilos

22 October 2026 at 16:21

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) confirmou à CNN o comparecimento de representantes no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para dar sequência ao chamado “desafio dos sigilos”, proposto por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate da Band, realizado no último domingo (18).

Segundo a analista de Política da CNN Isabel Mega, ao Live CNN, o tempo curto até o segundo turno das eleições é um entrave para o “duelo de sigilos”.

A informação foi confirmada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, integrante do time jurídico da campanha de Flávio Bolsonaro, que afirmou que não haverá recuo e que o desafio está aceito.

A campanha de Lula já havia marcado desde a noite anterior o comparecimento ao TSE para registrar oficialmente sua posição. Segundo apuração da CNN, a expectativa é que os dois lados sacramentem, nos autos, a aceitação de todas as condições impostas mutuamente.

Condições cruzadas e desconfiança mútua

Lula impôs uma série de condições ao propor o desafio, e Flávio respondeu com suas próprias exigências, incluindo questões relacionadas ao cartão corporativo e aos sigilos do ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

A troca de contrapropostas gerou um clima de cautela nos bastidores dos dois lados, com cada passo sendo calculado antes de qualquer entrega de documentos.

Inicialmente, o bolsonarismo enxergava o desafio como uma isca e defendia que Flávio Bolsonaro não a mordesse. Após uma análise de cenário, no entanto, a campanha decidiu aceitar o desafio, impondo suas próprias condições.

Do lado de Lula, há suspeita de que a campanha de Flávio pode não entregar tudo sobre aquilo que a Polícia Federal vem apontando como suspeita — incluindo a suspeita que Flávio seria sócio do advogado Willer Tomás em uma empresa.

O desafio do tempo

A três dias do segundo turno, o prazo para que o impasse seja resolvido é extremamente curto. As quebras de sigilo precisam ser enviadas oficialmente aos órgãos competentes e, posteriormente, os sigilos precisam ser devolvidos — um processo que, habitualmente, demora dias para ser concluído.

Além disso, uma abertura de sigilo requer autorização judicial, o que torna ainda mais complexo o encaminhamento de um pedido espontâneo das campanhas. O TSE, até o momento, não deu clareza sobre como as etapas do processo poderão ser cumpridas dentro do prazo disponível.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Ministros do TSE criticam campanha eleitoral baseada em acusações de crimes

22 October 2026 at 16:00

Os ministros Dias Toffoli e Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), criticaram nesta quinta-feira (22) o que classificaram como uma frequência excessiva de acusações criminais nas campanhas eleitorais deste ano.

Durante sessão plenária, os magistrados defenderam que o debate eleitoral seja centrado em propostas e projetos políticos, e não em ataques pessoais.

“Essa propaganda negativa desconstrói a necessidade de projetos políticos de nação. Ficar falando fulano é isso, ciclano é aquilo, amigo de fulano fez isso, assessor de fulano fez isso… isso não é campanha eleitoral. Me desculpe, mas isso é vergonhoso”, afirmou Toffoli.

Estela também criticou o excesso de acusações e afirmou que o TSE tentou uma conversa com as campanhas dos candidatos para debater o tema.

“Se a propaganda eleitoral virar acusações de participação em crime organizado, não temos campanha eleitoral. Isso não pode ser o foco dos debates, até porque, se os candidatos estão com o registro de candidatura aprovado na justiça eleitoral, é porque não são faccionados”, disse.

As manifestações ocorreram durante o julgamento de uma ação movida por uma colega de Flávio Bolsonaro (PL) que pedia a retirada de uma propaganda da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A peça reproduziu a frase “Flávio é amigo de bandido, amigo de meliante” e, em seguida, exibiu uma fotografia de um grupo do qual ela fazia parte. Por maioria, os ministros decidiram permitir a veiculação da publicidade, desde que o rosto da mulher fosse borrado.

As declarações ocorrem também em meio à repercussão do chamado “desafio dos sigilos”, que tem ocupado o centro dessa reta final de campanha presidencial.

As campanhas de Lula e Flávio foram ao TSE na manhã desta quinta para acompanhar o que a equipe do presidente informou ser o protocolo de sua resposta às condições impostas pelo senador.

Entenda o desafio dos sigilos

Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.

Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros.

O senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em contrapartida, apresentou uma lista de exigências. Pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.

Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.

O senador Camilo Santana (PT-CE), da campanha do petista, disse que o presidente aceitará todas as condições se Flávio também cumprir sua parte.

 

O ecocídio por trás de Flávio Bolsonaro

22 October 2026 at 16:00

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O engenheiro florestal Argemiro Teixeira Leite-Filho, do INPE,  que há anos tem estudado os impactos do desmatamento da Amazônia sobre as chuvas que alimentam o Sudeste e o Centro-Oeste cunhou um termo que explica o risco do crescimento econômico a qualquer custo – o agrossuicídio. 

O que esta palavra explica é como a perda da floresta influi diretamente na quantidade de água que cai sobre as maiores lavouras e pastagens do país. Provou com análises de imagens de satélite que, nas partes mais desmatadas de Rondônia e Mato Grosso, o clima está mais seco. Ou seja, aqueles produtores que derrubaram e queimaram por ganância, no longo prazo estão perdendo seu principal insumo – a água. Sem os rios voadores criados pela umidade da floresta, o agronegócio, considerado o motor econômico do Brasil, pode se tornar inviável.

Ao ouvir as propostas do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), tenho convicção de que o Brasil pode cometer um suicídio ecológico. Por trás de seus discursos que prometem simplificar a vida do empreendedor e do produtor rural, há uma mensagem de que um eventual governo vai liberar geral: pode desmatar que não haverá multas, pode garimpar que não haverá fiscalização, pode grilar que terra roubada vai ser regularizada.

Foi o que aconteceu no governo de Jair Bolsonaro. O antigo presidente perseguiu os fiscais do Ibama e congelou a cobrança de multas por crimes ambientais. As áreas de garimpo ilegal cresceram 92% em quatro anos, como mostrei em uma coluna há duas semanas. Muitas outras boiadas passaram e o resultado deste projeto destrutivo se revelou nas taxas de desmatamento: no governo Bolsonaro as derrubadas na Amazônia aumentaram 59,6%.

Nas redes de desinformação bolsonaristas há uma tentativa de emplacar a mentira de que foi no governo Lula que aconteceu a tragédia dos garimpos na Terra Indígena Yanomami. Ou ainda que, nestes últimos anos, o desmatamento bateu recordes. Apenas dando um google, pode-se checar estes dados e comprovar que políticos aliados de Flávio seguem mentindo sem pudor. 

Foi a fiscalização do Ibama e do Exército do atual governo que conseguiu expulsar os garimpeiros do território Yanomami. Foi no governo Lula que as derrubadas voltaram a cair. Na semana passada, tivemos a ótima notícia de que o desmatamento na Amazônia e no Cerrado chegou ao nível mais baixo da história. 

É possível dizer que, durante o governo de Bolsonaro, o Brasil estava caminhando a passos largos para um ecocídio. Este também é um termo já existente. É utilizado como um conceito que embasa processos levados à Corte Penal Internacional. Juristas e ONGs buscam neste momento imputar responsabilidade a governos e empresas que, com suas atividades destrutivas, tornam a vida no planeta insustentável. 

Pense nas mudanças climáticas. Nunca estivemos num momento tão crítico no balanço entre o clima e a saúde humana. Nesta semana, por exemplo, uma análise de dados sobre a frequência e intensidade das ondas de calor revelou que, enquanto nos anos 1960 havia em média cinco eventos de calor extremo no mundo, no ano passado foram 102 episódios de “tempestades de calor”. Frente a este cenário de emergência, o que encontramos em Flávio Bolsonaro? Um negacionista desonesto que repete a ladainha de Trump que o mundo está esfriando. É uma postura ultrajante e perigosa. O Brasil, país que detém a maior floresta tropical úmida do planeta, não pode aderir a um governo que feche os olhos para a emergência climática.

Se já temos indícios de que a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal estão sofrendo com a falta de chuvas, um projeto de poder bolsonarista, que não respeita as regras ambientais, apenas nos empurra para a beira do abismo. Não é exagero pensar que o suprimento de água, energia e mesmo a disponibilidade de comida barata estão diretamente ameaçadas pela eleição de Flávio Bolsonaro.

É muito grave sua afirmação de que, caso eleito, não vai demarcar novas terras indígenas. Se o Brasil ainda tem florestas preservadas e rios limpos, isso se deve em grande parte ao cuidado que os povos indígenas tiveram com seus territórios. Privá-los do que já é garantido pela Constituição já seria um crime de violação aos seus direitos. Mas promover a destruição e a invasão destes territórios é algo que afetará a todos os brasileiros, desta e das futuras gerações.

A mensagem de que a nossa legislação ambiental será desmontada já está clara nos discursos de Flávio Bolsonaro e seu programa de governo. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo do dia 9 de outubro, ele pretende revisar o papel do Ibama, do ICMBio e da Funai para facilitar a aprovação de novos empreendimentos. Já em evento nesta segunda (19/10) no Pará, prometeu fazer um programa para regularizar a propriedade de terras sem titularidade. Em outras palavras: anistiar grileiros que tomaram as florestas preservadas e as queimaram impunemente.

Os projetos autoritários que seguem ganhando espaço ao redor do mundo têm em comum uma utopia da refundação da sociedade. O conservadorismo como tal é uma promessa de futuro que olha para o passado. Assim avançou a plataforma MAGA (Make America Great Again), de Donald Trump, que se aproveita do desespero econômico gerado pela perda de competitividade americana frente à China para apelar aos desempregados.

Junto a esta falsa promessa de um passado glorioso, há um canto de ódio que promete a terra arrasada. A destruição e a guerra como uma forma de forjar a nação. Você já viu isso por aqui não viu? De maneira igualmente grotesca, a motosserra de Javier Milei traz essa mensagem: vamos destruir tudo. E agora infelizmente, a Argentina está pagando o preço com mais pobreza e caos econômico.

