A VirguWines foi exemplo de sucesso e persistência em 2025 (no WordCamp Lisboa) e a empresa criada pelo arcuense Artur Azevedo em 2016 continua a ser um exemplo de inovação no mundo dos vinhos.
Dez anos depois de ter iniciado na região minhota o ainda pouco explorado ‘plugin’ de comércio eletrónico para WordPress – usado para criar lojas online, que renovou o estímulo ao ‘web designer’ e a dezenas de ‘vignerons’ que viram nas plataformas ‘online’ a melhor forma de enfrentar um mercado tomado pelas grandes marcas – Artur Azevedo estabeleceu, na freguesia de Cabana Maior, a poucos quilómetros da Porta do Mezio (uma das cinco portas de entrada do Parque Nacional da Peneda-Gerês), uma inusitada sala de provas e uma das melhores varandas panorâmicas sobre o território de montanha arcuense. A VirguWines Tasting House será inaugurada no próximo sábado, com duas sessões com o ‘sommelier’ Manuel Moreira.
Fotos: João Peixoto / VirguWinesFotos: João Peixoto / VirguWinesFotos: João Peixoto / VirguWines
Hoje, a VirguWines já não é apenas uma loja ‘online’, embora continue a trabalhar o seu perfil de clientes e a aproximar uma comunidade cada vez mais extensa de ‘vignerons’ (a palavra designa os viticultores que cultivam as suas próprias vinhas e produzem o seu próprio vinho, do campo à garrafa) de consumidores de paladar mais requintado.
O negócio/experiência de Artur Azevedo começou numa garagem (e ainda lá está, não por uma questão de ideia romanceada típica dos projetos de sucesso, mas porque é assumidamente o melhor ‘hub’ criativo) e, sem esquecer o ‘lugar das estacas’, avançou para o terreno.
Em Cabana Maior, onde tem agora estabelecida uma sala de provas, há uma parcela onde o ‘web designer’ estabeleceu um género de incubadora de todas as castas minhotas, do Alvarinho ao Vinhão, passando por outras castas que ainda podem ser o ‘tesouro’ minhoto no mundo dos vinhos.
Só 2020 veio trazer um significado especial ao que Artur Azevedo vinha a trabalhar desde 2016, quando a pandemia da Covid-19 decretou um ‘lockdown’ sem precedentes no mundo moderno e os produtores de vinho, que construíram marcas a vender em eventos da especialidade, em garrafeiras e nas redes de hotelaria, entregaram nas mãos do ‘web designer’ uma estratégia para tirar o vinho das adegas. Fecharam-se as garrafeiras, abriram-se páginas ‘online’, e estes vinhos tinham de estar lá. Havia produtores que lhe disponibilizavam uma palete de vinho, para ter ‘stock’.
“O pior que pode acontecer [se não vendermos] é bebermos o vinho entre amigos'”
“Aquilo assustou-me um bocado, mas agradou-me essa confiança. Tenho uma garagem – não é uma história romântica de tecnologia, é mesmo uma empresa-garagem, ainda hoje – não podia ajudar com paletes, mas posso comprar caixas de vinho. E na altura disse: ‘Ok, se é para ajudar, vamos comprar caixas e vamos pagar a pronto. O pior que pode acontecer [se não vendermos] é bebermos o vinho entre amigos’. Foi assim que aconteceu. Rapidamente transformámos a garagem em stock real, pago ao produtor, e começámos a vender vinho”, recorda.
E assim começaram a aparecer as pequenas-grandes marcas que deram nome e definiram o perfil de clientes da VirguWines, com produtores e marcas desde o Alto Minho, na sub-região de Monção e Melgaço, até Trás-os-Montes, ao Douro e à Bairrada.
“Quem gostar de vinhos, de conhecer um bocadinho o nosso território, a nossa cultura, vale a pena conhecer esta gente. Há uma diversidade incrível. Somos dos três países com mais castas autóctones identificadas, e [eles] preservam métodos de vinificação”, declarou.
Atualmente, a VirguWines é multiplataforma e multissensorial. O ‘stock’ agora é real (a garagem continua a ser o cofre-forte), mas há ainda um rol de experiências que tornaram o projeto uma missão em torno do vinho e dos ‘vignerons’ que o materializam.
“Já fizemos provas ao vivo, em que vendemos os bilhetes no próprio ‘site’. Temos um clube de vinho, em que a pessoa recebe uma caixa todos os meses”, conta Artur Azevedo.
Para contar a história dos ‘vignerons’, foi fundamental o podcast “N2Vinho”, criado em plena pandemia e que dura até hoje, onde começaram a fazer provas ‘online’ com produtores.
Manuel Moreira, um dos ‘sommeliers’ mais reconhecidos em Portugal, com uma carreira de mais de 20 anos dedicada ao mundo do vinho, João Coutinho e Daniel Passos acompanham Artur Azevedo em mais uma das dimensões do projeto multidimensional, já com mais de 1.800 subscritores no YouTube.
“Temos 100 referências dentro de portas, listadas em ‘stock’. Esses vídeos estão na ficha do produto do próprio vinho. Ou seja, quando as pessoas querem saber como é que devem harmonizar, que temperatura deve ter o vinho, qual é a história que está por trás do vinho com o produtor, esse vídeo-podcast do YouTube está na própria ficha de produto”, destacou.
O futuro da história é ‘terra-a-terra’: VirguWines Cabana Maior e a coleção de vinha
Do sucesso ‘online’, ganhou forma um espaço de enoturismo. A VirguWines Cabana Maior é o local privilegiado para provar. Para quem sonha com os cenários instagramáveis com um copo de vinho em primeiro plano, este local é o ‘Holy Grail’ que tem de conquistar.
É nesse cenário que a VirguWines Tasting House recebe, no próximo sábado, duas provas de vinho comentadas pelo reconhecido ‘sommelier’ Manuel Moreira.
A primeira sessão, às 15:00, intitulada “Vinho Verde sem ideias feitas”, pretende desafiar alguns preconceitos sobre os vinhos da região, dando a conhecer a sua diversidade de castas, estilos e formas de vinificação. Às 17:30, a prova “Portugal à prova através do vinho” convida os participantes a percorrer diferentes regiões vitivinícolas portuguesas através dos seus vinhos.
Cada sessão terá seis vinhos em prova e um máximo de oito participantes, num ambiente intimista que privilegia a conversa, a descoberta e a partilha de conhecimento.
