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Primeiro turno contou com 43% mais eleitores de ao menos 70 anos

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O número absoluto de eleitores com 70 anos ou mais que foi às urnas no primeiro turno de 2026 aumentou 43% em relação a 2022. A variação foi calculada em uma análise de microdados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), realizada pelo Movimento Voto 70+ em conjunto com o centro de pesquisa Data8.

Os pesquisadores apontam que esse crescimento foi responsável pelo aumento do número de eleitores que compareceram no primeiro turno de 2026, que chegou a 125,2 milhões, contra 123,7 milhões em 2022.

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O voto é facultativo para cidadãos com 70 anos ou mais, assim como para analfabetos e jovens maiores de 16 e menores de 18 anos.

 

Rio de Janeiro (RJ), 10/07/2026 - Antonieta da Silva Campos, 96 anos, bancária aposentada, exibe seu título de eleitor em sua casa. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 10/07/2026 - Antonieta da Silva Campos, 96 anos, bancária aposentada, exibe seu título de eleitor em sua casa. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Antonieta da Silva Campos, 96 anos, bancária aposentada, exibe seu título de eleitor em sua casa. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Mais da metade compareceu

Nas últimas eleições gerais, havia 14,89 milhões de eleitores com 70 anos ou mais e 6,13 milhões foram votar. Já em 4 de outubro de 2026, 8,77 milhões compareceram, entre os 17,25 milhões de 70+ que estavam aptos.

“É a primeira vez, desde 2014, que mais da metade desse eleitorado vota”, destaca a idealizadora do Movimento Voto 70+ e cofundadora do Data8, Cléa Klouri.

Em números absolutos, os idosos com mais de 70 anos contribuíram com 2,64 milhões de votos a mais em 2026, o que representa mais que os 2,2 milhões de eleitores de Brasília, por exemplo.

Por outro lado, entre os menores de 70 anos, o número de votantes caiu de 117,59 milhões em 2022 para 116,51 milhões neste ano ─ um recuo de 1,07 milhão.

Isso aconteceu mesmo que o universo de eleitores aptos tenha se mantido praticamente estável: 141,56 milhões em 2022 e 141,49 milhões em 2026.

Eleitorado decisivo

Cléa Klouri destaca, em entrevista à Agência Brasil, que esse eleitorado ganha ainda mais importância em um pleito tão acirrado e pode decidir a eleição.

“É importante dizer o poder que eles têm de mudar o ponteiro da eleição. É uma quantidade grande de pessoas e são votos que devem contribuir para que essa eleição seja democrática”.

O Movimento Voto 70+ destaca ainda que a abstenção dos eleitores com 70 anos ou mais caiu 9,7 pontos percentuais nessa eleição, de 58,8% em 2022 para 49,1% no primeiro turno de 2026. Para os menores de 70 anos, o percentual subiu de 16,9% para 17,7% na comparação entre os mesmos anos.

 

Brasília (DF) 16/08/2024 – Uso de internet avança no país entre idosos
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil Brasília (DF) 16/08/2024 – Uso de internet avança no país entre idosos
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Idoso utiliza telefone celular Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Dados regionais

O Norte e o Nordeste tiveram as maiores mudanças de comportamento do eleitorado 70+ entre 2022 e 2026, segundo o levantamento.

No Nordeste, a abstenção baixou de 56,7% para 45,3%, enquanto, no Norte, caiu de 59,1% para 45,5%.

No Sudeste, o percentual caiu menos, de 62,9% para 53%. Mesmo assim, a região concentrou 1,15 milhão de novos eleitores 70+.

Centro-Oeste e Sul tiveram reduções menores, de 6,6 pontos percentuais e 5,9 pontos percentuais, respectivamente. 

Mesmo assim, o Centro-Oeste continuou a ser a região com menor abstenção do eleitorado 70+, com 43,8% em 2026. 

Destaques estaduais

De acordo com o levantamento, o Pará teve a maior queda de abstenção entre os estados, de 62,3% para 46,7%, o que representa 52% a mais de votantes.

A segunda maior foi no Ceará, de 56,4% para 41,0%. Naquele estado, a alta de 46% dos que compareceram representou um acréscimo de 125 mil votantes 70+.

