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Próximo Orçamento deve aumentar IMI, defende diretor da Católica Lisbon
Câmeras, IA e repressão unem candidatos dos estados com polícias mais letais do país
Propor o uso de inteligência artificial e a integração de bases de dados com imagens em tempo real para lidar com problemas de segurança pública virou uma bandeira comum entre os candidatos ao governo dos estados, independentemente do espectro político. “Centros de comando e controle”, “cercamento eletrônico” e “videomonitoramento” aparecem como solução nas propostas de candidatos de esquerda, direita e extrema direita, ainda que as tecnologias (muitas já utilizadas pelas forças de segurança) não tenham sido capazes de frear a violência em meio ao aumento da letalidade policial no país.
Em 2025, ações de agentes de segurança resultaram em 6.602 homicídios em todo o país, o maior número absoluto da série histórica do Anuário Brasileiro de Segurança Pública desde 2016. Produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o anuário aponta Amapá, Bahia, Sergipe, Pará, Goiás, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Alagoas como os 10 estados com as forças de segurança mais letais no ano passado, com índices superiores à média nacional (de 3,1 mortes a cada 100 mil habitantes).
Para o professor de ciência política da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Bruno Konder Comparato, os dados reforçam que só investir em tecnologia e integração não impede a violência policial. “A tecnologia não faz mágica, sobretudo quando falamos de letalidade policial: quem mata não é o computador ou um sistema, é o policial com uma arma na mão. Se queremos fazer investimentos para diminuir a violência policial, deve-se investir no treinamento de pessoas, no aprendizado e uso de técnicas não-letais”, afirmou Comparato à Agência Pública.
Todos os 10 estados com maior letalidade policial utilizam regularmente tecnologias de integração de dados sensíveis – com acesso em tempo real a informações sigilosas dos cidadãos, como RG, CPF e cadastro do Sistema Único de Saúde (SUS), entre outros – para monitoramento da população. Um exemplo que salta aos olhos é o Amapá: em 2025, o estado foi a unidade da federação com a maior taxa de letalidade policial do país pelo 7º ano consecutivo e, desde 2024, simultaneamente, concentra também o maior índice de homicídios em geral no Brasil. Há anos, a polícia local dispõe de iniciativas próprias de integração de dados e produção de inteligência, o que não foi suficiente para mudar essa realidade.

O governador Clécio Luiz (União), candidato à reeleição com apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou em junho deste ano a criação de um novo sistema de inteligência estadual, agregando o Centro Integrado de Inteligência em Segurança Pública do estado a outros órgãos de segurança e agências federais, como a Polícia Federal (PF) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
O plano de governo de Clécio Luiz defende ainda a “instalação de câmeras inteligentes” nas “entradas e saídas dos municípios, áreas de maior incidência criminal, rodovias e equipamentos públicos”, com um sistema de “reconhecimento de placas, identificação de veículos com restrição, videomonitoramento em tempo real e inteligência artificial, conectado ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública”. A proposta, no entanto, não menciona ou propõe medidas para diminuir os índices de letalidade policial.
O principal adversário do governador, o ex-prefeito de Macapá Dr. Antônio Furlan (PSD), também promete “implantar e expandir o uso de videomonitoramento, inteligência artificial, análise de dados”, com “um sistema integrado de monitoramento eletrônico nas principais rotas logísticas e áreas estratégicas”, integrando “informações sobre criminalidade, apreensões de drogas e armas, atuação de organizações criminosas e disputas territoriais”. Furlan também ignorou a questão das mortes provocadas por agentes de segurança em sua proposta.
Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal do Amapá e da Universidade de Lisboa sugere que as mortes causadas por intervenção policial no estado teriam relação direta com o avanço do narcotráfico. A conclusão segue a mesma linha de artigo de 2024 da pesquisadora associada ao Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP) Ariadne Natal, que descreve como o Amapá se tornou “uma espécie de entreposto para rotas nacionais e internacionais do tráfico de drogas”.
“Embora pareça haver um contexto de crescimento de ações do crime organizado, as respostas e soluções apresentadas pelas instituições de segurança do estado estão em descompasso com as ameaças registradas”, aponta Natal no artigo, destacando ainda que “o uso da força letal tem sido empregado de maneira excessiva e desproporcional” pelos agentes de segurança no Amapá – que, entre 2015 e 2023, teve uma média de 80 civis mortos para cada policial vitimado.

