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Eleitores jovens dos EUA preferem democratas nas Midterms, diz pesquisa

A taxa de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entre os jovens adultos é de 21%, e sua aprovação na condução da economia é de apenas 18%, segundo uma pesquisa da Harvard divulgada na manhã desta quinta-feira (22).

O levantamento, feito com adultos com menos de 30 anos, revelou que esse grupo avalia negativamente os republicanos no Congresso (22% de aprovação) e os democratas no Congresso (30% de aprovação).

Nesse contexto, entre os eleitores com menos de 30 anos que provavelmente votarão — definidos como aqueles que afirmam que “com certeza votarão” nesta eleição —, 63% dizem que escolheriam um candidato democrata em vez de um republicano em seu distrito, contra 26% que prefeririam um republicano.

Jovens democratas têm 16 pontos percentuais a mais de probabilidade de afirmar que certamente pretendem votar do que os jovens republicanos — uma diferença maior do que a observada em 2022 ou 2018, devido à intenção de comparecimento relativamente baixa entre os jovens republicanos neste ano.

O voto não é obrigatório nos Estados Unidos, sendo este um fator definidor de toda eleição no país.

A pesquisa também aponta o que os autores descrevem como uma “tendência latente de populismo econômico” entre muitos jovens americanos, com apoio majoritário a propostas como o “Medicare for All” (sistema de saúde universal), a taxação de grandes fortunas e a proibição de que integrantes do Congresso negociem ações na bolsa de valores.

Pessimismo com a política nos EUA

Além disso, o levantamento também indicou que o pessimismo em relação ao cenário político nacional dos Estados Unidos parece estar em evidência entre os jovens americanos.

A pesquisa revelou que 69% afirmam sentir mais medo do que esperança quanto ao futuro do país, enquanto 26% expressam o sentimento oposto.

Apenas um quarto deles acredita que, ao atingirem a idade que os pais têm hoje, estarão em uma situação financeira melhor do que a que seus pais possuem atualmente.

Por outro lado, 27% acreditam que estarão em uma situação pior — o índice mais pessimista registrado pela pesquisa de Harvard nos últimos cinco anos.

Metodologia

A pesquisa Harvard Youth Poll foi realizada entre 30 de setembro e 7 de outubro, utilizando um painel online baseado em probabilidade.

Foram ouvidos 2.024 adultos com menos de 30 anos, incluindo 1.366 eleitores registrados e 749 classificados como eleitores com alta probabilidade de comparecer às urnas.

A margem de erro para o total da amostra de jovens adultos é de 2,61 pontos percentuais para mais ou para menos; para os eleitores registrados, é de 3,19 pontos percentuais para mais ou para menos; e, para os eleitores com alta probabilidade de votar, é de 4,3 pontos percentuais para mais ou para menos.

 

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Caos na França: 2.700 pessoas foram detidas em meio a protestos e saques

O ministro do Interior da França, Gérald Darmanin, afirmou nesta quinta-feira (22) que 2.700 pessoas foram detidas pela polícia desde sábado (17) em decorrência de distúrbios e saques.

Isso acontece em um momento em que autoridades buscam conter a onda de agitações no país, após protestos relacionados à educação e ao custo de vida acabarem gerando violência e confrontos com a polícia.

“2.700 pessoas foram detidas pela polícia desde sábado em relação a esses distúrbios e saques”, disse Darmanin em entrevista ao canal de notícias francês LCI.

Mais protestos estão marcados para este sábado (24). A Unef, principal sindicato estudantil da França, convocou manifestações e afirmou que o movimento não cessará até que suas reivindicações sejam atendidas.

A CGT, uma das maiores centrais sindicais do país, informou que participará das manifestações, defendendo que elas sejam pacíficas.

Enquanto isso, autoridades francesas prometeram uma presença policial “massiva” e impuseram toques de recolher.

Análise: “Revolta por insatisfação social” caracteriza protestos na França

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Juíza alerta que Trump precisa depor em processo de US$ 10 bi contra a BBC

Uma juíza federal dos Estados Unidos alertou que pode arquivar o processo do presidente Donald Trump de US$ 10 bilhões contra a BBC, caso ele não se empenhe mais em fornecer as informações às quais o veículo de imprensa tem direito no âmbito do processo — o que inclui prestar depoimento.

