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Encontro de ilustração desafia artistas a riscarem “Ligações para o Futuro” em Braga

19 October 2026 at 15:45

A 10.ª edição do encontro de ilustração “Braga em Risco” vai decorrer entre sábado e 06 de novembro sob o mote “Ligações para o futuro”, foi hoje anunciado.

Com curadoria de Pedro Seromenho, a programação desta edição inclui a Exposição Coletiva 22×22, resultado do desafio lançado a 22 ilustradores para deixarem de olhar para o mundo e passarem a olhar uns para os outros.

Organizados em pares ou duetos, a partir das relações amorosas, amistosas, familiares ou profissionais, cada artista ilustrou aquele a quem está intimamente ligado e, em simultâneo, entregou-se ao olhar de quem o conhece bem.

“Nesta exposição, o retrato deixa de ser uma representação e transforma-se numa declaração sobre a relação entre duas pessoas (…). Esta é uma exposição sobre ligações que não se limita ao que está exposto e se debruça sobre o essencial que não se vê”, lê-se na descrição da coletiva.

A 10.ª edição do Braga em Risco inclui ainda exposições individuais de Cátia Vidinhas e Soraia Oliveira e uma instalação de Carlo Giovani, no âmbito do Projeto Vaivém-Circuito.

O programa contempla também cinema de animação, oficinas de ilustração, apresentações de livros, conversas com autores, atividades nas escolas, mercados de ilustração e banda desenhada com DJ sets.

Entre as novidades desta edição destaca-se uma proposta especialmente dirigida ao público juvenil e aos apreciadores de comics e mangá, histórias aos quadradinhos originárias dos Estados Unidos da América e do Japão, respetivamente.

Antes da abertura oficial do encontro, a iniciativa “Ruas do Risco” levará a ilustração ao centro da cidade.

A partir de hoje, as montras de estabelecimentos comerciais das principais artérias de Braga acolhem trabalhos de ilustração, numa parceria com as lojas da Associação Empresarial de Braga.

A iniciativa transforma o comércio local num percurso de descoberta, integrando a criação artística no quotidiano da cidade e antecipando o programa das semanas seguintes.

Nesta 10.ª edição, o Braga em Risco pretende valorizar a rede de relações construída ao longo dos anos entre ilustradores, escritores, professores, alunos, famílias, leitores, parceiros e espetadores.

“Esta comunidade constitui um dos principais legados do encontro e uma base para o desenvolvimento de novos projetos, incluindo a preparação gradual da sua internacionalização”, sustenta o município.

As exposições e atividades decorrem em vários espaços da cidade, nomeadamente Casa dos Crivos, Museu da Imagem, Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, Museu dos Biscainhos e Livraria Centésima Página.

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Depois do sucesso da 1.ª edição, Floresta Encantada volta este Natal a Caminha

19 October 2026 at 09:38

Após o sucesso da primeira edição, a Camarilândia – Floresta Encantada está de regresso a Caminha, entre 05 de dezembro deste ano e 03 de janeiro de 2027.

“De 05 de dezembro a 03 de janeiro, a Mata Nacional do Camarido volta a ganhar vida com a Camarilândia – Floresta Encantada, um espaço repleto de fantasia, diversão e momentos inesquecíveis para toda a família”, anunciou a Câmara de Caminha.

No ano passado, a nova Floresta Encantada no Alto Minho “recebeu milhares de visitantes em menos de uma semana”, segundo a autarquia.

A Câmara de Caminha congratulava-se, assim, com “o extraordinário sucesso” da primeira edição da “Camarilândia”, que “se tornou, em tempo recorde, um dos maiores polos de atração da região, afirmando Caminha como destino natalício de referência no Norte do país”.

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Fortaleza de Chocolate volta a adoçar o Natal em Valença

16 October 2026 at 15:44

A Câmara de Valença tem abertas as inscrições para a edição de 2026 da Fortaleza de Chocolate, que decorrerá entre 27 de novembro e 08 de dezembro, integrada na programação Valença é Natal, foi hoje anunciado.

O prazo para inscrição na iniciativa, que vai acontecer na fortaleza da segunda cidade do distrito de Viana do Castelo, termina no dia 06 de novembro.

Durante 12 dias, o evento afirma-se como uma mostra dedicada à degustação e à comercialização de produtos de chocolate e doçaria.

As inscrições decorrem no sítio oficial da Câmara na Internet.

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Este mosteiro em Valença vai acolher um mercado de produtos locais

16 October 2026 at 15:40

O Mosteiro de Sanfins, em Valença, acolhe nos dias 24 e 25 a primeira edição do mercado de produtos locais, com a participação de produtores agrícolas, particulares e empresas, anunciou hoje a Câmara Municipal.

