Eliseu prepara exército para as manifestações de sábado
O governo francês preparou um dispositivo policial massivo para as manifestações do próximo sábado. Os protestos vão ainda ser vigiados por militares.
O governo francês preparou um dispositivo policial massivo para as manifestações do próximo sábado. Os protestos vão ainda ser vigiados por militares.
O Reino Unido quer ajudar o pais a defender-se dos ataques dos Houthis. O grupo rebelde do Iémen, apoiado pelo Irão, tem lançado drones e mísseis em território saudita numa ofensiva sem precendentes.
Estas informações permitem a fuga para os abrigos de civis em caso de bombardeamentos russos. Decisão após um encontro em Oslo com o enviado especial norte-americano Steve Witkoff.
A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, está no centro de uma forte tempestade política e jurídica na reta final das eleições presidenciais no Brasil. É acusada de ganhar dinheiro com anúncios de desinformação e de possuir um algoritmo que está a favorecer Bolsonaro face a Lula da Silva. 
O ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, afirmou, esta terça-feira, 20 de outubro, que o Governo está interessado em alargar e melhorar a medição dos resultados das reformas legislativas e que vai discutir o uso de Inteligência Artificial com o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair.
Matias tem planeada uma visita na quarta-feira em Londres ao Instituto Tony Blair para a Mudança Global, que trabalha com a inteligência artificial em matérias de governação.
O ministro recordou que durante os Executivos de Blair foram criadas ‘delivery units’, estruturas de apoio ao primeiro-ministro destinadas a acompanhar a execução das prioridades governativas em áreas como a saúde, educação ou criminalidade, e medir se foram cumpridas.
“Para a reforma de estado é fundamental medir o ponto de partida e o ponto de chegada e saber exatamente o que é que uma reforma produziu”, sublinhou o ministro à Agência Lusa, explicando que o sucesso de uma reforma se avalia comparando a situação antes e depois da sua implementação.
Segundo Matias, “mais importante do que apresentar os códigos [legislativos] é garantir que são implementados, que produzem efeitos e que esses efeitos chegam realmente às pessoas”.
Gonçalo Matias referiu que já existem unidades de medição e avaliação no centro do Governo português, como é o caso da Planapp na Secretaria-Geral e do comité da OCDE que está a monitorizar a reforma do Ministério da Educação.
Também na quarta-feira, o ministro vai encontrar-se com o secretário Parlamentar do Gabinete do Governo britânico, Mark Ferguson, com o qual pretende trocar experiências sobre o desenvolvimento da inteligência artificial.
Do programa da visita de três dias à capital britânica fizeram parte contactos no serviço digital do Governo britânico e no Open Data Institute, uma organização sem fins lucrativos fundada pelo “inventor da Internet, Tim-Berners-Lee.
Sobre esta última, considerou a reunião “muito interessante” para antecipar dificuldades práticas na execução da futura Lei da Interoperabilidade, em apreciação no Parlamento português e com parecer favorável da Comissão Nacional de Proteção de Dados.
A lei visa permitir a partilha de documentos de cidadãos e empresas entre diferentes serviços do Estado, medida implicará passar de 124 entidades atualmente ligadas à plataforma de interoperabilidade para cerca de cinco mil.
«Reconheceram que o nosso projeto era ambicioso e que tínhamos os mecanismos certos, mas alertaram para dificuldades práticas, muitas vezes relacionadas com a resistência dos serviços que detêm a informação», referiu o ministro, sublinhando que a partilha de experiência permite preparar melhor a implementação.

O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes (PSD/CDS-PP/IL), assinalou hoje na reunião do executivo o alinhamento com a oposição PS na reivindicação de compensações relativas à construção da estação de alta velocidade em Santo Ovídio.
"Desta vez, quer nós, quer o maior partido da oposição, estamos numa situação de procurar minorar os estragos, ou seja, de que o Estado procure compensar Gaia com um conjunto de decisões que minorize o prejuízo que vamos necessariamente ter", disse hoje o autarca na reunião pública do executivo.