Se os impactos na economia de uma tática suicida como essa já estão se provando desastrosos, é importante alertar para o que isso pode representar para o meio ambiente. Uma plataforma de governo similar à que foi liderada no governo de Jair Bolsonaro levará o país a um colapso ambiental. Um voto como esse é um ecocídio.

Para saber mais

Defensoria Pública pede ao STF transporte gratuito no 2º turno

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A Defensoria Pública da União (DPU) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar assegurar o direito das eleitoras e eleitores de todo o Brasil ao transporte público gratuito no segundo turno das eleições para presidente da República e governadores, onde houver..

Instituição responsável por promover e defender, perante a Justiça, os direitos individuais e coletivos, sobretudo dos menos privilegiados, a DPU pediu à Corte uma liminar de abrangência nacional que obrigue o poder público a, no próximo domingo (25), assegurar o transporte público municipal e intermunicipal gratuitamente.

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A DPU também solicitou ao STF que determine aos entes públicos responsáveis por prestar ou conceder a terceiros a prestação do serviço de transporte que adotem as providências necessárias para que não haja redução de frota ou de viagens no dia da votação.

No pedido, a instituição solicita inclusive que, nas localidades onde não houver sistema de transporte público regular, os órgãos públicos responsáveis sejam compelidos a usar veículos públicos a fim de assegurar o deslocamento sem custos dos eleitores até os locais de votação. E que os horários e itinerários sejam divulgados em até 24 horas.

Em nota, a DPU informou que decidiu recorrer ao STF após analisar os resultados de uma consulta que fez a 3.518 dos 5.570 municípios brasileiros, dos quais 78 declararam que ou não ofereceram transporte público gratuito no primeiro turno ou que o sistema operou com frequência inferior à dos dias úteis.

Ainda segundo a DPU, algumas prefeituras alegaram não ter prestado o serviço atendendo a determinações da própria Justiça Eleitoral. Isso apesar da obrigatoriedade do poder público, em dias de eleição, garantir o passe livre em viagens municipais e intermunicipais já ter sido validada pelo STF e detalhada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio da Resolução nº 23.751, de fevereiro deste ano.

Para a DPU, a falta de transporte gratuito ameaça transformar o voto em um direito condicionado à renda e ao local de moradia. A instituição sustenta que garantir o deslocamento dos eleitores é uma condição material para assegurar a igualdade de participação política, principalmente para indígenas, comunidades tradicionais e moradores de áreas rurais, “onde as longas distâncias e a ausência de linhas regulares podem impedir o acesso às urnas”.

Na quarta-feira (21), a ministra Cármen Lúcia, do STF, cobrou do TSE uma resposta sobre as normas de gratuidade no transporte público em linhas interestaduais, que conectam cidades vizinhas, embora de estados diferentes. 

Cármen Lúcia estabeleceu um prazo de 48 horas para o TSE dar as informações.

A provocação da ministra foi motivada por uma ação da coligação Brasil Pronto Para Mais, de apoio ao candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva. Na ação, a coligação pede ao STF que determine a oferta gratuita de transporte interestadual já neste segundo turno.

MPF amplia ofensiva contra Meta no período eleitoral

22 October 2026 at 15:23

O MPF (Ministério Público Federal) intensificou suas ações contra a Meta Platforms, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, diante de denúncias de bloqueios em massa e restrições arbitrárias de perfis durante o período eleitoral de 2026. A apuração é do analista de Política da CNN Teo Cury, ao Live CNN.

A ofensiva ocorre em paralelo à atuação do MPE (Ministério Público Eleitoral), que também apurou a conduta da empresa e concluiu que a Meta não cumpriu todas as determinações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O parecer do MPE, apresentado por Alexandre Espinosa, vice-procurador-geral eleitoral que atua perante o TSE, avaliou as respostas fornecidas pela empresa e concluiu que elas não foram suficientes.

O documento, ao qual o âncora da CNN Gustavo Uribe teve acesso, sugere a aplicação de multa por descumprimento de decisão judicial, sem indicar valores específicos.

O que a Meta descumpriu segundo o MPE

De acordo com o MPE, a Meta não atendeu à exigência de disponibilização de estatísticas e filtros na ferramenta de inteligência artificial, nem garantiu o processamento igualitário das denúncias recebidas dentro das plataformas. O órgão também citou diferenças nas respostas da ferramenta de tradução utilizada nas plataformas da empresa.

O relatório aponta, porém, que a empresa cumpriu algumas determinações, como a reversão das restrições na conta de anúncios de campanha, a suspensão de anúncios eleitorais não contratados pelas candidaturas e a reposição da entrega de impulsionamento não servido.

Houve ainda cumprimento parcial da exigência de revisão humana prévia das restrições às contas de anúncio.

Origem da disputa no TSE

O caso teve início após questionamento do Partido dos Trabalhadores ao TSE, alegando que a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) era alvo de restrições na entrega de anúncios e de desabilitação da conta de anúncios.

A campanha também apontou a aprovação de anúncios pagos do exterior sem rótulo, conteúdo sintético em período vedado e perfis de inteligência artificial.

Diante das alegações, o ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze determinou que a Meta prestasse esclarecimentos sobre o equilíbrio no tratamento das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL).

A empresa afirmou ter cumprido todas as determinações, mas o ministro solicitou que o MPE avaliasse as respostas. A Meta atribuiu os problemas identificados a falhas algorítmicas, afirmando não ter controle total sobre elas e que estaria trabalhando para resolvê-las.

MPF atua em diversas frentes

Além da atuação do MPE perante o TSE, o MPF também intensificou sua ofensiva por outras vias. Por meio da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, o órgão apresentou recomendações à Meta cobrando garantia de liberdade de expressão nas publicações realizadas no Facebook e no Instagram, bem como maior transparência na metodologia de distribuição de conteúdo nas plataformas.

A transparência na distribuição de conteúdo é apontada como um dos pontos centrais das críticas feitas pelas campanhas na reta final do período eleitoral.

Com o segundo turno a apenas três dias, o tempo para que novas decisões sejam tomadas e efetivamente cumpridas é considerado bastante restrito. A expectativa agora é pela decisão de Belizze com base no parecer do MPE e em todo o histórico do caso.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Enamed: termina hoje prazo para recurso contra gabarito preliminar

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Os candidatos que fizeram a reaplicação do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2026 podem apresentar recurso contra o gabarito preliminar até 23h59 desta quinta-feira (22).

O gabarito foi divulgado na terça-feira pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), na página oficial do Enamed. 

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Para contestar as respostas preliminares, o participante deverá acessar o Sistema Enamed do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com login da plataforma Gov.br.

Posteriormente, os recursos serão analisados e os resultados serão disponibilizados pelo Inep, acompanhados dos motivos de deferimento ou indeferimento apresentados pela Banca de Análise de Recursos do Gabarito Preliminar.

Em caso de anulação de item, a pontuação correspondente será atribuída a todos os participantes, inclusive aos que não tenham interposto recurso.

Reaplicação

A reaplicação do Enamed ocorreu no último domingo (18) para candidatos que faltaram à aplicação regular do exame porque foram comprovadamente afetados por problemas logísticos no dia regular da prova, 13 de setembro, ou que estavam com alguma doença infectocontagiosa lista no edital, como sarampo, rubéola, ou covid-19.

Cronograma

Segundo o edital específico com as regras e o cronograma relativo à reaplicação do Enamed, o Inep estabelece que, após o período de interposição de recursos (20 a 22 de outubro), as versões definitivas do gabarito oficial e do resultado da prova objetiva serão publicados no dia 4 de dezembro.

Enamed

Criado pelo Ministério da Educação, o Enamed tem duas funções principais: avaliar a formação dos estudantes de medicina no Brasil e servir de critério para processos seletivos de residência médica de acesso direto, como no processo unificado do Exame Nacional de Residências (Enare).

O exame será aplicado obrigatoriamente a cada seis meses, a partir de 2027, a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil.

Há uma semana, em 15 de outubro, a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória (MP) 1370/26, que torna obrigatória a aprovação do Enamed para obter o registro profissional de médicos e exercer a profissão de médico no Brasil.

 

WATCH LIVE: Trump rallies in Iowa with GOP Senate candidate Ashley Hinson

On Thursday, Hinson will join President Donald Trump for a rally in Sioux City, which is in Iowa's conservative northwest corner. The visit to safe territory is geared toward boosting turnout even as it ties her more tightly to an unpopular president.

Starlink helped Ukraine win Operation Vivaldi. A new cap on it could help Russia claw back the ground

22 October 2026 at 15:01

Elon Musk: “Starlink will never turn off for Ukraine”

  • Ukraine's Operation Vivaldi may have begun as early as March
  • The counteroffensive seemingly inflicted more damage on a pair of Russian field armies than previously thought
  • But the gains could be fleeting if a new speed cap on Ukraine's military Starlink terminals stays in place

The Ukrainian 3rd Army Corps' Operation Vivaldi—its secretive counteroffensive east of Sloviansk in northern Donetsk Oblast—started earlier than first reported, and by the time it ended on 14 October it had cost the Russians more than 8,000 troops, by the 3rd Army Corps' count.

It was a major Ukrainian victory in one of the most important sectors of Russia's 56-month wider war on Ukraine. But it could prove to be a temporary win, one the Russians may be able to partially reverse, if the administration of US President Donald Trump continues to throttle Starshield, the military version of Starlink that Ukraine's drones and commanders rely on.

The Ukrainians' former command and control advantage, largely attributable to once-reliable Starlink and Starshield access, was pivotal as Operation Vivaldi played out in the Donbas region in stages starting in March. That advantage shrank practically overnight on 14 October, when a new speed cap began cutting off Ukraine's Starshield terminals whenever they moved faster than about 160 km/h (100 mph).

The 3rd Army Corps attacked east of Sloviansk and north of Lyman as early as March, analyst and mapper Clément Molin concluded after scrutinizing official videos and interviews the Ukrainian defense ministry recently released. "The operation began much earlier than initially thought," Molin wrote.

We are now 5 months after the start of Ukraine's 🇺🇦 Vivaldi operation and it has now officially ended

A month after the operation was revealed, we know have much more information on the biggest Ukrainian success of the year.

