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Lucro distribuível da Blackstone cai 13% no trimestre com mercado instável

A Blackstone, a maior gestora de ativos alternativos do mundo, divulgou nesta quinta-feira uma queda ​nos lucros do terceiro trimestre, já que ​o ambiente turbulento do mercado prejudicou sua capacidade de obter retorno sobre os investimentos.

Os mercados globais têm sido abalados pelo aumento dos rendimentos dos títulos, pelas expectativas de taxas de juros mais altas por mais tempo e pela elevada volatilidade do mercado decorrente da guerra no Irã.

Como resultado, muitos negócios em potencial estão sendo suspensos, levando a uma desaceleração ⁠nas transações e nas IPOs (ofertas ​públicas iniciais) no primeiro semestre do ano.

A atividade global de fusões ​e aquisições (M&A) caiu 41% em relação ao trimestre anterior no terceiro trimestre, de acordo ⁠com dados da LSEG.

As realizações líquidas da ⁠Blackstone, que acompanham os recursos provenientes da saída de investimentos, caíram ​34%, ‌para cerca de US$332 milhões, prejudicadas por uma queda de quase 50% em seus ⁠negócios de private equity.

O lucro distribuível, ou lucro disponível para os acionistas, caiu 13%, para US$ 1,32 por ação. Analistas esperavam em média US$ 1,26, de acordo com dados compilados pela LSEG.

Os resultados ‌da ⁠Blackstone, no entanto, ‌foram amenizados por entradas líquidas de mais de US$ 63 bilhões, elevando os ativos sob gestão para US$ 1,37 trilhão e impulsionando os lucros relacionados a comissões em 6%.

Seus negócios de crédito ⁠e seguros representaram a maior parcela dos ⁠novos influxos, gerando quase US$ 36 bilhões, seguidos pelo private equity, com US$12,6 bilhões.

Os lucros relacionados a comissões provenientes ‌da gestão de investimentos em seus fundos de private equity saltaram 26%, para US$ 619 milhões.

As gestoras de ativos alternativos estão enfrentando uma queda nos preços de suas ações este ano, à medida que os investidores se tornaram cautelosos diante das perspectivas de ‌um crescimento futuro mais lento e de possíveis perturbações causadas pelos avanços da IA nas empresas de suas carteiras.

O crédito privado, em particular, tem sido alvo do ⁠nervosismo dos investidores, com grandes gestoras relatando um aumento nos pedidos de resgate nos últimos trimestres.

A Blackstone informou no mês passado que os pedidos em seu fundo BCRED permaneceram elevados ​no terceiro trimestre, mas afirmou que os fundamentos da carteira continuam sólidos.

Suas ações despencaram quase ​30% este ano, em linha com o desempenho de outras gestoras de ativos, em comparação com um ganho de 13% no mercado como um todo e de cerca de 2% no índice S&P 500 Financials.

Sebrae: 6,5 milhões de pequenos negócios tomaram empréstimo no 1º tri

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Wall Street abre em queda com volta do nervosismo em torno da IA

Os principais ​índices de ​Wall Street abriram em queda nesta quinta-feira (22), com as ações de crescimento sofrendo ⁠novas ​pressões depois ​que os resultados financeiros ⁠das megacapitalizadas ⁠Tesla e Meta ​pouco ‌contribuíram para ⁠dissipar as dúvidas sobre as perspectivas da ‌IA, ⁠enquanto uma ‌recuperação nos preços do petróleo ⁠aumentava ⁠o nervosismo do mercado.

O Índice ‌Dow Jones Industrial Average caiu 0,13%, para 52.788,41 pontos ‌na abertura. O S&P 500 recuou ⁠0,81%, para 7.694,62 pontos, enquanto o ​Nasdaq Composite recuou ​1,48%, para 26.308,407 pontos.

 Em atualização

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Barclays vai cortar 5 mil empregos em plano de redução de custos por IA

O Barclays anunciou que cortará cerca de 5.000 empregos, ou 5% de sua ​força de trabalho, este ano, à medida ​que utiliza tecnologias como a inteligência artificial para reduzir custos fixos e melhorar a rentabilidade geral.

Os cortes de pessoal foram apresentados quando o Barclays divulgou lucro no terceiro trimestre de 2,3 bilhões de libras (3,08 bilhões de dólares), acima do registrado no ano anterior, mas abaixo das previsões dos analistas, devido ao desempenho abaixo ⁠do esperado do negócio de ​negociação de renda fixa.

 

 

O banco informou ter realizado mais 201 milhões ​de libras em “medidas de redução de custos estruturais” no terceiro trimestre, como ⁠parte de seu plano de longo prazo ⁠para reduzir despesas, como custos com pessoal, por meio de ​maior ‌uso de tecnologia.

Cerca de 60% do total de cortes de pessoal afetará ⁠funcionários em funções de apoio, como desenvolvedores, disse a diretora financeira Anna Cross aos repórteres, em um dos sinais mais claros até agora, vindo de um grande banco, ‌de ⁠como a IA ‌está permitindo que as empresas reduzam o quadro de funcionários nessas funções.

