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Universidade de Évora assina acordo de cooperação tripartido na China

A Universidade de Évora anunciou esta quinta-feira, 22, ter assinado um acordo de cooperação tripartido com as universidades chinesas: City University of Macau e a Soochow University.

O reitor António Candeias e os seus homólogos assinaram o acordo que reforça a cooperação que já existe há largos anos entre a academia eborense e as academias chinesas, em vários domínios do conhecimento.

António Candeias integra a visita oficial do ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, e da Secretária de Estado da Ciência e Inovação, Helena Canhão, que tem em vista o aprofundar da cooperação já existente e explorar novas oportunidades com instituições chinesas.

A delegação composta por 15 representantes dos sistemas de Ensino superior e científico visitou já diversas instituições de ensino superior, centros de investigação e empresas do país asiático, em Tianjin, em Pequim e em Xangai.

Portugal e China vão retomar no próximo ano as negociações com vista a um novo acordo de reconhecimento mútuo de graus e diplomas de Ensino Superior.

O ministro Fernando Alexandre, e o seu homólogo Yin Hejun, assinaram esta segunda-feira, 19, uma Declaração Conjunta que define cinco áreas prioritárias para o desenvolvimento da cooperação nas áreas da ciência e tecnologia. A saber: economia azul, energia, agricultura, saúde e património cultural.

 

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Cônsul-Geral da Guiné-Bissau recebida em Loulé

O presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto, recebeu na passada quarta-feira, nos Paços do Concelho, a cônsul-geral da Guiné-Bissau, a embaixadora Josefina Kosta, numa visita de cortesia que teve como principal objetivo fortalecer as relações bilaterais e o estreitamento dos laços existentes entre o Município e este país africano.

A comitiva diplomática contou ainda com a presença do terceiro secretário da representação consular, Elizé Semedo Monteiro, e de Fernando Carvalho, professor e músico guineense residente no concelho de Loulé há décadas e com um longo percurso de ligação à comunidade radicada no Algarve

Durante o encontro, foram abordados os principais marcos da cooperação entre Loulé e a Guiné-Bissau, com especial destaque para a geminação com a cidade guineense de Bissorã, celebrada em março de 2001, e que foi “reativada” em 2024. Um dos reflexos deste intercâmbio cultural (e afetivo) é a existência de um bairro em Bissorã batizado com o nome de “Loulé”.

De referir que um dos pontos altos da agenda desta cooperação é o apoio contínuo à formação académica de jovens guineenses. Atualmente, destaca-se o percurso de José Sadjo, estudante natural de Bissorã que frequenta a licenciatura em Ciências Biomédicas na Universidade do Algarve. O percurso do jovem, financiado ao abrigo do protocolo assinado com a Autarquia louletana, teve início no ano letivo 2025/2026, somando desde então um excelente aproveitamento académico.

O encontro de trabalho serviu também para analisar os termos do protocolo que define as áreas prioritárias de cooperação mútua, as quais incluem a formação no domínio das ciências científico-pedagógicas e da saúde – como ciências biomédicas, enfermagem, fisioterapia e nutrição -, a assessoria técnica à Câmara Municipal de Bissorã e o desenvolvimento de estudos de apoio àquela região. 

Com esta receção, o Município de Loulé e o Consulado-Geral da Guiné-Bissau reafirmam o compromisso comum de revitalizar e dar continuidade aos projetos de solidariedade, cultura, educação e capacitação técnica que unem os dois territórios.

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Conferência reúne jovens de Portugal e Galiza

VTM

A Conferência de Juventude Norte de Portugal-Galiza, organizada pela Associação Inspira! – Intervenção Juvenil e Ambiental em colaboração com a entidade galega Conecta Galícia, decorreu em Chaves entre os dias 15 e 18 de outubro. O evento contou com a presença de 50 jovens portugueses e galegos, além de dez decisores políticos, que se reuniram para discutir os desafios e oportunidades enfrentados pelas novas gerações na Eurorregião.

Financiada pela Comissão Europeia através do programa Erasmus+, a conferência teve como objetivo promover o diálogo e a cooperação transfronteiriça, incentivando o envolvimento dos jovens na construção do futuro da região. Durante o evento, foram realizados vários painéis, debates e sessões de trabalho participativo que abordaram temas como sustentabilidade, fixação de jovens, criação de oportunidades e participação nos processos de decisão.

Entidades como a Fundación Galicia Europa, o IPDJ, a CIM do Alto Tâmega e Barroso, a Eurocidade Chaves-Verín e representantes de municípios também marcaram presença no encontro. A conferência visou aproximar os jovens dos responsáveis políticos, apresentando propostas concretas para o desenvolvimento sustentável da Eurorregião.

Na sessão inaugural, Nuno Vaz, Presidente da Câmara Municipal de Chaves, enfatizou a importância da cooperação entre o Norte de Portugal e a Galiza. O autarca defendeu o fortalecimento das relações institucionais, sociais e económicas entre os dois territórios. Na sua intervenção, destacou a proximidade cultural e linguística das comunidades envolvidas e o potencial desta relação para atrair investimento e criar novas oportunidades.

Nuno Vaz apelou à participação ativa dos jovens na construção de soluções para os desafios comuns. Salientou que é possível construir consensos através do diálogo e da participação cívica, incentivando os jovens a apresentar propostas concretas e persistir na defesa das suas ideias.

