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Voz do Leitor, 22/10: Retirada de sinalização de obra concluída

Retirada de sinalização de obra concluída

Gostaria de solicitar à Prefeitura do Recife a retirada do material de sinalização remanescente de uma obra aparentemente realizada no calçamento da Rua Cônego Antônio Cavalcante, no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste da capital. A sinalização impede o estacionamento de veículos, prejudicando quem frequenta a feira e a igreja do bairro. Isto posto, peço a retirada do material e a liberação das vagas de estacionamento.

Silvio Romero, por e-mail

SÍLVIO ROMERO / VOZ DO LEITOR
Retirada de sinalização de obra concluída - SÍLVIO ROMERO / VOZ DO LEITOR
 

Falta d'água em Candeias

Alô, Compesa. Os moradores da Rua José Nunes da Cunha, no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes, foram pegos de surpresa nesta quarta-feira (21) com a terrível falta de água. Pior de tudo é que foi sem nenhum aviso prévio. Não tivemos nem a oportunidade de guardar um pouco de água nos baldes. Total desrespeito com a população que paga as contas em dia. É uma irresponsabilidade e despreparo do órgão competente.

Petrúcio Guimarães, por e-mail

Fatalidades evitáveis no trânsito

É muito preocupando a quantidade de acidentes fatais com motociclistas nas vias públicas de Pernambuco. Pela minha experiência pilotando minha motocicleta em estradas de várias cidades, eu aprendi uma coisa básica em relação à segurança no trânsito: pilotar afastado de ônibus e caminhões. É só fazer isso e você evita muita coisa. Sempre que olho no retrovisor e vejo um veículo grande se aproximar de mim, já dou passagem. Não há necessidade de andar ao lado de ônibus ou caminhão. Corredor não é lugar para motos. O certo é andar em uma das faixas, não entre os veículos.

Cristiano Soares, via redes sociais

Depreciação do Sítio Histórico de Olinda

A situação do Sítio Histórico de Olinda é de se lamentar. Inúmeras pessoas em situação de rua e em condição de vulnerabilidade praticando delitos, destruindo patrimônios alheios, invadindo até prédios que estão em de risco iminente de cair. A questão social em Olinda está grave, assim como os imóveis centenários em situação de risco de desabamento, como na esquina do Largo do Amparo. Chega dá vergonha quando comparamos com o centro histórico de cidades como Ouro Preto, Tiradentes e São João del Rei, em Minas Gerais. Municípios que têm o mesmo peso histórico que a nossa querida Olinda, mas que recebem bem mais cuidado do poder público.

Valéria Paiva via redes sociais

Eleição presidencial

A eleição do próximo domingo é muito mais do que a definição de um mandato. É a decisão entre democracia e autoritarismo; entre obscurantismo e apoio a ciência; entre justiça social e concentração de renda , enfim uma decisão em busca de um País mais justo e menos desigual. Acredito firmemente no discernimento, bom senso e vontade da maioria que definirão o rumo certo a ser tomado para o nosso País.

Sylvio Belém, por e-mail

© SÍLVIO ROMERO / VOZ DO LEITOR

Retirada de sinalização de obra concluída
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Perdão dos MEI entra para a lista de setores que governo perdoa multas e concede prazos para pagamento parcelado

O presidente Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (21) a lei complementar aprovada em tempo recorde pelo Congresso na semana passada que amplia o enquadramento e perdoa dívidas dos Microempreendedores Individuais (MEIs).

O governo está abrindo mão de R$ 12 bilhões em dívidas dos MEIs, mas ampliou o limite de faturamento, possibilitando esse regime mais benéfico para mais microempreendedores. A sanção do presidente acontece a quatro dias da eleição.

Aumentar voto

A medida tem potencial de conquistar o voto do MEI que tenderia a votar em Flávio Bolsonaro por acreditar que empreender é mais lucrativo do que permanecer trabalhando de carteira assinada.

Ou que simplesmente foi excluído do mercado de trabalho formal, seja por etarismo, falta de adaptação aos novos processos de trabalho no chão de fábrica e de loja ou porque não quer mais trabalhar numa empresa que lhe pague apenas três salários mínimos e o obrigue a perder duas a três horas num ônibus para chegar ao local de trabalho.

Perdoar a dívida

Tecnicamente, a decisão de perdoar a dívida dos MEIs inadimplentes tem um custo fiscal. Mas é aceita pela Procuradoria da Fazenda Nacional (PGFN), que vem recebendo milhões de CNPJs de MEIs inadimplentes que têm baixíssima probabilidade de pagar os débitos acumulados. Processar esse estoque de dívidas pequenas exige trabalho de auditores que poderiam estar cuidando de devedores de grande porte.

Entretanto, a questão da contribuição do MEI em algum momento terá que ser revista, pois ela parte de dois princípios contraditórios fiscalmente. O contribuinte é devedor da parcela que em 2026 varia entre R$ 82,05 e R$ 87,05, calculada com base no salário mínimo de R$ 1.621,00, independentemente de ter faturamento ou não no mês de competência.

Divulgação
LULA SANCIONA O PERDOA DOS DEBITOS DO MEI. - Divulgação

Carteira assinada

Depois, ele paga uma contribuição ao INSS que é apenas 5% sobre o salário mínimo, enquanto um trabalhador de carteira assinada que ganha um salário mínimo paga 7,5%, o que corresponde a R$ 121,58. Porém, o INSS, além desse valor, recebe R$ 324,20, que correspondem à parte patronal de 20%. Ou seja, o INSS recebe R$ 82,05 como contribuição do MEI quando recebe R$ 445,78 de um empregado de carteira assinada e recebe um salário mínimo.

Aposentadoria

Para fins de aposentadoria, hoje no Brasil é melhor ser MEI e pagar a contribuição mensal de R$82,05 ao INSS do que pagar R$121,58 como empregado com carteira e no futuro receber o mesmo valor da aposentadoria.

O problema é que, para o INSS receber a parcela da previdência incluída na contribuição do MEI, é um problema futuro contratado, pois são mais de R$ 12 milhões de inscritos. Porque o valor recebido não vai gerar receita para pagar o salário mínimo como o do empregado numa empresa formal.

Apoio do Congresso

Entretanto, a proposta aprovada pelo Congresso na semana passada veio dentro de uma série de medidas com o intuito de alavancar sua popularidade. No fundo, quando o governo perdoa o débito, por que o MEI deveria pagar regularmente sua parcela mensal de R$82,05 mesmo quando não tem faturamento?

Porém, o que pouca gente sabe é que o benefício do MEI também é uma renúncia fiscal. Este ano, por exemplo, o programa custará R$ 11,2 bilhões em gastos tributários. Ou seja, o perdão de Lula aos MEIs corresponde a um ano de renúncia fiscal que o governo já concede a quem está nessa categoria.

Perdão de dívidas

Além disso, o Brasil tem uma longa história com o perdão de dívidas tributárias. O prazo de validade do Refis (Programa de Recuperação Fiscal), que prevê regularização de dívidas de impostos com abatimentos, nunca se esgota.

Um desses programas chegou este ano ao FGTS, cujas empresas que não pagaram os 8% sobre os salários de seus empregados estão tendo um conjunto de benefícios que lhes permite pagar apenas o principal do débito. Assim como o perdão do MEI, isso nunca tinha acontecido.

Receita bruta

No caso do MEI em 2027, o limite da receita bruta anual agora será de R$ 110 mil, e em 2028, R$ 140 mil, o que, ano que vem, dá um faturamento mensal de R$ 9.166,67 e de R$ 11.666 em 2028.