Cross disse que 1.000 cargos já foram eliminados, com o restante a ser cortado até ⁠o final do ano.

As ações do Barclays ⁠caíam 2,5% no início do pregão, apresentando desempenho inferior ao de outras instituições financeiras.

As ações ‌do banco caíram 14% neste ano, em linha com os pares europeus, que sofreram correção após anos de alta, à medida que as taxas de juros mais elevadas impulsionaram os lucros.

A Shore Capital afirmou em uma nota ‌que os resultados ficaram abaixo do esperado devido ao desempenho decepcionante do banco de investimentos.

O banco de investimentos do Barclays registrou receita total no terceiro ⁠trimestre de 3,1 bilhões de libras, abaixo das previsões de 3,3 bilhões de libras.

Os resultados do terceiro trimestre dos concorrentes do Barclays em Wall Street, divulgados ​no início deste mês, mostraram a natureza cíclica da receita dos bancos de investimento, ​à medida que as negociações desaceleraram e as mesas de renda fixa apresentaram desempenho abaixo do esperado, com apenas a negociação de ações mantendo o forte ímpeto observado no primeiro semestre do ano.

Veja empregos que ganham e perdem com a inteligência artificial

 

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Roche supera previsão de vendas, mas genéricos fazem pressão competitiva

A farmacêutica suíça Roche superou as expectativas de vendas do terceiro trimestre nesta ​quinta-feira, impulsionada pela demanda constante por medicamentos-chave, ​como o Ocrevus, para ganhar tempo enquanto busca no exterior reabastecer seu pipeline diante de expirações iminentes de patentes.

A receita do grupo cresceu 7% a taxas de câmbio constantes, atingindo 16,13 bilhões de francos suíços (US$19,61 bilhões), superando a previsão consensual elaborada pela empresa, de 15,75 bilhões de francos (US$19,15 bilhões).

No entanto, o trimestre trouxe um sinal precoce ⁠de pressão competitiva — as vendas do ​medicamento Xolair ficaram abaixo das previsões do mercado após o lançamento ​do primeiro genérico mais barato, gerando vendas de 848 milhões de francos (US$ 1,03 bilhão) ⁠contra expectativas de 925 milhões de francos (US$1,12 ⁠bilhão).

As ações caíam 1,1% no pregão da manhã.

Com vários medicamentos de ​grande ‌sucesso mais antigos se aproximando do vencimento das patentes, a Roche aposta em seus ⁠principais produtos para impulsionar o crescimento no curto prazo, ao mesmo tempo em que intensifica as negociações externas para tratamentos de última geração.

A empresa fechou um acordo no ‌valor ⁠de mais de ‌US$ 15 bilhões com a chinesa Hansoh Pharma, segundo notícia divulgada na segunda-feira.

Com foco no ecossistema de biotecnologia da Europa, o presidente-executivo Thomas Schinecker afirmou na quinta-feira que cerca de ⁠50% dos acordos de licenciamento externos do ⁠grupo nos últimos quatro anos foram firmados nos EUA e os outros 50% na China e na ‌Ásia.

“Isso mostra um pouco a situação em que a Europa se encontra em termos de inovação”, disse Schinecker.

A administração também observou que o impacto negativo das reformas nos preços dos serviços de saúde na China estava diminuindo, apesar das quedas ‌de dois dígitos no país, com a divisão de diagnósticos — que cresceu 5%, para 3,54 bilhões de francos — devendo retornar a um crescimento “normal” na faixa de um ⁠dígito médio a alto no próximo ano.

A Roche também se beneficiou da estabilização do dólar em relação ao franco suíço, aliviando o impacto prolongado das taxas de câmbio ​no mercado norte-americano, que responde por quase metade da receita do grupo.

Os medicamentos mais ​vendidos impulsionaram a unidade farmacêutica, liderada pela injeção para esclerose múltipla Ocrevus, cuja receita cresceu 9% em moedas constantes, atingindo 1,84 bilhão de francos.

Cada R$ 1 na saúde pública gera R$ 1,61 no PIB, aponta pesquisa

 

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Nestlé supera previsões de vendas ao excluir negócio russo confiscado

A Nestlé divulgou nesta quinta-feira (22) um crescimento orgânico das vendas no terceiro trimestre acima ​do esperado e informou que excluiu sua unidade ​russa das demonstrações financeiras consolidadas após Moscou ter confiscado o negócio.

O presidente Vladimir Putin ordenou a apreensão temporária dos ativos da Nestlé em 17 de setembro, como parte de uma repressão cada vez mais intensa contra empresas europeias devido ao apoio da Europa à Ucrânia, segundo autoridades russas e empresários norte-americanos.

 

 

A diretora financeira da Nestlé, Anna Manz, disse ⁠que o negócio na Rússia, que ​contribuía com cerca de 2% das vendas do grupo, não estava mais sendo consolidado nos ​resultados financeiros a partir do final de setembro, sem impacto nas vendas orgânicas, nos ⁠volumes e nos preços.