“Participar da fase de produção de provas é algo trabalhoso, mas é um ônus que assumimos, especialmente quando decidimos abrir um processo judicial”, afirmou a juíza Enjoliqué Aytch Lett aos advogados particulares de Trump durante uma audiência nesta quinta-feira (22).

Na ocasião, ela também acatou uma intimação da BBC para a obtenção de registros de integrantes do clube Mar-a-Lago.

Lett demonstrou ceticismo quanto ao fato de Trump e sua equipe terem realizado um trabalho adequado na busca por documentos internos relacionados ao caso.

“Tendo a concordar com o réu que é difícil acreditar que tenha sido feita uma busca minuciosa para determinar se todas as solicitações foram atendidas”, disse ela.

A magistrada também determinou que Trump preste depoimento até 11 de dezembro; no entanto, tanto ela quanto as partes envolvidas mencionaram a possibilidade de que essa data seja adiada.

Por que Trump processou a BBC?

Trump abriu o processo contra a BBC em dezembro de 2025. Ele alega ter sido difamado pela empresa em um documentário sobre seu retorno à política, exibido antes da eleição de 2024.

A acusação se baseia na forma como a produção combinou dois trechos de um discurso proferido por ele em 6 de janeiro de 2021, em frente à Casa Branca, pouco antes de seus apoiadores atacarem o Capitólio dos EUA.

O documentário uniu um trecho de suas declarações, no qual ele orientou seus apoiadores a “caminharem até o Capitólio”, a uma parte posterior, na qual ele disse aos manifestantes que “lutamos como loucos”.

Em resposta a uma disputa anterior sobre a produção de provas, o tribunal decidiu que a BBC tinha o direito de obter informações que esclarecessem a “mensagem” do discurso e a “impressão” que ele deixou.

Contudo, a corte ressaltou, na ocasião, que não estava dando à empresa de mídia carta branca para “reabrir a discussão” sobre os eventos de 6 de janeiro.

Ao todo, a BBC emitiu pelo menos 47 intimações a autoridades governamentais — entre pessoas que ainda estão e outras que já deixaram os cargos — e a assessores particulares do círculo de Trump que tiveram conhecimento de seus esforços para anular a eleição.

Entre eles, Jared Kushner e Ivanka Trump, o ex-procurador-geral Bill Barr e o ex-advogado da Casa Branca Pat Cipollone.

Entenda o que levou à saída de diretor e chefe de jornalismo da BBC

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França proíbe protestos em algumas cidades grandes para o final de semana

Autoridades da França proibiram protestos em cidades como Marselha e Lyon e anunciaram um toque de recolher para o fim de semana em partes de Paris.

O prefeito de Bouches-du-Rhône, o departamento ao qual Marselha pertence, anunciou uma proibição temporária de protestos para este sábado (24), segundo a BFMTV, emissora afiliada à CNN.

O transporte público também será suspenso das 5h de sábado às 5h de domingo, no horário local, na região metropolitana de Marselha, informou a BFMTV.

Cidades fora de Paris foram fortemente afetadas pelos recentes distúrbios.

Em Marselha, manifestantes vestidos de preto invadiram a prefeitura e picharam o prédio com símbolos anarquistas; em Lyon, manifestantes incendiaram o posto de turismo da cidade, relatou a agência Reuters.

A polícia de Paris anunciou um toque de recolher nas áreas da Place de la République e Les Halles, diariamente, das 23h às 6h, de quinta a domingo.

Protestos na França refletem o que será da Europa em 2027, diz especialista

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Loja de armas em Paris tem aumento nas vendas de spray de pimenta após caos

O proprietário de uma loja de artigos de defesa pessoal no centro de Paris afirma que as vendas de spray de pimenta em seu estabelecimento aumentaram desde os distúrbios do último fim de semana, em meio a manifestações que acabaram gerando violência e destruição na capital francesa.