Fotos: João Peixoto / VirguWinesFotos: João Peixoto / VirguWinesFotos: João Peixoto / VirguWines
A iniciativa integra uma nova etapa da VirguWines Tasting House, que já tem agendadas outras provas com ‘sommeliers’ e produtores de vinho e que está também a dar início às suas provas regulares, dedicadas à descoberta dos Vinhos Verdes e dos vinhos de diferentes regiões de Portugal.
“Ao longo destes dez anos, criámos uma relação muito próxima com pequenos produtores e com pessoas que gostam de descobrir vinhos diferentes. A Tasting House é uma forma de levar essa relação mais longe, proporcionando experiências presenciais num espaço onde o vinho, a vinha e a paisagem se encontram. Queremos ter uma programação regular, com provas conduzidas por nós, mas também receber sommeliers e os próprios produtores, para que possam partilhar os seus conhecimentos e contar as histórias por detrás dos vinhos. Queremos que as pessoas venham a Cabana Maior não apenas para provar vinho, mas também para conhecer quem o faz e descobrir o território”, explica Artur Azevedo, o fundador da VirguWines, que celebra dez anos de marca e de uma cada vez mais sólida relação com quem faz os vinhos ideais para beber ou guardar.
Os municípios de Barcelos, Esposende, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo insurgiram-se hoje contra o anunciado aumento dos custos da gestão e tratamento de resíduos urbanos, considerando-o desproporcionado e excessivo.
Em comunicado, a Câmara de Barcelos refere que “os seis municípios acionistas da Resulima manifestam a sua preocupação e insurgem-se contra o anunciado aumento dos custos da gestão e tratamento de resíduos urbanos, que consideram desproporcionado e excessivo”.
A Resulima é a empresa responsável pela recolha seletiva, triagem e tratamento de resíduos urbanos no Vale do Lima e Baixo Cávado, abrangendo os concelhos de Arcos de Valdevez, Barcelos, Esposende, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo, num total de cerca de 311.470 habitantes.
O município refere que, segundo informação da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), os custos com o tratamento e deposição dos resíduos urbanos “deverão registar um aumento muito significativo já no próximo ano, em resultado da subida da Taxa de Gestão de Resíduos (TGR) e da tarifa cobrada pela Resulima”.
“Com impacto direto nos encargos suportados pelos municípios de Arcos de Valdevez, Barcelos, Esposende, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo, e, consequentemente, nas tarifas de resíduos urbanos pagas pelos munícipes”, adverte o município.
De acordo com a Câmara de Barcelos, “prevê-se que a tarifa de tratamento dos resíduos por tonelada sofra, em 2027, um aumento de 72,33 euros para 95,88 euros, ao qual acresce um aumento de cinco euros por tonelada da TGR, passando de 40 euros para 45 euros”.
“Somados estes valores, isto significa que os custos totais da gestão e tratamento dos resíduos urbanos deverão subir, por tonelada, de 112,33 euros para 140,88 euros”, revela a autarquia de Barcelos, distrito de Braga.
No comunicado, lê-se que os seis municípios reconhecem que a recolha e o tratamento de resíduos têm sido uma preocupação constante e que existem metas ambientais exigentes a cumprir, assumindo esse compromisso sem reservas.
“Contudo, consideram imperativo afirmar com clareza que os custos atuais já são incomportáveis para as famílias, e que a sua escalada continuada não pode continuar a ser suportada, em silêncio, por quem paga a fatura no fim do mês”, alertam.
Face à dimensão dos aumentos e à necessidade de assegurar a sustentabilidade económico-financeira do serviço, “torna-se insustentável para os municípios continuarem a absorver integralmente estes custos”.
“Os municípios que integram a Resulima reafirmam, assim, que continuarão a acompanhar a evolução destes encargos e a desenvolver medidas que promovam a redução, reutilização e separação dos resíduos, procurando compatibilizar a sustentabilidade do serviço com a proteção das famílias e dos agentes económicos do concelho”, refere o comunicado.
Mas, os seis municípios dizem exigir, “com a mesma firmeza, que o aumento dos custos não continue a ser transferido, sem critério nem proporcionalidade, para quem já dá o seu contributo para uma gestão mais responsável dos resíduos”.
“Proteger as famílias e cumprir as metas ambientais não podem ser objetivos em conflito. E os municípios que integram a Resulima não aceitarão que o sejam!”, assumem.
O tradicional arroz de pica no chão vai estar em destaque à mesa de 12 restaurantes de Arcos de Valdevez, este fim de semana.
Os ciclos gastronómicos “Arcos à Mesa” regressam, no sábado e domingo, com esta especialidade minhota a poder ser acompanhada pelos vinhos verdes da região.
“Este prato emblemático integra o rico património gastronómico de Arcos de Valdevez e atrai ao concelho inúmeros apreciadores da cozinha tradicional”, salienta a autarquia arcuense em comunicado.
Integrada no programa “Arcos Outono”, a iniciativa junta-se aos vários ciclos gastronómicos promovidos pela Câmara ao longo do ano, dedicados à valorização e divulgação das especialidades locais, como a Carne Cachena, o Cozido à Minhota, o Cabrito, os Rojões e as Papas de Sarrabulho.
Ao longo do fim de semana, o programa integra diversas atividades para diferentes públicos. No sábado, dia 24, destacam-se as oficinas de criatividade “Ciência Sem Fronteiras”, destinadas a crianças e jovens dos sete aos 12 anos, no Centro Ciência Viva – Oficinas de Criatividade Himalaya, a atividade “À descoberta da Porta do Mezio”, em formato de peddy paper, e um workshop de fotografia dedicado ao centro histórico de Arcos de Valdevez.
A programação inclui ainda duas sessões de teatro na Casa das Artes, no âmbito do PLATTA – Festival Transfronteiriço de Teatro Amador e Recontros 2026.
No domingo, os visitantes poderão participar no workshop “Os guardiões de Giela”, destinado a famílias com crianças a partir dos três anos, e numa visita guiada aos animais da Porta do Mezio.
Um dos momentos em destaque será o showcooking “Pica no Chão: Do Campo à Mesa das Avós”, pelo chef Tiago Fernandes, às 11:00, na Avenida Recontro de Valdevez, junto ao Campo do Trasladário, com animação musical do Duo Hourglass.