No entanto, a medida ⁠afeta as vendas reportadas, o lucro operacional subjacente e o fluxo ​de ‌caixa livre a partir do quarto trimestre, disse Manz, observando que o desreconhecimento dos ⁠ativos líquidos teria um impacto negativo na dívida líquida de aproximadamente 900 milhões de francos suíços (US$ 1,09 bilhão) para 2026.

A Nestlé informou que estava desreconhecendo ativos na Rússia no valor de 1,6 ‌bilhão ⁠de francos e ‌reconhecendo um encargo não monetário de cerca de 1,4 bilhão de francos referente a ajustes cumulativos de conversão cambial.

As ações da Nestlé registraram alta de 1,3% nas negociações pré-mercado.

Crescimento do volume impulsiona vendas orgânicas

A fabricante dos ⁠cubos de caldo Maggi e do café Nescafé manteve sua perspectiva de vendas orgânicas para o ano inteiro ‌de 2026 em um crescimento de 3% a 4% e registrou um aumento de 4% nas vendas orgânicas trimestrais, acima das expectativas dos analistas, que apontavam para um aumento de 3,4%.

Os aumentos de preço de 1,1% da Nestlé ficaram abaixo da estimativa ‌média dos analistas, de 1,9%. O crescimento interno real (RIG) — ou volume de vendas — foi de 2,8%, superando as expectativas de um aumento de 1,5%.

O RIG, um indicador-chave ⁠na estratégia da Nestlé, tem melhorado constantemente desde que Philipp Navratil assumiu o cargo de presidente-executivo em setembro de 2025.

“Estou contente com o nosso progresso”, disse Navratil. “Mas não estou satisfeito. ​Ainda há muito mais a ser feito para concretizar o potencial do negócio.”

Navratil reduziu a ​exposição da Nestlé a marcas de sorvete e água por meio de joint ventures, enxugando o portfólio do conglomerado suíço em busca de crescimento — uma tática semelhante à adotada por empresas concorrentes, como a Unilever e a ‌Reckitt.

Governo aprova normas para modelo de negócios das fintechs de crédito

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Walmart apresenta IA que faz compras para clientes nos EUA

O Walmart apresentou nesta quarta-feira (21) novas ​ferramentas que permitirão que agentes ​de inteligência artificial façam compras e concluam transações para os clientes.

A iniciativa ressalta o empenho do Walmart em promover compras com tecnologia de IA (Inteligência Artificial) e contrasta com a Amazon, que tem buscado ⁠limitar o acesso ​de agentes de compras de IA de ​terceiros à sua plataforma.

A rede de varejo ⁠informou que lançará os “Perfis de ⁠Agentes” no próximo mês, permitindo que ​os ‌consumidores autorizem agentes de IA individualmente, acompanhem suas ⁠compras separadamente e definam limites de gastos ou exijam aprovação para cada transação.

O Walmart afirmou que os ‌clientes ⁠poderão monitorar ‌as compras feitas por agentes de IA separadamente de seus próprios pedidos e revogar o acesso ⁠dos agentes a qualquer ⁠momento.

A empresa também lançou o “Walmart Agent Gateway”, uma plataforma que ‌permite que assistentes de IA, como o ChatGPT da OpenAI, o Gemini do Google e o Muse da Meta, se conectem diretamente aos ‌sistemas do Walmart e do Sam’s Club para pesquisar produtos e concluir compras.

O Walmart afirmou que ⁠os clientes manterão o controle sobre as compras, enquanto os agentes de IA não terão ​acesso aos dados dos cartões de pagamento e poderão ser ​bloqueados por violarem as regras da empresa.

A empresa informou que as ferramentas estarão disponíveis para todos os titulares de contas ‌do Walmart.

 

 

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Anea eleva estimativa para a safra de algodão do Brasil em 2026/27

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) revisou para cima a ​safra de algodão do Brasil colhida ​neste ano e também elevou a projeção para a temporada 2026/27, citando uma possível janela favorável ao plantio no maior exportador global da pluma, conforme comunicado divulgado nesta quarta-feira.

Grande parte do algodão cultivado no Brasil é plantado na segunda safra, notadamente em Mato Grosso, após a colheita da soja. Uma semeadura acelerada ⁠da oleaginosa no principal Estado ​produtor do país traz um cenário favorável.

A estimativa de produção ​em 2026/27 foi ampliada em 5,9% em relação à previsão de agosto, ⁠para 4,267 milhões de toneladas. O volume ⁠ficaria próximo das 4,271 milhões de toneladas do ciclo anterior, ​cuja ‌estimativa da Anea subiu 2,2% ante o volume previsto em agosto.

“A revisão (de ⁠2026/27) considera a janela favorável de plantio da soja e as indicações dos produtores sobre as projeções para o próximo ciclo”, disse o presidente da Anea, Dawid ‌Wajs, ⁠ponderando em nota ‌que a entidade acompanha os riscos climáticos, especialmente aqueles relacionados ao El Niño.

