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EUA anunciam novo incentivo público para produção local de fertilizantes

22 October 2026 at 19:31

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) selecionou oito projetos de fabricação de fertilizantes que representam mais de US$ 1,34 bilhão em investimentos previstos no país. As iniciativas incluem aproximadamente US$ 573 milhões em recursos federais propostos e têm como objetivo ampliar a produção doméstica, reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros e aumentar a concorrência no setor.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (22) pelo vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, e pela secretária de Agricultura, Brooke Rollins. Os projetos foram selecionados no âmbito do Programa de Investimento e Expansão da Oferta Doméstica de Fertilizantes no Longo Prazo.

O programa conta com orçamento inicial de US$ 500 milhões. Além desses recursos, o governo pretende direcionar verbas recuperadas de projetos “malsucedidos” para “novas iniciativas com maior viabilidade financeira e investimentos privados”.

Segundo o USDA, os oito projetos abrangem a produção de fertilizantes nitrogenados, fosfatados, potássicos e sulfurados. Juntos, devem viabilizar aproximadamente 1,08 milhão de toneladas de produção e capacidade doméstica anual de fertilizantes.

A estimativa do departamento é que a ampliação da oferta reduza os preços dos fertilizantes nitrogenados em 4,4% e os da potassa em 5,3%, quando os projetos estiverem em operação. A produção doméstica de nitrogenados poderá crescer 3,7%, enquanto a de potassa poderá aumentar quase 40%.

Projetos selecionados

Entre os maiores investimentos está o da TalusAg, que prevê a instalação de 20 unidades modulares de fabricação de amônia em sete estados americanos. O projeto tem custo estimado em US$ 270,2 milhões, dos quais aproximadamente US$ 99,8 milhões em recursos federais propostos. A produção anual esperada é de 130 mil toneladas de amônia anidra.

A Intrepid Potash prevê construir uma unidade de sulfato de potássio nas proximidades de Carlsbad, no Novo México. O investimento total estimado é de US$ 265 milhões, com US$ 139 milhões em recursos federais propostos. A instalação deverá produzir 220 mil toneladas por ano.

Já a PCI Nitrogen pretende modernizar duas unidades de fabricação de fertilizantes no Texas e no Oregon, em um projeto de US$ 200 milhões. A iniciativa poderá receber aproximadamente US$ 100 milhões do USDA e deve sustentar uma produção anual de 148,3 mil toneladas de fertilizantes, incluindo ureia e sulfato de amônio.

Outro projeto prevê a construção de duas unidades da Agriculture Project Holdco, no Kansas e em Indiana, para transformar esterco de propriedades leiteiras em fertilizante líquido à base de nitrato de amônio. O investimento estimado é de US$ 360 milhões, com aproximadamente US$ 116,9 milhões em recursos federais propostos.

A lista também inclui a expansão da Peace Valley, na Flórida, com investimento de US$ 50,6 milhões; a modernização da AdvanSix, na Virgínia, em um projeto de US$ 98,1 milhões; a ampliação da SUL4R-PLUS Illinois, em um investimento de US$ 69,7 milhões; e a expansão da True Organic Products, com instalações na Califórnia, no Oregon e no Arizona, em um projeto de US$ 30,6 milhões.

O governo americano afirma que a ampliação da produção doméstica também busca reduzir a concentração do mercado de fertilizantes. De acordo com o comunicado do USDA, quatro empresas controlam aproximadamente 77% da capacidade de produção de fertilizantes nitrogenados da América do Norte. No segmento de fosfatados, duas companhias concentram mais de 90% da capacidade, enquanto outras duas respondem por cerca de 90% da produção regional de potassa.

A administração Trump afirma que os novos investimentos devem ampliar a capacidade de fabricação e a concorrência entre fornecedores, além de reduzir a exposição dos agricultores americanos às importações.

Brasil fecha US$ 452 milhões em negócios na SIAL Paris 2026, diz ABPA

22 October 2026 at 14:37

A participação brasileira na feira internacional de alimentos SIAL Paris 2026 resultou em US$ 452 milhões em negócios fechados durante os cinco dias do evento, segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). O valor representa alta de 256,7% em relação à edição anterior.