Em causa está a construção da estação de alta velocidade de Gaia em Santo Ovídio, e entre várias questões, Menezes salientou "o interface rodoviário de proximidade, ainda para mais ao lado de uma grande estação de metro", uma questão que "não está salvaguardada" no caderno de encargos da obra.
Essa é uma reivindicação do executivo e também do PS/Gaia que, segundo Menezes, será levada a uma reunião com o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, que virá a Gaia "na próxima semana".
"Iremos publicamente confrontá-lo com algumas destas questões, outras foram suscitadas pelo Partido Socialista, outras foram suscitadas por nós, vamos confrontá-lo e procurar que dê explicações aos gaienses", garantiu Menezes.
O executivo exige "apoio financeiro para a manutenção/reestruturação das vias circundantes durante cinco anos", o "projeto e construção na proximidade de um terminal rodoviário para veículos ligeiros e autocarros", o "financiamento para construção da VL1 - Canidelo - Rotunda Edgar Cardoso; VL3 - Litoral da Madalena / Valadares - Santo Ovídio; e VL10 - Ponte do Freixo - Nó da A1 / Vila D' Este" e o "apoio ao estudo e financiamento da instalação de metrobus ou teleférico urbano entre Avintes e a Estação de Metro D. João II".
Na semana passada, o PS/Gaia, vincando que "Gaia tem de ter uma estação de alta velocidade, sob pena de tornar a ser um subúrbio do Porto", exigiu o "financiamento do Governo dos acessos ao tabuleiro rodoviário" da nova ponte rodoferroviária sobre o rio Douro, bem como a assinatura entre o município, o Governo, a Infraestruturas de Portugal (IP) e a concessionária responsável pela construção da linha (AVAN) um "contrato de minimização de impactos" e um "plano de acessos de emergência ao Hospital de Gaia, acordado com a ULS Gaia/Espinho e com o INEM".
Os socialistas pretendem também a "garantia do terminal intermodal" na zona da estação e "ligação direta entre a estação D. João II do Metro e a estação de alta velocidade", bem como a construção de um "túnel rodoviário entre a EN 222 e a Avenida da República, aproveitando a escavação da estação" e o "reforço do financiamento da oferta de transporte público durante os anos de obra".
Hoje, a associação Frente Cívica avisou que "já se brincou demasiado" com a obra da linha alta velocidade em Vila Nova de Gaia, intando o Governo a fazer cumprir o contrato de concessão, que prevê estação em Santo Ovídio.
"A Frente Cívica estará vigilante e eu espero que todos os portugueses estejam vigilantes, porque já se brincou demasiado com esta obra e já se perdeu tempo demasiado, exatamente por causa das hesitações do Governo e proximidades pouco saudáveis com os interesses do concessionário", disse à Lusa João Paulo Batalha, vice-presidente da associação de defesa de causas de interesse público, sobre a primeira parceria público-privada (PPP) da linha de alta velocidade Porto-Lisboa, que prevê estação de Gaia em Santo Ovídio, mas que o consórcio já tentou alterar e contra a qual Menezes já se pronunciou.
Para o vice-presidente da Frente Cívica, "percebendo que é perfeitamente legítima a preocupação com os impactos da construção no centro de Gaia", a Câmara deve dirigi-la "ao consórcio que está a fazer a obra", e não "pressionar o Governo para fazer o favor que a Mota-Engil queria que tivesse feito, que é alterar a natureza do contrato e da obra depois de ter sido adjudicado".
Leia Também: "Já se brincou demasiado" com o TGV em Gaia e contrato é para cumprir

Desde 1997/98 que os dragões não perdiam os três primeiros jogos da Liga dos Campeões.
Noite de emoções fortes na Liga dos Campeões e com portugueses a brilhar. Em Paris, no jogo cartaz da terceira jornada da fase de liga única, o Paris Saint-Germain recebeu e venceu, esta terça-feira, o Barcelona, por 4-2. Em Roma, Rodrigo Mora foi titular na goleada dos giallorossi sobre o Slovan Bratislava (4-0). Já em Manchester, o AEK Atenas, de João Mário, averbou uma pesada derrota na visita ao City, por 5-1.
