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El Pentágono autoriza a la Seguridad Nacional probar un arma no letal para su posible uso en la frontera
El Pentágono ha autorizado al Departamento de Seguridad Nacional a ensayar, para su posible despliegue en operaciones en la frontera, un arma conocida informalmente como “rayo de calor”, un artilugio que dirige un haz de ondas electromagnéticas no letales pero que causan una dolorosa sensación de quemadura cuando entran en contacto con la piel. Según la cadena de televisión CNN, el secretario de Defensa, Pete Hegseth, emitió el permiso en un memorando firmado el mes pasado.

© JOSHUA ROBERTS (REUTERS)
EUA liberam teste de arma de calor inédita na fronteira com México
A arma de calor, oficialmente conhecida como Sistema de Negação Ativa (Active Denial System), é uma arma não letal que dispara um feixe invisível de ondas eletromagnéticas capaz de atingir uma distância de pouco mais de 800 metros, segundo as Forças Armadas americanas.
O feixe de energia provoca uma sensação de queimadura ao entrar em contato com a pele humana. Autoridades do Pentágono já compararam o efeito à sensação de calor ao abrir um forno quente. Militares afirmam que o efeito de formigamento resultante dura entre 10 e 15 minutos, mas também gera “um impulso instintivo e irresistível de fugir do efeito”.
A utilização da arma na fronteira dos Estados Unidos seria uma medida sem precedentes, mesmo para o governo Trump, que colocou a segurança fronteiriça e o combate à imigração entre suas principais prioridades. O pedido do DHS não especificou onde ou como a arma seria testada, nem como poderia ser usada futuramente.
No entanto, ao longo dos anos, houve discussões internas sobre a possibilidade de empregá-la para dispersar multidões na fronteira entre os Estados Unidos e o México, segundo autoridades atuais e ex-integrantes da CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras).
O memorando autoriza o “empréstimo temporário” de um sistema ADS por sete meses, a partir de setembro, e determina que ele “não deverá ser operado por integrantes do Departamento de Guerra”. A disposição parece isentar o Pentágono de responsabilidade sobre a forma como o sistema de energia direcionada poderá ser empregado.
Ao fim do período de empréstimo de sete meses, o departamento poderá apresentar um novo pedido para continuar utilizando o sistema do Pentágono em operações na fronteira, com base na necessidade, disse uma autoridade de Defesa à CNN.
O Pentágono encaminhou a CNN ao DHS quando questionado sobre o assunto.
As Forças Armadas americanas utilizaram brevemente o sistema no Afeganistão há quase duas décadas, mas acabaram decidindo não empregá-lo em operações de combate ativo. Os militares também consideraram usar o equipamento para controlar multidões em instalações americanas no exterior onde havia detidos suspeitos de terrorismo, mas desistiram da ideia, segundo uma fonte familiarizada com essas deliberações internas anteriores.
Autoridades da Alfândega e Proteção de Fronteiras já discutiram a possibilidade de usar o sistema em áreas com alta concentração de travessias irregulares. Agentes da fronteira ocasionalmente avaliaram o equipamento como uma ferramenta para dispersar multidões, mas ele nunca foi utilizado com essa finalidade.
Preocupações com a eficácia e a legalidade
As autoridades enfrentaram obstáculos relacionados à legalidade, ao uso da força, à eficácia e a possíveis questões de soberania, sobretudo se o sistema fosse utilizado contra pessoas em território mexicano que ainda não tivessem cruzado para os Estados Unidos. A principal preocupação, porém, era a possibilidade de a arma causar danos às pessoas, direta ou indiretamente.
“Mesmo que estejam perseguindo pessoas de volta ao rio, você não quer que elas entrem na água e se afoguem”, disse um ex-funcionário da CBP à CNN. “Considerando o custo, o treinamento e as políticas que você vai criar, vale a pena?”
O setor de El Centro, que cobre cerca de 113 quilômetros da fronteira entre os Estados Unidos e o México, avaliou o sistema há vários anos, quando Rodney Scott, atual comissário da CBP, chefiava a unidade, segundo uma autoridade da agência.
Na época, as autoridades discutiam se o sistema poderia ajudar os agentes a lidar com o aumento das travessias irregulares no rio próximo, desestimulando as pessoas a tentar atravessar naquela área ou levando-as a sair da água.
Uma das questões avaliadas era se o sistema poderia resultar em mais operações de resgate caso as pessoas ficassem incapacitadas pelo equipamento, afirmou a autoridade. Não está claro, porém, por que a arma não foi utilizada.
Em 2018, antes das eleições de meio de mandato, autoridades da CBP também avaliaram a possibilidade de usar o sistema contra migrantes, mas a então secretária de Segurança Interna, Kirstjen Nielsen, rejeitou a proposta.
“A questão era tratar imigrantes e cidadãos como combatentes inimigos”, disse à CNN um ex-funcionário do DHS familiarizado com as discussões anteriores sobre o uso da arma contra migrantes. “Em termos gerais, tratamentos desumanos costumam ser rejeitados.”