A entidade estima que os contatos e as negociações iniciados durante a feira possam gerar US$ 1,017 bilhão em exportações nos próximos 12 meses, crescimento de 15,6% em comparação com a projeção feita na edição anterior.

Encerrada na quarta-feira (21), a feira reuniu compradores de 40 mercados, países e regiões. As negociações envolveram destinos na Europa, Ásia, Oriente Médio, África, América Latina, Sudeste Asiático e Oceania.

De acordo com a ABPA, os contatos abrangeram mercados consolidados e novos destinos em expansão, com demandas que vão desde grandes volumes para abastecimento até produtos customizados e de maior valor agregado.

A ação brasileira foi promovida pela ABPA em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). O presidente da associação, Ricardo Santin, afirmou que os resultados refletem a procura internacional por fornecedores de proteínas de aves e suínos.

“A diversidade dos mercados envolvidos e o volume de negócios alcançado mostram que a demanda internacional por proteínas de aves e suínos segue forte”, disse Santin, em nota. Segundo ele, compradores de diferentes regiões buscam fornecedores capazes de garantir qualidade, escala e regularidade.

A iniciativa reuniu 25 empresas e cooperativas em quatro espaços exclusivos, com área total superior a 670 metros quadrados. Entre as participantes estavam MBRF, C.Vale, Copacol, Frimesa, Lar Agroindustrial, Vibra Agroindustrial e Bello Alimentos. Seara Alimentos, Pamplona Alimentos e Aurora Alimentos também participaram da feira com espaços próprios.

A participação também promoveu as marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Pork, Brazilian Breeders e Brazilian Duck, voltadas à divulgação dos produtos brasileiros no mercado internacional.

Segundo a gerente de marketing e promoção comercial da ABPA, Isis Sardella, a feira permitiu fortalecer relações comerciais existentes e iniciar negociações com novos compradores. A entidade também destacou a promoção de atributos da produção nacional, como qualidade, sustentabilidade, status sanitário e capacidade de adaptação às exigências de diferentes mercados.

Yara tem lucro líquido de US$ 199 milhões no 3º tri, queda de 38%

22 October 2026 at 13:56

A fabricante norueguesa de fertilizantes Yara registrou lucro líquido de US$ 199 milhões no terceiro trimestre, queda de 37,8% em relação aos US$ 320 milhões apurados no mesmo período do ano passado. O resultado refletiu, entre outros fatores, o aumento dos custos do gás natural na Europa e a redução das entregas de fertilizantes.

A receita líquida, por outro lado, cresceu 9,3% na comparação anual, para US$ 4,48 bilhões. 

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), recuou 9,5%, de US$ 770 milhões para US$ 697 milhões.

Segundo a companhia, os custos mais elevados do gás europeu e o menor volume de entregas superaram o efeito positivo dos preços mais altos do nitrogênio. A produção de produtos acabados ficou 8% abaixo da registrada um ano antes, devido a paradas operacionais não programadas e manutenções planejadas.

No acumulado de janeiro a setembro, a Yara registrou lucro líquido de US$ 1,07 bilhão, alta de 3,9% em relação aos US$ 1,03 bilhão do mesmo intervalo de 2025. A receita avançou 12,5%, de US$ 11,7 bilhões para US$ 13,16 bilhões, enquanto o Ebitda aumentou 34,3%, para US$ 2,66 bilhões.

Entregas e produção

As entregas globais de fertilizantes da Yara caíram 3,3% no terceiro trimestre, de 6 milhões de toneladas para 5,8 milhões de toneladas. No acumulado dos nove primeiros meses, o volume recuou 6,1%, de 18 milhões para 16,9 milhões de toneladas.

A produção de fertilizantes também diminuiu. No terceiro trimestre, foram produzidas 4,89 milhões de toneladas, queda de 7,7%. Entre janeiro e setembro, a produção totalizou 15,08 milhões de toneladas.

No Brasil, as entregas somaram 1,84 milhão de toneladas no terceiro trimestre, recuo de 3,7% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado do ano, o volume  chegou a 4,22 milhões de toneladas, com uma redução de 1,4%.