Promessas comuns sobre segurança unem direita e esquerda
O caso do Amapá passa longe de isolado. Dois governos de campos políticos opostos também na lista dos estados com os maiores índices de letalidade policial mostram como o uso da tecnologia na segurança não resolve, por si só, a violência: Bahia e Goiás – 2º e 5º lugares no ranking das maiores taxas de mortes praticadas por agentes de segurança, segundo o Anuário de Segurança Pública.
Nos últimos oito anos, a política de segurança pública em Goiás seguiu uma abordagem repressiva. O candidato que representa a continuidade da atual política da administração goiana, Daniel Vilela (MDB), insiste nessa abordagem, que inclui o uso extensivo de inteligência artificial sobre grandes bases de dados.

Até então, o governo de Goiás apostou pesadamente na área de inteligência, omitindo gastos com empresas envolvidas em escândalos recentes – como a israelense Cognyte, fabricante do programa cujo uso ilegal pelo governo Bolsonaro veio à tona por meio do caso conhecido como Abin Paralela. A compra do programa espião sequer foi avaliada pelo Tribunal de Contas de Goiás, como revelado pela Pública.
Em seu plano de governo, Vilela promete a “expansão do videomonitoramento inteligente”, com “análise de dados” e até mesmo “reconhecimento de padrões para antecipar crimes”, algo que ele apelida como “IA Contra o Crime”. Por um lado, o estado alega que a letalidade policial caiu mais de 40% desde 2020. Por outro, os índices seguem altos, com a polícia sendo responsável por 362 mortes em 2025 e sob suspeita de atuação de grupos de extermínio formados por PMs no estado.
Já o caso da Bahia mostra como o problema da letalidade policial também impacta administrações de esquerda, dado que o estado é um dos principais redutos do Partido dos Trabalhadores (PT) no país.
Na reta final do atual governo de Jerônimo Rodrigues (PT), que concorre à reeleição, o estado anunciou um plano de redução da letalidade policial que foi celebrado por órgãos de controle como o Ministério Público. Ainda assim, 1.570 pessoas foram mortas graças à ação das forças de segurança da Bahia – quase 25% do total de casos no país em 2025.

Em seu plano de governo, Rodrigues promete expandir “as câmeras corporais, o videomonitoramento inteligente, o reconhecimento facial, a leitura automática de placas e a integração de câmeras públicas e privadas”, “ampliando o compartilhamento técnico” com o governo federal por meio do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). A campanha do petista é uma das poucas a admitir que não basta adquirir mais tecnologia, prometendo “expandir o plano estadual de redução da letalidade policial”.
Para o cientista político Bruno Comparato, exemplos como os de Amapá, Bahia ou Goiás mostram que “sistemas tecnológicos e investimento podem ajudar, especialmente em locais sensíveis onde há maior frequência de crimes, fornecendo horários e dias que demandam atenção”.

Inteligência, espionagem e integração: os desafios nacionais na segurança
A repressão policial tornou-se uma bandeira da gestão do ex-governador de Goiás e hoje candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD). Fundador da antiga União Democrática Ruralista (UDR), ele propõe criar um “sistema nacional de inteligência criminal” caso vença as eleições deste ano e planeja “utilizar inteligência artificial para cruzar dados, identificar redes criminosas, orientar operações e acompanhar a movimentação interestadual de suspeitos e presos” a partir da unificação das informações contidas nos “bancos de dados da União, dos estados, do Distrito Federal, do Ministério Público e do Poder Judiciário”.
Essa unificação também encontra respaldo nas propostas do atual presidente Lula (PT), cuja gestão priorizou a integração de dados usados pelas forças policiais, com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), concentrando os esforços de reunir informações de estados e municípios via Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e de instaurar mecanismos de controle na área, após um período de “libera geral” quanto ao uso de ferramentas de vigilância durante o governo Jair Bolsonaro.
A proposta de governo do petista, candidato à reeleição, inclui “a construção de um Sistema Nacional de Segurança Pública mais articulado” e promete que “fortalecerá a integração entre os entes federados” e “a inteligência estatal”.
