❌

Reading view

Real Time: Flávio tem 52% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 48%

Pesquisa Realtime Big Data desta sexta-feira (23) mostra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos votos válidos do segundo turno, mas empatado tecnicamente.

Flávio tem 52% dos votos válidos, ante 48% de Lula. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, ambos estão em empate técnico.

Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores de uma eleição.

Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas. Ela é calculada apenas sobre os votos válidos.

hierarchy visualization

Metodologia

A pesquisa Realtime Big Data ouviu 2.000 pessoas em todo o país por telefone entre os dias 19 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.

O levantamento foi realizado com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-09670/2026.

 

A CNN Brasil utiliza ferramentas de inteligência artificial para extrair dados e gerar textos a partir dos relatórios dos institutos de pesquisas eleitorais. Todas as informações são checadas por jornalistas, e o texto final também passa por revisão da redação da CNN antes de ser publicado. Clique aqui para saber mais
  •  

Com quais documentos posso votar? Veja o que levar para a urna

No segundo turno das eleições de 2026, marcado para o próximo domingo (25), os eleitores deverão apresentar um documento oficial com foto para se identificar na seção eleitoral. Também é possível utilizar o aplicativo e-Título, desde que ele exiba a fotografia do eleitor.

A apresentação do título de eleitor impresso não é obrigatória. O importante é levar um documento aceito pela Justiça Eleitoral que permita confirmar a identidade.

De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), são aceitos os seguintes documentos, inclusive em formato digital quando disponível:

  • Carteira de identidade (RG) ou Carteira de Identidade Nacional (CIN);

  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH);

  • Passaporte;

  • Certificado de reservista;

  • Carteira de trabalho física;

  • Carteira de identidade social;

  • Carteira profissional emitida por conselho de classe ou outra categoria reconhecida por lei;

  • Aplicativo e-Título com fotografia do eleitor.

Posso votar usando o e-Título?

Sim. O aplicativo da Justiça Eleitoral pode ser usado como documento de identificação, mas é necessário que a foto do eleitor esteja disponível na tela. Isso ocorre quando a pessoa tem a biometria cadastrada e validada pela Justiça Eleitoral.

Quem não tem a fotografia no aplicativo deve apresentar outro documento oficial com foto. Por isso, a recomendação é abrir o e-Título antes de sair de casa e conferir se a imagem aparece corretamente.

Posso votar com documento vencido?

Sim. Documentos oficiais com foto podem ser aceitos mesmo que estejam com a validade expirada, desde que seja possível confirmar a identidade do eleitor. A regra está prevista na Resolução nº 23.759/2026 do TSE.

Quais documentos NÃO são aceitos?

A carteira de trabalho digital não pode ser usada como documento de identificação na votação. Também não são aceitas certidões de nascimento ou de casamento, porque esses documentos não comprovam a identidade por meio de fotografia.

Preciso levar o título de eleitor?

Não. O título impresso não é obrigatório se o eleitor apresentar um documento oficial com foto aceito pela Justiça Eleitoral. O e-Título pode substituir esse documento quando exibir a fotografia do eleitor.

Eleições 2026: veja as principais datas do ano eleitoral

 

  •  

Vai ter debate no 2º turno? Veja quando Flávio e Lula se enfrentam

Os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentam nesta sexta-feira (23), no último debate presidencial previsto para o segundo turno das eleições de 2026. O encontro será transmitido ao vivo pela TV Globo, pela GloboNews e pelo g1, a partir das 21h20, logo após o Jornal Nacional, com mediação do jornalista César Tralli.

Por causa da transmissão e da programação especial, a Globo não exibirá a novela “Quem Ama Cuida” nesta sexta.

O debate terá quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais. A proposta da emissora é permitir que os candidatos apresentem e discutam seus planos de governo. O primeiro confronto entre os dois, realizado pela Band no último domingo (18), foi marcado por ataques e discussões acaloradas.

Quais são as regras e formato do debate?

Os três primeiros blocos terão temas determinados. No primeiro, serão seis rodadas de perguntas sobre questões relacionadas às diferentes regiões do país e um tema prioritário de âmbito nacional. Cada candidato terá três minutos por rodada, distribuídos entre pergunta, resposta, réplica e tréplica.

No segundo e no terceiro blocos, os candidatos escolherão entre os temas apresentados no telão e farão perguntas um ao outro, seguindo a mesma dinâmica de tempo.

O quarto bloco será de tema livre. Cada presidenciável terá oito minutos de fala, sem limite de intervenções. Ao fim do encontro, os dois terão espaço para considerações finais.

Globo terá regra contra provocações

Nos três primeiros blocos, o candidato que estiver com a palavra poderá se movimentar pelo cenário, enquanto o adversário deverá permanecer em seu púlpito até chegar a sua vez de falar. No último bloco, cada candidato poderá circular livremente pelo seu lado do cenário.

A medida busca evitar situações como a do debate da Band, quando Flávio Bolsonaro se posicionou atrás de Lula em diferentes momentos, em cenas que repercutiram nas redes sociais.

