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Justiça manda demolir obra de construtora ligada a seis mortes em SP

22 October 2026 at 15:56

A Justiça de São Paulo determinou a demolição integral de uma obra abandonada da construtora New Home, na Penha, zona Leste da capital paulista, após uma perícia apontar risco iminente de desabamento. A prefeitura de São Paulo tem até dez dias úteis para executar o serviço, sob pena de multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 100 mil.

A empresa é responsável pelo prédio de 12 andares que desabou em setembro, também na Penha, zona Leste da capital,  e deixou seis pessoas mortas.

A construção que deverá ser demolida fica na Avenida Padres Olivetanos, número 455, ao lado de uma instituição de ensino voltada à primeira infância, para crianças de 4 meses a 6 anos, que moveu a ação.

Segundo o laudo do perito judicial Walmir Pereira Modotti, a estrutura apresenta problemas graves, como vigas de sustentação sem concretagem, ferragens expostas à corrosão severa e emendas com amarração considerada duvidosa.

A avaliação foi realizada após vistoria com a participação de engenheiros da Subprefeitura da Penha, da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil e de fiscais do Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo).

O documento concluiu que há risco concreto e iminente de ruína por deslizamento lateral e queda de materiais, com perigo para crianças e frequentadores da escola vizinha.

A perícia também apontou que não há viabilidade técnica para recuperar a estrutura e recomendou a demolição imediata.

Procurada, a subprefeitura da Penha confirmou ter recebido a notificação judicial e informou que o cronograma para a demolição está em elaboração. O órgão afirmou ainda que o imóvel abandonado foi interditado em setembro, após orientações da Controladoria-Geral do Município.

Já a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento informou que os pedidos de alvará de aprovação e execução de uma nova edificação no endereço foram indeferidos em 16 de maio de 2025 e 8 de julho de 2026.

A CNN Brasil tenta localizar a defesa da construtora. O espaço segue aberto.

Escola foi interditada por risco estrutural

A instituição de ensino acionou a Justiça após identificar danos que atribui à obra vizinha, como trincas, rachaduras e infiltrações.

Apesar de um acordo extrajudicial para reparar os problemas, a construtora teria realizado apenas intervenções paliativas e deixado de instalar bandejas de proteção contra a queda de detritos.

Segundo os autos, funcionários no local teriam se recusado a receber intimações, rompido cadeados de lacração e entrado no imóvel embargado. Diante dos episódios, a Justiça aplicou advertências à empresa por atos considerados atentatórios à dignidade da Justiça.

Em setembro de 2026, a fiscalização municipal ampliou a interdição parcial da escola para o fechamento total. A obra e outro imóvel vizinho também foram interditados por risco de ruína.

A interrupção das atividades escolares provocou transferências de alunos e demissões de funcionárias, conforme documentos apresentados no processo.

Prédio da construtora desabou e matou seis pessoas

A decisão ocorre após o desabamento, em 12 de setembro, de um prédio de 12 andares em construção na Rua Tequici, também na Penha. O imóvel, sob responsabilidade da mesma construtora, desabou sobre residências e deixou seis mortos, sendo três mulheres, uma delas grávida, dois homens e uma criança.

Veja imagens

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    Desabamento de um prédio em construção sobre uma residência na Rua Tequici, no bairro da Penha, zona leste de São Paulo • CBSP

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    Até o momento, deixou ao menos duas pessoas mortas • CBSP

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    Segundo a Defesa Civil, pelo menos dez pessoas foram atingidas • CBSP

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    As equipes seguem na região para buscas de outras possíveis vítimas • CBSP

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    O CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) também acompanha a situação • CBSP

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    Ainda não é possivel afirmar que a ocorrência tem relação com as chuvas que atingem São Paulo desde o início da madrugada • CBSP

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    O Corpo de Bombeiros informou que foram mobilizados ao local 42 agentes, 16 viaturas, um médico e um enfermeiro • CBSP

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O MPSP (Ministério Público de São Paulo) cobra explicações da Prefeitura sobre o histórico de fiscalização, licenciamento, embargos e multas relacionados ao empreendimento.

Quatro pessoas são investigadas, incluindo um homem apontado como sócio oculto do empreendimento, que foi preso; o responsável técnico pela obra, considerado foragido; uma sócia de outra empresa envolvida; e uma servidora municipal que assinou um relatório sobre a suposta conclusão da demolição do prédio em fevereiro de 2024.

A servidora foi afastada preventivamente por 120 dias e prestou depoimento à GM (Controladoria-Geral do Município).