Segundo a autarquia, “além da componente comercial, a iniciativa inclui oficinas, degustações, conversas temáticas e atividades culturais dedicadas aos saberes e às tradições do mundo rural”.

Organizado pelo município de Valença, em parceria com a Associação Regenera + e os produtores locais, o mercado realiza-se no âmbito do ciclo “À Cerca do Mundo Rural”, que pretende valorizar a produção agrícola e alimentar do concelho, incentivar o consumo de proximidade e aproximar produtores e consumidores.

Os produtores interessados em participar no mercado com uma banca podem inscrever-se através do e-mail ambiente.valenca@gmail.com ou presencialmente no Centro Interpretativo do Mosteiro de Sanfins (CIMOS).

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Neste parque em Guimarães qualquer pessoa pode tocar, ouvir, experimentar e descobrir sons

16 October 2026 at 10:39

Nasceu de uma proposta dos cidadãos no âmbito de Guimarães 26 – Capital Verde Europeia e representou um investimento municipal de cerca de 250 mil euros. O Parque da Cidade de Guimarães ganhou um novo espaço, onde qualquer pessoa pode tocar, ouvir, experimentar e descobrir sons. O Parque da Imaginação Musical (PIM), idealizado pelo músico e compositor vimaranense Tiago Simães, foi inaugurado recentemente e já é uma atração na cidade.

A partir de uma ideia que nasceu há 14 anos, o PIM procura levar a música para fora das salas de aula e dos auditórios, criando um espaço onde qualquer pessoa pode tocar, ouvir, experimentar e descobrir, independentemente da idade ou dos conhecimentos musicais.

Neste parque em Guimarães qualquer pessoa pode tocar, ouvir, experimentar e descobrir sons
Foto: CM Guimarães

“Num tempo em que grande parte das nossas vidas acontece através de ecrãs, parece-me particularmente importante criar lugares que nos devolvam ao mundo físico, à curiosidade, à brincadeira”, afirma Tiago Simães, citado em comunicado da autarquia.

O parque integra mais de 65 postos musicais e afirma-se como uma obra artística habitável, onde o som, o movimento e a natureza se cruzam para proporcionar uma experiência de descoberta, experimentação e criatividade.

Na inauguração, o presidente da Câmara, Ricardo Araújo, destacou a origem comunitária do PIM e a importância de transformar a participação dos cidadãos em projetos concretos. “É um projeto da comunidade para a comunidade”, afirmou, sublinhando que a Capital Verde Europeia só faz sentido com o envolvimento ativo dos cidadãos. O presidente da Câmara salientou ainda que, embora a obra tenha sido iniciada e concluída em 2026, a sua importância ultrapassa a concretização física: “É, sobretudo, e bem mais importante do que isso, um projeto que eu espero que perdure no tempo”.

Neste parque em Guimarães qualquer pessoa pode tocar, ouvir, experimentar e descobrir sons
Foto: CM Guimarães

A concretização do projeto, que representa um investimento municipal de cerca de 250 mil euros, contou ainda com o envolvimento das empresas municipais Vitrus Ambiente e Laboratório da Paisagem.

A intervenção articula criação artística, arquitetura e valorização ambiental, incluindo a introdução de 14 novas espécies vegetais, num total de 2.750 exemplares, e a incorporação de princípios de economia circular, através da valorização de pneus recolhidos em Guimarães, utilizados em elementos como o palco em forma de disco de vinil.

A arquitetura, da autoria de João Mendes, integra os equipamentos e percursos na paisagem envolvente.

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Vieira do Minho: Caminhar para descobrir a ilha do Ermal e a Arte dos Caldeireiros

16 October 2026 at 09:47

A Câmara de Vieira do Minho realiza, no próximo dia 25 de outubro (domingo), mais uma caminhada integrada no projeto “A Serra da Cabreira em Família”, que desta vez será dedicada ao tema “Santa Marta de Rossas: Entre a Paisagem do Ermal e a Arte dos Caldeireiros”.

Em comunicado, a autarquia adianta que a iniciativa tem início marcado para as 10:00, com ponto de encontro no parque de estacionamento do teleski, e propõe um percurso de aproximadamente quatro quilómetros, que permitirá aos participantes desfrutar da paisagem envolvente da Ilha do Ermal e conhecer alguns dos elementos que marcam a identidade cultural e patrimonial desta região.

