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Pernambuco registra seis mortes por dengue em 2026

A Secretaria de Saúde do estado de Pernambuco divulgou, nesta quarta-feira (21), um novo boletim epidemiológico de arboviroses com dados entre janeiro e outubro deste ano. Os dados apontaram para um aumento de 31,8% em relação ao número de casos de dengue, em comparação ao mesmo período do ano anterior na região.  

Os números abrangem dados sobre o período entre o dia 4 de janeiro de 2026 até o dia 17 de outubro deste mesmo ano. 

Quanto a dengue, foram 12.595 casos confirmados, sendo 713 graves, além de seis óbitos confirmados e 17 sob investigação. Assim, os números apontam para um aumento de 31,8% dos casos notificados em comparação ao mesmo período de 2025.  

Foram 433 casos confirmados de Chikungunya, apresentando um crescimento de 15,9% de casos notificados, em relação ao mesmo período do ano passado.  

Já em relação aos casos de Zika, foram 1.374 casos notificados, 115 prováveis, porém nenhum confirmado. De forma geral, houve um aumento de 11,0% nos casos notificados. Além disso, 17 gestantes foram incluídas nos casos notificados.  

Números da pasta indicam as regiões do estado do Pernambuco que estão com risco de transmissão considerando o índice de infestação. Os dados apontam que 8,70% do estado está com “risco alto” para a situação de risco de surto, atingindo 16 municípios. Já 57% estão caracterizados como “risco moderado”, em situação de alerta, sendo 105 cidades. Outros 33,1% está com “risco baixo”, situação satisfatória, o que abrange 61 municípios.  

*Sob supervisão de André Rigue

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Soldado do Exército que desapareceu com arma é preso em Pernambuco

Um soldado do Exército foi preso em Pernambuco, na madrugada desta quarta-feira (21), após deixar o quartel durante o serviço de sentinela levando o armamento individual. O caso ocorreu no último sábado (17).

Pedro Gabriel Bezerra do Nascimento se apresentou à 7ª DPH (Delegacia de Polícia de Homicídios), em Paulista, na região metropolitana do Recife, segundo o Comando Militar do Nordeste.

De acordo com o Exército, a Justiça Militar da União decretou a prisão preventiva do soldado no mesmo dia.

Na madrugada desta quarta, a Polícia Civil recebeu informações sobre a localização do militar e realizou diligências nos endereços indicados.

Diante da possibilidade de ser preso, a defesa do soldado entrou em contato com a delegacia e informou que ele se apresentaria à unidade policial. Após a apresentação, o mandado de prisão foi cumprido.

Militar chegou a ser dado como desaparecido

Pedro Gabriel estava desaparecido desde o último sábado, quando deixou o 7º Depósito de Suprimento, no bairro do Cabanga, no Recife, durante o serviço de sentinela, levando o armamento individual, um fuzil calibre 7,62 milímetros e 20 munições.

Segundo o advogado da família, Jario Santos, o soldado se apresentou sem o fuzil e sem as munições.

Além disso, ainda de acordo com o advogado, o soldado relatou ter um lapso de memória sobre o que aconteceu no sábado e não soube explicar onde está o armamento.

Jario disse ainda que, segundo o militar, ele estava sem acesso à internet e, quando conseguiu se conectar, viu o apelo feito pela mãe nas redes sociais e soube da prisão da namorada, suspeita de ajudá-lo. De acordo com o advogado, esses fatores motivaram a decisão de se apresentar à polícia.

O advogado também informou que a namorada do soldado está grávida de dois meses e que a gestação é considerada de risco. Ela foi presa sob suspeita de envolvimento no caso.

Militar permanece sob custódia

Após a prisão, Pedro Bezerra foi levado ao IML (Instituto de Medicina Legal) para realizar exame de corpo de delito.

Em seguida, foi encaminhado ao 4º Batalhão de Polícia do Exército (BPE), onde permanece custodiado.

Em nota, o Comando Militar do Nordeste informou que continuará atuando nas investigações em conjunto com os órgãos de segurança pública. O objetivo, segundo o comunicado, é recuperar o material levado pelo soldado.

Quem é Nelson Wilians, advogado alvo de operação da Polícia Federal

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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Homem preso por engano deve receber R$ 30 mil de indenização do Estado pernambucano

Antônio Severino de Souza, de 40 anos, foi preso no próprio local de trabalho, em um hospital do Recife, por crimes que não cometeu. Depois de passar 12 dias encarcerado, ele conseguiu a liberdade e agora tem direito a receber R$ 30 mil por danos morais, conforme sentença da Justiça de Pernambuco. O governo estadual, no entanto, recorreu da decisão.

