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Ucrânia: Casa Branca anuncia cessar-fogo localizado mediado por Melania Trump

23 October 2026 at 16:48

A Casa Branca anunciou, esta sexta-feira, que a primeira-dama norte-americana, Melania Trump, negociou um cessar-fogo localizado entre a Rússia e a Ucrânia, que deverá entrar em vigor em 29 de outubro na cidade de Oleshky.

Segundo um comunicado da Presidência norte-americana, a trégua destina-se a permitir a entrada de ajuda humanitária e a retirada de civis daquela cidade afetada pela guerra.

A Casa Branca explicou que Melania Trump tomou a iniciativa de estabelecer os contactos e que, juntamente com um representante, trabalhou diretamente com as lideranças russa e ucraniana para definir os termos do cessar-fogo.

O acordo anunciado limita-se à cidade de Oleshky, não abrangendo a totalidade da frente de combate entre os dois países.

Até ao momento, os governos da Rússia e da Ucrânia não comentaram o anúncio norte-americano nem confirmaram os termos do entendimento.

Situada junto ao rio Dniepre, que separa as forças ucranianas das tropas russas que ocupam a cidade, Oleshky enfrenta uma grave crise humanitária, marcada pela escassez de alimentos e medicamentos.

A cidade está há meses sem eletricidade, aquecimento ou água canalizada, enquanto as estradas de acesso se encontram minadas e repletas de veículos destruídos.

A presença constante de drones militares dificulta ainda mais a circulação e as operações de assistência à população.

Antes da invasão russa em grande escala, iniciada em 24 de fevereiro de 2022, Oleshky tinha cerca de 24 mil habitantes.

A cidade foi ocupada pelas forças de Moscovo logo no primeiro dia da ofensiva e sofreu posteriormente bombardeamentos e incêndios que destruíram edifícios e danificaram infraestruturas essenciais.

A situação agravou-se em junho de 2023, quando a destruição da barragem de Kakhovka provocou inundações devastadoras na região.

Atualmente, os civis que continuam em Oleshky enfrentam riscos crescentes de fome e doenças, numa altura em que se aproxima mais um inverno rigoroso.

As autoridades ucranianas têm apelado repetidamente à realização de um cessar-fogo localizado para organizar operações de retirada da população civil.

Até ao anúncio da Casa Branca, Moscovo não tinha assumido qualquer compromisso nesse sentido.

Ao abrigo do direito internacional humanitário, a Rússia, enquanto potência ocupante, tem a obrigação de assegurar que a população civil sob o seu controlo dispõe dos bens essenciais à sobrevivência.

“É uma reação natural do mercado a políticas erradas face ao contexto atual”, diz o deputado socialista Carlos Pereira

23 October 2026 at 16:12

O deputado socialista Carlos Pereira considera que a subida dos preços das casas em Portugal é uma consequência previsível das políticas de habitação adotadas pelo Governo da AD, sobretudo dos incentivos fiscais que, na sua perspectiva, estimulam a procura sem uma resposta equivalente do lado da oferta. “No meu ponto de vista não é nada surpreendente a forma como o mercado está a reagir. às políticas que o Governo da AD está a implementar.  Se olharmos bem para o que está a passar, e não é preciso ser expert em economia, basta ter bom senso, o que está a acontecer é que as políticas estão, sobretudo, como seria de esperar, a alimentar e a incentivar a procura, nomeadamente os benefícios fiscais que estão a ser implementados”, diz o deputado socialista Carlos Pereira ao Jornal Económico.

Carlos Pereira considera que os incentivos à aquisição de habitação não são acompanhados por um crescimento suficientemente rápido da oferta, o que limita os seus efeitos e agrava as dificuldades de acesso à habitação. “Essa inconstância leva ao aumento da procura, mantendo rígida, como é natural, a oferta, porque, como se pode imaginar, é muito difícil um crescimento da oferta na mesma rapidez que o crescimento da procura, com estes incentivos e estímulos”, acrescenta.

