❌

Normal view

Direitos Humanos: planos de Lula e Flávio refletem diferença histórica

Logo Agência Brasil

Os direitos humanos são uma área que, historicamente, diferenciam de maneira significativa os candidatos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais em 2026: o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). 

Enquanto Lula ascendeu politicamente no fim dos anos 1970, fazendo o enfrentamento à ditadura militar e às graves violações de direitos humanos do regime, Flávio Bolsonaro é herdeiro político de seu pai, Jair Bolsonaro, um notório defensor da ditadura e admirador do coronel Carlos Brilhante Ustra, apontado pela Comissão Nacional da Verdade como responsável por diversos crimes no período ditatorial, incluindo torturas e mortes.

Notícias relacionadas:

Os planos de governo dos dois candidatos também refletem suas diferenças. Enquanto Flávio aposta na defesa de direitos endurecendo as penas de quem comete crimes, Lula foca mais na garantia de direitos pelo fortalecimento de políticas públicas e o combate ao crime organizado por meio da asfixia financeira das facções.

Para comparar as propostas relacionadas aos Direitos Humanos do Plano de Governo de cada candidato, a diretora executiva da organização não governamental Conectas Direitos Humanos, Camila Asano, recomenda que a a eleitora e o eleitor pesquisem o que cada candidato já fez ou tem feito ocupando cargos públicos.

Ela ressalta que há elementos concretos dos dois candidatos para se avaliar e não só propostas futuras.

“Por exemplo, a posição deles sobre facilitar ou controlar o acesso a armas, lembrando que mais armas circulando aumentam as chances delas pararem, de forma legal ou ilegal, nas mãos do crime organizado ou até mesmo de agressores que cometem feminicídio.”

Em 2019, projeto de lei apresentado durante o governo de Jair Bolsonaro propôs alterações no Estatuto do Desarmamento. O texto, apoiado por Flávio Bolsonaro, elimina a exigência de identificação dos cartuchos, inclusive os destinados às forças policiais.

Flávio tem sido questionado justamente por ter advogado em favor de um policial acusado de, em 2021, matar a menina Ana Clara, de cinco anos, durante uma operação policial no Rio.

Violência

Uma das grandes preocupações da população hoje é a violência, tema que envolve vários aspectos de direitos humanos, conforme explicou a diretora da Conectas.

“Vemos com extrema preocupação as proposições relacionadas à segurança pública que têm apelo populista e parecem mais como frases de efeito para cortes nas redes do que políticas públicas”.

Segundo a entidade, uma proposta deve ser baseada em evidências e estatística, devem mirar a superação dos fatores que beneficiam a criminalidade. “Ao contrário do que muitos candidatos de extrema-direita pelo mundo afora querem fazer parecer, o endurecimento de penas não é o que efetivamente combate o crime. É algo já provado por estudos feitos em todo o mundo”, aponta Camila Asano.

“Propostas que vão na contramão disso, como redução da maioridade penal ou a simples construção de presídios, fazem parte do plano de governo do candidato Flávio Bolsonaro”, mencionou a especialista. Segundo ela, o Brasil já prende muito, tem mais de 900 mil pessoas presas, e ainda assim os índices de criminalidade no país seguem alarmantes. 

A Conectas ressalta que o uso de inteligência e o desmonte financeiro de facções é o que realmente combate o crime organizado, dentre outras ações mais estruturais. “As operações policiais matam a esmo nas favelas e fazem crianças perderem aula e idosos perderem suas consultas médicas”, lembra.

O plano de governo de Lula, segundo a especialista, aborda a segurança pública trazendo algumas medidas preventivas e de cidadania, para além das medidas de combate direto ao crime. “O plano fala da implementação das metas do Pena Justa, o estímulo ao uso de câmeras corporais pelos agentes de segurança e ao fortalecimento dos mecanismos de controle interno e externo da polícia”, elencou Camila.

“Mas, no geral, elas foram apresentadas sem aprofundamento. Por exemplo, a criação de um Ministério de Segurança Pública precisa ser detalhada para entendermos, por exemplo, se isso não gerará problemas na integração de dados”, ponderou. 

O Pena Justa foi lançado em fevereiro de 2025 com mais de 300 metas a serem cumpridas até 2027, sob coordenação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O plano trata de temas como eliminação da superlotação prisional e garantia de condições básicas de higiene, saúde, acesso à água e alimentação; e ampliação da oferta de estudo e trabalho para pessoas encarceradas e criação de oportunidades para egressos.

Ela acrescentou que um ponto de atenção no plano do candidato Lula é a necessidade de um maior detalhamento sobre as garantias voltadas para os povos indígenas. “Uma descrição mais aprofundada de como o atual presidente, se reeleito, garantiria a demarcação e desintrusão de terras indígenas e a proteção aos seus territórios e modos de vida, como está escrito no documento.”

Flávio Bolsonaro (PL)

As propostas na área de direitos humanos do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, estão presentes em seu plano de governo, denominado Para o Brasil Vencer o Atraso, e pode ser lido, na íntegra, aqui.

O programa de governo, no que tange ao Combate ao Feminicídio e Proteção à Mulher, propõe uma política de tolerância zero para o feminicídio, estabelecendo que os agressores com medida protetiva serão monitorados por tornozeleiras eletrônicas e que assassinos e agressores cumprirão a pena de forma integral.

O texto prevê também a criação de uma plataforma de serviços de acolhimento, saúde, orientação jurídica e financeira por aplicativo. O documento prevê ainda garantir acesso universal a creches para dar suporte às mulheres. Na falta de vagas, a família receberá um voucher-creche para acesso à rede privada. O texto não informa o valor do voucher.

No tópico da Modernização e Integração dos Canais de Denúncia de Violência contra a Mulher, o texto prevê a unificação das ferramentas do Ligue 180, delegacias virtuais, botão de emergência e a assistente virtual (ClarIA) em uma plataforma única.

A respeito da Capacitação e Ensino Gratuito para Mulheres, o candidato propõe a instituição da iniciativa "Escola Brasil por Elas", programa de formação profissional e ensino gratuito focado em áreas tecnológicas, gestão de negócios e empreendedorismo, desenvolvido em parceria com o Sistema S e a iniciativa privada.

No campo da Garantia da Segurança Pública, o programa de governo propõe a criação de um sistema nacional de reconhecimento facial integrado a bancos de dados criminais com a instalação de câmeras de vigilância em portos, aeroportos e vias públicas. O documento prevê também fim da progressão de regime para crimes hediondos, o agravamento de penas para roubo, furto e receptação de celulares.

O programa propõe também a implementação da castração química. O texto prevê a aprovação de legislação e a aplicação da medida punitiva para indivíduos condenados por estupro ou abusos sexuais contra mulheres, crianças e adolescentes.

Sobre a Redução da Maioridade Penal, o candidato propõe o apoio e a sanção para a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, prevendo ainda a punição de jovens a partir dos 14 anos que cometerem infrações graves, como estupro, tráfico de drogas, tortura e homicídio.

O documento prevê ainda a criação do Complexo Federal de Segurança Máxima, chamado TREVA. Junto aos atuais cinco presídios, o complexo seria composto por mais cinco novas unidades de segurança máxima no modelo de El Salvador, com restrições e monitoramento de visitas. O candidato pretende ainda criar 500 mil novas vagas na rede prisional em parceria com os estados.