Comecemos por aquilo que aconteceu no Parque dos Príncipes, em Paris. Com Vitinha, João Neves e João Cancelo titulares na capital francesa, foi o conjunto da casa a ir em vantagem para o intervalo graças a um grande golo de Désiré Doué (38').
O Barcelona não estava contente com a desvantagem no marcador e igualou a contenda no início da etapa complementar graças a um tento de Xavi Espart (55'). O PSG não baixou os braços e voltou à vantagem com um golo de Lucas Hernández (72').
Numa reta final de loucos em Paris, Lamine Yamal brilhou com um golo do outro mundo para voltar a empatar a contenda (79'). A resposta da formação de Paris surgiu de forma imediata e através dos pés do português Vitinha (81'). Fabián Ruiz fecharia as contas no Parque dos Príncipes com um remate certeiro aos 86 minutos.
No Etihad Stadium, em Manchester, o City não teve contemplações e goleou na receção ao AEK Atenas, por 5-1. Rúben Dias e o ex-Benfica João Mário foram titulares no encontro.
O homem da noite foi Phil Foden, que marcou aos 34, 65 e 76 minutos. Elliot Anderson (12') e Cherki (57') anotaram os restantes golos dos ingleses, com Pilo a anotar o golo de honra dos helénicos em Inglaterra, aos 52 minutos.
No Estádio Olímpico, em Itália, a AS Roma goleou na receção ao Slovan Bratislava, por 4-0, depois de ter deixado escapar a vitória na semana passada contra o Real Madrid, de José Mourinho. Com Rodrigo Mora a repetir a titularidade, Hermoso (21') abriu a contagem para os giallorossi, que seria ampliada por Molina (39').
Niccolo Pisilli marcou a abrir a segunda parte para a AS Roma, aos 52 minutos, antes de Malen converter com sucesso uma grande penalidade (56'). Até final, Santi Castro ainda viu um golo ser-lhe anulado por fora de jogo.
Em Anfield Road, o Liverpool somou a terceira vitória em três jogos nesta fase de liga, ao recuperar de uma desvantagem de dois golos para bater o Villarreal por 4-3. Com Renato Veiga titular na formação visitante, os espanhóis colocaram-se a vencer graças aos golos de Mikautadze (4') e Cardona (29').
A reação dos reds surgiu ainda no primeiro tempo, com Mac Allister (36') e Ronald Araújo (45+2') a empatarem para a formação da casa antes do regresso aos balneários. O mesmo Mac Allister bisou aos 65 minutos, antes de Wirtz fechar a contagem (68').
No Estádio Diego Armando Maradona, em Itália, o Napoli venceu o surpreendente Bodo/Glimt, por 4-3. Politano marcou para os napolitanos logo no primeiro minuto de jogo, antes de Hauge empatar para os noruegueses. Um golo de McTominay aos 41 minutos deixou os italianos em vantagem na ida para o intervalo.
Helmersen voltou a empatar a partida aos 62', mas um bis de McTominay recolocou a equipa da casa na liderança do marcador (75'). Numa reta final de loucos, um autogolo de Odin Luras Bjortuft deixou o Napoli a vencer por 4-2 (88'), antes de Fet fechar o resultado à beira do apito final (90+4').
A fechar a noite, destaque para o empate do Estugarda na receção ao Atlético de Madrid, num jogo em que o ex-Sporting Morten Hjulmand viu um cartão vermelho direto. Leweling marcou para os alemães ainda na primeira parte (36'), com Julián Álvarez a fechar as contas aos 47 minutos.
[Notícia atualizada às 22h13]

Avançado português foi titular no triunfo do Borussia Dortmund na casa do Sabah, com Guirassy a fazer um bis. Nélson Semedo assistiu para um dos golos do empate do Fenerbahçe frente ao Slavia Praga.
