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Corretoras de seguros atingem 22% de retorno de capital em 2025


As 20 maiores corretoras de seguros em Portugal registaram, em 2025, um volume de negócios agregado de 317,9 milhões de euros e resultados líquidos de 41,27 milhões, correspondentes a uma rentabilidade dos capitais próprios (ROE – Return on Equity) de 23%, abaixo dos 27% de 2024. Veja a rentabilidade, uma por uma, em baixo.

Carlos Gaspar é diretor geral da Gaspar & Costa, agente de seguros que nasceu há 53 anos e se tornou corretora em 2023. Com sede em Pombal e presença forte em Leiria e Marinha Grande, é a 18ª maior corretora em Portugal com 3,5 milhões de receitas, 48 empregados, 16.300 clientes e parceira de 32 seguradoras diferentes.

A descida do ROE deveu-se ao aumento de 34% dos capitais próprios das 20 maiores corretoras, para 180 milhões de euros, enquanto os resultados líquidos cresceram “apenas” 12%, para 41,2 milhões de euros. Este aumento dos capitais próprios foi impulsionado, em grande parte, pela holding MDS, que realizou prestações acessórias no valor de 25 milhões de euros na MDS Corretora.

Entretanto a ASF, entidade supervisora do setor, divulgou o seu Relatório sobre a Atividade da Mediação de Seguros 2025. Neste estudo analisou o universo das 68 corretoras que operaram em Portugal em 2025. Para todas, os resultados líquidos totalizaram 48,29 milhões de euros e o ROE atingiu 22%, pelos valores indicados pode concluir-se que as TOP 20 significaram 85% do total dos lucros dos corretores.

Fonte: ASF

A informação da ASF confirma que rendibilidade dos capitais próprios (ROE) manteve-se positiva desde 2021 mas recuou em 2024 e 2025, depois de atingir o valor mais elevado em 2023. O supervisor alerta que a redução da ROE não traduz necessariamente uma deterioração dos resultados, mas confirma sobretudo o aumento da base de capital sobre a qual é calculada a rendibilidade.

A muito rentável Gaspar & Costa

A Gaspar & Costa manteve a liderança no ranking das corretoras mais rentáveis para os seus proprietários. Obteve um ROE de 95%, seguiu-se a, agora em trânsito para o Grupo Rego, Corbroker, com 86% e a Sabseg, com 83%. Estes valores mostram uma elevada capacidade de gerar resultados face aos capitais próprios contabilizados, embora rácios tão elevados possam também refletir uma base de capital relativamente reduzida. A Costa Duarte (53%) e a F. Rego (51%) completam o grupo das cinco corretoras com maior retorno do capital próprio.

A SegUp (42%), a Seguramos (41%) e a Diagonal (40%) também registaram ROE de 40% ou mais. Entre as grandes corretoras internacionais, Marsh e AON apresentaram ambas um retorno de 28%, enquanto a WTW ficou nos 18%. A Concentra atingiu 27%, enquanto a Villas Boas ACP ficou nos 24% e a Verspieren nos 23%. A Sosel conseguiu 22% e a Verlingue 21%. No extremo inferior, a NacionalGest apresentou um ROE praticamente nulo, enquanto a MDS registou um valor negativo de 5%, refletindo um resultado líquido negativo de 1,84 milhões de euros.

A MDS, líder de mercado por receitas em 2025, apresentou no ano um resultado líquido negativo de 1,84 milhões de euros e uma ROE de -3,7%, sendo a única das 20 maiores corretoras com rendibilidade negativa. A causa está identificada pelo grupo e deve-se à concentração de custos na MDS – Corretora, a empresa do grupo registada como tal junto da ASF. O negócio em Portugal está disperso por diversas participadas na mediação de seguros e, assim, o grupo anuncia receitas em Portugal de 95,9 milhões de euros e um resultado líquido agregado de 10,8 milhões.

A principal conclusão é que a dimensão do negócio não determina, por si só, a rentabilidade do capital. A Gaspar & Costa e a Corbroker apresentam os ROE mais elevados, apesar de terem volumes de negócios muito inferiores aos da MDS, da Sabseg, da AON ou da Marsh. A leitura do indicador exige, contudo, cautela: um ROE elevado pode resultar de lucros expressivos, de capitais próprios reduzidos ou de ambos. Por isso, deve ser analisado em conjunto com os resultados líquidos, a evolução dos capitais próprios e a rentabilidade das vendas (ROS), para distinguir uma operação efetivamente mais rentável de um rácio elevado devido à estrutura de capital.