🧵THREAD🧵1/18 ⬇ pic.twitter.com/MgCoSv7Yhr

— Clément Molin (@clement_molin) October 20, 2026

The timing was probably no accident.

In early February, SpaceX, working from a Ukrainian defense ministry whitelist, switched off the thousands of stolen and smuggled Starlink terminals the Russians had been using.

That had the effect of grounding many Russian drones and blinding many Russian commanders. Taking advantage of the Russians' confusion, Ukrainian troops attacked in several key sectors: in Zaporizhzhia and Dnipropetrovsk Oblasts in the southeast, and east of Sloviansk in northern Donetsk.

The Donetsk attack expanded into a full-blown counteroffensive under conditions of strict secrecy as the 3rd Army Corps probed for weaknesses along the flanks of the Russian 20th and 25th Combined Arms Armies, then overextended along the axis between the Zherebets River in the east and the outskirts of the Sloviansk-Kramatorsk urban conglomeration in the west.

The Russians had been threatening to lay siege to Sloviansk and Kramatorsk, the last two big free cities in Donetsk Oblast, from two directions: the north and the south. Operation Vivaldi eliminated the northern threat—and at great cost to the Russian 20th and 25th CAAs.

A Ukrainian Hornet drone about to hit a buhanka, a UAZ van Russian forces use to haul troops and supplies.
A Ukrainian Hornet drone about to hit a buhanka, the UAZ van Russian forces use to haul troops and supplies to the front. Drones like this one have been choking Russian military supply lines. Via WarTranslated.

Drones lead

Aerial drones and unmanned ground vehicles led the attack, taking the Russians by surprise. "For an offensive operation, the Ukrainians sustained relatively few casualties compared to previous engagements," Molin explained. "Conversely, the defending Russian forces suffered significantly higher losses, largely due to the rapid encirclement of at least three regiments, not all of which managed to escape the area."

It's unclear how many casualties the Russians suffered, but they might number in the thousands. The 20th and 25th CAAs were particularly fragile because the 3rd Army Corps and supporting drone units had been bombarding their supply line with so-called "middle strike" drones.

But many middle strike drones rely on civilian-style Starlink satellite terminals or the more rugged, better-performing Starshield. Now that the 3rd Army Corps has wrecked Russia's 144th Motor Rifle Division, which the Institute for the Study of War assessed on 20 October has effectively ceased to exist as an organized fighting force, and pushed the Russian survivors back to the far bank of the Zherebets River, the Ukrainians are probably "consolidating their gains and adopting a defensive posture," according to Molin.

Operation Vivaldi. Map: Euromaidan Press
Operation Vivaldi. Map: Euromaidan Press

But that defensive posture, protecting Sloviansk from a northern attack, depends on reliable communications and responsive drones. On 14 October, a new speed cap hit Ukraine's Starshield terminals, cutting the link on any drone flying faster than about 160 km/h. Who ordered it is disputed. Sources told Reuters the order came from inside the White House, and that Pentagon leaders were told the service needed to be slowed.

The Wall Street Journal reported that Musk himself ordered the slowdown, and that he and Trump discussed it soon after it became public. While Trump has denied ordering the speed limit, it's worth noting that the American president has become more overtly friendly toward Russia as his Republican Party looks likely to lose control of the US Congress in the November mid-term elections.

The speed limit renders many of the faster middle-strike drones unflyable. As a result, "Ukrainian drone strikes have diminished significantly following yesterday's crippling of Ukraine's Starlink/Starshield connections, Russian sources report," the military history account ChrisO_wiki wrote on X on 15 October, the day after the speed limit took Ukrainian operators by surprise.

Map of settlements Ukraine's 3rd Army Corps says it liberated north of Lyman, as of 28 September 2026.
Settlements Ukraine's 3rd Army Corps says it liberated during Operation Vivaldi north of Lyman, Donetsk Oblast, Ukraine, as of 28 September 2026. Map: ISW
1st Azov Corps in training.
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Russia is back at Dobropillia a year after it failed there. Now it’s the southern jaw of a pincer on Donbas’s last big free cities

A reduction in middle strikes on Russian supply lines could help Russian field armies recover from recent setbacks, including their retreat back across the Zherebets River. And if the communications confusion resulting from the partial loss of Starlink/Starshield connectivity persists, it could give the Russians the same kind of opportunity the Ukrainians had back in the spring.

An opportunity to go back on the attack—and an Azov communications engineer warned Euromaidan Press in February that the shoe might be on the other foot.

That's the worst-case scenario for the Ukrainians now that Operation Vivaldi has ended. The best case is that they get full Starlink and Starshield access back—or find command and control alternatives—and duplicate, in other sectors, the same success they enjoyed in northern Donetsk.

"Now that the northern flank of Donbas is secured, at least for some time, the focus will concentrate on the southern flank," Molin predicted.

poland bulgaria now lithuania russia’s suspected arson campaign reaches third starlink site serving ukraine · post ukrainian soldier installs open sources images news reports
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Starlink crackdown cripples Russians—but American engineer warns Ukraine is just as vulnerable

Sexualised, violent threats: female Victorian MPs fear for their safety as they fight more than just next month’s election

22 October 2026 at 15:00

Hostility from constituents is not new for the state’s politicians, including its premiers. But the alleged attack on Helen Haines has sent a chill down the collective spine

On Monday night, Georgie Purcell shared a statement on social media in support of Helen Haines, who earlier that day had been allegedly attacked by a constituent in her regional Victorian electorate.

Purcell, a Victorian upper house MP whose region partly overlaps with Haines’s federal electorate, wrote that the alleged attack had sent chills down her spine. Being a woman in politics, she said, had changed the way she moved through the world – where she parked her car, which route she took home, even whether she held public events at all.

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© Photograph: Ellen Smith/The Guardian

© Photograph: Ellen Smith/The Guardian

© Photograph: Ellen Smith/The Guardian

Ciclone e calor: como fica o tempo no fim de semana de segundo turno

22 October 2026 at 14:42

O fim de semana do segundo turno das eleições de 2026, marcado para domingo (25), deve ter condições meteorológicas diferentes a depender da região do Brasil. Enquanto a passagem de uma frente fria associada a um ciclone extratropical pode provocar temporais e queda nas temperaturas em parte do Centro-Sul, áreas do Norte e do Nordeste devem continuar com máximas elevadas.

Segundo Alexandre Nascimento, meteorologista da Nottus, a formação do sistema deve intensificar as instabilidades entre esta sexta-feira (23) e o fim de semana. A previsão aponta maior risco de chuva volumosa, granizo e ventania em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, além de áreas de Santa Catarina, do centro-norte do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro, do centro-sul de Minas Gerais, de Goiás, de Mato Grosso e de Rondônia.

Nottus
Imagem de simulação feita pela Nottus • Nottus

A manutenção das instabilidades está relacionada também ao corredor de umidade vindo da Amazônia. De acordo com Nascimento, a umidade e o calor transportados da região Norte contribuem para alimentar o sistema de baixa pressão e a frente fria. Já no Centro-Norte do país, o sol e as temperaturas elevadas devem predominar, embora possam ocorrer pancadas isoladas de chuva.

 

Como fica o tempo nas capitais no sábado (24)

A previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) para sábado indica temperaturas elevadas em parte do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste. Teresina (PI) pode chegar a 40°C, enquanto Palmas (TO) tem máxima prevista de 38°C. No Sul e no Sudeste, há previsão de chuva em algumas capitais. Veja:

Sul

  • Curitiba (PR): mínima de 15°C e máxima de 20°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas.
  • Florianópolis (SC): mínima de 17°C e máxima de 25°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
  • Porto Alegre (RS): mínima de 15°C e máxima de 25°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas.

Sudeste

  • São Paulo (SP): mínima de 17°C e máxima de 23°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas.
  • Belo Horizonte (MG): mínima de 17°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
  • Rio de Janeiro (RJ): mínima de 20°C e máxima de 32°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
  • Vitória (ES): mínima de 21°C e máxima de 28°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas.

Centro-Oeste

  • Brasília (DF): mínima de 22°C e máxima de 32°C, com muitas nuvens e chuva isolada.
  • Goiânia (GO): mínima de 22°C e máxima de 36°C, com muitas nuvens e chuva isolada.
  • Cuiabá (MT): mínima de 26°C e máxima de 37°C, com muitas nuvens e chuva isolada.
  • Campo Grande (MS): mínima de 23°C e máxima de 33°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas.

Norte

  • Rio Branco (AC): mínima de 23°C e máxima de 34°C, com muitas nuvens.
  • Macapá (AP): mínima de 25°C e máxima de 34°C, com muitas nuvens.
  • Manaus (AM): mínima de 25°C e máxima de 37°C, com muitas nuvens e chuva isolada.
  • Boa Vista (RR): mínima de 27°C e máxima de 37°C, com muitas nuvens.
  • Porto Velho (RO): mínima de 25°C e máxima de 33°C, com muitas nuvens.
  • Belém (PA): mínima de 24°C e máxima de 34°C, com muitas nuvens.
  • Palmas (TO): mínima de 25°C e máxima de 38°C, com muitas nuvens e chuva isolada.

Nordeste

  • São Luís (MA): mínima de 26°C e máxima de 33°C, com muitas nuvens.
  • Teresina (PI): mínima de 25°C e máxima de 40°C, com muitas nuvens.
  • Fortaleza (CE): mínima de 24°C e máxima de 32°C, com muitas nuvens.
  • Natal (RN): mínima de 24°C e máxima de 31°C, com muitas nuvens.
  • João Pessoa (PB): mínima de 24°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens.
  • Recife (PE): mínima de 23°C e máxima de 31°C, com muitas nuvens.
  • Maceió (AL): mínima de 24°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens.
  • Aracaju (SE): mínima de 24°C e máxima de 31°C, com muitas nuvens.
  • Salvador (BA): mínima de 24°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens.