Rodrigo Querido | 19:36 - 20/10/2026

© OLIVIER HOSLET/EPA

O FC Porto sofreu, esta terça-feira, mais uma derrota na Liga dos Campeões. Desta feita, diante dos neerlandeses do PSV (0-1), em jogo da 3.ª jornada da fase de liga única. Os dragões de Farioli voltaram a sentir dificuldades em lidar com um adversário que pressionou alto e continuam sem amealhar qualquer ponto na prova milionária.
O FC Porto entrou com vontade de marcar cedo e até teve oportunidades para fazê-lo logo nos primeiros 10 minutos. A primeira grande ocasião foi desperdiçada por Oskar Pietuszewski que, após uma defesa incompleta do guardião do PSV, acabou por não direcionar a bola da melhor forma.
O PSV reagiu, empurrou o FC Porto através de pressão alta e também não perdeu tempo em ameaçar Diogo Costa. Aos 16 minutos, Mauro Júnior disparou com perigo, mas a bola saiu ao lado da baliza do FC Porto.
A partir daqui, o jogo ficou mais equilibrado, com muita luta a meio campo. Os minutos passavam e as duas equipas tentavam aproveitar as fragilidades adversárias, mas sem grande sucesso. Ainda assim, o PSV parecia estar ligeiramente mais forte na pressão, fazendo recuar o FC Porto no campo.
O perigo portista surgia quase sempre pelo corredor esquerdo, pelos pés de Pietuszewski. Aos 36 minutos, o extremo polaco voltou a ganhar espaço no flanco, mas continuou a revelar falta de pontaria, atirando por cima da baliza neerlandesa.
Passados seis minutos, grande susto no Estádio do Dragão, Alberto Costa mediu mal o passe atrasado para Diogo Costa e deixou Kostic na cara do golo. O internacional sérvio ficou muito perto de quebrar o nulo, mas o remate bateu no poste e saiu.
O intervalo chegou e o nulo imperava, com alguma naturalidade, no marcador.
O FC Porto voltou a entrar com fome na segunda parte e aos 48 minutos ficou mesmo à beira da vantagem. Pablo Rosario arriscou o remate fora da grande área e a bola quase beijou a barra.
No entanto, e tal como havia acontecido na primeira metade, o domínio do PSV voltou a emergir e aos 57 minutos registou-se novo susto junto da baliza do FC Porto, com o poste novamente a salvar Diogo Costa.
À terceira foi mesmo de vez e Guus Til abriu as contas do marcador logo depois, colocando o PSV a ganhar no Dragão, após a jogada de insistência da formação neerlandesa.
Farioli não perdeu tempo e operou uma tripla mexida logo de seguida: Borja Sainz, André Silva e In-Beom foram a jogo, rendendo Samu, Pietuszewski e Gabri Veiga.
As alterações de Farioli trouxeram algum fulgor ao FC Porto, mas sem grandes frutos ofensivos. Aos 69 minutos foi a vez de Zaidu sair para dar o lugar a João Souza, que se estreou, assim, oficialmente pelos azuis e brancos.
Aos 72 minutos, o FC Porto teve uma grande oportunidade de chegar ao empate, mas nem André Silva nem Froholdt tiveram pontaria afinada para aproveitar a ocasião de ouro. In-Beom deixou o português na cara do golo, mas atirou à figura de Kovar e na recarga Froholdt já se preparava para festejar, mas viu Geertruida dar o 'peito às balas'.
Logo a seguir, nova oportunidade flagrante, com Alberto Costa a conseguir passar a bola por cima de Kovac, mas Dest conseguiu cobrir o falhanço do guarda-redes e evitar o golo portista.
Apesar da quebra física, o PSV conseguiu agarrar-se à vantagem mínima e sair do Dragão com a primeira vitória da época na Champions, impondo, ao mesmo tempo, o terceiro desaire seguido ao FC Porto.
Os dragões continuam no fundo da classificação geral, sem qualquer ponto amealhado em três jogos, tal como o Slovan Bratislava, e voltam a entrar em ação na Liga dos Campeões a 4 de novembro, com uma receção ao Napoli.
Momento do jogo: Os falhanços de André Silva e Froholdt acabaram por ter grande peso anímico nos jogadores do FC Porto. Caso tivesse marcado, a equipa de Francesco Farioli até podia sonhar em completar a remontada...