Com duas safras consecutivas em patamares recordes acima de 4,2 milhões de toneladas, o ⁠Brasil deverá manter volumes expressivos na exportação, ⁠já que a demanda está firme, disse Wajs.

“A gente acredita que ainda o Brasil deve ‌bater recorde de exportação no combinado de segundo semestre do ano 2026 com o primeiro semestre do ano 2027, porque temos safra consideravelmente grande e esse algodão tem que sair”, disse.

Os embarques no segundo semestre deste ano ‌são estimados em cerca de 1,6 milhão de toneladas, enquanto no primeiro semestre do ano que vem são vistos em 1,8 milhão de toneladas, ⁠segundo a Anea, que debateu os números em reunião do Comitê de Oferta e Demanda da entidade na terça-feira.

O presidente da Anea disse que o setor ​tem visto “crescimento muito relevante” no terceiro trimestre nas exportações de países como Índia, Bangladesh, ​Turquia e Vietnã.

Com a produção elevada, a Anea também revisou os estoques de passagem em dezembro de 2026 para 3,038 milhões de toneladas, ante 2,914 milhões na previsão anterior.

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Empresa estatal do Egito volta ao mercado e compra cargas de trigo

A Future of Egypt, ​empresa estatal egípcia responsável pela compra de grãos, adquiriu cerca de cinco cargas de trigo nesta semana, em uma de suas primeiras importações conhecidas nos últimos meses, segundo informaram seis fontes do setor à Reuters, à medida que as ⁠interrupções nas exportações do ​Mar Negro reduzem a oferta.

O trigo foi ​adquirido por meio de negociações privadas, e não por licitação. ⁠A origem das cargas ainda ⁠não está clara, mas quatro operadores afirmaram ​que ‌elas devem vir da Europa, incluindo França e Romênia.

A ⁠compra marca um retorno ao mercado para a empresa estatal egípcia, que permaneceu praticamente à margem nos últimos meses em meio ‌às ⁠interrupções no ‌abastecimento causadas pelo conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

O Egito comprou uma quantidade recorde de trigo de produtores ⁠locais este ano, enquanto as ⁠autoridades afirmaram que as reservas estratégicas eram suficientes para cobrir as necessidades ‌domésticas por vários meses.

A Rússia e a Ucrânia atenderam mais de 82% das importações de trigo do Egito no primeiro semestre de 2026. Contudo, ataques recíprocos a portos, ‌terminais de exportação e navios comerciais forçaram os transportadores a adiar ou cancelar cargas, levando os importadores a ⁠buscar fontes alternativas de abastecimento.

A interrupção também forçou alguns exportadores russos a redirecionar cargas por portos do Báltico, embora ​os comerciantes afirmem que as rotas alternativas tenham capacidade muito ​menor do que a do Mar Negro.

Os comerciantes afirmaram que o comprador estatal tem se mostrado mais ativo recentemente na solicitação de indicações de ‌preços e ofertas.

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Preço global do diesel deve permanecer alto, apesar do acordo EUA-Rússia

O acordo do presidente dos EUA, Donald Trump, com a Rússia para fornecimento de diesel aos mercados americano e global não deverá reduzir significativamente os preços do combustível, afirmaram analistas ​e agentes do mercado, ressaltando que os volumes prometidos são muito pequenos para aliviar a escassez mundial de oferta.

Os ​preços do diesel dispararam para níveis recordes durante a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, criando um problema político para Trump e seu Partido Republicano, que estão em campanha para manter suas estreitas maiorias no Congresso dos EUA nas eleições de meio de mandato de 3 de novembro.

Críticos da medida de Trump afirmaram que o levantamento das sanções

ao diesel russo poderia ajudar Moscou a financiar novos ataques à Ucrânia, minando anos de esforços para conter as receitas energéticas russas e aumentando o risco de que o Kremlin lucre, enquanto os consumidores obtêm pouco alívio dos preços altos dos combustíveis.

Trump afirmou que a Rússia exportaria imediatamente 300 mil toneladas, ou 2,25 milhões de barris, seguidas por 500 mil toneladas em novembro e 1 milhão de toneladas “imediatamente depois”.

Analistas afirmaram que talvez não seja possível para a Rússia produzir diesel excedente suficiente no curto prazo ⁠para atingir essas metas ambiciosas, enquanto um mercado global de petroleiros sobrecarregado também pode dificultar ​os embarques em tempo hábil.

Analistas também afirmaram que é improvável que os volumes anunciados reduzam significativamente os preços do diesel. Os preços de varejo do diesel nos EUA ultrapassaram US$6 ​por galão em setembro pela primeira vez na história e permanecem acima desse nível desde então.

Grandes promessas, impacto limitado

Michelle Brouhard, chefe de política e risco geopolítico da Kpler, afirmou que seriam necessários 400 mil barris ⁠por dia adicionais de oferta de diesel para aliviar significativamente os preços no mercado atual.

No entanto, ⁠o embarque inicial de aproximadamente 2,2 milhões de barris equivaleria a apenas cerca de 73 mil bpd se distribuído ao longo de um mês.