A produção de fertilizantes NPK, que combinam nitrogênio, fósforo e potássio e são os mais utilizados na agricultura, caiu 9,4% no trimestre, de 1,75 milhão para 1,585 milhão de toneladas. Nos nove primeiros meses do ano, a produção recuou 4,1%, para 4,63 milhões de toneladas.

Em sentido contrário, a produção de SSP (superfosfato simples) aumentou. O volume passou de 24 mil toneladas no terceiro trimestre de 2025 para 35 mil toneladas no mesmo período deste ano, alta de 45,8%. No acumulado de janeiro a setembro, a produção cresceu de 94 mil para 157 mil toneladas, avanço de 67%.

A produção de amônia recuou 19,3% no terceiro trimestre, com 1,51 milhão de toneladas. No acumulado do ano, a queda foi de 13,3%, de 5,33 milhões para 4,62 milhões de toneladas.

As entregas de amônia tiveram redução mais moderada, de 465 mil para 458 mil toneladas no trimestre, queda de 1,5%. Entre janeiro e setembro, o volume passou de 1,39 milhão para 1,31 milhão de toneladas, recuo de 5,8%.

No resultado financeiro trimestral, a empresa também registrou perdas cambiais líquidas de US$ 64 milhões, enquanto teve um ganho de US$ 14 milhões um ano antes. Segundo a Yara, a valorização da coroa norueguesa em relação ao euro gerou perdas em posições de financiamento interno, parcialmente compensadas por ganhos relacionados à dívida denominada em dólares.

Margens nas Américas

O Ebitda das operações nas Américas, excluídos itens especiais, somou US$ 155 milhões no terceiro trimestre, queda de 38% em relação ao mesmo período de 2025. A companhia atribuiu o resultado principalmente à redução das margens comerciais no Brasil e ao menor volume de entregas.

As entregas da região diminuíram 5% na comparação anual. Além da redução dos volumes brasileiros, o desempenho foi afetado pela manutenção programada da unidade de Belle Plaine, no Canadá.

No acumulado dos nove primeiros meses, o Ebitda das Américas, excluídos itens especiais, foi de US$ 593 milhões, recuo de 8% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. As margens comerciais menores no Brasil e a manutenção no Canadá mais do que compensaram as margens mais elevadas observadas no primeiro semestre.

As entregas globais da companhia também foram afetadas pela menor demanda e por paradas programadas de manutenção nas regiões das Américas, África e Ásia. Na Europa, a Yara identificou uma recuperação das entregas de produtos premium em direção ao fim do trimestre.

Custos do gás e perspectivas

A Yara informou que reduziu a produção europeia em resposta aos preços elevados do gás natural. No terceiro trimestre, a companhia restringiu 150 mil toneladas de produção de amônia e 115 mil toneladas de produtos acabados, principalmente na fábrica de Ferrara, na Itália.

Em 16 de outubro, os cortes de produção estavam em 270 mil toneladas de amônia por trimestre, incluindo 180 mil toneladas de amônia não integrada à produção de outros fertilizantes, e 140 mil toneladas de produtos acabados por trimestre.

A empresa utiliza a flexibilidade de sua estrutura produtiva para ajustar os volumes de acordo com os custos e as margens de cada produto. Segundo a companhia, é possível reduzir anualmente cerca de 1 milhão de toneladas da capacidade europeia de produção de amônia sem afetar a fabricação de produtos acabados.

No mercado internacional, a Yara afirmou que a comercialização de fertilizantes nitrogenados começou a nova temporada em ritmo lento. As incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio, às exportações chinesas e às importações indianas levaram compradores a adiar decisões no início do terceiro trimestre. A companhia, porém, observou uma retomada das compras na Europa no fim do período e encerrou o trimestre com uma carteira de pedidos acima do normal para essa época do ano.

A empresa também destacou que uma parcela significativa das compras sazonais ainda precisa ser realizada, em um cenário de oferta mais restrita proveniente do Oriente Médio. Segundo a Yara, os preços agrícolas mais elevados também melhoraram a capacidade de compra dos produtores rurais em comparação com a temporada anterior.

