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Regime de Aleksandar Vucic arrisca chegar ao fim 14 anos depois

24 October 2026 at 16:00

Dois anos de protestos praticamente ininterruptos – que começaram com um desabamento numa estação de caminhos de ferro em Novi Sad que provocou vítimas mortais e que levou a acusações de corrupção a membros do governo – marcam a envolvente das eleições antecipadas na Sérvia. O país, que está formalmente às portas da União Europeia desde dezembro de 2009, pode derivar inesperadamente do sentido que o seu político mais famoso (e de muito longe o mais influente), Aleksandar Vucic, imprimiu desde que chegou à órbita do poder no longínquo ano de 2012.

As sondagens indicam uma proximidade que há dois anos era impossível entre o Partido Progressista Sérvio (SNS), de Vucic e a chamada Lista Estudantil, que emanou diretamente dos prolongados protestos, liderados desde a primeira hora pelos universitários. A sondagem mais recente indica que o SNS se mantém à frente, com 45% das intenções de voto, pouco mais que os 42,5% da Lista Estudantil – uma ‘amálgama’ ideologicamente plural que tem como desígnio principal fazer ascender ao poder a real vontade popular. A própria formação da lista teve uma base popular e os seus componentes são principalmente estudantes e operários.

Reconhecendo-lhes capacidade para se interporem no seu tão laboriosamente estudado caminho político, Aleksandar Vucic renunciou ao cargo de presidente da Sérvia (para o qual foi eleito à primeira volta em 2017) para voltar a ‘meter as mãos na massa’ e concorrer a primeiro-ministro, função que ocupou a partir de 2014. Desde logo, nota-se ali a evidência de que o SNS não quis, ao cabo de tantos anos de poder, encontrar uma alternativa que pudesse convocar os sérvios a manter o seu ‘casamento’ com o partido. Disso está a aproveitar-se a Lista Estudantil, que insiste na necessidade imperiosa de uma mudança, quanto mais radical melhor.

 

As expectativas da UE

A União Europeia tem-se mostrado repetidamente preocupada com a ‘democraticidade’ do regime de Vucic e não tem a certeza de que estejam reunidas condições necessárias e suficientes para uma auscultação lícita da vontade popular. Observadores da missão da UE na Sérvia, delegações da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (PACE) e do Gabinete para as Instituições Democráticas e os Direitos Humanos da OSCE, destacaram recentemente que as eleições vão ser realizadas num ambiente caracterizado por profunda polarização entre o governo populista e a oposição.

A União não o diz abertamente, mas tudo leva a crer que uma mudança do regime seria a melhor notícia para a Comissão Europeia e para o Conselho Europeu – liderado por António Costa, que, recorde-se, quando assumiu a presidência daquele órgão, afirmou que o alargamento era uma das suas prioridades. Ora, com Vucic já todos perceberam que os desentendimentos entre a Sérvia e o Kosovo – que declarou unilateralmente a independência em 2008 e também está às portas da União (formalmente desde dezembro de 2022) – são insanáveis. Objetivamente, essa insanabilidade implica que nenhum dos dois países chegue a entrar no bloco.

Pior ainda, Vucic tem dado mostras de não querer – ou de não conseguir – largar o lastro que o acorrenta aos interesses externos da Rússia. A Sérvia é um dos raros países candidatos à União Europeia que se recusa categoricamente a aderir às sanções económicas ocidentais contra o país que invadiu a Ucrânia – mesmo sob forte pressão de Bruxelas e de Washington. Vucic sustenta repetidamente que impor sanções a Moscovo violaria os interesses nacionais da Sérvia e a sua independência económica e tem negociado diretamente com Vladimir Putin e com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, acordos de fornecimento estável e preferencial de gás natural através da estatal russa Gazprom. O Kremlin tem vindo a reforçar a narrativa de Vucic nas vésperas das eleições, validando as alegações do governo sérvio de que os protestos da oposição seriam tentativas ocidentais de desestabilização do país. Para a Rússia, o modelo dos protestos na Sérvia replica o cenário que levou à mudança de regime na Ucrânia em 2014.

O negociador que libertou um refém por mil palestinianos

24 October 2026 at 15:55
A negociação com o Hamas para libertar o soldado Shalit em 2011. Uma espera a Witkoff na casa de banho. E o apelo a Trump: “Tem de dizer a Netanyahu: ‘Termina com isto!’” Entrevista a Gershon Baskin.

© JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Rússia promete responder com firmeza a expulsão de diplomata da Moldávia

24 October 2026 at 15:41

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia prometeu hoje uma resposta "firme e contundente" à expulsão de um diplomata russo da Moldávia.

 

"Esta decisão das autoridades moldavas faz parte de uma política antirrussa e destrutiva do Governo de Chisinau", afirmou a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, num comunicado.

Acrescentou que a Moldávia procura "a destruição total das relações russo-moldavas, que remontam a séculos atrás, e a rutura dos laços entre os povos dos dois países".

Segundo Zakharova, "estas ações hostis do Governo moldavo não ficarão sem resposta por parte da Rússia, que agirá de forma firme e contundente".

Na véspera, a Moldávia anunciou que declarou 'persona non grata' um funcionário da embaixada russa, em resposta à violação do seu espaço aéreo por um drone.

O Ministério da Defesa moldavo tinha informado anteriormente que, na sexta-feira, um aparelho não tripulado embateu contra uma habitação na localidade de Chistelnita, no distrito de Telenesti.

Segundo o ministério da Defesa, esta semana foram também registadas outras duas violações do espaço aéreo desta antiga república soviética, que já por várias vezes acusou Moscovo de permitir a entrada de drones no seu território, situado junto à fronteira com a Ucrânia.

Leia Também: Rússia ameaça usar tudo para defender Kaliningrado. "Guerra será curta"

Itália está em alerta máximo devido a manifestações

24 October 2026 at 15:33

Itália está este sábado, 24, em alerta máximo, com o reforço da segurança nas principais cidades, uma semana depois de os tumultos e pilhagens no norte do país.

As autoridades reforçaram o policiamento, enquanto as lojas de Roma e Milão, sobretudo as que vendem artigos de luxo, protegeram as suas montras com placas de madeira e chapas metálicas, prevendo novos ataques, descreve a agência noticiosa espanhola EFE.

Alguns estabelecimentos, como o centro comercial La Rinascente, em Milão, vão fechar às 15h00, antes das manifestações, previstas para começarem às 15h30 locais (14h30 em Portugal).

As medidas de segurança incluem pontos de controlo policial, aumento da vigilância nas estações ferroviárias e nos centros das cidades e o destacamento de mais 500 militares em Milão.

O presidente da Câmara de Milão, Giuseppe Sala, afastou a “militarização da cidade” e pediu aos comerciantes que mantenham as lojas abertas.

Já a Embaixada dos Estados Unidos em Itália emitiu também um alerta de segurança devido ao risco de novas manifestações em Milão e noutras grandes cidades italianas.

A embaixada recomendou ainda que os cidadãos acompanhassem as notícias, abandonassem zonas próximas de protestos e evitassem ajuntamentos e multidões.

A pressão policial intensificou-se desde sexta-feira com uma operação coordenada pela polícia italiana, que permitiu identificar cerca de uma centena de pessoas, 51 das quais menores de idade, por estarem alegadamente ligados aos distúrbios e roubos ocorridos no fim de semana anterior.

Durante as operações, os polícias apreenderam facas, tacos de basebol, artigos alegadamente roubados de lojas e garrafões de gasolina.

Os incidentes ocorreram à margem de uma manifestação pacífica contra o aumento do custo de vida, quando grupos de jovens mascarados começaram a vandalizar o centro da cidade e a saquear vários estabelecimentos comerciais.

Hoje, as medidas de segurança foram alargadas a cerca de 20 cidades, com especial atenção para Milão, Como e Monza, no norte do país, devido à possibilidade de novas manifestações.

De acordo com a EFE, um dos principais desafios para as forças de segurança é a imprevisibilidade das manifestações, uma vez que o “Movimento 17 de outubro” anunciou na sexta-feira o cancelamento de pontos de encontro previamente divulgados para dificultar a ação policial, através de uma estratégia denominada “seja água”.

A estratégia consiste em publicar três pontos de encontro provisórios nas redes sociais apenas 30 minutos antes do início das marchas e depois ir para outro local que não tinha sido divulgado.