Ela disse que, por ​si ‌só, esse volume provavelmente não afetaria significativamente os preços globais do diesel.

Caspian Conran, economista-chefe da consultoria Baringa, estimou que o mercado precisaria de um volume adicional de 850.000 bpd para produzir uma queda imediata nos preços.

Trump afirmou ⁠inicialmente que a Rússia forneceria diesel imediatamente aos mercados dos EUA e global para ajudar a reduzir os preços dos combustíveis, mas posteriormente disse que as cargas russas seriam liberadas para os mercados globais, em vez de serem enviadas aos EUA. Isso levantou dúvidas sobre se o acordo proporcionará o alívio no abastecimento interno prometido pelo presidente.

“O diesel que Putin iria vender, de uma forma ou de outra, seria disponibilizado ao mercado global”, afirmou o secretário de ‌Estado dos EUA, ⁠Marco Rubio, no fim de semana. “A ‌única diferença é a quantidade que os EUA iriam receber.”

A porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, disse que Trump anunciou que “quantidades enormes” de diesel russo abastecerão os mercados globais e reduzirão os preços no país e no exterior.

“O presidente Trump continua a garantir bons acordos, não apenas para os Estados Unidos, mas para o mundo”, afirmou Rogers.

Sistema de refino sob pressão, altas taxas de frete

Não ficou claro se a Rússia poderá aumentar substancialmente as exportações de ⁠diesel no curto prazo, devido à disponibilidade limitada para exportação e aos elevados custos de frete.

Dados de transporte marítimo divulgados na ⁠terça-feira mostraram que algumas cargas de diesel russo estavam retornando aos seus destinos tradicionais após os EUA suspenderem as sanções e garantirem o fim da proibição de exportação. Pelo menos dois navios-tanque sinalizavam viagens para a Turquia e o Brasil.

Os dados também mostraram que ‌a Rússia retomou os carregamentos de diesel para exportação a partir do porto báltico de Primorsk, após um acordo entre Washington e Moscou para fornecer combustível aos mercados globais.

As interrupções nas exportações de diesel da Rússia — o segundo maior exportador mundial de diesel, atrás apenas dos EUA — e do Oriente Médio atingiram 1,3 milhão de barris por dia em setembro, cerca de 4,5% da demanda global por diesel e gasóleo.

A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) alertou que a escassez pode persistir até 2027.

“Questionamos se as refinarias da Rússia seriam capazes de suportar um aumento nas exportações, considerando que, segundo algumas estimativas, até ‌45% da capacidade de refino do país está atualmente fora de operação”, disse Mary Melton, analista da empresa de petroleiros Braemar.

Para entregar os volumes anunciados além das exportações existentes, a Rússia precisaria produzir cerca de 384 mil a 509 mil barris por dia de diesel, afirmou a Fundação de Pesquisa em Política Energética em uma nota.

Atualmente, a Rússia produz cerca de 1,4 milhão de barris por dia e consome ⁠aproximadamente 1,2 milhão de barris por dia no mercado interno, deixando pouco excedente disponível para exportação.

Traders observaram que o país está importando destilados no momento e carece de produção e volumes excedentes suficientes.

Embora o fim dos ataques possa permitir que as instalações danificadas comecem os reparos e, eventualmente, retornem aos mercados internacionais, fontes afirmaram que é improvável que isso ocorra antes do final do ano — uma visão amplamente compartilhada pelo mercado.

A Ucrânia retomou seus ataques ​a refinarias russas na semana passada com um ataque a uma unidade na região de Ryazan.

Além disso, as taxas de frete para as exportações russas de petróleo e combustível também subiram acentuadamente em meio a riscos de segurança ​intensificados no Mar Negro.

Um mercado global de petroleiros restrito também elevou o custo do transporte de cargas.

Muitos proprietários e operadores de petroleiros estão provavelmente relutantes em transportar diesel russo em seus navios, temendo que futuros clientes possam evitar esses navios devido à preocupação de que tenham transportado cargas sujeitas a sanções, disse uma fonte de uma empresa dona de petroleiros.

Embora Trump tenha suspendido temporariamente as sanções dos EUA, outros países ocidentais ainda mantêm sanções em vigor, observou a fonte.

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Temporada de balanços dos bancos começa com foco na inadimplência

A temporada de resultados do terceiro trimestre dos grandes bancos brasileiros começa nesta semana e a qualidade dos ativos no setor continua sendo um ponto de atenção dos investidores, diante do nível de endividamento das famílias brasileiras ainda elevado, inadimplência alta e possível adoção de medidas macroprudenciais.

Mas, na visão ​da equipe do UBS BB liderada pelo analista Thiago Batista, será fundamental também a mensagem que as instituições financeiras vão passar aos investidores em suas ​conferências sobre os números, uma vez que a maioria das divulgações ocorrerá após o resultado do segundo turno da eleição presidencial no país, no próximo domingo.

