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Estrutura submersa gigantesca em Okinawa já foi ligada aos maias e é chamada de ‘Atlântida’ do Japão

23 October 2026 at 22:18

Na costa oeste do Japão, na região de Okinawa, existe uma pequena ilha que guarda um mistério milenar sob suas águas. A formação arqueológica ou monumento de Yonaguni é um dos pontos turísticos mais curiosos do país, com seus ângulos retos e sua estrutura de base piramidal que parece ter sido construída por mãos humanas.

Com idade estimada de mais de 10 mil anos, as plataformas rochosas só foram descobertas em 1987 por um mergulhador que explorava a região a 25 metros da superfície. Elas se estendem por 50 metros de comprimento e 20 de largura, com degraus de diferentes alturas, passagens secretas entre as pedras e uma entrada que parece um portal para outro mundo.

Até hoje, a formação carrega o nome de “Atlântida japonesa”, em referência à civilização mítica descrita por Platão (428 a.C. – 347 a.C.) que teria sido tomada pelas águas. Muitos a relacionam ao continente perdido de Mu, cuja lenda surgiu quando um arqueólogo francês tentou interpretar tábulas maias; a similaridade dos degraus em pirâmide só contribui para a associação.

Mas a quase 40 anos de sua descoberta, o que a ciência já concluiu sobre o monumento de Yonaguni? Existe verdade por trás das especulações? Confira a seguir:

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Um achado “avassalador”

Em entrevista ao jornal britânico The Times, o instrutor de mergulho Kihachiro Aratake relembra como se sentiu ao encontrar a gigantesca estrutura submersa. Ele estava em busca de locais atraentes para levar turistas em suas expedições, e acabou encontrando algo muito além de suas expectativas.

“Naqueles tempos, o oceano era muito transparente. E olhando para baixo, parece que eu estava nadando sobre Machu Picchu“, descreve. As linhas extremamente retas com degraus em ângulos de 90º não pareciam nenhuma outra formação subaquática: “Fiquei tão maravilhado. Nunca tinha visto nada como aquilo.”

Para proteger seu negócio de outros guias turísticos, Aratake manteve o local em segredo por anos enquanto o explorava com sua equipe. Até hoje, aos 78 anos, o mergulhador acredita que aquilo não poderia ter sido criado somente por processos naturais.

“O que nós encontramos é algo que nunca existiria só com o poder da natureza”, opina.

A ciência entra em campo

A descoberta não ficou escondida por muito tempo. Foi o geólogo Masaaki Kimura que começou a investigar com rigor de pesquisa o monumento de Yonaguni, com mergulhos feitos por ele próprio, além de robôs exploradores que catalogaram o relevo. O especialista em terremotos vive em Okinawa e leciona na Universidade de Ryukus, próxima à ilha.

A partir das fotos tiradas por ele, sua conclusão inicial foi a mesma de Aratake: tinha de ser uma construção humana. Em livro publicado em 1991, ele descreve o que parecia “um gigante castelo ou templo, com muitos outros templos menores; um estádio, uma rotatória e um sistema de estradas que os conecta”.

Kimura especulou que se tratava de uma “provável civilização megalítica antiga, uma cidade ancestral sob o mar”. Sua teoria a conecta com o mito do continente de Mu, o que atraiu muitos teoristas da conspiração e pseudoarqueólogos (estudiosos de história fictícia) para Yonaguni.

Um dos entusiastas destes mitos, o geólogo Robert Shoch, aprendeu a mergulhar apenas para explorar o achado e coletar amostras rochosas. Anteriormente, o mesmo pesquisador havia apoiado a teoria de que a Grande Esfinge no Egito foi construída durante a era do gelo.

No entanto, suas conclusões contrariaram a narrativa que havia tornado a ilha tão popular. Em seu site pessoal, ele argumenta “com convicção” que o monumento é “primariamente resultado de processos geológicos e geomorfológicos naturais”.

Por mais difícil que seja para alguns aceitarem, depois de estudar com cuidado o monumento de Yonaguni eu preciso dizer que eu não acredito que seja uma estrutura artificial, feita por humanos. De fato, é uma estrutura absolutamente incrível, que vale a pena ver, mas devo concluir que, baseado em todas as evidências, é uma estrutura primariamente natural.

