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Google Cloud expande a escolha e flexibilidade, disponibilizando modelos da OpenAI para seus clientes

O Google Cloud anunciou que está incorporando os modelos da OpenAI ao Model Garden, seu catálogo centralizado de modelos de IA. Isso torna o Google Cloud o único provedor de nuvem hyperscale a oferecer acesso a todos os três principais LLMs de código fechado, juntamente com mais de 200 outros modelos — próprios, de terceiros e de código aberto — em uma plataforma de IA empresarial unificada.

O Google Cloud sempre se caracterizou por oferecer opções, governança de nível empresarial e uma relação preço-desempenho líder de mercado. Este anúncio se baseia nesses pilares de abertura e capacidade de escolha, oferecendo aos clientes a flexibilidade necessária para executar cargas de trabalho baseadas em agentes usando os modelos e a infraestrutura de sua preferência, a fim de alcançar o equilíbrio ideal entre custo, capacidades e desempenho.

“O Google Cloud é uma plataforma de confiança para desenvolvedores e empresas que constroem agentes de IA, escrevem softwares e colocam a IA para funcionar. Esta parceria é um passo importante para disponibilizar os nossos modelos mais avançados e o Codex onde os clientes já estão construindo, oferecendo ainda mais opções sobre como usam a IA de ponta, enquanto expandimos o ecossistema de agentes juntos.”, disse Greg Brockman, presidente e cofundador da OpenAI.

“Nosso foco é oferecer aos clientes uma ampla seleção de modelos, incluindo os da OpenAI, para que possam escolher o modelo certo para qualquer tarefa, ajudando a entregar a máxima qualidade e custos mais baixos”, disse Thomas Kurian, CEO do Google Cloud.

O modelo certo para cada carga de trabalho

A IA empresarial moderna exige a correspondência de cada carga de trabalho ao modelo certo, em vez de confiar em um único modelo para todas as tarefas. Ao adicionar os modelos mais recentes da OpenAI ao Model Garden, o Google Cloud está oferecendo às equipes opções em todo o espectro de cargas de trabalho empresariais. Para os modelos da OpenAI:

  • GPT-6 Astra: Projetado para tarefas exigentes em programação, uso de computação, tarefas profissionais e pesquisa científica.
  • GPT 6.1 Sol: Inteligência próxima à do Astra, porém com menor custo em programação de agentes, uso de computação e tarefas profissionais.
  • GPT 6 Luna: Um modelo rápido e com bom custo-benefício, ideal para demandas cotidianas em larga escala.

Utilizando a plataforma, os clientes podem selecionar e alternar, de forma dinâmica, para o modelo ideal em qualquer caso de uso com base em desempenho, latência e eficiência de custo, sem aprisionamento arquitetônico ou contratos separados com fornecedores.

Os desenvolvedores ganham a liberdade de criar soluções utilizando centenas de opções disponíveis no Model Garden Como os modelos da OpenAI são adquiridos diretamente pelo Google Cloud Marketplace, todo o consumo é consolidado em uma única fatura do Google Cloud, abate compromissos de nuvem já existentes e é contabilizado nos Planos de Economia Flexíveis (FSP), independentemente do provedor do modelo.

Governança de dados integrada e segurança empresarial

Escalar a IA generativa nunca deve exigir o comprometimento da conformidade ou da segurança. Construída desde a sua concepção com foco na governança corporativa, o Gemini plataform conta com a confiança de grandes organizações ao redor do mundo. O Google Cloud garante que a execução de qualquer carga de trabalho - seja de terceiros ou da OpenAI - atenda aos padrões empresariais mais rigorosos:

  • Perímetros rígidos de dados: Os prompts, contextos e saídas dos clientes permanecem inteiramente dentro do perímetro de dados designado e nunca são usados para treinar modelos de fundação, com opções de Retenção Zero de Dados (ZDR) em breve.
  • Limites de acesso isolados: Os modelos da OpenAI são executados em infraestrutura dedicada do Google Cloud, com a funcionalidade de Computação Confidencial disponível em breve. Todas as consultas são direcionadas por meio de gateways protegidos e isolados, garantindo que o tráfego de dados permaneça estritamente no ambiente seguro do Google Cloud e impedindo que provedores de modelos de terceiros não tenham acesso autorizado ao seu ambiente na nuvem.
  • Auditoria e identidade unificadas: Cada interação com agentes ou modelos opera sob uma identidade autenticada, oferecendo aos administradores de TI visibilidade ponta a ponta, proteção via VPC Service Controls e registros de auditoria unificados em toda a infraestrutura da organização.