Brasília (DF) 10/04/2024 - Inpeção nos presídios de Goiânia,  em 21/05/2023 - Inspeção da equipe do DMF na Casa de prisão Provisória em Aparecida de Goiânia.
Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ Brasília (DF) 10/04/2024 - Inpeção nos presídios de Goiânia,  em 21/05/2023 - Inspeção da equipe do DMF na Casa de prisão Provisória em Aparecida de Goiânia.
Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ
Brasília (DF) 10/04/2024 - Casa de prisão Provisória em Aparecida de Goiânia (GO). Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

Também é citado o aumento de penas para furto e receptação de celulares. O plano de governo propõe o enquadramento rígido dessas condutas, determinando a quadruplicação da pena inicial para quem furtar ou revender aparelhos obtidos por meio de atividade criminosa.

Em relação à Assistência e Direitos das Vítimas de Crimes, o candidato propõe que os recursos hoje direcionados às famílias de detentos sejam redirecionados às famílias das vítimas de crimes.

Quanto aos Povos Indígenas e Quilombolas, o programa de governo propõe conferir às comunidades tradicionais autonomia para decidir sobre as atividades produtivas em suas terras, garantindo, segundo o texto, desenvolvimento sustentável, o cumprimento das regras ambientais e a previsão de indenizações ou compensações financeiras em casos de restrição de uso.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

As propostas do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para os Direitos Humanos estão presentes em quase todos os itens do seu programa de governo, chamado Programa de Transformação do Brasil: Um país soberano, democrático, desenvolvido, sustentável e criativo, apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e disponível, na íntegra, aqui.

Em relação aos Direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais, o texto propõe a garantia de direitos territoriais para indígenas, quilombolas e ribeirinhos, com ações para demarcação e desintrusão de terras, além da proteção de suas culturas e modos de vida. Segundo o documento, são previstos também a implantação plena da Universidade Indígena, criada em 2026, e um modelo de atenção diferenciada à saúde indígena, com participação ativa dos próprios povos originários em sua gestão.

No que tange aos Direitos das Mulheres, o texto prevê a expansão das políticas de combate ao machismo, sexismo e feminicídio, utilizando a manutenção do Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio como guia estratégico. Além disso, o documento estabelece que serão fortalecidos o monitoramento de agressores e a capacitação das forças de segurança. Segundo o plano, serão asseguradas ainda políticas que apoiem a inserção das mulheres em diversas atividades laborais e o cumprimento da Lei de Igualdade Salarial entre homens e mulheres.

Quanto aos Direitos da População LGBTQIAP+, o programa de governo propõe o planejamento de políticas públicas inclusivas que considerem as dimensões de gênero, identidade, orientação sexual, aspectos étnico-raciais e de classe social. Segundo o documento, serão fortalecidas as ações de combate às discriminações racial, étnica, de classe, ao capacitismo e contra a população LGBTQIAP+ no acesso ao trabalho decente e na segurança pública.

Brasília (DF), 07/12/2025 - O Levante Mulheres Vivas realiza ato na área central de Brasília para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Brasília (DF), 07/12/2025 - O Levante Mulheres Vivas realiza ato na área central de Brasília para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 07/12/2025 - Ato para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No tópico dos Direitos da Criança e do Adolescente, o texto prevê a ampliação da proteção à infância por meio de benefícios especiais do Bolsa Família, expansão da educação em tempo integral, investimentos na construção de creches, proibição do uso de celular nas escolas e aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) digital. O plano estabelece que serão intensificadas as ações de enfrentamento à pobreza infantil e de erradicação do trabalho infantil em todas as suas formas.

Em relação a Migrantes, Refugiados e Apátridas, o candidato propõe a implementação plena da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA). O documento destaca que serão garantidos o acolhimento digno, o combate à xenofobia e o ampliação do acesso a serviços públicos e direitos fundamentais.

No âmbito dos Direitos Trabalhistas, Erradicação do Trabalho Escravo e Jornada, o programa prevê o combate rigoroso ao trabalho análogo ao escravo, ao trabalho infantil e à precarização laboral, incluindo a garantia de proteção previdenciária e trabalhista para quem atua em plataformas digitais. Segundo o documento, o candidato fará a defesa da aprovação do fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salarial.

A respeito das Ações Afirmativas (Cotas) e Enfrentamento às Desigualdades Étnico-Raciais, o plano propõe a manutenção e o aperfeiçoamento das cotas no ensino superior e em concursos públicos, com especial atenção à inclusão de quilombolas. O texto prevê a aceleração da Política Nacional de Equidade e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ), a ampliação de campi quilombo em Institutos Federais e a continuidade da titulação de territórios quilombolas, além de desapropriações por interesse social.

Em relação à Política de Habitação e Redução da Pobreza, o texto prevê a expansão do programa Minha Casa Minha Vida para todas as faixas de renda e preservando seu foco nas famílias de mais baixa renda. Segundo o documento, haverá continuidade de investimento em urbanização de favelas (programa Periferia Viva) e destinação de imóveis da União (Imóvel da Gente) para habitação social, além de regularização fundiária em ambos os programas.

O plano de governo cita ainda o fomento às lavanderias públicas, cozinhas solidárias e aos restaurantes populares, no âmbito da Política Nacional de Cuidados. O objetivo é garantir equipamentos públicos que ampliem os cuidados indiretos e comunitários.

Sobre o Combate a Ilegalidades e Gestão do Sistema Prisional, o candidato propõe atuar no sistema penitenciário com foco na garantia de direitos, redução da reincidência e combate ao crime organizado, além do apoio à modernização das penitenciárias estaduais. O texto prevê o cumprimento das metas do Plano Pena Justa e a instituição do Pacto Nacional de Execução Penal, fortalecendo a governança e estabelecendo padrões nacionais de gestão carcerária.

Em relação ao Uso de Câmeras Corporais na Atuação Policial, o documento estabelece o incentivo ao uso do equipamento pelas forças de segurança pública, acompanhado da definição de diretrizes nacionais para a gestão das imagens. Segundo o texto, haverá também incentivo ao fortalecimento dos mecanismos de controle interno e externo da atividade policial.

No que refere à Reestruturação das Polícias, o programa prevê a valorização e qualificação dos agentes, como forma de fortalecer a atuação policial, assegurar o uso legítimo da força e ampliar a confiança da população nas instituições. Haverá ainda estímulo ao modelo de policiamento de proximidade junto aos estados e municípios. O texto prevê a criação do Ministério da Segurança Pública para coordenar a execução das políticas nacionais de segurança pública e a prevenção da violência no país.

Indexa/Broadcast: Flávio tem 50,6% dos votos válidos; Lula, 49,4%

22 October 2026 at 13:15

Em um cenário estimado para o segundo turno da disputa presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL) recebe 50,6% das intenções de voto. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, recebe a preferência de 49,4% dos entrevistados. Os dados foram aferidos pelo instituto Indexa/Broadcast e divulgados nesta quinta-feira (22).

hierarchy visualization

O cenário considera somente os votos válidos, ou seja, descartados brancos e nulos, assim como no critério adotado pelo TSE. O resultado configura um empate técnico na margem de erro, que é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na última pesquisa divulgada pelo instituto, na semana anterior, Flávio pontuava 51% e Lula 49%.

Resultado do primeiro turno das Eleições 2026

Com 100% das urnas apuradas, Flávio teve 47,03%, com 56,1 milhões de votos. Lula chegou a 45,16%, com 53,8 milhões. O resultado mostra que os candidatos disputarão o segundo turno da eleição de 2026, marcado para o dia 25 de outubro.

Com pouco menos de dois pontos percentuais de diferença, a margem de votos observada entre Flávio Bolsonaro e Lula foi a menor desde a redemocratização.