Medidas como essas podem ajudar no discurso de estimular o empreendedorismo, que faz tanto sucesso no discurso de dezenas de organizações de apoio ao pequeno empreendedor, que, na maioria dos casos, criam um CNPJ sem buscar muitas informações sobre o negócio. Eles acabam aumentando a taxa de insucesso (mortalidade) dos Microempreendedores Individuais (MEIs), que é de 29% após cinco anos de atividade, de acordo com estudos estruturados pelo Sebrae.

Não falta mais

Entretanto, talvez o maior problema que o governo criou seja que, mesmo sendo MEI, não vale a pena pagar a contribuição em dia. O MEI era a única categoria que até agora não tinha sido beneficiada com um REFIS que a Receita Federal e a PGFN oferecem tradicionalmente. Agora não falta mais.

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BRASIL JA TEM 20 AREAS ONDE PODERÃO SER INSTALADAS USINA SOFF SHORE.jpg - DIVULGAÇÃO

Geração offshore

Após um processo que reuniu cerca de 400 contribuições de 41 instituições, que subsidiaram o aperfeiçoamento do documento antes da publicação da versão final, em julho de 2026 a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) desenvolveu uma metodologia para orientar a seleção de áreas marítimas que poderão ser ofertadas para empreendimentos de geração eólica offshore, considerando aspectos técnicos, ambientais, sociais e econômicos.

O avanço dos estudos sobre os recursos disponíveis no mar também contribui para aprimorar o conhecimento sobre as condições de geração no país. Em nota técnica publicada em agosto de 2026, a EPE identificou 20 regiões com características semelhantes de vento e três áreas de destaque (hotspots) ao longo da costa brasileira, com base nas maiores velocidades médias observadas.

Projetos de geração

A metodologia da EPE foi elaborada para subsidiar tecnicamente o poder concedente na definição das áreas que poderão ser ofertadas para projetos de geração eólica offshore. O trabalho está relacionado à Lei nº 15.097/2025, que estabelece regras para o aproveitamento do potencial energético offshore no Brasil.

Para a região Nordeste, observa-se que há um consenso nos resultados de que a região do litoral norte dos estados do Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte apresenta as velocidades médias mais elevadas. O litoral norte do estado do Rio Grande do Norte recebe destaque nas três bases, apresentando pontos de velocidade média acima de 8,5 m/s. Velocidades entre 7,5 m/s e 10,0 m/s. As maiores velocidades ocorrem entre 40 km e 90 km da costa do RN.

Investimento

Os investimentos da Neoenergia Pernambuco somaram R$ 1,2 bilhão nos nove primeiros meses de 2026, com a maior parte dos recursos direcionada à expansão da rede elétrica em todas as regiões do Estado. O valor faz parte do plano de R$ 9,7 bilhões em investimentos até 2030, anunciados pela empresa no primeiro semestre deste ano.

Limpeza informal

A informalidade está presente na compra de produtos de limpeza de 22,1% das empresas e 16,2% dos lares brasileiros, segundo a Pesquisa de Informalidade 2026, realizada pela ABIPLA – Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional, por meio da Mosaiclab. Em ambos os públicos, apenas 2% compram exclusivamente por canais informais, o que mostra que esse mercado convive, na maior parte dos casos, com as compras realizadas em canais regulares.

Oferta MRV

Durante o mês de outubro, a MRV lança uma condição especial de pagamento para quem deseja comprar um imóvel, com a primeira parcela a ser paga somente depois do carnaval. Há apartamentos disponíveis em Recife e Paulista.

Uma análise da companhia realizada com 1.380 consumidores que adquiriram unidades entre julho e agosto deste ano revelou que, entre os atributos considerados na escolha do imóvel, a localização aparece em primeiro lugar, citada por 41% dos entrevistados. Na sequência estão a facilidade de pagamento, com 20%, e o atendimento do corretor, com 14%.

Turismo e economia

A Luck Receptivo aposta na conexão entre turismo e comércio local com o lançamento de um Clube de Benefícios, inicialmente em Pernambuco. A iniciativa reúne restaurantes, lojas, atrações e serviços parceiros, oferecendo vantagens aos turistas e criando um novo canal de divulgação para negócios da região. O projeto integra a estratégia da empresa de ampliar sua atuação com produtos digitais e fortalecer a cadeia econômica do turismo.

Formação contabil

O empresário Danilo Mandarino, sócio-fundador da Methodus Contabilidade, estará à frente de um curso de Finanças e Controladoria, com início no dia 24 de outubro, no Recife. Mandarino abordará questões relacionadas à gestão financeira das empresas, incluindo fluxo de caixa, endividamento, análise de resultados e investimentos.

Grupo Essential

O mercado funerário brasileiro, setor bilionário de forte impacto no orçamento familiar, avança na digitalização para oferecer maior previsibilidade financeira ao consumidor. De olho nessa transição, o Grupo Essential, empresa pernambucana com mais de 20 anos de atuação, lança a U+ Seguro, focada na contratação 100% digital e desburocratizada de assistência. O grupo projeta alcançar 15 mil vidas cobertas até 2027 e prevê um crescimento anual de 30% nas vendas a partir de 2028.

 

© Divulgação

Lula sanciona o perdão do MEI e aumento de faturamento como ação de campanha nas eleições.
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Prejuízo ao planejamento

Pelo menos duas restrições certas aguardam o próximo presidente da República, a ser escolhido pela maioria dos votos válidos dos brasileiros no próximo domingo. A primeira é a crise fiscal acumulada na última década, com agravamento durante a pandemia devido à queda na arrecadação e à necessidade de expansão dos benefícios sociais, ao lado de gastos emergenciais no âmbito do Sistema Única de Saúde (SUS) para atendimento, compra e distribuição de vacinas contra a Covid. Mas a problemática questão fiscal não se limitou ao governo Jair Bolsonaro, já tendo vindo de antes, nas gestões petistas de Lula e Dilma. E continuou no atual governo, com o crescimento da dívida pública projetando dificuldades enormes para o mandato que se inicia em 2027, seja quem for o ocupante do Palácio do Planalto.
A segunda restrição inescapável é o avanço da participação do Poder Legislativo sobre a execução orçamentária que, tradicionalmente, era definida pelo Executivo. Esse avanço é tão notório que até na campanha eleitoral em curso os candidatos precisam dar cambalhotas retóricas para prometer medidas para as quais sabem que não haverá dinheiro – às vezes se fiando hipoteticamente na generosidade improvável dos parlamentares, que abririam mão de parte dos recursos das emendas, apenas por boa vontade com o novo presidente.
De acordo com estudo feito pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo, entre 2014 e 2025 o valor total das despesas livres do Congresso, a exemplo das emendas parlamentares, pulou de R$ 11 bilhões para R$ 47 bilhões, abocanhando fatias cada vez maiores do orçamento da União, ano após ano. A diferença para mais é de 320%, enquanto os recursos do Executivo encolheram 35%, com menos R$ 100 bilhões, recuando de R$ 272 bilhões para R$ 177 bilhões no período levantado. Em 2026, o percentual somente das emendas deve passar de 22% do orçamento público brasileiro. As informações foram antecipadas pela coluna de Tatiana Farah no portal UOL.
A pandemia de Covid marcou a duplicação do percentual relativo ao valor das emendas parlamentares, que passaram de 6,8% do orçamento em 2020 para 13,6% em 2021, e a 21% em 2025. As dezenas de bilhões de reais que vão para destinações definidas por deputados e senadores acabam minando o alcance do planejamento que se espera do Poder Executivo. Além da desvalorização do planejamento, as emendas não são completamente transparentes no percurso, impondo atritos do Legislativo com o Judiciário, que poderia ser mais rigoroso com a obrigatoriedade de critérios técnicos, e não meramente políticos, para sua distribuição aos municípios.
Professor do Instituto de Economia da Unicamp, Marco Antonio Rocha resumiu o que aconteceu nesses 11 anos analisados: "O instrumento das emendas parlamentares foi desvirtuado: deixou de ser um mecanismo de atendimento às demandas locais, pertinentes a cada localidade, para se tornar um empecilho à racionalidade do gasto público e ao planejamento das políticas públicas".
Será que o presidente da República a assumir o mandato no ano que vem irá aceitar que o governo e o país continuem submetidos ao prejuízo bilionário das emendas que corroem a capacidade orçamentária de uma nação inteira?