Auxiliar de serviços gerais terceirizado no Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa, na zona oeste da capital pernambucana, Souza foi detido em 9 de janeiro de 2025. A prisão ocorreu diante de colegas de trabalho, superiores, pacientes e visitantes. No dia seguinte, ele foi levado ao Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na região metropolitana do Recife.

O período na unidade prisional deixou marcas. Em relato sobre os dias de encarceramento, Souza descreveu as condições da cela onde ficou com outros detentos.

“Cheguei naquele lugar, com 183 homens dentro de uma cela. Eu dormi no chão, deitava lá no chão, no esgoto, a água caindo em mim”, contou.

Investigação confundiu dois homens

A prisão teve origem em uma investigação sobre um ataque a tiros ocorrido em 15 de dezembro de 2022, no bairro de Nova Descoberta, na zona norte do Recife. Segundo a denúncia do Ministério Público de Pernambuco, dois homens armados atiraram contra duas pessoas durante uma disputa territorial ligada ao tráfico de drogas. Uma delas morreu e a outra ficou ferida.

Souza foi apontado como um dos autores dos disparos e associado ao apelido de “João Capeta”. Ao contestar a prisão, sua defesa alegou que a investigação o havia identificado equivocadamente como suspeito dos crimes.

Após ser provocada pela defesa, a Polícia Civil produziu um relatório que reconheceu a possibilidade de a vítima sobrevivente ter confundido Souza com o verdadeiro suspeito. O documento identificou semelhanças entre os dois homens, incluindo características físicas e o fato de morarem na mesma comunidade.

Outro ponto destacado foi a semelhança entre os nomes das mães dos dois, que se diferenciavam pela presença do sobrenome “Silva” em um deles. Segundo o relatório policial, porém, o verdadeiro suspeito tinha qualificação e histórico diferentes dos de Souza.

Ele deixou a prisão em 21 de janeiro de 2025. Ao recordar o momento, descreveu a soltura como um recomeço.

“Foi como se eu nascesse de novo, voltasse ao mundo novamente”, afirmou. Ele também disse que, mesmo sabendo que era inocente, chegou a perder a esperança de sair da cadeia.

Justiça reconhece danos morais

A sentença foi assinada em 28 de setembro pelo juiz Breno Duarte Ribeiro de Oliveira, da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, vinculada ao Tribunal de Justiça de Pernambuco. O magistrado considerou que a prisão indevida provocou danos que ultrapassaram os transtornos comuns do cotidiano.

Na decisão, ele destacou o constrangimento de Souza ter sido detido diante de outras pessoas no trabalho e depois encaminhado a uma unidade prisional.

O trabalhador havia pedido R$ 500 mil de indenização por danos morais. O juiz, entretanto, considerou o valor desproporcional e fixou a reparação em R$ 30 mil. Entre os fatores considerados estava o reconhecimento do erro pela autoridade estatal após a defesa questionar a prisão.

O Estado de Pernambuco sustentou no processo que a medida havia sido baseada em informações fornecidas pela vítima sobrevivente à polícia. Argumentou ainda que a atuação ocorreu no exercício regular das funções policiais e judiciais, sem abuso de poder ou intenção de causar dano.

Governo recorre da condenação

A Procuradoria-Geral do Estado apresentou recurso em 13 de outubro. Na apelação, defendeu que a investigação foi corrigida pela própria Polícia Civil e que eventuais equívocos na coleta de indícios não significam, por si só, que houve conduta passível de indenização.

O órgão afirma que a prisão não decorreu de dolo, má-fé ou erro grosseiro indenizável. A Secretaria de Defesa Social informou que a Corregedoria-Geral instaurou um procedimento preliminar para apurar o caso.

Além dos efeitos emocionais, Souza afirma que a prisão teve consequências na vida profissional. Ele foi demitido em abril de 2026 e acredita que o desligamento está relacionado ao período em que ficou preso.

Desempregado, diz que deseja voltar a trabalhar com carteira assinada e recuperar a estabilidade para sustentar os filhos. Sua defesa também avalia recorrer da sentença para tentar elevar o valor da indenização.

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Lula aims to pull off a miracle by mobilizing abstainers to defeat Bolsonaro

Lula, who was born in 1945 in a small town in the interior of the state of Pernambuco, defied the odds by surviving hunger and disease as a baby — a fate that befell so many of his compatriots in those same circumstances. Now he dreams of defying the odds, and history, once again. Never since Brazil restored democracy in 1985 has anyone who finished second in the first round of the presidential election gone on to win the final vote. President Lula da Silva, who on Sunday secured 45% of the vote compared to Flávio Bolsonaro’s 47%, is devising a strategy to attract centrist voters and mobilize the masses of abstainers, with a special focus on those aged over 70. He has three weeks to make what now sounds like nothing short of a miracle a reality.

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© Andre Penner (AP)

Luiz Inácio Lula da Silva addresses supporters on October 4.
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