Assim, a análise da rentabilidade das vendas (ROS – Return on Sales) das 20 maiores corretoras de seguros em Portugal mostra que a Gaspar & Costa lidera em 2025, com uma margem de 29,9%, seguida da Costa Duarte, com 25,1%, e da Villas Boas ACP, com 24,1%. O indicador mede a proporção do volume de negócios que se transforma em resultado líquido: por cada 100 euros de vendas, a Gaspar & Costa gerou cerca de 29,90 euros de lucro. A Corbroker alcançou 21,4%, a WTW 19,7%, a F. Rego 19,6%, a AON 19,4%, a João Mata 18,3%, enquanto a Sabseg e a Verlingue registaram ambas 18,1%. Estes valores evidenciam diferenças importantes na capacidade de converter receitas em resultados.

Solidez e liquidez, além de rentabilidade

A ASF acompanha de perto a situação económica e financeira das corretoras identificando eventuais vulnerabilidades suscetíveis de afetar a continuidade e a sustentabilidade da respetiva atividade. Por esse motivo, analisa as demonstrações financeiras anuais de cada corretora, incluindo as respetivas notas às demonstrações financeiras, para compreender de forma mais detalhada a evolução da situação patrimonial, financeira e económica de cada entidade.

A preocupação da ASF é essencialmente a robustez financeira destas entidades, designadamente quanto à respetiva estrutura de capitais, capacidade de cumprimento das responsabilidades assumidas e liquidez disponível para fazer face aos compromissos de curto prazo.

Assim, e para além da rentabilidade geral e dos capitais próprios, o supervisor está particularmente atento a:

  • Rácio de autonomia financeira: calculado através da relação entre o Capital Próprio e o Ativo, cujo mínimo exigido é de 15%;
  • Rácio de solvabilidade: calculado através da relação entre o Capital Próprio e o Passivo, cujo mínimo exigido é de 20%;
  • Rácio de liquidez geral: calculado através da relação entre o Ativo corrente e o Passivo corrente, cujo limiar regulamentar é de 100%.

Também estes indicadores estão bastante positivos para o conjunto das corretoras:

Fonte: ASF

Para o regulador, o rácio de autonomia financeira dos corretores de seguros e mediadores de resseguros manteve-se acima do mínimo regulamentar, de 15%, desde 2021 embora tenha recuado nos dois últimos anos. Apesar desta redução, os capitais próprios continuavam a representar cerca de 41% do ativo no final do período, refletindo “uma estrutura de financiamento sólida e uma dependência relativamente limitada de capitais alheios”, refere a ASF.

Também o rácio de solvabilidade manteve-se significativamente acima do mínimo regulamentar, de 20%, nos últimos cinco anos, embora tenha recuado nos dois últimos anos. Apesar desta redução, o Supervisor comenta que “a margem de solvabilidade continuava confortável no final do período, com o rácio a situar-se 49 pontos percentuais acima do mínimo exigido, evidenciando a manutenção de uma capacidade de cobertura dos requisitos regulamentares substancialmente superior ao limite legal”.

Por último, o rácio de liquidez geral dos corretores de seguros e mediadores de resseguros manteve-se igualmente acima do mínimo regulamentar, de 100%, em todos os anos analisados, oscilando entre 138,6% e 147,5%. A evolução aponta para a manutenção de “uma capacidade confortável de cobertura dos compromissos de curto prazo através dos ativos correntes, apesar da quebra registada em 2024”, conclui a ASF.

Veja aqui quais as corretoras mais rentáveis para os seus proprietários:

 

 

 

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Recupera Ejército sudanés territorios al sureste del país

Jartum, 22 oct (Prensa Latina) Como parte de una ofensiva en el sureste de Sudán, el Ejército informó hoy sobre avances en los combates contra los paramilitares, en el estado de Nilo Azul.