Em alta no pleito de 2026, a participação da União na gestão da segurança pública, no entanto, se dá num campo mais estratégico e menos executivo. O titular da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas, defende o avanço da integração de dados, mas faz a ressalva de que cabe aos estados o uso das ferramentas oferecidas, como o Infoseg e o Córtex – um sistema de vigilância cujos problemas e abusos já foram detalhados em uma série de reportagens da Pública.
“Não concorremos com os estados. Não produzimos os dados [policiais], nós os integramos: o estado emite a carteira de identidade, nós a integramos. O estado produz o B.O. [boletim de ocorrência], produz relatórios de inteligência e nós integramos esses materiais. Nosso papel é esse: fornecer tecnologia e dar a logística para os estados, respeitando o pacto federativo”, disse Lucas, ressaltando que a pasta “nunca ‘desce’ para o nível da execução”, disse o secretário à Pública.

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Lançamento do livro «Sob a Força das Coisas»
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- 2026/09Aprendiz de canalha: o que move Donald Trump
Apesar das muitas artimanhas, Donald Trump não está conseguindo aumentar sua popularidade, que permanece baixa e estagnada. A alta nos preços do petróleo — causada pela guerra dos Estados Unidos contra o Irã, um conflito interminável e sem qualquer estratégia de saída — e as políticas tarifárias de Trump aumentaram significativamente os custos do dia a dia do cidadão comum, independentemente de suas inclinações políticas. Além disso, ele enfrenta a possibilidade real de perder o controle da Câmara dos Representantes nas eleições de 3 de novembro deste ano e, talvez, até mesmo do Senado.
Ainda assim, Trump segue em frente. Ele compreende que, sem seu nome na cédula nas próximas eleições, muitos de seus apoiadores menos fervorosos podem não se dar ao trabalho de votar. Por isso, o presidente dos EUA faz todo o possível para restringir o direito de voto daqueles setores da população com maior probabilidade de votar nos Democratas.
Sua iniciativa mais recente é tentar limitar o uso do voto pelo correio — modalidade utilizada por um terço de todos os eleitores aptos — sob o argumento de que imigrantes não cidadãos podem votar nas eleições dos EUA e de que o processo é vulnerável a fraudes. Nesta semana, a Suprema Corte dos EUA decidirá se Trump pode prosseguir com a tentativa de usar o Serviço Postal dos EUA para definir quem tem direito a receber a cédula de votação pelo correio. Ironicamente, os esforços de Trump podem acabar sendo contraproducentes, uma vez que, até pouco tempo atrás, os republicanos eram mais propensos a votar por correio do que os democratas e os eleitores independentes.
Para mobilizar sua base, Trump convocou uma convenção eleitoral na semana passada, no Texas, estado que tem sido um reduto republicano sólido há décadas. O presidente escolheu Dallas como palco de seu mais recente comício de mobilização em grande parte para fortalecer seu candidato ao Senado, escolhido a dedo: Ken Paxton, o Procurador-Geral do Texas. Em 2023, a Câmara dos Representantes do Texas, de maioria republicana, votou (por 121 votos a 23) a favor do impeachment de Paxton sob acusações de suborno, obstrução à justiça e abuso de confiança pública, embora o Senado do Texas o tenha absolvido das acusações.
Após derrotar de forma avassaladora seu rival John Cornyn — um poderoso senador que cumpre seu quarto mandato — nas primárias republicanas, ele agora enfrenta James Talarico, um jovem e carismático cristão progressista que lidera as pesquisas eleitorais com uma vantagem de vários pontos. Se esses números se confirmarem, uma vitória de Talarico poderá significar o controle democrata do Senado.
Os cheques “sem fundos” de Trump
Aparentemente em pânico com uma possível derrota eleitoral em nível nacional, Trump prometeu emitir um cheque de 5 mil dólares para cada cidadão adulto dos EUA após as eleições de novembro, caso os republicanos mantenham o controle da Câmara e do Senado. Economistas argumentam que isso custaria 1,2 trilhão de dólares e inevitavelmente alimentaria a inflação, além de aumentar o déficit federal.