Na loja L’Armurerie de la Bourse, situada no centro da cidade, o proprietário Yves Goletty relatou à Reuters que estabelecimentos próximos ao seu foram saqueados.

Segundo Goletty, os frascos de spray de pimenta estão entre os produtos mais vendidos. Pela legislação francesa, esses itens só podem ser utilizados para fins de legítima defesa.

“Ninguém esperava por isso, ninguém desejava isso, e precisamos torcer para que termine o quanto antes”, adicionou o proprietário.

A França foi palco, no último fim de semana, de sua pior onda de agitação social em anos.

Embora centenas de milhares de pessoas tenham ido às ruas pacificamente, uma prefeitura foi incendiada, lojas foram saqueadas e edifícios, pichados, enquanto grupos violentos entravam em confronto com a polícia em várias cidades do país.

Grupos estudantis e o movimento dos “Coletes Amarelos” convocaram novas manifestações para este sábado (24).

Protestos na França refletem o que será da Europa em 2027, diz especialista

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Comissários de voo nos EUA precisam de atendimento médico após turbulência

Quatro comissários de bordo da United Airlines receberam atendimento médico após forte turbulência durante a descida da aeronave para Los Angeles.

O voo 1157 da companhia pousou no Aeroporto Internacional de Los Angeles por volta das 20h50, no horário local, de quarta-feira (21), após enfrentar uma turbulência severa.

A aeronave, que era um Boeing 777, havia partido do Aeroporto Internacional Daniel K. Inouye, em Honolulu.

Segundo a United, quatro comissários de bordo foram avaliados por equipes médicas, e um deles foi levado ao hospital para receber tratamento. Havia 10 tripulantes a bordo.

Nenhum dos 190 passageiros ficou ferido, ainda de acordo com a companhia aérea.

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos informou que está investigando o caso.

Turbulências em voos podem ficar mais recorrentes; entenda

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Israel faz exercício militar perto do Irã antes da eleição, diz site

A Força Aérea de Israel realizou um exercício militar na segunda-feira (19) perto da fronteira do Irã. A operação contou com dezenas de caças e aeronaves de reabastecimento em voo, e acontece a cerca de uma semana das eleições parlamentares israelenses.

Segundo o site Axios, o exercício foi realizado a mais de 1.280 quilômetros de Israel, e a rota seguida foi compatível com a de um possível ataque contra o Irã, passando pelo espaço aéreo da Síria e do Iraque.

De toda forma, à medida que as aeronaves militares israelenses se aproximavam da fronteira iraniana, faziam o retorno e voltavam para Israel, ainda de acordo com fontes ouvidas pela Axios.

Israel notificou os Estados Unidos com antecedência e classificou a operação como um exercício de treinamento voltado para “projeção de poder”. Com isso, o objetivo seria evitar que o Irã lançasse ataques antes das eleições.

Autoridades americanas e israelenses pontuaram à Axios que a missão não foi incomum, mas o site ponderou que ela poderia ter levado a um erro de cálculo que reacendesse a guerra.

“Algumas fontes americanas relataram ter a impressão de que Israel esperava que os iranianos disparassem contra as aeronaves, o que forneceria uma justificativa para lançar ataques contra o Irã”, destaca a reportagem.

A Fox News também noticiou que a Força Aérea de Israel fez o exercício militar perto do Irã.

Trump decide não atacar o Irã antes de eleições

Os exercícios militares de Israel são feitos em um momento delicado da guerra no Oriente Médio. Sem acordo para fim definitivo do conflito, a navegação no Estreito de Ormuz continua com níveis reduzidos, o que influencia alta no preço do combustível pelo mundo.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, chegaram a discutir no início de outubro a possibilidade de lançarem mais ataques contra o Irã, ainda de acordo com a Axios.

O site relata que o premiê disse ao líder americano que informações de inteligência indicam que o Irã estaria tentando reconstruir seu programa nuclear — o principal motivo do início da guerra.

Trump pareceu inclinado a retomar os ataques, mas, posteriormente, decidiu não realizar uma nova operação militar, destacou a Axios.

O presidente dos EUA, inclusive, afirmou publicamente que não atacará o Irã até as Midterms, as Eleições de Meio de Mandato, que acontecerão em 3 de novembro.