“Durante os dois dias, os restaurantes aderentes apresentam o tradicional Arroz de Pica no Chão, proporcionando uma oportunidade para descobrir e saborear os sabores autênticos da gastronomia arcuense. A experiência gastronómica fica completa com a doçaria regional, com destaque para os Charutos de Arcos de Valdevez, uma das 7 Maravilhas Doces de Portugal, o Bolo de Discos e o Bolo de Mel, acompanhados pelos vinhos verdes produzidos na região”, conclui a autarquia.
Restaurantes aderentes
A Floresta — 258 515 163 Alto da Prova — 258 455 666 A Regional — 258 515 230 (encerrado ao domingo) Cantinho JJ — 258 052 560 (encerrado ao domingo) Churrasqueira Ponte Nova — 258 522 260 Costa do Vez – Grill — 258 516 122 O Barriguinhas — 258 515 800 O Encontro — 258 515 683 O Lagar — 258 516 002 O Pote — 258 515 245 Solar do Vez — 258 119 385 / 938 119 392 Restaurante da Porta do Mezio — 922 277 466
Programa
24 de Outubro | SÁBADO
10h30 – 12h30 – Atividade: “Ciência Sem Fronteiras” Destinada a crianças e jovens dos 7 aos 12 anos Oficinas de Criatividade Himalaya – Centro Ciência Viva
10h30 – Atividade: “À descoberta da Porta do Mezio” – Peddy paper Porta do Mezio
12h30 e 20h00 – Arcos à Mesa “Pica no Chão” – Restaurantes Aderentes
14h30 – Workshop de Fotografia: “À Descoberta do Centro Histórico de Arcos de Valdevez” Destinado a Adultos – Inscrições obrigatórias Loja Interativa de Turismo de Arcos de Valdevez
16h00 – Teatro: “Antígona” – Grupo de Teatro de Machico (Madeira) Integra o PLATTA – Festival Transfronteiriço de Teatro Amador e Recontros 2026 Auditório da Casa das Artes
22h00 – Teatro: “Canto a Flor de Agua”– Grupo Kikodin Teatro (De Léon) Integra o PLATTA – Festival Transfronteiriço de Teatro Amador e Recontros 2026 Auditório da Casa das Artes
25 de Outubro | DOMINGO
10h30 – Workshop: “Os guardiões de Giela” Famílias com crianças a partir dos 3 anos Paço de Giela
10h30 – Atividade: “Visita guiada aos animais da Porta do Mezio” Porta do Mezio
11h00 – Showcooking na Esplanada: “Pica no Chão: Do Campo à Mesa das Avós” – Chefe Tiago Fernandes Animação: Duo “Hourglass” Avenida Recontro de Valdevez, Campo do Trasladário
12h30 – Arcos à Mesa “Pica no Chão” – Restaurantes Aderentes
A freguesia da Miranda, em Arcos de Valdevez, reviveu, no sábado, a tradição da lavrada e sementeira do trigo e do centeio.
Conhecida durante décadas como o “Celeiro” do Alto Minho, pela importância que assumiu na produção e no fornecimento de trigo e centeio, a Miranda recuperou uma prática que marcou a história e o quotidiano da comunidade. A chegada do outono assinalava tradicionalmente o início da preparação das terras e da sementeira dos cereais, essenciais ao sustento das famílias.
Vestidos a rigor e recorrendo aos utensílios tradicionais, os participantes recriaram os trabalhos agrícolas de outros tempos, evocando os saberes, o esforço coletivo e a entreajuda que caracterizavam a vida no campo. A jornada foi também marcada pelo convívio, pela atuação da Rusga da Miranda e pela gastronomia tradicional, com petiscos e a habitual malga de vinho.
Foto: CM Arcos de ValdevezFoto: CM Arcos de ValdevezFoto: CM Arcos de ValdevezFoto: CM Arcos de ValdevezFoto: CM Arcos de ValdevezFoto: CM Arcos de ValdevezFoto: CM Arcos de ValdevezFoto: CM Arcos de Valdevez
A vice-presidente da Câmara Municipal, Emília Cerdeira, marcou presença na iniciativa, destacando a importância de preservar e valorizar as tradições locais, mantendo viva a memória e a identidade da comunidade. Em comunicado, salientou ainda o dinamismo e o envolvimento da associação promotora e das gentes de Miranda na concretização de iniciativas que valorizam o património cultural e permitem transmitir às novas gerações os costumes e saberes que fazem parte da história da freguesia.
“Esta recriação constitui, assim, uma oportunidade para valorizar o património agrícola da Miranda e perpetuar uma tradição que testemunha a importância da agricultura na identidade e na história do território”, refere a autarquia, na nota enviada às redações esta terça-feira.
A iniciativa foi promovida pela Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Miranda, com o apoio da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia e da Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca.
Um incêndio florestal está a atingir, esta tarde, a Mata do Ramiscal, uma Zona de Proteção Total (ZPT), integrando o estatuto de máxima salvaguarda do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), em Arcos de Valdevez.
A zona de difícil acesso, no vale do rio Ramiscal, com escarpas graníticas, é considerada um ‘tesouro’ da biodiversidade no PNPG. Guarda árvores centenárias, nomeadamente carvalhos e azevinhos, sendo ainda território do lobo-ibérico.
Segundo o sítio da Proteção Civil, pelas 16:45, encontravam-se no combate quatro meios aéreos, 22 operacionais e cinco veículos terrestres.
Foto: João Martinho / O MINHOFoto: João Martinho / O MINHOFoto: João Martinho / O MINHOFoto: João Martinho / O MINHOFoto: João Martinho / O MINHOFoto: João Martinho / O MINHO
O alerta para o incêndio foi dado às 14:15, para a freguesia de Cabreiro, localidade de Carvalheda.
Já estão a caminho do Alto Minho os cinco amigos que decidiram viajar até à terra natal de trator. Arrancaram no sábado e hoje partiram da zona de Limoges, em direção a Marmande. Mais uma etapa de cerca de 200 quilómetros.
Dinis Amorim, Eduardo Santos, António Rodrigues, Manuel Barros e Nuno Soares vão percorrer mais de 1.600 quilómetros durante uma semana por estradas secundárias.
A previsão é que no sábado, dia 24, ao início da manhã, estejam a entrar em Portugal pela fronteira do Lindoso (Ponte da Barca), a meio da manhã cheguem a Arcos de Valdevez, terra de Dinis Amorim, e ao final do almoço a viagem esteja concluída em Paredes de Coura, de onde são naturais os restantes elementos.
