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Estado vai comparticipar 15% dos medicamentos para a obesidade em doentes acompanhados

DR

O Estado vai comparticipar em 15% os medicamentos para a obesidade a utentes integrados num plano especifico de acompanhamento nos hospitais, desde que prescritos por endocrinologistas, médicos de medicina interna e pediatras, segundo a portaria publicada.

De acordo com a portaria que define o regime especial de disponibilização pública para medicamentos destinados ao tratamento da obesidade e que entra em vigor em fevereiro de 2027, a comparticipação tem a duração de 12 meses, contados a partir da primeira dispensa, que corresponde ao tempo de intervenção mínimo previsto no Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa com Obesidade (PCIPO) para avaliação do sucesso ou insucesso terapêutico.

Para terem direito à comparticipação destes fármacos, os utentes têm de ser seguidos no Núcleo de Cuidados Hospitalares não Cirúrgicos da Equipa Multidisciplinar de Obesidade (EMO) da respetiva Unidade Local de Saúde (ULS), integrados num modelo de abordagem multidisciplinar que inclua planeamento de atividade física e intervenção nutricional e psicológica.

O Estado vai comparticipar em 15% os medicamentos para a obesidade a utentes integrados num plano especifico de acompanhamento nos hospitais, desde que prescritos por endocrinologistas, médicos de medicina interna e pediatras, segundo a portaria.

Os médicos de família lamentaram que o Governo dê “uma no cravo e outra na ferradura” na comparticipação dos medicamentos para tratar a obesidade, ao restringir o acesso, excluir os cuidados primários e entupir consultas hospitalares.

“Mais uma vez, isto é dar uma no cravo e outra na ferradura. Queremos fingir que estamos a acompanhar estes doentes e que vamos acompanhar os doentes com obesidade em Portugal e, depois, criamos aqui uma limitação gigantesca no acesso”, considerou o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), Nuno Jacinto.

“Nada [temos] contra a prescrição por estas especialidades, mas temos diversas Unidades Locais de Saúde neste país que não têm endocrinologistas ou que têm um acesso muito difícil”, afirmou, acrescentando: “E com a medicina interna temos enormes dificuldades de acesso também”.

“Dizer às pessoas que só podem ter acesso à comparticipação nestas consultas é a mesma coisa que dizer a muitos doentes que não vão ter acesso à medicação comparticipada para a obesidade”, considera Nuno Jacinto, para quem não faz sentido excluir os cuidados primários de saúde e os médicos de família da possibilidade de prescrever estes fármacos.

JN/MS

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Parlamento levanta imunidade parlamentar a deputado do JPP Filipe Sousa

DR

A Assembleia da República aprovou o levantamento da imunidade parlamentar ao deputado do JPP, Filipe Sousa, indiciado por crime de recebimento ou oferta indevidos de vantagem, suspeita contestada pelo parlamentar madeirense.

O deputado do PS Pedro Delgado Alves absteve-se, tendo os restantes partidos e parlamentares votado a favor.

O ofício do Tribunal da Comarca da Madeira a pedir o levantamento da imunidade relaciona-se com uma alegada prática do deputado do Juntos Pelo Povo (JPP) enquanto presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz no mandato 2021-2025.

Está em causa, segundo o Ministério Público, um crime de recebimento ou oferta indevidos de vantagem punível com pena de prisão de um a cinco anos – moldura penal que configura uma situação de levantamento obrigatório da imunidade parlamentar do deputado do JPP por parte da Assembleia da República, por ser superior a três anos.

Em conferência de imprensa, no Parlamento, depois de ser conhecido o ofício, o deputado Filipe Sousa acusou o Ministério Público da Madeira de lhe fazer uma perseguição política, classificando o processo como uma narrativa sem fundamento.

O Ministério Público considera que Filipe Sousa celebrou com a sociedade Cassiano’s Rent Car, Lda, em 10 de fevereiro de 2025, um contrato de aluguer de veículo automóvel pelo período de 28 dias e pelo preço global de 1.618,96 euros, tendo restituído o veículo em 10 de março de 2025.

De acordo com o Ministério Público, o gerente da referida sociedade terá decidido não cobrar o aluguer “unicamente em virtude de este ser o presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz e por causa dessas funções”. E Filipe Sousa terá “aceitado não pagar o aluguer, bem sabendo que tal correspondia a uma vantagem patrimonial que não lhe era devida”, o que se poderá enquadrar na prática de “crime com dolo direto”.

Perante os jornalistas, Filipe Sousa contrapôs que nessa altura tinha o mandato suspenso como presidente da Câmara e assegurou que provará com facilidade, através de cópias de documentos que estão na sua posse, que efetivamente pagou o aluguer do carro.

Depois, atacou o procurador deste processo: “Está a manchar o trabalho credível que todos nós queremos dos serviços do Ministério Público”.

JN/MS

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Presidente do IHRU lembra “sacrifícios” dos avós e dos pais: “Tiveram de emigrar para ter casa”

DR

O presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) disse, esta quinta-feira, não saber “se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício” da anterior, recordando que os seus próprios avós emigraram “para poderem ter uma casa”.

“Já fomos todos jovens, não é? (…) E percebemos essa dificuldade. Eu não sei se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa”, disse aos jornalistas Benjamim Pereira, em Vila Nova de Gaia.

Falando acerca das manifestações pela habitação que têm ocorrido sobretudo no Porto e em Lisboa, e questionado sobre se a geração atual está a ter menos sacrifício do que a geração anterior, o responsável do IHRU disse não querer ir “por esse caminho”.

“Só estou a dizer que os meus avós emigraram para o Brasil e para a Argentina para poderem ter uma casa. O meu pai emigrou durante 20 anos, sacrificou a vida”, prosseguiu, e perante as questões dos jornalistas sobre se os jovens também devem emigrar, afirmou que não estava “a dizer isso”.

Pedindo para “concluir o raciocínio”, Benjamim Pereira disse que os seus familiares emigraram “porque a casa era, efetivamente, uma coisa muito importante para a sua vida, a sua base logística, como é hoje”.

Frisando que fazia “um apelo” e não “uma crítica”, Benjamim Pereira pediu “a todos que se possam unir” pois “é um problema que tem de ser resolvido por todos e os jovens também fazem parte desta equação”.

“É preciso que haja um compromisso de todos. Reparem, os jovens podem organizar-se, fazer cooperativas. Eu já recebi pessoas no IHRU que agora, com os seus 60 e 70 anos, que quando eram da idade dos jovens que agora se estão a manifestar organizaram-se, fizeram cooperativas e fizeram as suas próprias casas”, afirmou.

JN/MS

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Médicos nos Açores não estão sensibilizados para prescrever canábis medicinal

DRPortugal é o segundo maior exportador de canábis medicinal, mas ainda há uma grande falta de médicos prescritores deste remédio. A conclusão é de Graça Castanho, organizadora do CannAzores, conferência internacional dedicada à canábis medicinal e ao cânhamo industrial, cuja sexta edição decorreu entre os dias 16 e 17 de outubro, em São Miguel. “Portugal é o segundo maior exportador de canábis medicinal do mundo, depois do Canadá. (…) No ano passado, Portugal exportou 80 toneladas de canábis medicinal. Temos feito coisas realmente fantásticas, como a legalização do uso medicinal em 2018 e a colocação dos medicamentos nas farmácias. O que nós não temos são médicos prescritores. E nós não temos uma população sensibilizada para os benefícios da canábis”, afirmou Graça Castanho.