© Thiago Lucas

Duelo de sigilos entre Lula e Flavio Bolsonaro
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Lulinha viajou com lobista e amigos em jato, diz revista

Imagens obtidas pela revista Veja mostram que a lobista Roberta Luchsinger viajou na companhia de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma das fotos mostra Lulinha, Roberta e amigos em um jatinho Embraer Praetor 600, cujo modelo novo é avaliado em mais de US$ 20 milhões. Segundo a reportagem, a imagem foi captada durante uma viagem à Finlândia.

Em outro registro, Lulinha, a lobista e um amigo posam em frente à aeronave.

Procurada pela Veja, a defesa de Lulinha negou irregularidades e afirmou que os registros se devem à amizade entre o filho do presidente e a lobista. O Estadão procurou a Presidência da República, que não respondeu até a noite de ontem.

Em outra imagem obtida pela revista, Lulinha e Roberta posam ao lado do empresário Marcelo Checon. Segundo a reportagem, após janeiro de 2023, ao mesmo tempo que Checon estreitava seus laços de amizade com Lulinha e Roberta, uma de suas empresas expandiu o valor dos contratos que detinha com o governo federal.

Em outra imagem, Lulinha aparece em uma festa de réveillon em uma mansão alugada pela lobista.

O filho do presidente posa ao lado de Swedenberger Barbosa, atual chefe adjunto do gabinete pessoal de Lula, e de Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.

No último sábado, em entrevista à CNN, Roberta Luchsinger afirmou que Lulinha se reuniu com diversos ministros. A lobista e o filho do presidente são investigados pela Polícia Federal (PF) por tráfico de influência.

"Vou fazer uma delação premiada porque não serei eu o boi de piranha", disse a lobista na entrevista.

© ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

Lulinha é alvo de três inquéritos da Polícia Federal por tráfico de influência
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Lula pede ao TSE cassação e inelegibilidade de Flávio por 8 anos por falta de isonomia da Meta

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou nesta quarta-feira, 21, uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede a cassação da chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social.

Os advogados solicitam também que até mesmo o diploma do parlamentar seja impugnado caso ele seja o vencedor do segundo turno da eleição no próximo domingo, 25. Pedem ainda que Flávio seja declarado inelegível por oito anos, assim como seu vice, deputado federal Alfredo Gaspar (PL), caso essas sejam as conclusões de eventual investigação.

Na peça, de 138 páginas, a coligação de Lula alega que a Meta, controladora das redes Instagram, Facebook e WhatsApp, e o X teriam operado para favorecer Flávio e prejudicar o petista. Um dos argumentos é de que houve manipulação dos algoritmos dessas plataformas e interferência estrangeira nas eleições brasileiras

"Mas o que está em jogo vai além da igualdade de chances. Está em jogo a integridade da democracia brasileira contra a manipulação algorítmica e a soberania nacional contra a influência estrangeira: as empresas que controlam essa infraestrutura estão sediadas nos Estados Unidos, cujo governo manifestou publicamente apoio ao primeiro investigado e com o qual o controlador da Meta anunciou que trabalharia para enfrentar o que chamou de tribunais secretos latino-americanos", diz a ação.

Para a equipe jurídica da campanha petista, a Meta tem "alinhamento público" com o projeto eleitoral de Flávio. Os advogados sustentam que "a assimetria algorítmica não é hipótese, mas fenômeno em curso na reta final do segundo turno"

Baseada em reportagem do The Intercept Brasil, a coligação de Lula acusa o candidato do PL de pagar a empresa Elytron para criar contas falsas, operar sistemas de inteligência artificial e espalhar desinformação nas plataformas da Meta.

Os advogados argumentam, por fim, que a Meta teria permitido que sua IA gerasse imagens hipersexualizadas e que associam Lula e a primeira-dama Janja Lula da Silva a facções criminosas.

"A rede produz montagens hipersexualizadas da primeira-dama e de mulheres com atuação política, ataques transfóbicos e imagens que imputam ao candidato da Coligação vínculo com facções criminosas - este, fato definido como crime, a atrair o art. 324 do Código Eleitoral. A produção em escala de conteúdo dessa natureza, sem rótulo e com participação de perfis de candidatos, atinge a dignidade das vítimas e degrada o debate público como um todo", diz a ação.

A coligação de Lula pede que a Meta preserve os conteúdos do petista e de Flávio para serem usados em eventual investigação. Além disso, foi solicitado que a plataforma seja impossibilitada de gerar conteúdos de inteligência artificial sobre os dois candidatos.

Lula também pediu que, até o segundo turno, o conteúdo da campanha dele seja privilegiado em detrimento de seu adversário para reequilibrar a suposta falta de isonomia. Requer ainda que a Meta pare de dar "tratamento privilegiado" para conteúdos de Flávio e forneça esclarecimentos técnicos, em até 48 horas e sob sigilo, sobre o funcionamento das ferramentas da big tech.

Além disso, os advogados solicitam a elaboração de relatórios técnicos a cada duas horas das medidas liminares solicitadas, além de outro parecer 24 horas após o segundo turno. Por fim, a equipe jurídica sugere ao TSE o ressarcimento da campanha petista pelo prejuízo de impulsionamento dos materiais de campanha. Segundo a equipe de Lula, a distância de visibilidade corresponde a R$ 7,4 milhões e, por isso, requer a concessão de R$ 7 milhões de créditos de impulsionamento.

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasi

TSE cobra Meta sobre tratamento igualitário às campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro nas redes
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Sucesso entre fãs de K-Pop e League of Legends, K/DA retorna com EP 'FIRESTARTER'

O K/DA, grupo virtual de pop criado pela Riot Games a partir de personagens de League of Legends, lançou o EP FIRESTARTER, com quatro faixas. O projeto reúne MIYEON e SOYEON, integrantes do i-dle, além das cantoras Sophie Powers e Mimi Webb.

O lançamento marca o retorno do grupo, formado pelas personagens Ahri, Akali, Evelynn e Kai'Sa. MIYEON volta a interpretar Ahri, enquanto SOYEON dá voz a Akali. Sophie Powers participa como Evelynn, e Mimi Webb assume os vocais de Kai'Sa.

O EP está disponível nas principais plataformas de streaming e inclui as músicas FIRESTARTER, WATCH ME, NEVER GOING BACK e GIRLS, esta última com participação da personagem DJ Sona.

Videoclipe de 'FIRESTARTER'

O lançamento também inclui o videoclipe oficial de FIRESTARTER, dirigido e produzido pela Fortiche Production, estúdio responsável pela animação da série Arcane, da Riot Games.

Segundo a empresa, o vídeo acumulou 9,2 milhões de visualizações em todo o mundo nas primeiras 24 horas após a publicação.

