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“As preocupações devem estar centradas na população com mais de 80 anos”

VTM

António Fonseca, professor da Universidade Católica Portuguesa, foi um dos oradores convidados e em declarações à VTM afirmou que as preocupações das entidades públicas devem estar centradas na população “muito idosa, acima dos 80 anos, que sofre de doenças crónicas e de demência, que tem dificuldades de mobilidade, e vivem em isolamento social, um fenómeno mais urbano, mas que também acontece nas aldeias”.

“Hoje, uma política pública de envelhecimento tem de ser feita a pensar nas pessoas concretas e não na idade que têm”, sublinhou, acrescentando que há pessoas que “têm a sua vida completamente normal, sem precisar de apoio e depois há outras que precisam de apoio. É para essas que as entidades públicas devem dirigir as suas preocupações”.

O professor lembrou que há um grupo da população, com mais de 65 anos, que se gozar de boa saúde e viver bem integrado “não deve ser necessariamente o alvo prioritário da nossa preocupação”, sublinhando que quando se fala do grupo dos 65+, “estamos, muitas vezes, a misturar realidades que são muito distintas”. Aliás, a idade da “reforma oficial é aos 67 anos, pelo que falar em idade ativa dos 15 aos 64 anos é, neste momento, um erro”.

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Proximidade reforça atuação da GNR nas comunidades pequenas

VTM

A sessão contou com a presença de José Pereira, adjunto do comandante do Posto Territorial de Armamar, e teve como objetivo abordar o papel das forças de segurança em territórios de menor dimensão, os desafios específicos com que se deparam e a importância de estarem próximos das populações para prevenir, acompanhar e responder às diferentes realidades do território.

Segundo Sílvia Teixeira, técnica do município e membro da organização, a escolha da GNR para uma das sessões teve como principal objetivo “quebrar o gelo existente em relação à força militar da GNR e aproximar a população da instituição”.

A responsável explicou que a intenção era transmitir a ideia de que a GNR pode ser vista como um aliado e não como uma força adversária. “O que pretendíamos era que as pessoas sentissem, de facto, que do outro lado estão pessoas que as apoiam e em quem podem confiar”, afirmou, acrescentando que a população deve encarar a Guarda como “um porto seguro nas nossas comunidades e como uma força que contribui para que as pessoas possam viver cada dia com mais segurança e conforto”.

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Espaço cidadão leva proximidade de serviços e literacia digital à Freguesia da Tôr

Abriu portas esta quarta-feira o novo Espaço Cidadão da Tôr, que agrega num único local diversos serviços da administração pública.

A partir de agora, a população desta freguesia do barrocal não terá de fazer grandes deslocações (até Loulé ou mesmo Faro) para resolver os seus problemas, “perdendo horas e dias em deslocações e filas de espera, apenas para tratar de uma simples burocracia”, como explicou André Pedro, o presidente da Junta de Freguesia. Uma situação agravada pelo facto de se tratar de uma população idosa e/ou com menor mobilidade e, nesse sentido, este espaço constitui “uma verdadeira revolução” no quotidiano de quem aqui vive.

Num único balcão, a funcionar no edifício da Junta, e com o atendimento de duas funcionárias, estão aqui concentrados mais de uma centena de serviços, entre os quais a Chave Móvel Digital, a renovação da Carta de Condução, a alteração de morada no Cartão do Cidadão, prestações da Segurança Social, serviços das Finanças, dos Registos e Notariado, do IMT, do Serviço Nacional de Saúde ou do Instituto de Emprego e Formação Profissional.

A par dos serviços de proximidade, o presidente da Câmara de Loulé, Telmo Pinto destacou a importância deste Espaço Cidadão em termos de literacia e inclusão digital da população, através do atendimento assistido. “Com o apoio dos funcionários, este balcão também permitirá capacitar as pessoas que têm mais dificuldade com o telemóvel ou com o computador, ajudando-os a trabalhar com as novas tecnologias”, notou o autarca.

Este Espaço Cidadão passará a integrar a rede concelhia que conta já com balcões em Almancil, Alte, Boliqueime, Quarteira, Salir, Loulé (integrado na Loja do Munícipe).

Numa altura em que é inaugurado mais um serviço descentralizado no concelho, Telmo Pinto enalteceu o importante trabalho conjunto com as juntas de freguesias do concelho que tem sido realizado nos últimos 9 meses. No caso da Tôr, são exemplo disso não só este Espaço Cidadão, mas também a requalificação da extensão de saúde (recentemente inaugurada), a instalação de um multibanco ou o projeto para a criação de uma mercearia.

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