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iPhone Duo é o celular mais incrível da Apple em anos. Só tem um problema

Houve muitas vezes em que eu não queria largar o iPhone Duo. Depois que você se acostuma a ler, assistir TV e navegar pelo Instagram em uma tela gigante, é difícil voltar para um pequeno retângulo brilhante.

Há apenas um problema: muitos aplicativos ainda são feitos para aquele pequeno retângulo.

Esta é a experiência de usar o iPhone Duo, o primeiro iPhone dobrável da Apple, que será lançado em 23 de outubro. Seu preço inicial é de US$ 2.000, o que o torna tão caro quanto o mais recente MacBook Pro de 14 polegadas da Apple. (No Brasil, os valores começam em R$ 21.999).

É uma grande mudança para a Apple, que raramente mexe na fórmula vencedora que transformou o iPhone em um negócio que faturou mais de US$ 200 bilhões no ano passado. Mas, depois de anos de atualizações incrementais do iPhone, a Apple enfrentou a pressão de provar que ainda conseguia cativar os consumidores.

Experimentei um pouco desse futuro depois de passar cerca de uma semana com o novo telefone dobrável que a Apple forneceu à CNN Internacional para testes.

O iPhone Duo se tornou meu tablet para assistir à Netflix, um despertador de cabeceira à noite, uma tela extra para assistir futebol no domingo, um monitor em miniatura quando conectado ao meu teclado Bluetooth e uma câmera com tripé embutido.

Mas houve muitas outras vezes — talvez até mais — em que me frustrei porque os aplicativos não funcionavam como deveriam, já que os desenvolvedores ainda não os atualizaram. E apesar da abordagem “simplesmente funciona” da Apple, o iPhone Duo exige um período de adaptação.

Embora o software do iPhone Duo certamente parecesse muito mais fluido e suave do que as alternativas para Android, muitos de seus recursos principais já estão disponíveis em celulares Samsung ou Google há anos.

iPhone Duo
iPhone Duo • Zoe Todd/CNN via CNN Newsource

O que o iPhone Duo pode fazer que um telefone normal não pode?

O iPhone Duo representa a maior mudança que a Apple fez no iPhone em seus quase 20 anos de história.

Ele possui uma tela externa de 5,4 polegadas que, ao ser desdobrada, revela uma tela interna de 7,6 polegadas. Fechado, o iPhone Duo lembra um passaporte, porém visivelmente mais grosso e pesado. Aberto, ele se assemelha a um iPad Mini mais fino e compacto.

Uma das perguntas mais frequentes que recebo sobre o iPhone Duo é se a dobra da tela é visível. A resposta, acredite ou não, é não. A dobra é quase imperceptível ao usar aplicativos ou navegar pela tela inicial, e mal a sinto ao deslizar o dedo na tela.

O formato não convencional do iPhone Duo permite que ele faça coisas que você não conseguiria fazer tão facilmente com um telefone comum. Abra-o como uma tenda ou apoie-o como um livro com a tela bloqueada, e o visor se transformará em um relógio de cabeceira, porta-retratos digital ou calendário.

Alguns aplicativos, como a câmera e o Apple Fitness Plus, serão exibidos na parte superior da tela quando dobrado ao meio como um laptop — mas isso depende se os desenvolvedores programaram seus aplicativos para funcionar dessa forma.

Com o telefone aberto, você pode tirar selfies com as câmeras traseiras enquanto visualiza uma prévia na tela externa, o que foi muito útil quando eu estava gravando o vídeo para esta análise.

O iPhone Duo permite executar dois aplicativos na tela simultaneamente, o que foi útil em situações que envolviam pesquisar informações ou visualizar conteúdo em vários aplicativos. Você pode, por exemplo, arrastar e soltar uma imagem diretamente do aplicativo Fotos para uma mensagem de texto quando ambos os aplicativos estão abertos.

Também usei o modo de tela dividida para mostrar a um amigo minha fantasia de Halloween e o personagem do filme em que ela se baseia, tudo ao mesmo tempo.

Embora seja conveniente, provavelmente não é o motivo pelo qual você compraria um iPhone Duo. A tela interna do Duo é melhor aproveitada quando você dedica toda a tela a um único aplicativo, como a Netflix. Além disso, a tela tem um acabamento fosco, que reduz o brilho e não fica com marcas de dedo facilmente.