O K/DA estreou em 2018 com POP/STARS, música que ganhou popularidade nas plataformas digitais. Desde então, o grupo acumulou mais de 2,7 bilhões de reproduções e 1,8 bilhão de visualizações globais, de acordo com os dados divulgados pela Riot Games. POP/STARS também recebeu certificação de platina da Associação da Indústria Fonográfica dos Estados Unidos (RIAA).

K/DA se apresenta na abertura do Mundial de LoL 2026

O K/DA está entre as atrações anunciadas para a cerimônia de abertura do Mundial de League of Legends de 2026, marcada para 14 de novembro, no Barclays Center, em Nova York, nos Estados Unidos.

O evento, apresentado pela Mastercard, também contará com o coletivo virtual de hip-hop True Damage, segundo o comunicado da Riot Games.

Quem participa do EP 'FIRESTARTER'?

O projeto reúne artistas que já participaram de trabalhos ligados ao universo musical da Riot Games e nomes convidados para dar voz às personagens do grupo.

  • MIYEON: cantora, atriz e integrante sul-coreana do i-dle. Já interpretou Ahri em lançamentos anteriores do K/DA.
  • SOYEON: rapper e produtora do i-dle, também participou de projetos musicais virtuais da Riot Games, como K/DA e True Damage.
  • Sophie Powers: cantora, compositora e designer de moda que integra música e elementos visuais em seus projetos.
  • Mimi Webb: cantora e compositora britânica indicada ao BRIT Award, conhecida por músicas pop e vocais expressivos.

Confira as faixas do EP 'FIRESTARTER'

  • FIRESTARTER
  • WATCH ME
  • NEVER GOING BACK
  • GIRLS (com DJ Sona)

O EP está disponível nas principais plataformas de streaming. A Riot Games também anunciou a pré-venda de produtos físicos relacionados ao lançamento, incluindo versões em CD e vinil de edição limitada.

© DIVULGAÇÃO/RIOT GAMES

‘FIRESTARTER’ é o nome do EP do K/DA
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Educação financeira infantil vai além da mesada; veja como orientar os filhos

A mesada, sozinha, não garante que crianças aprendam a administrar o dinheiro. Com o uso de Pix, cartões e contas digitais cada vez mais presente na rotina, a educação financeira também depende das conversas em família e dos exemplos dos adultos, segundo a contadora e consultora financeira Angelina Moura, especialista em Investimentos, Finanças e Banking.

Uma pesquisa da Serasa com o Instituto Opinion Box apontou que 53% dos pais começaram a falar sobre finanças com os filhos antes dos 8 anos. O levantamento também mostrou que 28% das crianças e adolescentes recebem mesada por Pix, conta digital ou cartão, enquanto 39% usam Pix no cotidiano.

Para Angelina, a facilidade dos pagamentos digitais pode dificultar a percepção dos limites do dinheiro quando não há orientação dos responsáveis.

“Educação financeira começa ajudando a criança a entender que toda escolha tem um limite e uma consequência”, afirma.

Um dos erros apontados pela especialista é entregar a mesada sem estabelecer quais despesas ficarão sob responsabilidade da criança. Outro é repor imediatamente o dinheiro quando o valor acaba antes do prazo combinado.

Segundo Angelina, situações como essas podem ser usadas para conversar sobre planejamento e consequências das escolhas, sem recorrer a punições ou constrangimentos.

“Se gastou tudo no início, talvez precise esperar para comprar outra coisa. O erro, quando acontece em um ambiente seguro e acompanhado, também educa”, explica.

A especialista recomenda que os responsáveis conversem com os filhos sobre as decisões de consumo e ajudem a avaliar alternativas. A proposta é que a criança aprenda gradualmente a administrar o valor disponível e a lidar com a espera antes de realizar uma compra.

Exemplo dos pais influencia hábitos de consumo

O comportamento dos adultos também pode influenciar a forma como crianças e adolescentes lidam com o dinheiro. Uma pesquisa da Serasa realizada em 2025 apontou que 65% dos pais acreditam que os filhos são influenciados pelo que veem nas redes sociais.

Na avaliação de Angelina, os hábitos da família precisam estar alinhados às orientações dadas às crianças. Compras por impulso e a satisfação imediata de desejos, por exemplo, podem contradizer conversas sobre planejamento financeiro.

A consultora sugere incluir os filhos em decisões cotidianas, como comparar preços, escolher entre produtos e entender por que determinada compra será adiada. A orientação, segundo ela, não significa compartilhar preocupações financeiras de adultos com as crianças, mas apresentar situações compatíveis com a idade.

Ensinar a gastar também faz parte

A educação financeira não deve se limitar ao hábito de guardar dinheiro. Para Angelina, as crianças também precisam aprender a gastar, estabelecer prioridades, esperar e lidar com a frustração de não conseguir comprar tudo o que desejam.

“O objetivo não é formar uma criança que economize cada centavo. É ajudá-la a perceber que dinheiro envolve escolhas”, afirma.

A especialista recomenda adaptar a mesada à idade da criança e à realidade financeira de cada família, sem estabelecer um valor universal. Para os menores, períodos mais curtos entre os pagamentos podem facilitar a compreensão. Conforme amadurecem, os responsáveis podem ampliar os intervalos e as responsabilidades.

Angelina ressalta que a mesada é apenas um dos recursos disponíveis para ensinar educação financeira. Conversas após as compras, comparação de preços e exemplos dos adultos também podem ajudar a desenvolver hábitos de planejamento e consumo consciente.

© REPRODUÇÃO/MAGNIFIC

Mesada não basta para ensinar crianças a lidar com dinheiro, diz especialista
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Economia de Pernambuco cresce 4,85% e lidera o Nordeste entre janeiro e agosto

Pernambuco registrou o segundo maior crescimento da atividade econômica do Brasil entre janeiro e agosto de 2026, com alta de 4,85% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), calculado pelo Banco Central. O resultado ficou atrás apenas do Rio de Janeiro, que teve expansão de 4,98%, e superou a média nacional, de 1,55%.

No Nordeste, Pernambuco apresentou o maior crescimento no período, segundo os dados divulgados. Entre os setores econômicos, os destaques foram a indústria e o comércio varejista.

Indústria e comércio de Pernambuco

A produção industrial pernambucana cresceu 13,9% no acumulado de janeiro a agosto de 2026, na comparação com os mesmos meses de 2025. Segundo os dados apresentados pelo governo estadual, foi o segundo maior avanço do país.

O comércio varejista também registrou crescimento. Na modalidade restrita, que considera o varejo sem incluir veículos, motos, partes e peças e materiais de construção, a alta foi de 10%. No comércio varejista ampliado, que inclui esses segmentos, o avanço chegou a 8,8%. Os dois resultados foram os maiores do país, conforme os números divulgados.

Considerando os 12 meses encerrados em agosto, a atividade econômica de Pernambuco cresceu 3,77%. O desempenho foi o terceiro maior do Brasil e o mais elevado do Nordeste no período.

Pernambuco gera empregos formais

Pernambuco registrou saldo positivo de 13.428 empregos com carteira assinada em agosto de 2026, de acordo com o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). O resultado foi o maior do Nordeste e o terceiro maior entre os estados brasileiros.

Desse total, 5.050 vagas estavam ligadas à cadeia sucroenergética, que reúne atividades relacionadas à produção de açúcar, etanol e outros produtos derivados da cana-de-açúcar.

Abertura de empresas em Pernambuco

Dados da Receita Federal apontam que Pernambuco registrou 14.634 novas empresas em agosto de 2026, aumento de 18,6% em relação ao mesmo mês de 2025.

O estado chegou a 807,4 mil empresas ativas, segundo os números divulgados, e ocupava a segunda posição no Nordeste em quantidade de negócios em funcionamento.