Segundo a EFE, as autoridades mantêm a máxima vigilância nas redes sociais e nos canais de mensagens do grupo, uma vez que nenhuma das convocatórias do “Movimento 17 ottobre”, que surgiu depois das manifestações no fim de semana, têm uma autorização oficial.

No dia 17 de outubro, Itália viveu um dia de protestos em várias cidades contra o custo de vida e os baixos salários, entre outras reivindicações, que resultaram em confrontos em Milão e no anúncio de uma greve geral para 20 de novembro.

Após os distúrbios, o Governo aprovou esta semana um decreto-lei, com efeitos imediatos, que endurece as sanções para atos violentos, com especial enfoque na delinquência juvenil.

A lei introduz um novo crime relacionado com a participação em grupo em atos violentos, punível com até cinco anos de prisão e multas até 20.000 euros, com agravantes no caso de os envolvidos usarem máscaras ou causarem ferimentos.

Protesto em França. Mais de 130 detidos e 136 ações contra ordem pública

24 October 2026 at 15:26

Mais de 130 pessoas foram detidas hoje em França, em dia de protesto, a maioria por transportar objetos que podiam ser usados como arma, anunciou o Governo francês.

 

"Um grande número destas detenções [135] está relacionado com o controlo de multidões e com a descoberta de equipamentos destinados a serem utilizados como armas", explicou o ministro do Interior, Laurent Nuñez, indicando que se contabilizaram 35.000 manifestantes nas principais cidades.

Até às 13h00 locais (menos uma hora em Lisboa), as forças de segurança francesas tinham registado 136 ações contra a ordem pública, por oposição às 264 registadas à mesma hora no sábado anterior, o que resultou em 135 detenções, informou o ministro do Interior.

De acordo com este ministério, foram apreendidos "objetos potencialmente perigosos", incluindo morteiros e bolas de petanca (esferas metálicas), durante as verificações nas entradas e nas imediações das manifestações.

O ministro francês do Interior, Laurent Nuñez, indicou que, entre as 136 ações registadas, não foi reportado qualquer incidente grave.

De acordo com o governante, as forças de segurança e as câmaras municipais mantêm operações de vigilância para prevenir distúrbios e garantir o cumprimento das proibições.

"Sabemos que provavelmente haverá grupos dispersos que tentarão provocar incidentes", alertou Nuñez em declarações divulgadas pelo canal francês de televisão BFMTV, referindo-se a eventuais ataques contra empresas, instituições e forças de segurança.

Em relação ao número de manifestantes, no último sábado, marcado por violência e pilhagens, "60 mil pessoas" foram contabilizadas em espaços públicos até às 12:00 locais.

Em Lyon, as forças de segurança usaram gás lacrimogéneo para dispersar vários grupos de pessoas, segundo agência de notícias Europa Press.

Em Marselha, a câmara municipal autorizou excecionalmente uma manifestação convocada por sindicatos, apesar da proibição inicial de ajuntamentos.

Ainda em Marselha, as restrições noturnas que afetavam os menores de idade no centro da cidade e em certas zonas comerciais foram alargadas à população em geral, nas noites de sábado e domingo.

Coletes amarelos franceses convocam novos protestos para o próximo sábado

Coletes amarelos franceses convocam novos protestos para o próximo sábado

Apesar das restrições impostas pelas autoridades francesas, os coletes amarelos convocaram novos protestos para o próximo sábado, com manifestações em toda a França em defesa das liberdades públicas.

Lusa | 14:58 - 24/10/2026

<![CDATA[ Detetor de mentiras analisa debate entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro e aponta dezenas de declarações falsas ]]>

Entre o discurso do atual presidente brasileiro, Lula, 58 declarações foram classificadas como factuais e cinco como "não é bem assim". Já no caso de Bolsonaro, oito foram consideradas factuais, 54 falsas, 37 imprecisas e as restantes inconclusivas.

Coletes amarelos franceses convocam novos protestos para o próximo sábado

24 October 2026 at 14:58

Impedidos de se manifestar hoje em Paris, os "coletes amarelos" franceses prometeram novos protestos na próximo sábado, apesar das restrições impostas pelas autoridades francesas.

 

"No dia 31 de outubro, para o 'Terceiro Ato' realizaremos manifestações em toda a França em defesa das nossas liberdades. Apelamos à realização de manifestações sentadas em frente a todas as câmaras municipais e à Assembleia Nacional no dia 31 de outubro", afirmou o porta-voz, Benjamin Ball, a um grupo de jornalistas junto à Praça da Bastilha.