Além disso, apesar de Trump afirmar que tem o direito legal de emitir os cheques, o Congresso precisaria aprová-los, e alguns políticos republicanos já sinalizam que a proposta poderia não obter votos suficientes no Senado para ser aprovada. Os democratas classificam a proposta como um suborno ilegal, embora decisões recentes da Suprema Corte possam invalidar essa alegação.
Apesar da promessa poder soar bem para apoiadores ingênuos de Trump, jornalistas o questionaram por que não envia o cheque antes das eleições, já que atualmente controla ambas as casas do Congresso, conta com uma Suprema Corte favorável e detém a caneta presidencial para transformar essa medida em lei.
A resposta de Trump tem sido um amontoado de justificativas e inverdades, variando desde a alegação de que os democratas iriam se opor à medida — apesar de os republicanos controlarem o Congresso — até a mentira de que o governo dos EUA recebeu “trilhões de dólares” de sua política tarifária, recursos que poderiam custear os cheques.
Ademais, Trump fez promessas grandiosas semelhantes no passado e jamais as cumpriu. No início de seu segundo mandato, enquanto Elon Musk desmantelava programas governamentais e eliminava empregos de 300 mil funcionários federais, o presidente prometeu distribuir 20% da economia do orçamento federal aos cidadãos americanos. Ele nunca o fez.
No final de 2025, Trump prometeu enviar 2 mil a cada pessoa — exceto àquelas de alta renda — com base nos supostos “trilhões de dólares” que o governo teria arrecadado com tarifas. Isso também nunca aconteceu.
Ao mesmo tempo, Trump continua a utilizar a tática de fazer declarações escandalosas, concebidas, em parte, para desviar a atenção pública de suas vulnerabilidades atuais. Isso envolve oferecer gestos simbólicos vazios, destinados a agradar à sua base de apoio MAGA (do inglês Make America Great Again, Tornar a América Grande Novamente), como renomear o Lago Ontário para Lago América e o estado do Novo México para Nova América. Trump calcula que esses gestos mobilizarão seus apoiadores leais, o que será essencial para evitar uma grande derrota eleitoral em novembro. A estratégia também desvia o foco da mídia de outras ações condenáveis de Trump.
A trajetória de um canalha e seu mentor
Como podemos compreender as manobras de Trump — que parecem tão irracionais e insensatas — senão insistindo que as capacidades mentais do presidente estão em declínio e que sua conexão com a realidade é cada vez mais precária? Na biografia recém-lançada, Canalha Americana: A trajetória sombria de Roy Cohn, de Joe McCarthy a Donald Trump (no inglês, American Scoundrel: Roy Cohn’s Dark Journey from Joe McCarthy to Donald Trump), o biógrafo vencedor do Prêmio Pulitzer, Kai Bird, oferece insights importantes sobre como e por que Trump age da maneira que age.
Roy Cohn (1927-1986) permanece uma figura controversa na história dos EUA. Homossexual que não assumia publicamente sua orientação sexual, ele se envolveu, ainda na casa dos vinte anos, no famoso caso Rosenberg, no qual Julius e Ethel Rosenberg — membros do Partido Comunista dos EUA — foram julgados, condenados e executados por repassar informações à União Soviética sobre o programa de bombas nucleares dos EUA. Posteriormente, ele apoiou as investigações televisadas de 1954 do senador de Minnesota, Joseph McCarthy, sobre a suposta influência comunista nas Forças Armadas dos EUA. Uma característica dessas audiências era o interrogatório agressivo — ou, como alguns diriam, intimidador — por parte de Cohn, o que acabou por desacreditar as ações dele e as de McCarthy.
Cohn tornou-se então advogado de clientes ricos de Nova York, de políticos e de chefes da Máfia. Simultaneamente, manteve laços com os presidentes republicanos Richard Nixon e Ronald Reagan. Ele também se tornou mentor e conselheiro informal de Trump, conversando regularmente com o empresário imobiliário nova-iorquino.
Sob a orientação de Cohn, Trump aprendeu a nunca admitir um erro e a sempre culpar seus adversários por qualquer problema ou irregularidade. Cohn ensinou Trump a evitar o pagamento de dívidas, a ignorar regras tradicionais, a negar a verdade quando fosse inconveniente e a nunca deixar rastros documentais. Ele também mostrou a Trump como manipular a mídia, um talento que Trump aperfeiçoou com os tabloides de Nova York.