Metodologia

A Indexa/Broadcast entrevistou 2.000 eleitores em todo o país, entre os dias 20 e 21 de outubro, através de entrevistas por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pela Agência Estado e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-02348/2026.

Confira a íntegra do levantamento abaixo

RN: eleitores vão escolher entre Allyson e Cadu de Lula para governo

22 October 2026 at 12:00

Logo Agência Brasil

Os 2,6 milhões de eleitores do Rio Grande do Norte retornam às urnas neste domingo (25) para escolher o novo governador.

Disputam o cargo Allyson Bezerra (União) e Cadu de Lula (PT). 

Notícias relacionadas:

No primeiro turno, a disputa foi apertada. Allyson ficou em primeiro lugar, com 36,94% dos votos válidos, ou 799.809 votos. Cadu de Lula ficou em segundo, com 36,16%, equivalente a 718.300 votos. 

Ex-prefeito de Mossoró, Allyson tem 34 anos, é engenheiro civil e servidor público federal. Foi deputado estadual e eleito prefeito de Mossoró, sua cidade natal, em 2021, e reeleito em 2024. Deixou a prefeitura neste ano para disputar o governo do estado.  

Carlos Eduardo Xavier é auditor fiscal de carreira e foi secretário estadual da Fazenda no governo de Fátima Bezerra (PT-RN). Aos 48 anos, disputa pela primeira vez um cargo eletivo.  

Eleitores do ES definem disputa para governo entre Ferraço e Pazolini

22 October 2026 at 12:00

Logo Agência Brasil

Neste domingo (25), os 2,9 milhões de eleitores do Espírito Santo retornam às urnas para votar para governador.

Disputam o cargo Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB).

Notícias relacionadas:

No primeiro turno, Pazolini ficou em primeiro lugar, com 49,65% dos votos válidos, ou 1.048.633 votos. Ferraço ficou em segundo, com 34,06%, equivalente a 719.397 votos.

Pazolini foi prefeito de Vitória por dois mandatos. Em 2026, deixou o comando municipal para disputar o governo do Espírito Santo. Natural de Vitória, tem 44 anos, já foi deputado estadual e é delegado de polícia.  

Natural de Cachoeiro de Itapemirim (ES), Ferraço tem 63 anos e assumiu o cargo de governador em abril de 2026, após a renúncia de Renato Casagrande, que saiu do governo para disputar uma vaga no Senado. Foi vereador, deputado estadual, deputado federal, senador e vice-governador. 

 

TO: eleitores escolherão entre Professora Dorinha e Vicentinho Júnior

22 October 2026 at 12:00

Logo Agência Brasil

Neste domingo (25), os 1.182.307 eleitores do Tocantins retornam às urnas para escolher o novo governador.

Disputam o cargo Professora Dorinha (União) e Vicentinho Júnior (PSDB). 

Notícias relacionadas:

No primeiro turno, Dorinha ficou em primeiro lugar, com 45,52% dos votos válidos, ou 386.260 votos. Vicentinho ficou em segundo, com 43,94%, equivalente a 372.848 votos. 

Maria Auxiliadora Seabra Rezende, a Professora Dorinha, é senadora pelo Tocantins. Foi deputada federal por três mandatos e secretária estadual de Educação do estado entre 1998 e 2009. Tem 62 anos e é natural de Goiânia (GO).  

Vicentinho Júnior está em seu terceiro mandato como deputado federal pelo Tocantins. Empresário, também já atuou como secretário estadual no governo de Wanderley Barbosa, que comanda o estado atualmente. Tem 41 anos e também é natural de Goiânia (GO).

PoderData/AYA: Lula é desaprovado por 49%; aprovação é de 46%

22 October 2026 at 11:32

Levantamento do instituto PoderData/AYA divulgado nesta quinta-feira (22) aponta que 49% do eleitorado desaprova o desempenho pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do governo federal. Outros 46%, por outro lado, dizem aprovar o petista.

Questionados, 5% dos entrevistados não sabem ou não responderam.

hierarchy visualization

No levantamento anterior, metade dos entrevistados, 50%, diziam desaprovar Lula. Aqueles que o aprovavam eram 44%.

Em um segundo momento, o instituto questionou como os eleitores avaliam o governo de Lula neste terceiro mandato, além da figura pessoal do presidente.

Neste cenário, a desaprovação vai a 50%. Já a aprovação repete a marca de 46%.

Os que não sabem ou não responderam somam 4%.

hierarchy visualization

Metodologia

A pesquisa PoderData/AYA entrevistou 4.000 eleitores, entre os dias 19 e 20 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,6 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07926/2026.

Confira a íntegra do levantamento abaixo

PoderData/AYA: Lula é rejeitado por 47%; Flávio, por 45%

22 October 2026 at 11:32

Pesquisa PoderData/AYA, divulgada nesta quinta-feira (22), aponta que 47% dos eleitores rejeitam o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da disputa presidencial. Neste índice, o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 45%.

Quando questionados sobre o petista, 46% responderam que o candidato é o único em quem votariam, enquanto 5% disseram que poderiam votar nele e 2% disseram não saber. Já quanto ao postulante do PL, foram 47% os que disseram que somente votariam nele, enquanto 5% afirmaram poder votar e 3% responderam não saber.

Metodologia

A pesquisa PoderData/AYA entrevistou 4.000 eleitores, entre os dias 19 e 20 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,6 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07926/2026.

Confira a íntegra do levantamento abaixo

PoderData/AYA: Flávio tem 51% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 49%

22 October 2026 at 11:31

Pesquisa PoderData/AYA, divulgada nesta quinta-feira (22), mostra que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tem 51% das intenções de voto para o segundo turno, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 49%.

O cenário considera somente os votos válidos, ou seja, descartados brancos e nulos. O resultado configura um empate técnico na margem de erro, que é de 1,6 ponto percentual, para mais ou para menos.

Esta é a quinta rodada testada pelo instituto desde a definição do primeiro turno. Na pesquisa divulgada na última segunda-feira (19), Flávio tinha 52% ante 48% de Lula, portanto, o candidato do PL oscilou um ponto para baixo enquanto o petista um para cima, variações que ocorrem dentro da margem de erro.

hierarchy visualization

Metodologia

A pesquisa PoderData/AYA entrevistou 4.000 eleitores, entre os dias 19 e 20 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,6 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07926/2026.

Confira a íntegra do levantamento abaixo

Flávio e Lula têm agendas internas em Brasília em meio a “duelo” de sigilos

22 October 2026 at 07:31

Os candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dedicarão, esta quinta-feira (21), para agendas internas com as respectivas campanhas, em Brasília.

A ideia é que ambos alinhem as últimas estratégias de atos, discursos e redes sociais nesta reta final de segundo turno, além de se prepararem para o debate presidencial da TV Globo, marcado para sexta (23), no Rio de Janeiro.

Leia Mais:

Agenda de Flávio

Do lado do candidato do PL, Flávio contará com as orientações dos responsáveis pela sua comunicação e de aliados, como o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que também estará na capital federal.

O candidato à Presidência, portanto, não terá agendas públicas ao longo do dia. No entanto, às 19h, Flávio promoverá uma transmissão ao vivo no próprio canal no YouTube, como costuma fazer toda quinta à noite.

A perspectiva é que Flávio também não tenha agendas públicas na sexta, ficando já no Rio, dando continuidade à preparação para o último confronto pessoal com o presidente e concorrente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à noite.