No Sudeste, São Paulo teve 565 mil votantes nessa faixa etária a mais que em 2022, com uma alta de 42,8%. Isso equivale a quase um em cada cinco novos eleitores 70+ no Brasil.

Para os avaliadores, o desafio de ampliar a participação política dos idosos continua sendo o Rio de Janeiro, que registrou a maior abstenção 70+ entre os estados.

Neste ano, o não comparecimento foi de 58%, ante 66,6% em 2022. Entre as capitais, a fluminense é a que tem a maior abstenção (62,3%).

No Rio Grande do Sul, a abstenção teve queda de 54,3% para 49,1%. O estado tem a maior proporção de eleitores com 70 anos ou mais do país, representando 14,5% do eleitorado.

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Mulher e filho de Marcinho VP são presos em operação da PF no Rio

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A empresária Márcia Gama Nepomuceno, mulher do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e mãe do rapper Oruam, foi presa pela Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (19), na Operação Backbone.

Na ação, que visava desarticular uma estrutura ligada ao Comando Vermelho, também foi preso um outro filho do casal, Lucas dos Santos Nepomuceno.

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Os dois estavam entre os alvos dos 23 mandados de prisão expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Eles foram levados para a sede da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Até o início desta tarde, a PF tinha cumprido 20 mandados de prisão, o que inclui um contra o próprio Marcinho VP, que já cumpre pena na Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Em 2026, o traficante completou 30 anos de detenção.

Segundo a PF, o grupo criminoso investigado impõe o monopólio do fornecimento de internet nos conjuntos de favelas do Alemão, na Penha, e do Chapadão, que se estende aos bairros da Pavuna, Anchieta, Ricardo de Albuquerque, Costa Barros e Guadalupe, na Zona Norte do Rio.

De acordo com as investigações, o esquema alvo da operação utiliza empresas provedoras para lavar os recursos obtidos com a atividade.

Defesa

O advogado Flávio Fernandes, que defende Márcia, disse que não teve acesso aos autos da investigação e do processo e, por isso, não podia opinar sobre a prisão.

“O que a gente sabe é que se trata de uma investigação, acredito que não seja processo, que investiga empresas que forneceriam sinais clandestinos de TV, de internet e que essas empresas repassariam valores para familiares da minha cliente”, informou à Agência Brasil, por meio de áudio no WhatsApp, ressaltando que é advogado apenas de Márcia.

Flávio Fernandes descartou o envolvimento de Márcia Nepomuceno neste esquema.

“Márcia não tem nenhum envolvimento com empresas deste tipo de atuação. As empresas com o nome da Márcia são todas legalizadas. Ela emite notas, está em dia com o fisco, com as obrigações na Receita Federal. Essas empresas aí, Márcia desconhece. Não tem envolvimento com qualquer tipo de empresa clandestina de fornecimento de sinal de internet”, afirmou ainda no áudio.

A Agência Brasil não conseguiu contato com a defesa de Lucas.

Mandados de busca

Além dos 23 mandados de prisão preventiva, havia 24 mandados de busca e apreensão também expedidos pelo STF. 

Os alvos estavam na capital fluminense e nos municípios de Nova Iguaçu, São João de Meriti e Magé, na Baixada Fluminense; Teresópolis, na Região Serrana; e Maricá, na Região Metropolitana do Rio.

“Parte dos mandados de prisão será cumprida no sistema prisional, inclusive em unidade do Sistema Penitenciário Federal”, informou a PF.

De acordo com a corporação, também foi determinado o bloqueio de bens e valores em até R$ 558 milhões, alcançando 40 pessoas físicas e 42 empresas.

A Justiça também ordenou a suspensão das atividades econômicas das pessoas jurídicas em questão, entre provedores de internet, produtoras de eventos, empresa de contabilidade e empresas de fachada que eram utilizadas pelo grupo nas práticas criminosas.

A PF informou que a Operação Backbone se insere no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal.

O objetivo é “combater organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635”.