© Valter Campanato/Agência Brasil

Crescimento do varejo em Pernambuco chegou a a 8,8%, segundo o IBCR
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Justiça aprova pedido de recuperação da Casas Bahia; dívida soma R$ 17,3 bi

A Justiça aprovou ontem o pedido de recuperação judicial do Grupo Casas Bahia e de outras nove empresas ligadas à rede varejista. A decisão da juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, da 2.ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, mantém a suspensão das execuções de dívidas contra o grupo e estabelece prazo de 30 dias para a apresentação de documentos pendentes, sob pena de revogação do deferimento.

O Grupo Casas Bahia entrou com o pedido de recuperação judicial na Justiça em 16 de agosto, informando dívidas da ordem de R$ 17,3 bilhões, das quais R$ 16,4 bilhões são débitos quirografários, ou seja, sem garantia real.

Na ocasião, a varejista afirmou enfrentar "a pior crise financeira desde a sua fundação", atribuindo as dificuldades à alta dos juros, à perda de poder de compra das famílias e ao aumento da inadimplência, entre outros fatores.

A magistrada considerou que o grupo cumpre os requisitos para avançar com a recuperação judicial, apesar da documentação pendente. Entre elas, estão a ausência de demonstrações de fluxo de caixa de 2023 de quatro empresas, a falta de projeções financeiras individualizadas e a necessidade de atualização da relação de todos os credores.

"Não se trata, portanto, de deficiência documental grave e absoluta, mas de questões individualizadas", afirma a decisão, ao considerar que as inconsistências podem ser corrigidas durante o processo. O grupo terá 30 dias para apresentar a documentação pendente.

EM OPERAÇÃO

O laudo pericial apresentado no início de outubro pela varejista havia constatado pressão sobre o caixa da companhia, queda de 40,5% no valor dos estoques entre abril e agosto, e redução de 4.647 pessoas no quadro de funcionários ao longo daquele mês.

Apesar das dificuldades, a perícia confirmou que as atividades da varejista continuavam em funcionamento, incluindo lojas físicas, centros de distribuição e canais digitais.

A Justiça também manteve o período de suspensão das execuções, de 180 dias, contado a partir de 19 de agosto, quando foi concedida a tutela cautelar. A decisão permite o avanço da recuperação judicial, mas o plano de reestruturação a ser elaborado pela empresa ainda precisa ser aprovado pelos credores.

A AJ Ruiz Consultoria Empresarial S/A foi nomeada administradora judicial e vai fiscalizar as atividades das empresas durante o processo e apresentar relatórios à Justiça. Depois da publicação do edital que aprovou a recuperação, os credores do grupo terão 15 dias para informar créditos que eventualmente não estejam na lista ou contestar os valores apresentados pela empresa.

© Divulgação/ Casas Bahia

Justiça suspende demissões em massa de trabalhadores das Casas Bahia
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Justiça torna réus 12 denunciados por queda de avião da Voepass

A Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus 12 integrantes da Voepass por envolvimento na queda do avião da empresa. O acidente ocorreu em agosto de 2024, em Vinhedo, no interior paulista, e matou 62 pessoas.

Os réus vão responder pelos crimes de atentado contra a segurança do transporte aéreo e sinistro em transporte aéreo.

Segundo o MPF, os crimes estão relacionados não somente com as causas do acidente, mas também à cultura organizacional da empresa, que priorizava a economia de recursos e o lucro em detrimento da manutenção das aeronaves.

Entre os réus estão diretores e membros da alta administração da Voepass e que, segundo o Ministério Público, eram responsáveis pelas decisões que propiciaram as condições para a queda do avião. Um deles é o presidente da empresa, José Luiz Felício Filho. Também vão responder pelos crimes dois funcionários que, embora não tivessem cargos de comando, contribuíram para o acidente, segundo o MP.

Relatórios

Em agosto, a Polícia Federal concluiu seu relatório e indiciou 16 pessoas pelo acidente. No entanto, quatro dos indiciados firmaram acordos de não persecução penal com o MPF e, por isso, não foram denunciados.

Em seu relatório, a PF apurou que a aeronave não tinha condições técnicas de realizar o voo na situação a que foi submetida, sob formação de gelo severo e precipitações. Equipamentos imprescindíveis para essas condições, como o sistema de degelo e o limpador do para-brisa do avião, estavam inoperantes. Mesmo assim, a empresa decidiu por autorizar a decolagem do avião.

“O desastre não consistiu em um evento fortuito ou isolado, mas no desfecho previsível de um processo continuado de omissões deliberadas na manutenção preventiva, de descumprimento de normas regulatórias e de degradação consciente do gerenciamento de segurança operacional no âmbito da Voepass”, afirma a procuradora da República Viviane de Oliveira Martinez, autora da denúncia à Justiça.

De acordo com a denúncia, a empresa sabia que o modelo ATR 72-500 não possuía certificação ou homologação da fabricante para operar em condições críticas de gelo e, mesmo assim, escalou a aeronave para cumprir o trajeto entre Cascavel, no Paraná, e Guarulhos, em São Paulo, naquele dia 9 de agosto, quando alertas indicavam para a formação de gelo severo ao longo da rota.

À incapacidade técnica do avião se somaram os problemas no sistema de degelo que provocaram a perda de sustentação do veículo no ar.

Em julho, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) também concluiu suas investigações sobre o acidente e divulgou que ele ocorreu devido a falhas no sistema, alertas ignorados, revisões mecânicas insuficientes e uma cultura organizacional de não reportar falhas em voos anteriores.

Procurada pela Agência Brasil, a Voepass informou que seguirá colaborando com o Poder Judiciário e com as demais autoridades competentes, "fornecendo os documentos e as informações que forem solicitadas ao longo do processo".

"Ao longo de mais de três décadas de atuação na aviação brasileira, a Voepass manteve a segurança operacional como princípio fundamental, com procedimentos de manutenção, operação e treinamento orientados pela regulamentação aeronáutica e por suas diretrizes internas de segurança e conformidade", diz a nota da empresa.

Ainda na nota, a defesa do presidente da empresa, José Luiz Felicio Filho, disse ter tomado conhecimento do recebimento da denúncia pela Justiça Federal e que seu cliente se manifestará nos autos.

"À época do acidente com o voo 2283, Felício integrava o Conselho da Voepass e estava afastado da gestão direta e cotidiana da operação, tendo retomado a gestão executiva após o acidente”, diz a nota.

Segundo a defesa, “Felício tem colaborado com as autoridades desde o início das apurações e seguirá à disposição da Justiça para contribuir com o completo esclarecimento dos fatos. O executivo mantém sua confiança no devido processo legal e reitera seu respeito às autoridades e sua solidariedade aos familiares das vítimas do voo 2283".

© Secretária de Segurança de São Paulo / Divulgação

Justiça torna réus 12 denunciados por queda de avião da Voepass
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Tereza Cristina quer presidir o Senado, mesmo se Flávio Bolsonaro vencer a disputa

TEMOS UMA CANDIDATA
Senadora pelo Progressistas de Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina afirmou ao Passando a Limpo, da Rádio Jornal, que mantém a candidatura para ser a primeira mulher a assumir o comando do Senado Federal e que pedidos de investigação contra ministros do Supremo Tribunal Federal não serão engavetados.
— Eu não terei medo de fazer o que tem que ser feito. Não dá é pra fazer o que está sendo feito. Dezenas de pedidos que acabam na gaveta do presidente. Isso não acontecerá, afirmou.

O CANDIDATO DE OPOSIÇÃO É RUIM...
...mas não deixa de ser uma boa resposta para espancar o truque fajuto de Lula da Silva de abrir sigilos.

