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Perfumes e moda elevam receitas da espanhola Puig no 3.º trimestre

21 October 2026 at 20:09

O grupo espanhol de fragrâncias e moda Puig divulgou resultados recorde este trimestre: as receitas líquidas atingiram 1.390,8 milhões de euros, mais 7,2% face ao terceiro trimestre do ano passado. A divisão de perfumes e moda, em que estão incluídas marcas como Carolina Herrera e Jean-Paul Gaultier, foi a principal responsável pelos números, representando 72% dos ganhos.

A análise dos resultados dos primeiros nove meses mostra que as receitas somaram 3.744,5 milhões de euros, um aumento de 4,1% face ao mesmo período de 2025. É, no entanto, um ritmo mais lento do que os 7% de crescimento que se verificaram no mesmo trimestre de há um ano.

Como acontece com a EssilorLuxottica, a região da Ásia-Pacífico lidera o crescimento do grupo. As receitas na região aumentaram 17,9% nos primeiros nove meses, para 430 milhões de euros, e 12,9% no terceiro trimestre. Dentro da Puig, as vendas nesta zona do globo são 11% das receitas do grupo neste período. Nas restantes áreas, Europa, Médio Oriente e África o crescimento foi de 3% e no continente americano de 3,8%.

A maquilhagem é o segmento da Puig que mais cresceu no terceiro trimestre: 16,1%, em parte suportados pela marca Charlotte Tilbury, com ganhos de quota e algumas melhorias na distribuição. A make up representa 17% das receitas do grupo espanhol.

Fragrâncias e moda mantêm-se como principal negócio da Puig. Esta área de negócio, que inclui também as marcas Rabanne e Dries Van Noten, gerou 2.702 milhões de euros, representa 72% das receitas e teve um crescimento de 3,8% nos nove meses. No trimestre, avançou 3,9%, com destaque para as fragrâncias de nicho e a Carolina Herrera.

A área mais fraca é skincare, que cresceu 1,3% nos nove meses de 2026, para 414,1 milhões de euros. Porém, recuou 0,8% no terceiro trimestre. Os desempenhos são variados, de acordo com o comunicado da Puig. A marca Uriage cresceu a dois dígitos, mas os cuidados de pele premium continuaram fracos.

No último trimestre, a Puig acordou a aquisição de 50% da marca de dermocosmética ISDIN que ainda não detém. Segundo o comunicado, “nos termos do acordo, a Puig pagará 900 milhões de euros em numerário no fecho da operação”. “Um pagamento diferido, fixo e sem juros, de 300 milhões de euros será devido no primeiro trimestre de 2029”, acrescenta.

O ano de 2026 fica marcado por uma tentativa de acordo de fusão entre o grupo de origem catalã e a norte-americana Estée Lauder. Em maio, Marc Puig, chairman da Puig, disse aos acionistas que a empresa não estava à venda e que a família fundadora se manteria como acionista de longo prazo. A apresentação da nova estratégia do grupo está marcada para 28 de outubro.

EssilorLuxottica cresce no terceiro trimestre, apesar de saída de herdeiro

21 October 2026 at 18:44

A EssilorLuxottica teve receitas de 7.486 milhões de euros no terceiro trimestre deste ano, crescendo 9% a taxas de câmbio correntes face ao período homólogo de 2025. O segmento mais dinâmico foi a venda direta ao consumidor, que subiu 10,6% a taxas constantes para 4.093 milhões de euros. Para já, a saída de Leonardo Maria delVecchio, filho do fundador, não afetou os resultados.

Considerando a totalidade dos nove meses do ano, as receitas da EssilorLuxottica chegaram aos 22.304 milhões, o que representa mais 8% em relação ao mesmo período em 2025, de acordo com informação divulgada pelo grupo esta terça-feira, após o fecho do mercado.

A análise trimestre a trimestre mostra, no entanto, que o crescimento está abrandar. Passou dos 10,8% no primeiro trimestre para 8,7% no segundo trimestre e 7,2% no terceiro trimestre.

A região da Ásia-Pacífico liderou o crescimento do terceiro trimestre, com uma subida de 15,7% a câmbios constantes. As receitas foram de 979 milhões de euros. Na Europa, Médio Oriente e África, as receitas subiram 7,5%, para 2 890 milhões de euros, segundo o documento da empresa aos investidores.

A área de wearables, que incluiu óculos com inteligência artificial e nuance audio, cresceram 20% no trimestre. O portefólio de gestão da miopia aumentou 24% no trimestre e nos primeiros nove meses do ano.

A EssilorLuxottica, detentora das marcas Ray-Ban, Oakley ou Oliver Peoples e licenças de marcas como Chanel e Armani, tinha 19.709 lojas até ao final de setembro, incluindo 15.695 lojas próprias, um aumento em relação ao ano passado. No final de 2025, o número era de 17.750 lojas, das quais 13.684 próprias.

