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Preço do cacau recua para mínima de duas semanas na bolsa de Nova York

As cotações futuras do cacau recuaram para a mínima de duas semanas na sessão desta quinta-feira (22) na Bolsa de Nova York. O vencimento para dezembro finalizou o dia com queda de 4,47%, cotado em US$ 5.582 por tonelada.

De acordo com as informações do Barchart, os preços do cacau estão em forte queda hoje devido ao aumento dos estoques de cacau nas bolsas internacionais e às vendas técnicas.

Os estoques de cacau têm aumentado constantemente desde o início do ano, atingindo um pico de 3.635.354 sacas na última sessão, o maior nível em 2,5 anos.

Ainda segundo o Barchart, os preços do cacau estão sendo sustentados pela redução das remessas na Costa do Marfim. Dados do governo marfinense mostraram que os produtores entregaram 78.212 toneladas de cacau aos portos nesta temporada de comercialização, uma queda de 41% em relação às 133.209 toneladas entregues no mesmo período do ano passado.

 

Açúcar

O contrato futuro do açúcar para entrega em março encerrou o pregão com queda de 1,56% na Bolsa de Nova York, cotado a 20,13 centavos de dólar por libra-peso. A commodity atingiu a menor cotação em duas semanas, pressionada pela liquidação de posições compradas por investidores após alcançar a máxima do contrato na quarta-feira passada.

Segundo a Barchart, o posicionamento dos fundos de investimento também contribuiu para o movimento de baixa. A concentração de posições compradas aumenta a pressão sobre as cotações em momentos de realização de lucros.

Na segunda-feira, o governo do indiano determinou que as distribuidoras estatais de combustíveis interrompam, a partir de 1º de novembro, as compras de etanol produzido a partir da cana-de-açúcar. A medida pode direcionar mais matéria-prima para a fabricação de açúcar, ampliando a oferta do produto no mercado.

No Brasil, a previsão de tempo quente e seco nesta semana no Centro-Sul, principal região produtora de açúcar, também contribui para o viés negativo. As condições climáticas podem acelerar a colheita da cana-de-açúcar e favorecer a retomada da moagem nas usinas, aumentando a disponibilidade de açúcar.

Café

Os estoques de café arábica registraram um ganho nesta semana e isso influenciou para o pregão encerrar em queda na Bolsa de Nova York. O vencimento para entrega em dezembro teve queda de 1,55% e encerrou o dia negociado em U$S 3,11 por libra-peso.

A análise do Barchart apontou que os estoques tiveram um ganho de 4.847 sacas na sessão anterior, o que totaliza em torno de 239.748 mil sacas.

“O aumento nos estoques na última sessão foi consistente com os relatos do início da semana de que quase 280 mil sacas de café arábica aguardavam classificação na bolsa internacional, o maior volume em mais de um mês”, informou.

Suco de Laranja

Na Bolsa de Nova York, o preço futuro do suco de laranja para janeiro finalizou o dia com desvalorização de 1,96% e precificado em US$ 1,42 por libra-peso.

Algodão

O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro encerrou a sessão com queda, cotado a 80,79 centavos de dólar por libra-peso.

Na Bolsa Intercontinental, os preços da fibra recuaram nesta quarta-feira, interrompendo a sequência de três sessões de ganhos. O mercado acompanhou o comportamento do dólar americano e o interesse dos investidores, enquanto o avanço da colheita nos Estados Unidos contribuiu para manter a cautela entre os operadores.

As atenções também se voltaram para o próximo relatório de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos)  e para a reunião do Fed (Federal Reserve), prevista para a próxima semana. As incertezas em torno desses eventos limitaram a disposição dos agentes para assumir posições no mercado.

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Café arábica avança em Nova York com estoques próximos da mínima histórica

Os contratos futuros do café arábica fecharam em alta na sessão desta quarta-feira (21) bolsa de Nova York. O vencimento para dezembro avançou 1,56%, cotado a US$ 3,16 por libra-peso, recuperando parte das perdas registradas na sessão anterior.

Segundo a Barchart, a valorização reverteu grande parte da queda de 1,39% observada na terça-feira, quando o mercado foi pressionado pela informação de que quase 28 mil sacas de café arábica aguardavam classificação na bolsa internacional, o maior volume em mais de um mês.

Apesar desse aumento na fila de classificação, os estoques certificados de arábica na ICE recuaram para 234.901 sacas na terça-feira, o menor patamar em cinco semanas. O volume permanece próximo da mínima de 27 anos, de 217.646 sacas, registrada em 15 de setembro.

Cacau

O contrato futuro do cacau para entrega em dezembro encerrou o pregão com alta de 0,72%, cotado a US$ 5.843 por tonelada.

Segundo o Barchart, os preços da commodity avançaram pela terceira sessão consecutiva nesta sessão, diante de sinais de redução da oferta na Costa do Marfim. Dados do governo do país mostram que os produtores entregaram 78.212 toneladas de cacau aos portos entre 1º e 18 de outubro, volume 41% inferior às 133.209 toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

Os indicadores de demanda, por sua vez, apresentaram resultados distintos entre as principais regiões consumidoras. Na América do Norte, a moagem de cacau recuou 2,5% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2025, para 109.978 toneladas, segundo a Associação Nacional de Confeiteiros.

Na Ásia, a moagem avançou 29% na comparação anual, para 233.767 toneladas, de acordo com a Associação de Cacau da Ásia. O crescimento superou a expectativa de alta de 15% e representou um recorde.

Já na Europa, a moagem aumentou 3,2% no terceiro trimestre, para 348.215 toneladas, conforme dados da Associação Europeia de Cacau. O resultado também surpreendeu o mercado, que esperava uma retração de 3,9% na comparação anual.

Açúcar

O contrato futuro do açúcar para entrega em março fechou o pregão com queda de 0,34% na bolsa de Nova York, cotado a 20,45 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo o Barchart, os preços do açúcar recuaram pela quarta sessão consecutiva, pressionados pela liquidação de posições compradas após a commodity atingir a máxima do contrato na quarta-feira passada.

O movimento também reflete o posicionamento dos fundos de investimento. O relatório semanal Compromisso dos analistas, divulgado na última sexta-feira, mostrou que os fundos ampliaram em 16.184 contratos suas posições compradas em açúcar na Bolsa de Nova York na semana encerrada em 13 de outubro. Com isso, a posição líquida comprada chegou a 228.743 contratos, o maior nível em mais de cinco anos, o que aumenta a pressão para realização de lucros.

Além disso, os preços foram pressionados pela decisão do governo da Índia de determinar que as distribuidoras estatais de combustíveis interrompam, a partir de 1º de novembro, as compras de etanol produzido a partir da cana-de-açúcar. A medida pode direcionar mais matéria-prima para a produção de açúcar, ampliando a oferta do adoçante no mercado.

Suco de Laranja

O contrato futuro do suco de laranja para entrega em janeiro encerrou o pregão na Bolsa de Nova York com queda de 2,42%, cotado a US$ 1,45 por libra-peso.

Algodão

O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro encerrou o pregão com valorização de 1,17%, cotado a 81,83 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo o Barchart, o mercado Seam registrou a venda de 2.550 fardos na terça-feira (20), a um preço médio de 76,22 centavos de dólar por libra-peso. No mesmo dia, o índice Cotlook A avançou 20 pontos, para 91,15.

Os estoques de algodão certificados pela ICE aumentaram em 2.000 fardos em 20 de outubro, totalizando 18.618 fardos. Já o preço mundial ajustado subiu 80 pontos na semana passada, alcançando 64,61 centavos de dólar por libra-peso.

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