A SEITA REPLICANDO JANONES
O deputado e marqueteiro de redes sociais André Janones (Rede Sustentabilidade-MG) tornou-se persona non grata no comitê de Lula. Nem Rosângela Lula, a primeira-dama, nem o próprio candidato: ninguém o quer ele por perto. Virou personagem tóxica.

REPETECO
Não é a primeira vez que um depoimento do caso Master é cancelado por “problemas na internet”. Desta vez, a “pane” alegada ocorreu antes do depoimento de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. O “evento” foi remarcado para depois do segundo turno. Sei!

ESTÁ MAIS QUE CERTO
Flávio Bolsonaro correu ao TSE cobrando a divulgação dos gastos do cartão corporativo usado por Lula.

NEM COM REZA
Ecônomos e contadores que administram a fortuna da Igreja Católica vão debater, em março, “os efeitos da reforma tributária” e a “gestão eclesial”. O tema não poderia ser mais apropriado: “A nova reforma tributária e os desafios da conformidade contábil, fiscal e patrimonial na gestão eclesial”.

ESCAFEDEU-SE
Os defensores dos direitos humanos, as igrejas, as pastorais sociais, os movimentos populares e os operadores do Direito estão calados diante da proposta do líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), de redução da maioridade penal dos adolescentes.

GOOD MORNING, VIETNAM!
A fixação de Lula para com os Estados Unidos chegou ao ponto de o candidato à reeleição comparar seus eleitores ao “exército do Vietnã que derrotou os Estados Unidos”.

BRAVATEIROS
Flávio e Lula estão fazendo bravata com essa história de abrir sigilo. Qualquer estudante do primeiro semestre de Direito sabe disso. Viabilidade técnica zero.

PENSE NISSO!
A próxima legislatura terá ao menos 18 senadoras, de um total de 81 cadeiras. Um desses nomes é o de Tereza Cristina (PP-MS), pré-candidata à Presidência do Senado. Sua eleição seria a primeira, nos 202 anos da Casa, a escolher uma mulher para chefiá-la.

É certo que algumas delas virão com o discurso de que, ainda que mulher, Tereza Cristina não representa aquela corrente ideológica, o que, aliás, é pura falácia. Uma breve investida nesse tema mostra que seria prudente analisar como as “iluminadas” que fazem discurso em defesa da mulher, mas que querem escolher quem será essa mulher, cheira a casuísmo.

O que, aliás, é o que mais se nota. Basta verificar que nenhum grupo ligado aos direitos humanos foi à sacada da cobertura fazer qualquer manifestação contrária à tese adesista do PT, que agora passou a apoiar a redução da maioridade penal dos adolescentes.

Não que o tema não mereça ser discutido, aprofundado e aprovado, mas a conveniência adesista venda os olhos e definha os argumentos.

Pense nisso!

© Gov/br

Tereza Cristina quer presidir o Senado para destravar investigações contra ministros do STF
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STF decide que ISS não integra base de cálculo do PIS/Cofins

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (21) que o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) não integra a base de cálculo do PIS e da Cofins. A decisão terá impacto de R$ 35 bilhões nas contas do governo federal.

Por maioria de votos, os ministros encerraram o julgamento de uma ação que tramitava na Corte desde 2008.

Conforme o entendimento firmado no julgamento, o ISS não integra o patrimônio de empresas e deve ser repassado aos cofres públicos dos municípios e do Distrito Federal.

Dessa forma, os valores recolhidos têm natureza transitória nas contas das empresas e não podem fazer parte da base de cálculo do PIS/Cofins, contribuições devidas à União.

O ISS é cobrado sobre serviços prestados por clinicas médicas, escolas, eventos, assistência técnica, entre outros.

Com a decisão, a Corte elaborou uma tese jurídica que deverá ser aplicada a todos os casos semelhantes que estão em tramitação em todo o país.

"O valor correspondente ao ISS não integra a base de cálculo das contribuições sociais referentes ao PIS e à Cofins, pelo fato de o ISS qualificar-se como simples ingresso financeiro que meramente transita, sem qualquer caráter de definitividade, pelo patrimônio e pela contabilidade do contribuinte”.

O caso foi decidido em um recurso apresentado por uma empresa de ônibus para derrubar uma decisão da Justiça Federal que reconheceu a legalidade da incidência do ISS na base de cálculo do PIS/Cofins.

© Foto: Rosinei Coutinho/STF

Plenário do STF decide que ISS não integra base de cálculo do PIS/Cofins
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TCU autoriza acordo para devolução de 3 mil km de ferrovias da Malha Nordeste

O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou nesta quarta-feira (21) a assinatura de um acordo entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o Ministério dos Transportes e a Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) para a devolução de 3 mil quilômetros de trechos ferroviários inoperantes da Malha Nordeste.

A indenização prevista à União foi mantida em R$ 1,785 bilhão, porém, a decisão não implica pagamento imediato da indenização nem garante a extensão do contrato. A eficácia do acordo está condicionada à futura prorrogação da concessão, prevista para 2028.

Na avaliação do relator, ministro Walton Alencar, o acordo negociado pode ser mais vantajoso para a administração pública do que uma eventual caducidade da concessão. Nesse cenário alternativo, a indenização pelos trechos passíveis de ressarcimento poderia chegar a cerca de R$ 3,1 bilhões, segundo a análise apresentada ao Tribunal.

A FNL também deverá cumprir com obrigações relacionadas à desativação de trechos devolvidos, à regularização ambiental e fundiária e ao georreferenciamento das áreas. O acordo prevê ainda R$ 136,28 milhões em investimentos para mitigar conflitos urbanos.

O Tribunal estabeleceu que os recursos decorrentes do acordo não poderão ser usados para financiar obrigações de manutenção que já cabiam à concessionária. A aplicação dos valores deverá distinguir investimentos de expansão de despesas relacionadas a deveres preexistentes, com critérios objetivos para avaliar eventuais ganhos de capacidade ou funcionalidade.

O Ministério dos Transportes terá até 36 meses, contados da assinatura dos termos de devolução pertinentes, para indicar quais trechos deverão ou não ser desativados. A ANTT terá prazo para determinar as providências e estabelecer os cronogramas, enquanto os prazos para a concessionária poderão ser suspensos em situações de atraso atribuível ao poder público.

© Elvis Aleluia/ Sudene

TCU autoriza acordo para devolução de 3 mil km de ferrovias da Malha Nordeste
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Macron defende sua gestão dos distúrbios nas ruas da França e aponta para uma "manipulação estrangeira"

O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu nesta quarta-feira (21) sua gestão dos distúrbios de rua registrados em Paris e em outras grandes cidades francesas após as mobilizações em massa de estudantes e dos "coletes amarelos", afirmando que o governo age "com método, serenidade e determinação", ao mesmo tempo em que apontou que há indícios de "manipulação estrangeira" dos distúrbios, referindo-se ao fato de que forças políticas de outros países estão se aproveitando desses casos, por vezes utilizando imagens manipuladas por Inteligência Artificial.

"No último sábado, ocorreram fatos inaceitáveis em várias cidades do país, que nos chocaram a todos e nos causaram dor. Eu me pronunciei no domingo à noite, porque era minha responsabilidade. Analisei o que havia acontecido, solicitei esclarecimentos e estabeleci um plano de ação que está sendo implementado", explicou Macron em declarações feitas no Catar, onde se encontra no meio de uma viagem regional.