Os preços das casas, segundo dados do INE, registaram um aumento de 18,4% no segundo trimestre, em relação ao período homólogo, com o valor do metro quadrado a fixar-se nos 2.445 euros, o que significou uma subida de 4,6%, face ao primeiro trimestre. No período em análise foram transacionados 37.854 alojamentos, uma quebra homóloga de 9%, para 41.608 transações.

Perante este cenário, Carlos Pereira critica a orientação das medidas governamentais e defende uma mudança de prioridades na política de habitação. “O que está a passar é uma reação natural do mercado a políticas erradas face ao contexto atual. E o que esperamos, sinceramente, é que o Governo ponha a mão na consciência e perceba que o momento é difícil. A única forma de resolver este problema é encontrar medidas que ajudem, de facto, aqueles que têm mais dificuldade de pagar a casa e acelere, de facto, o que tem que ser feito, que é acelerar de forma significativa a construção de casas”, conclui o deputado socialista.

Habitação: Ministério Público abre inquérito a intervenção policial no Porto

23 October 2026 at 15:53

O Ministério Público abriu um inquérito relativamente à intervenção policial na manifestação pela habitação, no Porto, durante a madrugada de 15 de outubro, anunciou esta sexta-feira, 23 de outubro a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em resposta à Lusa, a PGR informou que o inquérito se encontra em investigação e está sujeito a segredo de justiça.

Conforme denunciado pelo Movimento pela Habitação, que está em protesto no Porto, durante a madrugada do dia 15 de outubro houve uma intervenção policial que causou ferimentos em 39 dos participantes.

“Estamos perante uma situação de emergência”, avisa Carlos Guimarães Pinto

23 October 2026 at 15:35

Carlos Guimarães Pinto defende que a solução para o problema da habitação passa pelo aumento da construção, considerando que, sem um reforço da oferta, os preços não irão baixar. “Enquanto não se construir habitação em quantidade suficiente para fazer baixar os preços, estes não vão baixar”, afirma o deputado da Iniciativa Liberal ao Jornal Económico.

Entre as medidas que considera prioritárias estão a aceleração dos licenciamentos, a alteração dos Planos Diretores Municipais (PDM) e a revisão da Lei dos Solos, de forma a disponibilizar mais terrenos para construção de habitação. O objetivo é criar condições para aumentar a oferta e responder à falta de casas no mercado.

Os preços das casas registaram um aumento de 18,4% no segundo trimestre, em relação ao período homólogo, com o valor do metro quadrado a fixar-se nos 2.445 euros, o que significou uma subida de 4,6%, face ao primeiro trimestre. No período em análise foram transacionados 37.854 alojamentos, uma quebra homóloga de 9%, para 41.608 transações.

O deputado considera que o problema deveria ter sido enfrentado com uma visão de longo prazo, alertando para a falta de resultados das medidas adotadas nos últimos anos. “Quando esta situação começou a ser discutida já se percebia que o problema só poderia ser resolvido se começássemos a pensar a longo prazo. Na altura, porém, ninguém se preocupou muito com isso. Preferiu-se apostar em pequenos paliativos, na tentativa de aliviar a situação no curto prazo”.

Perante a atual situação, Carlos Guimarães Pinto considera urgente avançar com medidas estruturais que permitam inverter a tendência. “Estamos perante uma situação de emergência e isso exige respostas urgentes. Temos, por isso, de acelerar os licenciamentos, disponibilizar mais terrenos para habitação e facilitar o acesso ao financiamento por parte da população. Se o fizermos, talvez daqui a três ou quatro anos comecemos a ver melhorias na situação”.

Cessar-fogo temporário em Oleshky. Cidade ucraniana ocupada pela Rússia

23 October 2026 at 16:27
A Rússia e a Ucrânia acordaram um cessar-fogo temporário em Oleshky para permitir a entrada de ajuda humanitária e a evacuação de civis, enquanto a guerra continua, persistem restrições à rede Starlink e as negociações de paz enfrentam profundas divergências.