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Millones de ciberataques en pocas horas, tras descubrir la IA un fallo en el corazón del 70% de las webs

Tareas del día a día en internet, como consultar una cuenta bancaria, comprar un billete para viajar o hacer un trámite administrativo online, se han encontrado en las últimas 24 horas con un serio obstáculo: empresas y gobiernos de todo el mundo habían desconectado las páginas web con las que los ciudadanos realizan esas gestiones. Organizaciones públicas y privadas tomaron esta decisión como precaución tras desvelarse este martes dos fallos críticos —descubiertos por una inteligencia artificial— en el lenguaje de programación PHP, usado en casi el 70% de las webs.

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© Vincent West (REUTERS)

Un programador trabaja con código PHP en Guernica (España), el 22 de octubre
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Consumo de combustíveis ainda cresce 0,5% na Madeira até Setembro

A introdução no consumo de gasóleo e gasolina na Região Autónoma da Madeira (RAM) totaliza 128,6 milhões de litros nos primeiros nove meses de 2026, mais 0,5% face ao período homólogo, segundo dados da Alfândega do Funchal divulgados hoje pela DREM.

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Condenan a cuatro años de prisión a líder opositora tunecina

Túnez, 22 de oct (Prensa Latina) La líder opositora tunecina, Olfa Hamdi, fundadora del partido Tercera República, fue condenada a cuatro años de prisión por un Tribunal Militar de esta capital, informaron hoy aquí medios locales.

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Denuncian crímenes de guerra de paramilitares sudaneses en El Fasher

Jartum, 22 oct (Prensa Latina) Entidades No Gubernamentales denunciaron hoy que los paramilitares sudaneses cometen crímenes de lesa humanidad contra la población de El Fasher, capital del estado de Darfur Norte.

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Arthur Harari: "Um filme ganha vida quando nos escapa"

Entrevista com o cineasta francês sobre "A Desconhecida", que se estreia agora em Portugal. Uma obra que não procura tranquilizar o espectador nem esclarecer todas as suas dúvidas. 

© Getty Images for IMDb

Arthur Harari, sobre “A Desconhecida”: “Precisava de dar ao filme uma identidade própria, mesmo sem saber ainda exactamente o que ele viria a ser”
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La violencia se instala entre policía y manifestantes en Albania: “Es legítima cuando el Estado te ignora y agrede”

Un estudiante de 23 años, con una máscara antigás, conversa con otros activistas a apenas un metro de los antidisturbios ante el Ministerio de Educación. El edificio aún tiene los cristales de las ventanas rotos tras nueve días de protestas violentas. Es miércoles y la ciudad parece un campo de batalla donde se ha acordado una pequeña tregua entre las partes. Muchos comercios céntricos tienen el cierre metálico echado con un pequeño cartel que dice: “No nos hagáis destrozos. Estamos con vosotros”. Los antidisturbios se han empleado a fondo durante una semana y media para contener las protestas de jóvenes que reclaman la dimisión del primer ministro, Edi Rama, tras cuatro mandatos y 12 años en el cargo.

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© Florion Goga (REUTERS)

Manifestantes hacían gestos a los agentes de policía antidisturbios durante una protesta estudiantil contra el Gobierno en Tirana (Albania), el 21 de octubre de 2026.
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Francisco Comes acusa PSD e CDS de "traírem os bombeiros voluntários"

O deputado madeirense Francisco Gomes acusou, em nota de imprensa, o PSD e o CDS de "traírem os bombeiros voluntários", depois de ambos os partidos terem votado contra um projecto do Chega (CH) destinado a valorizar os bombeiros das associações humanitárias, melhorar as suas condições de trabalho e reforçar a capacidade operacional dos corpos de bombeiros. A iniciativa foi chumbada na sessão plenária de ontem, tendo contado também com a abstenção do PS.

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Francisco Comes acusa PSD e CDS de "traírem os bombeiros voluntários"

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Sporting a falhar, economia a fraquejar e protestos pela habitação dominam a imprensa

A derrota do Sporting frente ao Lask Linz, por 2-3, em Alvalade, domina as primeiras páginas dos jornais desportivos, que destacam a reviravolta austríaca e as dificuldades sentidas pelos leões nesta jornada da Liga dos Campeões. A actualidade futebolística estende-se aos compromissos europeus do Benfica, do Braga e do Torreense esta quinta-feira, enquanto o FC Porto enfrenta preocupações com os resultados e a consistência defensiva. Na imprensa generalista, sobressaem os protestos e a actuação policial, o agravamento dos encargos com o crédito à habitação, a crise habitacional e os dossiers políticos do Governo. A guerra na Ucrânia, as negociações para a paz, a economia e o mercado de trabalho completam os principais temas deste dia 22 de Outubro de 2026.

