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Mobi.E quer garantir interoperabilidade nos carregamentos elétricos e nos transportes públicos


A Mobi.E não quer reduzir-se às suas novas obrigações no âmbito do novo regime da mobilidade elétrica. A empresa pública está a lançar produtos que pretendem facilitar a interoperabilidade tanto no carregamento de carros elétricos como no pagamento com cartão bancário nos transportes públicos.

Com o novo regime da mobilidade elétrica, a Mobi.E deixou de ser Entidade Gestora da Rede de Mobilidade Elétrica (EGME). Antes, dedicava-se a controlar, de forma centralizada, os fluxos de energia, informação e pagamentos da rede pública. A empresa pública passará a encarnar o papel de Entidade Agregadora de Dados para a Mobilidade Elétrica (EADME), sendo responsável por recolher dados do setor e entregá-los ao Instituto da Mobilidade e Transportes.

Pelo meio, no período de transição, que se estende até ao final de 2027, a Mobi.E vai fazendo estes dois papéis. Mas é também neste interregno que a empresa de mobilidade se está a preparar para a fase seguinte, quando o novo regime estiver plenamente em vigor, na qual espera exceder as suas obrigações como agregadora de dados e passar a atuar no mercado liberalizado, em concorrência.

“Queremos ser realmente uma empresa de tecnologia do Estado, dedicada à mobilidade”, afirma António Veiga Ferrão, presidente do conselho de administração da Mobi.E. A empresa está a preparar “um conjunto de produtos” não só dentro da área de carregamentos elétricos mas também noutros campos da mobilidade, como os transportes públicos.

Nós queremos ser realmente uma empresa de tecnologia do Estado, dedicada à mobilidade.

A empresa avançou por esta via porque, aquando da mudança de regime, foi necessário fazer a pergunta de em que moldes seria a Mobi.E necessária. “A primeira conclusão é que o utilizador final e os operadores acreditam que é necessário interoperabilidade”, isto é, que seja possível, no caso da mobilidade elétrica, usar os diferentes postos de carregamento sem entraves, independentemente do fornecedor escolhido, indica Ferrão. E vai mais longe: “Nós acreditamos que o utilizador de um veículo elétrico não vai querer abdicar dessa parte. Ele vai escolher o operador que lhe trouxer a interoperabilidade”.

Nesse sentido, a Mobi.E quis posicionar-se como “uma das opções” que os operadores teriam para facilitar que a interoperabilidade se mantenha no novo regime. Estes podem estabelecer acordos diretamente entre sim mas, uma vez que “a transição entre regimes não é uma coisa fácil” e há muitas questões a serem resolvidas, a Mobi.E decidiu criar uma plataforma para facilitar isto mesmo. Chamou-lhe Mobi.hub.

A nova plataforma é em tudo semelhante àquela que a Mobi.E usava anteriormente, quando era a peça central da mobilidade elétrica. Serve agora para os Operadores de Ponto de Carregamento (OPC) se encontrarem com os Provedores de Serviços de Mobilidade Elétrica (eMSP, na sigla em inglês), que são as entidades ou empresas que fazem a ponte entre o condutor de um veículo elétrico e as redes de postos de carregamento, e assim facilitar a interoperabilidade. A grande diferença face ao passado é que a plataforma é opcional e acrescenta alguns serviços que a empresa entende serem importantes para os operadores, como uma gestão mais automatizada de disputas.

Em relação ao interesse dos operadores na solução, Sílvia Amaral, administradora com o pelouro da Mobilidade Elétrica, reconhece que a resposta, para já, “não é muito concreta”, que têm preferido não partilhar o que irão fazer. Contudo, garante, têm reconhecido que este serviço é “uma mais-valia” e que é “mais rápido e mais fácil” fazer a transição através do hub. “Se algum operador sentisse que tem o poder suficiente para fechar a sua rede, já teria tido o timing para o fazer”, acrescenta António Veiga Ferrão, para rematar: “há muito interesse em estar ligado a nós”. A Mobi.E diz que já está pronta para começar a assinar contratos.