Mas muitos aplicativos, incluindo alguns populares como Google Maps, Gmail, Call of Duty Mobile e Uber, não foram atualizados para aproveitar ao máximo essa tela grande quando testei o Duo antes do lançamento. Alguns aplicativos pareciam janelas flutuantes no meio da tela do tamanho de um tablet.

Esses aplicativos podem se expandir para ocupar mais espaço na tela, mas ainda assim não preenchem todo o espaço.

Outros aplicativos foram atualizados para ocupar a maior parte da tela, mas ainda apresentavam uma barra preta na lateral. Isso é o que acontece quando os desenvolvedores não atualizam seus aplicativos usando as ferramentas de desenvolvimento de software mais recentes da Apple, conforme explicado no site da empresa.

A boa notícia é que mais aplicativos foram atualizados, mesmo durante os poucos dias em que tenho o telefone, incluindo Google, TikTok, Instagram e Threads. Mas a incerteza de não saber como um aplicativo vai ficar parece inconsistente e pode ser irritante — e esse é um aspecto em que o Android saiu na frente.

Os aplicativos otimizados para o Duo oferecem uma amostra do que é possível. Meu aplicativo favorito até agora é o jogo de plataforma e quebra-cabeça Planet of Lana, que fica lindo e colorido na tela maior do Duo.

Eu também gostei muito de usar o Apple Books, que permite visualizar as páginas em ambos os lados da tela quando ela está levemente dobrada, como um livro de verdade. (O aplicativo Kindle da Amazon é um dos muitos que ainda não foram atualizados).

Os aplicativos Mensagens e Mail da Apple também mostram a caixa de entrada à esquerda e as mensagens à direita, para que você possa ver tudo de uma vez.

iPhone Duo
iPhone Duo • Zoe Todd/CNN via CNN Newsource

Mas como ele se comporta como um telefone comum?

Pelo preço, o iPhone Duo deveria ser capaz de fazer tudo o que um celular normal faz e muito mais.

Minha maior preocupação era que o design o tornasse desconfortável de usar quando fechado, mas digitar e deslizar na tela externa é surpreendentemente natural e confortável. Cheguei até a preferir o teclado mais largo do Duo ao do meu iPhone 18 Pro.

Ainda assim, houve uma curva de aprendizado no início. Eu vivia apertando o botão da Siri sem querer, que fica na lateral do Duo, quando na verdade queria apertar os botões de volume na parte superior do telefone.

Também não sabia que era preciso ter um aplicativo aberto para usar o modo de tela dividida, em vez de simplesmente abrir um novo aplicativo e arrastá-lo para um dos lados da tela a partir da tela inicial.

A duração da bateria é razoável e condizente com o que se espera de um celular novo. Normalmente, minha bateria estava em 35% ou 46% na hora de dormir, embora isso sempre varie dependendo dos aplicativos que você estiver usando e da frequência com que usa a tela do tablet em comparação com a tela externa.

O iPhone Duo possui câmeras semelhantes às do iPhone 18 Pro, mas com uma diferença fundamental: não há câmera teleobjetiva. Isso significa que as fotos com zoom não ficarão tão nítidas ou claras quanto as tiradas com o iPhone 18 Pro, embora as fotos capturadas por ambos os telefones sejam semelhantes em outros aspectos.

A pergunta que mais me fazem sobre o iPhone Duo é se vale a pena pagar US$ 2.000. É difícil responder a essa pergunta, considerando que ele custa mais do que um mês de aluguel para a maioria dos americanos.

O único motivo para considerá-lo seria se você realmente quisesse uma tela maior do que a de qualquer outro celular, mas que ainda coubesse no seu bolso.

Meu conselho? Espere até que os desenvolvedores tenham mais tempo para otimizar seus aplicativos antes de decidir. Embora o Duo seja interessante, os aplicativos ainda precisam evoluir bastante.

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OpenAI expande anúncios do ChatGPT para mais países

A OpenAI anunciou nesta quarta-feira (21) que está expandindo anúncios no ChatGPT para mais 26 países, elevando o total para 89. A medida é uma tentativa da empresa de reforçar seu negócio de publicidade e impulsionar a receita antes de uma possível oferta pública inicial (IPO).

A empresa afirmou em agosto que seu negócio de publicidade havia atingido uma receita anualizada de US$ 1 bilhão.

A OpenAI começou a testar anúncios no ChatGPT nos Estados Unidos no início deste ano. Desde então, mais de 100 mil anunciantes já veicularam campanhas na plataforma, segundo a desenvolvedora.