Cohn desprezava o movimento LGBT e opunha-se à presença de gays e lésbicas no funcionalismo público e no governo federal. Ele morreu devido a complicações da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, a AIDS. A premiada peça de 1991 de Tony Kushner, Anjos na América (Angels in America), incorpora Cohn à trama com maestria. Assombrado por Ethel Rosenberg, ele busca desesperadamente medicamentos para combater a doença.
As comparações entre Cohn e Trump são inúmeras e alarmantes, sugerindo que o atual presidente dos EUA, embora pareça errático, opera com uma estratégia política sofisticada.
Trump emulou a imoralidade e a falta de ética de Cohn, combinando-as com um talento para enganar as pessoas e tirar-lhes dinheiro. Nesse aspecto, ele personifica o vendedor de “elixires milagrosos” do Velho Oeste — figura do século 19 que viajava de cidade em cidade promovendo tônicos inúteis, supostamente capazes de curar todo tipo de enfermidade, do reumatismo à dor de dente. A comercialização, por parte de Trump, de produtos de marca com preços inflacionados — como carnes, vodca, água, gravatas, perfumes, relógios, Bíblias “God Bless the USA”, cards digitais e “Moedas da Vitória” de ouro maciço de uma onça — revela seu talento contínuo para ludibriar consumidores ingênuos.
Um aprendiz de maus hábitos
A sobrinha de Trump, Mary L. Trump — psicóloga clínica e autora do livro de 2020 Demais e Nunca o Suficiente: Como Minha Família Criou o Homem Mais Perigoso do Mundo (Too Much and Never Enough: How My Family Created the World’s Most Dangerous Man) —, oferece perspectivas adicionais sobre a personalidade de Trump que nos ajudam a compreender sua estrutura psicológica.
Segundo Mary Trump, o pai do presidente, Fred Trump Sr., era emocionalmente abusivo. Ele ensinou o filho a nunca demonstrar fraqueza, a mentir, a trapacear, a intimidar os oponentes e a roubar, desde que pudesse sair impune. Ela argumenta que o narcisismo extremo do presidente dos EUA reflete inseguranças profundas e não resolvidas que regem seu mundo emocional. O amor e a admiração que o presidente busca junto a líderes mundiais, segundo ela, servem para compensar a falta de afeto e o sentimento de indignidade, moldados pelos maus-tratos psicológicos impostos por seu pai.
A autopromoção de Trump, personificada por seu reality show de 15 temporadas, O Aprendiz (The Apprentice), criou uma figura imaginária que era, ao mesmo tempo, brilhante nos negócios e implacável nas decisões executivas. Isso também ocultou o fato de que muitos de seus empreendimentos financeiros fracassaram e de que ele declarou falência empresarial quatro vezes.
Para seus apoiadores leais, ele é um irreverente que quebra as regras para tornar o país grande novamente. Até mesmo seus fervorosos apoiadores cristãos evangélicos revelam infidelidades conjugais, relações com profissionais do sexo, fixação por mulheres menores de idade, longa e estreita amizade com Jeffrey Epstein e condenação por agressão sexual.
Eles aderiram ao seu culto e votam.
Resta saber se isso será suficiente para Trump manter o controle do Congresso. Enquanto isso, para a maioria dos residentes dos Estados Unidos que sofrem com o alto custo de vida, o melhor seria não gastar os 5 mil dólares na expectativa de um cheque que jamais chegará pelo correio.

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Emma Bonino, l’iperliberista globale
Emma Bonino ha meritato l’inferno anche per questo:
ha promosso il referendum per l’abolizione dell’art. 18 dello Statuto dei Lavoratori (perché irrigidiva il mercato del lavoro).
Ha promosso referendum per la piena liberalizzazione del collocamento privato abolendo ogni vincolo e responsabilità del datore di lavoro.
Ha sostenuto la piena libertà di contratto individuale (quali che siano i rapporti di potere contrattuale) e l’abolizione dei contratti collettivi.