Cessar-fogo temporário em Oleshky. Cidade ucraniana ocupada pela Rússia

23 October 2026 at 16:27
A Rússia e a Ucrânia acordaram um cessar-fogo temporário em Oleshky para permitir a entrada de ajuda humanitária e a evacuação de civis, enquanto a guerra continua, persistem restrições à rede Starlink e as negociações de paz enfrentam profundas divergências.

Netanyahu ameaça operação militar sem precedentes na Cisjordânia desde 1967 e Irão promete resposta

23 October 2026 at 15:25
Benjamin Netanyahu anunciou que Israel está a preparar uma operação militar de grande dimensão na Cisjordânia ocupada, que considera sem precedentes desde 1967. Entretanto, o Exército israelita ordenou a famílias palestinianas que abandonem as...

Pinto Luz mantém presidente do IHRU após polémica: esclarecimentos foram “suficientes”

23 October 2026 at 15:07
Miguel Pinto Luz anunciou esta sexta-feira que Benjamim Pereira vai continuar à frente do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), considerando “suficientes” os esclarecimentos prestados após a polémica sobre os sacrifícios das...

Livre questiona Governo sobre atrasos nas candidaturas ao prémio salarial de licenciados e mestres

23 October 2026 at 14:59

O Livre enviou, esta sexta-feira, um conjunto de perguntas dirigidas ao ministro da Educação, Ciência e Inovação sobre o pagamento do prémio salarial relativo aos anos de 2025 e 2026.

No documento, o partido detalha que “o prémio salarial de valorização das qualificações foi criado pelo Decreto-Lei n.º 134/2023, de 28 de dezembro, e regulamentado pela Portaria n.º 67-A/2024, de 22 de fevereiro”.

Este prémio “atribui aos jovens trabalhadores, até ao ano em que completam 35 anos, um incentivo financeiro anual pela obtenção do grau de licenciado ou de mestre. O valor é de 697 euros por ano no caso da licenciatura e de 1500 euros por ano no caso do mestrado, e é pago durante o número de anos correspondente ao ciclo de estudos”.

“Nos termos da Portaria, o pedido é apresentado através de formulário eletrónico até ao final de maio do ano seguinte àquele em que se verificam os pressupostos de atribuição”, recorda o Livre.

No entanto, segundo o partido “até à data, houve um único período de candidaturas, em 2024”.

“Em agosto de 2026, a Autoridade Tributária (AT) iniciou o pagamento do prémio correspondente a este ano a cerca de 41 mil beneficiários que apresentaram o pedido em 2024. Os jovens que concluíram os seus ciclos de estudos em 2024 e 2025 continuam, porém, sem poder apresentar novas candidaturas. A página do serviço no gov.pt, atualizada a 1 de setembro de 2026, informa que o serviço «já não está disponível» e que o prazo terminou em junho de 2024”, refere o Livre.

Assim, o partido pergunta sobre quais “diligências desenvolveu junto do Ministério das Finanças e da AT para assegurar a disponibilização do formulário relativo aos anos de 2025 e 2026?”.

Além disso, o Livre pretende também apurar “quantos diplomados de licenciatura e de mestrado, com graus atribuídos em 2024 e em 2025, estima que estejam potencialmente abrangidos pelo regime?”.

O partido quer saber igualmente “que medidas prevê o Governo para salvaguardar os direitos dos jovens que, por razões exclusivamente imputáveis à Administração, não puderam requerer o prémio? Incluem-se aqui os jovens cujo prazo de requerimento expirou e os que, entretanto, se aproximam do limite de idade de 35 anos”.

IL considera infelizes declarações do presidente do IHRU mas não pede a sua demissão

23 October 2026 at 14:16

A IL considerou, esta sexta-feira, infelizes as declarações proferidas pelo presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), mas não pediu a sua demissão, alegando que as respostas aos problemas do setor não passam por esse ato.

Esta posição foi tomada pelo líder parlamentar da Iniciativa Liberal, Mário Amorim Lopes, em declarações aos jornalistas, no Parlamento, numa reação às afirmações feitas pelo presidente do IHRU, Benjamim Pereira.