“Um dos momentos de destaque será a visita às oficinas dos caldeireiros de Santa Marta em Rossas, numa oportunidade para conhecer de perto esta arte tradicional, recentemente inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, em regime de Salvaguarda Urgente. Este reconhecimento reforça a importância de preservar e valorizar um saber-fazer transmitido ao longo de gerações, que constitui uma referência da memória coletiva e da identidade local”, salienta a autarquia.

O percurso contempla ainda a passagem pelas capelas de Santa Marta e de Santa Marinha, conjugando o contacto com a natureza com a descoberta do património religioso e cultural da freguesia.

“Com esta caminhada, o Município pretende incentivar a prática de atividade física ao ar livre, promover o convívio entre famílias e dar a conhecer os recursos naturais, históricos e culturais do concelho, valorizando o património que distingue cada comunidade”, destaca o comunicado.

A participação está sujeita a inscrição, disponível através do formulário online (aqui).

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Floresta Encantada às portas da Peneda-Gerês volta a 28 de novembro

14 October 2026 at 12:01

A Floresta Encantada da Porta do Mezio, em Arcos de Valdevez, uma das entradas no Parque Nacional da Peneda-Gerês, está de volta no dia 28 de novembro, anunciou hoje a organização.

“A contagem decrescente já começou! Faltam apenas 45 dias. A Floresta Encantada abre as suas portas para um espetáculo inesquecível de luz, cor e pura magia. Um mundo de sonho pensado para criar memórias em família e celebrar a época mais bonita do ano”, pode ler-se na publicação partilhada nas redes sociais.

Recentemente, a Floresta Encantada valeu um Prémio de Excelência Autárquica ao Município de Arcos de Valdevez.

O projeto nasceu, em 2021, na freguesia de Cabana Maior, mas em 2024 mudou-se para a Porta do Mezio.

A alteração de local deveu-se ao sucesso da iniciativa, que se realizava na zona florestal de Travanca.

Como O MINHO noticiou, no ano passado, passaram pela Floresta Encantada mais de 80 mil visitantes.

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Braga: Cinema regressa ao centro comercial Nova Arcada já este mês

13 October 2026 at 16:32

O cinema regressa ao centro comercial Nova Arcada, em Braga, a partir de 24 de outubro, com a reabertura de seis salas.

O espaço ficou sem cinema em janeiro, quando as seis salas que ainda estavam em funcionamento fecharam, na sequência do processo de insolvência da então empresa exploradora, a Cineplace.

A reabertura está a cargo da Cinebox – Premium Cinemas, com uma proposta que alia “conforto e tecnologia para elevar a experiência de assistir a um filme no grande ecrã”.

O espaço conta com seis salas, cinco das quais equipadas com poltronas ‘premium’ com braço individual, enquanto a sexta conta com sofás reclináveis.

“O regresso do cinema ao Nova Arcada representa não só um marco importante para o centro comercial, mas também para a oferta cultural de Braga e do Minho. Enquanto espaço de referência na região, queremos continuar a diversificar as experiências disponíveis para a comunidade, acompanhando as suas expectativas e hábitos de lazer. A chegada da Cinebox permite voltar a integrar o cinema na oferta do Centro e contribuir para a dinamização cultural e social da cidade, aproximando esta forma de expressão artística dos nossos visitantes”, afirma Diogo Pires, diretor do Nova Arcada, citado em comunicado.

João Caldeira, da Cinebox – Premium Cinemas considera que a abertura dos cinemas Cinebox Nova Arcada permite “levar ao público de Braga uma proposta de cinema que alia conforto, qualidade do serviço e atenção aos detalhes”.

“Com cinco salas equipadas com poltronas ‘premium’ com braço individual e uma sexta com sofás reclináveis, queremos proporcionar as melhores condições para que cada espectador desfrute plenamente da experiência cinematográfica e encontre uma oferta de lazer ajustada às suas expectativas”, acrescenta.

Como O MINHO noticiou, as restantes seis salas do cinema que existem no Nova Arcada vão ser ocupadas com oferta de bowling e jogos de arcade.

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Há um barco viking que vai cruzar o rio Minho neste inverno

13 October 2026 at 15:55

Neste barco não há remos, nem os dias de névoa serão os mais indicados para marcar uma saída em grupo, apesar do cenário místico bastante sugestivo. Contudo, a paisagem e o barco de madeira – uma réplica de uma embarcação de 1500, já posterior à era viking, mas que conserva a inspiração nórdica na sua construção – são bastante reais e constituem agora uma nova forma de descer e subir o rio Minho.