Robert Schoch

Os argumentos apresentados por ele incluem a natureza das rochas de Yonaguni acima e abaixo da superfície do mar, “que se quebram com facilidade tanto em planos verticais quanto horizontais e formam naturalmente a aparência de degraus”. As pedras são feitas de arenito, material compatível com o solo marítimo.

O monumento seria, então, simplesmente resultado de uma elevação no leito rochoso do fundo do oceano, que se quebrou em ângulos curiosos, mas orgânicos. Em um documentário no YouTube, Schoch ainda detalha que os detritos e algas grudadas às rochas fazem as plataformas parecerem mais retas e angulares do que realmente são.

Na entrevista ao veículo inglês, o instrutor de mergulho Aratake reconhece o debate científico em torno da formação rochosa, mas afirma: “Nenhum deles consegue dizer com certeza o que é. Falando como o primeiro a encontrar e dar nome a esse monumento, acredito que isso nunca será resolvido. E eu gosto quando eles discutem.”

Ele passou a vida desmascarando médiuns, levou um soco de um estudante e morreu no Halloween — A história de Houdini, o mágico mais famoso da história

23 October 2026 at 10:42

Harry Houdini, considerado o mágico mais famoso do mundo, morreu há 100 anos, no Halloween de 1926. Famoso por desafiar os limites da própria vida, ele realizava feitos extraordinários, como escapar de caixas trancadas e libertar-se de correntes e cadeados. Mas, por trás de suas façanhas, sua morte também é envolta em enigmas.

Segundo um artigo publicado pela editora da Universidade de Yale, o mágico morreu 10 dias depois de levar um soco no estômago. O golpe foi desferido pelo estudante universitário J. Gordon Whitehead, que queria testar a teoria de que Houdini suportava golpes fortes no estômago.

Ele já estava se sentindo mal no dia anterior, e a pancada só piorou a situação, o que causou uma apendicite aguda. Antes de ser operado, no dia 25 de outubro, o cirurgião constatou que o apêndice rompido teria derramado pus bacteriano na cavidade abdominal, uma condição conhecida como peritonite.

Mas a morte do mágico, derivada dessa condição, desperta dúvidas em estudiosos e pesquisadores. Adam Begley, autor do artigo publicado pela Universidade de Yale, afirma que a apendicite é causada por infecção bacteriana, não por um soco no estômago. Quanto à ideia de que o punho de Whitehead possa ter rompido o órgão, a cronologia descarta essa possibilidade: nem mesmo Houdini sobreviveria nove dias com o apêndice rompido.

Na época da morte, o mágico estava envolvido em uma cruzada “antiespiritismo”, em que tentava desmascarar o espiritismo, classificando médiuns como fraude. Espiritualistas enfurecidos haviam profetizado sua morte e, quando ele morreu no Halloween, rapidamente reivindicaram a autoria do crime.

Pacto de comunicação com a esposa

Anos antes de sua morte, Houdini e a esposa, Bess Houdini, fizeram um pacto sobrenatural. Segundo a Biblioteca do Congresso dos EUA, o casal prometeu que quem morresse primeiro tentaria contatar o outro do além. Mas o pacto seria quebrado caso não fosse estabelecido ao longo de 10 anos.

No dia 31 de outubro de 1936, Bess realizou uma última sessão espírita, que foi gravada da sacada do Hotel Knickerbocker, em Hollywood.

Sobre uma mesa, um par de algemas trancadas repousava sobre uma almofada de seda, ao lado de um trompete e um pandeiro. Perto dali, uma plateia de 300 pessoas, selecionadas apenas por convite, se amontoava em uma arquibancada, aguardando para ver se os mortos voltariam à vida.

De acordo com a transcrição feita pela Biblioteca do Congresso, Bess anunciou que havia perdido a esperança, dizendo: “Minha última esperança se foi. Não acredito que Houdini possa voltar para mim ou para qualquer outra pessoa… Agora, acredito firmemente que a comunicação com espíritos, em qualquer forma, é impossível.”

Bess não tentou mais contato com seu falecido marido depois disso e, mais tarde, reconheceu que havia sido um longo período de tentativas, dizendo: “Dez anos é tempo suficiente para esperar por qualquer homem”.

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