Na quinta-feira, em Vila Nova de Gaia, Benjamim Pereira disse não saber “se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício” da anterior, argumentando que os seus próprios avós emigraram “para poderem ter uma casa”.

Para o líder parlamentar da IL, essas declarações do presidente do IHRU “não foram felizes” e “o próprio já hoje o reconheceu”.

“A política serve precisamente para que as próximas gerações não tenham de fazer os sacrifícios dos nossos avós e dos nossos pais. Não quero que os meus filhos e que os filhos dos portugueses tenham de emigrar para amealhar dinheiro, para depois voltarem a Portugal e então conseguirem comprar uma casa”, salientou Mário Amorim Lopes.

Porém, para o presidente da bancada dos liberais, na atual conjuntura, “não se pode perder o foco do essencial” em relação ao setor da habitação.

“E, antecipando a pergunta se [o presidente do IHRU] deveria demitir-se, nós, na Iniciativa Liberal, não queremos cabeças a rolar, nós queremos gruas a funcionar. O problema do IHRU não é este presidente, vem de trás, vem de há muitos anos e nunca foi resolvido” contrapôs.

Mário Amorim Lopes apontou depois que há “bairros e habitações sociais completamente degradados que o IHRU não consegue manter”.

“Temos projetos de construção com dois, três, quatro e cinco anos à espera que o IHRU avance. O IHRU é um bom exemplo de um Estado que não funciona e que não é capaz de ajudar a resolver os problemas da habitação”, sustentou.

Ainda de acordo com o líder parlamentar da IL, Portugal tem “um Estado que possui dezenas de milhares de imóveis devolutos, que poderiam ser requalificados para que estarem no mercado com rendas acessíveis, com habitação acessível, a ajudar a resolver o problema, mas nada aconteceu”.

“Mais do que estarmos a apontar culpados importa começar a resolver esses problemas. E esse é o repto que lançamos e, infelizmente, não foi acolhido pelos restantes partidos no sentido de conversarmos sobre as matérias em relação às quais existe entendimento”, acrescentou.

Mário Amorim Lopes deixou ainda um conjunto de questões: “Alguém acha que os tempos de licenciamento são aceitáveis em Portugal, ou que a burocracia é aceitável em Portugal? Temos habitação pública suficiente para acomodar as necessidades que existem? Creio que não”, completou.

Na quinta-feira, o presidente do IHRU falou sobre as manifestações pela habitação que têm ocorrido sobretudo no Porto e em Lisboa. Questionado sobre se a geração atual está a ter menor sacrifício do que a geração anterior, Benjamim Pereira disse não querer ir “por esse caminho”.

“Só estou a dizer que os meus avós emigraram para o Brasil e para a Argentina para poderem ter uma casa. O meu pai emigrou durante 20 anos, sacrificou a vida”, prosseguiu.

Após pedir aos jornalistas para concluir o seu raciocínio, Benjamim Pereira disse que os seus familiares emigraram “porque a casa era, efetivamente, uma coisa muito importante para a sua vida, a sua base logística, como é hoje”.

“É preciso que haja um compromisso de todos. Reparem, os jovens podem organizar-se, fazer cooperativas”, afirmou.

Já hoje, em comunicado, o presidente do IHRU admitiu que foram infelizes as expressões que utilizara na véspera sobre a capacidade de sacrifício dos jovens e alegou que não teve intenção de desvalorizar as dificuldades na habitação ou sugerir a emigração.

“Embora sem qualquer intenção, aceito não ter sido feliz em todas as expressões que utilizei, mas acredito no que estou a fazer, acredito no caminho delineado pela tutela e dou todos os dias o meu melhor”, afirmou Benjamim Pereira.

