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Simone passa por cirurgia para retirar excesso de pele: ‘Vergonha’

23 October 2026 at 18:37

Simone Mendes surpreendeu os seguidores ao revelar que passou por um novo procedimento estético. Após realizar uma rinomodelação em setembro, a cantora sertaneja decidiu realizar uma cirurgia para retirar o excesso de pele das pernas.

De acordo com ela, a necessidade surgiu após seu processo de emagrecimento, em que perdeu cerca de 30 a 35 kg. Em um vídeo publicado em seus stories do Instagram, a irmã de Simaria afirmou que o problema afetava a sua autoestima.

“Eu fui em Fortaleza na segunda-feira e fiz uma cirurgia que foi a retirada de pele da coxa, um lifting de coxa. Era o meu sonho. Quando eu cheguei quase aos 90 kg, eu estourei algumas estrias no interno de coxa, então a musculatura não funcionava mais, eu perdi a elasticidade. Era muita pele, muita, muita pele”, disse ela.

Simone desabafou que o excesso de pele causava insegurança ao usar roupas curtas. “Sempre tive vergonha de pôr short e toda vez que usava tinha que usar três, quatro meias-calças para ficar confortável e ficava com a autoestima baixa”, contou.

Por fim, a cantora disse que pausou a agenda de shows e que separou alguns dias para descansar e cuidar de si mesma. “Agora estou aqui de repouso, bem bonitinha. Tirei esses dias para poder justamente cuidar de mim”, finalizou.

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Entenda como funciona a nova vacina “personalizada” contra câncer de pele

23 October 2026 at 17:02

Uma vacina terapêutica personalizada reduziu em 42% o risco de retorno do câncer de pele melanoma ou de morte, quando combinada ao medicamento Keytruda, em comparação com o uso isolado da imunoterapia.

O resultado é de um estudo clínico de fase 3 com 1.137 pacientes que tiveram tumores removidos cirurgicamente. Os dados detalhados foram divulgados pelas empresas farmacêuticas Merck e Moderna, responsáveis pelo desenvolvimento da vacina, na última quinta-feira (22).

A terapia, chamada “intismeran autogene”, também identificada como V940 ou mRNA-4157, utiliza RNA mensageiro para estimular o sistema imunológico a reconhecer características específicas do tumor de cada paciente.

Ela foi testada em combinação com o pembrolizumabe, princípio ativo do Keytruda, medicamento que atua no sistema imunológico para ajudar o organismo a combater o câncer.

O estudo de fase 3, chamado “INTerpath-001”, avaliou pacientes com melanoma cutâneo em estágios de IIB a IV após a remoção completa do tumor. Os participantes receberam a combinação da terapia experimental com o Keytruda ou apenas o medicamento.

Como funcionou o tratamento

Após acompanhamento mediano de 24,6 meses, os pesquisadores observaram que a combinação reduziu em 42% o risco relativo de recidiva ou morte, em comparação com o uso isolado do Keytruda.

O risco de metástase à distância ou morte também foi 38% menor no grupo que recebeu a terapia personalizada.

Aos dois anos, 82,2% dos pacientes tratados com a combinação estavam vivos e sem recorrência da doença, ante 70% entre aqueles que receberam apenas o Keytruda.

No indicador que considera a ausência de metástases à distância ou morte, os índices foram de 88,5% e 80,2%, respectivamente.

Os resultados indicam um benefício adicional da terapia experimental em relação à imunoterapia isolada. No entanto, a redução de 42% se refere ao risco relativo de recidiva ou morte, e não significa que 42% dos pacientes foram curados.

Tratamento é personalizado para cada paciente

A intismeran autogene é uma terapia baseada em mRNA desenvolvida para identificar alterações específicas presentes no tumor de cada pessoa.

A proposta é estimular o sistema imunológico a reconhecer essas características e reagir contra as células cancerígenas.

Diferentemente das vacinas preventivas, que buscam evitar determinadas infecções ou doenças, essa abordagem é terapêutica: é destinada a pessoas que já tiveram o diagnóstico de câncer e passaram pela retirada cirúrgica do tumor.

O Keytruda, por sua vez, é uma imunoterapia que bloqueia a ação da proteína PD-1, mecanismo utilizado por alguns tumores para escapar das defesas do organismo.

Resultados ainda não comprovam aumento da sobrevida geral

Apesar dos resultados positivos em relação à recorrência e às metástases, os dados de sobrevida geral ainda não são conclusivos. O estudo continua em andamento para avaliar esse e outros desfechos clínicos.

A combinação também apresentou efeitos adversos relacionados ao tratamento em 95,8% dos pacientes, ante 90% no grupo que recebeu apenas o Keytruda.

Eventos adversos graves, classificados entre os graus 3 e 5, foram registrados em 14,2% dos participantes que receberam a combinação e em 13,4% dos que receberam somente a imunoterapia.

As empresas informaram que não foram identificados novos sinais de segurança.

A terapia personalizada ainda é investigacional. As empresas informaram que estão dialogando com autoridades regulatórias sobre os próximos passos para uma possível solicitação de aprovação.

Portanto, os resultados do estudo não significam que a vacina já esteja autorizada para uso clínico.

No Brasil, ainda não há previsão de chegada do imunizante. A CNN Brasil entrou em contato com as farmacêuticas e com a Anvisa, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

*Sob supervisão de Manuella Dal Mas

Novo tratamento contra câncer é alvo de estudo de cientista brasileiro

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