Os números não deixam perceber as tensões vividas no seiodo grupo durante o terceiro trimestre. Leonardo Maria del Vecchio, filho do fundador do grupo deixou os cargos de gestão que ocupava no grupo de ótica em agosto. As tensões com o presidente do grupo, Francesco Milleri, terão estado na origem da sua saída. Na carta de demissão, divulgada pela imprensa italiana, Del Vecchio afirma que a empresa está a ser gerida de forma “distante” e “impessoal”.

Milão encerra lojas de luxo. Louis Vuitton e Hermès saqueados durante motins em França

By: ECO
20 October 2026 at 12:05

Em França, as lojas da Louis Vuitton e Hermès foram saqueadas em Marselha, o mesmo acontecendo com a Celine, em Paris, nas manifestações de sábado, em França, em protesto contra as condições nas escolas e o custo de vida. Várias outras marcas de luxo foram alvo de vandalismo no centro da capital francesa, de acordo com o Financial Times e o Le Monde.

Em Itália, depois de dois dias de distúrbios, o vice-primeiro-ministro, Matteo Salvini, anunciou que vai mobilizar 500 militares do exército para “defender Milão”, segundo a Reuters.

Esta segunda-feira, as lojas do centro de Milão fecharam mais cedo e taparam as montras com tábuas, receando uma nova vaga de violência. Na Via Montenapoleone, zona de compras de luxo da cidade, as lojas de marcas como Chanel, Tiffany e Dior retirou os produtos das montras por precaução.

Durante o fim de semana, centenas de manifestantes incendiaram caixotes do lixo e saquearam lojas no centro de Milão, entre elas a Decathlon e a Arc’teryx. Outras como a Levi’s e Under Armour, cobriram as montras com painéis de madeira e cartão.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, condenou a violência e a polícia italiana afirmou ter detido 271 jovens, 23 deles menores de idade, durante os distúrbios de domingo em Milão.

Os incidentes em Itália assemelham-se ao que aconteceu em França, onde foram detidas 1200 pessoas e há registo de saques e vandalismo nas principais cidades.

Lojas de luxo vandalizadas

As lojas da Hermès e Louis Vuitton de Marselha foram saqueadas este sábado durante as manifestações. Em Paris, a Celine também foi alvo de assalto e a loja da Louis Vuitton na Place Vendôme foi vandalizada por seis pessoas encapuzadas que usaram uma barreira rodoviária como arma de arremesso. Um funcionário da loja disse ao Financial Times que os alegados assaltantes não conseguiram entrar. “Não eram manifestantes, eram pessoas que tinham saído apenas para partir coisas e roubar”, relatou.

Os danos ficaram limitados à fachada do espaço comercial da Louis Vuitton tal como na joalharia Graff, na mesma praça, que estava encerrada esta segunda-feira, com as montras partidas.

As tentativas de vandalização estenderam-se a vários pontos da capital francesa e a outras lojas de luxo. Nas redes sociais circulam imagens que mostram uma dúzia de seguranças privados ao redor da loja da Dior na Avenue Montaigne. Outra loja da marca, na Rue Saint-Honoré foi grafitada com palavras de ordem contra a polícia. Já na Rue Royale, a loja da Dior ficou a salvo porque os funcionários baixaram as grades de segurança cerca das 16h00. Um funcionário da Dior relatou ter visto “a polícia ser empurrada pela multidão ao longo da rua”. Do outro lado da rua, as montras da loja Ralph Lauren foram partidas e a Kenzo foi saqueada. A Burberry também foi atacada.

As associações que representam as lojas da Place Vendôme, Saint Honoré e Champs-Élysées condenaram esta segunda-feira os atos dos manifestantes num comunicado conjunto. “Paris não pode ceder aos manifestantes violentos. Recusamo-nos a deixar que o medo se instale nas nossas ruas. Quem vive e trabalha aqui não aceitará isso”.

Não foram apenas as lojas de luxo que foram alvo de vandalismo ou saque. Foram assaltadas uma loja da Lacoste, lojas da JD Sports, lojas da Sephora por toda a França e uma loja da Apple em Lille. Na montra da Tesla, em Paris, um grafiti acusava Elon Musk de ser nazi.

Desta vez, segundo o Financial Times, não houve coordenação entre sindicatos e polícia e as forças de segurança foram rapidamente dominadas.

Nas manifestações de sábado, cerca de 3 mil empresas terão sido afetadas. As estimativas são do ministro do Comércio, Serge Papin. O governo francês prometeu um apoio de emergência. Os motins e saques deverão custar aos seguros mil milhões e 1,2 mil milhões de euros, segundo a Morningstar.