Como fica o tempo nas capitais no domingo (25)

No domingo, a previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) indica temperaturas mais baixas nas capitais do Sul e em São Paulo, enquanto cidades do Centro-Oeste e do Norte podem registrar máximas próximas ou superiores a 35°C. Confira:

Sul

  • Curitiba (PR): mínima de 9°C e máxima de 18°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
  • Florianópolis (SC): mínima de 13°C e máxima de 18°C, com muitas nuvens e chuva isolada.
  • Porto Alegre (RS): mínima de 11°C e máxima de 19°C, com muitas nuvens e chuva isolada.

Sudeste

  • São Paulo (SP): mínima de 12°C e máxima de 21°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
  • Belo Horizonte (MG): mínima de 18°C e máxima de 28°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva e trovoadas.
  • Rio de Janeiro (RJ): mínima de 21°C e máxima de 25°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva e trovoadas.
  • Vitória (ES): mínima de 22°C e máxima de 29°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva e trovoadas.

Centro-Oeste

  • Brasília (DF): mínima de 22°C e máxima de 35°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva e trovoadas.
  • Goiânia (GO): mínima de 22°C e máxima de 35°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva e trovoadas.
  • Cuiabá (MT): mínima de 26°C e máxima de 39°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva e trovoadas.
  • Campo Grande (MS): mínima de 16°C e máxima de 27°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva e trovoadas isoladas.

Norte

  • Rio Branco (AC): mínima de 23°C e máxima de 35°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas.
  • Macapá (AP): mínima de 25°C e máxima de 34°C, com muitas nuvens.
  • Manaus (AM): mínima de 25°C e máxima de 37°C, com muitas nuvens e chuva isolada.
  • Boa Vista (RR): mínima de 27°C e máxima de 37°C, com muitas nuvens e chuva isolada.
  • Porto Velho (RO): mínima de 25°C e máxima de 38°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas.
  • Belém (PA): mínima de 25°C e máxima de 36°C, com muitas nuvens.
  • Palmas (TO): mínima de 23°C e máxima de 37°C, com muitas nuvens.

Nordeste

  • São Luís (MA): mínima de 25°C e máxima de 32°C, com muitas nuvens e chuva isolada.
  • Teresina (PI): mínima de 26°C e máxima de 40°C, com muitas nuvens.
  • Fortaleza (CE): mínima de 24°C e máxima de 31°C, com muitas nuvens.
  • Natal (RN): mínima de 25°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens.
  • João Pessoa (PB): mínima de 23°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens.
  • Recife (PE): mínima de 24°C e máxima de 32°C, com muitas nuvens.
  • Maceió (AL): mínima de 24°C e máxima de 31°C, com muitas nuvens.
  • Aracaju (SE): mínima de 25°C e máxima de 31°C, com muitas nuvens.
  • Salvador (BA): mínima de 23°C e máxima de 31°C, com muitas nuvens.

Super El Niño é o evento com ligação mais clara com a mudança climática

 

Termina hoje prazo para realização de comícios e ações de campanha

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A três dias do segundo turno das eleições, termina nesta quinta-feira (22) o prazo para que candidatos façam comícios e atividades de campanha. Também é o último dia para a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet.

De hoje até 24 horas depois do fim do pleito, ficam vedadas a publicação e a republicação de novos conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial ou tecnologia equivalente, que use imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas.

Notícias relacionadas:

Até o próximo sábado (24), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda poderá divulgar comunicados, boletins e instruções ao eleitorado, em até dez minutos diários requisitados às emissoras de rádio e de televisão. Parte desse tempo pode ser cedido aos tribunais regionais eleitorais.

No próximo domingo (25), os brasileiros deverão ir às urnas das 8h às 17h, para eleger o próximo presidente da República.

Eleitores do Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins definem ainda o próximo governador ou governadora. Nesses locais, a ordem de votação na urna é: governador e depois presidente.

Além disso, seis cidades brasileiras terão eleições suplementares para prefeito. Nesses municípios, os eleitores votam primeiro em presidente, depois em prefeito.

O TSE recomenda consultar previamente o local de votação no site do tribunal ou no aplicativo e-Título, e que os eleitores levem uma colinha com o número dos candidatos, anotados em papel. É proibido entrar com celular na cabine de votação.

Allyson Bezerra e Cadu de Lula disputam o governo do Rio Grande do Norte no segundo turno

22 October 2026 at 14:07

Os eleitores do Rio Grande do Norte voltam às urnas neste domingo (25) para decidir quem será o próximo governador do estado. A disputa do segundo turno é entre Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT), que terminaram o primeiro turno com uma diferença apertada na votação.

Na primeira etapa da eleição, Allyson ficou em primeiro lugar, com 36,94% dos votos válidos, enquanto Cadu de Lula obteve 36,16%. Os dois candidatos avançaram para o segundo turno após uma disputa marcada pelo equilíbrio entre as candidaturas.

Allyson Bezerra tem 34 anos, é engenheiro civil e servidor público federal. Ex-prefeito de Mossoró, sua cidade natal, foi eleito para o cargo em 2020 e reeleito em 2024. Ele deixou a prefeitura neste ano para concorrer ao governo estadual.

Cadu de Lula, cujo nome é Carlos Eduardo Xavier, tem 48 anos e é auditor fiscal de carreira. Ele atuou como secretário estadual da Fazenda durante o governo de Fátima Bezerra (PT) e disputa pela primeira vez um cargo eletivo.

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© Arte/ Agência Brail

Allyson Bezerra e Cadu de Lula

Eleições 2026: cinco estados e o DF terão segundo turno para governador

22 October 2026 at 13:31

Os eleitores de cinco estados e do Distrito Federal voltarão às urnas no próximo domingo (25) para escolher seus governadores no segundo turno das Eleições 2026. As disputas ocorrerão no Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins, além do Distrito Federal.

Confira os candidatos que disputam o segundo turno em cada unidade da Federação:

  • Acre: Mailza Assis (Progressistas) e Alan Rick (Republicanos);
  • Amazonas: Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL);
  • Distrito Federal: Celina Leão (Progressistas) e Leandro Grass (PT);
  • Espírito Santo: Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB);
  • Rio Grande do Norte: Allyson (União Brasil) e Cadu de Lula (PT);
  • Tocantins: Professora Dorinha (União Brasil) e Vicente Júnior (PSDB).

Nessas seis unidades da Federação, os eleitores também votarão para presidente da República. A disputa pelo Palácio do Planalto será entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nas demais unidades da Federação, onde a eleição para governador foi definida no primeiro turno, a votação será exclusivamente para presidente da República.

© iStock

5 estados e o DF decidirão seus governadores no próximo domingo (25)

Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quinta-feira (22)

22 October 2026 at 13:27

A três dias do segundo turno das eleições gerais, confira a agenda de campanha dos candidatos à presidência da República nesta quinta-feira (22):

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O candidato à reeleição tirou o dia para gravação de propaganda eleitoral. 

Flávio Bolsonaro (PL)
Sem agenda pública durante o dia, candidato faz live no YouTube às 19h, com transmissão pelo canal TV Celular Flávio Bolsonaro.

A ordem de apresentação da agenda dos candidatos a presidente segue alternância diária.

El PP fuerza un debate sobre vivienda entre la ministra Isabel Rodríguez y Juan Bravo, a celebrar en la Ser

22 October 2026 at 12:31
La ministra de Vivienda y Agenda Urbana, Isabel Rodríguez

El PSOE ha aceptado la propuesta del Partido Popular de celebrar un debate sectorial sobre vivienda como parte de la campaña electoral del 29-N. Más allá de las palabras, el presidente del comité de campaña de Génova, Miguel Tellado, le propuso por carta a su 'homóloga' de Ferraz, María Jesús Montero, dicho debate. Pero no ha sido esta mañana, durante una entrevista en la Ser con la nueva portavoz socialista, Rebeca Torró, cuando el PSOE ha recogido ese guante con la condición de que se celebre en esta cadena de radio. "Aceptamos, quedamos a la espera de la concreción de los detalles", han respondido fuentes de Génova.

La estrategia socialista pasaba por querer convertir el problema de la vivienda en uno de los ejes de su estrategia tras ocho años de gobierno de coalición en los que este asunto ha empeorado exponencialmente. Pero el polémico y mediático desahucio de Maricarmen Abascal, la acampada posrterior en la Puerta del Sol y la convocatoria de una huelga general, a la que se han sumado CC.OO. y UGT, animó a Moncloa a intentar rentabilizar electoralmente ese malestar social. En la sede nacional de Génova están convencidos de que, como dice el portavoz parlamentario de ERC, Gabriel Rufián, "este asunto es el que se va a llevar por delante a los socialistas".

Ferraz no ha respondido aún a las propuestas de debates electorales

Además, recuerdan los populares que Moncloa no ha respondido a su propuesta de debates electorales, esto es, el "cara a cara" entre Alberto Núñez Feijóo y Pedro Sánchez en Mediaset el primer lunes de campaña, 16 de noviembre; otro a cuatro en Atresmedia, el jueves 26, y un tercero entre los portavoces parlamentarios con grupo propio en el Congreso, el lunes 23 en RTVE.

Se queja el PP de que "transcurridas casi dos semanas, no consta aceptación por parte del candidato socialista. Instamos al equipo de campaña del PSOE a que confirme la asistencia de Pedro Sánchez para poder entablar ya las pertinentes conversaciones con los grupos de comunicación y empezar a trabajar en la organización de los espacios".

Frente Amplio rompe con la herencia de Sumar y renueva los puestos de salida en Madrid y Barcelona para el 29-N

22 October 2026 at 12:07
La diputada de Sumar en el Congreso, Aina Vidal, no repetirá en las generales por Barcelona

La diputada y portavoz adjunta de Sumar en el Congreso y referente de Catalunya en Común en la Cámara, Aina Vidal, no repetirá en la lista por Barcelona en las próximas generales del 29 de noviembre. Es una de las últimas novedades electorales de la nueva marca heredera de Sumar, Frente Amplio, que integra a Movimiento Sumar, Izquierda Unida, Más Madrid y los Comuns. Este miércoles, el Consejo Nacional del partido catalán determinó las listas –66% a favor, 34% en contra y 20 papeletas en blanco– de las cuatro provincias en las que se presentan, con la decisión de no incluir a Vidal, de larga trayectoria política, en las mismas. No sería por voluntad de la diputada –desde 2016–, sino de la formación, que se ha enfrentado a tensiones –se refleja en el resultado– en la confección en los últimos días. La política, en todo caso, seguirá ejerciendo de portavoz del partido y "participará activamente" en la campaña electoral, indican en un comunicado los Comuns.