Ele também prevê que o conflito no Oriente Médio terá fim após essa votação.

Por fim, a Axios destacou que o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, tenente-general Eyal Zamir, “não permitirá qualquer atividade militar injustificada que possa comprometer” as eleições parlamentares israelenses de 27 de outubro, segundo fontes.

Ataque terrestre contra o Irã seria perigoso e difícil; entenda

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Como a eleição em Israel impacta a negociação pelo fim da guerra no Líbano?

Os conflitos no Oriente Médio são parte central da campanha eleitoral em Israel para o Parlamento, conhecido como Knesset. A votação acontecerá no dia 27 de outubro e definirá o futuro do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Tanto o governo quanto a oposição tentam ter controle das narrativas sobre os conflitos. De um lado, o governo de Netanyahu afirma que as ações eram necessárias e garantiram a segurança de Israel; do outro, a oposição critica e diz que os objetivos não foram concluídos e causaram danos ao país.

Uma das guerras que ainda não chegou ao fim é a batalha no Líbano, contra o Hezbollah. Além dos ataques aéreos, que deixaram milhares de mortos, Israel avançou pelo território libanês e capturou uma área que avançava cerca de 10 km pelo país vizinho.

Um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos fez com que a fase mais intensa desse conflito ficasse para trás. Ainda assim, não houve um acordo para o fim definitivo das hostilidades.

Israel quer o desarmamento completo do Hezbollah, enquanto o grupo libanês se nega a baixar as armas e exige que as forças israelenses deixem o Líbano completamente.

Desta maneira, a comunidade internacional acompanha de perto as eleições israelenses para avaliar o futuro das negociações.

A eleição em Israel pode afetar as negociações no Líbano?

Samuel Feldberg, doutor em Ciências Políticas pela USP e pesquisador da Universidade de Tel Aviv, avalia que não haverá grandes mudanças na política externa israelense após a votação, mesmo se a oposição a Benjamin Netanyahu vencer.

O especialista explica que os candidatos de maior relevância são ligados aos militares e têm experiência na área de segurança, como, por exemplo, Gadi Eisenkot. Ele foi ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel e é o principal cotado para assumir o cargo de primeiro-ministro, caso vença Netanyahu.

Outros postulantes também ocuparam cargos importantes, como Avigdor Lieberman, ex-ministro da Defesa.

“As negociações com o governo do Líbano provavelmente vão continuar, mesmo se houver uma alternância de governo. E as demandas em relação à pressão sobre o Hezbollah com certeza vão continuar, mesmo que o governo não seja esse de Netanyahu”, pontua Feldberg.

Cortejo fúnebre do então comandante máximo do Hezbollah, Ali al-Debs, morto em um ataque de drone israelense, na vila de Nabatieh, no sul do Líbano, em 16 de fevereiro de 2024
Cortejo fúnebre do então comandante máximo do Hezbollah, Ali al-Debs, morto em um ataque de drone israelense, na vila de Nabatieh, no sul do Líbano, em 16 de fevereiro de 2024 • dpa/picture alliance via Getty I

Karina Calandrin, professora de Relações Internacionais do Ibmec-SP, concorda que ainda haverá pressão da sociedade israelense para que o grupo libanês se desarme e não represente mais uma ameaça para o país.

“A eleição pode mudar os instrumentos e o grau de disposição para negociar, mas provavelmente não eliminará o consenso israelense de que o Hezbollah não pode reconstruir no sul do Líbano a capacidade militar que possuía antes dessas guerras”, analisa.

Uma pesquisa de junho da Universidade Hebraica de Jerusalém, em colaboração com o Instituto Agam, revelou que apenas 12,2% dos entrevistados acreditavam que Israel alcançou a maioria dos objetivos abrangidos pela ideia de “vitória total”, que incluía, segundo a pesquisa, eliminar a ameaça do Hezbollah no Líbano, entre outros pontos.

Outros 61,3% disseram que Israel não alcançou esses objetivos “de forma alguma”, enquanto 26,5% avaliaram que Israel alcançou “alguns” de seus objetivos.

