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Eleitores de Renan Santos migram mais para votos nulos, diz especialista

23 October 2026 at 14:17

A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta sexta-feira (23) mostra Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula (PT) nos votos válidos do segundo turno, com 52% contra 48%, embora em empate técnico. O analista e sócio do Real Time Big Data, Bruno Soller, avaliou os números ao CNN Novo Dia e destacou a estabilidade do cenário eleitoral desde o primeiro turno.

Segundo Soller, o quadro atual reflete uma consolidação das intenções de voto. “Desde o que saiu das urnas no primeiro turno, [houve] pouquíssima alteração, mesmo nos trackings diários”, afirmou. O especialista ressaltou ainda que todas as pesquisas, independentemente da metodologia, apontam para uma vantagem de Flávio Bolsonaro em relação a Lula.

Migração dos votos da terceira via

Soller explicou que o pequeno crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas provém dos cerca de 9 milhões de eleitores que votaram em outros candidatos no primeiro turno, como Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). De acordo com o analista, aproximadamente 50% desse eleitorado tende a migrar para Flávio Bolsonaro, 35% para Lula, e 15% se perde em votos nulos, brancos ou abstenções.

O analista destacou que o eleitor de Renan Santos é o que mais migra para o voto nulo ou branco. “Tanto que é o eleitor que mais migra para o nulo e branco, é o eleitor do Renan Santos, é o que mais não quer nenhum dos dois, justamente pela postura do Renan e por ele ser um líder desse grupo que votou nele”, disse Soller.

Já os eleitores de Caiado, Augusto Cury e Zema, segundo o especialista, escolheram esses candidatos principalmente por rejeição tanto a Lula quanto a Flávio Bolsonaro, e agora tendem a optar pela mudança.

Debate e indecisos

Questionado sobre o impacto do debate na reta final da campanha, Soller afirmou que o eleitorado indeciso é muito reduzido neste momento, representando apenas 1% dos entrevistados, enquanto 5% declaram intenção de votar nulo ou branco.

“O eleitor do Flávio Bolsonaro vai dizer que o Flávio Bolsonaro ganhou. O eleitor do Lula vai dizer que o Lula venceu”, pontuou o analista, sugerindo que os debates tendem a reforçar convicções já estabelecidas. Soller também previu um possível aumento da abstenção no segundo turno, dado o alto índice de rejeição aos dois candidatos.

Estratégias de campanha e comunicação

Na avaliação de Soller, Flávio Bolsonaro acerta mais quando se posiciona como símbolo de mudança e erra quando tenta apresentar propostas mais detalhadas ao eleitorado. Já Lula, segundo o analista, melhorou sua comunicação no segundo turno em relação ao primeiro, adotando uma postura de “meia-culpa” e projetando mais expectativas para o futuro. “Acho que acertou um pouco mais na comunicação, mas talvez o tempo não seja suficiente para fazer uma grande virada”, concluiu Soller.

O especialista apontou ainda que, diante da solidificação do eleitorado e da desvantagem de Lula entre os eleitores da terceira via, a missão do candidato à reeleição seria converter cerca de 11% dos votos da abstenção — em um universo de 33 milhões de eleitores —, o que classificou como “uma missão hercúlea”.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Narrativa de crise no crédito privado é exagerada, diz especialista

23 October 2026 at 14:00

O mercado brasileiro de crédito privado tem sido marcado por um número crescente de recuperações judiciais e extrajudiciais, envolvendo nomes de grande visibilidade como Braskem, Casas Bahia, Pão de Açúcar e Raízen.

Para Daniel Pegorini, fundador da Valora Investimentos, casa de crédito estruturado com mais de R$ 35 bilhões sob gestão, há um exagero na narrativa de crise generalizada.

