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Obrigações já não são só para grandes empresas

Expandir para novos mercados, modernizar operações ou reforçar a estrutura financeira exige mais do que uma estratégia de crescimento. Para muitas pequenas e médias empresas (PME), a questão está em encontrar financiamento adequado à dimensão e aos prazos dos seus projetos. Com o fim do PRR em 2027 e com o crédito bancário a ser uma fonte central de recursos, que alternativas têm as PME que procuram diversificar?

É esta pergunta que orienta o encontro promovido pela Flexdeal, a 29 de outubro, nas instalações da empresa, no Porto. Entre as 17h00 e as 19h30, empresários, investidores e representantes de instituições financeiras vão debater os desafios do financiamento das PME e conhecer o PME Bonds, lançado pela Flexdeal e pela Raize, em parceria com o Banco Português de Fomento (BPF).

A iniciativa, que conta com o Jornal Económico como media partner, dirige-se sobretudo a CEO, diretores financeiros e administradores de PME com volume de negócios anual entre três e 30 milhões de euros, em particular das regiões Norte e Centro. O objetivo é explicar como funciona este instrumento, quais os requisitos de acesso e de que forma pode apoiar os projetos de investimento das empresas.

Cotada na Euronext Lisbon desde 2018, a Flexdeal é uma Sociedade de Investimento Mobiliário para o Fomento da Economia, criada para apoiar PME através de investimento e conhecimento de gestão. Com este encontro, pretende dar a conhecer uma via de financiamento a empresários que preparam a próxima etapa de crescimento e procuram alargar as suas opções.

Uma ponte entre as empresas e os investidores

O PME Bonds permite às empresas obter financiamento através da emissão de obrigações, com um montante até dois milhões de euros por empresa e maturidade até sete anos. A garantia do BPF pode cobrir até 80% do capital investido, reduzindo o risco para que investe e facilitando a mobilização de recursos privados.

O modelo assenta nas chamadas obrigações grupadas (basket bonds): cada PME emite as suas próprias obrigações, posteriormente agregadas numa carteira. A partilha da estrutura procura tornar este tipo de financiamento acessível a operações de menor dimensão, que individualmente enfrentariam custos e maior complexidade no acesso ao mercado de capitais.

Cabe à Flexdeal analisar as empresas e estruturar as emissões. A colocação é feita através da plataforma de crowdlending da Raize, supervisionada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), onde particulares e empresas podem investir. Como qualquer investimento, este modelo acarreta riscos: a garantia pública cobre a totalidade do capital nem garante os juros, e a venda dos títulos antes da maturidade pode estar sujeita a liquidez limitada.

O programa inclui duas linhas de garantia de 50 milhões de euros cada: uma destinada a PME de vários setores e outra dirigida a empresas do setor turístico, desenvolvida em parceria com o Turismo de Portugal. Entre as finalidades previstas estão o investimento produtivo, a modernização, o reforço da estrutura financeira e os projetos de transição digital e energética.

Dos desafios do financiamento ao caso da Quebramar

O programa arranca com Gonçalo Regalado, CEO do Banco Português de Fomento, que abordará os desafios e as soluções para o financiamento das PME. Segue-se o testemunho de Filipe Amaro, CEO da Quebramar, numa conversa que apresenta a perspetiva do investidor e apresenta a aplicação prática das obrigações agrupadas, moderada por Camilo Lourenço.

O foco passa depois para o PME Bonds. Alberto Amaral, CEO da Flexdeal e da Raize, e Elisabete Félix, Diretora do Departamento de Dinamização Empresarial no Turismo de Portugal, participam numa sessão dedicada a esta solução de financiamento com garantia pública, e moderada pelo Jornal Económico. O programa encerra com a assinatura de um protocolo com o Banco Português de Fomento.

Inscreva-se aqui.

Este artigo é da autoria de Flexdeal.

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Oney reformula crédito pessoal com processo de contratação inferior a 10 minutos

O Oney reformulou o processo de contratação do seu crédito pessoal, reduzindo os procedimentos necessários à apresentação de um pedido e à transferência do montante aprovado. Segundo a instituição, todo o processo pode ser concluído em menos de 10 minutos, desde que o crédito seja aprovado.