A Associação Galega de Atividades Náuticas (AGAN+) realizou um primeiro teste ao itinerário turístico-fluvial entre Tui e Vila Nova de Cerveira, ao final da manhã do passado sábado, uma espécie de ‘Cruzeiro entre Fortalezas’, com duração superior a uma hora e meia que contempla paragens em Valença do Minho, Goián (Galiza) e até nas várias ilhas desertas do rio Minho.

A nova proposta de turismo náutico e cultural será comercializada pela empresa Rio Minho de Barco (VECAN) e integra o projeto RED CIFT – Rede de Cruzeiros Ibéricos Fluviais Transfronteiriços, financiado pelo programa europeu Interreg VI-A Espanha-Portugal (POCTEP), destinado a promover a cooperação entre os dois países.

Há um barco viking que vai cruzar o rio Minho neste inverno
Foto: João Martinho / O MINHO

As viagens a bordo da embarcação tradicional de madeira contam com um guia que explicará, em português, espanhol ou inglês, conforme o grupo, a história da fronteira entre Portugal e Espanha, com destaque para as fortalezas de Tui, Valença do Minho, Goián e Vila Nova de Cerveira, as incursões vikings no território, o Caminho Português de Santiago, o contrabando e a pesca tradicional da lampreia nas pesqueiras do rio.

“Trabalhamos com diferentes operadores náuticos”

Há um barco viking que vai cruzar o rio Minho neste inverno
Foto: João Martinho / O MINHO

Em declarações a O MINHO no final desta viagem de teste, Elena Fernández, técnica de projetos europeus da Asociación Galega de Actividades Náuticas (AGAN+), explica a matriz do projeto e do roteiro, assim como as limitações dos principais pontões de acostagem, nomeadamente o de Vila Nova de Cerveira, onde a ausência de um ponto de carregamento elétrico impede que outro tipo de embarcações possa realizar uma rota mais extensa, desde A Guarda até Valença do Minho ou Tui.

“Trabalhamos com diferentes operadores náuticos que existem no território e o que queremos é dar a conhecer as atividades que eles fazem. A nossa associação tem uma embarcação elétrica que está em Camposancos (A Guarda, Galiza), onde criámos um produto novo, que vai até Vila Nova de Cerveira, para dar a conhecer toda esta zona, com uma navegação de cerca de uma hora e meia”, explica.

Há um barco viking que vai cruzar o rio Minho neste inverno
Foto: João Martinho / O MINHO

Resolvida a questão da oferta turística nas águas do rio Minho mais próximas da foz, impunha-se uma solução que permitisse subir o troço internacional do rio, até onde as embarcações de maior dimensão conseguem navegar.

“Este produto, desde Tui até Cerveira com o barco tradicional, uma réplica de um barco de 1500, é o que queremos propor como experiência para o período de inverno, com um percurso mais longo. Estamos em outubro e está um dia lindíssimo de sol e de calor, temos navegado em novembro e até em dezembro com muito bom tempo, aqui no Minho. Portanto, não nos assusta a questão da meteorologia”, nota Elena Fernández.

Há um barco viking que vai cruzar o rio Minho neste inverno
Foto: João Martinho / O MINHO

Para este outono/inverno, a proposta da AGAN+, a operacionalizar pelas empresas parceiras, é uma viagem neste invulgar barco tradicional de inspiração histórica que, apesar da aparência frágil e do espaço aparentemente exíguo para acomodar até 20 pessoas, se revela bastante estável e suficientemente robusto para navegar nas águas do rio Minho, mesmo nos períodos de maior caudal.

Na viagem de teste, o barco realizou o percurso entre Tui e Vila Nova de Cerveira sem paragens intermédias, mas a técnica de projetos europeus da AGAN+ adianta que esta rota pode contemplar até quatro paragens para recolher ou deixar passageiros nos principais pontos turísticos, nomeadamente em Valença e Goián.

“O barco que sai de Tui tem autorização para poder fazer paragens tanto em Valença como em Goián, ou seja, pode até fazer quatro paragens. Por enquanto, o percurso regular que nos propomos fazer é de Tui a Cerveira, mas poderíamos fazer algumas escalas intermédias sem problemas”.

Há um barco viking que vai cruzar o rio Minho neste inverno
Foto: João Martinho / O MINHO

Enquanto associação promotora das atividades turísticas no rio Minho, a AGAN+ mantém contacto com cerca de 14 operadores que desenvolvem atividades tendo o rio como principal atrativo, desde o rafting ao caiaque e ao hydrospeed, sobretudo nas zonas onde as embarcações de maior dimensão não conseguem navegar.