Primeiros passos

Os modelos da Open AI - GPT-6 Astra, GPT-6.1 Sol e GPT-6 Luna - estão sendo disponibilizados agora em versão preview para clientes empresariais selecionados por meio do Model Garden do Google Cloud, com mais opções em breve.

A partir de hoje, os clientes podem construir com esses modelos por meio das APIs do Google Cloud e, assim, conectar seus fluxos de trabalho locais do Codex CLI e Desktop diretamente à plataforma Gemini para inferências. Utilize este formulário para demonstrar interesse.

Em breve, os modelos da OpenAI estarão disponíveis no Google Cloud, integrados ao Gemini para empresas e ao Google Antigravity. Isso irá, oferecer aos clientes empresariais e desenvolvedores maior flexibilidade de escolha de modelos, permitindo selecionar a opção mais adequada para cada tarefa,

© Imagem gerada por IA

Google Cloud expande a escolha e flexibilidade, disponibilizando modelos da OpenAI para seus clientes
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El Profesor Layton y el Nuevo Mundo a Vapor confirma su doblaje al español, aunque deja una incógnita entre los jugadores

Los jugadores de Nintendo Switch, Switch 2, PS5 y PC están esperando con ganas la llegada del Profesor Layton y el Nuevo Mundo a Vapor. Los amantes de la saga tienen muchas ganas de vivir una nueva aventura que viene dispuesta dar muchas horas de diversión, sin embargo, a dos escasos meses de su lanzamiento, parece que el juego todavía está dejando algunas dudas en la comunidad. Lo que sí queda claro de forma definitiva es que el juego tendrá doblaje al español, por lo que son grandes noticias. Sin embargo, las preguntas no han dejado de llegar desde entonces.

La lista completa de idiomas con doblaje es bastante extensa y deja claro que esta nueva entrega quiere adecuarse a la mayoría del público. Entre esos idiomas están el japonés, el inglés, chino, francés, italiano, alemán, coreano y, por supuesto, el español. Sin embargo, la duda viene porque por el momento no se ha especificado si se trata del castellano o del español neutro, por lo que muchos todavía se preguntan cuál será el elegido. Por ahora todavía no hay confirmación oficial, así que tendrás que esperar a que la propia desarrolladora ofrezca todos los detalles de este título, el cual está siendo realmente esperado por los jugadores.

Voice Acting Languages in Professor Layton and the New World of Steam!

We've heard your questions and concerns about voice language support, and we're happy to confirm that Professor Layton and the New World of Steam will be voiced in the following languages:

Japanese…

— Layton Series (@LaytonSeries) October 23, 2026



Con el paso del tiempo, los detalles de la nueva entrega del Profesor Layton han ido saliendo a la superficie

El presidente de Level-5 confirmó uno de los detalles del juego que no ha pasado desapercibido. Este tiene que ver con la narrativa del juego, ya que según parece, Akihiro Hino afirma que el final del juego te hará reflexionar y sí, según parece, tendrá que ver con el estado actual del mundo y la inteligencia artificial.

La historia de este título trata sobre el avance de una civilización humana y también muestra cómo el abuso de la tecnología puede traer consigo diferentes consecuencias. Seguro que la narrativa te resulta muy familiar, porque hoy en día todo está pasando a un segundo plano, excepto la tecnología y los teléfonos móviles, que cada vez tienen a la gente más absorvida.