O presidente francês destacou que o governo francês está trabalhando para garantir "transparência" em relação aos graves distúrbios ocorridos no sábado, ao mesmo tempo em que elogiou medidas como os toques de queda localizados para "impedir que essas cenas inaceitáveis se repitam".

"O mesmo será feito no próximo sábado. Portanto, agiremos com firmeza e utilizaremos todos os meios que a lei nos permite para evitar que ocorram novos eventos desse tipo", afirmou ele, referindo-se às novas mobilizações previstas para o dia 24.

Angelina Katsanis/AP
Emmanuel Macron, presidente da França - Angelina Katsanis/AP

Em seguida, Macron defendeu a implementação de um "roteiro" "para atender às reivindicações legítimas" dos jovens, enfatizando o diálogo em andamento com as organizações estudantis, os parceiros sociais, as organizações empresariais e os órgãos do governo local.

"É necessário estabelecer um plano de trabalho, tomar decisões claras e poder avançar. O objetivo é ouvir e respeitar as preocupações, as divergências e, às vezes, a indignação que existe", destacou, depois de ressaltar que é preciso abordar "as causas profundas de maneira ordenada", enfatizando que é preciso separar desse debate "a violência que ocorreu", diante da qual pediu que "não se ceda de forma alguma".

O líder francês considerou "legítimas" as inquietações da juventude em relação ao seu futuro. "É preciso ouvi-la, acompanhá-la e tentar fazer o melhor possível. Tentei fazer o melhor possível nestes últimos anos. Talvez tenha tentado fazer algumas coisas bem, e talvez outras não tenha feito suficientemente bem. Por isso, temos uma grande dívida com essa juventude", resumiu. "Além da violência, à qual vamos fazer frente, não devemos abandonar essa questão", concluiu.

SINAIS DE MANIPULAÇÃO ESTRANGEIRA A POSTERIORI

Sobre se existe algum elemento de interferência estrangeira na crise na França, o presidente francês indicou que "não há indícios visíveis de interferência estrangeira nos acontecimentos que ocorreram", mas, por outro lado, se há "manipulação estrangeira", referindo-se à "manipulação posterior aos acontecimentos".

"Vimos imagens geradas por Inteligência Artificial que mostravam cenas que nunca ocorreram na França. Também houve pessoas que afirmaram que nosso país havia sido invadido por hordas de imigrantes e islamistas, algo completamente falso", destacou ele, em resposta às críticas lançadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Macron repreendeu, assim, o fato de a situação no país ser usada "em plena campanha eleitoral", tanto em nível nacional quanto "do outro lado do Atlântico". "Em momentos como esses, fica claro quem ama a França e quem não ama. Todo mundo acaba entendendo isso", enfatizou, reconhecendo que aqueles que falam mal da França lhe parecem "profundamente desagradáveis".

© EMMA DA SILVA/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Macron defende sua gestão dos distúrbios nas ruas da França e aponta para uma "manipulação estrangeira"
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Financiamento de veículos pesados dispara em Pernambuco e impulsiona mercado de crédito automotivo

O mercado de crédito para a compra de veículos no estado de Pernambuco registrou 24.545 unidades financiadas em setembro, alta de 13,6% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram financiados 21.616 veículos. Os dados são da Trillia, linha de negócios da B3 dedicada a Dados, Analytics e Inteligência Artificial.

No acumulado de 2026, o estado soma 200.137 veículos financiados, volume que corresponde a 3,4% das operações realizadas no país no período.

As motocicletas lideraram o volume de operações no mês, com 11.358 financiamentos, alta de 25,5% em relação a setembro do ano passado. As motos novas concentraram a maior parte dos contratos, com 8.883 unidades financiadas, enquanto as usadas somaram 2.475 operações.

O destaque de setembro ficou para os veículos pesados, que registraram 7.835 financiamentos, volume 1.322% superior ao observado no mesmo período de 2025. Os modelos usados responderam por 7.582 contratos, enquanto os novos somaram 253 operações.

Já o segmento de autos leves contabilizou 5.291 financiamentos no mês, queda de 55,9% na comparação anual. Do total registrado, 5.037 foram veículos novos e 254 usados.

Sobre a B3

A B3 S.A. (B3SA3) é uma das principais empresas de infraestrutura de mercado financeiro do mundo e uma das maiores em valor de mercado, entre as líderes globais do setor de bolsas. Conecta, desenvolve e viabiliza o mercado financeiro e de capitais e, junto com os clientes e a sociedade, potencializa o crescimento do Brasil.

Atua nos ambientes de bolsa e de balcão, além de oferecer produtos e serviços para a cadeia de financiamento. Com sede em São Paulo e escritórios em Chicago, Londres, Singapura e Xangai, desempenha funções importantes no mercado pela promoção de melhores práticas em governança corporativa, gestão de riscos e sustentabilidade.

© Mercedes-Benz / divulgação

Financiamento de veículos pesados dispara em Pernambuco e impulsiona mercado de crédito automotivo
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Nikolas Ferreira participa de caminhada de apoio a Flávio Bolsonaro no Recife nesta quinta-feira (22)

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) participa, nesta quinta-feira (22), de uma caminhada em apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, no Recife. A mobilização, intitulada “Bloquinho 22”, terá concentração às 19h22, na Pracinha de Boa Viagem, na Zona Sul da capital, com percurso até o Parque Dona Lindu. O trânsito no trecho será bloqueado a partir das 17h pela CTTU.

A atividade foi anunciada pelo deputado federal Mendonça Filho (PL-PE), coordenador da campanha de Flávio em Pernambuco, como parte da estratégia de mobilização de aliados do Partido Liberal no estado durante o segundo turno. Nikolas, reeleito deputado federal por Minas Gerais, se movimenta como uma das principais lideranças da direita nas redes sociais e participa de atos de campanha em diferentes regiões do país.

Mobilizações em outras cidades

A campanha de Flávio Bolsonaro também prevê mobilizações em diferentes regiões de Pernambuco ao longo da semana. Na sexta-feira (23), Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa do senador, participa de uma carreata em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. A programação inclui ainda atos em Triunfo, no Sertão, e Barreiros, na Mata Sul.

Na véspera da votação, estão previstas carreatas nas zonas Norte e Sul do Recife, além de mobilizações em Igarassu, na Região Metropolitana, Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste, e Caruaru, também no Agreste. As atividades incluem adesivaços para ampliar a divulgação da candidatura entre os eleitores pernambucanos.

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© LEANDRO CHEMALLE/ESTADÃO CONTEÚDO

Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira em manifestação na Avenida Paulista
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Presidente de Portugal convoca os partidos políticos para discutir a crise social no país

O presidente de Portugal, António José Seguro, convocou os partidos políticos nacionais para o próximo dia 29, a fim de abordar a atual crise social que o país atravessa, na qual manifestantes organizaram acampamentos em Lisboa e no Porto para reivindicar o acesso à moradia.

Esta é a primeira vez que o presidente português convoca uma rodada de reuniões com os partidos representados no Parlamento desde que assumiu o cargo no Palácio de Belém, em março deste ano, além dos contatos protocolares realizados logo após sua posse.

Ao contrário de seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa, que se reunia com as formações políticas para tratar de questões de estabilidade política, incluindo as negociações orçamentárias, Seguro optou por um papel menos intervencionista na vida política cotidiana de Portugal.

A rodada de contatos ocorrerá um dia após o projeto de Orçamento ser apresentado ao Parlamento português, onde se espera sua aprovação no dia 28.

Em relação à crise imobiliária que assola Portugal, Seguro apelou a um pacto de Estado entre as diferentes forças políticas para que sejam tomadas medidas urgentes e de longo prazo diante do problema. Assim, ele propôs que sejam levados adiante planos que incluam propostas de vários partidos e que sejam encontrados pontos de consenso para enfrentar a crise.