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Anni B Sweet: “Está bien ser reivindicativo en redes, pero hay que seguir siéndolo cuando no tienes la pantalla delante”

Anni B Sweet: “Está bien ser reivindicativo en redes, pero hay que seguir siéndolo cuando no tienes la pantalla delante”

La artista publica ‘Alegría’, disco en el que se inspira en la psicodelia de los 60 para combatir el mito de que solo se hace buena música desde la tristeza y destacar la importancia de las salas frente a los grandes recintos

Twin Temple, la banda que defiende el satanismo como símbolo de la libertad absoluta y canta canciones de amor

Vídeo de la entrevista completa a Anni B Sweet

Hay grietas que se abren y por las que se cuelan cosas diferentes. Entre ellas, los ápices de felicidad en momentos de bajón. Es algo que Ana Fabiola López (Málaga, 1987), conocida artísticamente como Anni B Sweet, ha aprendido leyendo la literatura de André Breton. “No hay que quedarse con lo que se tiene delante, hay que usar la imaginación para meter fantasía dentro de nuestra realidad, que también es parte de ella”, afirma la artista a elDiario.es. Es así cómo nació Alegría, su quinto álbum de estudio y el predecesor de Universo por estrenar (2019).

Tras una etapa marcada por el freno de la pandemia y una extensa gira para promocionar su anterior trabajo, Anni B Sweet ha necesitado siete años para volver a publicar un disco en solitario. Entre medias ha sacado diversos proyectos, como su álbum colaborativo con la banda Los Estanques titulado Burbuja Cómoda y Elefante Inesperado (2022). Sin embargo, no ha sido hasta que ha intentado combatir la tristeza extrema cuando ha logrado crear canciones que beben de la psicodelia de los 60, inspiradas por los ritmos luminosos de la música brasileña.

“Leer a Breton me ha ayudado a quitarle hierro a las cosas y a ensanchar el paisaje. Me hizo pensar que me estaba perdiendo un montón de historias más y provocó que escribiera de una manera diferente”, confiesa Anni B Sweet. Todas esas historias perdidas se ven reflejadas en sus nuevos temas, en los que cuestiona la obligación constante de tener sentimientos positivos y se deja llevar por la complejidad del ser humano. Los presentará en un tour que arranca en Barcelona el 19 de noviembre y sigue por Valencia, Granada, Madrid, Oviedo y Ponferrada.

La cantante Anni B Sweet posa tras su entrevista en elDiario.es
La cantante Anni B Sweet posa tras su entrevista en elDiario.es

El disco nos sumerge en la psicodelia de los 60. ¿Echa algo de menos de esa época?

Lo que veo en la música de los años 60 es mucha imaginación, fantasía y detalle. Había una gran libertad que quitaba el corsé del pop que parece exigirte una estructura fija. Y la gente estaba más habituada a escuchar ese tipo de canciones, donde se iba de un paisaje a otro. El pop era más “redondito”. Esa música siempre me ha inspirado mucho y me ha dejado espacio para hacer cosas en lugar de tener que cerrarme a algo.

Se dice que los artistas hacen mejor música desde el dolor, pero ¿habría que valorar el hacer arte desde la alegría?

A mí la tristeza me gusta mucho porque profundizas y te permite encontrar otras cosas, pero la tristeza extrema no me dejó componer. Cuando estás en un momento muy malo, es difícil tener ganas de levantarte de la cama y ponerte a escribir canciones.

Cuando se mudó a Aranjuez buscaba silencio, pero ha contado que ese silencio también le resultó difícil.

El silencio también te trae la soledad, y no es lo mismo sentirse solo que estar solo. Estar solo físicamente está bien; estás en casa y necesitas tranquilidad para componer, pero hay veces que cuando te metes mucho en ese estado te cala un poquito más. Parece que desconectas de todo, aunque a veces desconectar de todo es conectar más que nunca. Hay un equilibrio que es complicado, y hubo momentos en los que dije: “Creo que me pasé”. Sentí esa soledad que ya no hace tanta gracia.