“Eu acho que existe um pouco de exagero no que se fala de crise de crédito no mercado brasileiro”, afirmou Pegorini. Segundo ele, quando se somam todos os problemas de crédito verificados no país e se compara esse total ao estoque de renda fixa e crédito privado, o resultado representa cerca de 4% desse estoque, um percentual que, na sua avaliação, não justifica o alarmismo.

Impacto da marcação a mercado

Em entrevista ao programa Café com o Investidor, parceria entre o NeoFeed e a CNN Brasil, Pegorini destacou que uma parcela significativa do impacto negativo observado nos fundos de crédito não decorre de perdas definitivas, mas sim do chamado Mark to Market (MTM), processo de marcação de papéis a mercado. “Toda vez que você tem resgate nos fundos e o gestor é obrigado a vender esses papéis para pagar resgate, o preço desses papéis cai”, explicou.

Esse movimento abre os spreads e reduz os preços dos ativos de crédito de forma generalizada, sem que isso represente, necessariamente, uma perda real e permanente para o investidor.

De acordo com Pegorini, “mais da metade do efeito que estamos sofrendo no crédito tem a ver com o MTM e não com, de fato, problemas de crédito”. Ele ressaltou que, ao longo do tempo, essas marcações tendem a ser recuperadas dentro do prazo natural das operações.

Recomendações para o investidor

Diante do cenário de incerteza, Pegorini fez recomendações para os investidores. A primeira delas é a cautela: “Talvez fazer nada seja o melhor”, disse, alertando contra resgates precipitados motivados por notícias negativas.

Segundo ele, decisões tomadas em momentos de estresse raramente são as melhores quando avaliadas no médio e longo prazo.

Além disso, o gestor recomendou que os investidores evitem aplicações diretas em papéis de empresas e prefiram fundos de investimento. A justificativa é a pulverização de risco: “Se você entra num fundo e dentro desse fundo tem mais de 100 posições de crédito, provavelmente, se você tiver um problema, ele vai ser pequeno em relação a essa base”, afirmou. Para Pegorini, esse é “o único almoço de graça no mercado de renda fixa e crédito privado“.

Infraestrutura como aposta

No segmento de infraestrutura, Pegorini demonstrou otimismo com as perspectivas de crescimento no Brasil. “Falta tudo em infraestrutura no Brasil”, afirmou, destacando oportunidades em áreas como logística, geração de energia solar e saneamento. Na avaliação dele, o déficit de investimentos nesses setores abre espaço para novos projetos e sustenta o potencial de expansão da infraestrutura brasileira nas próximas décadas.

Por outro lado, o gestor demonstrou cautela em relação à inadimplência, especialmente no crédito à pessoa física. Ele apontou que o crescimento do crédito consignado criou uma dinâmica diferente da observada em ciclos anteriores: como o pagamento é descontado diretamente, o devedor não consegue simplesmente deixar de pagar, o que gera um “engasgamento no sistema”.

Pegorini avaliou que esse quadro tende a se resolver ao longo do tempo, com o desenvolvimento de mecanismos de refinanciamento, mas ressaltou que a inadimplência merece atenção redobrada no momento atual.

Café com Investidor

O programa Café com Investidor é uma produção do NeoFeed com a CNN Brasil e é apresentado por Ralphe Manzoni. Acompanhe os episódios inéditos, quinzenalmente, às 19h45, no CNN Money.

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Avanço da IA exige preparo para novas funções, diz especialista

23 October 2026 at 14:00

A expansão acelerada da inteligência artificial (IA) tem gerado um debate crescente sobre o futuro do mercado de trabalho. A questão central é se a tecnologia irá eliminar postos de trabalho em larga escala, preocupação que, segundo a discussão, foi levantada publicamente por Bill Gates, que já escreveu artigos defendendo que a humanidade precisará pensar em novos meios de subsistência para os trabalhadores deslocados pela automação.

O assunto foi um dos temas no programa “É Negócio” da CNN Brasil, com a CEO da Microsoft Brasil, Priscyla Laham. 