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Festival de Cinema valoriza produções de crianças e adolescentes

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O interesse pelo cinema começou cedo. Por volta dos 5 anos, as brincadeiras do menino já tinham montagem de filmes com histórias de super-heróis. Enquanto ia gostando dessa brincadeira, Miguel Figueiredo Viglio deu o primeiro passo para conhecer mais a arte do cinema e resolveu, aos 7 anos, fazer um curso de stop motion, que é uma animação feita quadro a quadro.

“Aí comecei a fazer os filmes em stop motion com brinquedos que eu tinha e fui me aprimorando”, contou em entrevista à Agência Brasil

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Hoje com 14 anos, o jovem tem certeza de que quer seguir na carreira, embora saiba que é um caminho árduo. “É difícil, mas sei que vou trabalhar com uma coisa que eu gosto e com pessoas que também gostam da mesma coisa".

Miguel Viglio é um dos concorrentes no Festival Internacional Pequeno Cineasta (FIPC), que ocorre deste domingo (18) até o dia 24 de outubro, em três espaços culturais da cidade do Rio de Janeiro: Teatro Municipal Carlos Gomes, Instituto Cervantes e Jardim Botânico. A programação é gratuita.

 Fedtival Internacional Pequeno Cineasta. Foto: : Divulgação Festival Internacional Pequeno Cineasta (FIPC)
 Fedtival Internacional Pequeno Cineasta. Foto: : Divulgação Festival Internacional Pequeno Cineasta (FIPC)
Circo dos Horrores - Divulgação Festival Internacional Pequeno Cineasta (FIPC)

Em casa, Miguel conta com o incentivo da mãe Chica Amoreira, que orgulhosa lembrou os prêmios que o filho já conquistou em festivais. Entre as premiações, somente com o filme Circo dos Horrores, com o qual vai concorrer nesta edição do FIPC, tem Melhor Filme no festival FECEA no Rio Grande do Sul, em 2025; Troféu Geração no Festival do Rio, no mesmo ano; Melhor filme pelo Júri Popular no festival É Tudo Criança, em Minas Gerais, em 2026.

Fora do Brasil, foi finalista no CineClub Dei Picoli, na Itália, em 2025, no Madeira Curtas Short Film, de Portugal em 2026 e no REC film festival da Alemanha também em 2026.

Daniel Nini, de 16 anos, é mais um concorrente no Festival Internacional Pequeno Cineasta. O interesse pela arte o levou para atuar como ator. Depois do teatro, veio a vontade de fazer cinema porque gostava muito de ver filmes.

“Com 10 anos eu me toquei que poderia estar nos filmes e realizar filmes. Aí comecei a ver muita coisa para pegar bagagem cultural e tentar botar em prática os meus próprios roteiros”, disse à Agência Brasil.

No início, recorreu ao celular, que era o que dispunha na época para realizar o seu filme. “Nessa época eu não tinha câmera, quando eu peguei feito por telefone, pensei que nada ia ser aproveitado, porque o som também não estava com uma qualidade muito boa , mas com a mágica da edição, ainda mais vendo na tela grande, ficou ótimo. Fiquei muito feliz com o resultado”, contou Daniel.

que também é ator e com o tempo conseguiu comprar os equipamentos necessários com o dinheiro que ganhava com as suas atuações.

Júri

Uma outra característica do festival é que as crianças e adolescentes também participam da escolha dos vencedores. O Júri Oficial é formado por jovens das mesmas faixas etárias dos competidores, na faixa etária entre 8 e 17.

A responsabilidade de ter que julgar as produções é grande, afinal pode representar um marco para quem está começando na carreira. Participante do Júri Oficial, Carina Ki considerou uma experiência muito importante.

“Quando eu soube que eram de 13 a 17 pensei que era uma coisa meio experimental porque são crianças fazendo, mas fiquei muito impactada com a criatividade e todas as técnicas que elas usaram. As crianças se esforçaram muito para fazer. Fiquei muito impressionada com o talento delas”, disse.

“Eu tenho o projeto de estudar cinema no futuro, então, foi uma oportunidade muito importante, para mim, ter contato com produções de outros adolescentes”, concluiu.