Hoy parece que es más difícil que nunca alejarse del ruido.

Es muy complicado porque apetece mucho alejarse de todo lo que está sucediendo. Además, yo ya no retengo nada: miro algo y paso rápido a otra cosa. Hablamos de estar conectados, pero estamos superdesconectados. Y ahora también necesitas estar en las redes: haces un disco y tienes que hacer la promoción o parece que desapareces. Lo llevo regular, sobre todo porque cuando hay tanto ruido no me da tiempo ni a pensar, y sin tiempo para pensar es muy complicado saber explicarte y contar las cosas de la mejor manera posible.

¿Estamos usando las redes correctamente?

Según cómo las uses, son un arma de doble filo. Dejando a un lado todo el tiempo que perdemos en las pantallas, siempre está bien compartir y comunicar las cosas importantes que están sucediendo para que ocupen espacio. Para eso están muy bien las redes sociales, pero que no se quede solo en eso. Está bien comunicarse, pero hay que seguir con ese sentimiento reivindicativo cuando no estás con la pantalla delante.

Y también está el problema de los algoritmos.

Eso sí que es terrible. Si miras pájaros un par de veces, ya todo lo que te viene son noticias de pájaros y te puedes llegar a creer que lo que está sucediendo en el mundo va de pájaros, por poner un ejemplo absurdo. Pasa eso con todo. Tenemos que tener en cuenta que lo que hay ahí es solo un añadido y no quedarnos únicamente con eso.

Se comparten todo el tiempo mensajes de que hay que ser felices y aprovechar el tiempo. ¿Acaba siendo un lastre?

Según en qué momento estés de tu vida, te puede venir bien un consejo de esos, pero hay demasiada imposición del tipo “tienes que...”. Al final, trato de escucharme, de atender a los pensamientos que tengo en la cabeza, a cómo me siento y qué es lo que necesito, pero muy difícil por todo el ruido y lo que influye alrededor. Es verdad que a veces resulta dañino dar cierto tipo de consejos que no son tan sencillos, aunque todos queremos estar contentos, claro.

Se dice que la música lo cura todo. ¿Es cierto?

La música hace muchísimo, aunque no sería justo decir que lo cura todo de manera literal. A mí me ha ayudado a salir de muchísimos agujeros. En este último, escuchando música volví a tener ganas de moverme. Me vi bailando en casa estando de bajón; no me sentía bien, pero el cuerpo se movía y pensaba que el cuerpo sabe antes que la cabeza que la cosa va mejorando. Es como cuando ves a un niño chico y le pones música: se mueve de verdad. La música mueve y cura, pero no lo cura absolutamente todo, es solo una forma de hablar.

En su música es productora y arreglista. ¿Las mujeres tienen menos posibilidades como productoras?

Sí, puede ser. Hay muchas y muy buenas, aunque a lo mejor no se les ha dado el espacio o no se les ha dado la importancia cuando lo han dicho. Llevo años diciendo que había producido la demo de mi disco anterior, y en este he entrado mucho más de lleno, pero son cosas que a veces se pasan por alto. Hay una parte del proceso de la que casi nunca se habla, y es esa en la que estás sola componiendo, grabando los teclados, buscando los colores y generando la atmósfera de la canción antes de poder trabajarla con gente que te entienda.

Debutó en la industria con 21 años en 2009. ¿Le da miedo envejecer?

No si envejezco bien. Si la memoria no me falla, voy haciendo las cosas que quiero, aprendiendo nuevos instrumentos y buscando la manera de transmitir lo que quiero siendo leal a ello, me da igual que me pasen los años por encima. Lo único es que en la industria musical parece que hay un poco de miedo a envejecer, sobre todo para las mujeres. Parece que cuando llegamos a ciertas edades ya no estamos dentro de algunas escenas, pero se está hablando de ello y cada vez somos más conscientes. Sería lo suyo que cambiara.

Su agenda de conciertos combina actuaciones en salas con festivales. ¿Qué sigue teniendo una sala que no le aporta un festival?