Novas funções surgem junto com as que desaparecem

Apesar do cenário de incerteza, a executiva afirma, que o processo não será necessariamente negativo. “Determinadas funções podem desaparecer, sim, porque você tem agentes que podem fazer trabalhos repetitivos, coisas que são muito operacionais, mas outras funções vão aparecer também”, afirmou.

Laham citou uma análise do Fórum Econômico Mundial segundo a qual a quantidade de novas funções geradas pela IA supera a das que serão extintas. A condição, no entanto, é que haja capacitação adequada da população.

Microsoft investe na capacitação de brasileiros

Para enfrentar esse desafio, a Microsoft lançou uma plataforma chamada Connect AI, que oferece trilhas de aprendizado que vão desde letramento digital até cibersegurança. A iniciativa faz parte de um compromisso assumido em 2024 de capacitar 5 milhões de brasileiros até o final de 2027. “A gente já está em 4,2 milhões de pessoas que terminaram trilhas inteiras de treinamento”, revelou Priscyla.

Além disso, foram firmadas parcerias com 40 entidades, entre elas a Escola do Trabalhador 4.0, Gerando Falcões e o Enap (Escola Nacional de Administração Pública). Segundo os dados apresentados, mais de 500 mil pessoas já conseguiram emprego após concluir os treinamentos e obter certificações na plataforma.

Setor financeiro lidera adoção de IA no Brasil

Quando o tema é o investimento das empresas brasileiras em IA, o setor financeiro se destaca de forma expressiva. “Quando você olha o setor financeiro no Brasil, eu diria que ele inclusive é muito investido em tecnologia”, afirmou Laham.

Priscyla desta que muitas empresas do setor se consideram, na prática, empresas de tecnologia, tamanha é a integração com ferramentas de inteligência artificial. Outros setores, como manufatura e varejo, também avançam, mas em ritmo menor.

Brasil tem oportunidade de se equiparar aos países mais avançados

Em relação ao posicionamento do Brasil na corrida global pela IA, Laham avalia, que o país está bem posicionado no segmento corporativo, mas ainda precisa avançar entre pequenas empresas e na população em geral.

Um estudo de difusão de IA da própria Microsoft aponta que o norte global ainda avança mais rapidamente do que o sul global no uso da tecnologia.

Ainda assim, e presidente da Microsoft Brasil vê uma oportunidade singular para o Brasil. “A gente não vai ser substituído por IA, a gente vai ser substituído por alguém que utiliza IA para expandir sua capacidade”, ponderou.

Para ela, características como adaptabilidade e criatividade, presentes nos brasileiros, tornam-se ainda mais valiosas quando potencializadas por ferramentas de inteligência artificial.

É Negócio 

O programa É Negócio é uma parceria entre o NeoFeed e a CNN Brasil. Nele, Carlos Sambrana entrevista executivos e líderes de grandes companhias do país. Acompanhe este episódio, excepcionalmente, nesta segunda-feira (26), às 23h45, na CNN Brasil. A reprise será na quarta-feira, às 19h15, no CNN Money.

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O Grande Debate: Big techs têm poder de mexer com eleições?

23 October 2026 at 11:23

O comentarista da CNN José Eduardo Cardozo e o empresário Leonardo Bortoletto debateram, na quinta-feira (21), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), se “big techs têm poder de mexer com eleições”.

O poder das grandes empresas de tecnologia sobre o processo eleitoral brasileiro voltou ao centro do debate após o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), dar prazo de 24 horas para que a Meta entregue relatório técnico sobre a atuação do canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

A determinação atende a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que busca verificar se a empresa cumpriu o plano de conformidade entregue à Justiça Eleitoral. O Ministério Público também apontou falhas no tratamento dado pela Meta às campanhas eleitorais.