Para a organizadora, isto deve-se à ausência de formação sobre o sistema endocanabinoide nas faculdades de medicina e à falta de conhecimento por parte dos médicos, devendo apostar-se numa formação. “Ninguém vai prescrever sem ter tido formação. Mas há quem forme, inclusivamente cursos gratuitos na Universidade de São Paulo, que já formou mais de 20 mil alunos on-line”.

No entanto, Graça Castanho não deixa de apontar o dedo ao desinteresse que sente dos profissionais de saúde neste campo, pois ao fim de seis edições da conferência internacional que organiza, “contam-se pelos dedos as pessoas da área da saúde que vêm aos nossos evento e nós fazemos isto sempre com médicos. Tivemos aqui sumidades autênticas, como a maior sumidade de investigação na América Latina toda, que é o professor José Alexandre Crippa, que vem da Universidade de São Paulo. E eu vi aqui dois médicos: isto é impensável! Eu não vi aqui enfermeiros, eu não vi aqui psicólogos, eu não vi aqui psiquiatras”. No entanto, o uso do canábis não se circunscreve ao medicinal, tendo a CannAzores também dado a conhecer algumas das aplicações que cânhamo industrial já têm, atualmente,  desde a construção civil ao têxtil. Por exemplo, um dos usos prende-se com o revestimento para habitações: “Nós estamos a falar do material para além de ser sustentável, biodegradável, que se desfaz, que se integra no meio ambiente, é  um material respirável, com particularidades acústicas, térmicas, que não cria fungos, é antibacteriano”.  No caso do têxtil, o preço ainda é um problema, devido à falta de escala, reconhece Graça Castanho. No entanto, é uma opção ecológica, tratando-se de uma fibra ecológica. “O que nós precisamos é de materiais biológicos, sustentáveis, ecológicos, que se degradem e que não danifique o meio ambiente, pelo contrário, às vezes até o enriquece”, finaliza.

AO/MS

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Funchal reúne 18 associações para reforçar respostas sociais e de saúde

DR

A Câmara Municipal do Funchal reuniu 18 associações das áreas social e da saúde no primeiro encontro “AssociaFunchal”, realizado no Colégio dos Jesuítas, para promover a partilha de experiências e identificar respostas às necessidades da população. Na abertura, o presidente da autarquia, Jorge Carvalho, destacou o papel do movimento associativo, revelando que o Município apoia atualmente 37 associações, num investimento de cerca de 800 mil euros. O encontro contou com a participação do reitor da Universidade da Madeira, Sílvio Fernandes, e de Soraia Garcês, responsável pela conferência de abertura. O programa integra três painéis dedicados às áreas social e da saúde, envolvendo as 18 entidades participantes. As associações desenvolvem trabalho em áreas como a deficiência, o apoio à população idosa e a violência doméstica, assumindo um papel de proximidade e complementaridade na resposta às necessidades da comunidade. Segundo Jorge Carvalho, a iniciativa pretende aproximar o Município das associações, criando um espaço de diálogo que permita conhecer dificuldades, partilhar experiências e encontrar soluções para melhorar as respostas sociais e de saúde no Funchal.

JM/MS

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Ministra dá 15 dias à proprietária da Stelco para reverter despedimentos antes de recorrer aos tribunais

CBC

A Ministra da Indústria, Mélanie Joly, está a dar 15 dias à casa-mãe americana da Stelco, sediada em Hamilton, para reverter os despedimentos antes de avançar para os tribunais.

Numa “carta de interpelação” (demand letter) enviada à Cleveland-Cliffs, sediada no Ohio, Joly afirma que a empresa está a violar os compromissos assumidos ao abrigo da Lei do Investimento no Canadá (Investment Canada Act).

“Caso a Cliffs não cumpra esta exigência, a Ministra poderá, nos termos do artigo 40.º da Lei, apresentar um recurso junto de um tribunal superior”, lê-se na missiva.

Joly indica que, caso o governo avance com a ação judicial, solicitará aos tribunais a aplicação de sanções financeiras contra a Cleveland-Cliffs e, potencialmente, que determine a alienação (divestment) da Stelco por parte da empresa.

“Continuo disponível para me sentar com a Cleveland-Cliffs para encontrar uma solução. Mas a nossa linha vermelha é clara: proteger os empregos canadianos, defender a nossa indústria siderúrgica e garantir que os compromissos assumidos com o Canadá são respeitados”, declarou Joly em comunicado.

No final do mês passado, a Cleveland-Cliffs anunciou que planeia despedir até 500 trabalhadores ao suspender temporariamente determinada produção de aço na Stelco, uma decisão que o governo federal afirma violar os “compromissos vinculativos” assumidos quando a empresa foi adquirida em 2024.

O governo federal sublinhou que a compra da Stelco incluiu a promessa de empregar “pelo menos o mesmo número de trabalhadores sindicalizados e a grande maioria dos trabalhadores não sindicalizados” existente em 2024, até ao ano de 2029.

A empresa alegou que os despedimentos previstos visam “garantir a sobrevivência” da companhia, numa altura em que as tarifas aduaneiras dos EUA sobre o aço pressionam as suas vendas. No entanto, Joly rejeitou esse argumento.

“Deixem-me ser clara: nenhum caso de força maior ou alteração nas condições de mercado pode desobrigar a Cleveland-Cliffs dos compromissos que assumiu com o Canadá. Esses compromissos não são opcionais”, afirmou na sua declaração.

Apesar de a empresa insistir que os despedimentos são necessários para assegurar a sua sobrevivência, a Cleveland-Cliffs declarou há apenas alguns dias que o terceiro trimestre deste ano foi o “mais forte” da Stelco desde a aquisição da fábrica de Hamilton.

Se o governo federal avançar com o processo judicial contra a Cleveland-Cliffs, não será a primeira vez que a Stelco se encontra no centro de uma batalha legal. Em 2009, o Ministério da Indústria do Canadá processou a anterior proprietária da Stelco, a U.S. Steel, por motivos de proteção de emprego. O litígio acabou por ser resolvido por acordo fora dos tribunais em 2011.

CBC/MS

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Uso dos bancos alimentares no Canadá atinge 2,3 milhões de visitas mensais 

CBC

 

Um novo relatório da Food Banks Canada revela que o número de canadianos a lutar contra a insegurança alimentar continua a crescer, com as visitas aos bancos alimentares a baterem um novo recorde de mais de 2,3 milhões em março.

O mais recente relatório HungerCount da organização sem fins lucrativos indica que a crise do custo de vida e as pressões económicas estão a pesar gravemente sobre quase 10 milhões de canadianos que enfrentam a insegurança alimentar.

O seu inquérito anual registou mais de 2.355.000 visitas aos bancos alimentares em todo o Canadá em março de 2026, um aumento de 8,7% face ao recorde de março de 2025, que ultrapassara os dois milhões de visitas.

O documento refere que mais de um terço das visitas aos bancos alimentares deste ano, ou seja, quase 776.000, foram feitas por crianças.

A diretora-executiva da Food Banks Canada, Kirstin Beardsley, afirma que as pessoas estão “a ficar sem opções” enquanto tentam equilibrar despesas essenciais, como o pagamento da renda, com os custos crescentes dos cabazes de compras.

O relatório HungerCount salienta que, desde 2021, os preços dos alimentos subiram cerca de 30%, os custos de habitação cerca de 28% e os transportes sensivelmente 24%.

Um em cada cinco bancos alimentares no Canadá está a ficar sem comida antes de conseguir responder às necessidades de todos os seus utentes.

CBC/MS

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Chow e 15 vereadores criticam plano de Bradford para transformar a Toronto Water em empresa pública autónoma

 

CBC

Olivia Chow, acompanhada pelo ambientalista David Suzuki, lançou um novo ataque ao plano do seu rival Brad Bradford de transformar a Toronto Water numa empresa pública autónoma (public utility).