O movimento foi proibido pelas autoridades de avançar com a marcha de protesto que tinha convocado, daquele local até à Praça da Ópera.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, determinou esta semana que apenas os sindicatos estavam autorizados a convocar protestos, recusando aqueles por movimentos "sem qualquer legitimidade".

Segundo Ball, "é indispensável podermos defender as nossas liberdades públicas e fá-lo-emos da melhor forma possível, ou seja, realizaremos manifestações sentadas e, caso estas sejam proibidas, reservamos o direito de as manter na mesma".

"Proíbem as nossas manifestações e anunciam que, a partir de agora, apenas certas organizações terão o direito de se manifestar. Esta decisão foi tomada sem qualquer fundamento jurídico. Contraria a nossa Constituição, que garante a liberdade de expressão e a liberdade de manifestação", acusou.

O movimento dos "coletes amarelos" espera conseguir mobilizar estudantes, trabalhadores, agricultores, enfermeiros, "habitantes dos bairros populares, defensores do ambiente, da vida, da paz e da justiça social".

A poucos metros, a polícia anunciava por um altifalante que estavam interditas concentrações de pessoas na Praça da Bastilha, pois a manifestação convocada hoje por uma frente sindical teria outro trajeto.

Quem desrespeitar esta ordem arrisca-se a ser detido e a uma multa de 135 euros.

Na sexta-feira, a Polícia de Paris decidiu que o itinerário inicial, da Praça da Bastilha até à Praça da Nação, seria realizado numa localização menos central, entre a Praça de Itália e a Porta de Vincennes.

Isto deixou vários jovens manifestantes confusos, como Raphaël e um grupo de três amigas, que carregavam alguns cartazes de apoio ao movimento estudantil.

"Comprámos algumas sanduíches e vamos apanhar o metro", disseram à Agência Lusa após serem informados pela polícia.

Questionados sobre se estavam preocupados com o risco de confrontos violentos, afirmaram que têm "mais medo da polícia".

No sábado passado, uma das amigas de Raphaël chegou a perder a consciência devido ao gás lacrimogéneo, apesar de se encontrar perto dos bombeiros e médicos.

Entre 550 mil e 800 mil pessoas manifestaram-se em todo o país, resultando na detenção de 2.900 pessoas na sequência de distúrbios e pilhagens que afetaram cerca de três mil estabelecimentos comerciais.

Os distúrbios levaram o Ministério do Interior a mobilizar cerca de 70 mil agentes em toda a França, incluindo unidades de elite, equipas com cães e cavalos, carros blindados, canhões de água, helicópteros e drones.

Mas os vários milhares de pessoas reunidos hoje na Praça de Itália, na zona sul de Paris, ao início da tarde, eram uma multidão inferior à da semana anterior.

Até às 13:00 locais (menos uma hora em Lisboa), as forças de segurança francesas registaram 136 ações contra a ordem pública, contra as 264 registadas à mesma hora no sábado anterior, o que resultou em 135 detenções, informou o ministro do Interior.

Paris nublada e ensombrada pela ameaça de novos protestos violentos

Paris nublada e ensombrada pela ameaça de novos protestos violentos

Paris acordou hoje nublada e com medo de novos protestos violentos, levando lojistas e restaurantes a tomar medidas de segurança.

Lusa | 10:34 - 24/10/2026

A aldeia mais envelhecida do Japão procura novos moradores na Amazónia peruana

By: AFP
24 October 2026 at 14:30
Atingida pelo envelhecimento da população, a aldeia japonesa de Nanmoku tomou uma iniciativa drástica: convidar visitantes de uma região amazónica do Peru para os convencer a mudarem-se para a localidade, que está em risco de extinção. A presidente da câmara da cidade peruana de Belén e duas jovens visitaram recentemente um lar de idosos em Nanmoku, uma aldeia montanhosa no centro do Japão, com 1.300 habitante Cumprimentaram os residentes. Alguns, não esconderam a sua surpresa com a visita. “Nanmoku é uma cidade muito bonita. Desde que cheguei, comecei a admirar tudo”, disse à AFP Wendy Sangama, uma estudante de 19

Autoridade Palestiniana exige "ação urgente" perante "crimes" de Israel

24 October 2026 at 14:52

Ramallah, 24 oout 2016 - A Autoridade Palestiniana exigiu, hoje, uma "ação internacional urgente" perante os "crimes" de Israel na Cisjordânia ocupada, nomeadamente as deslocações forçadas de habitantes de Hebron, levadas a cabo após o ataque mortal do dia anterior contra soldados israelitas.