Interferência eleitoral e soberania nacional

José Eduardo Cardozo afirmou categoricamente que sim. “É evidente que sim. Hoje, boa parte das eleições é feita pelas redes sociais. E essas empresas têm um poder impressionante e tremendo”, declarou.

Segundo ele, as plataformas “podem derrubar coisas, tirar situações e, claro, nunca vão assumir que fizeram isso de propósito. É sempre um problema técnico”. Cardozo ressaltou que o problema se agrava quando as falhas técnicas parecem ocorrer sistematicamente apenas de um lado do espectro político.

Cardozo foi além e classificou a situação como uma ameaça à soberania do país. “É uma interferência empresarial indevida que pode influenciar a eleição de um presidente da República. Uma ofensa, inclusive, à nossa soberania, sob diversos aspectos”, afirmou.

Para ele, isso inclui tanto a perspectiva internacional quanto a soberania popular, especialmente quando eleitores são induzidos ao erro por meio de desinformação ou pela supressão de canais de comunicação.

Regulamentação e omissão do Congresso

Leonardo Bortoletto também reconheceu o potencial das big techs de influenciar eleições, argumentando que toda concentração de poder pode, sim, alterar resultados. “Seria impensável dizer que as big techs em 2026, com a concentração de poder que têm, não podem influenciar uma eleição”, afirmou.

Para ilustrar seu ponto, ele citou o episódio de 2014, quando foi registrada, em reunião interna do Partido dos Trabalhadores, uma declaração sobre a atuação de funcionários dos Correios em favor da ex-presidente Dilma Rousseff, então candidata do PT, na disputa contra Aécio Neves.

Bortoletto destacou ainda a ausência de regulamentação clara sobre o tema e responsabilizou o Congresso Nacional pela lacuna. “Por omissão, a gente não tem a regulamentação. Por não ter a regulamentação, a gente não tem muito claro como apurar”, disse.

Ele ponderou, no entanto, que a empresa ainda está dentro do prazo de defesa e que é necessário aguardar o desfecho antes de emitir julgamentos definitivos. “Enquanto não aparecer a defesa final, eu não tenho como emitir opinião se está certo ou se está errado”, concluiu.

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Pressa pode levar TSE a decidir sem base sobre redes, diz especialista

23 October 2026 at 07:02

A proximidade das eleições de 2026 e o papel das redes sociais na disputa presidencial estão no centro de um debate sobre a capacidade do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de tomar decisões bem fundamentadas. Ao WW, Fabro Steibel, diretor-executivo do ITS Rio, alertou que a urgência imposta pelo calendário eleitoral pode levar o TSE a decidir sem a completude das informações necessárias para embasar seus pareceres em fatos.

Coordenação autêntica e inautêntica

Steibel explicou que a resolução do TSE distingue dois tipos de coordenação em campanhas eleitorais.

A chamada coordenação autêntica é aquela que qualquer campanha está expressamente autorizada a realizar — mobilizações orgânicas nas redes sociais, engajamento de apoiadores e estratégias abertas de comunicação.

Já a coordenação inautêntica envolve práticas como pagamentos não declarados, caixa dois e comportamentos artificialmente orquestrados, sendo vedada pela legislação eleitoral.

“Aquilo que for autêntico é a campanha, está valendo, você é expressamente autorizado a fazer. Aquilo que for inautêntico, roubou, pagamento, dinheiro por fora, caixa dois, esse não é autorizado”, afirmou Steibel.

O especialista destacou que determinar com precisão em qual categoria se enquadra determinada ação geralmente demanda tempo e investigação aprofundada.

Risco de decisões sem base suficiente

O especialista apontou que a campanha de 2018 já apresentou evidências de coordenação inautêntica de comportamento, e que o TSE atualmente tenta investigar situações semelhantes.

O problema, segundo ele, é que o tempo disponível antes do pleito pode não ser suficiente para que o tribunal conclua suas análises com a profundidade necessária.

