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Casa do Povo de Santo Estêvão apresenta nova edição dos Serões de Outono

19 October 2026 at 17:40

Na Casa do Povo de Santo Estêvão vai decorrer uma nova edição dos Serões de Outono. Branco Toca Marco Paulo, e convida Samuel Úria, Ana Lua Caiano e Diogo Zambujo

“Há lugares onde a cultura acontece longe dos grandes centros. E há pequenas casas que, pela sua história, pela forma como acolhem artistas e público e pela ambição dos seus projetos, se transformam em importantes espaços de encontro e criação cultural.” Esta é a forma encontrada pela Casa do Povo de Santo Estêvão, no concelho de Tavira, para chamar a atenção da sociedade.

Na pequena aldeia do barrocal do concelho de Tavira, Santo Estêvão, entre outubro e dezembro, os Serões de Outono regressam com três concertos que cruzam diferentes gerações, linguagens e sensibilidades da música portuguesa contemporânea.

Primeiramente, Branco Toca Marco Paulo, com a participação especial de Samuel Úria, Ana Lua Caiano e Diogo Zambujo são os protagonistas de uma programação que continua a afirmar a singularidade deste projeto cultural.

Refere a nota de imprensa da Casa do Povo de Santo Estêvão que esta época do ano, tradicionalmente marcada pela diminuição da atividade turística e cultural no Algarve, a Casa do Povo decidiu manter “uma aposta consistente numa programação de qualidade, contribuindo para a descentralização da oferta cultural, a dinamização das comunidades rurais e a criação de novos públicos.”

É importante salientar que ao longo dos últimos anos, este pequeno espaço associativo “tem recebido alguns dos nomes mais relevantes e singulares da música portuguesa, como Manel Cruz, A Garota Não, B Fachada, Márcia, Bruno Pernadas, Aline Frazão, Tó Trips ou Club Makumba, construindo um percurso reconhecido pela diversidade artística e pela proximidade entre músicos e espectadores.”

Ou seja, mais do que uma sucessão de concertos, os Serões de Outono representam “uma forma de pensar e viver a cultura: próxima das pessoas, enraizada no território e aberta à criação contemporânea.”

Trata-se de uma proposta que “complementa a programação cultural do concelho de Tavira e demonstra que a qualidade e a ambição artística não dependem da dimensão das salas nem da localização geográfica.”

Uma pequena Casa com uma grande ambição cultural

Diz-nos a Casa do Povo de Santo Estêvão que estamos numa região e num território onde “a programação cultural tende a concentrar-se nos principais centros urbanos e nos períodos de maior afluência turística”, mas que, “os Serões de Outono afirmam-se como um exemplo da capacidade do associativismo local para gerar projetos culturais consistentes e diferenciadores.”

E acrescenta que apesar de recursos limitados, mas “com uma identidade artística bem definida, a Casa do Povo de Santo Estêvão tem demonstrado que também nas pequenas comunidades é possível desenvolver uma programação exigente, diversificada e capaz de atrair públicos para além do seu território de proximidade.”

O projeto em apreço valoriza igualmente o interior do concelho de Tavira, promovendo a descoberta das suas aldeias e contribuindo para uma relação mais próxima entre cultura, comunidade e território.

Os Serões de Outono são organizados pela Casa do Povo de Santo Estêvão, com o apoio do Município de Tavira e da Junta de Freguesia de Santo Estêvão, parceiros fundamentais na continuidade desta iniciativa e na valorização da atividade cultural desenvolvida no meio rural.

Neste outono, há sempre lugar para mais um na nossa Casa

Por fim, assinala que “com os dias a ficarem mais curtos e as temperaturas a descer, regressa também o tempo dos encontros, das conversas demoradas e das noites passadas à volta da música.”

A Casa do Povo de Santo Estêvão convida todos os que a têm acompanhado ao longo dos anos, e aqueles que ainda não tiveram oportunidade de a conhecer, a fazer caminho até esta pequena aldeia do barrocal de Tavira.

A não perder, concertos que se vivem de outra forma quando a distância entre o artista e o público quase desaparece. E porque, por vezes, são os palcos mais pequenos que proporcionam os encontros mais memoráveis.

Lagoa recebe espetáculo In Festis Sanctae Crucis – Vésperas de Canta Cruz

6 October 2026 at 19:14

A Capela do Centro Cultural Convento de S. José, em Lagoa, recebe no dia 15 de outubro, pelas 19h00, o espetáculo In Festis Sanctae Crucis – Vésperas de Canta Cruz, pelo Quarto Tom Ensemble, integrado na Rede Informala de Música Antiga [ridMusa] e a entrada é gratuita.

A historiografia das últimas décadas tem afirmado o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra como um dos principais centros políticos, intelectuais e culturais da Europa desde a sua fundação por D. Afonso Henriques, em 1131, até finais do século XVII.

Essa relevância refletiu-se numa intensa vida musical, testemunhada por um riquíssimo espólio hoje maioritariamente preservado na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.

Os manuscritos e impressos conservados revelam o elevado nível de conhecimento e prática musicais dos crúzios, em diálogo com os principais centros europeus. A investigação recente evidencia também a singularidade das suas práticas litúrgico-musicais, nomeadamente a liberdade na adaptação de textos e melodias.

Partindo das fontes crúzias e articulando investigação, performance e gravação, este programa centra-se no ofício de Vésperas, destacando a especificidade do repertório de Santa Cruz e reafirmando a sua importância no contexto musical europeu dos séculos XVI e XVII.

O espetáculo In Festis Sanctae Crucis – Vésperas de Canta Cruz é para ver e ouvir no dia 15 de outubro, pelas 19h00, no Centro Cultural Convento de S. José, em Lagoa.

FICHA ARTÍSTICA

Interpretação | Quarto Tom Ensemble:
Eva Braga Simões (soprano);
Gabriela Braga Simões (alto);
Luís Toscano (tenor) Nuno Mendes (baixo)
Direção artística | Luís Toscano

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