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Shows do BTS podem mover mais de R$ 330 milhões em São Paulo, diz SPTuris

21 October 2026 at 23:37

Os três shows do BTS em São Paulo podem movimentar mais de R$ 330 milhões na economia da capital paulista, segundo estimativa da SPTuris (São Paulo Turismo), empresa municipal de turismo e eventos, que considera a arrecadação com ingressos e os gastos dos visitantes na cidade.

As apresentações marcadas para os dias 28, 30 e 31 de outubro devem reunir um público total de 253,3 mil pessoas. Os ingressos se esgotaram em menos de 90 minutos durante a venda realizada em abril.

A receita bruta estimada com a venda de ingressos chega a quase R$ 260 milhões, afirma a SPTuris com base nos preços divulgados pela Ticketmaster para os diferentes setores do estádio.

A empresa calcula que cerca de 20% do público de shows e festivais internacionais seja formado por turistas. No caso do BTS, isso representa mais de 50 mil visitantes, com gasto médio estimado em R$ 1.500 por pessoa.

Com isso, a expectativa é de que os turistas movimentem mais R$ 75 milhões na cidade, principalmente nos setores de hotelaria, gastronomia, transporte e comércio.

“Queremos que quem venha à cidade para assistir a um grande espetáculo possa descobrir novos roteiros, explorar a gastronomia, conhecer nossos atrativos e aproveitar a variedade de experiências que a capital oferece”, afirmou coronel Marcelo Salles, presidente da SPTuris.

A alta procura pelos shows também ficou evidente na venda de ingressos. Segundo a Ticketmaster, mais de 630 mil pessoas participaram do processo de compra, gerando uma demanda superior a 1,2 milhão de ingressos.

Turismo além dos shows

A passagem do BTS pela capital paulista também deve impulsionar o interesse por atrações ligadas à cultura sul-coreana.

Bairros como Bom Retiro e Liberdade concentram restaurantes, cafeterias e lojas especializadas em gastronomia e produtos coreanos, que podem fazer parte do roteiro dos fãs.

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Tarcísio restabelece demissão de policial acusado pela morte de Leandro Lo

21 October 2026 at 14:43

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a demitir o tenente da Polícia Militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, acusado de matar o lutador de jiu-jítsu Leandro Lo. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (21) e restabelece a pena de demissão do oficial, após uma decisão definitiva do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

A medida torna sem efeito o decreto de 28 de outubro de 2025, que havia suspendido temporariamente a demissão em razão de uma decisão liminar. Com a conclusão do processo judicial, o governo restabeleceu os efeitos do decreto de 19 de setembro de 2025, que determinou a expulsão do tenente da corporação.

A decisão administrativa tem como base um acórdão do TJMSP (Tribunal de Justiça Militar de São Paulo), no âmbito de um Conselho de Justificação, e o julgamento definitivo do TJSP sobre a manutenção da penalidade.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa de Henrique Velozo. O espaço segue aberto.

Entenda o caso Leandro Lo

O lutador Leandro Lo, octacampeão mundial de jiu-jítsu, foi baleado na cabeça na madrugada de 7 de agosto de 2022, durante um show no Clube Sírio, na zona sul de São Paulo.

Segundo as investigações, Lo se envolveu em uma discussão com Henrique Velozo. Durante o desentendimento, o atleta imobilizou e derrubou o tenente. Depois, o policial se afastou, retornou armado e atirou na cabeça do lutador.

De acordo com os relatos sobre o caso, Velozo ainda teria chutado a vítima antes de deixar o local.

Lo foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Saboya, mas teve a morte cerebral confirmada.

Velozo se apresentou à Corregedoria da Polícia Militar no dia seguinte ao crime e teve a prisão decretada. Ele foi acusado de homicídio qualificado por motivo fútil.

Tenente foi absolvido pelo Tribunal do Júri

Em novembro de 2025, Henrique Velozo foi absolvido pelo Tribunal do Júri, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. Por maioria de votos, os jurados acolheram a tese de legítima defesa apresentada pela defesa do policial.

A absolvição criminal, porém, não impediu a continuidade do processo administrativo disciplinar na Polícia Militar.

Na esfera militar, o Conselho de Justificação considerou o oficial culpado por unanimidade, por entender que sua conduta era incompatível com o exercício da função.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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