“Com pouco tempo, qualquer decisão na justiça pode não ter o tempo suficiente para fazer uma decisão informada”, alertou Steibel.

Ele acrescentou que decisões tomadas de forma precipitada — seja em favor de um lado ou de outro — têm potencial de influenciar o resultado de uma eleição tão acirrada como esta.

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“Duelo” de quebra de sigilos domina final da campanha; veja linha do tempo

22 October 2026 at 23:53

A disputa pela quebra de sigilos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se desdobrou ao longo de toda a semana em uma série de movimentos políticos e jurídicos.

O episódio dominou a agenda da reta final do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, culminando em um acordo firmado nesta quinta-feira (22) no Tribunal Superior Eleitoral.

O ponto de partida foi uma provocação feita por Lula durante o debate presidencial na Band, no último domingo (18), quando ele desafiou Flávio Bolsonaro a abrir seus sigilos bancário e telefônico.

Segundo o analista de Política Pedro Venceslau, durante o Hora H desta quinta-feira, o desafio feito pelo presidente não foi planejado: “De improviso, não foi treinado, não teve nada disso”, afirmou.

Protocolo no TSE e silêncio inicial de Flávio

Na segunda-feira (19), a campanha de Lula anunciou que protocolaria formalmente no TSE a autorização para a abertura de seus dados. Na terça-feira (20), the protocolo foi efetivado.

Até esse momento, Flávio Bolsonaro permanecia em silêncio sobre o assunto. “Ele achou que essa onda ia passar”, observou a âncora Thais Herédia.

Flávio aceita, mas impõe condições

Como o tema não perdeu força, Flávio Bolsonaro decidiu responder na quarta-feira (21), aceitando a proposta, mas acrescentando novas exigências.

Entre os itens incluídos por sua campanha estavam dados relacionados ao ex-chefe de gabinete Marcola, ao cartão corporativo, à agenda da primeira-dama Janja e ao Palácio da Alvorada. Ainda na quarta-feira, Lula aceitou as condições propostas.

Na quinta-feira (22), os advogados das duas campanhas foram ao TSE para formalizar o acordo por meio de procuração, estabelecendo a abertura simultânea dos dados dos presidenciáveis, de seus familiares e de empresas associadas.

Agenda negativa desviada

Para Venceslau, o episódio funcionou como um elemento estratégico que desviou a atenção das chamadas agendas negativas de ambos os candidatos.

“Um trucou, o outro aceitou, os dois estão falando sobre esse assunto. Ajudou a tirar as agendas negativas dos dois lados da frente, só se fala disso agora”, avaliou.

Ele destacou ainda que, do ponto de vista prático, há pouco tempo hábil para abrir os sigilos e analisar esse material antes da eleição. “É muito pouco provável que alguém consiga abrir esse sigilo, tirar alguma coisa dele até domingo. Muita espuma para pouca informação.”

Venceslau apontou também que a agenda estaria mais desfavorável para Flávio Bolsonaro neste momento, citando as investigações relacionadas ao advogado Willer Tomaz.

Nesse contexto, manter o foco na disputa de sigilos seria, segundo o analista, mais conveniente para a campanha de Flávio do que para a de Lula.

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Estados Unidos anunciam escritório antidrogas no Paraguai

22 October 2026 at 22:43

Os Estados Unidos anunciaram a abertura de um escritório antidrogas no Paraguai, que atuará como um centro regional para a coordenação dos programas de enfrentamento ao narcotráfico em parceria com os norte-americanos na América Latina.

Durante o CNN 360º desta quinta-feira (22), a correspondente da CNN em Buenos Aires, Luciana Taddeo, detalhou o anúncio, que foi feito pelo Departamento de Estado durante a visita de Christopher Landau, número dois da pasta, ao país.

O escritório está voltado para operar na região do Cone Sul e integra uma série de anúncios realizados em conjunto pelo Departamento de Estado. Além da abertura do escritório antidrogas, também foi anunciado o envio de um assessor de embaixada para assuntos de contraterrorismo ao Paraguai.