© Level-5

Se han confirmado los doblajes de esta nueva entrega, pero deja una duda para todos los jugadores que hablan español
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Yoko Taro, director de la saga de videojuegos NieR, cree que todos estamos condenados: "Nuestras vidas no tienen sentido, la humanidad perecerá"

Yoko Taro, creador de NieR y Drakengard, tiene una visión especialmente pesimista de la humanidad. El diseñador japonés lleva años plasmando cuestiones existenciales en sus videojuegos, pero sus reflexiones van mucho más allá de la ficción. En una entrevista concedida a Point'n Think en 2024, llegó a afirmar que "nuestras vidas no tienen ningún sentido y nuestra existencia es profundamente absurda". Sus palabras reflejan la filosofía que impregna buena parte de sus obras, aunque el creativo también dejó claro que no está dispuesto a aceptar pasivamente la realidad. "No estoy preparado para aceptar el mundo tal y como es, y tengo la intención de seguir intentando cambiarlo", explicó durante la conversación.

El creador de NieR considera que la sociedad sigue tomando decisiones condicionadas por las emociones y las contradicciones humanas. Al reflexionar sobre la evolución de nuestra especie, señaló que "los seres humanos no han logrado ser racionales y están regresando a la era de las emociones". Para ilustrar esta idea, Taro planteó una contradicción relacionada con la igualdad económica. Aunque muchas personas defienden que todos los seres humanos deberían tener los mismos derechos y oportunidades, también rechazarían que el dinero acumulado por los padres se redistribuyera entre toda la población en lugar de entregarse a sus hijos. Estas diferencias llevan al desarrollador a pensar que todavía estamos lejos de alcanzar una sociedad plenamente racional. "Nuestra especie es todavía demasiado joven para ser plenamente racional", concluyó.

La reflexión más inquietante de Yoko Taro llegó al abordar las divisiones, la discriminación y las desigualdades que existen actualmente en el mundo. En su opinión, estos conflictos podrían terminar desapareciendo, pero no necesariamente mediante el entendimiento entre las partes ni gracias a la construcción de una sociedad más justa. "En todas las contraposiciones existentes, preveo que una de las dos partes perecerá", advirtió. El creativo considera que la humanidad podría acabar resolviendo sus enfrentamientos de una manera mucho más destructiva de lo que nos gustaría imaginar. Su pronóstico culmina con una idea todavía más sombría: "Cuando lleguemos a esta etapa de "resolución", la humanidad perecerá lentamente, pues ya no quedará nada por hacer". Una visión que conecta directamente con los temas habituales de sus videojuegos, donde la guerra, la venganza, la muerte y la búsqueda de un propósito aparecen de forma recurrente.

Yoko Taro sigue trabajando en Evangelion y NieR

El pensamiento de Yoko Taro ayuda a entender por qué sus obras resultan tan particulares dentro de la industria. Tanto Drakengard como NieR exploran las contradicciones de la humanidad y plantean preguntas incómodas sobre el sentido de la existencia, sin ofrecer necesariamente respuestas reconfortantes.

Ahora, el creativo tiene por delante un nuevo desafío: trabajar en una nueva serie de Evangelion. La franquicia creada por Hideaki Anno también es conocida por sus reflexiones psicológicas y existenciales, por lo que la participación de Taro podría dar lugar a una interpretación especialmente singular. Aunque todavía queda por conocer cómo será este proyecto, sus declaraciones dejan claro que el creador de NieR sigue interesado en explorar las contradicciones del ser humano. Y, pese a su visión pesimista, hay algo que no parece dispuesto a abandonar: su intención de intentar cambiar el mundo.

© Google

Yoko Taro dirige la saga NieR
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Capcom confirma que un fallo de seguridad afectó a más de 11 millones de cuentas

Hoy en día, con todo automatizado es realmente sencillo que los problemas de seguridad sean una preocupación real para los millones de jugadores que hay activos cada día. Esto es algo que ya tiene pasado unas cuantas veces y ahora, Capcom ha sido la que anunció que una brecha en su seguridad permitió acceder a los datos de más de 11 millones de cuentas. Afortunadamente, la compañía confirma que ningún dato bancario ha sido desvelado en esta nueva intrusión en su sistema; sin embargo, sí que se ha podido acceder a algunos datos sensibles.

