Perfumes e moda elevam receitas da espanhola Puig no 3.º trimestre
O grupo espanhol de fragrâncias e moda Puig divulgou resultados recorde este trimestre: as receitas líquidas atingiram 1.390,8 milhões de euros, mais 7,2% face ao terceiro trimestre do ano passado. A divisão de perfumes e moda, em que estão incluídas marcas como Carolina Herrera e Jean-Paul Gaultier, foi a principal responsável pelos números, representando 72% dos ganhos.
A análise dos resultados dos primeiros nove meses mostra que as receitas somaram 3.744,5 milhões de euros, um aumento de 4,1% face ao mesmo período de 2025. É, no entanto, um ritmo mais lento do que os 7% de crescimento que se verificaram no mesmo trimestre de há um ano.
Como acontece com a EssilorLuxottica, a região da Ásia-Pacífico lidera o crescimento do grupo. As receitas na região aumentaram 17,9% nos primeiros nove meses, para 430 milhões de euros, e 12,9% no terceiro trimestre. Dentro da Puig, as vendas nesta zona do globo são 11% das receitas do grupo neste período. Nas restantes áreas, Europa, Médio Oriente e África o crescimento foi de 3% e no continente americano de 3,8%.
A maquilhagem é o segmento da Puig que mais cresceu no terceiro trimestre: 16,1%, em parte suportados pela marca Charlotte Tilbury, com ganhos de quota e algumas melhorias na distribuição. A make up representa 17% das receitas do grupo espanhol.
Fragrâncias e moda mantêm-se como principal negócio da Puig. Esta área de negócio, que inclui também as marcas Rabanne e Dries Van Noten, gerou 2.702 milhões de euros, representa 72% das receitas e teve um crescimento de 3,8% nos nove meses. No trimestre, avançou 3,9%, com destaque para as fragrâncias de nicho e a Carolina Herrera.
A área mais fraca é skincare, que cresceu 1,3% nos nove meses de 2026, para 414,1 milhões de euros. Porém, recuou 0,8% no terceiro trimestre. Os desempenhos são variados, de acordo com o comunicado da Puig. A marca Uriage cresceu a dois dígitos, mas os cuidados de pele premium continuaram fracos.
No último trimestre, a Puig acordou a aquisição de 50% da marca de dermocosmética ISDIN que ainda não detém. Segundo o comunicado, “nos termos do acordo, a Puig pagará 900 milhões de euros em numerário no fecho da operação”. “Um pagamento diferido, fixo e sem juros, de 300 milhões de euros será devido no primeiro trimestre de 2029”, acrescenta.
O ano de 2026 fica marcado por uma tentativa de acordo de fusão entre o grupo de origem catalã e a norte-americana Estée Lauder. Em maio, Marc Puig, chairman da Puig, disse aos acionistas que a empresa não estava à venda e que a família fundadora se manteria como acionista de longo prazo. A apresentação da nova estratégia do grupo está marcada para 28 de outubro.