A atual autarca não esteve sozinha. O sindicato que representa os trabalhadores da Toronto Water e 15 vereadores em funções também emitiram uma carta aberta a criticar o plano do candidato à câmara de Toronto.

“Usar dívida para pagar infraestruturas de água é uma má ideia”, escreveu em comunicado Jon Burnside, que se candidata à reeleição em Don Valley East. “A longo prazo, vai custar mais aos habitantes de Toronto.”

Em declarações aos jornalistas, Chow afirmou: “O meu opositor não pode prometer qual será o valor da fatura da água nem garantir que Toronto manterá o controlo.”

Suzuki foi mais contundente na sua avaliação do plano, classificando-o de “loucura”.

Atualmente, a Toronto Water é gerida diretamente pelo Município de Toronto e pelos seus vereadores. Uma empresa autónoma de serviços públicos passaria a ser governada por um conselho de administração independente, fora do âmbito do conselho municipal, ao abrigo de legislação provincial recente.

Os críticos da proposta argumentam que a medida poderá deixar a cidade sem palavra sobre um ativo atualmente controlado na totalidade por vereadores eleitos.

Bradford tem defendido a sua ideia, afirmando que pode reduzir as tarifas de água e, ao mesmo tempo, aumentar as receitas do município, retirando a gestão da água da esfera do conselho municipal e criando uma nova entidade com capacidade para ter endividamento próprio.

O candidato tem reiterado que a empresa permanecerá sob controlo público e não aumentará os custos para as famílias. Bradford afirmou que a sua proposta irá cortar a fatura média da água (cerca de 1.100 dólares por ano, segundo documentos municipais) em cerca de 25%.

A empresa pública de água, disse Bradford, terá “tarifas que refletem o custo do fornecimento de água, tal como acontece hoje”. “A diferença”, explicou ao programa Metro Morning da CBC Radio, “é que não vamos cobrar às pessoas dois terços a mais na fatura da água.”

O sindicato CUPE Local 416, que representa os trabalhadores da Toronto Water e apoia a reeleição de Chow, sublinhou esta quarta-feira os seus receios quanto à proposta.

O sindicato reuniu a oposição de 16 membros do atual conselho municipal, incluindo Chow e alguns vereadores que não se recandidatam, afirmando que o plano assenta em endividamento e levanta sérias dúvidas quanto ao controlo do serviço.

CBC/MS

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Escultura homenageia vítimas de acidentes rodoviários em Toronto

Francisco Pegado

Uma escultura criada por membros da comunidade foi instalada no parque de estacionamento do Tom Riley Park, junto à Bloor Street West com a Islington Avenue, em homenagem às pessoas que perderam a vida nas ruas de Toronto. Com bicicletas pintadas de vermelho, velas, flores e pequenas caveiras, o memorial recorda as vítimas de acidentes na Bloor Street, Yonge Street e University Avenue, bem como duas décadas de luta por ruas mais seguras.

Segundo a Cycle Toronto, entre 2000 e 2020, morreram 32 pessoas nestas três artérias: 21 peões, quatro ciclistas, três motociclistas e quatro automobilistas. Entre as vítimas estavam três crianças em idade escolar, além de pais, professores e amigos.

A homenagem surge numa altura em que prossegue a remoção das ciclovias em Etobicoke, apesar dos protestos de ciclistas e de associações que alertam para os riscos para a segurança rodoviária.

A Cycle Toronto, a Friends and Families for Safe Streets e outros grupos organizaram uma concentração na terça-feira (20) no Tom Riley Park, para assinalar uma semana desde que conseguiram suspender temporariamente os trabalhos de remoção.

A Cycle Toronto está a tentar travar a remoção de 19 quilómetros de ciclovias em Toronto, recorrendo ao Supremo Tribunal do Canadá. O processo surge após o Tribunal de Recurso do Ontário ter anulado uma decisão que considerava a medida um risco para a segurança dos ciclistas. O recurso poderá influenciar o futuro de outras ciclovias da cidade, mas não deverá impedir a remoção das existentes na Bloor Street.

FP/MS

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Emma Lazarus e as suas raízes portuguesas: da memória sefardita à Estátua da Liberdade

 

Emma Lazarus (1849-1887). DR

Na história das relações entre Portugal e os Estados Unidos da América, marcadas por mais de dois séculos de amizade diplomática e por fortes laços humanos, destaca-se a figura de Emma Lazarus (1849-1887), célebre poetisa norte-americana de ascendência judaico-sefardita portuguesa, autora do poema The New Colossus (“O Novo Colosso”), gravado numa placa de bronze no pedestal da Estátua da Liberdade, um dos maiores símbolos universais da liberdade, da esperança e do acolhimento.

Emma Lazarus nasceu a 22 de julho de 1849, em Nova Iorque, no seio de uma família judaica de ascendência sefardita, ligada à história dos judeus de Portugal e de Espanha. A expulsão dos judeus de Espanha, em 1492, e as medidas decretadas em Portugal a partir de 1496, seguidas das conversões forçadas de 1497, deram origem a sucessivas vagas de exílio. Os seus descendentes estabeleceram-se em diferentes países, preservando memórias, tradições e ligações à Península Ibérica.

Em 1883, Emma Lazarus escreveu The New Colossus, a pedido de William Maxwell Evarts, no âmbito de uma iniciativa de angariação de fundos destinados à construção do pedestal da Estátua da Liberdade. Inaugurado a 28 de outubro de 1886, o monumento, oferecido pela França aos Estados Unidos, adquiriu, em parte graças ao poema, um significado que ultrapassou a celebração da liberdade política, passando a representar também a esperança dos imigrantes e dos refugiados. Emma Lazarus morreu em 1887, e os seus versos só foram inscritos numa placa de bronze no interior do pedestal em 1903.

Muito antes, no século XVII, a história dos judeus sefarditas portugueses já se cruzara com a formação das comunidades judaicas na América do Norte. Durante o domínio holandês de parte do Nordeste brasileiro, o Recife acolheu uma comunidade judaica que beneficiou de condições de maior liberdade religiosa. Com a reconquista portuguesa da região, em 1654, e perante o receio de perseguições inquisitoriais, um grupo de judeus refugiou-se em Nova Amesterdão, então uma colónia holandesa na ilha de Manhattan, lançando as bases de uma presença judaica duradoura na cidade que viria a chamar-se Nova Iorque.

A congregação Shearith Israel, de tradição sefardita e historicamente conhecida como Spanish and Portuguese Synagogue, tornou-se uma das instituições centrais desta comunidade. A sua história testemunha a importância dos judeus de origem ibérica na vida religiosa, económica e cultural da América do Norte.

Entre as famílias que ilustram esta herança encontra-se a dos Mendes Seixas. Isaac Mendes Seixas, nascido em Lisboa no início do século XVIII, era trisavô de Emma Lazarus, poetisa norte-americana de ascendência judaico-sefardita portuguesa. Estabelecida na América do Norte, a família teve uma participação relevante na vida religiosa, económica e cívica das comunidades judaicas. Entre os seus descendentes destacou-se Moses Mendes Seixas, dirigente da comunidade judaica de Newport, no estado de Rhode Island, que, em 1790, dirigiu uma carta a George Washington por ocasião da visita do presidente à cidade. Na resposta, Washington reafirmou os princípios da liberdade religiosa e da igualdade cívica, num testemunho significativo dos ideais da nova república americana.