Produtos tradicionais portugueses passam a ter proteção europeia contra imitação e contrafação

23 October 2026 at 12:56

Os produtos tradicionais portugueses passam a contar com uma proteção mais abrangente contra imitações e falsificações. O novo regime europeu de Indicações Geográficas (IG) permite proteger, nos 27 Estados-Membros da União Europeia, o nome de produtos artesanais e industriais cuja qualidade, reputação ou características estejam associadas à sua origem geográfica.

A medida resulta do Regulamento (UE) 2023/2411, aplicável desde 1 de dezembro de 2025, e foi concretizada em Portugal através do Decreto-Lei n.º 194/2026, de 25 de setembro.

Até agora, a proteção europeia das indicações geográficas abrangia sobretudo produtos agrícolas, alimentos, vinhos e bebidas espirituosas. Com as novas regras, estende-se também ao artesanato e à indústria tradicional, criando mecanismos para combater a utilização indevida de nomes protegidos e a comercialização de produtos contrafeitos.

Que produtos tradicionais portugueses podem beneficiar desta proteção?

O novo sistema europeu abrange diferentes categorias de produtos artesanais e industriais, nomeadamente:

  • Bordados e rendas tradicionais;
  • Cerâmica e olaria;
  • Joalharia, ourivesaria e filigrana;
  • Tecelagem e produtos têxteis;
  • Vidro e cestaria;
  • Outros produtos industriais e artesanais associados a uma região.

Um dos primeiros exemplos desta nova proteção são os Lenços de Namorados do Minho, que, em maio de 2026, se tornaram o primeiro produto artesanal português registado como Indicação Geográfica ao abrigo do novo regime europeu.

Segundo o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), este reconhecimento protege a ligação entre o produto, a região de origem e os conhecimentos tradicionais associados à sua produção.

Portugal destaca-se ainda pelo número de candidaturas apresentadas. De acordo com os dados divulgados pelo INPI em setembro de 2026, dos 45 nomes existentes no sistema, 24 já estavam registados ao nível europeu.

Importa, contudo, distinguir os produtos que podem beneficiar do novo regime daqueles que já obtiveram efetivamente o registo europeu.

O que muda para os consumidores?

A principal vantagem é a possibilidade de identificar com maior segurança os produtos tradicionais autênticos e distingui-los de imitações.

Na prática, a proteção europeia permite:

  1. Combater a contrafação

Os nomes registados passam a estar protegidos contra utilizações indevidas, dificultando a comercialização de imitações que procuram aproveitar a reputação de produtos tradicionais.

  1. Garantir maior transparência sobre a origem

A Indicação Geográfica estabelece uma ligação entre o produto e uma determinada região, permitindo ao consumidor conhecer melhor a sua proveniência.

  1. Reforçar a confiança na compra

A existência de regras de produção e mecanismos de controlo ajuda a distinguir produtos que cumprem os requisitos da indicação geográfica.

  1. Valorizar a produção tradicional

O reconhecimento europeu contribui para preservar técnicas e conhecimentos transmitidos entre gerações, apoiando os produtores e as economias locais.

A proteção não significa, porém, que todos os produtos tradicionais estejam automaticamente certificados ou que o registo constitua uma garantia absoluta de qualidade individual.

Como saber se um produto tradicional português é autêntico?

Antes de comprar um produto artesanal, especialmente através de lojas online ou marketplaces, é importante verificar alguns elementos.

Confirme se o produto apresenta uma indicação geográfica efetivamente registada e se o produtor está autorizado a utilizá-la. Consulte também a identificação do fabricante, a origem anunciada e as características descritas.

Por outro lado, desconfie sempre de produtos comercializados como tradicionais ou certificados quando o vendedor não apresentar informação clara sobre a sua proveniência. A utilização de expressões como artesanal, tradicional ou português não significa, por si só, que o produto tenha uma Indicação Geográfica protegida.

O consumidor pode consultar informação oficial sobre os registos através do INPI e dos serviços europeus de propriedade intelectual.

A proteção também se aplica às compras online?

Sim. O novo enquadramento prevê mecanismos de fiscalização da utilização das indicações geográficas também no comércio eletrónico.