Para a cineasta, produtora, educadora audiovisual e idealizadora do FIPC, Daniela Gracindo, o diferencial deste festival é que não são adultos falando sobre crianças e adolescentes. São eles que assumem as câmeras para contar as suas histórias.

“Eles ficam se sentindo mais participativos com protagonismo, porque a opinião deles importa. Já muda completamente a postura daquela criança que senta na cadeira sabendo que vai eleger o filme que vai ser premiado. A postura dela na cadeira de cinema é outra”, avaliou Daniela.

11ª edição

O Festival Internacional Pequeno Cineasta chega a 11ª edição com mais atividades e maior interesse de crianças e adolescentes pela arte do cinema. A ideia surgiu quando Daniela produzia uma homenagem ao avô Paulo Gracindo.

Na época, o pai Gracindo Jr., com quem realizava o documentário, tinha uma produtora, onde a cineasta queria dar aulas de cinema e teatro. Foi assim que em 2009 uma turma com equipe infantil de alunos entre 9 e 13 anos inaugurou a Oficina Pequeno Cineasta, que acompanha crianças e jovens em todas as etapas da realização de um filme, indo da ideia e do roteiro à atuação, direção, filmagem e edição.

A partir daí surgiu a primeira edição do festival em 2010 e, que segundo Daniela, ainda era bem mais tímida.

“Cada edição que eu faço é uma potência tão grande de troca de cultura, de conexão, de conseguir se aproximar da criança, porque a gente tem esse espaço qualificado onde elas podem e devem se expressar por meio da sétima arte”, apontou Daniela.

Ao longo dos anos o convívio com as crianças e adolescentes foi aumentando e se fortalecendo por meio de Oficinas Pequeno Cineasta que já foram realizadas no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul e até fora do Brasil, como na Guiana Francesa e na Argentina. 

“Por ver todo esse resultado e conseguir abrigar crianças que nunca entraram em uma sala de cinema e ficam estonteadas só com a sala, imagina quando elas veem que uma outra garota ou garoto, como elas, fizeram aquele filme que está na tela. O impacto é muito grande para todos”, disse Daniela.

Produções

Este ano, o festival vai exibir 68 filmes realizados por jovens de 8 a 17 anos. As produções foram selecionadas a partir de 467 inscrições de 41 países e dez estados brasileiros. São ficções, documentários e animações, que conforme a organização, “mostram como essa geração enxerga questões que vão de amizade e preconceito à inteligência artificial, cyberbullying e crise climática”.

Níveis de competição

Além de quatro categorias: Nacional e Internacional Criança para realizadores de 8 a 12 anos; e Nacional e Internacional Jovem para adolescentes de 13 a 17 anos, a competição das obras se dá em três mostras especiais: Oficina Pequeno Cineasta, Filmes Hispânicos e Sustente Sua História, que é dedicada a produções sobre sustentabilidade e meio ambiente.

Variedade

Os temas dos filmes selecionados passam por afetos, perdas, amizade, preconceito, trabalho, inteligência artificial, violência, cyberbullying, crise climática e a relação entre humanidade e natureza.

Os vínculos humanos são abordados em A Night Without You (Malásia), Orpheus & Eurydice (Estados Unidos) e Passagens (Niterói, Rio de Janeiro). Já em The City (Ucrânia) e Paani (Estados Unidos) os cineastas tratam da resiliência diante de guerras, deslocamentos e eventos climáticos extremos.

A crise climática é tema em Axinos (Grécia), Concreto (Contagem, MG) e Yanomamis: Guardiões da Floresta (Brasil), enquanto O Espelho e Segundo Plano, os dois de Porto Alegre, e Por Culpa de la IA (Espanha) exploram a solidão, pressão social, violência e os efeitos da tecnologia.

Intercâmbio

A abertura, no dia 18, às 11h, no Teatro Municipal Carlos Gomes, Centro do Rio, reserva um encontro especial entre cineastas do Brasil e da Guiana Francesa. Na cerimônia, serão exibidos seis curtas realizados em Saint-Georges, por cerca de 80 crianças e jovens, produzidos durante oficinas desenvolvidas entre 2025 e 2026, além de um minidocumentário sobre o processo de criação.