En la sala tenemos más tranquilidad para hacer una buena prueba de sonido. Para mí es muy importante que el directo suene bonito; todo lo que nos curramos en el estudio hay que llevarlo bien al directo. Necesitamos tiempo para sonorizarnos y estar cómodos para dar el concierto que el público merece cuando va a verte. Los festivales te dan público nuevo que a veces no iría a un concierto tuyo, y eso es muy bueno, pero allí todo es muy rápido. Llegas, no tienes tiempo para hacer pruebas completas y te tienes que ubicar rápidamente.

Sin embargo, parece que se prioriza el recinto: hacer un Movistar Arena o un Metropolitano.

Tal cual. No sé si es tirar piedras sobre mi tejado, pero no me veo haciendo un Movistar Arena. No me gusta si el sonido se pierde, a no ser que el recinto esté preparado increíblemente bien para que el sonido llegue perfecto hasta al que está en la otra punta. Prefiero hacer cuatro o cinco salas más pequeñas que un lugar gigantesco. Hay mucha más conexión. Obviamente, poder decir que has llenado un Movistar Arena sería la leche, pero priorizaría el sonido frente al lugar porque la experiencia va a ser más bonita para todos.

Ahora los precios de los festivales están desorbitados y los horarios muchas veces impiden que vayan los niños. ¿Hay que cuidar más a la audiencia?

Nos debemos a ellos y me preocupo un montón por el público; quiero que escuchen bien lo que llevo años trabajando, porque se lo merecen al venir a verte y quieren llevarse un buen recuerdo. Pasa lo mismo con lo de escuchar música por el teléfono: he estado meses mezclando y masterizando un disco para que luego alguien lo ponga por el altavoz del móvil y no se escuche ni el bajo ni sus matices. También es una manera de educar: decirle a la gente que escuche el disco con buenos altavoces, en el sofá o en el coche porque la experiencia cambia muchísimo.

En el pasado ha reivindicado la necesidad de que haya más mujeres en los festivales de música.

La solución está en manos de los que contratan y de los promotores. Entiendo que necesitan sacar ciertas cantidades para rentabilizar un festival de esas magnitudes, pero hay grupos de mujeres que pueden llevar a eso. Si las vetan o dejan fuera, el público tampoco las descubre; es la pescadilla que se muerde la cola. Se deberían poner normas en las que en un cartel haya la misma cantidad de hombres que de mujeres. Eso obligaría a escuchar a las muchísimas mujeres que están haciendo una música increíble y que no están teniendo el mismo espacio ni trato que los hombres. Hay mujeres de sobra para hacer festivales enteros. Hay que ponerse con ello y no mirar solo los números de escuchas que tiene una persona en plataformas digitales por una o dos canciones.

Quizá también falten más mujeres dirigiendo festivales y en los despachos.

Y más mujeres que quieran escuchar a mujeres. Todo eso sería de gran ayuda. Está empezando a moverse, pero falta muchísimo camino. He estado en varios festivales donde pienso: “¡Qué guay!”. Pero luego me doy cuenta de que soy casi la única mujer allí. Te sorprende todavía un montón en el año en el que estamos y con la de tías que hay haciendo cosas increíbles.

Vídeo de la entrevista completa

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Zelensky señaló que Estados Unidos propuso una cita trilateral con Rusia “lo antes posible”

Volodimir Zelensky aceptó la posibilidad de paralizar las operaciones militares sobre la línea actual del frente como medida inicial (Europa Press)

Volodimir Zelensky señaló que Estados Unidos propuso una cita trilateral con Rusia “lo antes posible” para reactivar las conversaciones de paz, después de que el enviado de la Casa Blanca Steve Witkoff se reunió con el presidente ruso, Vladimir Putin, en San Petersburgo.

“Recibimos una respuesta de que Rusia, por lo que entendemos de la reunión, apoya un encuentro trilateral a nivel de equipos”, declaró Zelensky durante su regreso a Kiev desde Noruega. “La parte estadounidense propuso celebrarlo lo antes posible y nosotros lo apoyamos”, añadió.

El mandatario ucraniano planteó que la reunión debería realizarse en noviembre y dijo que esperaba que ocurriera, como máximo, durante los primeros días de ese mes. “Nuestros socios estadounidenses harán todo lo posible para que el encuentro se celebre lo antes posible”, afirmó.