Em princípio, Flávio já encerrou os atos de rua no estado de São Paulo e no Nordeste, por onde passou na quarta (20) – Guarulhos e Fortaleza. Fora Brasília para reuniões com a equipe de campanha, as próximas cidades a serem visitadas deverão ser Rio de Janeiro e Belo Horizonte até sábado (24), véspera da votação final.

Agenda de Lula

Enquanto o presidente Lula ficará no Palácio da Alvorada, sua equipe de campanha irá, às 11h, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), renovar o desafio a Flávio Bolsonaro sobre a derrubada de sigilos (entenda mais abaixo).

Após Flávio impor vinte condições para aceitar o desafio de Lula, de ambos colocarem seus sigilos e de familiares à disposição do TSE, o petista concordou com os termos.

As condições estabelecidas por Flávio e aceitas pelo petista incluem a derrubada de sigilo de cartão corporativo, em especial da primeira-dama Janja Lula da Silva, da lista de visitantes do Palácio do Planalto e do ex-chefe de gabinete do presidente Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

Camilo Santana, porta-voz da campanha de Lula, afirmou que o momento da entrega do novo documento ao TSE, será o prazo limite para que Flávio aceite o desafio. O senador frisou que o PT (Partido dos Trabalhadores) quer levar à frente a iniciativa antes das eleições.

Lula estará sem compromissos públicos a três dias da eleição enquanto a campanha petista se preocupa com a voz do mandatário. A equipe do presidente decidiu desmarcar agendas e preservá-lo para o debate da TV Globo, na sexta (23).

Lula concederia entrevista à TV Record na quarta-feira (21) antes de viajar a Belo Horizonte (MG), mas o compromisso acabou desmarcado. Gravações previstas para esta quinta-feira também foram suspensas, segundo fontes no QG petista.

O presidente apareceu em seus compromissos da quarta, uma cerimônia para medidas econômicas no Palácio do Planalto e uma caminhada na capital mineira, com a voz mais rouca que o habitual.

Segundo apuração da CNN Brasil, Lula vem sendo acompanhado por uma fonoaudióloga durante a campanha, a fim de garantir que sua voz resista ao acelerado ritmo de compromissos presidenciais, caminhadas e comícios.

“Duelo” de sigilos

A três dias do segundo turno, o “desafio dos sigilos” ocupa o centro da campanha presidencial e mobiliza os comitês de Flávio e Lula.

Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.

Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros. O senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em contrapartida, apresentou uma lista de exigências. Pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.

Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.

Leia abaixo as principais exigências de Flávio, segundo a petição enviada ao TSE:

  • Marcola: sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal dos últimos oito anos do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, que, segundo a petição, atendia o telefone de Lula e recebeu R$ 249 mil de Roberta Luchsinger.
  • Janja: agenda da primeira-dama anterior a fevereiro de 2025, visitas dos filhos de Lula ao Alvorada, uso de helicóptero e gastos do palácio.
  • Cartão corporativo: todos os gastos da Presidência desde janeiro de 2023.
  • Vorcaro: registros da reunião de Lula com o banqueiro em 4 de dezembro de 2024, da qual a Presidência diz não ter produzido ata, e todas as entradas dele e de intermediários no Planalto e no Alvorada desde 2023.
  • Roberta Luchsinger: entradas nos palácios, voos da FAB e reuniões em órgãos do governo, além dos sigilos dela e de sua empresa.
  • Filhos de Lula: abertura das empresas de Fábio Luís, o Lulinha, e dos demais filhos, incluindo uma offshore na Espanha ligada a Lulinha.
  • Frei Chico: dados bancários, fiscais e telefônicos do irmão de Lula e do Sindnapi, sindicato de aposentados de que ele é vice-presidente.

Flávio pediu também que o TSE intime Lula a aderir às condições e que, em caso de recusa, os autos registrem que ela partiu do candidato que lançou o desafio.

O senador Camilo Santana (PT-CE), da campanha do petista, disse que o presidente aceitará todas as condições, “contanto” que Flávio também cumpra a sua parte.

À noite, em nota, a coordenação da campanha petista informou que estará no TSE nesta quinta (22) para protocolar a resposta de Lula e “aguardar” que a equipe do senador compareça para cumprir a sua parte e colocar à disposição os sigilos solicitados, incluindo os de pessoas e empresas indicadas.

Flávio reagiu em nota. Disse receber “com entusiasmo” a declaração de que Lula abrirá a “caixa-preta do Planalto” e esperar que não seja “apenas mais uma promessa não cumprida”. O texto não diz se representantes do senador irão ao TSE nesta quinta para formalizar a abertura de seus sigilos.

 

Especialista: decisões monocráticas no TSE e STF geram insegurança jurídica

22 October 2026 at 08:30

O nível de segurança jurídica na atuação dos tribunais superiores nas eleições é questionável. Essa é a avaliação de Gustavo Sampaio, professor de Direito Constitucional e Eleitoral da UFF ao WW, que aponta uma instabilidade decisória como principal problema no cenário atual.

Segundo Sampaio, o problema central reside no fato de que as cortes, muitas vezes, não se pronunciam como colegiados.

“Muitas vezes as Cortes não estão falando como Cortes, como colegiados”, afirmou o especialista.

Para ele, se houvesse a prática de julgamentos unânimes ou por maioria, a resposta judicial seria dada pelo tribunal como um todo, o que atenuaria significativamente o desnível de cumprimento da segurança jurídica.

Decisões monocráticas no centro do debate

O excesso de decisões monocráticas é apontado por Sampaio como o principal fator que compromete a segurança jurídica.

Ele explica que, embora essas decisões sejam posteriormente submetidas à apreciação colegiada, “muitas vezes, quando o colegiado delibera, o fato já se consumou, o fato já passou, já pereceu”.

Esse cenário, segundo o professor, é o que se tem vivido na prática.

TSE dividido e tensão com o STF

O contexto de instabilidade também se manifesta internamente no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Segundo a participação do diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, Daniel Rittner, Reuniões foram realizadas na Corte para discutir a questão de canais de WhatsApp na reta final da campanha eleitoral.

O ministro André Mendonça divulgou uma nota afirmando ter sido incumbido, por consenso, de elaborar uma norma sobre o tema.

No entanto, outros integrantes do TSE contestaram a amplitude do consenso, afirmando que ele se referia apenas a novos canais de WhatsApp, e não aos já existentes, explica Rittner.

A minuta de resolução apresentada por André Mendonça foi considerada excessivamente restritiva e gerou polêmica.

Uma ala do STF, que costuma divergir de André Mendonça e de Kassio Nunes Marques, fez chegar a Kassio um alerta de que, caso o caminho adotado fosse mantido, o STF interviria.

Diante disso, Kassio recuou.

O episódio evidencia, segundo a análise de Rittner, um TSE dividido, um STF disposto a intervir, ausência de colegialidade e um ímpeto de legislar que contrasta com a postura prometida por Kassio Nunes Marques ao assumir a Corte — a de agir como árbitro que intervém o mínimo possível e deixa o “jogo rolar”.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Entenda regras e limites para últimos atos de rua na véspera da eleição

22 October 2026 at 07:40

Na fase final do segundo turno, que ocorrerá neste domingo (25), as campanhas dos candidatos concorrem no pleito realizam os últimos atos nas ruas das principais cidades com a mobilização dos apoiadores.

No entanto, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) estabelece algumas regras para as campanhas de rua realizadas neste período. A noite desta quinta-feira (22) é a data limite para a realização de comícios pelos candidatos, até as 24h, com a possibilidade de extensão do ato por mais duas horas.

