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Justiça Eleitoral manda polícia ouvir Zema por celular na cabine de votação

22 October 2026 at 21:05

A Justiça Eleitoral determinou nesta quinta-feira (22) que a Polícia Civil de Minas Gerais ouça Romeu Zema (Novo) e os mesários que trabalharam na seção em que ele votou no primeiro turno das Eleições 2026. A apuração envolve a entrada do então candidato à Presidência com celular na cabine de votação, em 4 de outubro.

Segundo o TRE-MG (Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais), a ordem foi expedida pela 17ª Zona Eleitoral. Serão ouvidos os mesários que atuaram na seção eleitoral da Escola Delfim Moreira, em Araxá, onde o ex-candidato votou.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que cumprirá “as diligências determinadas no processo”. A data ainda não foi confirmada.

Zema nega ter registrado voto

Após votar, Zema admitiu que estava com o aparelho, mas afirmou que não havia sido alertado para deixá-lo antes de entrar na cabine. Também negou ter utilizado o celular para registrar sua escolha.

“Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali, só votar mesmo“, declarou a jornalistas. O ex-governador disse ainda que entregaria o telefone se tivesse sido orientado a fazê-lo.

O Ministério Público Eleitoral apresentou uma denúncia por suposta violação do sigilo do voto no mesmo dia. Segundo a acusação, imagens da imprensa mostravam Zema olhando para a tela do aparelho e um segundo celular apoiado sobre a mesa da cabine.

A legislação eleitoral proíbe levar celulares, câmeras e outros equipamentos eletrônicos para a cabine, mesmo desligados, para preservar o sigilo do voto. nes

CNBB pede defesa da Constituição e respeito às urnas no 2º turno

22 October 2026 at 01:13

O Conselho Permanente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) defendeu, em mensagem ao povo brasileiro nesta quarta-feira (21), a Constituição, o Estado Democrático de Direito, o respeito ao resultado das urnas no segundo turno das eleições.

“Reafirmamos a importância da defesa da Constituição, do Estado Democrático de Direito e do respeito aos resultados legítimos das urnas, expressão da liberdade de escolher os que governam”, afirma o documento. A entidade também incentiva a participação consciente dos eleitores na votação.

Sem mencionar candidatos ou partidos, a mensagem condena tentativas de interferir na liberdade de escolha. “O voto é livre e secreto. Ameaçar ou pressionar eleitores bem como negociar votos são práticas inadmissíveis”, declara.

Responsabilidade continua após a eleição

A CNBB ressalta que a participação dos cidadãos deve continuar depois da escolha dos governantes, por meio da fiscalização e da cobrança de políticas públicas.
“Governos recebem mandatos, os cidadãos conservam a responsabilidade de participar, fiscalizar e reivindicar. A crítica responsável e o diálogo franco fortalecem a democracia”, diz a mensagem.

O conselho associa esse exercício ao acesso a informações confiáveis, à liberdade de expressão e à proteção de quem denuncia injustiças. Também orienta o eleitorado a considerar a trajetória dos candidatos, suas práticas e seus compromissos com a democracia e com as condições de vida da população.

Compromissos dos eleitos

O documento cobra dos futuros governantes compromisso com trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança de qualidade. A preservação ambiental, os direitos humanos e a promoção da paz também aparecem entre as prioridades.

“O desenvolvimento deve assegurar vida digna e justa a todos e oportunidades às novas gerações. Espera-se que todos(as) os(as) eleitos(as) assumam esses compromissos com determinação”, afirma o conselho.

Ao encerrar, a CNBB pede atenção aos pobres e às pessoas ameaçadas e faz um apelo por uma convivência baseada “na verdade, na fraternidade e na paz”.

O segundo turno das eleições acontece neste domingo (25), com a disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de cinco estados e o Distrito Federal, que definem seus governadores.

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