A solução dispensa o envio manual de documentos e o preenchimento de formulários extensos. Uma das principais alterações é a integração de informação de entidades oficiais na análise dos pedidos, com o objetivo de reforçar a fiabilidade dos dados e a avaliação da situação financeira dos candidatos.

A mudança procura responder à procura de maior rapidez na contratação de serviços financeiros, sem afastar os critérios de análise associados à concessão de crédito pessoal, utilizado, entre outras finalidades, para financiar obras em casa, adquirir equipamentos ou suportar despesas de viagens.

“Hoje em dia, os consumidores querem soluções financeiras que acompanhem o seu ritmo de vida, ou seja, rápidas, diria mesmo instantâneas, simples e totalmente digitais. Vamos ao encontro dessas necessidades e acrescentamos o reforço da cibersegurança, aspeto fundamental para nós. Com esta evolução do nosso crédito pessoal, reforçamos o compromisso do Oney de oferecer uma experiência mais ágil e intuitiva, que corresponde às expetativas dos consumidores, sem colocar em causa um fator essencial: a responsabilidade na atribuição de crédito”, afirma Dario Coffetti, diretor-geral do Oney em Portugal.

Dados oficiais na análise dos pedidos

O novo processo integra informação da Autoridade Tributária e da Segurança Social, mediante autorização expressa do cliente e ao abrigo do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD). Segundo o Oney, o acesso a estes dados permite dispor de informação adicional para avaliar a situação financeira de quem solicita financiamento.

A solução foi desenvolvida junto de utilizadores para garantir que responde às necessidades de quem a utiliza no dia a dia e que qualquer pessoa consegue completar o pedido com autonomia. A recolha de informação e a análise da candidatura decorrem antes da decisão de crédito, que continua sujeita à avaliação de cada caso.

Após a aprovação, o montante é transferido automaticamente para a conta bancária do cliente. O Oney destaca ainda a cibersegurança e a proteção de dados como componentes do processo.

Presença em nove países

Com mais de 40 anos de atividade, o Oney desenvolve soluções de pagamento, financiamento, seguros e prevenção de fraude, utilizadas por mais de 37 mil comerciantes. A instituição acompanha 8,6 milhões de clientes na Europa e conta com mais de 1900 colaboradores em nove países.

O grupo é detido pelo BPCE, com 50,1% do capital, e pela ELO, anteriormente Auchan Holding, com os restantes 49,9%.

Em Portugal, o Oney Bank – Sucursal em Portugal está registado no Banco de Portugal com o n.º 881. Mais informações em oney.pt.

Este artigo patrocinado foi produzido em colaboração com o Oney.

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10 anos JE: o que falta a Portugal na era da IA?

O Jornal Económico assinalou o seu 10.º aniversário com uma conferência na Alfândega do Porto. O encontro reuniu personalidades de diferentes áreas, para pensar a década que transformou Portugal, e os desafios e oportunidades que o país e o mundo vão enfrentar nos próximos 10 anos.

A inteligência artificial (IA) foi uma das temáticas debatidas no evento. Mas como está Portugal posicionado nesta área? Será criador ou apenas consumidor desta tecnologia?

O que nos falta para transformar o conhecimento produzido nas universidades e centros de investigação em mais tecnologia criada no país e com capacidade para competir internacionalmente?

E daqui a 10 anos, pode a tecnologia ser o motor de um novo modelo económico para o país?

Conheça as respostas de João Paulo Firmeza, General Manager da Altice Labs e um dos convidados da conferência, a estas questões:

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Cibersegurança, afinal, também é sobre abrir portas

Há um número no mais recente relatório do Tribunal de Contas Europeu sobre a resposta da União Europeia aos ciberataques que merece mais atenção do que provavelmente terá: em 2025, apenas 14 incidentes transfronteiriços foram formalmente comunicados por sete Estados-Membros, apesar de a ENISA ter identificado 322 incidentes que, no ano anterior, afetaram dois ou mais Estados-Membros. A diferença não significa que todos estes casos devessem necessariamente ter desencadeado os mesmos mecanismos europeus de resposta, mas expõe a realidade do fosso que continua a existir entre aquilo que acontece no terreno e aquilo que circula pelos mecanismos formais de cooperação.

