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Casa do Povo de Santo Estêvão apresenta nova edição dos Serões de Outono

Na Casa do Povo de Santo Estêvão vai decorrer uma nova edição dos Serões de Outono. Branco Toca Marco Paulo, e convida Samuel Úria, Ana Lua Caiano e Diogo Zambujo

“Há lugares onde a cultura acontece longe dos grandes centros. E há pequenas casas que, pela sua história, pela forma como acolhem artistas e público e pela ambição dos seus projetos, se transformam em importantes espaços de encontro e criação cultural.” Esta é a forma encontrada pela Casa do Povo de Santo Estêvão, no concelho de Tavira, para chamar a atenção da sociedade.

Na pequena aldeia do barrocal do concelho de Tavira, Santo Estêvão, entre outubro e dezembro, os Serões de Outono regressam com três concertos que cruzam diferentes gerações, linguagens e sensibilidades da música portuguesa contemporânea.

Primeiramente, Branco Toca Marco Paulo, com a participação especial de Samuel Úria, Ana Lua Caiano e Diogo Zambujo são os protagonistas de uma programação que continua a afirmar a singularidade deste projeto cultural.

Refere a nota de imprensa da Casa do Povo de Santo Estêvão que esta época do ano, tradicionalmente marcada pela diminuição da atividade turística e cultural no Algarve, a Casa do Povo decidiu manter “uma aposta consistente numa programação de qualidade, contribuindo para a descentralização da oferta cultural, a dinamização das comunidades rurais e a criação de novos públicos.”

É importante salientar que ao longo dos últimos anos, este pequeno espaço associativo “tem recebido alguns dos nomes mais relevantes e singulares da música portuguesa, como Manel Cruz, A Garota Não, B Fachada, Márcia, Bruno Pernadas, Aline Frazão, Tó Trips ou Club Makumba, construindo um percurso reconhecido pela diversidade artística e pela proximidade entre músicos e espectadores.”

Ou seja, mais do que uma sucessão de concertos, os Serões de Outono representam “uma forma de pensar e viver a cultura: próxima das pessoas, enraizada no território e aberta à criação contemporânea.”

Trata-se de uma proposta que “complementa a programação cultural do concelho de Tavira e demonstra que a qualidade e a ambição artística não dependem da dimensão das salas nem da localização geográfica.”

Uma pequena Casa com uma grande ambição cultural

Diz-nos a Casa do Povo de Santo Estêvão que estamos numa região e num território onde “a programação cultural tende a concentrar-se nos principais centros urbanos e nos períodos de maior afluência turística”, mas que, “os Serões de Outono afirmam-se como um exemplo da capacidade do associativismo local para gerar projetos culturais consistentes e diferenciadores.”

E acrescenta que apesar de recursos limitados, mas “com uma identidade artística bem definida, a Casa do Povo de Santo Estêvão tem demonstrado que também nas pequenas comunidades é possível desenvolver uma programação exigente, diversificada e capaz de atrair públicos para além do seu território de proximidade.”

O projeto em apreço valoriza igualmente o interior do concelho de Tavira, promovendo a descoberta das suas aldeias e contribuindo para uma relação mais próxima entre cultura, comunidade e território.

Os Serões de Outono são organizados pela Casa do Povo de Santo Estêvão, com o apoio do Município de Tavira e da Junta de Freguesia de Santo Estêvão, parceiros fundamentais na continuidade desta iniciativa e na valorização da atividade cultural desenvolvida no meio rural.

Neste outono, há sempre lugar para mais um na nossa Casa

Por fim, assinala que “com os dias a ficarem mais curtos e as temperaturas a descer, regressa também o tempo dos encontros, das conversas demoradas e das noites passadas à volta da música.”

A Casa do Povo de Santo Estêvão convida todos os que a têm acompanhado ao longo dos anos, e aqueles que ainda não tiveram oportunidade de a conhecer, a fazer caminho até esta pequena aldeia do barrocal de Tavira.

A não perder, concertos que se vivem de outra forma quando a distância entre o artista e o público quase desaparece. E porque, por vezes, são os palcos mais pequenos que proporcionam os encontros mais memoráveis.

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Lagoa recebe espetáculo In Festis Sanctae Crucis – Vésperas de Canta Cruz

A Capela do Centro Cultural Convento de S. José, em Lagoa, recebe no dia 15 de outubro, pelas 19h00, o espetáculo In Festis Sanctae Crucis – Vésperas de Canta Cruz, pelo Quarto Tom Ensemble, integrado na Rede Informala de Música Antiga [ridMusa] e a entrada é gratuita.

A historiografia das últimas décadas tem afirmado o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra como um dos principais centros políticos, intelectuais e culturais da Europa desde a sua fundação por D. Afonso Henriques, em 1131, até finais do século XVII.

Essa relevância refletiu-se numa intensa vida musical, testemunhada por um riquíssimo espólio hoje maioritariamente preservado na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.

Os manuscritos e impressos conservados revelam o elevado nível de conhecimento e prática musicais dos crúzios, em diálogo com os principais centros europeus. A investigação recente evidencia também a singularidade das suas práticas litúrgico-musicais, nomeadamente a liberdade na adaptação de textos e melodias.

Partindo das fontes crúzias e articulando investigação, performance e gravação, este programa centra-se no ofício de Vésperas, destacando a especificidade do repertório de Santa Cruz e reafirmando a sua importância no contexto musical europeu dos séculos XVI e XVII.

O espetáculo In Festis Sanctae Crucis – Vésperas de Canta Cruz é para ver e ouvir no dia 15 de outubro, pelas 19h00, no Centro Cultural Convento de S. José, em Lagoa.

FICHA ARTÍSTICA

Interpretação | Quarto Tom Ensemble:
Eva Braga Simões (soprano);
Gabriela Braga Simões (alto);
Luís Toscano (tenor) Nuno Mendes (baixo)
Direção artística | Luís Toscano

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