 

"Perante as crescentes ameaças de deslocação de populações e de destruição, é necessária uma ação internacional urgente que vá além da condenação", declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros palestiniano, num comunicado, reclamando "medidas concretas e dissuasoras".

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse que reserva uma "grande surpresa" para a Autoridade Palestiniana, após ordenar uma operação militar de grande escala na Cisjordânia ocupada, na sequência de um ataque letal ocorrido na sexta-feira.

Na noite de sexta-feira, no canal I24 — no meio da campanha para as eleições legislativas de terça-feira —, o primeiro-ministro evitou responder a uma pergunta sobre uma possível intenção de desmantelar a Autoridade Palestina, declarando-se a favor da "astúcia e da surpresa".

"Transformamos o Oriente Médio. Eu disse que mudaríamos as coisas, e nós fizemo-lo", afirmou o líder, cuja sobrevivência política está em jogo nestas eleições legislativas.

Sem dar mais detalhes, Netanyahu acrescentou: "Há uma surpresa muito grande à espera da Autoridade Palestiniana também".

Na sexta-feira, após o ataque cometido por dois homens armados — que mataram dois soldados israelitas perto de Hebron, no sul da Cisjordânia ocupada, antes de serem abatidos —, os aliados de extrema-direita defenderam o desmantelamento da Autoridade Palestiniana. Contudo, não há qualquer indício que a vincule ao ataque.

Criada pelos Acordos de Oslo na década de 1990, a Autoridade Palestiniana administra parcialmente o território palestiniano ocupado por Israel desde 1967 e permanece como a interlocutora oficial da comunidade internacional, mesmo após a tomada de poder pelo Hamas em Gaza, em 2007.

Benjamin Netanyahu opõe-se à criação de um Estado palestiniano, assim como o seu principal oponente na eleição de terça-feira, o centrista Gadi Eisenkot.

Netanyahu diz que reserva

Netanyahu diz que reserva "grande surpresa" para Autoridade Palestiniana

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou que reserva uma "grande surpresa" para a Autoridade Palestiniana, após uma operação militar na Cisjordânia, em resposta a um ataque letal ocorrido na sexta-feira. A declaração surge em meio a eleições legislativas e pressões de aliados de extrema-direita.

Lusa | 09:43 - 24/10/2026

Base das Lajes com 17 aviões reabastecedores norte-americanos estacionados

24 October 2026 at 14:44

A Base das Lajes, nos Açores, tem atualmente estacionados 17 aviões reabastecedores KC-46 Pegasus da Força Aérea norte-americana, constatou a Lusa no local.

Durante a manhã, nenhum dos 17 aviões levantou voo e apenas numa das aeronaves era possível ver militares norte-americanos, provavelmente numa intervenção de manutenção.

Dias antes do ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, em 28 de fevereiro, a base recebeu 15 destas aeronaves, que têm capacidade de reabastecer outros aviões em pleno voo.

Durante meses, a atividade destas aeronaves foi intensa, com várias descolagens e aterragens diárias na Base das Lajes.

Em setembro, houve uma redução da presença destas aeronaves, tendo ficado estacionadas apenas seis.

No entanto, no dia 11 de outubro, voltou a receber um reforço semelhante ao que tinha ocorrido em fevereiro.

Segundo imagens captadas por fotógrafos amadores que costumam acompanhar o movimento de aviões em aeroportos, na quarta-feira, oito destes reabastecedores partiram das Lajes, mas apenas em missões de treino.

Este incremento de presença militar na Base das Lajes ocorre numa altura em que os Estados Unidos reforçaram a sua presença militar no Médio Oriente, com o envio do porta-aviões USS Theodore Roosevelt, que se juntará aos USS George H. W. Bush e USS George Washington, já presentes na região.