João Miragaya, assessor do Instituto Brasil-Israel e mestre em História pela Universidade de Tel Aviv, diz que é possível que um novo governo israelense tente chegar a um acordo com o governo libanês para o desarmamento do Hezbollah, que poderia terminar em um acordo de paz.

De toda forma, o especialista destaca que o processo seria complicado, ponderando que o “Hezbollah faria de tudo para atrapalhar” as negociações.

 

Entenda o que é o Hezbollah e como surgiu o grupo libanês

 

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Peru diz que Vaticano não tem “opinião definitiva” sobre visita do papa

A presidente do Peru, Keiko Fujimori, afirmou nesta quarta-feira (21) que cabe ao Vaticano a palavra final sobre a visita do papa Leão XIV ao país, que está prevista para novembro.

Espera-se que Leão XIV visite o Peru, incluindo sua antiga diocese de Chiclayo, entre os dias 11 e 16 de novembro, apesar de ter passado por uma cirurgia pulmonar em outubro.

O papa Leão não precisará de tratamentos adicionais após a cirurgia devido a um câncer de pulmão realizada na semana passada, informaram seus médicos nesta quarta-feira, indicando que o tumor não se espalhou.

O cirurgião-chefe do papa, Stefano Margaritora, declarou na semana passada que não havia “motivos clínicos” que impedissem o pontífice de viajar para a América do Sul.

Contudo, a Secretaria de Estado do Vaticano indicou que talvez seja necessário ajustar o ritmo da agenda do Papa para favorecer sua recuperação.

O pontífice, nascido nos Estados Unidos, tem uma viagem programada para o Uruguai, a Argentina e o Peru, entre os dias 6 e 17 de novembro.

Segundo a imprensa peruana, Fujimori inaugurou a primeira unidade industrial de processamento de pescado na região amazônica de Ucayali — um dos locais que constam no roteiro da visita de Leão ao Peru.

Papa Leão retira parte do pulmão e tem câncer confirmado, diz Vaticano

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EUA anunciam acordo no Paraguai para usar energia Itaipu em projeto de IA

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (21) um acordo para que a energia elétrica da usina de Itaipu seja utilizada em um projeto de infraestrutura para inteligência artificial. O entendimento foi firmado em uma empresa americana com uma companhia do Paraguai.

“A Crusoe, uma empresa norte-americana dedicada à fabricação de infraestrutura de superinteligência, e a Araico, uma empresa paraguaia voltada ao desenvolvimento de energia e infraestruturas, formalizaram um acordo de colaboração estratégica para construir uma infraestrutura de superinteligência de alto desempenho, alimentada pela usina hidrelétrica de Itaipu”, disse o governo americano.

Na nota, a administração federal dos EUA utilizou o termo “superinteligência” para se referir à inteligência artificial, devido a um decreto assinado por Donald Trump.

“No âmbito dessa parceria, a Crusoe planeja colocar em operação uma estrutura inicial em meados de 2027”, adicionou.

Ainda segundo o Departamento de Estado, a estrutura atenderá a clientes de “serviços em nuvem” tanto dos EUA quanto da América Latina. Eles declararam ainda que este pode ser um dos maiores investimentos privados na história do Paraguai.

A administração de Itaipu é dividida entre Brasil e Paraguai, que também ficam com partes iguais da energia produzida pela usina. Porém, em nenhum momento a nota do governo dos EUA citou o Brasil.

O anúncio foi feito em meio à visita de Christopher Landau, “número 2” do Departamento de Estado, ao Paraguai. Ele chegou a se reunir com o presidente Santiago Peña e o chanceler Rubén Ramírez Lezcano.

A viagem teve como objetivo “aprofundar ainda mais a parceria estratégica” entre os dois países por meio de novos acordos para impulsionar ambas as economias e “proteger nossos cidadãos contra ameaças transnacionais”.

Outro acordo firmado entre os países foi o investimento de US$ 12 milhões pela Uranium Energy Corp para desenvolver uma de suas concessões de urânio no Paraguai.

Trump diz que EUA chamarão inteligência artificial de “superinteligência”

 

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