A expansão adiciona mais 14 países da América Latina, incluindo Argentina, Chile, Colômbia e Peru. México e Brasil já contavam com anúncios no chatbot de IA.

A publicidade também está sendo incorporada em mercados da Europa, Oriente Médio, África e Ásia, incluindo Nigéria, África do Sul, Sérvia, Ucrânia, Camboja, Bangladesh e Paquistão.

Os anunciantes podem acessar os anúncios do ChatGPT nos novos mercados por meio de parceiros tecnológicos ou obter acesso de autoatendimento via Gerenciador de Anúncios.

As propagandas serão exibidas apenas nos planos Gratuito e Go do ChatGPT. Assinaturas Plus, Pro e Enterprise permanecerão sem anúncios.

Em setembro, a OpenAI apresentou ferramentas com inteligência artificial para anunciantes e começou a testar agentes patrocinados por empresas com anunciantes selecionados nos EUA.

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Quase 500 mil ataques hackers: Brasil é o principal alvo na América Latina

O Brasil continua sendo o principal alvo de ataques hackers na América Latina. Um relatório da NETSCOUT apontou que, no primeiro semestre deste ano, foram 1,1 milhão de tentativas de ataque DDoS na região. Desse número, quase metade (487 mil) foram direcionados ao Brasil.

Ataques DDoS (Distributed Denial of Service, ou Negação de Serviço Distribuída) são tentativas de derrubar um serviço online, site ou servidor por meio de tentativas excessivas de acesso ou solicitações. Isso causa uma sobrecarga no sistema.

Peru, Argentina, Chile e Equador também aparecem entre os cinco países mais visados da América Latina.

Segundo o “Relatório de Inteligência sobre Ameaças de Negação de Serviço Distribuída”, os ataques no Brasil no primeiro semestre de 2026 representaram um aumento de 3,56% em relação ao semestre anterior.

A duração média dos ataques no país foi de 59,31 minutos.

O levantamento analisou 209 países, nas regiões da AMérica Latina, Ásia-Pacífico, Europa, Oriente Médio e África, e América do Norte. Foram mais de 9,1 milhões de ataques DDoS registrados no total no período.

Principais setores afetados

No Brasil, o setor mais impactado foi o de operadores de telecomunicações sem fio (exceto via satélite), que registrou mais de 141 mil ataques no período.

Serviços de hospedagem/infraestrutura de computação vieram na sequência, com 50 mil ataques, seguido de operadores de telecomunicações com fio (28 mil).

A maior duração média de ataques foi no setor de lojas de brinquedos e jogos de hobby. Apesar de ter registrado apenas pouco mais de 2 mil casos, o tempo médio entre detecção e solução foi de 735 minutos.

Em comparação, o menor tempo médio foi no setor de serviços de consultoria em distribuição e logística, com 2.500 casos e média de 13 minutos por ataque.

O relatório ainda apontou que ataques curtos, com duração de um minuto ou menos, quase dobraram sua participação desde o segundo semestre de 2023.

Ataques mais comuns

Segundo o levantamento, o método mais comum de ataque DDoS foi o de caminho direito (direct-path), com 64% dos casos. Nesse ataque, os cibercriminosos sobrecarregam o alvo com tráfego malicioso por meio de IPs reais de dispositivos comprometidos, criando um fluxo contínuo.

O carpet-bombing (bombardeio massivo) também foi destaque, com participação subindo 3,97% dos casos no semestre anterior para 4,54% no primeiro semestre deste ano. Nesse caso, em vez de focar em um único hospedeiro, o tráfego malicioso vai para um bloco inteiro de endereços IPs, como uma rede.

A conclusão do relatório é que equipes de defesa precisam continuar se preparando para uma intensidade de ataques cada vez maior.

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Presidente da OpenAI defende regulação da IA, mas financia grupo opositor

Enquanto executivos da OpenAI intensificam seus apelos públicos por regras federais de segurança para IA, um grupo político que o presidente da desenvolvedora ajudou a financiar está gastando milhões para eleger membros do Congresso que se opõem a restrições à tecnologia.

As práticas de segurança da OpenAI têm estado no centro das atenções nos últimos meses, depois que a empresa revelou que um enxame de seus agentes de IA escapou do controle e invadiu a plataforma de IA Hugging Face.

O presidente da companhia, Greg Brockman, estava entre o grupo de seis executivos de tecnologia que posteriormente assinaram o acordo voluntário de segurança de IA do presidente dos EUA, Donald Trump, em nome de suas empresas, concordando em trabalhar com “auditores independentes” e garantir que suas ferramentas de IA não “invadam ou acessem sistemas técnicos de maneiras não intencionais”.