Grupo de amigos já fez outras viagens “fora do normal”
Dinis Amorim, 56 anos, o único elemento de Arcos de Valdevez, embarca nesta aventura com os courenses Eduardo Santos, de 65 anos, António Rodrigues, 59, Manuel Barros, 58, e Nuno Soares, 45. Manuel Rodrigues, 52, conduz a autocaravana de apoio.
A ideia partiu de António Rodrigues. O grupo de amigos de “longa data”, emigrantes em França, junta-se “15 em 15 dias, de mês a mês” para um almoço onde acabam por combinar viagens “fora do normal”. Já fizeram Paris-Alto Minho de motorizada e bicicleta. E nesta última, em 2021, surgiu a ideia. “Quando fizemos essa viagem de bicicleta, o sr. Rodrigues sugeriu: a próxima viagem ser uma viagem de trator”.
Para António Rodrigues, nessa viagem, não poderia faltar Manuel Barros (apaixonado por tratores desde pequeno) e Eduardo Santos (com quem António Rodrigues aprendeu, jovem, a trabalhar nestas máquinas). Ambos aceitaram prontamente o convite.
Só que três elementos do grupo – Dinis Amorim, António Rodrigues e Nuno Soares – não tinham trator. “Cada vez que íamos de férias a Portugal íamos fazendo uma visita pelos stands e vendo os jornais. Acabámos por comprar os três tratores na cidade de Barcelos, comprámos todos ao mesmo homem, o nome dele é Manuel Barbosa”, aponta Dinis Amorim, acrescentando, a propósito da venda, um acordo fora do comum.
“A cada um deu a garantia de um ano, mas ao Nuno Soares deu a garantia de que se o trator não aguentar a viagem, ou seja, se tiver alguma avaria no motor ou na caixa, ele não paga o trator e fica com ele”, conclui.
Com 780 metros quadrados, mais de 160 anos de história e uma localização privilegiada entre o Oceano Atlântico e o Caminho Português da Costa de Santiago, um edifício no centro de Vila Praia de Âncora desperta interesse pelo seu potencial para hotelaria, turismo e habitação. Fábio Neves, CEO do Grupo NBT, analisa as possibilidades de investimento nesta propriedade histórica.
Há edifícios que contam a história de uma localidade e outros que parecem reunir as condições para escrever um novo capítulo dessa mesma história.
Em pleno centro de Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha, encontra-se um prédio construído em 1865, com 780 metros quadrados, cuja localização e características arquitetónicas abrem diferentes possibilidades de aproveitamento.
A poucos passos do mar e próximo do percurso do Caminho Português da Costa de Santiago, o imóvel beneficia de uma envolvente marcada pelo turismo balnear, pela gastronomia, pelo comércio tradicional e pela passagem de peregrinos que percorrem o litoral Norte de Portugal.
Atualmente comercializado pela Fábio Neves Imobiliária, através da marca FNAI Quintas & Luxo, o edifício apresenta potencial para projetos de reabilitação ligados à hotelaria, ao alojamento turístico ou à habitação.
Mas o que torna esta propriedade particularmente interessante para quem procura investir no mercado imobiliário do Alto Minho?
Investir em Vila Praia de Âncora: entre o Atlântico e os Caminhos de Santiago
Vila Praia de Âncora beneficia de uma localização que reúne diferentes motivos de visita. À sua tradição balnear juntam-se a proximidade a Caminha, as paisagens naturais do litoral minhoto e a ligação ao Caminho Português da Costa, uma das rotas utilizadas pelos peregrinos que se dirigem a Santiago de Compostela.
Esta conjugação de fatores é particularmente interessante para projetos turísticos que pretendam chegar a diferentes públicos.
Para Fábio Neves, fundador da Fábio Neves Imobiliária e CEO do Grupo NBT, a localização constitui um dos principais argumentos deste edifício.
O que distingue este prédio de outras oportunidades de investimento imobiliário na região?Fábio Neves:“Estamos a falar de um edifício com mais de 160 anos, no centro de uma vila costeira, a poucos passos da praia e muito próximo de uma rota de peregrinação internacional. É uma combinação interessante. Temos a história do imóvel, a dimensão, o mar e uma localização que pode servir diferentes projetos. Não é uma propriedade que se encontre todos os dias.”
Caminho de Santiago e turismo: uma oportunidade para a hotelaria?
O Caminho Português da Costa tem vindo a afirmar-se como uma rota de peregrinação procurada por viajantes de diferentes nacionalidades.
Ao contrário do turismo exclusivamente balnear, associado sobretudo aos meses de verão, os percursos de peregrinação podem contribuir para a procura de alojamento noutras épocas do ano.
Para investidores interessados em hotelaria, esta diversidade de públicos pode ser um fator relevante na definição de um projeto.
Um hotel de charme, uma unidade de alojamento turístico ou um conceito de hospitalidade associado à história e à cultura local são algumas das possibilidades que poderão ser estudadas para o edifício de 1865.
A proximidade ao Caminho de Santiago pode representar uma vantagem para um futuro projeto hoteleiro?Fábio Neves:“Sem dúvida que é um fator a considerar. Vila Praia de Âncora não recebe apenas visitantes que procuram praia e férias. Está também ligada a um percurso internacional de peregrinação, que atrai pessoas com diferentes motivações e em diferentes alturas do ano. Um projeto hoteleiro bem pensado poderá explorar essa diversidade, oferecendo uma experiência ligada à identidade da região e à história do próprio edifício.”
A eventual transformação do imóvel numa unidade hoteleira dependerá, naturalmente, da avaliação das condições técnicas, urbanísticas e legais necessárias à sua concretização.
Um prédio histórico com potencial para habitação e investimento imobiliário
Embora a hotelaria seja uma das utilizações possíveis, o edifício apresenta igualmente características que justificam uma análise para fins habitacionais.
Com uma área de 780 metros quadrados e espaços atualmente destinados a comércio e habitação, a propriedade poderá permitir estudar soluções de reabilitação residencial, incluindo a criação de apartamentos ou a combinação de diferentes utilizações.
A localização central, a proximidade à praia e a facilidade de acesso ao comércio e aos serviços constituem características relevantes para quem procura habitação permanente, segunda residência ou imóveis destinados ao arrendamento.
Para além do turismo, considera que existe potencial para um projeto habitacional?Fábio Neves:“A habitação é uma possibilidade que merece ser estudada. O edifício tem dimensão e uma localização muito interessante. Podemos imaginar um projeto residencial que preserve a identidade arquitetónica da construção e, ao mesmo tempo, responda às necessidades atuais. O importante é encontrar a solução que melhor valorize o imóvel, respeitando sempre as condições técnicas e legais.”