A ascendência sefardita portuguesa de Emma Lazarus inscreve-se neste percurso de exílio, reconstrução e participação cívica. A sua obra, porém, não se limitou à evocação das origens familiares. Sensível à situação dos judeus perseguidos na Europa, a poetisa envolveu-se no apoio aos imigrantes em Nova Iorque, experiência que contribuiu para a dimensão humanista do seu pensamento.

No célebre soneto, a Estátua da Liberdade deixa de ser apenas um monumento à grandeza nacional. Emma Lazarus transforma-a na «Mãe dos Exilados», uma figura que ergue a tocha para acolher aqueles que chegam de terras distantes, cansados da perseguição, da pobreza e da opressão. Os versos «Dai-me os vossos cansados, os vossos pobres, / as vossas massas apinhadas, ansiosas por respirar liberdade» tornaram-se uma das mais conhecidas expressões do ideal de acolhimento associado aos Estados Unidos.

Esta mensagem permanece atual num mundo marcado por guerras, deslocações forçadas e debates sobre a imigração. A história demonstra que a liberdade não se esgota na proclamação de princípios, exige também respeito pela dignidade humana, proteção dos perseguidos e capacidade de acolher quem procura reconstruir a sua vida.

A diáspora portuguesa faz igualmente parte desta história. Atualmente, cerca de 1,5 milhões de pessoas nos Estados Unidos identificam-se com ascendência portuguesa, segundo estimativas baseadas em dados censitários. Ao longo de gerações, os portugueses e os seus descendentes têm contribuído para a vida económica, social e cultural do país, preservando os laços com Portugal e construindo pontes entre as duas margens do Atlântico.

A história de Emma Lazarus recorda-nos que as identidades nacionais também se constroem através de percursos familiares que atravessam fronteiras. As suas raízes sefarditas portuguesas ligam a memória da Península Ibérica à história dos Estados Unidos e à experiência universal da diáspora.

A tocha que ilumina a entrada do porto de Nova Iorque permanece, assim, como símbolo de uma história que também passa por Portugal, uma história de exílio e esperança, de memória e integração, que continua a interpelar a diáspora portuguesa e o mundo contemporâneo.

Daniel Bastos/MS

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O tempo dá razão a quem salvou a TAP: o mérito de Pedro Nuno Santos

JN

A recente decisão do Conselho de Ministros de selecionar o Lufthansa Group para a aquisição de uma posição de até 49,9% do capital da TAP por 1,2 mil milhões de euros não é apenas um excelente negócio financeiro; é a prova cabal do sucesso do plano de reestruturação desenhado no passado e o reconhecimento do mérito inequívoco de Pedro Nuno Santos. 

Como bem recordamos, esta venda ao gigante alemão só foi possível porque existiu a coragem política de resgatar e salvar a companhia quando a sua sobrevivência estava seriamente ameaçada. Olhando para trás, a atuação do anterior Governo liderado por António Costa, pautou-se sempre por uma postura de responsabilidade, assunção de consequências e defesa do interesse público, contrastando fortemente com a herança e a postura completamente errada do PSD. Quando a Inspeção-Geral de Finanças concluiu pela invalidade do acordo de saída de Alexandra Reis, a reação do executivo socialista foi imediata, rigorosa e transparente. O Governo agiu bem ao exigir a devolução da indemnização e ao exonerar a liderança da empresa, cujas funções estavam manifestamente feridas por lacunas graves de gestão. Ao contrário do que a oposição tentou colar à opinião pública, a responsabilização política aconteceu no tempo e no momento próprio, materializada na demissão de governantes dos ministérios das Infraestruturas e das Finanças. O PS demonstrou que não vacila na salvaguarda dos dinheiros públicos e no respeito pelas instituições.

A escolha de Luís Silva Rodrigues para assumir a liderança da TAP foi um passo acertado e de mérito inegável. Vindo de um percurso de excelência na SATA, onde provou capacidade de gestão em contextos insulares complexos, o gestor trouxe à TAP a competência técnica e a serenidade operacional de que a empresa carecia. O seu mandato provou que a estabilidade e o rigor financeiro, incluindo o bom senso na contenção de salários de topo, são o único caminho para devolver a confiança aos mercados, aos clientes e aos portugueses, legítimos investidores no plano de reestruturação da companhia. 

Para compreender o presente da TAP, é imperativo recordar o passado. O Governo do PSD desenhou um processo de privatização ruinoso, onde se tentou comprar a companhia com o dinheiro da própria empresa através de esquemas de capitalização questionáveis. Foi o PS, muito por mérito de Pedro Nuno Santos, que estabilizou a empresa e garantiu uma reestruturação profunda, cujo impacto positivo se reflete na modernização da frota e na solidez das rotas. É essa frota moderna e essa rede de rotas altamente atrativa, especialmente a liderança no mercado transatlântico e nas ligações à América do Sul, que hoje levam a Lufthansa a classificar a TAP como uma “oportunidade imperdível” de consolidação europeia

Hoje, o tempo dá inteira razão à postura de Pedro Nuno Santos. O atual desfecho do negócio, ganho pela Lufthansa após uma disputa renhida, é a validação definitiva de que os milhares de milhões injetados foram um investimento estratégico e rentável para Portugal, e não um desperdício. O incómodo evidente do atual Primeiro-Ministro ao anunciar estes números vistosos só demonstra que a narrativa da direita desmoronou-se face à realidade. 

A TAP necessita de tempo, rigor de gestão e tranquilidade para cumprir o seu papel estratégico na economia nacional e na ligação à Diáspora. A responsabilização foi assumida, a gestão foi profissionalizada e o país reconhece agora que o valor gerado pela TAP é o fruto direto da visão resiliente e do mérito de Pedro Nuno Santos.

Vitor M. Silva/MS

 

 

 

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NO PRINCÍPIO ERA O VERBO

DR

A oralidade é meu culto.

As mães embalam os filhos cantando 

ou dizendo palavras nas nossas línguas todas.

Ana Paula Tavares, entrevista à revista Buala, 2010.

No passado sábado, dia 17, realizou-se na Universidade Autónoma de Lisboa, o VI Encontro EscritAfricando, um projeto da Associação Ser Mais Valia (SMV), que tem como objetivo satisfazer o anseio de jovens africanos que querem iniciar-se na escrita de textos em língua portuguesa e vê-los publicados. Habitualmente, a parte da manhã deste encontro tem um programa de caráter mais prático em que se trabalha uma oficina temática. Depois de, em anos anteriores terem sido tratados o texto literário e não literário, a poesia, o conto, a crónica, desta vez coube à escritora guineense, autora de literatura infantojuvenil, Kátia Casimiro, orientar uma oficina sobre a oralidade.

Sabemos que a voz antecede a escrita e é pelas diferentes vozes que nos chega a perceção do mundo que nos cerca. É pela voz do colo que nos embala, das canções de ninar que nos adormecem, do chamamento a que de imediato reagimos, das lengalengas rimadas, de todos os que habitam o mesmo espaço das nossas memórias (a que chamamos casa) numa diversidade de entoações, que aprendemos a descodificar a palavra a partir dos primeiros dias da nossa existência.

Se a voz é importante para todos nós, ela ganha particular destaque nas comunidades africanas para a preservação da história, da cultura e dos valores éticos que contribuem para a afirmação de uma identidade coletiva. É nestas sociedades que a oralidade ganha o estatuto de oratura, ou seja, em que o saber é transmitido de geração em geração sem o suporte físico da escrita.  A Ilíada e a Odisseia de Homero, inicialmente transmitidas de forma puramente oral durante séculos, chegaram até nós graças à perenidade da palavra escrita.