“De Tui ou Valença para cima, a navegação não é tão fácil. Há uma zona com muito pouca profundidade de água. Dá para embarcações mais pequenas ou para fazer em caiaque, mas para esta barca [tradicional, ou de inspiração ‘viking’] se calhar não é recomendável. Talvez até Caldelas de Tui, mas não muito mais acima”, explica Elena Fernández.

Contudo, existe já uma alternativa elétrica, a operar com bons resultados entre A Guarda e Vila Nova de Cerveira, que poderia estender-se até Tui ou Valença do Minho, caso o concelho português previsto como primeira paragem dispusesse de um ponto de carregamento para reforçar a autonomia das baterias.

Há um barco viking que vai cruzar o rio Minho neste inverno
Foto: João Martinho / O MINHO

“O barco [elétrico] poderia navegar mais. O problema é que não temos pontos de carregamento nos diferentes pontões para garantir bateria suficiente para voltar até Camposancos [A Guarda]. Se tivéssemos, o barco não tem problema em navegar mais para norte”, frisa a responsável.

“O ideal seria poder carregar em Cerveira durante um par de horas, depois seguir até Valença ou Tui e poder carregar mais um pouco. Os painéis solares que o barco tem vão fornecendo carga. Fizemos um teste no dia 25 de setembro, em modo elétrico entre Camposancos – Cerveira e Cerveira – Camposancos e nas baterias ainda restava 80% de energia. Ou seja, com 20% fizemos o trajeto de ida e volta. Claro que aproveitamos a força das correntes na descida, como se fazia antigamente, e poupou muito a bateria. Mas temos a certeza de que, com um ponto de carregamento intermédio, poderíamos fazer um percurso mais longo”, adiantou Elena Fernández.

“São milhares de peregrinos que atravessam”

Com a CIM Alto Minho a concentrar a sua atenção nas atividades do rio Lima, onde o lado galego não dispõe de uma oferta equivalente, cabe aos operadores portugueses e galegos que têm o rio Minho como atrativo saber captar os turistas e os peregrinos do Caminho Português de Santiago, que atravessam o rio ou o percorrem numa vertente diferente da sua jornada.

“São milhares de peregrinos que atravessam. Só no serviço da Xacobeo Transfer que asseguramos a partir da Galiza, estamos a falar de cerca de 20 000, só de um lado da margem. Do lado português há mais uns cinco ou seis operadores e cada um faz a sua parte das travessias. Estamos a falar de milhares de peregrinos que estão a conhecer o rio, a atravessá-lo e que podem interessar-se por conhecer mais”, notou ainda.

Há um barco viking que vai cruzar o rio Minho neste inverno
Foto: João Martinho / O MINHO

O trabalho da AGAN+, apoiado por fundos europeus, permite desenvolver e testar novos produtos turísticos em colaboração com os operadores, para posteriormente os promover através de um catálogo digital e de uma plataforma que reúna as experiências disponíveis, facilitando também a sua comercialização por agências de viagens nacionais e internacionais.

“O próprio projeto europeu, que é um projeto com fundos de cooperação entre Espanha e Portugal de [POCTEP, por confirmar na transcrição], são fundos Interreg que financiam 75% da despesa do projeto com fundos FEDER. Este tipo de projetos ajuda muito a trabalhar com os operadores, a criar produtos, a testá-los, a depois promovê-los num catálogo digital, a depois promovê-los num sítio Web onde se reúnam todas estas experiências que resultem dos cinco grandes rios e que as pessoas possam contratar. Que possamos também chegar a esses operadores, agências de viagens nacionais ou internacionais que possam vender estes produtos.”

“Este projeto não pretende ser mais uma atividade que transfere as pessoas de um lugar para outro, queremos que as pessoas consumam no território: nos nossos restaurantes, nos nossos hotéis, que visitem os nossos museus, a nossa natureza, que desfrutem e que deixem dinheiro na zona, que isso para nós é muito importante”, ressalvou Elena Fernández.

Nesta primeira fase, e para que o trajeto entre Tui e Vila Nova de Cerveira no barco tradicional possa implementar-se e realizar-se com maior frequência durante o inverno, está a ser avaliada a possibilidade de estabelecer datas fixas para inscrições.

Existe também a possibilidade de pequenos grupos, com um mínimo de 12 e um máximo de 20 pessoas, contratarem esta experiência através do operador, cuja oferta pode ser consultada em https://riominoenbarco.com/.

A viagem poderá ainda incluir propostas que a tornem mais atrativa e original, desde provas de vinhos a miniconcertos, tendo, durante mais de uma hora, as águas e as margens do rio Minho como moldura natural.

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