As ações dos maiores bancos brasileiros tiveram desempenho vultuoso após o primeiro turno da eleição presidencial, que mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e alimentou a percepção de aumento da probabilidade de uma mudança de rumo nas expectativas e nos resultados fiscais.

Apenas no dia 5, considerando os dados de fechamento, BTG Pactual Unit disparou 22,52%, Bradesco PN saltou 13,57%, Banco do Brasil subiu 11%, Itaú Unibanco PN avançou 10,37% e Santander Brasil Unit terminou com acréscimo de 2,63%. No mesmo pregão, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, encerrou com elevação de 7,7%.

No final de setembro, dados do Banco Central mostraram que a inadimplência no segmento de recursos livres chegou a 6,6% em agosto, renovando o maior nível da série histórica iniciada em março de 2011. Em julho, havia ficado em 6,4%.

O BC tem sinalizado que está estudando uma série de medidas para conter o endividamento da população, o que levou o mercado a trabalhar com um cenário de potenciais medidas macroprudenciais, ⁠que podem incluir aumento das exigências de capital e de compulsórios, elevação dos pesos de risco, mudanças no IOF (Imposto sobre ​Operações Financeiras) e adoção de um ACCPBrasil (Adicional Contracíclico de Capital Principal).

BB ainda preocupa

BB é o que mais preocupa analistas do setor.

A equipe do BTG Pactual liderada por Eduardo Rosman ressaltou que permanece cautelosa com a ação, dada a fraqueza operacional ​do banco, apesar do potencial impulso de confiança decorrente de uma mudança de governo, que atualmente parece ser o cenário-base dos investidores.

Os analistas do BTG destacaram em relatório de segunda-feira (19) que a magnitude do aumento das provisões do BB no terceiro trimestre ainda é incerta.

Segundo eles, ⁠diante da maior concentração de vencimentos de empréstimos do agronegócio no período e da ausência de melhora na pontualidade dos pagamentos, ⁠as provisões do banco podem crescer “de um dígito alto a dois dígitos baixos na comparação trimestral”.

Enquanto isso, analistas do JPMorgan liderados por Yuri Fernandes cortaram a recomendação sobre as ações do BB para “underweight” conforme relatório no último dia ​6, ‌ressaltando que a recuperação do banco pode levar alguns anos.

Para os analistas Gustavo Schroden e Arnon Shirazi, do Citi, as baixas taxas de regularização de pagamentos e a ausência de benefícios relevantes da MP 1376 reforçam a visão de que os desafios relacionados à qualidade dos ativos no crédito rural ⁠provavelmente persistirão em 2027 para o BB.

Rosman e a equipe do BTG não descartam uma queda de 50% a 60% no lucro antes dos impostos (EBT) do Banco do Brasil em relação ao trimestre anterior, para cerca de R$ 2 bilhões, com lucro líquido mais próximo de R$ 1,9 bilhão, o que representaria um tombo de 50% na comparação trimestral, com retorno sobre o patrimônio de aproximadamente 4%.

O BB será o último entre os bancos do Ibovespa a reportar seus números, em 11 de novembro, após o fechamento do mercado. Projeções compiladas pela LSEG apontam lucro de R$3,7 bilhões.

Bradesco, NU e Santander Brasil

No caso do ‌Bradesco, que abre o ⁠calendário do setor no Ibovespa, na quinta-feira (22), ‌após o fechamento do mercado, a expectativa dos analistas Daniel Vaz e Rafael Nobre, do Safra, é de que seja um resultado com viés “levemente negativo”.

A expectativa decorre de níveis mais elevados de provisões que devem mais do que compensar a recuperação sequencial da margem financeira com clientes (NII), fazendo com que o banco dependa dos resultados de seguros e do controle de custos para sustentar um lucro líquido estável.

A equipe do Citi prevê um resultado misto para o Bradesco, avaliando que as esperadas receitas fortes com tarifas e atividades relacionadas a mercados devem compensar apenas parcialmente as pressões sobre a qualidade dos ⁠ativos.

Os analistas do JPMorgan elevaram a recomendação das ações do Bradesco no mesmo relatório do começo do mês para “overweight”, destacando que, embora continuem cautelosos em relação ao ⁠cenário operacional de curto prazo, acreditam que o banco oferece uma oportunidade de recuperação mais atraente a partir dos níveis atuais, com o “valuation” e a confiança do mercado já precificando uma parcela significativa dos desafios de curto prazo.

De acordo com estimativas compiladas pela LSEG, o Bradesco deve mostrar lucro líquido de R$ 7,1 bilhões para o terceiro trimestre.

O Nubank, por ‌sua vez, deve continuar apresentando uma forte expansão das receitas, segundo cálculos da equipe do UBS BB, em linha com o observado nos últimos trimestres, o que os analistas avaliam que deve sustentar uma expansão moderada do lucro na comparação sequencial.

“Ao mesmo tempo, esperamos um aumento das provisões em relação ao trimestre anterior”, afirmaram, ressaltando que o programa governamental de renegociação de dívidas Desenrola teve um impacto positivo sobre o custo de crédito da Nu no segundo trimestre, benefício que deverá ser menor no terceiro trimestre.