A polícia está a trabalhar para que os bens que foram roubados não sejam revendidos online em plataformas como a Vinted, Amazon ou eBay, adianta o Financial Times. Vários ministros reuniram-se com estas empresas de revenda para discutir a remoção de artigos suspeitos de terem sido saqueados.

Grupos de luxo como a Kering e Hermès apresentam esta semana as suas contas dos primeiros nove meses do ano.

Portugal Fashion vai ter 2,67 milhões até 2028 para apoiar internacionalização da moda nacional

20 October 2026 at 07:08

O Portugal Fashion tem ‘luz verde’ para o seu plano de ação para a internacionalização da moda portuguesa até fevereiro de 2028, confirmou a diretora Mónica Neto ao ECO Avenida. A candidatura da organização da ANJE foi aprovada no âmbito do Portugal 2030 e contempla um investimento de 2.667.818,16 euros.

Desse valor, 85% correspondem a apoio público, o que representa cerca de 2,27 milhões de euros. Os restantes 15%, aproximadamente 400 mil euros, são responsabilidade da ANJE (Associação Nacional de Jovens Empresários) e dos parceiros estratégicos da organização. O projeto é apoiado pelo Sistema de Apoio a Ações Coletivas (SIAC) para a internacionalização, no âmbito do Compete 2030, com fundos da União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

“Vamos ter novamente ações de internacionalização e o nosso Portugal Fashion Experience, também no início de julho do próximo ano”, refere Mónica Neto, lembrando que em setembro já foi possível marcar presença na semana de moda de Milão. Para os próximos meses, o plano prevê novas ações em Milão, Paris e Copenhaga.

“Queremos ser constantemente uma plataforma que identifica e acelera a entrada no mercado e há também uma ligação fundamental – e que tem que ser apoiada – entre designers e indústria. Aquilo que faz com que os mercados internacionais nos respeitem cada vez mais é também a eficácia, a sustentabilidade e a qualidade da nossa indústria”, frisa Mónica Neto.

Mónica Neto, diretora do Portugal FashionRicardo Castelo / ECO

A responsável lembra o caso de Gabriel Figueiredo, fundador da marca De Pino, um dos nove finalistas do prémio LVMH deste ano, e um dos designers que o Portugal Fashion está a acompanhar de perto. Fez recentemente uma apresentação internacional bem recebida pela imprensa e pela crítica, nota.

“Com o Gabriel, aquilo que está previsto é o apoio a um desfile uma vez ao ano. Pode haver algo mais pequenino na próxima estação, mas estamos a falar também de passos sustentáveis em relação àquilo que faz sentido para uma marca emergente”, adianta Mónica Neto.

Em 2026, o Portugal Fashion apoiou a realização do primeiro desfile de Ernest W. Baker, em Paris, já com a marca lançada e representada em concept stores de vários pontos do globo. “Eles são um caso de sucesso em alguns mercados, por exemplo na Coreia, e também este ano tivemos ali uma sinergia com uma loja na Coreia, o que realmente significa que ainda é possível reinventarmos aqui algumas estratégias e, acima de tudo, há aqui neste nosso ecossistema algo particularmente interessante para acelerar uma marca que tem como base a identidade e a criatividade, mas que depois também está muito assente nesta conexão com as fábricas“, refere Mónica Neto.

“As fábricas têm sido os verdadeiros parceiros de marcas como esta”, reflete Mónica Neto. “E o que o Portugal Fashion também tem tentado nos últimos tempos é que isso não fique tão escondido nos bastidores e venha um bocadinho mais para o storytelling e para a nossa responsabilidade de comunicação”, assume. Em julho, o Portugal Fashion Experience já procurava refletir essa ligação com visitas à indústria incluídas o programa oficial.

O financiamento aprovado coincide com o momento em que o Governo prepara um programa de apoio mais alargado à moda portuguesa, como anunciou a ministra da Cultura, Juventude e Desporto na ModaLisboa, citada pelo Público. O Executivo pretende apresentar nos próximos meses medidas destinadas, em particular, a apoiar novos criadores.

“O grande luxo numa marca é o tempo”. O caso da Ferreira da Sá, segundo o seu CEO

19 October 2026 at 19:38

A chegada de Américo Pinheiro à liderança da fábrica de tapetes Ferreira de Sá é uma história para contar. "Fui eu que fui ter com eles", diz ao ECO Avenida. Tinha feito uma carreira em marcas de luxo, trabalhando no grupo LVMH, e queria voltar para Portugal.

