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Vice-prefeito é preso após arrancar porta de hospital e danificar sala no Paraná

22 October 2026 at 19:43

O vice-prefeito de Guamiranga, no Paraná, Igor Pontarolo (PSD), foi preso em flagrante na terça-feira (20), após danificar estruturas do pronto-atendimento municipal e de uma sala da Secretaria de Saúde. A ocorrência também envolve acusações de ameaça e desacato a servidores. Na quarta-feira (21), ele obteve liberdade provisória.

Imagens de câmeras de segurança mostram que Pontarolo chegou à unidade de saúde carregando uma mulher no colo. A entrada, que possui uma trava eletrônica, não abriu na primeira tentativa. Após cerca de 16 segundos, o acesso foi liberado e ele entrou com a paciente.

Dois minutos depois, as câmeras registraram o político retornando ao local, arrancando a porta da estrutura e jogando-a no chão.

Confusão continuou na Secretaria de Saúde

Conforme o boletim de ocorrência, após deixar a área de atendimento, Pontarolo seguiu para a Secretaria de Saúde, instalada em um prédio anexo ao hospital, e procurou pelo titular da pasta. Testemunhas relataram que ele estava exaltado e danificou uma sala.

Ainda segundo os registros policiais, o vice-prefeito também teria ofendido o secretário municipal na presença de policiais militares que atenderam à ocorrência. Ele foi encaminhado à Polícia Civil, onde a prisão em flagrante foi formalizada.

A investigação busca esclarecer as circunstâncias do episódio e as condutas atribuídas ao político. A prisão em flagrante e a posterior concessão de liberdade provisória não representam condenação pelos crimes investigados.

Defesa afirma que houve emergência médica

Em depoimento, um amigo de Pontarolo relatou que os dois estavam em um velório quando uma tia dele passou mal, desmaiou e começou a convulsionar. Diante da situação, o vice-prefeito teria decidido transportá-la por conta própria até o pronto-atendimento.

A defesa sustenta que a conduta ocorreu em uma situação de emergência. Em nota, afirmou que Pontarolo agiu em estado de necessidade para preservar a vida da paciente e garantir assistência médica. O advogado Renato Rafael Griczynski também declarou que a defesa respeita as instituições, o devido processo legal e a presunção de inocência.

A Prefeitura de Guamiranga informou que ainda não dispõe de elementos conclusivos para esclarecer integralmente o ocorrido. A administração anunciou que pretende apurar as circunstâncias, os possíveis danos ao patrimônio público e os motivos envolvidos por meio de uma sindicância.

O município afirmou que aguardará a apuração formal antes de emitir um juízo sobre o caso e reafirmou o compromisso com a transparência, a preservação do patrimônio público e o respeito aos servidores e à população.

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Direção de colégio no PR é afastada após aluna encontrar câmera no banheiro

22 October 2026 at 00:40

A Seed-PR (Secretaria de Estado da Educação do Paraná) determinou o afastamento da direção do Colégio Estadual Cívico-Militar Érico Veríssimo, em Cambé, nesta quarta-feira (21), após uma câmera ser encontrada no banheiro feminino da escola.

Segundo a Secretaria de Educação, uma vistoria foi realizada no local após a denúncia e não foram encontradas outras câmeras nos banheiros. A Seed-PR afirma que uma comissão foi instaurada para investigar o ocorrido, esclarecer as circunstâncias e indicar os encaminhamentos cabíveis.

O secretário de Estado, Roni Miranda, disse em um comunicado que “é uma questão óbvia de não colocar câmera dentro do banheiro, já temos leis federais sobre isso. Também publiquei uma resolução proibindo, em qualquer ambiente escolar, seja em banheiros ou vestiários, a proibição de colocação de câmeras.”

A Seed-PR reforça que a Resolução nº 5.206/2026 já proíbe a instalação e o uso de câmeras em banheiros e vestiários das instituições de ensino estaduais, inclusive equipamentos externos que permitam captar imagens desses ambientes.

A secretaria enfatiza que o descumprimento da resolução pode acarretar na apuração de responsabilidades administrativas, civis e penais, conforme o caso, e que o monitoramento escolar deve respeitar a privacidade, a dignidade e a segurança de toda a comunidade.

Entenda o caso

De acordo com testemunhos, uma estudante encontrou uma câmera pequena escondida no mobiliário do banheiro, na última segunda-feira (19). Ela retirou o equipamento e realizou uma denúncia.

De acordo com o boletim de ocorrência a que a CNN Brasil teve acesso, as alunas disseram que avisaram à direção da escola sobre o aparelho há mais de três anos, mas a escola havia dito ser um “sensor de detecção de fumaça”.

O que diz a escola?

O CECM Érico Veríssimo enviou um comunicado aos pais dos alunos e negou que o equipamento estivesse na parte interna do banheiro.

Veja na íntegra:

“Esclarecemos que as câmeras mencionadas estavam direcionadas às portas de entrada dos banheiros masculino e feminino, sem captar os espaços destinados às necessidades fisiológicas dos estudantes”, explica o colégio ao chamar de “atos de vandalismo” a retirada das câmeras de acesso aos banheiros.

Sobre as imagens do sistema de monitoramento que circulam na internet, a escola explica que “um estudante entrou sem autorização na sala dos monitores militares e acessou o computador utilizado pela equipe, registrando a imagem posteriormente compartilhada. As circunstâncias desse acesso e da divulgação serão apuradas, preservando-se a identidade dos envolvidos”.

A Secretaria de Estado de Educação do Paraná, por nota, disse que orientou a direção “sobre as providências, com atenção à privacidade e à segurança dos estudantes. A escola informou que os equipamentos já foram retirados e que não há imagens armazenadas relacionadas a eles”.

*Sob supervisão de André Rigue

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