Com nove anos de atividade em Chaves, a Associação Inspira! é uma organização juvenil sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento social e ecológico da região flaviense. A educação ambiental e o empoderamento dos jovens são as principais áreas de intervenção da associação.

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CCDR NORTE defende reforço da cooperação inter-regional para a competitividade europeia

VTM

Na sua intervenção, a Região Norte defendeu o “reforço do papel das regiões” nas políticas europeias de inovação, destacando a importância das Estratégias de Especialização Inteligente, da articulação de investimentos e do desenvolvimento de novas cadeias de valor industriais através da cooperação inter-regional.

O debate incidiu também sobre o futuro dos Planos de Parceria Nacionais e Regionais, do Fundo Europeu para a Competitividade e do Horizonte Europa.

A CCDR NORTE sublinhou a necessidade de os futuros instrumentos europeus valorizarem as prioridades e especificidades de cada território, promovendo uma articulação efetiva entre inovação, competitividade e coesão territorial. “A Europa será mais competitiva quando transformar a diversidade das suas regiões numa vantagem comum: mais cooperação, mais inovação e mais valor para os territórios”, sintetiza a posição defendida pela Região Norte.

Esta participação reafirma o compromisso da CCDR NORTE com a cooperação europeia e a internacionalização do ecossistema regional de inovação, promovendo a valorização das capacidades científicas, tecnológicas e empresariais da Região e a sua integração em redes de colaboração europeias.

A Vanguard Initiative é uma rede de 25 regiões europeias que promove a cooperação inter-regional, com base nas Estratégias de Especialização Inteligente, para impulsionar a inovação industrial e desenvolver novas cadeias de valor. A Região Norte faz parte da iniciativa desde 2013, participando neste esforço conjunto de reforço da competitividade e da capacidade de inovação da indústria europeia.

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Pandemias: ONU aprova declaração por mais cooperação entre países

Logo Agência Brasil

A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou, na última segunda-feira (12), declaração política sobre prevenção, preparação e resposta a pandemias. Apesar de não ter caráter vinculante para os países-membros, o documento apela por maior cooperação no enfrentamento de futuras emergências sanitárias e foi comemorado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O texto deveria ter sido adotado por consenso em uma reunião de alto nível realizada em 25 de setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, o que não foi possível devido a objeções dos Estados Unidos (EUA) e de outros países.

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A declaração política, divulgada nesta semana, contou com 153 votos a favor e apenas três contrários, dos EUA, Israel e Argentina. Nova Zelândia e Paraguai se abstiveram.

Um ponto importante, entretanto, permanece inconcluso: o anexo do Acordo de Pandemias da OMS, que trata de um sistema para que os países compartilhem amostras e dados genéticos, além de vacinas, tratamentos e diagnósticos.

As negociações esbarraram em impasses entre interesses de países em desenvolvimento, dos Estados Unidos e de nações de alta renda da Europa. As conversas devem ser retomadas em maio do próximo ano, na Assembleia Mundial da Saúde.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ressaltou a importância de finalizar essas negociações, para que o Acordo de Pandemias possa ser aberto à assinatura dos Estados-membros e ratificado como lei internacional.

“O mundo avançou muito desde a covid-19. Convocamos os países a cumprirem agora os compromissos que assumiram”, disse.

Brasil

Como membro da ONU, o Brasil deverá atender ao apelo da organização por maior cooperação no enfrentamento de futuras emergências sanitárias. O país ainda vive as consequências dos graves erros cometidos pelo Poder Público na condução da resposta à pandemia de covid-19.

De acordo com especialistas, o negacionismo do então presidente Jair Bolsonaro e os conflitos com autoridades sanitárias enfraqueceram a consistência das mensagens de prevenção.

O país enfrentou escassez de insumos para testes e limitações laboratoriais no início da crise. A testagem insuficiente dificultou a identificação de cadeias de transmissão e a adoção de medidas precoces. 

O relatório final da CPI da Pandemia apontou a divulgação de tratamentos sem eficácia comprovada e falhas na condução federal.

A CPI também denunciou atrasos e problemas nas negociações de vacinas, além da promoção de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19. 

Equidade

A declaração política aprovada nesta semana pelos membros da ONU tem, entre suas prioridades, o aprimoramento dos sistemas de monitoramento, a expansão da capacidade de produção e pesquisa e desenvolvimento local e regional e a garantia de financiamento sustentável.

Os Estados-membros também destacaram a necessidade urgente de concluir as negociações sobre o anexo, como um componente fundamental para que o Acordo de Pandemias da OMS ajude a promover uma resposta global mais equitativa, coordenada e eficaz a futuras ameaças pandêmicas.

Acesso a tratamentos

O sistema de Acesso a Patógenos e Compartilhamento de Benefícios (PABS, na sigla em inglês), previsto no anexo do acordo, prevê que os farmacêuticos participantes disponibilizem à OMS acesso rápido equivalente a 20% de sua produção em tempo real no caso de uma nova pandemia.

Isso inclui vacinas, terapias e diagnósticos seguros, eficazes e de qualidade para o patógeno causador de eventual emergência pandêmica.

A distribuição desses produtos aos países será feita com base no risco e nas necessidades de saúde pública, com especial atenção às necessidades dos países em desenvolvimento.

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