Ainda no que diz respeito aos carregamentos elétricos, a Mobi.E vai lançar a Mobi.charge, outro produto direcionado aos OPC que não possuem uma plataforma própria e que os ajuda a gerir a sua rede de postos de carregamento. Através desta plataforma podem fazer a gestão de arranque e fim de carregamento, tratar da faturação e ter acesso a todas as informações e alertas em relação à operação da sua rede. Outra das vantagens é o smart pricing, permitindo adaptar tarifários consoante as horas do dia ou tempo de carregamento, exemplificou Sílvia Marçal.

Interoperabilidade também nos transportes públicos

“Estamos a trabalhar muito empenhados no transporte público e na interoperabilidade do transporte público”, afirma António Veiga Ferrão. Nesta frente, já estão alguns compromissos firmados: a Mobi.E assinou, há cerca de um mês, um protocolo com vários operadores de transporte público para a disseminação da utilização do cartão bancário como meio de pagamento do transporte público. São eles a CP, Metro Lisboa, Metro do Porto, Transportes Metropolitanos de Lisboa e Transportes Metropolitanos do Porto, Transtejo Softlusa e Metro Mondego.

Estamos a trabalhar muito empenhados no transporte público e na interoperabilidade do transporte público.

A Mobi.E quer gerir os pagamentos por cartão a uma escala nacional, para acelerar a adoção dessas soluções para operadores mais pequenos, o que atualmente é algo que “requer muito investimento e uma competência técnica muito forte”, explica o presidente da Mobi.E.

Os utilizadores de passes já estão “muito bem servidos”, considera o mesmo administrador. Mas o mesmo não se passa, entende, com quem usa os transportes públicos de forma pontual, na sua cidade ou naquelas que visita. A ideia é “trazer os utilizadores para o transporte público sem necessidade de onboarding adicionais”.

O objetivo é que este produto esteja disponível no primeiro semestre de 2027.

No futuro, com um sistema disseminado, poderia até reproduzir-se um passe mensal através do cartão bancário: a pessoa pode utilizar o cartão até ao limite desse passe, explica. E esta solução pode aplicar-se aos TVDE? “Esse é um desafio de longo prazo”, remata António Ferrão.

A Mobi.E, apesar de mudar a estética do logótipo para assinalar o novo capítulo, afirma que vai manter a marca por uma questão de reconhecimento da mesma, até internacional, apesar de o foco passar a ser mais alargado do que simplesmente a mobilidade elétrica. Sobre o resto da “bagagem” que traz como incumbente, e se não se tornará um risco para a concorrência, Ferrão rejeita: “Não atuaríamos se não estivéssemos super claros de quais são os nossos limites, qual é a transparência que temos aos nossos preços, às nossas condições”.

O presidente da empresa garante que a Mobi.E não irá “capitalizar uma posição dominante”, de forma a tornar-se altamente lucrativa e não orientada ao cidadão final. “O cidadão final é o nosso acionista final”, baliza. Ao mesmo tempo, garante, esta entidade não irá atuar abaixo de custo, respeitando uma lógica de “custo e lucro razoável”.

(Notícia atualizada pela última vez às 16h56 com mais informação)

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Waymo começa a testar carros autónomos em Madrid para lançar serviço em 2027


A Waymo vai começar a operar em Madrid nos próximos dias, em fase de testes, à semelhança do que já está a fazer a Uber. Ambas as empresas, assim como a Bolt, preveem lançar os seus serviços de transporte sem condutor na capital espanhola em 2027.

A filial da Alphabet, empresa-mãe da Google, anunciou esta terça-feira que recebeu autorização para iniciar os testes em Espanha, depois de obter as licenças necessárias da Comunidade de Madrid, no âmbito das regras da Direção-Geral de Tráfego.

Segundo o Expansión, os veículos da Waymo vão começar por circular com um condutor ao volante, numa fase dedicada à recolha de dados e à avaliação do comportamento dos sistemas de condução autónoma em condições reais de trânsito. Os carros, do modelo Jaguar I-PACE, estão equipados com sensores LiDAR, radares e câmaras que permitem analisar o ambiente em redor.

