The European Commission has hinted today that it may reassess the ‘strategic project’ status given, at the 11th hour, on the Covas do Barroso lithium mine, which locals have been
Com um custo de construção estimado em 55 milhões de euros, a variante ligará a Estrada de Acesso Norte do projeto mineiro, através da ER311, à A24, com ligações à EN103 e à EN312. A via ficará aberta ao público, apesar de financiada pela Savannah Resources.
A obra responde a uma reivindicação antiga do município, e por isso, a câmara emitiu parecer favorável à proposta durante o processo de avaliação ambiental.
Para Emanuel Proença, presidente executivo da Savannah, a decisão representa “uma excelente notícia para o desenvolvimento global do projeto, mas também para toda a região”.
Entre os traçados analisados, a APA selecionou a alternativa Norte, considerada pela Comissão de Avaliação a opção com menor impacte ambiental. A decisão surge na sequência da entrega dos projetos revistos e do Estudo de Impacte Ambiental, em fevereiro de 2026, e da consulta pública realizada entre 5 de junho e 17 de julho.
O processo avança agora para a elaboração do Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE). A declaração favorável está sujeita ao cumprimento de condições ambientais e não autoriza, por si só, o início das obras.
A variante poderá ter um calendário de execução distinto do projeto da mina, afirma a empresa em comunicado, uma vez que este poderá entrar em funcionamento antes da conclusão da estrada.
O desafio foi lançado pela Associação Empresarial Mais Boticas, que fez uma candidatura à Fundação La Caixa e obteve financiamento para valorizar a truta-fário, que existe em grande quantidade no concelho de Boticas.
Para isso foi desenvolvido o projeto “Sustainable Trout” – Promoção, Valorização e Sustentabilidade da truta de Boticas, que criou uma marca para impulsionar a dinâmica económica local e a sustentabilidade dos recursos endógenos.
“Os chefs criaram pratos extraordinários, agora, esperamos que a restauração aproveite”
PAULO ALEIXO,
Presidente da Associação Mais Boticas
Paulo Aleixo, presidente da associação empresarial, explicou à VTM as motivações por detrás da candidatura. “Surgiu a necessidade de escoar a produção excessiva da truta-fário que, em determinadas alturas do ano, existe em grande quantidade nos nossos viveiros”, explicou, adiantando que se juntaram ao projeto o Aquavalor (Universidade Politécnica de Bragança), o CIMO (Centro de Investigação de Montanha) e o município de Boticas, para se conseguir criar um produto diferenciado.
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A iniciativa teve como objetivo sensibilizar para o cancro da mama, reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce e demonstrar apoio a quem enfrenta a doença.
Alda Claudino, fundadora e presidente da Associação Borboletas aos Montes, referiu à VTM que a iniciativa contou com cerca de 350 inscrições e permitiu angariar fundos para apoiar mulheres que enfrentam a doença.
“O objetivo desta caminhada é sensibilizar a população para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce e angariar fundos para continuar a ajudar as mulheres que estão a passar por esta experiência que é o cancro da mama”, explicou Alda Claudino, sublinhando que a sensibilização continua a ser uma das principais prioridades da associação.
A iniciativa permitiu angariar 2.600 euros, revelou Alda Claudino, salientando que “cada um dá o que pode” e que o mais importante é participar e sensibilizar para a causa.
Durante o mês de outubro, a associação promove ainda outras caminhadas de sensibilização, em Vila Real, Murça e Boticas. Está também prevista uma missa de homenagem às mulheres, de agradecimento pela saúde e de memória das que já partiram.
O presidente da associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), Nélson Gomes, disse à agência Lusa que o bloqueio visa a interrupção dos trabalhos numa das áreas da servidão administrativa e admite que se trata de uma necessidade de “escalar a resistência” perante a falta de respostas e da “inflexibilidade do Governo em escutar” as reivindicações da população.
Numa entrevista por telefone, disse que cerca de 30 populares se juntaram esta manhã para impedir que a Savannah Resources prossiga com os trabalhos e frisou que os “terrenos, quer baldios, quer particulares, são da população”.
Em maio, o Ministério do Ambiente autorizou uma segunda servidão administrativa, que permite à Savannah entrar em terrenos comunitários e privados para trabalhos de geotecnia, a qual foi contestada em tribunal através de uma providência cautelar interposta pelo Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Covas do Barroso, que levou à suspensão das prospeções por cerca de 20 dias.
Nélson Gomes afirmou que é “preciso fazer resistência ao projeto” e lembrou que a luta contra a exploração mineira se faz há praticamente 10 anos, com “muito prejuízo” para a vida de quem se opõe à mina.
“Mas nós sempre dissemos que não vamos desistir, a luta continua e cada vez a escalar mais, porque quando as entidades não nos respondem, não querem saber de nós, quando o Governo ignora completamente as preocupações da população, a vontade da população, não faz sentido”, sublinhou.
Acrescentando que este é um projeto “que põe em risco a qualidade de vida das pessoas, o meio ambiente, as águas.
“Portanto, este projeto tem tudo para dar errado. Nós não concordamos, não concordamos, não aceitamos”, garantiu.
O presidente da UDCB apontou à Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), “entidades que deviam fiscalizar o projeto e que não respondem às questões” que têm sido feitas, nomeadamente da desmatação que ocorreu fora o período autorizados e a retirada de água dos ribeiros.
Isto, frisou, “numa altura em que a água é escassa” e que até já há ribeiros que secaram.
“O Governo não se manifesta, está caladinho (…). Portanto, nós estamos a ser ignorados completamente. É um Governo que está a passar por cima da população, não faz sentido, nós somos portugueses como os outros, temos os mesmos direitos, portanto temos o direito de defender aquilo que é nosso”, sublinhou, realçando que esta é uma região classificada como Património Agrícola Mundial e que “agora estão a permitir que a Savannah venha a destruir esta zona”.
E apontou ainda aos “cerca de 10 projetos mineiros e pedidos de prospeção só na região do Barroso”.
O projeto mineiro em Covas do Barroso foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a emissão de uma DIA favorável condicionada em 2023.
A empresa Savannah Resources pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.
O coordenador do BE visitou Covas do Barroso ouviu a população para perceber o ponto de situação sobre o projeto de exploração de lítio.
À chegada, o coordenador do BE assumiu que o processo coloca em causa a relação da população com o território. Para José Manuel Pureza, a transição energética não deve ser feita à custa das comunidades locais. “Não pode haver regeneração ambiental contra as pessoas. As pessoas estão primeiro”, afirmou, acrescentando que “neste caso, o que temos tido é um poder político forte com os fracos e muito fraco com os fortes”.
O coordenador do Bloco de Esquerda criticou igualmente aquilo que considera ser uma utilização desadequada das forças de segurança no contexto do projeto. “O poder político tem-se comportado com as pessoas de Covas do Barroso de uma maneira autoritária”, disse José Manuel Pureza aos jornalistas, apontando que um outro “pormenor que acrescenta escândalo a isto”, é que a “Guarda Nacional Republicana tenha prestado serviços a uma empresa para policiar aquilo que é um perímetro de atuação da servidão administrativa que vai muito para lá daquilo que alguma vez foi”.
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The British-Portuguese Chamber of Commerce (BPCC) is organising an on-site visit to Savannah Resources’ Barroso Lithium Project in northern Portugal on October 27, giving members an opportunity to learn more