Em Portugal continental, a fiscalização da utilização das indicações geográficas no mercado cabe à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), existindo entidades competentes nas regiões autónomas.

Esta proteção é particularmente relevante porque os produtos tradicionais podem ser vendidos através de plataformas digitais, muitas vezes sem informação suficiente sobre a sua origem.

A utilização abusiva ou fraudulenta de indicações geográficas pode dar origem às consequências previstas na legislação de propriedade industrial.

Antes de comprar, pesquisa também a reputação da marca

A proteção da origem é um elemento importante para a confiança, mas não substitui a necessidade de avaliar a experiência de compra.

Antes de adquirir um produto tradicional português, sobretudo numa loja online, é aconselhável verificar a reputação do vendedor, as condições de entrega, as políticas de devolução e o apoio prestado ao cliente.

No Portal da Queixa, pode pesquisar marcas, consultar experiências partilhadas por outros consumidores e analisar indicadores de reputação, como o Índice de Satisfação, a taxa de resposta e a taxa de solução. Estes indicadores ajudam a compreender a forma como uma marca se relaciona com os seus clientes, complementando a informação sobre a autenticidade do produto.

 

Estudantes bloqueiam escolas em Lisboa contra custo de vida e habitação

By: Lusa
23 October 2026 at 11:55

Centenas de estudantes estão a bloquear esta sexta-feira duas escolas secundárias em Lisboa para exigir melhor educação, mas também em protesto pelo aumento do custo de vida e pela crise na habitação, que dizem estar a “destruir-lhes o futuro”.

“Ocupamos as ruas para exigir habitação, ocuparemos as escolas para exigir educação” é o mote do protesto que hoje mobilizou centenas de alunos da Escola Artística António Arroio e do Liceu Camões.

Santiago Carrilho é um dos muitos estudantes que hoje está do lado de fora dos portões da Escola Secundária Camões, que foi bloqueada num protesto por quem teme “um futuro sem condições”.

“Temos o custo de vida a aumentar cada vez mais, a habitação a aumentar cada vez mais, as escolas sem condições. Estão a destruir-nos o futuro e Luís Montenegro decide fechar os olhos perante o que se passa no país“, disse à Lusa Santiago Carrilho, do movimento estudantil Chumbado.PT.

A pouco mais de um quilómetro de distância, cerca de duas centenas de alunos protestam também em frente à Escola Artística António Arroio pelos mesmos motivos.

“As duas escolas estão bloqueadas, sem aulas, com o apoio dos funcionários e dos professores, porque esta é uma causa comum que afeta toda a gente, não apenas os jovens”, acrescentou Raul Noetzold, aluno e associado do movimento Chumbado.PT.

Os estudantes exigem um aumento do investimento nas escolas que permita fazer obras de requalificação, que acabe “com o frio no inverno e o calor no verão”, acrescentou Maria Fonseca em declarações à Lusa, lembrando que “ainda há alunos que neste momento continuam sem professores”.

Os estudantes pedem melhores condições nas escolas e no acesso ao ensino superior e acreditam que as ações de hoje poderão “plantar a semente e alargar os bloqueios a escolas no resto do país“, acrescentou Santiago Carrilho.

“Planeamos ficar aqui até às 18h00, hora de fecho da escola, mas ao longo da semana queremos ocupar cada vez mais escolas, cada vez mais ruas, cada vez mais praças“, acrescentou, explicando que o protesto de hoje pretende também mobilizar para a manifestação pela habitação, marcada pela Acampada de Lisboa que irá acontecer no sábado em Lisboa.

Os estudantes protestam também pelo agravamento do custo de vida e exigem medidas a nível climático e internacional, exigindo o fim do investimento na guerra e um reforço de medidas que garantam a transição energética.

As ações de bloqueio desta sexta-feira foram organizadas pelo movimento Chumbado.PT e pelo Estudantes pelo Fim ao Fóssil. “Hoje ocupámos as escolas, amanhã ocupamos as ruas“, garantiu Santiago Carrilho.

