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Trump pede para Musk retirar restrições da Starlink na Ucrânia, diz jornal

O presidente dos EUA, Donald Trump, ligou para Elon Musk e pediu para ele suspender as restrições ao uso do Starlink pela Ucrânia, informou o WSJ (Wall Street Journal) nesta quinta-feira (22), citando autoridades americanas.

O sistema Starlink estava funcionando de maneira mais estável nesta quinta-feira, pouco depois da conversa entre Trump e Musk, segundo autoridades americanas e ucranianas citadas pelo jornal.

Algumas autoridades ucranianas disseram ao jornal que o sistema não foi restabelecido por completo, mas estava operando em velocidades mais altas do que sob o limite imposto.

O presidente Volodymyr Zelensky disse mais cedo, nesta quinta-feira, que a velocidade do Starlink não havia sido restabelecida para a Ucrânia, acrescentando que esperava conversar com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nos próximos dias.

Trump disse a Musk que estava frustrado porque as velocidades do sistema continuavam limitadas, segundo o WSJ, citando autoridades.

Rubio disse na quarta-feira que as decisões sobre o acesso da Ucrânia ao Starlink cabiam à empresa controladora, a SpaceX, e ao seu presidente-executivo, Musk, e não à Casa Branca.

A Ucrânia usa o Starlink para comunicações no campo de batalha e para operações com drones.

A restrição ao serviço de satélite prejudicou as missões de drones de ataque e de defesa aérea do país contra a Rússia.

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Trump injeta US$ 277 milhões em reta final da campanha republicana nos EUA

O presidente americano Donald Trump injetou mais de US$ 277 milhões em uma blitz publicitária de última hora, em TV e correio, nas seis semanas finais da campanha das eleições de meio de mandato nos EUA.

O objetivo é ajudar candidatos republicanos que enfrentam dificuldades em várias disputas que são fundamentais para as chances do partido manter o controle do Congresso americano.

O maior volume de dinheiro foi direcionado às disputas pelo Senado no Texas, em Michigan e em Ohio, onde os candidatos republicanos estão em corridas apertadas e atrás dos desafiantes democratas na maioria das pesquisas, segundo dados da FEC (Comissão Eleitoral Federal).

Trump afirmou nas redes sociais que planejava gastar de US$ 400 milhões a US$ 500 milhões até o dia da eleição, que está a menos de duas semanas de distância.

O presidente americano canalizou US$ 225 milhões dos gastos recentes por meio de dois “super PACs” – comitês que arrecadam dinheiro de doadores para candidatos ou causas políticas nos EUA.

Foram gastos mais de US$ 36 milhões na disputa pelo Senado no Texas em favor do republicano Ken Paxton, US$ 30,1 milhões para ajudar Mike Rogers em Michigan e mais de US$ 28 milhões em apoio a Jon Husted em Ohio.

As três cadeiras são fundamentais para que os republicanos mantenham o controle do Senado, onde o partido tem maioria de 53 a 47.

Os democratas precisam conquistar pelo menos quatro cadeiras nas eleições de meio de mandato de novembro para ganhar o controle do Senado, de 100 cadeiras.

Suas chances melhoraram à medida que os preços astronômicos dos combustíveis, as operações do ICE e a guerra com o Irã levaram a popularidade de Trump a níveis historicamente baixos.

Os dados mais recentes do analista eleitoral Nate Silver colocam as chances dos democratas de conquistar o Senado em mais de 77%, com maioria de 53 a 47, e as da Câmara em mais de 94%, com maioria de 240 a 195.

Elon Musk juntou-se a Trump no despejo de dinheiro no Texas, para onde Musk transferiu as sedes da Tesla e da SpaceX nos últimos anos.

Eleições nos EUA: O que muda se Trump perder a maioria no Congresso?

 

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