A empresa não divulgou quantos veículos vão integrar a frota inicial, mas prevê aumentar o número de carros à medida que os testes avancem. As operações vão decorrer tanto durante o dia como à noite, em zonas urbanas de Madrid, Alcobendas e Getafe.

A passagem para a condução autónoma será feita de forma gradual, com uma fase de validação técnica que contará com especialistas locais na área dos veículos autónomos. A Waymo aponta para 2027 o início do serviço comercial sem condutor.

A entrada no mercado espanhol insere-se na expansão internacional da Waymo, que está a preparar o lançamento do serviço de transporte autónomo em novas cidades, como Londres e Munique. A empresa está também a trabalhar com as autoridades locais e os serviços de emergência para preparar as operações e garantir que a tecnologia se adapta às condições de circulação da região.

A Waymo, que já tem uma forte presença de carros autónomos sobretudo em São Francisco, na Califórnia, ainda não anunciou parcerias comerciais específicas em Espanha. Apesar de estar a trabalhar com operadores locais para preparar o lançamento, não confirmou qualquer acordo com plataformas de TVDE, nem integrações com outros serviços de transporte.

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Powerdot inaugura centro de reparação de carregadores no Porto


A Powerdot inaugurou no Porto um centro de reparação de componentes de carregadores elétricos, num investimento de 1,5 milhões de euros. A empresa, que opera uma rede com mais de 13.000 pontos de carregamento, pretende reforçar a capacidade de manutenção dos equipamentos e reduzir a dependência dos fabricantes.

Com uma área de 600 metros quadrados, a infraestrutura tem capacidade para reparar cerca de 200 componentes por mês e vai apoiar a operação da empresa em seis mercados europeus. O espaço reúne áreas dedicadas à reparação de componentes eletrónicos, ao armazenamento de carregadores e à gestão de peças de substituição.

A manutenção passará a contar com um inventário próprio de componentes, permitindo às equipas aceder às peças necessárias sem depender dos prazos de entrega dos fabricantes. A centralização das operações deverá também facilitar a identificação de falhas recorrentes e o desenvolvimento de medidas de manutenção preventiva, com o objetivo de reduzir o tempo de inatividade dos carregadores.

“À medida que a nossa rede cresce, a manutenção torna-se uma parte cada vez mais importante da operação. Gerir milhares de pontos de carregamento distribuídos por vários países exige capacidade para identificar problemas e garantir que os equipamentos funcionem ao longo do tempo”, afirma Luís Santiago Pinto, CEO da Powerdot.

“Com o novo Centro de Reparações, estamos a desenvolver internamente competências que nos permitem ter maior controlo sobre a manutenção da nossa infraestrutura, mantendo-nos na linha da frente da inovação no setor”, acrescenta o responsável.

A Powerdot prevê recuperar e reutilizar entre 670 e 780 componentes em 2027. A estimativa é que esse número aumente para entre 880 e 1.040 em 2028, entre 1.350 e 1.560 em 2029 e entre 1.820 e 2.080 componentes por ano a partir de 2030. Entre 2027 e 2031, a empresa calcula que a reutilização de equipamentos e componentes possa gerar uma poupança acumulada de cerca de cerca de milhões de euros.

O centro inicia atividade com uma equipa de 20 profissionais especializados, que deverá crescer nos próximos anos para acompanhar a expansão da operação. A empresa afirma ainda que a disponibilidade dos seus pontos de carregamento supera os 99% nos mercados em que opera.

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Carros elétricos e híbridos ‘carregam’ na Alfândega do Porto com “18 novidades absolutas”


Alguns dos principais construtores e importadores de automóveis vão estar a apresentar até domingo ao público português os modelos mais recentes de veículos elétricos e híbridos, durante um evento na Alfândega do Porto.

A 10.ª edição do Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico (SAHE) abriu portas esta sexta-feira, com a organização a destacar “18 novidades absolutas no mercado nacional”, incluindo vários lançamentos durante os três dias, que podem ser vistos e comparados em primeira mão.