Presidente do IHRU admite que não foi “feliz” nas suas declarações sobre habitação. Jovens “fazem-nos muita falta”

23 October 2026 at 11:17

O presidente do IHRU, Benjamim Pereira, admitiu esta sexta-feira que não foi “feliz em todas as expressões” que utilizou esta quinta-feira, quando sugeriu falta de capacidade de sacrifício dos jovens para comprar casa e afirmou que as gerações anteriores emigraram para ter habitação. Benjamim Pereira reforça que “em momento algum disse que os jovens não tinham dificuldades ou que não estavam a sofrer consequências com a carência de habitação“, rejeitando que tenha apelado à emigração ou qualquer “saudosismo” em relação aos “sacrifícios de outrora”

“Embora sem qualquer intenção, aceito não ter sido feliz em todas as expressões que utilizei, mas acredito no que estou a fazer, acredito no caminho delineado pela tutela e dou todos os dias o meu melhor, colocando ao serviço dos portugueses a minha experiência profissional e política adquirida ao longo de anos de trabalho e de serviço público”, adiantou o presidente do IHRU em comunicado.

O comunicado divulgado esta sexta-feira de manhã surge na sequência das declarações que fez na quinta-feira sobre a disponibilidade de compromisso dos jovens para adquirirem casa. As palavras do presidente do IHRU levantaram uma onda de críticas, com o próprio ministro da Habitação, Miguel Pinto Luz, a considerar que as declarações de Benjamim Pereira foram infelizes.

“O que fiz foi um paralelismo com o passado, evidenciando através de um exemplo pessoal, que a habitação sempre foi um problema neste país e que os portugueses sempre valorizaram e se sacrificaram muito para poderem ter uma habitação própria. Quando digo que se sacrificaram, é com tristeza que o constato, e não com algum tipo de saudosismo”, acrescentou, reforçando que, “como é evidente, não se pode exigir aos jovens de hoje os sacrifícios de outrora, o que significaria que nada tínhamos conseguido melhorar em mais de 50 anos de democracia”.

O presidente do IHRU diz ainda que não foi referido nas notícias o respeito que referiu ter pelo direito de manifestação e a compreensão pelas exigências dos manifestantes. “Muito menos aludi, em momento algum, à emigração”, argumenta. “Muito pelo contrário, não tivesse eu sofrido na pele a ausência dos familiares, exatamente nesse contexto de exigência que os forçou a sair. Os nossos jovens fazem-nos muita falta, são desejados e têm sido permanentemente convidados a ficar, assim como outros que outrora saíram têm sido convidados a regressar”, defende.

Benjamim Pereira destacou ainda as medidas que o Governo tem vindo a tomar para apoiar os jovens “na habitação, mas não só, através do IRS Jovem, das garantias públicas, da isenção de IMT e do Imposto de Selo, diga-se, aliás, com enorme sucesso”, defendeu.

“A instituição que lidero tem feito um esforço gigantesco para lutar precisamente contra este flagelo da carência habitacional, e os seus trabalhadores têm sido inexcedíveis“, adianta ainda no mesmo comunicado, referindo a superação das metas do PRR, com 31.700 fogos. “Aquilo que nos move é a certeza de que só unidos, jovens e menos jovens, Estado e sociedade civil, municípios e empresas, conseguiremos debelar este flagelo que nos atinge”, conclui.

Município de Silves reforça apoio à intervenção precoce na infância

23 October 2026 at 11:15

O Município de Silves reforçou o apoio financeiro à resposta social «Bem Crescer», assegurada pelos Amigos dos Pequeninos, IPSS, através

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RCZ Vision mostra para onde a Peugeot quer levar os seus EV

23 October 2026 at 11:14
A Peugeot mostrou o coupé RCZ eléctrico, que revela tudo o que a marca pretende lançar no mercado num futuro próximo. O protótipo exibe uma nova linguagem estilística e anuncia carga muito rápida.

O RCZ de 2009 está de volta, mas 100% eléctrico e mais estilizado, antecipando a nova linguagem estilística da Peugeot
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