A companhia estima que os custos com gás natural, considerando volumes equivalentes aos do período de comparação e com base nos mercados futuros de 13 de outubro, sejam US$ 450 milhões maiores no quarto trimestre de 2026 e US$ 445 milhões maiores no primeiro trimestre de 2027, em relação aos mesmos períodos de um ano antes. As projeções podem mudar conforme a evolução dos preços do gás e as condições contratuais locais.

A Yara ainda afirma que mantém um programa de melhoria de resultados que prevê acrescentar US$ 200 milhões ao Ebitda até o fim de 2027 e outros US$ 150 milhões até o fim de 2030. As medidas incluem maior utilização dos ativos industriais, otimização logística e realocação de capital.

Em julho, a companhia anunciou a aquisição de uma fábrica de amônia na Costa do Golfo dos Estados Unidos. O negócio busca diversificar a exposição da empresa aos custos de energia e ampliar sua capacidade de produção competitiva. A Yara espera concluir a transação até o fim de 2026.

Dónde ver el Olimpia Milán - Barça: día y hora del partido de Euroliga

22 October 2026 at 08:16
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La Euroliga lleva al Barça hasta la pista del Olimpia Milán en un encuentro entre dos equipos que buscan mejorar su arranque continental. Los azulgranas necesitan recuperar sensaciones y los italianos quieren aprovechar el apoyo de su afición para empezar a remontar posiciones. El partido se podrá ver en directo en Movistar Plus, que lo incluye en la programación de su Plan Libre: Cine, Series y Deportes, disponible por 9,99 euros al mes y sin permanencia.

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Del ‘Rey León’ a ‘Mamma Mia!’: los 12 espectáculos más esperados del otoño ya tienen entradas a la venta

22 October 2026 at 05:15
Consigue entradas para los grandes musicales de este otoño en El Corte Inglés.

Inmersos en el otoño, muchos de nosotros preferimos planes de ocio a resguardo del frío, la lluvia y el viento que tanto marcan a esta época del año tras muchos meses de tiempo estable y sol. Por eso mismo, en EL PAÍS Escaparate queremos presentar a nuestros lectores la mejor forma de pasar estos momentos de descanso, ya sea en soledad, en pareja, con la familia o los mejores amigos, disfrutando de los mejores musicales que tienen lugar en Madrid y Barcelona en los meses de octubre, noviembre, diciembre y enero, y de la mano de Entradas El Corte Inglés.

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USDA aponta alta de 3% na produção de ovos nos Estados Unidos

22 October 2026 at 00:45

Os incubatórios dos Estados Unidos colocaram 246 milhões de ovos de linhagens destinadas à produção de frangos de corte em incubadoras na semana encerrada em 17 de outubro de 2026, alta de 3% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme os dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

No mesmo intervalo, os produtores norte-americanos alojaram 193 milhões de pintinhos para a produção de carne, volume 2% superior ao registrado um ano antes. Os números indicam avanço tanto na etapa de incubação quanto no início da criação das aves destinadas ao abate.

De acordo com o relatório semanal do NASS (Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas), vinculado ao USDA, a taxa média de eclosão dos pintinhos foi de 79,7%. O indicador é calculado pela divisão do número de pintinhos nascidos na semana pelo total de ovos colocados em incubadoras três semanas antes.

No acumulado de 2026, considerando o período da semana encerrada em 10 de janeiro até 17 de outubro, o alojamento chegou a 8,03 bilhões de pintinhos nos Estados Unidos, crescimento de 2% em comparação com o mesmo intervalo de 2025.

Os dados de incubação e alojamento são acompanhados pelo mercado porque ajudam a estimar a oferta futura de carne de frango e a orientar decisões de produtores, frigoríficos e demais agentes da cadeia avícola. Como os pintinhos alojados ainda precisam passar pelo ciclo de criação, os números funcionam como um indicador antecipado da disponibilidade de aves para abate nas semanas seguintes.

O avanço nas duas etapas aponta para uma expansão moderada da atividade avícola norte-americana em relação ao ano anterior. Os dados, no entanto, não permitem concluir isoladamente como será o comportamento dos preços ou da oferta efetiva de carne de frango, que também depende do desempenho produtivo, do peso das aves ao abate, da demanda interna e do comércio internacional.