Zelensky explicó que el objetivo de la próxima ronda consistiría en establecer medidas para detener los combates y preparar una eventual reunión entre los líderes de los tres países. “La agenda está clara: detener la guerra, acercar la paz y preparar todo para una reunión a nivel de líderes”, manifestó.

El Kremlin, por su parte, confirmó que Putin aceptó retomar las conversaciones mediadas por Estados Unidos. El asesor presidencial ruso Yuri Ushakov sostuvo que una nueva ronda podría celebrarse alrededor del 10 de noviembre en Abu Dabi, capital de Emiratos Árabes Unidos.

Rusia aceptó reanudar conversaciones de paz con Ucrania (Sputnik/Evgeny Messman/Pool via REUTERS)

Ushakov señaló que Moscú busca concentrar las negociaciones en la construcción de un sistema de seguridad para Rusia y Ucrania tras el final de la guerra. También transmitió a Witkoff la posición de Putin sobre la situación militar, al asegurar que las tropas rusas conservaron la iniciativa en el frente. Ucrania y sus aliados europeos cuestionaron esa versión y señalaron que los combates permanecieron estancados en varios sectores.

La propuesta para reanudar el diálogo llegó luego de una serie de encuentros diplomáticos en Oslo. El martes, Zelensky se reunió en la capital noruega con Witkoff, el primer ministro de Noruega, Jonas Gahr Støre, y el presidente de Finlandia, Alexander Stubb. Además, Jared Kushner, yerno del presidente estadounidense Donald Trump, participó de manera remota.

Støre calificó la reunión como “buena y constructiva” y aseguró que los equipos de Estados Unidos y Europa realizaron trabajo sustancial junto a Ucrania sobre asuntos centrales. Stubb sostuvo que “fue un buen día para la paz” y anticipó entonces que Witkoff viajaría a San Petersburgo para presentar a las autoridades rusas los asuntos debatidos en Oslo.

Después de ese encuentro, Zelensky afirmó que Ucrania apoyaba propuestas para un alto el fuego, el final de la guerra, una tregua en los ataques contra infraestructuras energéticas y medidas humanitarias. El presidente ucraniano también dijo que aceptaría una paralización de la guerra sobre la línea actual del frente como paso inicial.

“Lo llamamos alto el fuego o detener las muertes, como lo llamó el presidente Trump. Congelar y detener. Y, por supuesto, eso es lo mínimo que necesitamos de Rusia hoy”, expresó Zelensky. Añadió que las garantías de seguridad para Ucrania podrían debatirse después de que cesaran los ataques.

Trump declaró el miércoles que el conflicto estaba próximo a una posible resolución. “El otro día hablé con Vladimir Putin sobre resolver su guerra con Ucrania, y creo que estamos más cerca, tal vez más cerca que nunca”, sostuvo el presidente estadounidense.

El presidente de Estados Unidos, Donald Trump, ya habia exigido este martes a su par ucraniano, Volodímir Zelensky, que acepte un acuerdo de paz con el ruso Vladímir Putin (Reuters)

La reunión de Witkoff y Putin se produjo mientras Kiev enfrenta nuevos ataques rusos. Varias viviendas de la capital ucraniana resultaron alcanzadas por misiles durante la noche del miércoles y seis personas sufrieron heridas, según informó el alcalde Vitali Klitschko.

El ataque ocurrió horas después de que Moscú se declarara dispuesto, “en principio”, a retomar el diálogo. Las conversaciones trilaterales quedaron suspendidas en febrero, mientras Rusia incrementó sus ofensivas aéreas y Ucrania afrontó dificultades para disponer de interceptores occidentales contra misiles.

Durante su visita a Noruega, Zelensky también abordó la cooperación de inteligencia con Estados Unidos. El presidente ucraniano sostuvo que recibió una llamada del secretario de Estado estadounidense, Marco Rubio, y aseguró que Kiev volvió a contar con alertas tempranas sobre ataques rusos.

“Agradecemos que la inteligencia funcione ahora. Hablo de alerta temprana, que es muy importante para nuestra gente, para los niños, los adultos y los civiles, porque podemos escuchar cuándo viene un misil balístico”, declaró Zelensky.

(Con información de AFP, BBC, EFE y Reuters)

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