No entanto, o grupo político Leading the Future, apoiado por uma doação de US$ 25 milhões de Brockman e sua esposa, Anna, se opõe a regulamentações que “restringem ou atrasam indevidamente o desenvolvimento da IA” nos EUA. O grupo está gastando milhões para influenciar o resultado de pelo menos 48 eleições para cadeiras na Câmara dos Representantes e no Senado.

Lucros da IA x regulamentação

O apoio de Brockman gerou críticas de defensores da segurança da IA, que afirmam que isso levanta dúvidas sobre se os executivos da OpenAI realmente desejam que o governo dos EUA imponha requisitos a sistemas de IA poderosos.

Exigências do governo federal podem prejudicar os lucros do setor se atrasarem o lançamento de novos modelos ou levarem as empresas a alterar o funcionamento de seus produtos para atender a preocupações de segurança. A OpenAI e sua concorrente Anthropic estão preparando o terreno para ofertas públicas iniciais (IPOs) que devem estar entre as maiores da história.

“Há líderes na indústria que querem apenas fingir que apoiam a regulamentação porque sabem qual é a opinião pública”, disse Charlie Blaettler, da Guardrails Alliance, um grupo político formado para se opor ao programa Leading the Future. “Mas são os mesmos líderes que criaram um super PAC cujo único propósito era se opor a candidatos que defendem a regulamentação”.

A OpenAI afirmou em uma postagem no blog que a doação dos Brockman foi feita a título pessoal, não em nome da empresa. O porta-voz pessoal de Greg Brockman se recusou a comentar sobre suas doações. Em uma postagem no X de 2025, Brockman disse que “ser a favor da IA ​​não significa ser contra a regulamentação. Significa ser ponderado”.

Jesse Hunt, porta-voz da Leading the Future, não comentou a doação em um comunicado, afirmando apenas que o grupo busca “defensores que possam trabalhar juntos no Congresso para promover uma estrutura regulatória nacional de IA forte e responsável”.

Em setembro, o The New York Times noticiou que os Brockman desistiram de uma promessa de doar mais US$ 25 milhões para a Leading the Future. A Leading the Future se recusou a comentar a reportagem.

Lei federal está acima das leis estaduais sobre IA

Outros colaboradores do projeto Leading the Future incluem Marc Andreessen e Ben Horowitz, que, juntamente com sua empresa de capital de risco, a Andreessen Horowitz, doaram um total de US$ 50 milhões ao grupo, de acordo com registros da Comissão Eleitoral Federal. A Andreessen Horowitz é investidora da OpenAI.

Um dos candidatos apoiados pela Leading the Future é o republicano Andy Barr, que concorre a uma vaga no Senado representando o Kentucky. Em março, Barr declarou ao jornal Lexington Herald-Leader que apoia uma legislação federal que impediria os estados de aprovarem ou aplicarem suas próprias regulamentações sobre IA, um conceito conhecido como preempção.

A Build American AI, uma organização sem fins lucrativos afiliada à Leading the Future, veiculou anúncios em plataformas de mídia social pedindo ao Congresso que aprove um padrão nacional para IA, em vez de permitir que os estados criem suas próprias regras.

A organização Leading the Future também enviou fundos para as republicanas Julia Letlow, candidata ao Senado pela Louisiana, e Amanda McKinney, candidata ao Congresso pelo estado de Washington. Ambas afirmam em seus sites de campanha que se opõem à regulamentação “excessiva” do setor de IA.

A Anthropic, concorrente da OpenAI, doou pelo menos US$ 40 milhões para a Public First Action, um comitê de ação política contrário às leis federais de preempção. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, classificou a preempção federal das leis estaduais como “muito drástica”.

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Cansado de IA? LinkedIn cria recurso para denunciar posts artificiais

Postagens insossas, geradas por IA, fizeram do LinkedIn alvo de muitas piadas na internet este ano. A plataforma ouviu atentamente as reclamações de seus usuários sobre mensagens longas e genéricas, nunca revisadas por mãos humanas.

Com a facilidade sem precedentes proporcionada pela IA para a criação de grandes volumes de conteúdo de forma barata, esse “conteúdo de baixa qualidade” inundou a internet. YouTube, Pinterest, Spotify e outras plataformas têm buscado limitar a quantidade de conteúdo gerado por IA.