Com isso, nos últimos dias antes do pleito, sexta-feira (23) e sábado (24), os candidatos podem realizar caminhada, carreata ou passeata, com ou sem carros de som ou minitrios, que podem ocorrer até às 22h do sábado.

Assim como essas manifestações públicas dos candidatos, as campanhas também devem encerrar até às 22h do sábado a distribuição de material gráfico, assim como o trânsito de carros de som com a divulgação de jingles ou mensagens do político.

Tal regra também é válida para o posicionamento dos wind banners, bandeiras com informações dos candidatos fixadas em bases nas calçadas. Esses recursos seguem as mesmas regras para a distribuição de materiais gráficos.

Já no dia do pleito, são apenas permitidas manifestações silenciosas e individuais pelos eleitores, como o uso de adesivos, camisetas, bonés e bandeiras de candidatos. Não são permitidas no dia aglomerações que caracterizem um ato eleitoral.

Confira as regras para as campanhas de rua:

  • Comício: encerra-se às 24h da quinta-feira anterior à eleição. O comício de encerramento de campanha pode ser prorrogado por mais duas horas, ou seja, até as 2h da madrugada de sexta-feira (Lei nº 9.504/1997, art. 39, § 4º, e Res. TSE nº 23.610/2019, art. 15, §1º);
  • Caminhada, carreata e passeata: são permitidas até as 22h do dia que antecede a eleição, acompanhadas ou não por carro de som ou minitrio. (Lei nº 9.504/1997, art. 39, § 9º, e Res. TSE nº 23.610/2019, art. 16);
  • Distribuição de material gráfico e fixação de wind banners: proibidos, a partir das 22h do dia que antecede a eleição, com as mesmas regras válidas para carros de som com divulgação de jingles ou mensagens de candidato, observados os limites impostos pela legislação comum. (Lei nº 9.504/1997, art. 39, § 9º, e Res. TSE nº 23.610/2019, art. 16).

Caso ocorra o descumprimento de alguma das regras estabelecidas pelo TSE, candidatos e partidos estão sujeitos a punições, como multas, assim como o estipulado pelas leis e resoluções que definem os limites.

 *Sob supervisão de Renata Souza

Flávio e Lula têm agendas internas em Brasília em meio a “duelo” de sigilos

22 October 2026 at 07:31

Os candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dedicarão, esta quinta-feira (21), para agendas internas com as respectivas campanhas, em Brasília.

A ideia é que ambos alinhem as últimas estratégias de atos, discursos e redes sociais nesta reta final de segundo turno, além de se prepararem para o debate presidencial da TV Globo, marcado para sexta (23), no Rio de Janeiro.

Leia Mais:

Agenda de Flávio

Do lado do candidato do PL, Flávio contará com as orientações dos responsáveis pela sua comunicação e de aliados, como o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que também estará na capital federal.

O candidato à Presidência, portanto, não terá agendas públicas ao longo do dia. No entanto, às 19h, Flávio promoverá uma transmissão ao vivo no próprio canal no YouTube, como costuma fazer toda quinta à noite.

A perspectiva é que Flávio também não tenha agendas públicas na sexta, ficando já no Rio, dando continuidade à preparação para o último confronto pessoal com o presidente e concorrente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à noite.

Em princípio, Flávio já encerrou os atos de rua no estado de São Paulo e no Nordeste, por onde passou na quarta (20) – Guarulhos e Fortaleza. Fora Brasília para reuniões com a equipe de campanha, as próximas cidades a serem visitadas deverão ser Rio de Janeiro e Belo Horizonte até sábado (24), véspera da votação final.

Agenda de Lula

Enquanto o presidente Lula ficará no Palácio da Alvorada, sua equipe de campanha irá, às 11h, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), renovar o desafio a Flávio Bolsonaro sobre a derrubada de sigilos (entenda mais abaixo).

Após Flávio impor vinte condições para aceitar o desafio de Lula, de ambos colocarem seus sigilos e de familiares à disposição do TSE, o petista concordou com os termos.

As condições estabelecidas por Flávio e aceitas pelo petista incluem a derrubada de sigilo de cartão corporativo, em especial da primeira-dama Janja Lula da Silva, da lista de visitantes do Palácio do Planalto e do ex-chefe de gabinete do presidente Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

Camilo Santana, porta-voz da campanha de Lula, afirmou que o momento da entrega do novo documento ao TSE, será o prazo limite para que Flávio aceite o desafio. O senador frisou que o PT (Partido dos Trabalhadores) quer levar à frente a iniciativa antes das eleições.

Lula estará sem compromissos públicos a três dias da eleição enquanto a campanha petista se preocupa com a voz do mandatário. A equipe do presidente decidiu desmarcar agendas e preservá-lo para o debate da TV Globo, na sexta (23).

Lula concederia entrevista à TV Record na quarta-feira (21) antes de viajar a Belo Horizonte (MG), mas o compromisso acabou desmarcado. Gravações previstas para esta quinta-feira também foram suspensas, segundo fontes no QG petista.

O presidente apareceu em seus compromissos da quarta, uma cerimônia para medidas econômicas no Palácio do Planalto e uma caminhada na capital mineira, com a voz mais rouca que o habitual.

Segundo apuração da CNN Brasil, Lula vem sendo acompanhado por uma fonoaudióloga durante a campanha, a fim de garantir que sua voz resista ao acelerado ritmo de compromissos presidenciais, caminhadas e comícios.

“Duelo” de sigilos

A três dias do segundo turno, o “desafio dos sigilos” ocupa o centro da campanha presidencial e mobiliza os comitês de Flávio e Lula.

Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.

Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros. O senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em contrapartida, apresentou uma lista de exigências. Pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.

Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.

Leia abaixo as principais exigências de Flávio, segundo a petição enviada ao TSE:

  • Marcola: sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal dos últimos oito anos do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, que, segundo a petição, atendia o telefone de Lula e recebeu R$ 249 mil de Roberta Luchsinger.
  • Janja: agenda da primeira-dama anterior a fevereiro de 2025, visitas dos filhos de Lula ao Alvorada, uso de helicóptero e gastos do palácio.
  • Cartão corporativo: todos os gastos da Presidência desde janeiro de 2023.
  • Vorcaro: registros da reunião de Lula com o banqueiro em 4 de dezembro de 2024, da qual a Presidência diz não ter produzido ata, e todas as entradas dele e de intermediários no Planalto e no Alvorada desde 2023.
  • Roberta Luchsinger: entradas nos palácios, voos da FAB e reuniões em órgãos do governo, além dos sigilos dela e de sua empresa.
  • Filhos de Lula: abertura das empresas de Fábio Luís, o Lulinha, e dos demais filhos, incluindo uma offshore na Espanha ligada a Lulinha.
  • Frei Chico: dados bancários, fiscais e telefônicos do irmão de Lula e do Sindnapi, sindicato de aposentados de que ele é vice-presidente.

Flávio pediu também que o TSE intime Lula a aderir às condições e que, em caso de recusa, os autos registrem que ela partiu do candidato que lançou o desafio.

O senador Camilo Santana (PT-CE), da campanha do petista, disse que o presidente aceitará todas as condições, “contanto” que Flávio também cumpra a sua parte.

À noite, em nota, a coordenação da campanha petista informou que estará no TSE nesta quinta (22) para protocolar a resposta de Lula e “aguardar” que a equipe do senador compareça para cumprir a sua parte e colocar à disposição os sigilos solicitados, incluindo os de pessoas e empresas indicadas.