A regra já havia sido definida antes de a campanha petista reclamar do comportamento do senador em reunião com as campanhas, no dia 13 de outubro.

Debate não terá checagem ao vivo na TV

Apesar de pedidos de internautas e de mobilizações nas redes sociais, a Globo não fará a checagem de declarações ao vivo na televisão. O g1 publicará verificações na página do Fato ou Fake durante o confronto.

A Folha de S.Paulo e a Agência Lupa também farão análises das falas dos candidatos ao longo do debate, com publicações no site e transmissões no Instagram.

O que acontece depois do debate?

Após o confronto, os candidatos poderão participar de uma entrevista coletiva na sala de imprensa com duração de 10 minutos para cada um. A ordem foi definida por sorteio na presença de representantes dos partidos: Lula falará primeiro e depois Flávio Bolsonaro.

 

  •  

TSE dá 12h para Meta explicar alcance de perfis de Nikolas, Marçal e Flávio

A Justiça Eleitoral determinou nesta quinta-feira (22) que a Meta, empresa responsável por Instagram, Facebook e WhatsApp, explique em até 12 horas os motivos do alcance “privilegiado” dos perfis de Nikolas Ferreira (PL), Pablo Marçal (PRTB), Flávio Bolsonaro (PL) e o candidato a vice na sua chapa, Alfredo Gaspar (PL).

A decisão, assinada pelo ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Ricardo Villas Bôas Cuevas, exige que a empresa detalhe a origem das visualizações, a proporção de seguidores e não seguidores que viram as publicações e a quantidade de contas alcançadas. A ordem faz parte de uma ação movida pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Os dados deverão ser acompanhados de explicação objetiva das métricas de distribuição do alcance utilizadas, com identificação da origem das visualizações, da proporção proveniente de seguidores e não seguidores e das principais superfícies de distribuição, esclarecendo-se, na medida tecnicamente possível, a distinção entre visualizações, contas efetivamente alcançadas e reproduções repetidas, bem como eventuais limitações das informações fornecidas“, diz o texto.

O descumprimento do prazo poderá resultar em multa de R$ 100 mil por hora de atraso, o equivalente a R$ 2,4 milhões por dia.

Para justificar a ordem à Meta, Cuevas citou na decisão números do perfil de Nikolas Ferreira no X (antigo Twitter) e disse que o alcance dos posts do deputado no Instagram exige esclarecimento técnico.

Segundo a decisão, o perfil @nikolas_dm esteve entre 25 de agosto e 14 de outubro num filtro que impede a recomendação do candidato. Com o filtro ativo, os seguidores respondiam por entre 80% e 91% das impressões do perfil em setembro. Depois da retirada do filtro, entre 14 e 18 de outubro, essa fatia caiu para entre 28% e 41%.

Ou seja, após o filtro sair, a maior parte das visualizações passou a vir de não seguidores, o que, para o ministro, mostra a influência dos mecanismos de recomendação na circulação do conteúdo, e “reforça a necessidade de esclarecimentos técnicos acerca das métricas de distribuição e alcance“.

Em posicionamento divulgado nesta quinta-feira, a Meta afirmou que “é o engajamento, e não o número de seguidores, que impulsiona o alcance e o desempenho de um conteúdo“.

Segundo a plataforma, vídeos que acumulam visualizações, curtidas, comentários e compartilhamentos em pouco tempo tendem a alcançar mais usuários.

“Uma conta com um número relativamente pequeno de seguidores pode alcançar mais pessoas se uma parcela maior de seu público estiver ativa e visualizar, interagir, republicar ou compartilhar seu conteúdo“, diz a empresa, acrescentando que isso não representaria “qualquer tratamento preferencial“.

A justificativa da Meta veio após reportagem da Folha de S.Paulo mostrando que um vídeo, sem som, de Nikolas Ferreira sobre o Nordeste alcançou 160 milhões de visualizações no Instagram nesta quinta-feira, número superior ao de publicações de nomes como Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo. A reportagem explica que quando o vídeo não tem som, isso pode reduzir o engajamento do público, mas não foi o que aconteceu.

Segundo o levantamento do jornal, Cristiano Ronaldo, que tem aproximadamente 679 milhões de seguidores, publicou neste ano apenas um vídeo com mais visualizações do que o vídeo de Nikolas. Já Messi, com cerca de 517 milhões de seguidores, e Neymar, com 241 milhões, têm dois vídeos cada um acima dessa marca. Nikolas tem 25 milhões de seguidores no Instagram

A Meta já havia sido instada a prestar esclarecimentos. Na terça-feira (20), a empresa negou favorecer candidatos e disse que plataformas sob sua gestão (Facebook, Instagram e WhatsApp) aplicam as mesmas regras de distribuição de conteúdo para todos os candidatos e têm adotado uma série de medidas para evitar abusos.

Na última semana, o TSE havia determinado que a Meta não interfira na distribuição de conteúdo político-eleitoral. A ordem vale até o fim do segundo turno, em 25 de outubro, sob pena de multa diária de R$ 500 mil.

  •  
❌