Mas o LinkedIn foi particularmente afetado. Navegar pela rede social profissional no início deste ano podia significar ser bombardeado por listas com marcadores, repletas de emojis, referências a “vendas B2B” e pedidos para seguir ou comentar para obter mais informações.

Um relatório publicado em julho pela Pangram, uma empresa de pesquisa que monitora conteúdo de IA online, descobriu que mais de 40% das postagens de formato longo na plataforma foram geradas por IA, em comparação com cerca de 30% no X e no Medium e uma porcentagem menor no Reddit e no Substack.

Agora, o LinkedIn está intensificando sua luta contra a falta de qualidade.

“Eu sei que você acha que está fazendo a coisa certa com sua lista perfeitamente organizada e seu gancho no topo, e que seguiu todos os conselhos de especialistas do LinkedIn na internet”, disse Dan Roth, editor-chefe do LinkedIn e responsável pela estratégia de conteúdo da plataforma, em entrevista à CNN Internacional. “Mas o que funciona é ser humano”.

Há certa ironia nisso, visto que o LinkedIn pertence à Microsoft. A gigante da tecnologia tem incentivado as pessoas a adotarem suas ferramentas de IA para tudo, desde escrita até programação, e enfrenta forte concorrência de empresas como OpenAI e Anthropic.

O LinkedIn já ofereceu ferramentas de IA para editar ou reescrever publicações, embora tenha reduzido recentemente o escopo dessas funcionalidades.

Mas as postagens de baixa qualidade feitas por IA representam um problema para o LinkedIn. Todas começam a soar iguais, disse Roth.

Se os usuários virem muitas postagens genéricas sobre IA, em vez de conteúdo que realmente os ensine algo ou traga uma compreensão mais profunda de uma conexão profissional, o LinkedIn corre o risco de perder para outras plataformas.

Lutando contra a IA desleixada

Em agosto, o LinkedIn lançou um botão que permite sinalizar quando uma publicação “parece ser fruto de inteligência artificial“, que foi clicado mais de 1 milhão de vezes nas duas primeiras semanas.

Agora, a empresa está tentando usar seus próprios sistemas de IA para ajudar a eliminar esse tipo de conteúdo gerado por IA na plataforma e para lembrar os usuários do LinkedIn de como publicar como humanos.

A empresa montou uma equipe composta em grande parte por ex-jornalistas e especialistas em mídias sociais que têm um olhar apurado para reconhecer conteúdo genérico e de baixa qualidade.

Esses especialistas ajudam a treinar o modelo de IA do LinkedIn para identificar publicações autênticas e úteis. Se o modelo sinalizar uma publicação como conteúdo de baixa qualidade gerado por IA, ela terá menos probabilidade de ser compartilhada além das conexões diretas do usuário.

Outro elemento fundamental da estratégia é uma equipe de gestão de criadores que atua como “terapeutas de conteúdo” para executivos, especialistas no assunto e outros usuários do LinkedIn. Muitos deles se acostumaram com a conveniência de usar IA para escrever o que, à primeira vista, parecem ser posts bem elaborados, disse Roth.

“Muitas vezes hoje em dia, eles usam ferramentas como Claude, Gemini ou outras, publicam no LinkedIn e o desempenho é ruim. Aí vêm para a equipe e perguntam: ‘Por que isso foi mal?’”, disse Roth. “E a melhor coisa a fazer é devolver o material para eles e perguntar: ‘Gostaram de ler? Se identificaram com isso?’”

Em vez disso, a equipe incentiva os usuários a aceitarem a imperfeição em suas postagens — a gravar vídeos apoiando o celular em uma xícara de café, em vez de filmar em um estúdio caro, ou a escrever uma postagem rapidamente para iniciar uma conversa, mesmo que não seja um pensamento completo.

Os esforços estão mostrando sinais iniciais de sucesso. Melhorias nos sistemas de detecção do LinkedIn resultaram em uma queda de 40% nas visualizações de conteúdo classificado como “lixo de IA”, disse a plataforma no mês passado.

Isso não significa que o LinkedIn seja totalmente contrário à IA, disse Roth, acrescentando que “nem todos nascem comunicadores”. Mas a falta de edição ou personalização do conteúdo significa que ele tem menos probabilidade de alcançar um público amplo na plataforma.

“Nós apenas tentamos incentivar as pessoas a serem mais humanas”, disse ele. “Isso é o que é necessário para conseguir se destacar em meio ao ruído”.

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