Flávio reagiu em nota. Disse receber “com entusiasmo” a declaração de que Lula abrirá a “caixa-preta do Planalto” e esperar que não seja “apenas mais uma promessa não cumprida”. O texto não diz se representantes do senador irão ao TSE nesta quinta para formalizar a abertura de seus sigilos.

 

Flávio faz campanha em São Paulo; Lula teve ato em Belo Horizonte

Logo Agência Brasil

Os candidatos a presidente cumpriram agenda de campanha nesta quarta-feira (21) em Belo Horizonte, Fortaleza e São Paulo. 

>> Veja como foi o dia dos candidatos 

Flávio Bolsonaro 

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) participou de um evento em Guarulhos (SP) pela manhã ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Evento com Governador Tarcísio no Espaço Inter (SP)
Foto: Charles Vieira Evento com Governador Tarcísio no Espaço Inter (SP)
Foto: Charles Vieira
21.10.2026 - Evento de Flávio Bolsonaro no Espaço Inter (SP). Foto: Charles Vieira

Notícias relacionadas:

Flávio Bolsonaro informou nesta quarta-feira (21) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que autoriza o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, desde que o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) amplie o alcance do levantamento de seus sigilos.

No início da noite, ele esteve em um ato público em Fortaleza (CE), na Avenida do Contorno.

Lula 

O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve agenda de campanha em Belo Horizonte. Lá, Lula defendeu a ampliação do programa Pé-de-Meia aos universitários e a tarifa zero no transporte público nos fins de semana.

Lula também reiterou sua disposição em abrir seu sigilo bancário, e de sua família, desde que seu adversário fizesse o mesmo. Para o petista, Flávio Bolsonaro está “trucando”, em alusão ao jogo de cartas.

“Eu, nesta semana, pedi para o Flávio abrir o sigilo. Hoje, ele inventou um monte de mentira e trucou seis. Eu vou meter um nove na cara dele amanhã. Ele não tem nenhuma carta boa, só tem mentira. Ele vai saber o que é um campeão de truco que aprendeu a jogar com o povo mineiro”, disse o candidato à reeleição.

21.10.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Caminhada com Lula em Belo Horizonte, realizado na praça da estação, Belo Horizonte - MG.

Foto: Ricardo Stuckert 21.10.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Caminhada com Lula em Belo Horizonte, realizado na praça da estação, Belo Horizonte - MG.

Foto: Ricardo Stuckert
21.10.2026 - Caminhada de Lula em Belo Horizonte. Foto: Ricardo Stuckert

Após Flávio afirmar que aceitaria a proposta desde que Lula ampliasse o alcance do levantamento de seus sigilos, que deveria incluir na quebra de sigilo os dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, a coordenação da campanha de Lula afirmou que o presidente aceitaria as condições do candidato do PL e marcou para amanhã (22), às 11h, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a entrega formal do compromisso à Justiça.

Em Brasília, o grupo Cristãos pela Democracia fez um ato em apoio ao candidato Lula, que reuniu evangélicos, católicos e espíritas para falarem sobre política. O pastor e deputado Henrique Vieira (PSOL-RJ) disse que o grupo surgiu pela percepção de que a democracia está em risco e que o objetivo é defender os ensinamentos cristãos, mas sem usar as igrejas para atividades partidárias. Outros participantes defenderam que a proposta do candidato é da “vida em abundância”, “com direito à saúde, à moradia, à educação e à dignidade humana”.  

* Colaborou Iara Balduino, de Brasília

Campanha de Lula entra com ação no TSE para cassar chapa de Flávio

22 October 2026 at 02:20

Logo Agência Brasil

A campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou nesta quarta-feira (21) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação de investigação eleitoral para cassar o registro da candidatura da chapa formada pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL).

Os advogados da campanha acusam a chapa adversária de cometer abuso de poder econômico e uso indevidos dos meios de comunicação.

Notícias relacionadas:

A campanha alega que a candidatura de Flávio foi beneficiada por direcionamento de postagens nas redes sociais, enquanto os conteúdos referentes a Lula foram restringidos pelas plataformas da Meta.

Na ação, os advogados também alegam que, durante a campanha, a geração de imagens de inteligência artificial não permitiu a criação de conteúdos sobre Lula. Contudo, a criação de imagens relacionadas ao candidato Flávio Bolsonaro estava liberada.

A Meta nega qualquer tipo benefício a candidaturas. 

O processo foi distribuído para o ministro Ricardo Villas Bôas Curva. Não há prazo para decisão do relator.  

Flávio condiciona abertura de sigilos a dados de Marcola, e Lula aceita exigência

22 October 2026 at 03:12

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) impôs uma condição para divulgar seus dados pessoais e financeiros: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também deverá autorizar o acesso às informações de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-assessor petista. A exigência foi apresentada nesta quarta-feira (21/10), e a campanha de Lula anunciou que aceitará a proposta.

O senador Camilo Santana (PT-CE), porta-voz do presidente, afirmou que Lula não apresenta resistência às exigências do adversário, desde que Flávio cumpra o compromisso de abrir seus próprios registros. A manifestação será protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (22/10), às 11h. Camilo desafiou o candidato do PL a apresentar a autorização no mesmo horário.

Durante compromisso em Belo Horizonte, o presidente reagiu às condições impostas pelo adversário e utilizou uma comparação com o jogo de cartas. “Eu pedi para o Flávio abrir o sigilo. Hoje ele inventou um monte de mentira e trucou 6. Eu vou meter o 9 na cara dele amanhã”, declarou.

Segundo a Polícia Federal (PF), Marcola recebeu recursos da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, durante tentativas de negociação de contratos com o governo federal que não se concretizaram. Os envolvidos afirmam que os valores corresponderam a empréstimos pessoais.

Na petição encaminhada ao TSE, a defesa de Flávio afirmou que o candidato aceita disponibilizar informações dos últimos 20 anos, inclusive de familiares e empresas vinculadas a seu nome. Também declarou não se opor à divulgação de mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Em troca, o senador exigiu acesso a registros de auxiliares que utilizaram aparelhos à disposição do presidente, empresas relacionadas aos filhos de Lula, dados do Instituto Lula e despesas do cartão corporativo. A lista também inclui entradas de Roberta Luchsinger nos palácios presidenciais e compromissos da primeira-dama, Janja.

Camilo Santana questionou a ausência da Alcazar Holding entre os dados oferecidos por Flávio. Segundo a PF, o parlamentar possuía acesso operacional relevante, na condição de usuário master, a uma conta bancária da empresa, da qual o advogado Willer Tomaz é sócio. A exclusão desse acesso foi solicitada em maio de 2025. Os envolvidos negam o compartilhamento de conta.

Lula apresentou a proposta inicial durante o debate da Band, no domingo (18/10), e a formalizou na Justiça Eleitoral na terça-feira (20/10). O presidente ofereceu acesso aos próprios dados e aos de familiares e empresas, desde que o adversário adotasse medida equivalente. O processo ficou sob relatoria do ministro André Mendonça.

O candidato do PL participou de um evento de campanha em Guarulhos, na Grande São Paulo, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Diante de apoiadores, imitou a voz do presidente, questionou a existência de seu telefone celular e fez acusações contra Lulinha, sem apresentar provas no trecho do discurso relatado.

Flávio e aliados também atacaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes. Parlamentares do PL defenderam a possibilidade de impeachment de integrantes da Corte na próxima legislatura. O presidenciável acusou Lula de depender de Moraes para vencer a eleição e prometeu indicar ministros contrários às drogas e ao aborto.