Em determinado momento da sessão de trabalho, Kátia Casimiro lembrou um episódio passado na Guiné, quando aí se deslocou a convite de uma escola onde teve a oportunidade de dar a conhecer a sua obra. Exímia contadora de histórias, interagia com as crianças quando, a propósito de uma das personagens dos seus contos, perguntou ao grupo o que queriam ser quando fossem grandes. Estamos habituados a que a maioria se sinta atraída por um conjunto de referências e modelos a que os meios de comunicação e as redes sociais se encarregam de dar maior visibilidade (jogadores de futebol e outros desportistas), cantores, atores ou outras profissões que conferem um determinado estatuto profissional. Um dos miúdos, porém, fugiu a esta corrente dominante e disse que queria ser “avô”. A Kátia, espantada com a resposta, e pensando que tinha ouvido mal, insistiu para desfazer a dúvida: “Queres ser o quê?” E a resposta veio novamente pronta: “Quero ser avô.” Segura agora do que ouvira, perguntou: “E queres ser avô, porquê?” A criança não hesitou: “Porque o meu avô conta muitas histórias.” E é porque somos feitos de histórias que vale a pena ouvi-las, enquanto palavra falada tiver a força criadora para despertar o nosso imaginário e nos ligar aos nossos ancestrais. Os avôs são, por isso, os guardiões das linhagens familiares que preservam comportamentos traduzidos numa sabedoria prática e filosófica acumulada ao longo de séculos.

Durante o longo período da colonização, foi prática corrente impedir que as populações se exprimissem nas línguas maternas. Foram, portanto, as narrativas orais, as músicas e os cantos que conseguiram manter viva as línguas locais como resistência à interdição de quem as usava. Ora, os avôs mais não são do que os velhos guardiões dessa memória, que faz jus ao que afirmou o escritor e historiador maliano Amadou Hampâté Bâ: “Quando um velho morre, é uma biblioteca que se queima.”

Aida Batista/MS

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Quando trabalhar já não chega, quem deve assumir as responsabilidades?

Meus caros leitores, vivemos tempos de desilusão com as políticas e as promessas de muitos governantes. Esta é a minha opinião, e não tenho de pedir desculpa a ninguém por pensar assim. Custa-me ver pessoas que contribuíram para determinados problemas aparecerem agora a apoiar protestos contra aquilo que ajudaram a criar. Custa-me ainda mais ver a política transformar-se, tantas vezes, numa corrida aos cargos, aos favores e aos tachos, em vez de ser um espaço de competência, responsabilidade e serviço ao cidadão.

Não preciso de aparecer nas páginas dos jornais, nem de procurar protagonismo, para dar a minha opinião. Sou feliz por poder dizer o que penso, sem andar atrás de cargos ou de ser o menino bonito de ninguém. Preocupa-me ver escolhas feitas por amizade, conveniência ou interesses que pouco têm a ver com a capacidade de quem é escolhido. Que exemplo estamos a deixar aos futuros governantes e líderes?

Meus caros amigos, o meu desabafo está feito. Mas há uma realidade que merece a nossa reflexão, em Portugal e um pouco por toda a Europa. Há uma pergunta que cada vez mais portugueses fazem, muitas vezes em silêncio, como é possível trabalhar, cumprir obrigações, pagar impostos e, mesmo assim, não conseguir comprar casa, pagar uma renda ou viver com alguma tranquilidade?

Não estamos a falar de luxos, férias no estrangeiro ou carros novos. Estamos a falar do essencial, ter um teto, constituir família e olhar para o futuro sem sentir que estamos permanentemente a lutar para chegar ao fim do mês.

Perante esta realidade, importa perguntar, chegámos aqui por acaso ou houve decisões políticas que contribuíram para esta situação?

Não acredito que tudo seja culpa de um único governo, nem que todos os problemas tenham origem na política nacional. Mas também não aceito que ninguém assuma responsabilidades. Os governos existem para tomar decisões, definir prioridades e resolver problemas. Devem, por isso, ser avaliados pelos resultados que deixam, e não apenas pelas promessas que fazem.

A crise da habitação não nasceu de um dia para o outro. Durante anos, diferentes governos tiveram oportunidades para agir. Os governos socialistas que estiveram no poder durante grande parte do período entre 2015 e 2024 não são responsáveis por tudo, mas também não podem ficar de fora deste balanço. Houve tempo para identificar problemas, corrigir políticas e criar condições para aumentar a oferta de habitação a preços acessíveis.

Quando se anunciam apoios, mas a construção continua insuficiente, podemos ajudar algumas famílias no imediato sem resolver o problema de fundo. Quando a burocracia, os impostos e a incerteza dificultam o investimento, quem procura uma casa a um preço razoável acaba por sentir as consequências.

Não defendo que o Estado abandone os mais vulneráveis, nem acredito que o mercado resolva tudo sozinho. Defendo, sim, que a solidariedade deve ser acompanhada de políticas eficazes, contas bem feitas e resultados concretos. Proteger as pessoas não pode servir de desculpa para adiar indefinidamente as reformas necessárias.

E há outra questão que não podemos ignorar, em Portugal, já vimos governos chegarem ao poder sem terem vencido as eleições, através de acordos parlamentares que juntaram forças políticas com visões muito diferentes. É legítimo questionar as consequências dessas escolhas e avaliar o que trouxeram ao país. Governar não é distribuir promessas para garantir votos; é tomar decisões, mesmo quando são difíceis, e assumir as suas consequências.

Olhemos também para outros países europeus que foram governados por forças socialistas ou por coligações de esquerda. Não podemos atribuir todos os seus problemas à mesma ideologia, porque cada país tem a sua realidade. Mas também não devemos ignorar os resultados das políticas seguidas. Afinal, é para isso que serve olhar para o passado, aprender com os erros, em vez de insistir neles.

Portugal precisa de menos anúncios e mais execução, de licenças mais rápidas, condições para construir, melhor aproveitamento dos imóveis disponíveis e investimento sustentado em habitação pública. Precisa também de regras estáveis, que conciliem os direitos dos inquilinos com a necessidade de aumentar a oferta.

Não se trata de desrespeitar quem pensa de maneira diferente. Trata-se de exigir responsabilidade a quem governa. Um país não pode viver eternamente à espera de que o próximo governo resolva aquilo que o anterior deixou por resolver.

A verdadeira solidariedade não consiste em prometer tudo a todos. Consiste em criar condições para que as pessoas possam trabalhar, progredir e viver com dignidade. O esforço individual importa, sim, mas também é necessário que exista um país onde esse esforço tenha uma oportunidade real de dar frutos.

Quando uma geração começa a duvidar de que trabalhar e poupar lhe permitirá comprar uma casa e construir o seu futuro, não estamos apenas perante uma crise imobiliária. Estamos perante um sinal de alerta para toda a sociedade.

Meus caros leitores, não sou do contra por sistema. Sou contra as promessas impossíveis, a falta de competência e os políticos que parecem fazer tudo para chegar ao poder, mas depois se esquecem de quem lhes confiou o voto. Não podemos continuar a aplaudir quem promete o impossível para entrar no galinheiro, quando é preciso começar por reparar aquilo que ajudou a destruir.

Desculpem o desabafo, mas abram os olhos e olhem para o passado. O presente também é consequência das decisões de ontem. Quem governa tem a obrigação de apresentar resultados e assumir responsabilidades.

Bom fim de semana.

Augusto Bandeira/MS

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Toronto at a Crossroads…

A new poll released on Friday suggests support has tightened between Toronto’s top two mayoral candidates as advance voting is open and election day is just weeks away. (CBC)

Olivia Chow vs. Brad Bradford… Is this a defining moment for the city?