Na segunda-feira (19), haverá no Instituto Cervantes, em Botafogo, das 15h30 às 17h, a Mesa Redondinha. O evento será um encontro de jovens cineastas do Brasil e da Guiana Francesa para assistirem aos filmes produzidos pelos dois grupos. Também terá conversar com o público sobre escolhas narrativas, temas, desafios de realização e as diferentes maneiras de transformar experiências em cinema. 

Ainda na segunda e no dia seguinte, o Instituto Cervantes recebe, das 9h às 13h, o workshop Cinema na Sala de Aula, destinado a professores, educadores e interessados em desenvolver práticas audiovisuais com crianças e jovens. A educadora, realizadora e pesquisadora argentina Irene Blei, é quem vai ministrar a atividade com oito horas de duração.

Irene é inovadora na educação audiovisual, ela criou e dirigiu historicamente a Oficina de Cine El Mate, a primeira escola de cinema infantil e juvenil de Vicente López, na Argentina.

Escolas

As ações do festival atravessam os seus espaços e chegam às escolas e comunidades educativas de todo o país por meio do Pequeno Cineasta na Escola.

As instituições inscritas tem acesso gratuito, durante o período do festival, às mostras competitivas e podem organizar sessões com seus alunos e enviar os votos para o Prêmio do Júri Popular. Para a organização, a iniciativa favorece a formação de plateia e transforma o cinema em ponto de partida para conversas sobre temas contemporâneos dentro da escola.

“É primordial para a infância e a juventude nesse sentido, não de ser um youtuber, um tiktoker, pode ser também, mas a ideia do projeto Pequeno Cineasta é que eles se aprofundem na linguagem e se tornem críticos e saibam o que estão recebendo, fazendo e sejam alfabetizados nessa linguagem”, relatou Daniela.

Ao longo das edições, o festival reuniu produções de 54 países e alcançou mais de 80 mil pessoas, “promovendo autoria, direito à expressão, formação de público e diálogo intercultural”.

O encerramento da programação deste ano será no Instituto Cervantes, das 16h às 18h, quando haverá a premiação dos vencedores e uma homenagem a Gracindo Jr, que morreu no dia 2 de setembro, em casa no Rio, aos 83 anos.

O Festival Internacional Pequeno Cineasta tem apoio institucional da Prefeitura do Rio, por meio das Secretarias Municipais de Cultura e de Educação, do Sistema Nacional de Cultura e do Ministério da Cultura.

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Justiça do Rio condena homens por estupro coletivo de jovem de 17 anos

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A Justiça do Rio de Janeiro condenou quatro homens a 15 anos de prisão, em regime fechado, pela participação no dia 31 de janeiro deste ano no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos de idade, em um apartamento em Copacabana, na zona sul da cidade. 

Os condenados são Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho, Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin, que tinham idades entre 18 e 19 anos, quando o crime foi cometido.

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Além da condenação, a sentença da 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e ao Adolescente da Capital do Rio de Janeiro determina o pagamento de indenização pelos danos morais causados à vítima, no valor de 40 salários mínimos.

Os quatro foram absolvidos da acusação de cárcere privado.

Conforme as investigações, a vítima foi levada por um jovem de 17 anos a um apartamento que seria de um amigo e quando chegou lá ele insinuou que fariam “algo diferente”, o que foi recusado por ela. Em um quarto do imóvel estavam os quatro que foram condenados agora pela Justiça do Rio e que insistiram em manter relações com a vítima.

Em abril deste ano, a juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e Juventude da Capital, determinou a internação do adolescente que planejou a ida da jovem ao local, onde outros homens também participariam de estupro coletivo. 

A magistrada considerou a gravidade da conduta e a violência empregada, com base no entendimento de que ele armou uma emboscada contra a vítima, com quem mantinha um relacionamento afetivo.

Na época, o jovem foi condenado à medida de internação, sem possibilidade de atividades externas por um período inicial de seis meses.

“A gravidade da infração e a falha da rede familiar em prover limites adequados justificam a medida extrema, visando à ressocialização do jovem e a preservação da ordem pública”, argumenta a juíza na sentença, que teve como um dos pontos centrais, a valorização do depoimento da vítima.

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