A Polícia Civil instaurou inquéritos para apurar suspeitas de homicídio com dolo eventual e estelionato.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Lulinha viajou com lobista e amigos em jato, diz revista

22 October 2026 at 02:39

Imagens obtidas pela revista Veja mostram que a lobista Roberta Luchsinger viajou na companhia de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma das fotos mostra Lulinha, Roberta e amigos em um jatinho Embraer Praetor 600, cujo modelo novo é avaliado em mais de US$ 20 milhões. Segundo a reportagem, a imagem foi captada durante uma viagem à Finlândia.

Em outro registro, Lulinha, a lobista e um amigo posam em frente à aeronave.

Procurada pela Veja, a defesa de Lulinha negou irregularidades e afirmou que os registros se devem à amizade entre o filho do presidente e a lobista. O Estadão procurou a Presidência da República, que não respondeu até a noite de ontem.

Em outra imagem obtida pela revista, Lulinha e Roberta posam ao lado do empresário Marcelo Checon. Segundo a reportagem, após janeiro de 2023, ao mesmo tempo que Checon estreitava seus laços de amizade com Lulinha e Roberta, uma de suas empresas expandiu o valor dos contratos que detinha com o governo federal.

Em outra imagem, Lulinha aparece em uma festa de réveillon em uma mansão alugada pela lobista.

O filho do presidente posa ao lado de Swedenberger Barbosa, atual chefe adjunto do gabinete pessoal de Lula, e de Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.

No último sábado, em entrevista à CNN, Roberta Luchsinger afirmou que Lulinha se reuniu com diversos ministros. A lobista e o filho do presidente são investigados pela Polícia Federal (PF) por tráfico de influência.

"Vou fazer uma delação premiada porque não serei eu o boi de piranha", disse a lobista na entrevista.

© ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

Lulinha é alvo de três inquéritos da Polícia Federal por tráfico de influência

Direção de colégio no PR é afastada após aluna encontrar câmera no banheiro

22 October 2026 at 00:40

A Seed-PR (Secretaria de Estado da Educação do Paraná) determinou o afastamento da direção do Colégio Estadual Cívico-Militar Érico Veríssimo, em Cambé, nesta quarta-feira (21), após uma câmera ser encontrada no banheiro feminino da escola.

Segundo a Secretaria de Educação, uma vistoria foi realizada no local após a denúncia e não foram encontradas outras câmeras nos banheiros. A Seed-PR afirma que uma comissão foi instaurada para investigar o ocorrido, esclarecer as circunstâncias e indicar os encaminhamentos cabíveis.

O secretário de Estado, Roni Miranda, disse em um comunicado que “é uma questão óbvia de não colocar câmera dentro do banheiro, já temos leis federais sobre isso. Também publiquei uma resolução proibindo, em qualquer ambiente escolar, seja em banheiros ou vestiários, a proibição de colocação de câmeras.”

A Seed-PR reforça que a Resolução nº 5.206/2026 já proíbe a instalação e o uso de câmeras em banheiros e vestiários das instituições de ensino estaduais, inclusive equipamentos externos que permitam captar imagens desses ambientes.

A secretaria enfatiza que o descumprimento da resolução pode acarretar na apuração de responsabilidades administrativas, civis e penais, conforme o caso, e que o monitoramento escolar deve respeitar a privacidade, a dignidade e a segurança de toda a comunidade.

Entenda o caso

De acordo com testemunhos, uma estudante encontrou uma câmera pequena escondida no mobiliário do banheiro, na última segunda-feira (19). Ela retirou o equipamento e realizou uma denúncia.

De acordo com o boletim de ocorrência a que a CNN Brasil teve acesso, as alunas disseram que avisaram à direção da escola sobre o aparelho há mais de três anos, mas a escola havia dito ser um “sensor de detecção de fumaça”.

O que diz a escola?

O CECM Érico Veríssimo enviou um comunicado aos pais dos alunos e negou que o equipamento estivesse na parte interna do banheiro.

Veja na íntegra:

“Esclarecemos que as câmeras mencionadas estavam direcionadas às portas de entrada dos banheiros masculino e feminino, sem captar os espaços destinados às necessidades fisiológicas dos estudantes”, explica o colégio ao chamar de “atos de vandalismo” a retirada das câmeras de acesso aos banheiros.

Sobre as imagens do sistema de monitoramento que circulam na internet, a escola explica que “um estudante entrou sem autorização na sala dos monitores militares e acessou o computador utilizado pela equipe, registrando a imagem posteriormente compartilhada. As circunstâncias desse acesso e da divulgação serão apuradas, preservando-se a identidade dos envolvidos”.

A Secretaria de Estado de Educação do Paraná, por nota, disse que orientou a direção “sobre as providências, com atenção à privacidade e à segurança dos estudantes. A escola informou que os equipamentos já foram retirados e que não há imagens armazenadas relacionadas a eles”.

*Sob supervisão de André Rigue

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