Toronto’s upcoming municipal election is about much more than choosing a mayor. It is a referendum on the direction of Canada’s largest city: how it should grow, how it should spend taxpayers’ money, how it should tackle housing affordability and congestion, and how it should balance the needs of motorists, cyclists, businesses and neighbourhoods. The contest between incumbent Mayor Olivia Chow and councillor Brad Bradford raises a fundamental question: Does Toronto want to continue along its current path, or does it want a different approach to governing the city?

Polls will inevitably shape conversation. But there is an important distinction between what a poll measures today and what voters will decide on election day. The latest polling available as of October 19 suggests a competitive two-candidate race, with Olivia Chow ahead but Brad Bradford having gained ground. Olivia Chow 52%… Brad Bradford 46%. The numbers tell an interesting story. In September, an Ipos poll for the Toronto Star gave Chow a 15% lead over Bradford. These are not identical surveys, so they should not be treated as a perfectly consistent trend line. Nevertheless, they show that Bradford has become substantial challenger and that the size of Chow’s advantage depends on the poll and when it was conducted. The margin of error also matters. A six-point difference in one poll is not a guarantee of the result, and the report margin of error does not account for every possible source of polling error.

Why the race has become so important…

Olivia Chow is seeking another term after taking office in 2023. Her record includes difficult budget decisions, property-tax increases, housing initiatives and efforts to expand public services. Supporters can point to continuity and her experience in office; cities can question the cost of city government and whether residents are seeking enough improvement in their daily lives. Brad Bradford, a Toronto city councillor and urban planner, has built his mayoral campaign around public safety, congestion and the cost of living. His campaign argues that Toronto needs a different approach to delivering results for residents. The contrast is not simply between two personalities. It is between different approaches to the city’s priorities, spending and management.

For voters, the central questions are practical…

  • Are housing and living costs becoming more manageable?
  • Are public transit and roads working well enough for residents and businesses?
  • Do people feel safe in their neighbourhoods and on the TTC?
  • Are property taxes and city services in a reasonable balance?
  • Is City Hall responding to the concerns of residents across the entire city?

Those questions will help determine how voters judge both candidates.

Do the polls influence voters? 

Absolutely, polls can influence the political atmosphere, although they do not necessarily determine how people vote. There are four important effects to consider. Momentum… when a challenger closes a polling gap, supporters may become more energized. Strategic voting…. voters who prefer another candidate may decide to support one of the two leading contenders. Complacency… a lead can encourage supporters to feel confident and stay home. Media coverage… a tight contest attracts attention and forces candidates to defend their records.

The advance polls are playing a big significance these days to determine the outcome of races. The last municipal election had a significant turnout that those votes determined the last mayoral race and giving Olivia Chow the win through its advance voting. This is a significant development. It means many voters have already made their decision before October 26. The final stretch of the campaign must therefore focus on voters who have not yet voted, as well as eligible voters who did not participate in advance voting.

The candidates’ differences are very clear when their proposal is examined issue by issue. You can get all their positions by going to their official web sites. These are campaign positions, not guaranteed outcomes. The candidates have disputed each other’s records and costs, feasibility and effects of their proposals. For instance, Bradford’s proposed tax freeze raises a question about how the city would maintain services and fund infrastructure without increasing property-tax revenue. Chow’s approach raises a different question: whether keeping future increases near inflation would provide sufficient revenue while making life more affordable.

Could this election be a turning point in Toronto’s history? Yes, it could make an important political turning point, although the extent of that change will depend on the election result and what the next administration accomplishes. If Olivia Chow wins a second term, a victory would provide a mandate to continue her governing approach. If Brad Bradford wins a victory would represent a change in mayoral leadership and a mandate to pursue his campaign priorities. 

Toronto’s mayor does not govern alone, city council, the provincial government and the federal government all influence what can be accomplished. A change in mayor would not automatically resolve the housing crises, traffic congestion or the city’s financial pleasures. The October 26 municipal election is an important test of public confidence in Toronto’s leadership.

The real turning point will not simply be who wins the mayor’s office. It will be whether the next mayor can turn campaign promises into visible improvements in the lives of Torontonians. On October 26, voters will choose the direction. The next four years will determine whether that choice delivers the change they expect.

Vincent Black/MS

 

 

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Where We Are

 

DR

There have always been homeless people. The reasons are varied; a great many suffer from mental disturbances, causing them to avoid society and its rules.
Defunding of subsidized mental care certainly contributed to the numbers. Without doubt, our economic system has always been a major contributor to homelessness. The system itself generates poverty as it does wealth.
As we all are witnessing, people have taken to the streets in Paris, Lisbon, and Barcelona, demanding the right to proper affordable housing, and protesting against speculative rental pricing, geared mainly toward the tourist industry. In Lisbon and Porto, protesters have been setting up tents in the main squares in order to make their point. Students are especially hit. Both main cities have become completely unaffordable, with others following. Young people are angry all over, and it’s about time. Surprisingly, our police responded violently on the
first day; the disturbing images made it seem like it was happening in another country. Fortunately, this hasn’t deterred them; the camps and chants continue. Our current conservative government seems to be doing the DT, by dismissing the acts, with the Prime Minister even calling them ‘selfish’. In France, protests always seem to take on a war-like tone. The French are fed up and they show it. The unfortunate looting and burning are already trademarks of a people that demand immediate action. Undoubtedly, there are many involved that play a
part solely for the opportunity to get their hands on free stuff, while others are participating for a chance to take out their frustrations on glass windows and parked vehicles. In Barcelona, thousands of people came out to prevent the removal by a landlord of an elderly lady from the apartment where she had lived
for decades. She was removed anyway, only to die a couple of days later. It’s clear that this is not about looting. People are being pushed beyond their limit.
In Toronto, residents have been feeling the real estate pinch for longer. House prices and rents have climbed to incredible levels over the past 20 years. To live and work anywhere near a major city takes more sacrifice than ever before, and it continues to get worse. There are many today that, even with all the effort they can muster, can’t make it work at all. That is what it’s like for many people here in Europe too. So it leads me to wonder how we got here. We didn’t do this to ourselves because we aren’t driving. All the politicians, all the corporate citizens,
who always claimed to act in our best interests, have led us here. It’s the only explanation. It has happened in every country in the Western world. Countries that have different governments and cultures end up, with few exceptions, with the same societal problems. It’s not a coincidence, it’s intentional.
For most people, life takes effort, but many that are alive today can remember being able to afford many things before, that are now out of their reach and out of the reach of generation ahead of them. This is where we have been steered, through no fault of our own, other than the blind trust in those who should have our best interests at the forefront. What a crock.

Fiquem bem,
Raul Freitas/MS

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Barcelos Captivates Toronto with the Power of Art, Tradition and Portuguese Identity

 

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Fotos: Cindy Da Ponte

Organized by the Barcelos Migrant Association, the exhibition celebrates the art, craftsmanship and traditions of Barcelos, strengthening the ties between Portugal and the Portuguese-Canadian community. Inaugurated on October 17 with a Porto de Honrareception marking the organization’s 28th anniversary, the exhibition will remain open until November 20, promoting the region’s cultural identity internationally and preserving its traditions for future generations.

For Vítor Santos, president of the Barcelos Migrant Association, promoting Portuguese culture was one of the main motivations behind the initiative. Pleased with the exhibition’s journey, which travelled to different locations over the course of approximately one year, he highlighted the quality of the pieces and the creativity of the artisans.