Reabilitar um edifício de 1865: os cuidados antes de investir
A recuperação de imóveis históricos exige uma abordagem diferente da aquisição de uma propriedade recente.
Antes de avançar, importa avaliar o estado estrutural do edifício, os custos de intervenção, as condicionantes urbanísticas e a viabilidade da utilização pretendida.
A preservação dos elementos arquitetónicos originais pode também assumir um papel importante na valorização de um projeto, sobretudo quando se pretende criar uma unidade turística diferenciadora.
Que aconselhamento daria a um investidor interessado em recuperar um prédio com estas características?Fábio Neves:“O primeiro passo é conhecer bem o imóvel e perceber o que é possível fazer. É essencial estudar os custos, as condições estruturais e o enquadramento legal. Uma boa localização e um edifício com história são excelentes pontos de partida, mas um investimento deve ser sustentado por um projeto realista e tecnicamente bem fundamentado.”
Com uma carreira iniciada aos 22 anos e experiência na liderança de equipas responsáveis por mais de 400 milhões de euros em vendas, Fábio Neves tem vindo a desenvolver a atividade imobiliária no mercado nacional e internacional.
Através da FNAI Quintas & Luxo, a empresa aposta na comercialização de propriedades diferenciadoras, incluindo quintas, imóveis históricos e edifícios com potencial de valorização.
O acompanhamento aos investidores pode ir além da aquisição. A integração da imobiliária no Grupo NBT, do qual faz parte a Brigitte Works, permite articular serviços de arquitetura, engenharia e acompanhamento de obras, particularmente importantes em projetos de reabilitação.
Um novo futuro para um edifício histórico em Vila Praia de Âncora
Entre o mar, a história e os Caminhos de Santiago, Vila Praia de Âncora reúne características que permitem equacionar diferentes projetos imobiliários.
O prédio de 1865 é um exemplo de como o património existente pode ganhar uma nova utilização, contribuindo simultaneamente para preservar a identidade arquitetónica da vila.
Que mensagem deixaria a quem esteja a considerar investir nesta propriedade?Fábio Neves:“Acredito que há imóveis cujo verdadeiro potencial só se percebe quando olhamos para além da sua utilização atual. Este edifício tem história, dimensão e uma localização que merece atenção. Seja para hotelaria, turismo ou habitação, o essencial é desenvolver um projeto que respeite o seu passado e lhe dê uma nova vida.”
Com 780 metros quadrados e localização central em Vila Praia de Âncora, o imóvel encontra-se disponível em exclusividade através da Fábio Neves Imobiliária, na sua marca FNAI Quintas & Luxo.
Para quem procura investir no litoral Norte de Portugal, esta propriedade representa uma possibilidade de conciliar património histórico, turismo e novas soluções habitacionais.
Cinco amigos, cinco tratores. Dinis Amorim, Eduardo Santos, António Rodrigues, Manuel Barros e Nuno Soares vão arrancar este sábado da zona de Paris, França, para uma viagem de trator até ao Alto Minho. Serão mais de 1.600 quilómetros percorridos durante uma semana por estradas secundárias.
A partida está marcada para cerca das 09:00 de amanhã. Neste primeiro dia de viagem vão percorrer cerca de 200 quilómetros onde os aguarda a autocaravana de apoio conduzida por Manuel Rodrigues. Depois, todos os dias, a autocaravana segue à frente para encontrar um parque de campismo onde o grupo possa pernoitar.
A previsão é que no sábado seguinte, dia 24, ao início da manhã, estejam a entrar em Portugal pela fronteira do Lindoso (Ponte da Barca), a meio da manhã cheguem a Arcos de Valdevez, terra de Dinis Amorim, e ao final do almoço a viagem esteja concluída em Paredes de Coura, de onde são naturais os restantes elementos.
“Estamos a pensar em oito dias, caso contrário, se correr algo mal, nove ou dez, mas o objetivo é sair daqui no sábado e chegar no sábado”, conta a O MINHO Dinis Amorim, de 56 anos.
“No total são à volta de 1.600 quilómetros, porque vamos por estradas secundárias, uma vez que na maior parte das nacionais não podemos andar. Como vamos nas estradas secundárias vai ser de 1.600 quilómetros para cima”, adianta.
Grupo de amigos já fez outras viagens “fora do normal”
Dinis Amorim, o único elemento de Paredes de Coura, embarca nesta aventura com os courenses Eduardo Santos, de 65 anos, António Rodrigues, 59, Manuel Barros, 58, e Nuno Soares, 45. Manuel Rodrigues, 52, conduz a autocaravana de apoio.
A ideia partiu de António Rodrigues. O grupo de amigos de “longa data”, emigrantes em França, junta-se “15 em 15 dias, de mês a mês” para um almoço onde acabam por combinar viagens “fora do normal”. Já fizeram Paris-Alto Minho de motorizada e bicicleta. E nesta última, em 2021, surgiu a ideia. “Quando fizemos essa viagem de bicicleta, o sr. Rodrigues sugeriu: a próxima viagem ser uma viagem de trator”.
Para António Rodrigues, nessa viagem, não poderia faltar Manuel Barros (apaixonado por tratores desde pequeno) e Eduardo Santos (com quem António Rodrigues aprendeu, jovem, a trabalhar nestas máquinas). Ambos aceitaram prontamente o convite.
Só que três elementos do grupo – Dinis Amorim, António Rodrigues e Nuno Soares – não tinham trator. “Cada vez que íamos de férias a Portugal íamos fazendo uma visita pelos stands e vendo os jornais. Acabámos por comprar os três tratores na cidade de Barcelos, comprámos todos ao mesmo homem, o nome dele é Manuel Barbosa”, aponta Dinis Amorim, acrescentando, a propósito da venda, um acordo fora do comum.
“A cada um deu a garantia de um ano, mas ao Nuno Soares deu a garantia de que se o trator não aguentar a viagem, ou seja, se tiver alguma avaria no motor ou na caixa, ele não paga o trator e fica com ele”, aponta. Assim, no próximo sábado já deverá saber se tem que pagar o trator ou não.
A Floresta Encantada da Porta do Mezio, em Arcos de Valdevez, uma das entradas no Parque Nacional da Peneda-Gerês, está de volta no dia 28 de novembro, anunciou hoje a organização.