O candidato presidencial Flávio Bolsonaro prometeu hoje que se for eleito fará «cashback» aos consumidores de uma parte do PIX utilizado no pagamento de contas de energia elétrica e prestações.
O anúncio, a cinco dias da segunda volta, foi feito num vídeo publicitário publicado nas redes sociais da coordenadora da campanha para assuntos económicos de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques.
O Pix é o sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, criado e regulamentado pelo Banco Central do Brasil (BCB). Lançado em novembro de 2020, revolucionou a forma como os brasileiros movimentam dinheiro, tornando-se o meio de pagamento mais utilizado no país.
«Flávio vai criar junto com a Caixa [Econômica Federal] um plano de recompensa pra todo mundo no Brasil, e o Vira PIX. Conta de luz, prestação, taxa, tudo o que você pagar, uma parte volta pro seu bolso», informa o vídeo da campanha.
A proposta do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro de devolver parte do dinheiro aos consumidores não detalhou quais outras faturas, prestações e taxas seriam contempladas.
O vídeo de campanha não informa também qual será o custo da medida e os seus impactos aos cofres públicos, no contexto em que o candidato do PL tem prometido fazer um «tesouraço», ou seja, grandes cortes de despesas, em crítica ao seu adversário, o presidente Lula da Silva.
Essa é a segunda medida anunciada por Flávio Bolsonaro hoje, após prometer, mais cedo, que caso eleito, retomará um programa de deduções fiscais, extinto em abril de 2025, que socorreu os setores de eventos e festas impactados pela Covid-19.
Criado em 2022, o chamado "Perse" (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos) teve impacto superior a 50 mil milhões de reais, cerca de 8,87 mil milhões de euros no câmbio atual, até o seu encerramento.
A ideia de «cashback» do candidato do PL se assemelha ao modelo aprovado na Reforma Tributária sobre o consumo, sendo que a principal diferença, é que a regra aprovada pelo Congresso Brasileiro valerá somente para a população de baixo rendimento.
Já iniciativa de Flávio dá a entender que o «Vira PIX», ou seja, devolução de parte do dinheiro, seria para todos.

O candidato presidencial brasileiro Flávio Bolsonaro reuniu-se hoje, em São Paulo, com cerca de 400 influenciadores digitais para ampliar a divulgação das suas mensagens e conquistar eleitores indecisos a cinco dias da segunda volta.
Lusa | 21:47 - 20/10/2026
Um Honda NSX vermelho que fez parte da vida de Ayrton Senna fora das pistas será leiloado em Londres, na Inglaterra, em 31 de outubro. O esportivo de 1991, associado ao tricampeão mundial de Fórmula 1, tem valor estimado entre 500 mil e 800 mil libras, faixa equivalente a aproximadamente R$ 3,5 milhões a R$ 5,6 milhões. O leilão será realizado pela RM Sotheby’s.
A história do veículo ganhou notoriedade com fotografias de Senna lavando a carroceria com uma mangueira de jardim, vestido de jeans e camisa. A cena se tornou uma das imagens mais lembradas do piloto em momentos longe das competições.
O NSX também aparece no documentário Ayrton Senna: Racing Is in My Blood, de 1992. Nas imagens, o brasileiro dirige o modelo e faz manobras ao volante do esportivo japonês.
A Honda disponibilizou o veículo para uso pessoal do piloto na Europa durante o período em que fornecia motores à McLaren. Foi pela equipe britânica que Senna conquistou os três campeonatos mundiais de Fórmula 1, em 1988, 1990 e 1991.
O carro tem carroceria vermelha, teto preto e bancos revestidos de couro escuro. Registrado em Portugal em 22 de março de 1991, com a placa SX-25-59, ficava guardado em Lisboa e era colocado à disposição do piloto durante suas passagens pelo país.
A ligação de Senna com o modelo não se limitava ao uso pessoal. Segundo o repórter especial da Folha de S.Paulo Eduardo Sodré, o brasileiro também contribuiu para o desenvolvimento do NSX, com observações sobre a rigidez da carroceria e o comportamento dinâmico do veículo.