Alguns agentes da Patrulha de Fronteira mais recentemente questionaram se a ferramenta é realmente necessária, diante do baixo número de travessias na fronteira e do aumento do efetivo, segundo outro ex-funcionário da CBP.
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© RITCHIE B. TONGO/EPA
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600 soldati Usa a Panama: Washington prova a smentire il NYT, poi conferma l’operazione. Le proteste: “Incostituzionale”
Panama riceverà circa 600 soldati Usa, appartenenti alla 10th Mountain division, per esercitazioni nella foresta del Paese centramericano, in particolare nella base aeronautica “Cristobal Colón“. È previsto l’addestramento congiunto con le forze locali nell’ottica di una “presenza militare continua e duratura”, che si estende anche ad altri Paesi della regione, tra cui Colombia e Honduras, presto teatro di operazioni, secondo quanto rivelato da fonti del Dipartimento della Guerra Usa al New York Times. La presenza dei soldati sarà anche a rotazione, al fine di aggirare limiti costituzionali e vincoli di sovranità negli Stati interessanti.
Immediata la reazione dell’ambasciata statunitense a Panama, che ha provato a smentire la notizia definendola “categoricamente falsa” e “sensazionalista”. Dichiarazioni riprese dal ministero panamense della Sicurezza, che ridimensiona la presenza militare Usa a 128 unità. Il dibattito sull’ingerenza di Washington si espande comunque nel Paese centramericano, ancora in ginocchio dopo il terremoto di magnitudo 7,6 che lo scorso 9 ottobre ha colpito il Paese. “Qualsiasi accordo o intesa che apra le porte a truppe o personale militare straniero per operare nella nostra regione è incostituzionale e viola lo Spirito dei trattati Torrijos-Carter”, osserva Miguel Antonio Bernal, docente di Diritto costituzionale presso l’Università di Panama, in riferimento agli accordi che nel 1977 hanno posto fine alla presenza militare Usa nella cosiddetta “Zona del Canal”.
Ma i piani statunitensi vanno ben oltre Panama e prevedono l’attivazione di un centro di operazioni a Miami, dedicato all’emisfero occidentale, al quale verranno assegnati altri contingenti sotto la guida del maggiore generale Kevin Jarrard. Il tentativo del Dipartimento della Guerra è quello di “restaurare il predominio militare americano” nel cortile di casa, “dopo decenni di abbandono”, come si legge nel documento del Pentagono dedicato alla National Defense Strategy. A riguardo, gli Usa hanno anche avviato il trasferimento della flotta di droni MQ-9 Reaper – all’avanguardia nell’ambito dei sistemi letali automatizzati – dal Sahel al Corno d’Africa fino al Sudamerica. All’emisfero sono stati inoltre assegnati 52 milioni di dollari in precedenza destinati a Paesi dell’Est Europa e del Nordafrica, lasciando scoperti Stati come Montenegro, Slovacchia e Tunisia. I nuovi destinatari, in particolar modo Colombia, Ecuador, Panama e Perù, sono vincolati all’acquisto di armi e tecnologia presso fornitori approvati dal Dipartimento di Stato, quali Boeing, General Atomics e Lockheed Martin.
L’insieme delle operazioni rientra nell’ambito della Joint Task Force Western Hemisphere, lanciata dagli Usa a inizio agosto con la finalità di “localizzare, accerchiare e distruggere” i cartelli e la filiera del narcotraffico nella regione. “Non riesco a ricordare un singolo trasferimento di truppe statunitensi nella regione che si avvicini alle seicento unità, eccezion fatta per invasioni o disastri naturali”, ha commentato Adam Isacson, del Washington office on Latin America (Wola). Tali movimenti, secondo esperti come Richard Hass, presidente emerito del Council on Foreign relations, confermano la transizione “da un’era di governance globale guidata dagli Stati Uniti a un mondo plasmato dalla regionalizzazione, dove le grandi potenze cercano di isolare (i concorrenti, ndr) e dettare condizioni dentro le proprie e immediate sfere d’influenza”. Un riassetto, o equilibrio di potenze, che dall’altra parte vede Cina e Russia, con le quali l’amministrazione di Donald Trump ha più volte cercato intese e compromessi, tra cui il recente accordo con Mosca in materia di gasolio.
Di qui la scelta di Panama – Paese conteso dalla Cina, in passato incluso nella Nuova via della Seta – come primo approdo. Forte della sua posizione geografica, il Paese fa da nodo logistico e checkpoint dell’emisfero e ospita basi e centri d’addestramento militare costruiti da Washington prima del 1977. Il pacchetto prevede anche il riallineamento ideologico del continente, che risulta quasi compiuto, eccezion fatta per Brasile (dove si deciderà tutto al secondo turno delle elezioni, domenica 25 ottobre), Messico, Cuba e Nicaragua. Marco Rubio, segretario di Stato Usa, ne parla senza mezzi termini, e con tono celebrativo dice a Trump: “Praticamente tutte le elezioni che si sono svolte nell’emisfero occidentale da quando lei è stato eletto presidente hanno portato alla vittoria di qualcuno favorevole agli Stati Uniti. E credo che questa sia una situazione straordinaria”.
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