Tom Cruise vai receber prestigiado prémio de carreira do American Film Institute



O ator Tom Skerritt, astro de “Top Gun” (1986), morreu aos 93 anos. A notícia foi confirmada à CNN pela assessora de imprensa de Skerritt, Susan Madore, que enviou um comunicado da família detalhando que ele faleceu na quarta-feira (21), de causas naturais.
Skerritt era mais conhecido por suas participações nos filmes “Alien” e “Flores de Aço”, além de seu papel principal na série da CBS criada por David E. Kelley, “Picket Fences”, que foi ao ar de 1992 a 1996 e lhe rendeu um Emmy do Primetime de melhor ator em série dramática.
Na série de humor negro, Skerritt interpretava um xerife veterano que lutava para manter a calma em sua pequena cidade, consolidando sua marca registrada: uma mistura de autoridade inabalável e simpatia cativante.
Com créditos em filmes que remontam ao início da década de 1960, Skerritt se firmou principalmente em faroestes antes de alcançar o estrelato no megassucesso de 1970, “M*A*S*H”, de Robert Altman, no papel do cirurgião Duke Forrest.
Ele participou de vários programas de TV na década de 1970, incluindo “Bonanza” e “Gunsmoke”. Também conseguiu papéis de maior destaque no cinema, incluindo no filme indicado ao Oscar de 1977, “Momento de Decisão” (The Turning Point), estrelado por Anne Bancroft e Shirley MacLaine.
Mas foi seu papel em “Alien”, de 1979, dirigido por Ridley Scott, que realmente expandiu o leque de talentos de Skerritt. No filme de ficção científica/terror, Skerritt interpretou o Capitão Dallas, um dos poucos que se alia a Ripley, personagem de Sigourney Weaver, enquanto sua tripulação intergaláctica enfrenta uma terrível ameaça.
A partir daí, ele conquistou papéis em filmes dos anos 80, como “A Zona Morta” e “Top Gun”, este último servindo como mais um exemplo da grande habilidade de Skerritt em incorporar personagens com uma postura reservada e um coração de ouro. Em “Top Gun”, ele interpretou Viper, um personagem inicialmente indiferente à bravata de Maverick, personagem de Tom Cruise, mas que logo o acolheu sob sua proteção.
Após uma participação em vários episódios de “Cheers”, Skerritt apareceu como o patriarca em “Flores de Aço”, filme estrelado por Sally Field, Julia Roberts e Dolly Parton. Skerritt interpreta o marido da personagem de Field e pai de Shelby, personagem de Roberts, que adoece perto do final do filme.
M’Lynn, personagem de Field, comenta como seu marido nem sequer pôde estar presente quando a filha faleceu, enquanto ela apenas ficou sentada. “Os homens deveriam ser feitos de aço ou algo assim”, diz ela, em uma fala que faz alusão ao título do filme.
Na década de 1990, Skerritt continuou a interpretar papéis paternos em projetos tão variados quanto “Nada é Para Sempre” (A River Runs Through It), dirigido por Robert Redford e estrelado por Brad Pitt, e o thriller “Poison Ivy”, ao lado de Drew Barrymore.
Foi em seu papel como reverendo em “Nada é Para Sempre” que Skerritt ofereceu conselhos paternos em falas como: “Pois é verdade, raramente conseguimos ajudar aqueles que nos são mais próximos. Ou não sabemos que parte de nós mesmos dar, ou, na maioria das vezes, a parte que temos para dar não é desejada. E assim, são aqueles com quem convivemos e que deveríamos conhecer que nos escapam. Mas ainda podemos amá-los – podemos amar completamente sem compreendê-los completamente.”
Ele continuou trabalhando, tanto na TV quanto no cinema, até o novo milênio, em séries como “Brothers & Sisters” e “Will & Grace” e filmes como “Ted” e “A Hologram for the King”. Seu último trabalho foi no filme “Broke”, de 2025.
Tom Skerritt casou-se três vezes ao longo de sua vida. O último casamento durou 30 anos, com Julie Tokashiki. Além da viúva, ele deixa 5 filhos, 5 netos e 2 bisnetos.
De Rob Reiner a Sharon Tate: 10 assassinatos que abalaram Hollywood
*Publicado por Mariana Valbão, da CNN Brasil



Moscú, 22 oct (Prensa Latina) En la segunda edición del Festival Internacional de Cine Cruce de Civilizaciones se presentarán filmes de los países Brics y de América Latina, informó hoy el canal multinacional TVBrics.
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O filme “Memórias do Cárcere”, de Sérgio Graciano, a partir de um livro de memórias e de histórias de Camilo Castelo Branco passadas na prisão, estreia-se hoje em mais de 30 salas de cinema.
O filme, produzido pela Leopardo Filmes, é uma adaptação da obra “Memórias do Cárcere”, de Camilo Castelo Branco, e um dos últimos projetos a envolver o argumentista Carlos Saboga, que morreu em março passado.
A produtora descreve o filme como “um fascinante e vívido retrato” de Camilo Castelo Branco (1825-1890), quando esteve preso com Ana Plácido, no Porto, por causa de um “célebre processo por adultério que abalou a sociedade portuguesa do século XIX”.
No livro, Camilo Castelo Branco não só recorda as condições em que encarcerado na antiga Cadeia da Relação do Porto – onde escreveu o romance “Amor de Perdição” – como relata personagens e histórias de crime de outros reclusos.
O elenco do filme conta com Albano Jerónimo e Maria João Bastos nos principais papéis, além de Paulo Pires, Afonso Pimentel, João Pedro Vaz, Marcello Urgeghe e Adriano Carvalho, entre outros.
De acordo com a Leopardo Filmes, “Memórias do Cárcere” chega a mais de 30 salas de cinema, dias antes de ser apresentado em competição no Festival Internacional de Cinema de Tóquio, que começa no dia 26.
O filme tem estreia assegurada em França em março de 2027.
“Memórias do Cárcere” é o segundo filme realizado por Sérgio Graciano a estrear-se este ano nos cinemas portugueses, depois de “Playback”, dedicado ao músico Carlos Paião, que chegou às salas em agosto.
Sérgio Graciano tem no currículo a realização de várias produções para televisão, como as séries “Conta-me como foi” e “Auga Seca”, o programa “Último a Sair” e as telenovelas “Laços de Sangue” e “Prisioneira”.
Em 2012 estreou a primeira longa-metragem de ficção, “Assim Assim”, à qual se seguiram, entre outros, “Uma vida à espera” (2016), “Perdidos” (2017), “Linhas de sangue” (2018), “O som que desce na terra” (2021) e “Soares é fixe” 2024.
Com a Leopardo Filmes Sérgio Graciano também fez o filme “Os papéis do Inglês” (2024), a partir de uma trilogia literária de Ruy Duarte de Carvalho, e prepara, segundo esta produtora, o filme “Os Adeuses”, numa adaptação de uma obra de Juan Carlos Onetti e que será protagonizada pelo produtor Paulo Branco.