Ha sostenuto l’abolizione dell’obbligo di stipulare assicurazioni contro gli infortuni sul lavoro con l’INAIL aprendo alle assicurazioni private.
Ha sostenuto l’abolizione del Servizio Sanitario Nazionale, da sostituire con assicurazioni private.
Ha sostenuto costantemente l’innalzamento dell’età minima per accedere alla pensione.
Lei, la libertaria, era favorevolissima al Green Pass, che riteneva essere un grande contributo civile.
Si è sempre definita un’amica sincera di Israele e ha sostenuto tutte le iniziative del sionismo.
Ha supportato dal primo minuto e fino alla fine l’invio di aiuti militari a Kiev e la necessità di dare una lezione alla Russia.
È sempre stata ferocemente atlantista e filoamericana.
Non si può dire che non sia stata una vita coronata di successi, magari indiretti.
In vista dei coccodrilli che pioveranno in questi giorni, credo sia corretto dire che Emma Bonino, dal punto di vista della gente che vive del proprio lavoro e che ama l’Italia, è stata politicamente il Male.
Niente di personale, se la vedrà lei dall’altra parte.
Ma per quanto riguarda questa valle di lacrime, se avesse fatto la cassiera invece della parlamentare l’intero paese ne avrebbe tratto beneficio.
Andrea Zhok
L'articolo Emma Bonino, l’iperliberista globale proviene da Blondet & Friends.
L”Ideologia di Emma Bonino era, è e sarà la Sconfitta della Civiltà. Matteo Castagna.

’
Marco Tosatti
Cari amici e nemici di Stilum Curiae, Matteo Castagna, che ringraziamo di cuore, offre alla vostra attenzione queste riflessioni sulla figura di Emma Bonino. Buona lettura e condivisione.
§§§
di Matteo Castagna
“Tutto ciò che è necessario per il trionfo del male è che gli uomini di bene non facciano nulla” – scriveva il tradizionalista Edmund Burke. Spesso mi torna in mente questo aforisma quando noto che troppi cattolici sono diventati dei “cadaveri”. L’ha scritto anche don Ugo Carandino sul suo profilo Facebook, nei confronti di chi non si scandalizza più, neppure davanti alla più vile blasfemia di uno spot televisivo. E non fiata. Non scrive.
Il modello dev’essere diventato “Fantozzi subisce ancora”, con cinquant’anni di ritardo. Ben più grave il silenzio o il sentito cordoglio di alcuni per la morte di Emma Bonino, perché era amica di Bergoglio, che la riteneva una grande donna. Il più giusto ed efficace epitaffio viene da un grande intellettuale, che non è neanche un cattolico conservatore o tradizionalista, Marcello Veneziani:
“Emma Bonino ha rappresentato con coerenza e passione il contrario morale, civile e politico di quanti riconoscono il valore della vita, della famiglia e della nascita, della civiltà e della tradizione. Pietas, nella divergenza più radicale”. Le auguro un atto di contrizione, anche all’ultimo secondo, altrimenti avendo diretto per decenni la Sovversione anticristiana e contro natura temo che la sua anima non avrà un’eternità felice.
In ogni caso, i danni che ha prodotto con Marco Pannella sono spaventosi: dall’aborto, al divorzio, al testamento biologico, alla fecondazione artificiale, al gender, alle unioni civili. E tutto il mondo la “santifica” perché è stata coerente con le sue battaglie. Ma erano tutte sbagliate e satanicamente contrarie alla nostra identità classico-cristiana! Fatalmente i suoi uomini si sono sempre piazzati sia a sinistra che a destra del parlamentarismo italiano, in nome dell’ideologia liberale. La peggiore. La più ingannevole. Quella che trasforma il vero in comodo, il desiderio in diritto, l’errore in scelta legittima. Quella che pretende di poter votare su tutto, anche su ciò che Dio ha stabilito o inscritto nell’animo umano.
L’ideologia liberale porta a considerare la follia una normalità, in nome dell’inclusione. Sicché, poiché in questi giorni ho ricordato nella preghiera la figura di Charlie Kirk, che ha fatto della militanza cristiana e del confronto le sue bandiere fino ad essere ammazzato da un trans per questo, mi è tornato in mente un articolo di Brent Cope che avevo ricevuto nel dicembre del 2018 da Turning Point USA, il gruppo del giovane credente, bianco, etero, sposato e con due figli naturali. Cos’hanno combinato i Radicali con la loro perversa idea liberal? Lo sappiamo, hanno stravolto i rapporti tra persone e creato persino una neo-lingua.