No início do mês, os Estados Unidos criaram um escritório do mesmo tipo na Argentina.

Durante a visita ao Paraguai, Landau também esteve na região da Tríplice Fronteira, que abrange Paraguai, Brasil e Argentina, e visitou a hidrelétrica de Itaipu. Na ocasião, o Departamento de Estado anunciou que empresas americanas seriam abastecidas pela energia paraguaia gerada em Itaipu.

Landau também visitou uma base contraterrorista criada pelo Paraguai na região da Tríplice Fronteira. A base é financiada pelo Paraguai, mas conta com treinamento e preparação de equipe pelos Estados Unidos.

No início do ano, o Congresso paraguaio autorizou a presença de militares norte-americanos no país, com permissão para utilizar transporte próprio, portar armas e contar com imunidade equivalente à diplomática.

Combate ao crime organizado e ao terrorismo

Entre os demais anúncios feitos pelo Departamento de Estado, está o financiamento destinado ao combate ao crime organizado na Tríplice Fronteira.

O presidente Santiago Peña ressaltou as ações que o Paraguai está adotando para evitar que o crime organizado se enraíze no país, mencionando especificamente o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ele destacou que houve uma reorganização das penitenciárias paraguaias com o objetivo de desarticular as estruturas dessas facções.

O Paraguai foi um dos primeiros países a declarar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas, em alinhamento com os Estados Unidos.

A inauguração da base contraterrorista e a abertura do escritório antinarcóticos reforçam a crescente cooperação entre os dois países no enfrentamento ao crime organizado e ao tráfico de drogas na região.

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Análise: Flávio mira votos “lulistas” de Cury, Lula busca o centro

22 October 2026 at 22:42

Na reta final da campanha eleitoral, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensifica a aproximação com Augusto Cury para tentar conquistar uma parcela dos eleitores que votaram no escritor no primeiro turno.

Segundo avaliação do analista de Política da CNN Pedro Venceslau ao CNN 360°, a presença de Cury nas redes sociais de Flávio tem sido frequente, aparecendo em stories e em eventos de campanha.

Uma pesquisa Quest revelou que, entre os eleitores de Augusto Cury, 48% apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e 33% declaram intenção de voto em Flávio Bolsonaro.

Esse dado explica o empenho da campanha de Flávio em mobilizar o próprio Cury.

Conforme apontou Pedro Venceslau, Cury é o único candidato do primeiro turno cujos eleitores se dividiram majoritariamente em favor de Lula, o que reduziu a vantagem de Flávio Bolsonaro nesse segmento.

Cenário entre eleitores de outros candidatos

O quadro é diferente quando se observam os eleitores de outros candidatos eliminados no primeiro turno. Entre os que votaram em Renan Santos — que tem adotado uma postura ambígua, mais crítica a Flávio Bolsonaro do que favorável a Lula —, 51% apoiam Flávio e 25% apoiam Lula.

Já entre os eleitores de Ronaldo Caiado, que, segundo Venceslau, “deu uma sumida” da campanha de Flávio Bolsonaro, 57% estão com Flávio e 21% com Lula. Romeu Zema também tem feito algumas aparições em apoio a Flávio Bolsonaro.

Estratégia de Lula para conquistar o centro

Do outro lado, Lula adota uma estratégia voltada ao eleitorado de centro. A campanha tem escalado Geraldo Alckmin para gravar vídeos e fazer intervenções públicas reforçando que ele não é de esquerda.

“A direita e a esquerda somos todos brasileiros”, é a mensagem que Alckmin tem transmitido. Venceslau destacou que Alckmin fez uma aliança inusitada com Lula em 2022, mas que isso não o transformou em socialista.

Além disso, a campanha de Lula tem explorado depoimentos de ex-bolsonaristas que mudaram de posição.