As estimativas da LSEG apontam lucro de US$ 1,09 bilhão para o Nubank, que divulga seu balanço em 12 de novembro.

Para o Santander Brasil, a expectativa da equipe do Safra é de um trimestre fraco, “uma vez que o crescimento moderado da carteira de crédito, a contínua compressão dos spreads e a deterioração persistente da qualidade dos ativos devem levar a ‌mais uma queda sequencial tanto do lucro antes dos impostos quanto do lucro líquido”.

Tal premissa é referendada pelos analistas do Citi, que esperam que uma dinâmica menos favorável da margem financeira (NII) e os elevados custos de crédito mais do que compensem o crescimento saudável da carteira de empréstimos.

“A qualidade dos ativos (do Santander Brasil) continua sendo o principal ponto de atenção, com pressões nos segmentos de cartões de crédito para clientes de menor renda, pequenas e médias empresas (PMEs) e agronegócio”, afirmaram. “Por outro lado, as receitas de tarifas e a disciplina no controle de custos devem ⁠oferecer algum suporte aos resultados.”

O Santander Brasil apresenta seu desempenho em 28 de outubro, com as previsões da LSEG apontando lucro de R$3,2 bilhões.

Itaú e BTG sem surpresas

Em meio a expectativas de mais um trimestre desafiador para os bancos brasileiros, os analistas do Safra avaliam que o Itaú Unibanco deverá apresentar um conjunto de resultados com a resiliência da qualidade dos ativos e o controle disciplinado de custos ajudando a sustentar os lucros, apesar do crescimento mais fraco da carteira de crédito e das receitas de tarifas.

O Citi também aguarda um trimestre sólido para o Itaú, com poucas surpresas, com crescimento saudável da ​carteira de crédito, margem financeira (NII) resiliente, qualidade dos ativos estável e manutenção da disciplina no controle de custos.

“Os resultados do Itaú têm sido consistentes e relativamente previsíveis, e acreditamos que essa tendência continuará no terceiro trimestre”, reforçaram Batista e equipe, do UBS BB, em relatório nesta semana.

Para o balanço do ​BTG Pactual, a expectativa também é positiva.

Os analistas do Citi esperam mais um trimestre sólido, com crescimento moderado dos lucros na comparação trimestral, afirmando que a área de crédito deve continuar sendo o principal destaque, sustentada por uma expansão saudável da carteira de empréstimos, spreads estáveis e uma dinâmica favorável de provisões.

A equipe do UBS BB também avalia que as operações de crédito do BTG devem continuar apresentando um sólido ritmo de crescimento, tanto nos segmentos de pessoa física quanto corporativo, mas veem as receitas de banco de investimento ainda fracas na base trimestral, seguindo o desempenho registrado já no segundo trimestre.

Itaú divulga seus números em 3 de novembro e BTG, no dia 10. Projeções compiladas pela LSEG apontam lucro de R$12,6 bilhões para ‌o Itaú e de R$5,2 bilhões para o BTG.

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Associação de restaurantes processa Keeta sobre compra intermediada

A ANR (Associação Nacional de Restaurantes) protocolou uma ação civil pública contra a Keeta, subsidiária da chinesa ​Meituan, na Justiça de São Paulo contestando o modelo de ​compra intermediada adotado pela companhia de delivery no Brasil.

A organização cobra a suspensão imediata da prática em estabelecimentos que não autorizaram expressamente sua inclusão no aplicativo da Keeta, além da proibição do modelo de operação no país.

Segundo a entidade, a compra intermediada consiste na inclusão de restaurantes na plataforma da Keeta sem autorização prévia, seguida do envio de um entregador ou comprador ao estabelecimento para adquirir os produtos diretamente no balcão e entregá-los ao consumidor.

“Quando a Keeta ⁠coloca uma operação dessa, o vendedor nem ​sabe o que está acontecendo na operação dele. Os gestores de restaurantes não sabem que uma ​venda presencial de balcão, na verdade, seria uma venda para a Keeta”, disse Erik Momo, presidente do conselho ⁠da ANR, em entrevista à Reuters.

Na visão da ANR, a ⁠compra intermediada pode violar a liberdade comercial dos restaurantes, configurar concorrência desleal e comprometer ​a ‌relação entre os estabelecimentos e seus clientes.

“Recorrência é algo fundamental para um restaurante sobreviver. O proprietário tem que ter ⁠gestão sobre aquilo que está no cardápio, do item que está vendendo, do preço que está praticando, a qualidade da entrega e etc”, disse o presidente do conselho da ANR.

“Se eu (como proprietário) passo tudo para esse intermediário e eu perco esse controle todo, eu estou entrando num risco ‌do ⁠meu negócio deixar de ‌existir sem eu saber.”

A entidade busca a suspensão da prática, propondo uma maior colaboração da Keeta com o setor, citando como exemplo o iFood, que pertence ao grupo holandês de investimentos Prosus, ⁠e a 99, da chinesa DiDi Global, que possuem parcerias ⁠com a entidade.

