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Campanhas de Flávio e Lula vão ao TSE para tratar de quebras de sigilo

Representantes dos candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram nesta quinta-feira (22) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para tratar da apresentação das quebras de sigilo pessoais dos dois presidenciáveis e de aliados.

Integrantes da equipe de Lula chegaram ao TSE por volta de 11h. Compareceram o presidente nacional do PT, Edinho Silva; o senador Camilo Santana (PT-CE); o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral); o ministro Paulo Pereira (Empreendedorismo); e a deputada reeleita Camila Jara (PT-MS).

Pouco depois, também chegaram à sede da Corte Eleitoral a advogada Maria Claudia Bucchianeri e o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), representando a campanha de Flávio.

O “desafio dos sigilos” foi pautado por Lula no último domingo (18), durante debate da Band. Na quarta-feira (21), Flávio impôs condições para aceitar o desafio e disse que só apresentará seus dados depois que o petista entregar os dele. A campanha de Lula marcou, então, para estar no TSE ao final da manhã desta quinta-feira.

Segundo apurou a CNN, o PT entregará a resposta de Lula e confirmará que aceita todas as condições. Sob reserva, fontes afirmam que é preciso que Flávio cumpra o lado dele e levantam dúvida se o senador entregará dados sobre a empresa em que supostamente seria sócio do advogado Willer Tomaz.

Na lista de exigências apresentadas pelo PL estão: abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Daniel Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.

Flávio cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.

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Tarifa zero: Lula diz esperar votação em 2026 e aval ao uso de emendas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feira (21) esperar que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) sobre a “tarifa zero” do transporte pública seja votada ainda em 2026 no Congresso Nacional e que parlamentares colaborem com suas emendas para bancar a medida.

“Eu acho que os parlamentares, mesmo aqueles que não gostam de nós, que são da oposição, vão concordar que é melhor pegar uma parte com as emendas e fazer com que o povo tenha mais dignidade do que gastar dinheiro da forma que eles bem entenderem”, disse em cerimônia no Palácio do Planalto em que assinou o envio da PEC.

De acordo com o governo, a PEC prevê destinar 26,8% do valor reservado às emendas parlamentares impositivas para custear o transporte público gratuito aos finais de semana e feriados. Segundo o ministro Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento), o percentual equivale a R$ 12 bilhões em 2027.

A PEC prevê a gratuidade no transporte público aos finais de semana, mas Lula indicou que este seria um “primeiro passo”. O presidente afirmou que a medida poderia ser estendida caso o governo encontre espaço no Orçamento.

“A gente não consegue fazer tudo de uma vez. É uma experiência. Se essa coisa der certo e a gente conseguir equilibrar o fiscal, podemos tomar medidas mais promissoras em um futuro muito próximo”, completou.

Lula reclamou no Planalto que parte do Orçamento antes controlado pelo Executivo foi destinado às emendas parlamentares nos últimos anos. Em 2026, os deputados e senadores têm R$ 61 bilhões à disposição.

O mandatário ainda voltou a reforçar seu discurso de campanha que combina a tarifa zero e a PEC do fim da escala 6×1. “É justo fazer com que o transporte seja gratuito no final de semana e feriados para que, com mais tempo agora, a pessoa possa visitar seus familiares e amigos e receber as visitas”, completou.

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