Il “deplatforming”, ad esempio, è il processo attraverso il quale gli attivisti dichiarano che una persona è bigotta/fascista/nazista/
Certo, perché i confini del liberalismo li definiscono loro, mica i cattolici! Male quando i cattolici tacciono o addirittura tollerano i catto-liberali, condannati mirabilmente dalla Chiesa con Leone XIII e San Pio X.
Meghan Murphy è una femminista di Vancouver che fu sospesa da Twitter per aver scritto che “gli uomini non sono donne”. “Che un’azienda multimiliardaria censuri fatti essenziali e metta a tacere le persone che si pongono domande su questo dogma è folle” – scrisse la donna, certamente priva di simpatie tradizionali. Infatti ha conseguito un master in Women’s Studies presso la Simon Fraser University, quindi non si tratta di un troll online.
È istruita, intelligente e discute di argomenti di grande attualità. Il ban permanente è arrivato poco dopo questa discussione. Nessuno di noi dovrebbe sorprendersi: negli ultimi anni i social hanno preso provvedimenti severi contro le idee dissenzienti, soprattutto quelle “conservatrici”. Alex Jones e Milo Yiannopoulos sono stati tra i primi a essere bannati, e in pochi se ne sono dimenticati. Molti, tuttavia, all’epoca commentarono che queste persone erano come canarini nella miniera di carbone e che la china scivolosa della rimozione dei contenuti “offensivi” sarebbe continuata. Siamo arrivati al punto in cui affermare fatti basilari come “uomini e donne non sono uguali” è considerato “odioso”.
Oggi la situazione su X e Facebook è un po’ migliorata, ma non troppo.
“Vorrei sottolineare – scriveva Cope – che le persone trans e genderqueer subiscono discriminazione e intolleranza da parte delle loro famiglie e dei loro coetanei. È una delle principali cause di senzatetto e suicidio in quella particolare fascia della popolazione. Personalmente, quando mi viene chiesto, uso qualsiasi pronome o nome mi venga fornito.
Questa è una conseguenza della mia precedente accettazione dell’orientamento sessuale autoproclamato dagli altri. Se qualcuno mi dice di essere gay, etero o bisessuale, il mio primo istinto è credergli. Potrei lamentarmi quando qualcuno mi dice di essere genderqueer o comunque non binario, perché il mio standard per una cosa del genere è la biologia, non i sentimenti. Se sei “intersessuale” – e queste persone esistono – allora quell’identità è assolutamente disponibile.
Questo è anche il modo in cui affronto i pronomi non binari. Tendo a rispettarli per essere rispettoso verso l’esterno, ma il contesto è importante. Obbligare legalmente le aziende a utilizzarli (legge di New York) è un po’ estremo. È anche una soluzione non testata e non ci sono prove che possa creare condizioni più sicure per la popolazione transgender”.
L’ideologia transgender è relativamente nuova e favorita dall’ideologia liberal dei Radicali di tutto il mondo, coi fondi di speculatori internazionali o di miliardari di dubbia moralità. Molti la sostengono come la nuova causa di sinistra del momento, paragonandola ai diritti degli omosessuali.
“Voglio essere chiaro: tutti meritano l’uguaglianza di fronte alla legge e il diritto di essere trattati umanamente dai loro coetanei. Detto questo, la prima regola della medicina è “non nuocere”. In questo contesto, ciò significa che qualsiasi intervento volto a risolvere il problema deve dimostrare di funzionare e di non peggiorarlo. Temo che stiamo peggiorando di molto la situazione”.
L’ideologia trans ha una forte radicamento nelle democrazie occidentali più orientate a sinistra, ma grazie al trasformismo dei liberali Radicali, pure a destra non si scherza. Il Regno Unito ha una particolare affinità per l’ideologia genderqueer, così come il Canada e New York City. Ma in molti casi, questi “diritti” conquistati sono affrettati e mal concepiti, e solitamente introdotti da “attivisti” che si spacciano per rappresentanti della comunità trans senza alcun titolo. Sarebbe ridicolo se affermassi di parlare a nome di tutti gli uomini gay, non è vero? La stessa logica non si applica ai membri della comunità trans.