La formación consiguió cinco escaños catalanes en 2023. Tres de ellos fueron en Barcelona, y uno respectivamente en Tarragona y Girona. En Barcelona no repiten ni Vidal ni Gerardo Pisarello, que será candidato a la alcaldía de Barcelona en mayo. En su lugar, entran Ada Colau como candidata a la presidencia del Gobierno, el ministro de Cultura, Ernest Urtasun, que no concurrió y fue un fichaje posterior, y la politóloga y miembro de los Comuns, Júlia Miralles. Le siguen el actual diputado regional Andrés García Berrio, y la exdiputada y concejal en Barcelona, Lucía Martín. La decisión respecto a Vidal no es nueva, ya generó controversia su elección en 2023 para Sumar, entre las dos almas del partido catalán, especialmente Esquerra Verda, su partido. Se quiso entonces promocionar a Jaume Asens, ahora eurodiputado. De esa lista solo repite Viviane Ogou, de número siete.

Además de Barcelona, la diputada Júlia Boada vuelve a encabezar la lista por Girona. No será así en Tarragona, con Ester Roca, funcionaria de carrera del ayuntamiento de la capital. Es descendiente de fundadores del PSUC. En Lleida, también entra como novedad Montse Cortassa, química que ejerce como concejal de los Comuns en Almacelles. Las encuestas acotan las opciones de representación solo a Barcelona en estos comicios.

Madrid, cuatro nuevos puestos de salida

La decisión de Barcelona se da tras la confirmarse en las últimas horas la composición de la lista madrileña, que ha pasado de contemplarse como un fortín de representación exclusivo a Más Madrid, a dar espacio a los otros dos socios estatales clave tras las renuncias de figuras como la ministra de Sanidad y líder de Más Madrid, Mónica García. Emilio Delgado, el diputado en la Asamblea de Madrid y portavoz adjunto, será cabeza de lista. Tesh Sidi, de las siglas madrileñas, escala del tercer al segundo puesto. Su vacante la ocupa por primera vez el candidato electo en las primarias de IU, Toni Valero, que es coordinador de IU Andalucía. En cuarto lugar, la colíder de Movimiento Sumar, Verónica Martínez Barbero entra dejando libre la cabeza de lista por Pontevedra que lideró el 23-J.

El próximo lunes concluye el registro de listas electorales y se conocerán todos los nombres elegidos por la coalición de izquierdas. Además de las bajas por Barcelona, a la de García en Madrid se unen la mayoría de cargos elegidos por Yolanda Díaz para las últimas generales. Desde ella misma a Íñigo Errejón, que dejó paso tras un escándalo de acoso sexual en 2024, el diplomático Agustín Santos Maraver o el economista vinculado a CC.OO. Carlos Martín. También Ione Belarra. Podemos concurre al margen de Frente Amplio, con una lista por Madrid liderada por Irene Montero, seguida de Tito Morano y Dina Bousselham en los puestos de salida.

Álvarez de Toledo y Borja Sémper serán los números 2 y 3 de Feijóo en Madrid

21 October 2026 at 23:07
La diputada Cayetana Álvarez de Toledo

La diputada Cayetana Álvarez de Toledo y el portavoz del PP Borja Sémper serán los números 2 y 3 al Congreso por Madrid, ha informado el partido de Alberto Núñez Feijóo en un comunicado.

"El Partido Popular es un proyecto amplio en el que caben todas las sensibilidades", afirma el texto, en el que se define al PP como "una formación abierta donde los matices y los acentos no incomodan a nadie, sino que enriquecen a todos". Álvarez de Toledo y Sémper, añade, "representan formas distintas de entender España" y ambos han atravesado por diferentes etapas en el PP.

"Yo tengo pensada la mujer que va a acompañarme. Le aseguro que esa mujer votó en contra de la amnistía. Margarita Robles votó a favor. Esa mujer ha pedido la comparecencia de la directora del CNI. La señora Margarita Robles no la dejó comparecer" en la Comisión de Secretos Oficiales a cuenta de la crisis ceutí. Estas fueron las no muy enigmáticas palabras que el líder del PP, Alberto Núñez Feijóo, pronunció este martes en la cadena Cope sobre su número dos de la lista madrileña para las elecciones del 29-N. Y aunque no quiso ponerle nombre y apellidos, días más tarde la balanza queda clarísimamente del lado de Cayetana Álvarez de Toledo.

En los últimos días se venía hablando de dos nombres, el de esta diputada por Madrid que en las elecciones de 2023 fue de número 6, y el de Alma Ezcurra, eurodiputada, número tres del organigrama genovés, coordinadora del programa electoral. Pero Ezcurra no votó en el Congreso en contra de la amnistía puesto que no tiene escaño en la Cámara Baja ni tuvo ocasión, por tanto, de reclamar al ministro de la Presidencia, Félix Bolaños- con el que Álvarez de Toledo confrontaba en las sesiones de control de la legislatura finiquitada- la comparecencia de la jefa de los espías, Esperanza Casteleiro.

Alma Ezcurra tiene muchos menos conocimiento público que Álvarez de Toledo

Además, en detrimento de Ezcurra pesa su escaso conocimiento público. Muy valorada por Feijóo, hasta el punto de convertirla en uno de los 'pesos pesados' de Génova, esta mujer proveniente de la cantera FAES y directa responsable de la nueva política de inmigración del PP, tiene el inconveniente de que "no la conoce nadie", según admite un miembro de la dirección popular.

Feijóo ha optado por un perfil duro, poco complaciente, acorde con los nombres de los que se ha ido rodeando para afrontar las elecciones generales del 29 de noviembre. Miguel Tellado como responsable del comité de campaña; Ezcurra del programa electoral; Ester Muñoz de portavoz de campaña y Xavier García Albiol de cabeza de lista de Barcelona, dan una idea de por dónde va la línea estratégica.

A diferencia de los socialistas, que han dado a conocer sus candidaturas electorales con la ministra de Defensa, Margarita Robles, de dos tras Pedro Sánchez, los populares optan por la técnica del goteo. La de Madrid es la lista más intervenida por la dirección nacional, aunque lo habitual es hacer hueco a algún nombre propuesto por la organización territorial. En la misma hay que situar en puestos de salida a Jaime de los Santos, Marta Varela, Mar Sánchez y Manuel Cobo. En las elecciones de 2023 Feijóo incorporó a Pablo Vázquez Vega, fallecido el pasado mes de agosto, y a Noelia Núñez, que dejó la primera línea política por mentir en su currículum. Entonces, de número dos fue la actual concejal de Cultura, Turismo y Deporte del ayuntamiento de Madrid, Marta Rivera de la Cruz.

Sus enfrentamientos con Pablo Casado y con Mariano Rajoy

Quedan superadas las reticencias que el propio Feijóo tuvo respecto a Álvarez de Toledo cuando Pablo Casado la nombró portavoz del Grupo Popular en el Congreso, cargo que ocupó entre 2019 y 2020, aunque aquella designación saliera mal y la sustituyera por Cuca Gamarra. No era un perfil que por aquel entonces le entusiasmara al presidente de la Xunta, determinante en la elección de Casado en contra de Soraya Sáenz de Santamaría para la sucesión de Mariano Rajoy. Pero cuando desembarcó en Génova supo aprovechar su potencial, ese mensaje enérgico, desacomplejado, que, en muy buena medida, le sirve también de antídoto a Vox. Porque esta madrileña de varias nacionalidades lo mismo confronta con el PSOE, que con el independentismo que con los de Santiago Abascal, a los que critica su "nacionalismo español".

Álvarez de Toledo no dudó en acusar a Casado de ser "incapaz de reconstruir el constitucionalismo". Y dentro de ese género literario del libro como venganza dijo de él que era "camaleón sentimental. Lo que se llama un bienquería o un veleta". Claro, que con Mariano Rajoy las cosas terminaron mucho peor. La madrileña escribió en las páginas de El Mundo, en un ya lejano 2015, un incendiario artículo contra él titulado 'Anoche escribí al presidente'. Y al tiempo que anunciaba que no repetiría en unas listas que tampoco le iban a ofrecer para las elecciones generales de ese año, dijo no encontrar "argumentos suficientes para defender la gestión del gobierno ni para pensar que el presidente Rajoy actuaría de forma distinta a como lo ha hecho hasta ahora".

Política "previsible" y "honesta", que "no dice una cosa y hace la contraria"

Con estos antecedentes está claro que la hoy portavoz adjunta del Grupo Popular es una indomable, ajena a los argumentarios y con ciertas dificultades para la disciplina de partido, pero eso no ha sido óbice para que Feijóo haya decidido hacer ticket electoral si son veraces las pistas que ofreció a la Cope. También dijo de ella como valores a tener en cuenta que es una política "previsible" y "honesta", que "no dice una cosa y hace la contraria".

Por qué PP y Vox 'esconden' a Milei en su última visita a España con el 29-N de fondo

21 October 2026 at 23:06
El presidente de la República Argentina, Javier Milei, participa en un desayuno informativo de Fórum Europa, en el Real Casino Gran Círculo de Madrid, este miércoles

El 12 de octubre Santiago Abascal se dejó ver en Ceuta directamente junto al presidente de la Reagrupación Nacional francesa y mano derecha de Marine Le Pen, Jordan Bardella, también líder del grupo Patriotas por Europa en la Eurocámara, la alianza entre homólogos de Vox a nivel continental. Al día siguiente, en el Casino Real de Madrid, lo presentó en un desayuno informativo de Nueva Economía Fórum como un aliado clave en materia de inmigración, de defensa de las fronteras y de soberanía, ejes clave de Vox en esta precampaña para las generales del 29 de noviembre. Prometió un reforzamiento de la alianza entre países si ambas formaciones llegan al poder, los segundos a mediados de 2027 tras las presidenciales.