ABPA projeta US$ 57 milhões em negócios com a Ásia

 

Sudão autoriza importação de carnes, aves e material genético do Brasil

22 October 2026 at 00:40

A autoridade sanitária do Sudão autorizou a entrada de novos produtos agropecuários brasileiros, ampliando as possibilidades de comércio entre os dois países. As aprovações abrangem carnes, produtos cárneos e miúdos de aves, bovinos e caprinos, além de aves de um dia, ovos férteis e material genético para reprodução animal.

A lista de produtos autorizados também inclui bovinos e búfalos destinados à reprodução, bem como embriões bovinos e bubalinos produzidos por técnicas in vitro e in vivo. A medida abre espaço para ampliar as exportações brasileiras tanto de proteína animal quanto de genética e insumos voltados à produção pecuária.

No segmento de aves, a autorização contempla animais de um dia e ovos férteis, produtos utilizados na formação e na expansão de plantéis. Já a liberação de carnes, produtos cárneos e miúdos abrange três grupos de animais — aves, bovinos e caprinos —, ampliando a variedade de itens brasileiros que poderão acessar o mercado sudanês.

Na área de reprodução animal, a inclusão de bovinos e búfalos vivos, além de embriões produzidos por diferentes técnicas, cria oportunidades para o fornecimento de animais e material genético brasileiro destinado ao melhoramento dos rebanhos e à expansão da atividade pecuária.

Exigências da UE geram impacto limitado nas exportações de carnes

 

Raízen propõe aumento de capital de ao menos R$ 3,5 bilhões

22 October 2026 at 00:17

A Raízen propôs um aumento de capital privado de, no mínimo, R$ 3,5 bilhões, com emissão de novas ações ordinárias e preferenciais das classes A e B. O preço de emissão será de R$ 0,25 por ação, independentemente da espécie ou classe, conforme comunicado ao mercado divulgado nesta quarta-feira (21).

A operação faz parte do plano de recuperação extrajudicial da companhia e de determinadas controladas, homologado em junho de 2026. A proposta prevê a subscrição mínima de 14 bilhões de ações e ainda depende de aprovações societárias.

O valor máximo da capitalização será definido posteriormente e levará em conta a eventual participação da Aguassanta Participações, a conversão de créditos sujeitos ao plano de recuperação e o exercício do direito de preferência pelos demais acionistas.

A criação das ações preferenciais classe B, a reclassificação das atuais ações preferenciais para a classe A, a instituição de um programa de Units e mudanças no estatuto social serão analisadas em assembleia geral extraordinária e assembleia especial de acionistas preferencialistas, convocadas para 30 de outubro.

Caso as propostas sejam aprovadas, o Conselho de Administração deverá deliberar sobre o aumento de capital em reunião prevista para 5 de novembro.

Direito de preferência

Os acionistas que detiverem ações da Raízen ao fim do pregão da B3 em 5 de novembro terão direito de preferência na subscrição dos novos papéis. As ações compradas a partir de 6 de novembro serão negociadas sem esse direito.

O período para exercício da preferência está previsto para começar em 6 de novembro e terminar em 7 de dezembro, totalizando 30 dias corridos. A proporção de subscrição e a quantidade de ações de cada classe a que os investidores terão direito serão definidas pelo Conselho de Administração e divulgadas posteriormente.

As ações preferenciais classe B não serão negociadas em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado. Os papéis ficarão registrados exclusivamente nos livros da companhia, mantidos pelo escriturador.

As ações subscritas por meio do direito de preferência deverão ser integralizadas à vista, em dinheiro, na data de liquidação a ser informada pela empresa.

Mudança no código de negociação

Se a reclassificação das atuais ações preferenciais for aprovada nas assembleias, os papéis passarão a ser negociados como ações preferenciais classe A a partir de 3 de novembro, sob o código RAIZ5, em substituição ao ticker RAIZ4.

A Raízen prevê homologar a capitalização em reunião do Conselho de Administração marcada para 16 de dezembro, com crédito das novas ações aos investidores em 18 de dezembro. As datas são indicativas e podem ser alteradas.

A operação integra o plano de recuperação extrajudicial firmado em 5 de junho de 2026, cujo fechamento está previsto para ocorrer até 31 de março de 2027, prazo para o cumprimento das condições necessárias à conclusão do processo.

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