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Obra de Monet leiloada por valor recorde em França


Seis licitantes disputaram a pintura de Claude Monet durante 45 minutos. O leilão da coleção Schlumberger rendeu 74,4 milhões de euros e todos os lotes foram vendidos.

A Sothey’s anunciou que o quadro Iris, de Claude Monet, foi vendido por 50 milhões de euros, o valor mais alto alguma vez alcançado por uma obra de arte em leilão em França. A estimativa de venda era de 22 a 30 milhões de euros.

Após a intensa licitação, a pintura foi comprada por um colecionador privado na Ásia, que participou por telefone através de Jen Hua, vice-presidente da Sotheby’s para a Ásia.

O leilão da coleção Schlumberger, realizado em Paris esta quinta-feira totalizou 74,4 milhões de euros. Ao todo, 27 lotes foram a leilão e todos foram vendidos, exceto três. Em 74% dos casos ultrapassaram as respetivas estimativas máximas, de acordo com a Sotheby’s.

Outra obra de Monet, denominada Saule Pleureur, também conhecida como L’ Arbre de Feu, alcançou 9,7 milhões de euros. Entre os restantes resultados, La Seine à Vernon, Arbres, do mesmo artista, foi vendido por 4,3 milhões de euros.

As obras que ficaram sem proprietário são da autoria de Paul Cézanne estão classificadas como tesouros nacionais. Foram retiradas do leilão na expectativa de regressarem a Aix-en-Provence e serem adquiridas pela cidade para o Musée Granet. A venda incluiu ainda obras de Camille Claudel, Pierre Bonnard e Gustave Moreau.

Segundo a Sotheby’s, a coleção de arte agora leiloada foi reunida ao longo de mais de quatro décadas por Jeanne Schlumberger, mulher de Marcel Schlumberger, ligado à dinastia industrial com o mesmo nome. A coleção esteve na residência da família, em Paris, e foi construída em colaboração com a galerista Katia Granoff, numa época em que as últimas obras de Monet ainda eram pouco valorizadas em França.

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Shortlist: Henrique Sá Pessoa e o moscatel que cruza o mar


A Shortlist desta semana começa na sala privada do novo restaurante de Henrique Sá Pessoa, assinala o regresso do cozido à portuguesa ao JNcQUOI Avenida. Passa ainda por um brunch com champanhe, um moscatel que viajou a bordo do Navio Escola Sagres, um blend criado para os 80 anos do Tágide, uma marca portuguesa e termina na antiga residência parisiense de Karl Lagerfeld.

1. Henrique Sá Pessoa abre a sua sala privada

Henrique Sá Pessoa

Henrique Sá Pessoa propõe uma experiência gastronómica privada para grupos de oito a 12 pessoas, num espaço dedicado à cozinha do chef, distinguida com duas estrelas Michelin, no Páteo Bagatela. A sala privilegia a privacidade e a proximidade à mesa, em torno de três menus, com preços de 125, 150 e 180 euros por pessoa – de propostas mais simples ao menu mais abrangente que inclui dois pratos principais. Segundo o restaurante, também é possível desenvolver menus personalizados para ocasiões especiais.

2. O cozido à portuguesa regressa aos domingos do JNcQUOI Avenida

O JNcQUOI Avenida volta a incluir o cozido à portuguesa na sua oferta de domingo, com assinatura do chef António Bóia. A proposta estará disponível a partir de 31 de outubro e até ao último domingo de março e parte de uma seleção de enchidos e carnes preparados nas cozinhas da casa. O almoço começa com um caldo de cozido servido como consomé, seguindo-se o prato com arroz de cozido. A receita procura percorrer diferentes tradições regionais, juntando produtos do campo e da horta (45 euros).

3. Bubbly brunch regressa ao Hyatt Regency Lisboa

O Bubbly Brunch regressa este domingo ao Viseversa Restaurant & Bar, em Belém, numa parceria entre o Hyatt Regency Lisboa e a maison Veuve Clicquot. A experiência dominical combina buffet, champanhe e vista sobre o Tejo. Entre as novidades do buffet estão o bao de camarão e o salmão Wellington, preparado numa estação ao vivo. Mantêm-se, entre outras propostas, as ostras, o ceviche, os ovos feitos a pedido e uma seleção de queijos e charcutaria (59 euros). O brunch acontece aos domingos, entre as 12h30 e as 15h30

4. Portuguesa Fairly Normal lança casaco encerado

A portuguesa Fairly Normal, uma marca independente de surf, lança para este inverno o waxed jacket, um casaco de corte bomber e silhueta ampla, confecionada em Portugal, num tecido de algodão 100% orgânico com acabamento encerado em tom verde azeitona (400 euros). O modelo tem forro acolchoado e gola de lã proveniente de excedentes de produção. Inclui fecho YKK e botões de corozo, um material de origem vegetal. A Fairly Normal cruza referências de menswear tradicional com estilo urbano. A marca recomenda que o casaco não seja lavado.

5. A nova edição do Moscatel Torna Viagem da José Maria da Fonseca

Barrica de Moscatel Torna Viagem

A 9ª edição do Moscatel de Setúbal Torna Viagem embarcou a 30 de abril no Navio-Escola Sagres e regressou a Lisboa a 23 de agosto, depois de uma viagem pelo Atlântico Norte. A bordo seguiram uma barrica de 600 litros e meia barrica de 225 litros de Moscatel de Setúbal de 2023. Durante a travessia, os 825 litros ficaram expostos às variações de temperatura e humidade e às condições do ambiente marítimo. Espera-se que o processo natural de envelhecimento nestas condições confira ao vinho características próprias, que distinguem estas edições das que envelhecem em terra.

A tradição do Torna Viagem remonta ao século XIX, quando cascos de Moscatel transportados em rotas comerciais regressavam a Portugal depois de atravessarem diferentes climas. A empresa retomou a prática em 2000, em parceria com a Marinha Portuguesa e o Navio-Escola Sagres. Parte do vinho desta edição dará origem a uma edição comemorativa limitada, prevista para 2034.

“Cada edição do ‘Torna Viagem’ é rara, única e traz consigo uma nova história para contar. Não é por acaso que estes vinhos acabam por ser bastante solicitados por colecionadores e apreciadores deste tipo de vinho”, diz António Maria Soares Franco, co-CEO da José Maria da Fonseca.

6. Patrick Crulis ‘ocupa’ a antiga residência parisiense de Karl Lagerfeld

Patrick Crulis na antiga residência de Karl Lagerfeld

A Highstay e a Galerie JAG abriram Saint-Germain I, antigo escritório parisiense de Karl Lagerfeld, para uma exposição temporária dedicada ao artista francês Patrick Crulis. Situada em Saint-Germain-des-Prés, a residência integra a coleção Curated by HIGHSTAY e está disponível para estadias curtas ou prolongadas. Representado pela Galerie JAG, Crulis trabalha o grés esmaltado em peças moldadas à mão, com formas orgânicas e superfícies irregulares. As obras foram instaladas num espaço marcado por estantes de aço, tons de marfim e linhas precisas, criando um contraste entre as texturas da argila e a arquitetura interior. A exposição transformou temporariamente a residência num espaço de encontro entre arte contemporânea e hospitalidade.

As escolhas da Shortlist são editorialmente selecionadas pelo ECO Avenida.

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