Solo un día antes de su encuentro con el francés, Abascal protagonizaba en Estepona (Málaga) el primer mitin preelectoral de los comicios. Una semana y media después, en el mismo escenario que Bardella, en Madrid, apareció este miércoles el presidente de Argentina, Javier Milei, íntimo de Abascal y Vox. Cotidianamente, las visitas del mandatario han generado notable expectación entre la derecha dura española. Pero la llegada, a las puertas de esa campaña electoral de generales, ha llevado a darle un rango más privado al asunto por la posibilidad de que un mensaje contundente y polarizador alentado pueda perjudicar al orden con el que se está abordando el proceso, para sumar con el objetivo de desbancar a Pedro Sánchez de la presidencia. Dentro del PP saben que Milei polariza y puede movilizar a la izquierda si el PSOE lo usa.

Tras su llegada a la capital el martes por la tarde, Milei protagonizó el miercoles un desayuno informativo, pero sin presencia reseñable de la primera línea de Vox, desplegada por distintos territorios en esos actos de precampaña. Solo en ese evento ya dejó varios recados a Sánchez con unas formas que contrastan con las de Bardella, promocionado como el 'yerno ideal' en las últimas europeas en Francia, consiguiendo movilizar con herramientas como Tik Tok el voto de jóvenes o diversos sectores sociales que en el pasado hubieran rehuído del antiguo Frente Nacional. Milei, durante su intervención económicoa, volvió a cargar contra las políticas de izquierdas, llamó "impresentable dictador" a Sánchez, y clamó por que el "liberalismo" a "sacar a los socialistas a patadas" de Moncloa en las próximas elecciones.

Posteriormente, acudió a un acto de la Universidad Rey Juan Carlos relacionado con el Máster de Economía de la Escuela Austríaca, a la que está ligado. No sin protestas en su contra en los alrededores. Después, a las tres de la tarde se reunió en un "encuentro privado" con el director de la Fundación Disenso, Jorge Martín Frías, al que acudieron tanto el vicepresidente y secretario general de Vox, Ignacio Garriga, como el portavoz económico, José María Figaredo, y el asesor de Abascal, Gabriel Ariza.

Por último, Milei se citó con Isabel Díaz Ayuso a puerta cerrada en las instalaciones del Canal de Isabel II. Se trasladaron imágenes oficiales de la cita con muestras de cariño, abrazos y mudos de las conversaciones, pero con un perfil más bajo que en otras ocasiones como cuando le entregó el máximo galardón de la Comunidad en 2024, y sin declaraciones a los medios. Las cuentas del PP nacional en redes sociales, a diferencia de las del partido en Madrid, no recogieron el evento. Tampoco se mencionó en mítines como el acto del PP en Leganés, con Ester Muñoz, portavoz parlamentaria, como protagonista. Un contraste claro con Ayuso; diferentes posiciones que cohabitan en el PP que decidió ahondar en la inadmisión del TC del recuerso del Defensor del Pueblo por la paralización de la ley de nietos.

Ha trascendido que en el encuentro con Ayuso esta le invitó a participar en la Cumbre Iberoamericana que se celebrará a principios de noviembre en Madrid. Milei la invitó igualmente a visitar Argentina. La conversación se centró "en la situación interna de Argentina y de España, de la invasión de Ceuta, así como el papel de las clases medias y el peligro de su deterioro", indicaron fuentes de Presidencia. De aceptar, Milei volvería en la previa al inicio de la campaña.

La presidenta de la Comunidad de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, recibe al presidente argentino, Javier Milei, en la sede del Canal de Isabel II, este miércoles en Madrid
La presidenta de la Comunidad de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, recibe al presidente argentino, Javier Milei, en la sede del Canal de Isabel II, este miércoles en Madrid | Comunidad de Madrid

Ese perfil bajo en las comunicaciones por parte de Vox y de PP de Madrid evoca una clara intención de minimizar en lo posible el impacto que Milei puediese generar en campaña, sobre todo por dar combustible y generar reacciones a la izquierda que no tardaron en llegar. La visita de Milei y el señalamiento constante a Sánchez y su Ejecutivo movilizó a los socialistas bajo el marco derechos-recortes.

Una visita que polariza con la izquierda

En la fachada de la sede de Ferraz, el PSOE desplegó una lona en la que recogían un 'Hola Milei, los zurdos y las zurdas te dan la bienvenida a España'. Al mismo tiempo, antes de que el presidente argentino se dirigiese a Sánchez, este publicaba en sus redes un vídeo incidiendo en el debate de los derechos sociales, como el de las pensiones, que en los últimos días viene acompañando a la izquierda más allá de la vivienda. "A quienes creen que nos insultan llamándonos zurdos y zurdas. Si subir las pensiones, dar más tiempo a los padres para disfrutar de sus hijos, subir el SMI todos los años, defender el derecho a abortar y defender el 'no a la guerra' es ser zurdo, soy zurdo. Así que sí, soy zurdo y a mucha honra", trasladó Sánchez, reforzando ese perfil electoral.

Sí, soy zurdo.#ZurdosYOrgullosos#ZurdasYOrgullosas pic.twitter.com/VTGKqR9Mjg

— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) October 21, 2026

El enfrentamiento con Sánchez destacó en el VIVA24 de cara a las europeas, donde Milei, en su primera visita a España como presidente argentino –mantuvo encuentros con empresarios–, fue protagonista del cierre. Desde el Palacio de Vistalegre cargó contra Begoña Gómez tras el inicio de su periplo judicial y después de los cinco días de reflexión de Sánchez: "Tiene a su mujer corrupta y se toma cinco días para pensarlo", lanzó. En junio volvió a recibir la medalla de la Comunidad de Madrid y a recoger el premio del Instituto Juan de Mariana, apoyado directamente por Abascal. Se reunió un año después tras su paso por el Madrid Economic Forum 2025, un encuentro que volvió a producirse en junio de este año, antes de que Milei fuese galardonado por la CEU San Pablo.

Cada visita ha servido a la izquierda para marcar perfil. Después de ese vídeo, Sánchez compartió en sus redes una foto de la pantalla de su movil escuchando la canción 'Fanático' de la artista argentina Lali, que es muy combativa de Milei. Acompañó el asunto con un "Aprovechando que voy en el coche, camino de Burgos, para escuchar este temazo argentino. ¡Me encanta!". La canción, de 2024, surge de un choque directo con Milei, al considerar de "peligrosa" y "triste" la victoria del líder de La Libertad Avanza. Él la minimizó y acusó de beneficiarse de contratos financiados con dinero público. La letra ironiza con alguien que finge no conocerla pero que vive obsesionado con ella. El vídeoclip lo retrata con patillas y chaqueta de cuero, look informal del argentino.

Aprovechando que voy en el coche, camino de Burgos, para escuchar este temazo argentino.

¡Me encanta!https://t.co/9cSwKtlIyz pic.twitter.com/1hLDty7FUF

— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) October 21, 2026

Mayor discrección que otras ocasiones

La visita de Milei quedó principalmente reducida a una promoción propia de sus políticas económicas y a los ataques al presidente. Vox optó por encapsular más el asunto priorizando la ruta de Abascal por distintos territorios. Hay una diferencia clara con otros encuentros en Disenso, no ha habido una recepción a pie de calle, si no que la llegada de Milei fue un visto y no visto. Contrasta con un encuentro privado similar en abril con la líder opositora venezolana, María Corina Machado, que fue recibida por Abascal a la entrada. Tras un mitin en Ponferrada (León) este martes, Abascal se trasladó ayer a A Coruña. Allí respondió a la pregunta de por qué no ha habido encuentro, centrándose en la precampaña: "Veo que hay una preocupación por no reunirme. Es mi amigo y aliado político. He podido reunirme en cada ocasión que ha venido. Pero ahora tengo una prioridad, que es estar con los españoles".

Ante el ruido por ese perfil bajo del partido, Abascal reaccionó a media tarde de camino a un mitin a Avilés publicando en redes una videollamada mantenida con Milei tras su encuentro con Disenso y Garriga. "¡Cómo estás amigo, que dicen que no me quieres más!", ironizaba Milei sobre el revuelo armado. "Me habría encantado verte. En otra ocasión", le agradeció también Abascal el discurso contra Sánchez. "Parece que los zurdos están muy alterados", respondió. El aval de Abascal a las palabras de Milei, que como él mismo reconoce, en definitiva no se alejan de las apreciaciones cotidianas de Vox genera una incógnita: cómo será utilizado esto por el Gobierno en los próximos días.

Mientras que Vox optó por publicar las imágenes de Abascal en su vehículo camino a ese acto, la Oficina del Presidente de Argentina decidió ir más allá en contraste con Vox y Disenso, mostrando imágenes de Milei con la comitiva de Vox y Disenso en el despacho del de Amurrio.

En su visita a España, el Presidente Javier Milei mantuvo una reunión con autoridades de VOX, y saludó por videollamada al Diputado y Candidato a Presidente, Santiago Abascal, quien se encuentra de gira por el país por la campaña electoral. pic.twitter.com/BqapyTIeRv

— Oficina del Presidente (@OPRArgentina) October 21, 2026

En parte la ausencia de intensidad con esta visita, que por parte de Vox podría haber sido utilizada para animar un gran mítin en Madrid, se debe a un intento claro de contención. De evitar en lo posible sobresaltos. La derecha afronta esa carrera electoral con una tregua de no agresión, de no echarse en cara cuestiones que puedan debilitar la suma, ni priorizar las llamadas al voto útil como en 2023. Simplemente, en frente queda la izquierda y el Gobierno de Sánchez. Eso no quita que cada partido busque despuntar frente al rival con propuestas o gestos. Es el caso del PP de Feijóo, con promociones del ala dura en cuestiones como inseguridad o inmigración, como Xavier García-Albiol como número uno por Barcelona, o de Cayetana Álvarez de Toledo como 'dos' del gallego por Madrid, donde el votante de derechas es más duro. Pero al dirigente popular no le interesa que le asocien con el discurso de Milei, sobre todo cuando intenta hacerse un hueco entre el votante más moderado.