Conforme relata o jornal português "Expresso", nesta mesma segunda-feira ele mencionou a situação ao afirmar que "um problema concreto e humano exige respostas igualmente concretas e humanas".

© Reprodução do Instagram / @ajseguro

Presidente de Portugal, António José Seguro
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Sancionada lei que perdoa dívida e aumenta limite dos MEIs

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sancionou nesta quarta-feira, 21, a lei complementar que amplia o enquadramento e perdoa dívidas dos Microempreendedores Individuais (MEIs). Ao todo, o governo perdoará cerca de R$ 12 bilhões de dívidas dos MEIs, além de ampliar o limite de faturamento, possibilitando esse regime mais benéfico para mais microempreendedores.

A proposta foi aprovada rapidamente pelo Congresso na semana passada, após ser anunciada pelo presidente da República em meio a uma série de medidas com intuito de alavancar sua popularidade

Atualmente, é reconhecido como MEI apenas aqueles microempreendedores que têm receita bruta anual de até R$ 81 mil.

Com o projeto, esse limite passará a ser de R$ 140 mil, o que permite o enquadramento de mais pessoas nessa categoria com o pagamento de menos impostos. Além disso, o projeto permite que o microempreendedor contrate até dois empregados que recebam exclusivamente um salário mínimo ou o piso da categoria.

Em 2027, o limite da receita bruta anual será de R$ 110 mil, e em 2028, R$ 140 mil. Para os casos de início de atividade ocorridos no ano que vem, o limite será de R$ 9.166,67, multiplicados pelo número de meses compreendidos entre o início da atividade e o fim do respectivo ano, consideradas as frações de mês como um mês inteiro.

O texto concede também remissão integral dos créditos de titularidade da União, inscritos ou não em Dívida Ativa da União, até 13 de outubro de 2026. São consideradas as dívidas relacionadas à Contribuição para a Seguridade Social e as decorrentes de obrigações acessórias, como juros, multas e encargo legal.

Como contrapartida, é necessário que o beneficiário do "perdão" das dívidas pague em dia as contribuições que vencerem nos seis meses seguintes à entrada da lei em vigor, em 1.º de janeiro de 2027. Se não pagar, o MEI estará sujeito ao cancelamento da remissão. Também é necessário que o microempreendedor comprove a desistência de eventuais ações judiciais.

O governo estima que o impacto orçamentário com o perdão das dívidas chegue a R$ 3 bilhões nos próximos três anos. A proposta de dispensa do pagamento das dívidas foi juntada na Câmara ao projeto sobre o novo enquadramento dos MEIs.

PEC da tarifa zero

Lula também assinou nesta quarta a proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece tarifa zero do transporte público aos fins de semana. O texto será encaminhado, agora, ao Congresso Nacional. A proposta será custeada com parte das emendas parlamentares.

Segundo uma pessoa a par do assunto ouvida pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a equipe econômica calcula que o custo da medida seria entre R$ 8 bilhões e R$ 12 bilhões por ano.

A PEC destina 26,8% das emendas parlamentares, algo em torno de R$ 12 bilhões, para financiar a tarifa zero do transporte público aos fins de semana.

© JAILTON JR./JC IMAGEM

Sancionada lei que perdoa dívida e aumenta limite dos MEIs
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ONU aponta falta de isenção da Meta em eleição brasileira

Especialistas das Organizações das Nações Unidas (ONU) assinaram uma carta em que apontam restrições à liberdade de expressão em plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp, todas da empresa Meta, nas eleições brasileiras em 2026.

Eles disseram que os observadores internacionais que participaram das eleições detectaram tratamento desigual das plataformas em relação aos conteúdos das campanhas, apontando que as contas ligadas a um dos candidatos foi prejudicada.

Entre os episódios registrados estão interrupções temporárias de contas de campanha e engajamento e alcance de publicações políticas de um dos candidatos severamente menor.

Eles também citaram que milhares de contas e perfis de influenciadores, jornalistas e criadores de conteúdo foram suspensos, quase todos do mesmo lado político.

NetLab

Um carta do NetLab também questiona a derrubada de um perfil do candidato Luiz Inácio Lula da Silva sob a alegação de controle contra notícias falsas ligadas à políticas públicas pela Meta, enquanto a empresa mantém perfis com publicações com fake news.

O documento também diz que o laboratório identificou falhas da empresa de tecnologia, que teria permitido “propaganda eleitoral paga no exterior e vendido e veiculado durante o resguardo eleitoral”.

O NetLab é um laboratório de pesquisas sobre internet e redes sociais ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Caso do WhatsApp

Na semana passada, a campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) depois que usuários do WhatsApp relataram que a inteligência artificial do aplicativo se recusava a produzir imagens com a palavra “Lula” e o número “13”, mas produzia conteúdo normalmente com a palavra “Flávio” e o número ”22”.

Os advogados da campanha afirmaram que a Meta praticou “seletividade algorítmica” para beneficiar Flávio Bolsonaro, candidato do PL.

Outro lado

Sobre a nota da ONU, a Meta respondeu que as pessoas podem se expressar livremente em seus aplicativos, sem tratamento preferencial a qualquer posicionamento político. “Incidentes técnicos podem ocorrer em uma plataforma da nossa escala, mas não representam direcionamento político. Cumprimos a legislação eleitoral brasileira e agimos rapidamente para corrigir erros quando identificados, garantindo condições de igualdade para todos que utilizam nossos serviços", disse a empresa

Em relação à nota do NetLab, respondeu que não permite conteúdos que explorem programas públicos para fraudar pessoas, removendo-os sempre que identificados.

© Marcello Casal jr/Agência Brasil

ONU aponta falta de isenção da Meta em eleição brasileira
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Camilo Santana diz que Lula não se opõe ao que Flávio sugeriu para quebra de sigilos

O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse nesta quarta-feira, 21, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai protocolar uma resposta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a derrubada de sigilos dos candidatos à Presidência e seus familiares. Afirmou que a campanha petista "não se opõe a absolutamente nada" do que Flávio colocou.

"O candidato adversário Flávio Bolsonaro protocolou no TSE, depois de três dias que Lula fez o desafio para que ele pudesse abrir o seu sistema bancário, uma série de condicionantes, uma tentativa de manobra em relação ao que o presidente colocou para mostrar claramente quem é o ladrão e quem não é o ladrão nesse país. E todas as condicionantes que ele colocou, a única resposta que o presidente tem é dizer ao candidato é que não se opõe a absolutamente nada do que ele estava falando", afirmou, em entrevista a jornalistas nesta quarta.

Camilo, no entanto, disse que a campanha de Lula "estranhou" a retirada de uma empresa na sugestão apresentada por Flávio na lista de pessoas jurídicas que teriam o sigilo derrubado. O nome dessa empresa é Alcazar, de propriedade do advogado Willer Tomaz amigo de Flávio. O senador é apontado em investigação da Polícia Federal como suposto "usuário master" da conta dessa empresa.

"A gente vê muita estranheza que ele tirar essa empresa. Então, que a imprensa possa cobrar dele porque é que ele está tirando essa empresa. Que ele cumpra o que foi pedido", afirmou o senador.

Camilo disse que Lula protocolará às 11h desta quinta-feira, 22, a resposta no TSE em relação à manifestação de Flávio Bolsonaro. O senador afirmou que Flávio teria até amanhã às 11h para aceitar os termos do acordo de derrubada dos sigilos ou não.

© Ricardo Stuckert/divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) candidato a reeleição
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