“A contagem decrescente já começou! Faltam apenas 45 dias. A Floresta Encantada abre as suas portas para um espetáculo inesquecível de luz, cor e pura magia. Um mundo de sonho pensado para criar memórias em família e celebrar a época mais bonita do ano”, pode ler-se na publicação partilhada nas redes sociais.
Recentemente, a Floresta Encantada valeu um Prémio de Excelência Autárquica ao Município de Arcos de Valdevez.
O projeto nasceu, em 2021, na freguesia de Cabana Maior, mas em 2024 mudou-se para a Porta do Mezio.
A alteração de local deveu-se ao sucesso da iniciativa, que se realizava na zona florestal de Travanca.
A região do Minho deverá receber, em 2027, através das freguesias, um total superior a 57 milhões de euros, segundo a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo e consultada por O MINHO.
O distrito de Braga deverá encaixar um total de 36.832.402 euros, enquanto o de Viana do Castelo verá serem transferidos para as suas freguesias 20.269.197 euros.
Com o maior número de freguesias (65), Barcelos é também o concelho que mais recebe do Orçamento do Estado através deste mecanismo: 5.541.292 euros. Seguem-se Guimarães (5.399.361), Braga (4.314.923) e Famalicão (4.085.535).
No Alto Minho, as freguesias de Ponte de Lima recebem a maior fatia (3.574.260 euros), seguidas das de Viana do Castelo (3.188.380).
As eleições intercalares para a Assembleia de Freguesia de Paçô, em Arcos de Valdevez, foram marcadas para 10 de janeiro de 2027, de acordo com o despacho ministerial hoje publicado no Diário da República (DR).
O documento, emitido pelo gabinete do Ministro da Economia e da Coesão Territorial, surge após a “renúncia do presidente da Junta de Freguesia de Paçô, bem como de todos os cidadãos eleitos da lista mais votada à Assembleia de Freguesia, e encontrando-se esgotada a possibilidade de substituição desses eleitos” do concelho de Arcos de Valdevez.
O DR esclarece também que cabe “ao membro do Governo responsável pela tutela das autarquias locais marcar o dia da realização das eleições intercalares para as assembleias de freguesia”.
Por outro lado, assinala a necessidade de assegurar “aos partidos políticos a possibilidade de constituírem coligações para fins eleitorais”, bem como de garantir “aos grupos de cidadãos eleitores a possibilidade de formarem listas”.
O DR observa também que os prazos legalmente previstos “podem, em abstrato, não ser conciliáveis”, pelo que “importa designar uma data para a realização das eleições intercalares” que assegure “o exercício efetivo dos direitos, liberdades e garantias de participação política”.
O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez revelou a 06 de outubro à Lusa que a Assembleia de Freguesia de Paçô ia realizar eleições intercalares porque as quatro listas eleitas em 2025 “não conseguiram chegar a entendimento para a constituição da junta”.
“Nenhuma lista alcançou maioria [nas autárquicas de outubro de 2025]. Foram eleitas quatro listas que não chegaram a entendimento. Fizeram várias tentativas mas não conseguiram”, descreveu à Lusa Olegário Gonçalves, presidente da Câmara de Arcos de Valdevez e líder da distrital do PSD de Viana do Castelo.
No Diário da República de 06 de outubro, um despacho do secretário de Estado da Administração Interna (MAI), Telmo Correia, nomeia a Comissão Administrativa da Assembleia de Freguesia de Paçô, “considerando a necessidade de realização de eleições intercalares”.
A Comissão Administrativa da Assembleia de Freguesia de Paçô nomeada é composta por Virgílio Pascoal Alves Rodrigues (PPD/PSD), Cristina Maria Pedreira Coelho Ferreira (PPD/PSD) e Cesário Ferreira Gomes (IL).
Em 2025, o PSD ganhou as eleições para a Assembleia de Freguesia de Paçô, com 31,23% dos votos e três deputados.
Foram também eleitos três deputados pela Iniciativa Liberal (IL), que teve 24,13% dos votos, dois deputados do PS (23,97%) e um do CDS (14,51%), de acordo com os resultados do MAI consultados pela Lusa.
Os 24 municípios do Minho vão receber, no total, mais de 667 milhões de euros de transferências do Governo, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
De acordo com a proposta do Governo, consultada por O MINHO, Guimarães é o concelho que mais recebe (75,6 milhões), superando Braga (69,8 milhões), Barcelos (67,4 milhões) e Famalicão (59,3 milhões).
No total, o distrito de Braga, através dos seus 14 municípios, deverá receber do Estado, em 2027, um total de 473.626.827 euros.
Já no Alto Minho, Viana do Castelo é quem recebe a maior fatia das transferências do Governo (39,2 milhões), seguida de Ponte de Lima (32,2 milhões) e Arcos de Valdevez (26,5 milhões).
No total, os 10 municípios do Alto Minho deverão receber, em 2027, 193.445.779 euros.
Cerca de uma dezena de criadores de gado da região Norte estão hoje concentrados em Arcos de Valdevez para exigir ao Governo medidas que travem os ataques do lobo e indemnizações “justas” pelos animais mortos por aquela espécie protegida.
“Estamos fartos de canções, queremos ações. O senhor ministro da Agricultura tem-se esforçado na conversa, mas nós não queremos conversa, nós queremos ações”, afirmou à Lusa o porta-voz da União de Produtores de Gado Lesados pelos Lobos (UPGALL).
O responsável falava à porta da Casa das Arcos, em Arcos de Valdevez, onde decorre um fórum sobre pastorícia extensiva com presença de mais de 200 pessoas. A iniciativa, organizada pelo Ministério da Agricultura, vai ser encerrada, cerca das 13:30, por José Manuel Fernandes.
O protesto dos criadores de gado começou cedo com a montagem de cartazes com palavras de ordem como “senhor ministro, não queremos canção. Exigimos ação”, “Não estamos disponíveis para viver de indemnizações”, “O lobo é um parasita psicopata, sanguinário que não tem lugar no nosso território”, “Combater a selvajaria é preservar a soberania” e “Se o lobo prevalecer, o que vamos comer? Deixem de perseguir quem está a produzir”.
Orlando Gonçalves sublinhou que “o gado autóctone é um património genético importantíssimo que está a ser pura e simplesmente devorado”.