O senador afirmou que ministros do Supremo desejam autorizar o aborto, em referência à ação apresentada pelo PSOL em 2017, que discute a descriminalização da interrupção voluntária da gravidez até a 12ª semana de gestação. A declaração expressa a interpretação política do candidato sobre um processo ainda sem conclusão.

The post Flávio condiciona abertura de sigilos a dados de Marcola, e Lula aceita exigência appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.

Ministério Público encurrala Meta para barrar bloqueios e restrições nas eleições

22 October 2026 at 01:03

Em dois movimentos distintos, um judicial e outro extrajudicial, o Ministério Público Federal (MPF) quer barrar bloqueios, suspensões de contas e restrições de alcance promovidos pela Meta no Instagram, Facebook, WhatsApp e Threads.

Na Justiça Federal do Rio Grande do Sul, o MPF ajuizou nesta quarta-feira, 21 de outubro, uma ação civil pública, com pedido de urgência. Em outra frente, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) enviou recomendação à Meta, cobrando providências imediatas.

A ação lida especificamente com as denúncias que fazem parte da representação feita pelas organizações Ctrl+Z, Artigo 19, Conectas e Sleeping Giants Brasil, que mostram que a Meta bloqueou conteúdos políticos pró-Lula e contra Flávio. A Agência Pública mostrou que além dos bloqueios, a plataforma derrubou perfis com acusação de terrorismo e nudez, mesmo não havendo conteúdos nesse sentido. A Procuradoria pede o restabelecimento imediato de contas, páginas e conteúdos afetados pelas restrições apontadas na representação.

A ação pede ainda que a Justiça Federal proíba o uso exclusivo de algoritmos para decisões de bloqueio de conteúdo e que as futuras reavaliações e análises de recursos sejam conduzidas obrigatoriamente por equipes humanas especializadas, com a fixação de multa diária de R$ 500 mil por conta afetada, em caso de descumprimento.

O MPF apurou que as restrições arbitrárias impostas pela companhia foram operadas por meio de algoritmos automatizados, sem notificação clara sobre as supostas violações ou oportunidade de contestação por canal efetivo com revisão humana. Essa prática provocou o enfraquecimento do engajamento de conteúdos cívicos e o cerceamento do debate democrático.

Ao público, no dia 16, a Meta reconheceu que “a conta de anúncios da campanha de Lula foi desativada por engano por pouco mais de 1 hora”, mas afirmou que não se tratou de “razões políticas”.

Após pedir para ‘Flávio abrir o sigilo’, dona de comunidade é bloqueada pela Meta

Uma das vítimas das restrições foi a arquiteta Carolina Martins, 43, de Brasília. Ela criou um grupo e uma comunidade visando angariar apoio para a candidatura de Lula no segundo turno. O grupo chegou a ser derrubado, acusado de “terrorismo” sem fundamentação pela empresa. Ela teve a conta de WhatsApp derrubada e ainda está sofrendo outras restrições da Meta.

Ao divulgar esta semana a proposta do presidente Lula para que ambos os candidatos abram seu sigilo bancário, feita após o debate da rede Bandeirantes, Martins postou uma imagem que dizia “Flavio Abra o Sigilo”. Na segunda-feira, dia 19, ela foi suspensa pela Meta de postar links em suas publicações no Instagram até 16 de novembro sob a acusação de “práticas comerciais proibidas”.

Recomendação quer resposta da Meta em 48 horas

Já a recomendação, que é uma medida extrajudicial para uma empresa ou ente público realizar medidas para corrigir uma ilegalidade, foi expedida pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, em Brasília, e direcionada diretamente à Meta para que a companhia adote medidas urgentes de transparência e proteção à liberdade de expressão nas redes Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp durante o período eleitoral.

À empresa foi dado prazo de 48 horas para responder se acatará as recomendações do MPF e para detalhar as providências que serão adotadas durante o segundo turno das eleições, além de 30 dias para apresentar um relatório conclusivo.

A medida da PFDC vem depois da instauração de investigação no último dia 13 na qual o MPF pediu à Meta uma série de informações. A companhia enviou uma resposta ao MPF no dia 19 de outubro, complementada ontem, 20. 

Nas respostas, segundo a PFDC, a Meta teria alegado, em síntese, que a sua moderação se basearia nos Padrões da Comunidade e na legislação local, que não levaria em conta a orientação política ou ideológica dos usuários.

As respostas foram consideradas genéricas pelo MPF e não abordaram as moderações indevidas e não esclareceram caso a caso no que se baseou cada restrição, conforme demandado no ofício da semana passada.

A manifestação da Meta não mencionou as suspensões fundadas em enquadramentos graves (como terrorismo e abuso sexual), nem das remoções que teriam ocorrido após denúncias em massa. A recomendação à Meta é assinada pelo Procurador Federal dos Direitos do Cidadão, Paulo Thadeu Gomes da Silva, e mais cinco procuradores do MPF que atuam na área de direitos humanos.

“Espero que não seja outra promessa não cumprida”, diz Flávio sobre sigilo

22 October 2026 at 02:33

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou, na noite da quarta-feira (21), uma nota oficial em resposta à proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de expandir a quebra de sigilos telemáticos e bancários. A apuração é do analista de Política da CNN Caio Junqueira ao CNN Prime Time.

No comunicado, a campanha afirma receber “com entusiasmo” a declaração do adversário, mas impõe uma série de condicionantes para que Flávio abra seus próprios sigilos e os de seus familiares.

Em comentário sobre a proposta, Flávio declarou: “Espero que não seja outra promessa não cumprida.” A frase resume o tom cauteloso adotado pela campanha diante do anúncio feito pela equipe de Lula, que havia informado que protocolaria os documentos no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na manhã seguinte, às 11 horas.

Condicionantes registradas no TSE

A lista de exigências apresentada pela campanha de Flávio, e já protocolada no TSE, inclui diversas demandas relacionadas ao entorno de Lula.

Entre os pontos elencados estão: todas as movimentações financeiras do Instituto Lula desde a sua fundação; o sigilo telefônico, mensagens de WhatsApp, ligações e registros bancários de Paulo Okamotto, descrito como amigo pessoal de Lula; além de contas de cartões de crédito do ex-chefe de gabinete identificado como Marcola, apontado pela campanha como beneficiário de repasses de uma sócia de Lulinha, identificada como Roberta Luchsinger.

A nota também exige todos os extratos dos cartões corporativos, incluindo os gastos de Janja da Silva, que estariam sob sigilo de 100 anos imposto por Lula.

Além disso, a campanha pede o registro de visitantes do Palácio do Planalto, detalhes da reunião de Lula com Daniel Vercaro, todas as entradas no Palácio do Alvorada — igualmente colocadas sob sigilo — e informações sobre as relações do governo com Roberta Luchsinger, incluindo registros de suas entradas em palácios presidenciais e voos da FAB.

A quebra do sigilo de Frei Chico, irmão de Lula e sindicalista, também integra a lista.

Abertura condicionada à resposta de Lula

Segundo a campanha de Flávio, a abertura dos sigilos dele e de seus familiares — o que inclui o pai e os irmãos — está condicionada ao atendimento das exigências listadas.

A expectativa era de que Lula protocolasse sua resposta no TSE na manhã seguinte. O duelo entre as campanhas em torno da questão dos sigilos permanece, portanto, sem desfecho definido, à espera dos próximos desdobramentos.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Lula pede ao TSE cassação e inelegibilidade de Flávio por 8 anos por falta de isonomia da Meta

22 October 2026 at 02:28

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou nesta quarta-feira, 21, uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede a cassação da chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social.