Una filtración de datos permitió que un tercero accediera a los datos de más de 11 millones de cuentas de Capcom ID, una cuenta gratuita necesaria para acceder a las funciones online de algunos juegos de la compañía. Según parece, el atacante obtuvo acceso a la dirección de correo electrónico de los usuarios y a información de identificación específica del sistema, como la fecha y hora de creación de su cuenta, el número de inicios de sesión y la dirección IP utilizada durante el último inicio de sesión. En el caso de 43 de estas cuentas también obtuvieron acceso a la fecha de nacimiento, el género, el país o región y el apodo del usuario.

Si recibe algún correo electrónico o mensaje sospechoso, tenga precaución y absténgase de acceder a las URL que contenga o de abrir los archivos adjuntos.
Capcom

Algo importante es que los atacantes no pudieron acceder a las contraseñas, sin embargo, parece que sí lograron cambiar las contraseñas de 196 cuentas sin autorización. Capcom ya se ha ocupado de restablecer estas contraseñas para evitar que los atacantes se apoderen de las cuentas. 

Capcom confirma que pretende recuperar algunas de sus sagas más icónicas

Este año, Capcom ha tenido una gran cantidad de lanzamientos y según parece, el éxito de Onimusha ha llevado a la compañía a empezar a buscar franquicias olvidadas para revivir e intentar replicar estas acogidas. Además de lanzar nuevos títulos importantes cada año, Capcom se está centrando en reactivar franquicias que no han tenido un lanzamiento reciente.

De esta forma, la empresa busca llegar a todo tipo de público gracias a las entregas nuevas y, por supuesto, gracias a recuperar sagas icónicas que han hecho de Capcom una compañía de renombre. Veremos cuáles son las sorpresas que ofrece con el paso del tiempo, pero parece que todavía queda mucho por descubrir.

© Google

Los problemas de seguridad son una tónica con la que hay que lidiar de forma constante
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Plataforma pan-amazônica reúne 232 políticas públicas para bioeconomia

Logo Agência Brasil

A Pan-Amazônia, região que engloba nove países da América do Sul, tem pelo menos 232 políticas, programas e instrumentos públicos relacionados à bioeconomia. Segundo analistas, esse potencial produtivo esbarra na falta de integração entre governos, nas dificuldades de acesso ao crédito e em obstáculos à implementação efetiva dos negócios.

Para facilitar a articulação entre os países, a Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia lança nesta quinta-feira (22) o Radar Bioecon, plataforma que reúne informações sobre instrumentos públicos voltados a atividades econômicas baseadas na biodiversidade da região.

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A ferramenta será apresentada durante a 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP17), em Yerevan, na Armênia. 

O levantamento abrange nove países e territórios: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela.

O mapeamento inclui desde estratégias nacionais de bioeconomia até mecanismos de crédito, compras públicas, incentivos à produção e instrumentos de apoio a empreendimentos comunitários. 

A plataforma permite consultar e comparar essas iniciativas, com o objetivo de identificar experiências que possam ser compartilhadas e oportunidades de cooperação regional.

O potencial econômico da bioeconomia amazônica já aparece em atividades ligadas à floresta em pé e aos conhecimentos locais. Na Amazônia Legal brasileira, apenas 13 produtos da sociobiodiversidade contribuem com pelo menos R$ 12 bilhões anuais para o Produto Interno Bruto (PIB), segundo o estudo Nova Economia da Amazônia, liderado pelo WRI Brasil. Entre os exemplos, estão o açaí e a castanha.

Segundo Juliana Simões, co-líder do Grupo de Trabalho de Políticas Públicas da Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia e especialista em políticas públicas e bioeconomia na organização The Nature Conservancy (TNC) Brasil, é necessário garantir que os recursos e programas cheguem a cooperativas, associações e empreendimentos locais.

“Para que a bioeconomia se consolide como uma alternativa de desenvolvimento econômico para a Pan-Amazônia, precisamos tratá-la como uma agenda de Estado, com planejamento de longo prazo e continuidade das políticas públicas”, defende Juliana.