A cibersegurança não diz respeito apenas à capacidade de proteger informação, é também a capacidade de saber que informação deve circular, para quem e com que rapidez.

Quando uma organização é vítima de um ciberataque, existe uma preocupação perfeitamente legítima com o impacto reputacional do incidente, com os clientes e parceiros, e com a possibilidade de uma informação mal contextualizada transformar um problema de segurança numa crise de confiança.

Efetivamente, há informação que não pode, nem deve, ser partilhada de forma indiscriminada. Um incidente pode envolver dados pessoais, vulnerabilidades ainda não corrigidas, informação sobre a arquitetura de sistemas ou elementos de uma investigação criminal. A questão, portanto, nunca deveria ser defender uma espécie de transparência absoluta em matéria de cibersegurança. A questão é outra, neste caso, o que podemos partilhar sem comprometer a investigação e que, ao mesmo tempo, possa impedir que outra organização seja atacada pela mesma campanha?

Um domínio malicioso, um indicador de compromisso, uma vulnerabilidade explorada, uma técnica utilizada pelo atacante ou uma infraestrutura associada a uma campanha podem ter pouco valor se permanecerem fechados dentro da organização que sofreu o ataque. Quando essa informação chega rapidamente a outras equipas de segurança, a um CSIRT, a um CERT, a um operador do mesmo setor ou a uma entidade pública com capacidade de correlação, pode ganhar um valor completamente diferente – deixa de ser apenas um registo do que correu mal e passa a ser antes uma ferramenta de prevenção para quem ainda não foi atingido.

O adversário vê um ecossistema. Nós continuamos, demasiadas vezes, a ver organizações isoladas. É também por isso que a discussão sobre partilha de informação não pode ficar limitada à relação entre Estados. A mesma lógica se aplica à cooperação entre empresas e, sobretudo, entre o setor privado e o setor público.

Uma empresa tem acesso àquilo que está a acontecer nos seus sistemas, aos seus utilizadores, às suas redes e à sua operação. Um SOC pode ter uma visão extremamente concreta do comportamento de uma ameaça. Um CSIRT nacional pode conseguir correlacionar esse incidente com outros casos. Uma entidade pública pode ter informação proveniente de outras organizações, de parceiros internacionais ou de estruturas de segurança e inteligência. Nenhuma destas perspetivas é, por si só, suficiente para compreender todo o cenário. O valor está precisamente na capacidade de as cruzar.

O relatório do Tribunal de Contas Europeu é particularmente relevante neste ponto, ao identificar atrasos, sobreposição de responsabilidades e constrangimentos na partilha de informação entre os diferentes mecanismos europeus. O problema não parece ser a ausência de instituições; em determinados casos, é precisamente a complexidade do ecossistema institucional que pode dificultar uma resposta simples e rápida.

É talvez essa uma das contradições mais interessantes da cibersegurança atual: passámos anos a ensinar organizações a construir muros cada vez mais fortes e estamos agora a perceber que, para combater alguns tipos de ameaça, a resiliência também depende das portas que conseguimos abrir e da intelligence que conseguimos partilhar em modo de cooperação global.

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10 anos JE: o posicionamento de Portugal no setor das energias renováveis

O Jornal Económico assinalou o seu 10.º aniversário com uma conferência na Alfândega do Porto. O encontro reuniu personalidades de diferentes áreas para pensar a década que transformou Portugal, e os desafios e oportunidades que o país e o mundo vão enfrentar nos próximos 10 anos.

Na área das energias renováveis, como pode Portugal preparar-se para garantir energia competitiva, sustentável e segura num contexto de consumo crescente? E que investimentos e tecnologias são prioritárias para garantir a resiliência, estabilidade e segurança das redes elétricas num sistema cada vez mais eletrificado e dependente de fontes renováveis?

Hugo Costa, Country manager Portugal na EDPR, responde a estas questões e partilha a sua visão de Portugal no mapa energético europeu na próxima década, no vídeo abaixo:

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