O exemplar que irá a leilão na Inglaterra não é o único Honda NSX que pertenceu ao piloto. Uma segunda unidade, também de 1991, está no Brasil. O carro é preto e tem placa iniciada pelas letras BSS, referência a Beco Senna da Silva, apelido de Ayrton Senna.
O modelo japonês leiloado tem motor V6 de 3 litros, cerca de 270 cavalos de potência, câmbio manual e tração traseira.
Depois da morte do piloto, em 1994, o esportivo permaneceu em Portugal e passou pelas mãos de diferentes proprietários. O britânico Robert McFagan o comprou em 2013. Três anos depois, o veículo recebeu registro para circular no Reino Unido.
Em 2019, o NSX voltou ao circuito de Ímola, na Itália, durante as homenagens pelos 25 anos da morte de Senna. Na ocasião, Giancarlo Minardi, fundador da equipe Minardi, dirigiu o carro. Em 2024, o esportivo foi adquirido pelo atual proprietário, um colecionador de Nagoya, no Japão.
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O candidato presidencial brasileiro Flávio Bolsonaro reuniu-se hoje, em São Paulo, com cerca de 400 influenciadores digitais, para ampliar a divulgação das suas mensagens e conquistar eleitores indecisos a cinco dias da segunda volta.
"Mais do que nunca as pessoas conseguem enxergar que o Brasil tem dois caminhos», destacou Flávio Bolsonaro, perante os 400 formadores de opinião, que, de acordo com a campanha do candidato, têm cerca de 200 milhões de seguidores nas redes sociais.
Fora da agenda oficial de campanha e à porta fechada a jornalistas, para alinhar o discurso e produzir conteúdos para redes sociais, o evento promovido pelo 'coach' Pablo Marçal contou com várias figuras como o recém-eleito deputado federal por São Paulo Lucas Pavanato e a recém-eleita deputada estadual Eduarda Campopiano, que construíram parte da sua notoriedade nas redes sociais, com vídeos e publicações de forte alcance sobre temas políticos e sociais.
Lucas Pavanato ganhou projeção com confrontos que viralizam e posições contra temas identitárias e políticas ligadas à identidade de género, já Eduarda Campopiano destacou-se pelas críticas ao feminismo e à chamada "ideologia de género".
Flávio Bolsonaro gravou vídeos com os influenciadores presentes, no encontro que contou com a presença de nomes como o empresário do mundo fitness Renato Cariani e o ator e vencedor do 'Big Brother' Brasil Arthur Aguiar.
De acordo com a imprensa local, Pablo Marçal, responsável por parte da estratégia de Flávio Bolsonaro nesta segunda volta, apelou a que os influenciadores vendam esperança, «prosperidade que gera prazer, mas [...] tem que vender o medo».
Como assim vender o medo? Hoje o PT está usando a tática do medo», afirmou, de acordo com o portal G1.
As redes sociais têm assumido um papel de destaque nesta campanha, com as duas candidaturas a apostarem na mobilização de apoiantes e na circulação de conteúdos.
Do lado de Lula da Silva, o deputado André Janones criou o canal de WhatsApp «Exército do Lula», que reúne mais de 5,6 milhões de seguidores e é utilizado para coordenar a divulgação de mensagens favoráveis à reeleição do Presidente.
A disputa digital tem sido acompanhada por polémicas envolvendo a Meta, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, acusada pela campanha de Lula de restringir conteúdos favoráveis ao Presidente e favorecer Flávio Bolsonaro através dos seus algoritmos e ferramentas de inteligência artificial.
Na primeira volta, realizada em 04 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula da Silva, uma vantagem de 2.224.965 votos, sendo que, desde a introdução do sistema de duas voltas nas presidenciais brasileiras, em 1989, nenhum candidato que terminou a primeira votação em segundo lugar conseguiu vencer a eleição.
Leia Também: Lula autoriza levantar sigilos bancários se Flávio fizer o mesmo