Políticas dispersas

O levantamento identificou que as iniciativas estão distribuídas entre diferentes órgãos governamentais e nem sempre são classificadas como políticas de bioeconomia. 

Conforme o país, aparecem sob denominações como biocomércio, bionegócios, empreendedorismo verde ou economias indígenas e comunitárias.

No Brasil, entre os instrumentos destacados estão o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que abrem mercados para produtores locais. Também está a Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPMBio), que estabelece preços mínimos para 17 produtos extrativistas e busca reduzir oscilações na renda dos produtores.

Na Colômbia, o mapeamento aponta mecanismos de apoio a negócios sustentáveis. No Equador, foram identificadas iniciativas de crédito para cooperativas e empreendimentos comunitários.

Para Bruno Castro Lacerda, co-líder do grupo de trabalho da Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia e consultor em bioeconomia para a conservação na organização Conservação Internacional, a comparação entre as políticas ajuda a identificar lacunas e experiências que podem inspirar outros países.

“Essa visão regional é importante para fortalecer a cooperação entre os países e construir políticas que tenham continuidade no longo prazo, contribuindo para consolidar a bioeconomia como uma agenda estratégica de desenvolvimento”, afirma.

Financiamento

O acesso a recursos financeiros é outro obstáculo apontado pelo levantamento. Um estudo da Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia mapeou 141 mecanismos de financiamento voltados à bioeconomia na região. Desse total, apenas 8,5% atendem à sociobiodiversidade.

Embora existam fundos climáticos, linhas de crédito e programas de incentivo, exigências de garantias e procedimentos burocráticos dificultam o acesso de cooperativas, associações e empreendimentos comunitários. 

O relatório defende a adaptação desses instrumentos às características da produção amazônica e uma maior integração entre políticas econômicas, produtivas e ambientais.

O Radar Bioecon foi desenvolvido pelo Grupo de Trabalho de Políticas Públicas da Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia. Os usuários poderão sugerir novas políticas ou atualizações dos registros existentes, que passarão por um processo de curadoria. A iniciativa é apresentada como a primeira etapa de um trabalho destinado a identificar lacunas de implementação e oportunidades de integração regional.

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Estudantes desenvolvem plataformas para combater a desinformação

Logo Agência Brasil

É muito fácil criar qualquer tipo de conteúdo com inteligência artificial (IA). Qualquer pessoa pode, com alguns cliques, criar imagens, textos e vídeos. Tudo isso pode servir para informar ou mesmo para criar conteúdos falsos, que divulgam mentiras.

Até onde vai o impacto do que as pessoas criam com a IA? Essa foi uma das perguntas que motivou as estudantes Alice Gomes, Beatriz Vasconcellos e Letícia de Oliveira, de 14 anos de idade, do 9º ano do Colégio e Curso Desafio, em Recife, a criarem a ferramenta Pense Bem. 

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O projeto venceu o HackaNAV 2026, competição nacional de inovação organizada pelo Nave a Vela, solução de educação tecnológica da Arco Educação. Como prêmio, as estudantes ganharam uma imersão tecnológica na agência de pesquisa espacial dos Estados Unidos, a Nasa.

“No Pense Bem, você pode colocar publicações que você pretende fazer para que ele faça o cálculo de risco, como que isso pode escalonar, se aquilo ali pode ter um efeito dominó negativo”, explica Beatriz Vasconcellos, uma das estudantes criadoras do Pense Bem.

A plataforma já está no ar, mas ainda deve ser aprimorada para ser lançada oficialmente.  

“Antes de publicar, pense no impacto”, esse é o convite para quem acessa. A partir daí, são feitas diversas perguntas para que se possa avaliar se o conteúdo oferece ou não algum risco ao ser divulgado. 

Entre as perguntas estão:

  •  Este conteúdo envolve nudez, material íntimo ou sexual de alguém menor de 18 anos - ou de qualquer pessoa sem consentimento?
  •  Foi gerado ou editado por IA?
  •  Há pessoas reais reconhecíveis?
  •  Elas deram consentimento?
  •  Mostra os fatos como realmente aconteceram?