He also emphasized the importance of showcasing Portugal’s heritage and preserving traditions within emigrant communities, arguing that associations should also invest in cultural promotion.

“This is what promoting Portuguese culture and keeping our traditions alive is all about,” he stated.

Handicrafts, Pottery and the Camino de Santiago in Promoting Barcelos

The appreciation of handicrafts and traditional pottery was at the heart of the initiative, highlighting the importance of preserving and showcasing a distinctive part of Barcelos’ heritage.

In an interview with Camões TV+, Vítor Santos also emphasized the association’s intention to promote the Camino de Santiago among Canadian audiences, sparking interest in the city, its history and its traditions.

“Barcelos is an incredible, beautiful city, rich in handicrafts, pottery and so many other areas. It is a wealth of heritage that we need to showcase,” he said.

The president also highlighted the potential of the Camino de Santiago to attract visitors of different nationalities and introduce them to the region’s cultural and artistic richness.

“We want to bring Canadians to Barcelos and show them what belongs to us,” summarized Vítor Santos.

Peach Gallery: A Space for Portuguese Memory and Identity

Manuel Da Costa, a Commander of the Order of Merit, businessman, philanthropist and owner of the gallery, advocates preserving Portuguese identity in Toronto and encouraging greater community participation in promoting the country’s culture and traditions.

Reflecting on reconnecting with his roots approximately 30 years ago, he emphasized the importance of engaging younger people, citizens and associations.

“I would like to see more young people, more people getting involved and more clubs participating,” he said, highlighting the role of the entire community in passing Portuguese heritage on to future generations.

For the businessman, preserving Portuguese identity requires participation, commitment and concrete initiatives capable of engaging more young people, citizens and associations.

Unity and Collaboration in Preserving Traditions

Vítor Santos thanked the volunteers, institutions and partners who support the Barcelos Migrant Association, highlighting the contributions of Commander Manuel Da Costa, the Portuguese Association of Canada, ACAPO, Peach Gallery and the Barcelos City Council, specifically in relation to this exhibition.

He also emphasized the importance of the media, alongside other sponsors, in promoting cultural initiatives and shared a message of appreciation for the Portuguese community in Canada:

“Thank you to the Portuguese community in Canada, because we are very united, and united we are stronger.”

“It Is Through Action That We Get Things Done,” Insists Manuel Da Costa

Manuel Da Costa’s message is based on a clear conviction: the future of Portuguese culture in Canada depends on the community’s ability to unite, participate actively and support projects that address its needs.

For businessman Da Costa, preserving Portuguese identity requires more than words, speeches or occasional displays of solidarity. It requires “commitment, dedication and, above all, concrete actions that contribute to collective well-being and ensure that traditions continue to be passed on to younger generations.”

“Empty words, spoken just to fill time, do nothing for anyone. It is through action that we get things done,” he stated, delivering a message that calls on everyone who believes in the future of the Portuguese community to participate and get involved.

This appeal takes on particular significance when it comes to Lar Magalhães, a project intended to strengthen social support services for Portuguese seniors.

From Manuel Da Costa’s perspective, supporting this initiative means investing not only in the present but also in the future of the community, ensuring better conditions for those who have devoted much of their lives to work, family and building a strong Portuguese presence in Canada.

For Manuel Da Costa, the November 7 gala is an opportunity to unite efforts and turn solidarity into concrete action. The businessman is calling on everyone to participate in bringing projects to life that promote seniors’ well-being, preserve Portuguese culture and strengthen community ties.

More than a gesture of solidarity, this is a shared responsibility, essential to keeping Portuguese roots alive in Canada and passing this legacy on to future generations.

The exhibition “Expressões de Barcelos – Arte e Criatividade” (Expressions of Barcelos – Art and Creativity) brought the heritage of Portugal’s Minho region to Toronto, celebrating local artisans and strengthening the ties between Barcelos and the Portuguese-Canadian community.

It was an initiative that celebrated Portuguese identity and highlighted the importance of preserving traditions beyond national borders. Congratulations to our beloved Barcelos!

Romulo Ávila/MS

The content on the Milénio Stadium website is automatically translated using Google Translate.

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Barcelos conquista Toronto com a força da arte, das tradições e da identidade portuguesa

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Fotos: Cindy Da Ponte 

Promovida pela Associação Migrante de Barcelos, a exposição celebra a arte, o artesanato e as tradições de Barcelos, reforçando os laços entre Portugal e a comunidade luso-canadiana. Inaugurada a 17 de outubro, com um Porto de Honra que assinalou os 28 anos da organização, a mostra estará patente até 20 de novembro, promovendo internacionalmente a identidade cultural da região e preservando as tradições para as novas gerações.

Para Vítor Santos, presidente da Associação Migrante de Barcelos, a promoção da cultura portuguesa foi uma das principais motivações da iniciativa. Satisfeito com o percurso da exposição, que durante cerca de um ano passou por diferentes localidades, destacou a qualidade das peças e a criatividade dos artesãos. Sublinhou ainda a importância de divulgar o património português e preservar as tradições junto das comunidades emigrantes, defendendo que as associações devem apostar também na promoção cultural. “É isto que significa promover a cultura portuguesa e manter vivas as nossas tradições”, afirmou.

Artesanato, olaria e Caminhos de Santiago na promoção de Barcelos.

A valorização do artesanato e da olaria tradicional esteve no centro da iniciativa, destacando a importância de preservar e divulgar um património distintivo de Barcelos. Em conversa com a Camões TV+, Vítor Santos sublinhou também a intenção da associação de promover os Caminhos de Santiago junto do público canadiano, despertando o interesse pela cidade, pela sua história e tradições. “Barcelos é uma cidade incrível, linda e muito rica em artesanato, olaria e tantas outras áreas. É uma riqueza que precisamos de mostrar”, afirmou. O presidente destacou ainda o potencial dos Caminhos de Santiago para atrair visitantes de diferentes nacionalidades e dar a conhecer a riqueza cultural e artística da região. “Queremos levar os canadianos a Barcelos e mostrar-lhes aquilo que é nosso”, resumiu Vitor Santos.

Peach Gallery: um espaço de memória e identidade portuguesa

Manuel Da Costa, comendador, empresário, filantropo e proprietário da galeria, defende a preservação da identidade portuguesa em Toronto e uma maior participação da comunidade na divulgação da cultura e das tradições nacionais. Recordando o reencontro com as suas raízes há cerca de 30 anos, sublinhou a importância de envolver os mais jovens, cidadãos e associações. “Gostava de ver mais gente nova, mais pessoas envolvidas e mais clubes a participar”, afirmou, destacando o papel de toda a comunidade na transmissão da herança portuguesa às novas gerações.Para o empresário, a preservação da identidade portuguesa exige participação, compromisso e iniciativas concretas, capazes de envolver mais jovens, cidadãos e associações.

União e colaboração na preservação das tradições

Vítor Santos agradeceu aos voluntários, instituições e parceiros que apoiam a Associação Migrante de Barcelos, destacando o contributo do Comendador Manuel Da Costa, da Associação Portuguesa do Canadá, da ACAPO, da Peach Gallery e da Câmara Municipal de Barcelos, nesta exposição em concreto. Sublinhou ainda, entre outros patrocinadores, a importância da comunicação social na divulgação cultural e deixou uma mensagem de reconhecimento à comunidade portuguesa no Canadá: “Um bem-haja à comunidade portuguesa no Canadá, porque somos muito unidos, e unidos somos mais fortes”.