Os 80 anos da Ferreira de Sá e a sua experiência na produção de tapetes tinham tudo para o seduzir. Américo Pinheiro vê nessa história o ponto de partida para construir uma…

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Aos 80 anos, a Ferreira de Sá está a começar tudo de novo. Cá dentro e lá fora

19 October 2026 at 19:34

Há um ano, quando a Ferreira de Sá começou a trabalhar a sua nova coleção de tapetes, a palavra de que falavam era desarranjo. O que tinham em mente era desconstruir, despentear, decompor o conhecido e fazer tudo novo. Essas ideias acabaram por se cruzar com Fernando Pessoa e o seu Livro do Desassossego, e Desassossego é o nome da mais recente coleção da marca de Silvalde, Espinho, que foi apresentada esta quinta-feira, no Palácio do Grilo, em Lisboa. Entre heterónimos do poeta e Ofélia, entre botanical silk e o nó manual português, o tufting industrial e o tear.

Luxo é criar uma emoção, diz Américo Pinheiro, CEO da Ferreira de Sá, o gestor convocado para construir a marca de tapetes atrás da fábrica de 80 anos. "Antes de tudo está…

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Delta reforça aposta no luxo e renova classe executiva

By: ECO IA
18 October 2026 at 13:24

A Delta vai renovar o serviço da Delta One, com novos menus e mais opções de personalização, começando este outono pelas rotas transoceânicas com partida de Los Angeles, segundo anunciou a companhia no Delta News Hub. A expansão à rede global está prevista para 2027.

A reformulação inclui pratos desenvolvidos com chefs, como hambúrguer de carne wagyu, novos vinhos e artigos de conforto da Missoni. Os passageiros poderão escolher a refeição até 18 horas antes da partida ou optar por um serviço reduzido antes da aterragem para prolongar o descanso.

A estratégia estende-se ao aeroporto, com a parceria com a Porsche a passar de 40 para 70 veículos híbridos, em 15 aeroportos, até 2028. O transporte está associado à reserva do serviço VIP Select. A Delta apresenta a mudança como a sua renovação mais abrangente em quase 30 anos.

Porsche aposta em carros mais caros para recuperar lucros

By: ECO IA
18 October 2026 at 10:42

A Porsche quer aumentar o preço dos automóveis mais exclusivos e reduzir a estrutura de custos para recuperar a rentabilidade, segundo avançou o Wall Street Journal (acesso pago, em inglês). A estratégia de Michael Leiters, que assumiu a presidência executiva em janeiro, combina novos modelos de topo de gama com cortes de pessoal e mudanças na remuneração dos trabalhadores. O lucro líquido da fabricante caiu de 5,6 mil milhões de dólares em 2023 para menos de 500 milhões em 2025.

Uma das metas é aumentar de 300 mil para cerca de 370 mil dólares o preço médio dos 10.000 automóveis mais caros vendidos anualmente pela marca. Com experiência na Ferrari e na McLaren, Leiters aposta numa estratégia semelhante à da fabricante italiana, reforçando a oferta para os clientes com maior capacidade financeira. Além de superdesportivos posicionados acima do 911, estão previstos um SUV de três filas de bancos mais caro do que o Cayenne e mais versões exclusivas de modelos existentes, cujos preços podem atingir 15 milhões de dólares.

A redução de custos passa pela eliminação de cerca de 9.000 postos de trabalho até 2035, aproximadamente um quinto do total. O acordo alcançado em julho com os representantes dos trabalhadores reduz também de 12 para oito os dias mensais permitidos de teletrabalho e aproxima os prémios anuais dos resultados financeiros. Este ano, os trabalhadores alemães não receberam o habitual prémio, que tinha superado 10 mil dólares em 2024. Os pagamentos futuros serão parcialmente feitos em ações, enquanto os incentivos dos gestores darão maior peso ao contributo individual.

O plano procura responder à quebra das vendas na China, às tarifas norte-americanas e aos custos dos investimentos nos elétricos. A decisão de tornar o novo Macan exclusivamente elétrico foi uma das apostas que penalizaram a fabricante quando o crescimento deste mercado abrandou. A Porsche recuperou os planos para um SUV de entrada de gama com motor a gasolina, mas o lançamento só deverá acontecer em 2028. Leiters afastou ainda um 911 elétrico, embora tenha manifestado apoio ao desenvolvimento do 718 Boxster elétrico.

O objetivo é adaptar a empresa para atingir o equilíbrio financeiro mesmo que as vendas anuais recuem para 200 mil automóveis, depois de terem ultrapassado 320 mil em 2023. A Porsche pretende alcançar uma margem operacional entre 10% e 15% até 2030, com uma meta de 15% a mais longo prazo. A renovação da oferta terá, porém, efeitos demorados. O SUV de três filas não é esperado antes de 2029 e a nova família de superdesportivos chegará ainda mais tarde.

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