Além de poderem ver de perto as mais recentes propostas híbridas e elétricas, os visitantes podem realizar experiências ao volante e esclarecer dúvidas sobre carregamento, autonomia e custos de utilização, com a organização a sublinhar que a edição deste ano acontece num “momento decisivo” para o setor devido ao aumento do preço dos combustíveis.

“Numa altura de crise energética, o automóvel elétrico deixou de ser uma promessa para o futuro e passou a ser uma resposta para o presente. (…) O mercado automóvel europeu está a mudar depressa e o novo equilíbrio com a China vai mexer com a oferta e os preços”, salienta o diretor do Salão, José Oliveira.

Entre os lançamentos, a organização destaca o Audi A2 e-tron, o BMW i3, o Cupra Raval Extreme VZ 100% elétrico, o Jeep Avenger, os modelos da Leapmotor B05 e B03X, ou o ID. Cross e o ID. Polo GTI, ambos da Volkswagen. Outras marcas como a Changan, Dongfeng, DS, KGM, Kia , Mercedes-Benz, Škoda e Volvo ‘estacionam’ também as novidades na Invicta.

A chinesa Geely, que acaba de chegar a Portugal com três modelos eletrificados e 15 concessionários, estreia-se também neste salão com a exposição da sua gama nacional: o SUV 100% elétrico Geely E5, o SUV híbrido plug-in Starray EM-i e o Geely E2, que apresenta como o compacto elétrico mais vendido no mundo em 2025.

O novo Geely E2 chega ao mercado português com um preço a partir de 23.775 euros.
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Carby apresenta o novo Volkswagen ID. Polo no Nosso Shopping

VTM

O futuro da mobilidade elétrica está prestes a chegar a Vila Real. De 15 a 18 de outubro, a Carby – Concessionário Volkswagen de Vila Real, promove no Nosso Shopping uma exposição automóvel que terá como principal protagonista o novo Volkswagen ID. Polo, o mais recente utilitário 100% elétrico da marca alemã.

A grande atração será o novo ID. Polo, que transporta a identidade de um dos modelos mais emblemáticos da Volkswagen para uma nova geração de veículos elétricos. Com um design contemporâneo, linhas equilibradas e um habitáculo pensado para o conforto e a funcionalidade, o novo modelo combina dimensões compactas com soluções tecnológicas adaptadas às exigências do quotidiano.

Entre os seus principais argumentos destacam-se uma autonomia anunciada de até 452 quilómetros – dependendo da versão e da bateria – e a possibilidade de carregamento rápido até 105 kW em corrente contínua, permitindo recuperar de 10% a 80% da bateria em cerca de 24 minutos.

Uma experiência dedicada à mobilidade elétrica

Para além do novo ID. Polo, os visitantes poderão conhecer outros modelos da família elétrica Volkswagen, nomeadamente o ID.3 e o ID.7 Tourer, numa exposição que evidencia a diversidade da oferta da marca, desde os automóveis compactos às propostas familiares.

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Ao longo dos quatro dias, a equipa comercial da Carby estará disponível para apresentar os diferentes modelos, esclarecer dúvidas sobre a mobilidade elétrica e dar a conhecer as soluções de carregamento, autonomia e utilização no dia a dia.

Os interessados poderão ainda solicitar o agendamento de test drives, a realizar posteriormente no concessionário Carby Volkswagen, em Vila Real, permitindo experimentar a condução elétrica e conhecer melhor as características dos veículos.

De 15 a 18 de outubro, o Nosso Shopping transforma-se, assim, num ponto de encontro com a mobilidade elétrica, numa iniciativa que promete despertar a curiosidade de quem pretende conhecer o novo Volkswagen ID. Polo e descobrir o futuro da gama elétrica da marca.

Com esta ação, a Carby reforça a sua presença em Vila Real e a aposta na proximidade com os automobilistas transmontanos, levando as novidades da Volkswagen para fora do espaço tradicional do concessionário.

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