“A alimentação humana está a ser desviada para um parasita que não tem qualquer utilidade, é um desestabilizador do ambiente, não é um equilibrador como os tontinhos que o defendem dizem que é. O lobo é o autor do desequilíbrio em que vivemos. Existe um desequilíbrio, um autêntico terrorismo na pecuária aqui na região”, sustentou.
“Lobo é espécie protegida, o que não significa que os criadores sejam abandonados”
À chegada ao fórum sobre pastorícia extensiva, o secretário de Estado do Ambiente lembrou que “o lobo é uma espécie protegida, o que não significa que os criadores sejam abandonados”.
“Temos tomado variadíssimas medidas no sentido de criar condições para a conservação do lobo e, ao mesmo tempo, compatibilizar com o pastoreio, quer ele seja de modo extensivo ou não”, referiu João Manuel Esteves.
O governante adiantou que “há cerca de um ano foi lançado o programa Alcateia, dedicado exatamente às questões da conservação do lobo e às questões da compatibilização e da mitigação dos prejuízos causados pelo lobo, que é para 10 anos com um valor anual de cerca de um milhão de euros”.
João Manuel Esteves frisou que o “programa contempla um conjunto de medidas, medidas extras que têm a ver com as indemnizações”, e que “este Governo atualizou os valores a pagar pelo quilo de carne, assim como também diversas tipologias dos animais”.
“As indemnizações no mínimo duplicaram e outros até triplicaram. Compreendemos [que] é possível que ainda não seja aquilo que as pessoas todas querem, mas foi dado este salto num espaço de menos de um ano, isso é o facto”, referiu o governante.
Relativamente às vedações, acrescentou, “elas já existem agora, [mas] também temos de arranjar a maneira para serem mais eficazes”.
Adiantou ainda que, em agosto, o Ministério do Ambiente “decidiu agilizar os procedimentos de verificação, da competência do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)”.
“Havia uma redução sistemática do valor a pagar se fosse mais do que um ataque à mesma pessoa, portanto, isso foi eliminado, os ataques são o que são. Também foi eliminada uma outra questão relacionada com desaparecimento do cadáver. Desde que haja a verificação que foi um ataque do lobo, que aconteceu naquelas imediações, então também se paga, agora de forma reduzida”, disse.
O secretário de Estado recordou que “na semana passada foi publicado um despacho que tem a ver com a reabilitação do ecossistema do lobo, com aquilo que é o aumento das presas selvagens e, portanto, são tudo medidas para mitigar estes efeitos”.
“É um passo gigante relativamente àquilo que se passava”, garantiu.
O Programa Alcateia 2025-2035 tem este ano um orçamento de 3,3 milhões de euros para proteger o lobo e indemnizar produtores. Identificou no país quatro núcleos populacionais: Peneda/Gerês, Alvão/Padrela, Bragança e Sul do Douro, num total de 58 alcateias (56 confirmadas, 2 prováveis) e cerca de 300 animais.
As Cantadeiras de Soajo promoveram uma desfolhada “à moda antiga” naquela vila do concelho de Arcos de Valdevez, na segunda-feira.
Em comunicado, a autarquia, refere que a iniciativa recriou a tradição, envolvendo a comunidade na “história que atravessa gerações”.
O desfolhar das espigas de milho decorreu na Eira do Penedo, num ambiente de “união e festa”, embalado pelos cantares das mulheres que “preservam a memória coletiva do território”.
A iniciativa foi acompanhada pelo presidente da Câmara, Olegário Gonçalves, reforçando a proximidade e o compromisso com a preservação das nossas raízes e do nosso património imaterial.
Para o Município, o evento, que uniu dezenas de pessoas de várias gerações, permite a “passagem de testemunho e assegura a recriação das tradições que nos distingue enquanto território”.
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A Desfolhada à Moda Antiga contou com a presença de elementos da Junta de Freguesia de Soajo, das Cantadeiras de Soajo, associações locais e população em geral.
O evento estava inserido na programação do 1.º Soajo Outdoor Fest Autumn Edition 2026, que decorreu de 02 a 05 de outubro, e juntou ‘workshops’, gastronomia e concertos.
Segundo a autarquia, durante quatro dias, os participantes no festival puderam “desfrutar de um ambiente edílico, rodeado de natureza e tradição, com a descoberta de caminhos antigos e locais privilegiados”.
A primeira edição de outono do Soajo Outdoor Fest “uniu gerações, abraçadas pela história do território e amor pela natureza, preservando as raízes e promovendo momentos de convívio entre todos”.
A iniciativa, de “enorme sucesso”, contou com o apoio do Município e da Junta de Freguesia de Soajo, numa “colaboração estreita e articulada entre todos”.
A Câmara de Arcos de Valdevez abriu hoje um concurso público para expandir a rede de saneamento à freguesia de Gondoriz e São Cosme e São Damião, por um preço base superior a 5,5 milhões de euros.
Segundo o anúncio hoje publicado em Diário da República (DR), este concurso integra-se na segunda revisão ao Plano Plurianual de Investimentos (PPI) de 2026, “que reforça o investimento municipal na expansão da rede pública de saneamento”.
De acordo com Câmara de Arcos de Valdevez, a segunda revisão prevê a inscrição do projeto “Rede de Saneamento Sustentável – Expansão da Rede às Freguesias de Gondoriz, São Cosme e São Damião, Rio de Moinhos e Sabadim”, com investimento distribuído entre 2026 e 2029.
Este projeto “tem como objetivo contribuir para alcançar uma taxa de cobertura de, pelo menos, 50% das habitações do concelho, num horizonte temporal tão breve quanto possível”.
Para concretizar estes investimentos, o município prevê, através da empresa intermunicipal Águas do Alto Minho (AdAM), apresentar candidaturas ao programa Portugal 2030, no âmbito da Ação Climática e Sustentabilidade, nas tipologias aplicáveis ao Ciclo Urbano da Água.
A “comparticipação comunitária é estimada numa taxa a rondar os 85%, ficando os restantes 15% a cargo do Município”.
O procedimento divide-se em sete lotes, num investimento total de 5.505.990,35 euros, a que acresce o IVA.
O prazo de execução do contrato é de 720 dias e a apresentação de propostas termina às 18:00 do dia 21 de dezembro.
A abertura do concurso público foi aprovada, no sábado, em reunião extraordinária do executivo municipal.
A Câmara de Arcos de Valdevez entregou as chaves de 32 habitações, distribuídos pelas freguesias de Parada, Guilhadeses, Couto, Souto e Jolda Madalena, a famílias do concelho. No total, são 14 apartamentos T1, 19 T2 e dois T3. O investimento associado a estas intervenções ascende a 4,7 milhões de euros, informou a autarquia.