Os advogados solicitam também que até mesmo o diploma do parlamentar seja impugnado caso ele seja o vencedor do segundo turno da eleição no próximo domingo, 25. Pedem ainda que Flávio seja declarado inelegível por oito anos, assim como seu vice, deputado federal Alfredo Gaspar (PL), caso essas sejam as conclusões de eventual investigação.

Na peça, de 138 páginas, a coligação de Lula alega que a Meta, controladora das redes Instagram, Facebook e WhatsApp, e o X teriam operado para favorecer Flávio e prejudicar o petista. Um dos argumentos é de que houve manipulação dos algoritmos dessas plataformas e interferência estrangeira nas eleições brasileiras

"Mas o que está em jogo vai além da igualdade de chances. Está em jogo a integridade da democracia brasileira contra a manipulação algorítmica e a soberania nacional contra a influência estrangeira: as empresas que controlam essa infraestrutura estão sediadas nos Estados Unidos, cujo governo manifestou publicamente apoio ao primeiro investigado e com o qual o controlador da Meta anunciou que trabalharia para enfrentar o que chamou de tribunais secretos latino-americanos", diz a ação.

Para a equipe jurídica da campanha petista, a Meta tem "alinhamento público" com o projeto eleitoral de Flávio. Os advogados sustentam que "a assimetria algorítmica não é hipótese, mas fenômeno em curso na reta final do segundo turno"

Baseada em reportagem do The Intercept Brasil, a coligação de Lula acusa o candidato do PL de pagar a empresa Elytron para criar contas falsas, operar sistemas de inteligência artificial e espalhar desinformação nas plataformas da Meta.

Os advogados argumentam, por fim, que a Meta teria permitido que sua IA gerasse imagens hipersexualizadas e que associam Lula e a primeira-dama Janja Lula da Silva a facções criminosas.

"A rede produz montagens hipersexualizadas da primeira-dama e de mulheres com atuação política, ataques transfóbicos e imagens que imputam ao candidato da Coligação vínculo com facções criminosas - este, fato definido como crime, a atrair o art. 324 do Código Eleitoral. A produção em escala de conteúdo dessa natureza, sem rótulo e com participação de perfis de candidatos, atinge a dignidade das vítimas e degrada o debate público como um todo", diz a ação.

A coligação de Lula pede que a Meta preserve os conteúdos do petista e de Flávio para serem usados em eventual investigação. Além disso, foi solicitado que a plataforma seja impossibilitada de gerar conteúdos de inteligência artificial sobre os dois candidatos.

Lula também pediu que, até o segundo turno, o conteúdo da campanha dele seja privilegiado em detrimento de seu adversário para reequilibrar a suposta falta de isonomia. Requer ainda que a Meta pare de dar "tratamento privilegiado" para conteúdos de Flávio e forneça esclarecimentos técnicos, em até 48 horas e sob sigilo, sobre o funcionamento das ferramentas da big tech.

Além disso, os advogados solicitam a elaboração de relatórios técnicos a cada duas horas das medidas liminares solicitadas, além de outro parecer 24 horas após o segundo turno. Por fim, a equipe jurídica sugere ao TSE o ressarcimento da campanha petista pelo prejuízo de impulsionamento dos materiais de campanha. Segundo a equipe de Lula, a distância de visibilidade corresponde a R$ 7,4 milhões e, por isso, requer a concessão de R$ 7 milhões de créditos de impulsionamento.

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasi

TSE cobra Meta sobre tratamento igualitário às campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro nas redes

Nunes Marques suspende postagens ilegais contra campanha de Lula

22 October 2026 at 01:39

Logo Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quarta-feira (21) a suspensão de 20 postagens ilegais nas redes sociais contra o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

O ministro atendeu ao pedido da campanha de Lula, que alegou a ação estruturada de parlamentares que apoiam o candidato Flávio Bolsonaro (PL) para compartilhamento de deepfake, a criação de conteúdo artificial para prejudicar candidatos. 

Notícias relacionadas:

A decisão do presidente atinge postagens de Flávio e dos deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO), Mario Frias (PL-SP) e Gilvan da Federal (PL-ES). Todos foram proibidos de replicarem as mensagens novamente. 

A ação citou postagens irregulares de 32 perfis nas redes sociais, que possuem 1,4 milhão de seguidores e 23,8 mil publicações. 

Ao defender a retirada das postagens, a campanha de Lula disse que postagens anônimas produzem percepção de rejeição generalizada a Lula, fato que não corresponde à realidade.

IA

O uso indevido de inteligência artificial durante a campanha já está em debate no TSE.

Na semana passada, o tribunal proibiu a Meta de restringir a entrega de postagens que envolvem os candidatos Lula e Flávio.

A decisão foi proferida após a campanha de Lula informar ao TSE que comandos para geração de imagens de inteligência artificial não permitiam a criação de conteúdos sobre o candidato à reeleição. Contudo, a criação de imagens relacionadas ao candidato Flávio Bolsonaro estava liberada.

Pela decisão do TSE, o Facebook, uma das plataformas operadas pela Meta, deve abster-se de aplicar medidas de redução de distribuição, exclusão de recomendação e restrição de buscas.

CNBB pede defesa da Constituição e respeito às urnas no 2º turno

22 October 2026 at 01:13

O Conselho Permanente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) defendeu, em mensagem ao povo brasileiro nesta quarta-feira (21), a Constituição, o Estado Democrático de Direito, o respeito ao resultado das urnas no segundo turno das eleições.

“Reafirmamos a importância da defesa da Constituição, do Estado Democrático de Direito e do respeito aos resultados legítimos das urnas, expressão da liberdade de escolher os que governam”, afirma o documento. A entidade também incentiva a participação consciente dos eleitores na votação.

Sem mencionar candidatos ou partidos, a mensagem condena tentativas de interferir na liberdade de escolha. “O voto é livre e secreto. Ameaçar ou pressionar eleitores bem como negociar votos são práticas inadmissíveis”, declara.

Responsabilidade continua após a eleição

A CNBB ressalta que a participação dos cidadãos deve continuar depois da escolha dos governantes, por meio da fiscalização e da cobrança de políticas públicas.
“Governos recebem mandatos, os cidadãos conservam a responsabilidade de participar, fiscalizar e reivindicar. A crítica responsável e o diálogo franco fortalecem a democracia”, diz a mensagem.

O conselho associa esse exercício ao acesso a informações confiáveis, à liberdade de expressão e à proteção de quem denuncia injustiças. Também orienta o eleitorado a considerar a trajetória dos candidatos, suas práticas e seus compromissos com a democracia e com as condições de vida da população.

Compromissos dos eleitos

O documento cobra dos futuros governantes compromisso com trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança de qualidade. A preservação ambiental, os direitos humanos e a promoção da paz também aparecem entre as prioridades.

“O desenvolvimento deve assegurar vida digna e justa a todos e oportunidades às novas gerações. Espera-se que todos(as) os(as) eleitos(as) assumam esses compromissos com determinação”, afirma o conselho.

Ao encerrar, a CNBB pede atenção aos pobres e às pessoas ameaçadas e faz um apelo por uma convivência baseada “na verdade, na fraternidade e na paz”.

O segundo turno das eleições acontece neste domingo (25), com a disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de cinco estados e o Distrito Federal, que definem seus governadores.

❌