A imprensa norte-americana aponta para a possibilidade de Washington e Israel retomarem os bombardeamentos contra o Irão após as eleições intercalares de novembro.

Nos últimos 10 dias, a Guarda Revolucionária iraniana registou pelo menos 15 incidentes com navios no estreito de Ormuz, dos quais reconheceu ter atacado quatro, afirmando que outros 11 colidiram com minas, num contexto de escalada das tensões nesta passagem marítima estratégica.

Na quinta-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o Irão de tentar encarecer o petróleo para prejudicar os republicanos nas eleições intercalares de 03 de novembro.

Numa entrevista ao jornal britânico Financial Times, na sexta-feira, o embaixador norte-americano junto da ONU, Michael Waltz, admitiu que os Estados Unidos (EUA) poderão continuar, daqui a um ano, num impasse no conflito com o Irão, embora tenha dito estar esperançoso que, “antes disso”, Teerão se sente à mesa para negociar.

O Ministério Público português abriu no início deste mês um inquérito para apurar a legalidade da utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos no conflito com o Irão, na sequência de uma queixa do Bloco de Esquerda, que considera tratar-se de uma “grosseira violação do direito internacional”.

No dia 09, o primeiro-ministro manifestou, no entanto, a convicção “absolutamente inabalável” de que a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos cumpriu todas as regras jurídicas.

Milhares saíram à rua em Madrid em defesa do sistema de reformas

24 October 2026 at 14:24

Milhares de manifestantes marcharam hoje pelo centro de Madrid, em defesa das reformas públicas, a um mês das eleições legislativas, numa altura em que a esquerda acusa a direita de querer abrir caminho à privatização parcial do sistema.

 

Sob um sol forte, a multidão percorreu, de forma pacífica, quase dois quilómetros entre a estação de Atocha e a rua Alcalá, passando pelo famoso Museu do Prado e pela praça de Cibeles, sob o olhar de muitos turistas, observou um jornalista da Agência France Presse (AFP) no local.

"Aposentações garantidas", "protejam as reformas", lia-se nos cartazes erguidos por alguns dos 25.000 manifestantes, segundo um número divulgado pela câmara municipal de Madrid à AFP.

Juan Fernández, de 38 anos, funcionário público em Sevilha, disse viver "na incerteza" quanto à sua futura aposentação e afirmou opor-se a uma reforma do sistema que abra caminho à privatização, com "ganhos ou perdas".

"As reformas devem ser intocáveis!", reforçou Pilar, uma mulher de 64 anos em pré-reforma — que preferiu não revelar o seu sobrenome —, lamentando "a tendência de privatizar tudo".

Também se mostrou satisfeita ao ver que "a questão da habitação gerou uma forte mobilização" nas últimas semanas, especialmente entre os jovens, que "acordaram", disse, antes de defender a necessidade de "proteger todos os serviços públicos", como "a educação e a saúde".

Na segunda-feira, o líder da oposição de direita, Alberto Núñez Feijóo, garantiu que o seu partido, o Partido Popular (PP), reajustaria as reformas em conformidade com a lei, caso vencesse as eleições legislativas antecipadas de 29 de novembro.

Feijóo respondia a acusações do governo do primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez, que critica o PP por pretender reformar o sistema de previdência, questionando o atual mecanismo de indexação das reformas à inflação, em vigor desde 1.º de janeiro de 2022.

No final de 2021, o PP tinha votado contra este projeto de lei, criticando o seu custo para as finanças públicas.

Em Espanha, a reforma média era, em setembro, de 1.576 euros/mês para cerca de 6,8 milhões de beneficiários, segundo o Ministério da Segurança Social.

Pensionistas manifestam-se em Madrid em defesa das pensões públicas

Pensionistas manifestam-se em Madrid em defesa das pensões públicas

Dezenas de organizações de toda a Espanha convocaram uma manifestação em Madrid em defesa das pensões públicas, um dos temas da pré-campanha para as eleições de 29 de novembro.

Lusa | 06:51 - 24/10/2026

Gobierno de España continúa con los desalojos a familias en el territorio nacional

24 October 2026 at 14:18
El último episodio de alta tensión social se registró en la localidad de Sansomendi, en la provincia vasca de Álava, donde la Ertzaintza recurrió a la fuerza para expulsar de su domicilio a un matrimonio con seis hijos menores de edad.
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