Sin ataques directos, está destacando el tono de los de Abascal, que priorizó en una de las últimas reuniones de la Ejecutiva, la semana pasada, la contención y defender las políticas del partido sin caer en provocaciones. Para PP y Vox el Gobierno va a caer por su propio peso, y priorizan cuestiones como el entendimiento para una alianza de listas al Senado, con potenciales retiradas en puntos estratégicos por parte de Bambú, o de integración de candidatos a terceros puestos de las candidaturas de Génova.

No sé conoce si ambos partidos han abordado la cuestión de Milei, aunque la interlocución es permanente para cuestiones electorales. Es conocido que una defensa férrea a Milei, de promoción de sus recetas económicas este miércoles, azuza la contraofensiva de la izquierda, ya calentados con valoraciones sobre las pensiones mixtas hechas por Figaredo recientemente, o sobre la sostenibilidad del sistema, que está "a punto de petar" según Ester Muñoz. Estos días se ha hecho viral un vídeo de principios de 2025 en el que Figaredo y Jorge Buxadé, alababan las políticas argentinas pero matizaban que una vez llegasen al poder "la motosierra de Milei" se iba a quedar corta.

Anécdota con los anunciantes de Nueva Economía Fórum

No pasó por alto la discreción de los patrocinadores en ese desayuno informativo, minimizándose en la parte superior del fondo azul oscuro del evento en contraste con otros eventos cotidianos. Perfectamente situados para escapar del plano de las televisiones. Regularmente, tanto Asisa como Solaria aparecen con sus logos multiplicados. Estaban ahí en la jornada con Bardella. Igualmente, en desayunos como el de Mar Espinar, del PSOE de Madrid; el Defensor del Pueblo, Ángel Gabilondo; uno con Ayuso; con el presidente del Tribunal Constitucional, Cándido Conde-Pumpido; con Muñoz, o con el líder de ERC, Oriol Junqueras, por ejemplo, en estas últimas semanas.

Santiago Abascal y Javier Milei
Santiago Abascal y Javier Milei

Preguntado por ello, fuentes de comunicación de Nueva Economía Forum indican que ambos patrocinadores han respaldado el acto. "Sus rótulos aparecían en otros lugares del salón" donde aconteció el evento. Restan importancia a un asunto que, dicen, ha provocado numerosas llamadas de distintos medios de comunicación durante las últimas horas.

Sin audiencia deseada con Felipe VI y criticado por Exteriores

Tampoco pudo verse Milei con el jefe del Estado. En 2024, coincidiendo con ese polémico Vistalegre, una petición desde el Gobierno argentino no prosperó por el rechazo de Exteriores, que es quien supervisa la agenda internacional de Casa Real. Según indica el diario argentino Clarín, una segunda petición para esta visita fue rechazada al no ir acompañada, conforme a las prácticas habituales, de una cita con el presidente del Gobierno. Desde el equipo de Gobierno argentino recalcan las buenas relaciones con la Corona.

Exteriores se mostró muy crítico con las palabras de Milei contra Sánchez. "Nuestra más enérgica condena ante los insultos y calumnias (...) contra el presidente y los españoles. Igualmente, condenamos el llamamiento al uso de la violencia que ha realizado esta mañana". "España es una nación soberana que no acepta injerencias externas, ni ataques e injurias a su presidente y a sus instituciones elegidas, libre, democrática y soberanamente". Desde el departamento del ministro José Manuel Albares aseguraron que "es indigno que una persona que ostenta la más alta jefatura de una nación hermana realice visitas a nuestro país con el único objetivo de intentar fomentar un clima de polarización y violencia entre españoles y entre naciones hermanas como son la española y la argentina".

El PSOE celebra la 'campaña' de Milei en España: "Nos ha venido Dios a ver", "que se quede un mes"

21 October 2026 at 23:06
El secretario general del PSOE y presidente del Gobierno, Pedro Sánchez, muestra la camiseta con la leyenda 'Orgullo zurdo' por la visita de Javier Milei a España a su llegada al mitin en Burgos de este 21 de octubre de 2026.

Ya en los últimos días el partido había ido calentando por la banda. Colocando el recordatorio, por si había algún despistado, de que el miércoles 21 de octubre ya estaría el presidente argentino en España. Javier Milei, el león, que así se hace llamar él mismo. El que empuña orgulloso la motosierra de los recortes. Los socialistas ya habían aprovechado los insultos dirigidos a Pedro Sánchez y a su mujer, Begoña Gómez, en mayo de 2024, a las puertas de las europeas, y ya entonces se habían apropiado de uno de sus calificativos hacia la izquierda, los zurdos. Y les fue bien en aquella campaña: se quedaron a solo 4,02 puntos y dos escaños del PP cuando semanas antes la diferencia, según las encuestas, era muchísimo más amplia. Ahora, el objetivo era repetir estrategia. Y, visto cómo discurrían las horas este miércoles, con nuevos insultos a granel contra Sánchez (y la prensa), vídeos con Santiago Abascal y fotos con Isabel Díaz Ayuso, la satisfacción era evidente en el sanedrín del presidente del Gobierno y candidato socialista. "Nos ha venido Dios a ver", convenían varios dirigentes consultados.

Y es que Milei irrumpió directamente en la campaña de las generales del 29 de noviembre. Como un huracán. Y eso que PP y Vox habían buscado un perfil más bajo: Abascal no iba a recibirlo por razones de agenda —tenía actos en A Coruña— y no estaba claro que Ayuso fuera a reunirse con él, aunque el Gobierno argentino había avanzado que sí.

A primera hora de la mañana, Ferraz, en una estrategia calculada, desplegaba una lona con la que daba la "bienvenida" a Milei y lanzaba un vídeo de Sánchez: "Soy zurdo y a mucha honra"

Ferraz buscó adelantarse, provocar la reacción del dirigente libertario. A primera hora de la mañana, desplegó una lona en la fachada de su sede federal, en la calle de Ferraz, 70 de Madrid. Letras gigantes blancas sobre fondo rojo PSOE: "Hola, Milei —con esa segunda i con forma de motosierra en vertical—. Los zurdos y las zurdas te dan la bienvenida a España, el país que más crece de Europa". Un hashtag para buscar la viralización en redes: #ZurdosYOrgullosos. Y un vídeo del propio Sánchez: "Hay quienes creen que nos insultan llamándonos zurdos o zurdas. Pues mirad, os voy a decir una cosa. Si subir las pensiones es ser zurdo, yo soy zurdo". Y si también lo es dar "más tiempo" a padres y madres para estar con sus hijos, o subir el salario mínimo, o defender el derecho al aborto, o combatir la guerra, entonces él es "zurdo". "Así que sí, soy zurdo y a mucha honra". De inmediato, su perfil en redes sociales, también el del PSOE y de varios compañeros, cambió: Zurdos y orgullosos (o Zurdas y orgullosas), en letras blancas sobre fondo rojo. Campaña lanzada.

Milei llama "impresentable dictador" a Pedro Sánchez en su primer acto en Madridhttps://t.co/m6uilja9w8 pic.twitter.com/OGZAqe23eg

— Europa Press TV (@europapress_tv) October 21, 2026

Ferraz calculaba que Milei entraría al trapo. Pero no tanto. El presidente argentino encadenó varios actos y declaraciones desde el desayuno informativo en el Casino de Madrid de la mañana. No paró de dar titulares gruesos. Cuando a la entrada del acto le preguntaron si había visto el recibimiento de los socialistas, contestó con una ristra de adjetivos: "No pierdo el tiempo en estúpidos, incompetentes, zurdos y empobrecedores". Luego, dentro del salón, insultó a Sánchez llamándole "impresentable dictador" y "delincuente ladrón", aconsejó a los electores sacar a los socialistas "a patadas", que para eso España, adujo, es la "cuna del liberalismo". Y se declaró "amigo" de Abascal y de Ayuso, y dijo tener una "excelente relación" con el Rey. De paso, faltó el respeto a una periodista de la SER, Julia Molina, cuando le preguntó si creía que su visita podía incomodar a PP y Vox: "Es una visión de gente corta intelectualmente y de miserables políticos. Quizá vale para tu caso".

El calibre de la andanada fue tan grueso que Exteriores lanzó un comunicado de "enérgica condena a los insultos y calumnias". Es "indigno" que un jefe de Estado de una "nación hermana" visite España y "fomente" aquí la "polarización"

El calibre de la andanada fue tan importante que el Ministerio de Exteriores lanzó un comunicado durísimo en el que expresó su "más enérgica condena ante los insultos y calumnias" dirigidos por Milei a Sánchez, "a España y a los españoles". España, subrayó la nota, "es una nación soberana que no acepta injerencias externas, ni ataques e injurias a su presidente y a sus instituciones elegidas, libre, democrática y soberanamente, ni tolera que nadie enturbie nuestra convivencia pacífica y democrática". Para Exteriores, es "indigno" que un jefe de Estado de una "nación hermana" realice "visitas a nuestro país con el único objetivo de intentar fomentar un clima de polarización y violencia entre españoles y entre naciones hermanas como son la española y la argentina".

Milei se reúne con Ayuso en el cierre de su viaje en el que llamó "dictador" a Pedro Sánchez https://t.co/Y7zmqBWf0y pic.twitter.com/7j1zTRCqC5

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Milei también fue a dar una conferencia en la Universidad Rey Juan Carlos —cientos de estudiantes protestaron con pancartas, cacerolas, silbatos y banderas rojas y palestinas en el campus—; se reunió con el secretario general de Vox, Ignacio Garriga, en la Fundación Disenso; mantuvo un encuentro posterior con Ayuso en su nuevo despacho, "complementario" al de la Puerta del Sol, en las oficinas del Canal de Isabel II, en Chamberí. Una cita de casi dos horas y en la que la presidenta madrileña le recibió con "enorme alegría" y le pidió que acuda a la Cumbre Iberoamericana que se celebrará en Madrid el 3 y el 4 de noviembre, y a la que obviamente ya había sido invitado por el Gobierno de Sánchez. No hubo medios que grabaran el encuentro entre los dos, pero la Comunidad y el PP de Madrid y ella misma sí difundieron imágenes de ambos en la sede del Canal, también dándose un caluroso abrazo. Ayuso ya le había concedido la medalla internacional en junio de 2024 y había viajado a Argentina a principios de 2026, cuando se hizo una foto con una motosierra, la de los recortes, en primer plano.