“Nosso pedido é que eles suspendam essa prática. Ela é prejudicial para o consumidor, porque ele não entende o que está acontecendo; ‌e é prejudicial para o restaurante, porque ele acaba vendendo algo que não está na previsão dele”, disse Momo.

Procurada pela Reuters, a Keeta, que iniciou operações no Brasil em 2025, informou que não tinha recebido nenhuma notificação judicial sobre o assunto.

Sobre a modalidade de compra intermediada, a empresa disse que é uma “ferramenta local desenvolvida como ‌um piloto para ampliar o acesso dos consumidores a opções de restaurantes que ainda não estão integrados à plataforma da Keeta, em um contexto em que o mercado está bloqueado por contratos de exclusividade que impedem muitos ⁠estabelecimentos de escolher livremente sua plataforma de delivery”.

“A compra intermediada…trata-se de uma iniciativa desenvolvida especificamente para o Brasil e que opera em conformidade com todas as leis e regulamentações locais aplicáveis”, disse a Keeta em nota.

A Keeta iniciou suas ​operações no Brasil há pouco mais de um ano. E a 99, da também chinesa DiDi Global, retomou sua operação ​no setor de delivery em 2025.

Desde então as empresas têm expandido velozmente suas operações no país, embora a líder do setor siga sendo a iFood.

Em setembro, o Tribunal do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) determinou necessidade de mais investigação da autoridade concorrencial sobre o setor de delivery ‌no Brasil.

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GPA inicia execução de plano de reestruturação após homologação judicial

O GPA informou na terça-feira (20) que a Justiça publicou ​a sentença de homologação de seu ​plano de recuperação extrajudicial, dando início aos prazos para a reestruturação de dívida do varejista alimentar.

A sentença proferida em 7 de outubro pelo Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível da Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo, ⁠foi publicada na véspera ​no DJEN (Diário de Justiça Eletrônico Nacional).

De acordo com o ​GPA, a data de publicação da sentença constitui a data de ⁠homologação para fins do plano, a ⁠partir da qual passam a correr, entre outros, o ​prazo ‌até 30 dias corridos para a disponibilização dos novos recursos ⁠pelos credores que optaram por aportá-los, observadas as condições precedentes do plano.

Após a publicação, também entram em vigor os prazos de até 30 dias ‌para ⁠o aditamento dos ‌instrumentos originais pelos credores titulares de créditos em moeda estrangeira que tenham feito essa opção e de até 60 dias para a ⁠emissão e entrega das novas debêntures ⁠emissão A e das novas debêntures Emissão B, conforme cláusula do plano.

O GPA detalhou ‌que, para viabilizar a emissão e a entrega das novas debêntures em substituição aos títulos atualmente detidos pelos credores, a B3 seguirá com os procedimentos de bloqueio dos títulos representativos dos créditos ‌sujeitos – mercado de capitais, quais sejam, as debêntures da 18ª e da 20ª emissões da companhia e os CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários) ⁠da 1ª e da 2ª séries da 80ª emissão da Virgo Companhia de Securitização, em seus registros e em sua custódia.

Em consequência, ​acrescentou a empresa, uma vez efetivado o bloqueio, a B3 não processará ​qualquer operação de negociação, alienação, cessão, transferência, aluguel ou outra forma de disposição desses títulos, que permanecerão indisponíveis até sua substituição pelas novas debêntures.

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Ações da fabricante da Ray-Ban disparam em maior alta diária desde 2008

As ações da EssilorLuxottica subiam mais de 14% ​nesta quarta-feira (21), depois que a ​fabricante da Ray-Ban superou as expectativas de receita do terceiro trimestre, com a demanda resiliente por seus principais produtos de óculos superando os sinais de moderação no crescimento do segmento de óculos ⁠inteligentes.

O movimento é ​um sinal de que a pressão ​sobre a maior empresa de óculos do mundo ⁠está diminuindo, cujas ações ⁠tiveram seu preço reduzido quase pela ​metade ‌após atingirem um valor de mercado recorde de ⁠149 bilhões de euros há um ano.

Analistas afirmam que a queda começou quando os investidores manifestaram preocupações com ‌a ⁠governança e ‌com o incipiente negócio de óculos inteligentes da empresa, especialmente no que diz respeito à privacidade ⁠e às expectativas de ⁠vendas.

As ações da EssilorLuxottica lideravam os ganhos no índice de ‌referência francês CAC 40 e estavam a caminho de registrar o maior salto em um único dia desde 2008.

A receita do terceiro trimestre da empresa franco-italiana ‌foi de 7,49 bilhões de euros, superando os 7,36 bilhões de euros esperados pelos analistas.

Mas, ⁠ao contrário dos trimestres anteriores, as vendas dos óculos inteligentes Ray-Ban, fabricados em parceria com a ​Meta, desaceleraram em comparação com os ritmos observados ​no início do ano, enquanto o negócio principal de óculos da EssilorLuxottica foi o principal impulsionador do crescimento.

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