Nomes como Alessandro de Frota, Joyce Hasselman e Tony de Paula aparecem em vídeos veiculados nas redes sociais e no horário eleitoral.

Em alguns casos, esses nomes declaram apoio direto a Lula; em outros, apenas afirmam ser de direita e defender a candidatura de Lula especificamente contra Flávio Bolsonaro.

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Eleição está acirrada e reflete país dividido, afirma governador da Paraíba

22 October 2026 at 21:44

Em entrevista ao CNN 360°, Lucas Ribeiro (PP), governador reeleito da Paraíba, avaliou o cenário político nacional às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Para ele, o país atravessa um momento de profunda divisão, e a disputa deve entrar para a história como uma das mais acirradas já registradas.

“Estamos vivendo um ambiente cada vez mais dividido. Essa vai ser uma eleição que vai ficar marcada na nossa história, uma eleição acirrada, uma eleição dura, que ninguém está conseguindo prever o resultado”, afirmou Lucas Ribeiro, destacando que as pesquisas apontam para um cenário de empate técnico entre os candidatos.

Apoio a Lula e parceria com o governo federal

Apesar de o PP ter declarado apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno, Lucas Ribeiro manteve seu posicionamento em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governador ressaltou que essa posição não é recente e reflete uma parceria construída ao longo de seu primeiro mandato.

“Nosso governo anterior à eleição já tinha essa parceria com o presidente Lula, com o governo federal, que se transforma em obras importantes e em políticas públicas importantes aqui no nosso estado”, declarou.

Ele também mencionou um aporte de mais de R$ 2 bilhões enviados pelo governo federal à Paraíba nos últimos anos, além do programa que zerou a fila de cirurgias eletivas no estado, e obras relacionadas à transposição do Rio São Francisco.

Expectativa de maior participação no segundo turno

Lucas Ribeiro demonstrou confiança em um aumento do comparecimento às urnas no segundo turno.

Segundo ele, a votação mais simplificada — com apenas um cargo em disputa na Paraíba, o de presidente da República — deve reduzir as filas e facilitar a participação do eleitorado.

“No primeiro turno, você tem um eleitorado que teve dificuldade para votar porque são cinco votos, demora muito, as filas demoraram bastante. E nesse segundo turno, além de ser um voto mais rápido, também há o engajamento das pessoas”, explicou.

O governador também observou que o acirramento da disputa tem mobilizado eleitores que se abstiveram no primeiro turno.

“Muitas pessoas que não foram votar no primeiro turno, por algum desânimo, estão mais engajadas a decidir nessa eleição, a votar pelo acirramento que as pessoas estão vendo”, disse, acrescentando que os movimentos de apoio a Lula nas ruas da Paraíba têm sido constantes.

Postura independente do resultado

Questionado sobre como conduziria seu segundo mandato caso Lula não seja reeleito, Lucas Ribeiro adotou um tom pragmático.

Ele afirmou que, assim como governa para todos os 223 municípios da Paraíba independentemente da orientação política de seus prefeitos, espera que qualquer presidente eleito tenha o mesmo compromisso com a população.

“Qualquer presidente, governador que esteja sentado ali na cadeira, deve ter esse compromisso, acima de tudo, com a população brasileira”, declarou.

Renovação política com responsabilidade

Com 37 anos, Lucas Ribeiro é apontado como o mais jovem governador eleito do país.

Ao ser questionado sobre a ascensão de gestores jovens em diferentes espectros políticos, ele ponderou que a juventude, por si só, não é suficiente. “Não adianta juventude sem você ter o compromisso de fazer gestão, de servir as pessoas”, afirmou.

Para ele, o eleitorado paraibano reconheceu não apenas a renovação, mas também o histórico de entregas de seu governo.

“As pessoas confiaram no nosso trabalho por ter a esperança de renovação, da gente poder renovar a política, mas uma renovação com responsabilidade”, concluiu.

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