Nos llaman zurdos, pues lo somos", subraya Bolaños. Y Puente califica de "delirante" el discurso de Milei tras llamar "dictador" a Sánchez: "No hay medicación para tratar lo que padece"

"Nos llaman zurdos, pues lo somos", respondió en un vídeo el ministro de la Presidencia, Justicia y Relaciones con las Cortes, Félix Bolaños. "El discurso es tan delirante que reconoce que cientos de miles de argentinos han huido de las consecuencias del socialismo del siglo XXI en Argentina para refugiarse en la dictadura socialista de Pedro Sánchez. No hay medicación para tratar lo que este señor padece", escribió en X el titular de Transportes, Óscar Puente. Y Sánchez tiró de ironía: contó en la antigua Twitter que, de camino a su mitin de la tarde en Burgos, estaba escuchando un "temazo argentino": Fanático, de Lali, actriz y cantante que se ha convertido en la némesis y gran obsesión de Milei.

"El demonio nos ha venido a ver"

Ferraz sentía que había metido un gol. "Conociéndole, ya sabíamos que iba a entrar al trapo. Pero vamos, que nos ha salido perfecto", comentaban en el cuartel general. "El demonio nos ha venido a ver", reía una integrante del comité electoral. Y otra, de la ejecutiva, lo decía de forma más clásica: "Nos ha venido Dios a ver, sí. Amén".

Claro que nos viene bien. Aunque hay que recordar que para que nos voten los indecisos no basta con señalar lo malos que son los de la derecha. Tenemos que darles más razones", avisan en la cúpula

"Milei siempre supera expectativas. Y Ayuso también. Sin filtro, sin complejos, sin escrúpulos. Claro que nos viene bien. Aunque hay que recordar que para que nos voten los indecisos no basta con señalar lo malos que son los de la derecha. Tenemos que darles más razones", indicaban desde Ferraz, apuntando al paso que se dará dentro de unos días, aunque aún no hay fecha anunciada: la presentación del programa electoral. Emoción y razón. "Nos ha venido de cine, es verdad", sostenía un responsable de Organización de una federación muy potente.

Las motosierras no construyen nada, destruyen. No unen, dividen y fragmentan. No hacen que crezca nuestra economía, la hunden.

Si hay una lección clara de la visita de Milei, es que si gobiernan Feijóo y Abascal, harán con España lo que desgraciadamente Milei está haciendo con… pic.twitter.com/2RbkuyOmXR

— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) October 21, 2026

Y para otro jefe de un aparato regional, la visita de Milei —ya va por la séptima a España desde que es presidente de Argentina, ninguna con carácter oficial— es otro disparo en el pie que se da la derecha, como el hablar de "sacrificios" o dudar del sistema público de pensiones porque puede "petar": "Se le está haciendo larga la campaña a la derecha. Esto es una cura de realidad de la deriva de la derecha en el mundo: [Donald] Trump, Milei, [Giorgia] Meloni, [Marine] Le Pen, el dúo de Abascal y [Alberto Núñez] Feijóo. La gente, la mayoría social, despertará, esperemos, antes del 29-N. Yo creo que esto sí tiene efecto en nuestros votantes. En la mayoría de la gente con sentido común yo diría que sí". "Esto ayuda, sí, moviliza y da pavor a nuestra base electoral", opina otro veterano. "Maravilla —contesta eufórica una dirigente territorial nada alineada con Ferraz—. ¡Que se quede Milei un mes!".

En Burgos, los asistentes agitan carteles con el lema 'Zurdos y orgullosos'. El presidente se pone la camiseta 'Orgullo zurdo' mientras suena 'People have the power' de la icónica Patti Smith, que este viernes recibe el Princesa de Asturias

En su mitin en Burgos, Sánchez fue recibido con carteles de Zurdos y orgullosos entre los asistentes —1.400, según los datos de la organización—. De la camiseta con el rótulo La fuerza de la gente, el lema de precampaña, se pasó a otra, Orgullo zurdo. Blanca con letras rojas. El presidente se la plantó a su llegada mientras sonaba otro himno, People have the power, de una icónica Patti Smith que lleva varios días en Oviedo porque este viernes, a sus casi 80 años, será galardonada con el Premio Princesa de Asturias de las Artes.

Feijóo y Abascal han invitado a Milei y ahora tienen un problema. Les han dicho que no hablen de recortes hasta el #29N y ahora no saben ni dónde meterse ni dónde meterlo.

¿A quién pretendéis engañar? Sois parte de la misma peña, la de los recortes, tijeretazos y motosierras. pic.twitter.com/b6uohU2WjT

— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) October 21, 2026

La pizza de Feijóo

Milei "ha venido por aquí y les ha creado un problema a Feijóo y Abascal" con su visita a España en plena precampaña electoral, "le invitaron y ahora no saben qué hacer con él: no saben dónde meterse, ni dónde meterlo", ironizó Sánchez cuando subió al escenario, ya sin la camiseta blanca de Orgullo zurdo pero sí con una chapita de Zurdo en el pecho. Ninguno de los dos líderes de la derecha estuvo con el presidente argentino este miércoles. El jefe del PP se fue a un acto en Sevilla a hablar de vivienda y dejó una frase que fue automáticamente carne de meme para el PSOE: "Hay propietarios con miedo. ¿Por qué? Porque si un okupa entra en tu casa con un papel de haber pedido una pizza, ya nadie le puede sacar hasta dentro de varios años". "Hoy que se habla tanto de pizzas quiero recordar este tuit memorable…", replicó desde X el propio Sánchez, reposteando un mensaje suyo de 2010, cuando no era ni líder del PSOE, muy citado estos años: "Con mis colegas en el restaurante Luna Rossa, comiendo una pizza cojonuda".

¿Pero a quién pretendéis engañar, Santiago y Alberto? ¡Si os tenemos muy calados! Formáis la misma peña, Milei, Feijóo y Abascal, la de los recortes, los tijeretazos y la motosierra", clama

Y Abascal mantuvo una videollamada con el mandatario argentino, dado que no habían podido verse. El líder de Vox, que continuaba viaje por el norte de España, le agradeció su discurso de este miércoles, incluidos los insultos a Sánchez: "Para mí sabes que es un placer. No hay nada más divertido que patear culos zurdos". Abascal contó que la prensa le había preguntado por esos insultos al presidente: no los hay, dijo, se acercan "demasiado a la realidad" y él mismo se ha referido a él como "dictador", "autócrata" y "tirano". "Claro, es un problema de realidad extrema", contestaba Milei entre risotadas. "Le dije ladrón también", continuó ufano. "Todo muy bien dicho", le felicitó el jefe de la ultraderecha española.

Hoy que se habla tanto de pizzas quiero recordar este tuit memorable… https://t.co/KeRHbxynTn

— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) October 21, 2026

Así que "Feijóo hablando de pizzas y pisos y Abascal diciendo 'hagamos un Zoom', que estoy fuera de Madrid", se burló Sánchez desde Burgos. "¿Pero a quién pretendéis engañar, Santiago y Alberto? ¡Si os tenemos muy calados! Formáis la misma peña, Milei, Feijóo y Abascal, la de los recortes, los tijeretazos y la motosierra. ¡Os vamos a llevar al aserradero!", arengó, pidiendo a los suyos que sientan el "orgullo de ser zurdos". Porque si en Argentina el salario mínimo ha bajado un 40%, en España ha crecido un 66%, y si en el país latinoamericano 11 millones de trabajadores están en la economía sumergida, aquí hay 22,6 millones de afiliados a la Seguridad Social.

Una "victoria que va a resonar en el mundo entero"

Milei, por tanto, servía a Sánchez como el espantajo a agitar, como el referente en el que se mirarían PP y Vox si llegaran al Gobierno. Si ambos logran el poder, avisó, "van a hacer con España lo que Milei está haciendo con Argentina". El dirigente libertario, por tanto, le estaba poniendo las cosas fáciles al presidente y candidato socialista. Bastaba con señalar: "Las motosierras y las tijeras no construyen nada, sino que destruyen", y además "dividen y fragmentan" hasta "hundir la economía", sancionó, para rechazar las "lecciones" que pueda querer dar Milei a España.

Sánchez alerta de que PP y Vox harían en el Gobierno "lo que Milei está haciendo con Argentina". "Las motosierras y las tijeras no construyen nada y hunden la economía", sigue

El líder socialista llamó a los electores progresistas a movilizarse, para que no ocurra aquí lo que sucede en Argentina, para apuntarse "una victoria que va a resonar en el mundo entero", más aún en un contexto de auge de las derechas. El reto, reiteró, es "ganar y seguir gobernando cuatro años más". Sánchez pidió a los suyos no escuchar los cantos de sirena: PP y Vox "juegan a desmovilizar" a la izquierda para luego "recortar" pasado el 29-N. Esa es, dijo, su hoja de ruta, por lo que la tarea de los votantes progresistas es movilizarse, ir a las urnas para "proteger lo logrado".

¡Que me ocupa el despacho... ! 😂 pic.twitter.com/qxkZS3NvTZ

— Santiago Abascal 🇪🇸 (@Santi_ABASCAL) October 21, 2026

Milei opera para los socialistas como un potente acicate, o eso defienden, como un acelerador del voto, por ese "pavor" que sus insultos y sus recortes drásticos pueden infundir en su base de votantes. El miedo como agente electoral. Justo lo que no pretendía remover la derecha al intentar aparcar al presidente argentino en su visita a España. Pero su lenguaje, su sarta de descalificaciones, su encuentro con Ayuso y la videollamada con Abascal no hacían más que volver a situarle en el mapa. A distancia de los comicios, cierto, pero ya algo más cerca. Queda poco más de un mes. "Ha venido Dios a traernos una pizza", remachaban con sorna desde Ferraz. Uniendo Milei y el tique de pizza de Feijóo.

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