A plataforma, então, classifica o conteúdo quanto ao risco e aponta se é possível fazer adequações ao conteúdo e a postagem para que ela não gere desinformação e cause danos à população. 

"A gente viu em várias pesquisas que as fake news podem afetar muito a vida das pessoas, até mesmo na vida pessoal, a socialização. Fake news criada por uma pessoa, sobre uma pessoa, pode afetar diretamente até mesmo o psicológico", avalia Beatriz. 

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) chegou a classificar a desinformação como principal risco global para 2025 e para os anos que estão por vir, à frente das mudanças climáticas, da crise ambiental, dos fluxos migratórios, da violência e do terrorismo. 

Recife (PE), 16/10/2026 - Estudantes desenvolvem plataformas para combater a desinformação. Foto: Renan Braz/Divulgação Recife (PE), 16/10/2026 - Estudantes desenvolvem plataformas para combater a desinformação. Foto: Renan Braz/Divulgação
Estudantes fizeram pesquisas e entrevistas com professores, estudantes e especialistas para desenvolver o trabalho - Foto: Renan Braz/Divulgação

Democracia 

As três estudantes fizeram pesquisas e entrevistas com professores, estudantes e especialistas para desenvolver o trabalho.

“Existem muitos impactos negativos que podem acontecer por causa da desinformação. E eu acho que o que mais choca, o que mais é surpreendente, pelo menos para mim, é que eu descobri o quanto a desinformação pode afetar a nossa democracia. Tanto em ano de eleição, quanto em ano que não seja de eleição, a democracia pode ser afetada com desinformação, quando são espalhadas fake news”, disse Beatriz.

Para Alice Gomes, também integrante do grupo, a IA ajuda, mas pode também fazer com que as pessoas não questionem o que chega pela internet ou mesmo em grupos de WhatsApp de família.

“Isso faz com que a pessoa, quando ela recebe uma informação, ela não procure antes se essa informação é verdadeira ou falsa. Ela apenas pega essa informação e acaba compartilhando a informação, sem saber se ela é verdadeira ou não, sem saber as fontes dela”, disse.

Alice revela que o projeto a ajudou a mudar a forma como recebe, compartilha e cria conteúdos na internet.

“A gente vê uma notícia online ou até em aplicativos do nosso dia a dia e logo pensa ‘Nossa, eu vou pesquisar melhor sobre essa notícia’. Eu diria que melhorou o nosso pensamento como pessoa”. 

“A sua solução é fazer com que as outras pessoas também melhorem o seu dia a dia, melhorem também o seu pensamento crítico”, defende.

A terceira integrante do grupo, Letícia de Oliveira, ressalta que a pesquisa a ajudou a ver o mundo digital de outra forma e a importância de uma educação midiática e uma educação para os meios digitais.

“A gente percebe que a desinformação está sendo um problema muito grave, que afeta a população e as pessoas ao redor da gente. Eu vi, tanto no grupo da família, quanto no Instagram, pessoas sendo afetadas pelas fake news, pelas informações digitais”, disse.

“Eu acho que o assunto da desinformação digital era uma coisa falada, mas nunca foi uma coisa que eu aprofundei muito em saber. E aí, com esse projeto, eu consegui ter mais conhecimento sobre a desinformação e como nós podemos ajudar as outras pessoas a combater ela”, acrescenta a estudante.

Desdobramentos 

O Pense Bem tem ainda desdobramentos voltados para a formação nas escolas, com jogos e mesmo uma formação em educação digital, ainda em desenvolvimento. 

Esse não é o primeiro trabalho do trio, que desenvolveu também no âmbito da competição a plataforma Fato ou Boato, para identificar notícias falsas. Nela é possível colar o link da notícia para que seja analisada a veracidade.

As três estudantes estão empolgadas com a visita à Nasa e, com o projeto, contam que se interessaram mais por tecnologia. Letícia e Alice cogitam seguir carreiras em áreas tecnológicas. Já Beatriz, pretende ser médica. 

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