“É com ações que fazemos as coisas”, insiste Manuel Da Costa

A mensagem deixada por Manuel Da Costa assenta numa convicção clara: a continuidade da cultura portuguesa no Canadá depende da capacidade de a comunidade se unir, participar ativamente e apoiar projetos que respondam às suas necessidades. Para o empresário Da Costa, preservar a identidade portuguesa exige mais do que palavras, discursos ou manifestações pontuais de solidariedade. Exige “compromisso, dedicação e, acima de tudo, ações concretas que contribuam para o bem-estar coletivo e para a continuidade das tradições junto das novas gerações”.

“Palavras vazias, só para preencher tempo, não dão nada a ninguém. É com ações que fazemos as coisas”, afirmou, numa mensagem que apela à participação e ao envolvimento de todos os que acreditam no futuro da comunidade portuguesa. Este apelo ganha particular significado quando se fala no Lar Magalhães, um projeto que pretende reforçar as respostas sociais destinadas aos idosos portugueses. Apoiar esta iniciativa é, na perspetiva de Manuel Da Costa, investir não apenas no presente, mas também no futuro da comunidade, garantindo melhores condições àqueles que dedicaram grande parte das suas vidas ao trabalho, à família e à construção de uma presença portuguesa sólida no Canadá.

Para Manuel Da Costa, a gala de 7 de novembro é uma oportunidade para unir esforços e transformar solidariedade em ações concretas. O empresário apela à participação de todos na concretização de projetos que promovam o bem-estar dos idosos, preservem a cultura e fortaleçam os laços comunitários.

Mais do que um gesto solidário, é uma responsabilidade partilhada, essencial para manter vivas as raízes portuguesas no Canadá e transmitir esse legado às futuras gerações.

A exposição “Expressões de Barcelos – Arte e Criatividade”, levou o património minhoto a Toronto, valorizando os artesãos e reforçando os laços entre Barcelos e a comunidade luso-canadiana. Uma iniciativa que celebrou a identidade portuguesa e a importância de preservar as tradições além-fronteiras. Está de parabéns o nosso “Barcelos”.

Romulo Ávila/MS

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Gala de aniversário da Associação dos Amigos de Rabo de Peixe do Ontário angariou fundos para apoiar famílias carenciadas nos Açores

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Fotos: Cindy Da Ponte

 Cerca de 500 pessoas participaram na gala comemorativa do aniversário da Associação dos Amigos da Vila de Rabo de Peixe do Ontário, realizada no sábado, 17 de outubro, no Renaissance by the Creek, em Mississauga. A noite ficou marcada pela música, pelas homenagens e pelo espírito de solidariedade, com o objetivo de apoiar famílias carenciadas nos Açores e em Portugal, sobretudo durante a quadra natalícia.

O evento contou com a presença de Carlos Dias, presidente da Junta de Freguesia de Rabo de Peixe, cuja participação reforçou os laços entre a comunidade emigrante no Canadá e a sua terra de origem, na ilha de São Miguel. A celebração destacou ainda a importância da cultura portuguesa, da amizade e da união em torno de causas solidárias. A gala proporcionou momentos de convívio e animação musical, com um cartaz que contou com Jorge Guerreiro, artista vindo de Portugal, a banda Starlight, Tony Câmara e o DJ Jason Branco. O programa incluiu ainda a atuação do Bailinho dos Amigos de Rabo de Peixe, numa celebração que valorizou as tradições populares açorianas e a identidade cultural da comunidade.

Homenagens e reconhecimento

Um dos momentos marcantes da noite foi a homenagem atribuída a Hélio Moniz, distinguido pelo seu mérito e distinção. O Hélio é visto como um membro dedicado e trabalhador, tendo recebido o prémio pelas mãos de Paulo Távora. A organização atribuiu também um prémio de reconhecimento a Joe Rebelo, presidente da associação, pelo seu envolvimento e contributo para a vida associativa. As distinções representaram uma oportunidade para valorizar o trabalho, a dedicação e o espírito de participação que ajudam a manter vivas as associações portuguesas no Canadá.

Solidariedade para chegar às famílias no Natal

Para além da vertente festiva, a gala teve um propósito solidário. O valor angariado durante a iniciativa será destinado a ajudar famílias com grandes dificuldades económicas nos Açores e em Portugal, com especial atenção à possibilidade de prestar apoio já por altura do Natal. Joe Rebelo, presidente da organização, fez um balanço positivo da iniciativa, considerando que foi uma grande festa, marcada pelo convívio e pela participação dos presentes. O responsável destacou a importância de transformar a celebração do aniversário numa oportunidade concreta para ajudar quem mais precisa, sublinhando que os fundos angariados terão uma finalidade solidária, procurando levar algum alívio às famílias que enfrentam maiores carências. A intenção é que o apoio chegue a famílias em Portugal numa altura particularmente sensível do ano, em que as despesas aumentam e as dificuldades económicas podem tornar-se ainda mais pesadas.

A gala reafirmou o compromisso da Associação dos Amigos da Vila de Rabo de Peixe do Ontário com a preservação das raízes açorianas e a solidariedade, mantendo vivos os laços entre a comunidade portuguesa no Canadá e as famílias dos Açores e de Portugal.

Romulo Ávila/MS

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Rabo de Peixe Friends Association of Ontario Anniversary Gala Raises Funds to Support Needy Families in the Azores

 

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Fotos: Cindy Da Ponte

Approximately 500 people attended the anniversary gala of the Association of Friends of the Village of Rabo de Peixe of Ontario, held on Saturday, October 17, at Renaissance by the Creek in Mississauga. The evening was marked by music, tributes and a spirit of solidarity, with the goal of supporting families in need in the Azores and across Portugal, particularly during the Christmas season.

The event was attended by Carlos Dias, president of the Parish Council of Rabo de Peixe, whose participation strengthened the ties between the Portuguese emigrant community in Canada and its place of origin on the island of São Miguel. The celebration also highlighted the importance of Portuguese culture, friendship and unity in support of charitable causes.

The gala offered opportunities for socializing and musical entertainment, featuring a lineup that included Jorge Guerreiro, an artist from Portugal, the Starlight Band, Tony Câmara and DJ Jason Branco. The programme also included a performance by the Bailinho dos Amigos de Rabo de Peixe, celebrating Azorean folk traditions and the community’s cultural identity.

Tributes and Recognition

One of the evening’s highlights was the tribute presented to Hélio Moniz, who was recognized for his merit and outstanding contributions. Hélio is regarded as a dedicated and hardworking member of the community and received the award from Paulo Távora.

The organization also presented a recognition award to Joe Rebelo, the association’s president, in appreciation of his involvement and contributions to community association life. These distinctions provided an opportunity to recognize the hard work, dedication and spirit of participation that help keep Portuguese associations in Canada thriving.

Bringing Christmas Support to Families in Need

Beyond its festive atmosphere, the gala had a charitable purpose. The funds raised during the event will go towards helping families facing significant financial hardship in the Azores and throughout Portugal, with particular emphasis on providing assistance in time for Christmas.

Joe Rebelo, the organization’s president, gave a positive assessment of the event, describing it as a great celebration marked by fellowship and strong participation. He emphasized the importance of turning the anniversary celebration into a meaningful opportunity to help those most in need, noting that the funds raised will serve a charitable purpose and provide some relief to families facing the greatest hardships.

The aim is to ensure that assistance reaches families in Portugal at a particularly sensitive time of year, when expenses increase and financial difficulties can become even more burdensome.

The gala reaffirmed the Association of Friends of the Village of Rabo de Peixe of Ontario’s commitment to preserving its Azorean roots and promoting solidarity, keeping the bonds alive between the Portuguese community in Canada and families in the Azores and throughout Portugal.

Romulo Ávila/MS

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