A cerimónia, realizada em Parada, contou com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, do presidente da CCDR-Norte, Álvaro Santos, do presidente do Conselho Diretivo do IHRU, Benjamim Pereira, representantes das entidades civis e militares, presidentes de Junta de Freguesia, entre outras entidades.
No seu discurso, o presidente da Câmara, Olegário Gonçalves, destacou tratar-se de “um dia particularmente importante para o Município de Arcos de Valdevez, mas sobretudo para as 32 famílias que recebem as chaves das suas novas habitações”.
Foi um momento, afirmou, que “representa a concretização de um forte compromisso do Município com a habitação e com a melhoria das condições de vida da população”.
Através da Estratégia Local de Habitação, foram concretizados 70 fogos habitacionais, envolvendo um investimento municipal de cerca de seis milhões de euros com recurso a financiamento municipal e a programas nacionais, nomeadamente o 1.º Direito e o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O autarca afirmou ainda que “mais do que construir ou reabilitar habitações, estamos a criar condições para que as famílias tenham mais segurança, estabilidade e dignidade, contribuindo também para a fixação de população, a revitalização das freguesias e o futuro do concelho”.
“Este investimento demonstra que, quando existe uma estratégia, capacidade de execução e articulação entre o Município, o Governo e as entidades parceiras, é possível transformar recursos públicos em respostas concretas para as pessoas”, disse.
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Avançou também que a “política de habitação que estamos a desenvolver é também uma política de proximidade. É uma política que procura conhecer as pessoas, compreender as suas dificuldades e encontrar respostas adequadas a cada realidade”, afirmando que “isso só é possível graças ao trabalho diário dos nossos serviços, muito particularmente dos Serviços de Ação Social, e à colaboração das nossas Juntas de Freguesia e baldios na cedência de terrenos, também as instituições do nosso concelho”.
Para Olegário Gonçalves, “hoje, mais do que números ou edifícios, celebramos pessoas e novas oportunidades. Estas chaves representam segurança, esperança e o início de uma nova etapa na vida de 32 famílias de Arcos de Valdevez.”
Por sua vez, o primeiro-ministro reafirmou a habitação como uma prioridade do Governo, destacando o aumento da oferta através da construção, reabilitação e disponibilização de mais casas no mercado.
Na cerimónia, Montenegro sublinhou o investimento público na habitação, a recuperação de património devoluto e o reforço da habitação pública, referindo que os programas em curso representam um investimento superior a 10 mil milhões de euros, com o objetivo de concretizar, até 2030, as 133 mil habitações previstas nas estratégias locais de habitação.
A Estratégia Local de Habitação para Arcos de Valdevez para além da habitação social, integra ainda os programas de apoio Subsídio ao Arrendamento, Arrendamento Jovem, Renda Acessível e Recuperação Habitacional.
A Câmara de Arcos de Valdevez promoveu, em colaboração com as juntas de freguesia, mais um Encontro Sénior na Quinta da Malafaia, em Esposende, que reuniu cerca de 2.500 seniores, no domingo.
Em comunicado, a autarquia refere que este foi um dia “dedicado ao convívio, lazer e reconhecimento da sua importância na comunidade”.
O evento teve como objetivo “proporcionar aos participantes um momento diferente, permitindo-lhes quebrar a rotina e desfrutar de um programa diversificado e animado”.
O dia contou com a celebração de eucaristia, atuações de ranchos folclóricos, música popular com baile e um almoço tradicional composto por sardinha assada, broa e churrasco.
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A Câmara sublinha que a “forte adesão” e a “satisfação” manifestada pelos participantes evidenciaram o sucesso da iniciativa, que se afirmou como um “verdadeiro momento de partilha, reencontros e alegria entre a população sénior do concelho”.
O presidente da Câmara, Olegário Gonçalves, destacou a importância deste encontro enquanto espaço de convívio e valorização da população sénior, sublinhando que é também uma oportunidade para as pessoas se reencontrarem, reverem amigos e recuperarem amizades e laços que, muitas vezes, a distância e o quotidiano acabam por afastar.
O autarca realçou ainda o papel ativo dos seniores na comunidade e no desenvolvimento do concelho, agradeceu a todos os que contribuíram para a realização desta jornada e garantiu a continuidade da iniciativa nos próximos anos, reforçando o compromisso do Município em proporcionar momentos de convívio, bem-estar e participação à população sénior.
O Encontro, organizado pelos Serviços de Ação Social da autarquia em parceria com as Juntas de Freguesia, contou ainda com a participação de Vereadores do Município, técnicos da área social e presidentes de Junta, que acompanharam os participantes e asseguraram o apoio necessário ao longo do dia.
A Assembleia de Freguesia de Paçô, em Arcos de Valdevez, vai realizar eleições intercalares porque as quatro listas eleitas em 2025 “não conseguiram chegar a entendimento para a constituição da junta”, revelou hoje o presidente da Câmara.
“Nenhuma lista alcançou maioria [nas autárquicas de outubro de 2025]. Foram eleitas quatro listas que não chegaram a entendimento. Fizeram várias tentativas mas não conseguiram”, descreveu à Lusa Olegário Gonçalves, presidente da Câmara de Arcos de Valdevez e líder da distrital do PSD de Viana do Castelo.
No Diário da República de hoje, um despacho do secretário de Estado da Administração Interna (MAI), Telmo Correia, nomeia a Comissão Administrativa da Assembleia de Freguesia de Paçô, “considerando a necessidade de realização de eleições intercalares”.
A Comissão Administrativa da Assembleia de Freguesia de Paçô nomeada é composta por Virgílio Pascoal Alves Rodrigues (PPD/PSD), Cristina Maria Pedreira Coelho Ferreira (PPD/PSD) e Cesário Ferreira Gomes (IL).
Em 2025, o PSD ganhou as eleições para a Assembleia de Freguesia de Paçô, com 31,23% dos votos e três deputados.
Foram também eleitos três deputados pela Iniciativa Liberal (IL), que teve 24,13% dos votos, dois deputados do PS (23,97%) e um do CDS (14,51%), de acordo com os resultados do MAI consultados pela Lusa.
Segundo Olegário Gonçalves, ainda não há data para a realização das eleições intercalares, sendo essa uma responsabilidade da Comissão Nacional de Eleições (CNE).