Queste idee sono incredibilmente potenti e potenzialmente destabilizzanti. Il loro effetto sulla cultura occidentale non dovrebbe essere sottovalutato.
Ciò che è più preoccupante è l’impatto che questa ideologia sta avendo sui bambini. Non ho dubbi che ci siano bambini che soffrono di disforia di genere, il termine tecnico per la diagnosi che tradizionalmente è un prerequisito per il trattamento ormonale e/o l’intervento chirurgico per il sesso opposto.
Questa è anche una delle differenze interessanti tra il movimento per i diritti dei gay e l’ideologia trans: per decenni gli attivisti gay hanno sostenuto che l’omosessualità non è una malattia mentale e hanno lottato per farla rimuovere dal DSM. Alla fine lo è stato. Oggi, le persone trans chiedono a gran voce che venga diagnosticata la disforia di genere perché è la porta d’accesso alla transizione fisica (terapia ormonale e intervento chirurgico). È il sigillo ufficiale che certifica che la loro identità è reale.
In passato, il ruolo dello psicoterapeuta era quello di identificare la presenza di disforia di genere; ora sembra che tale ruolo sia stato assunto dalle persone trans stesse, con i terapeuti che si limitano a convalidare la decisione. Questo approccio relativamente nuovo è chiamato “affermazione di genere” e deriva dall’ideologia radicale di massa.
Quando gli psicoterapeuti indagano, cercano prove “insistenti, persistenti e coerenti” dell’identità trans. Questo è il requisito standard per gli psicoterapeuti che si occupano di affermazione di genere per diagnosticare la disforia di genere. Ciò significa che il bambino deve dichiarare direttamente il proprio stato transgender, affermarlo costantemente e non deve mai variare a seconda del contesto. Quando questo non avviene, potrebbero entrare in gioco altri fattori ambientali.
Ad esempio, un bambino più grande che nota che la sorellina riceve più attenzioni potrebbe erroneamente pensare che stiano dando attenzione alla nuova nata a causa del suo genere. Potrebbe iniziare a vestirsi da femmina e a comportarsi come tale per ottenere più attenzione dai genitori. Un bambino del genere ovviamente non soffre di disforia di genere, ma anche solo avanzare questa ipotesi è offensivo per molti nella comunità degli attivisti transgender.
L’idea stessa di non affermare immediatamente l’identità transgender di bambini molto piccoli (3-6 anni) è vista come malvagia, traumatizzante e potenzialmente pericolosa per la vita. Non furono forse i radicali con il loro concetto di ipersessualizzazione sociale, a dire che anche la pedofilia potrebbe essere un’inclinazione sessuale?
L’ideologia trans ha una base più solida nel Regno Unito, e il canale britannico Channel 4 ha recentemente trasmesso un documentario intitolato Trans Kids: It’s Time to Talk, dell’autrice e terapeuta Stella O’Malley. L’autrice sottolinea che da giovane era convinta di essere un ragazzo. Oggi è sposata e ha figli. Camille Paglia, femminista, autrice e autoproclamata maschiaccio, si aspetta che anche lei sarebbe stata identificata come trans. Questo suggerisce che molti bambini presumibilmente “trans” oggi vengano erroneamente identificati.
Questo si collega a un altro enorme punto cieco del movimento trans: nessuno vuole discutere di desistenza (quando una persona trans decide di voler essere il suo genere di nascita). Anche solo parlarne è considerato un’eresia. Se circa il 75-85% dei bambini transgender desistono e crescono fino a diventare normali adulti cisgender, cosa succede quando le persone vengono accompagnate durante la transizione e decidono troppo tardi di voler tornare al loro genere originale? La transizione è un’alterazione permanente del corpo e, sebbene possa essere in parte reversibile, non sarà mai come se non fosse mai accaduta.
Indipendentemente dalla tua identità di genere, o da ciò che dichiari di essere, esistono differenze – piuttosto evidenti – tra uomini e donne. Le donne trans non saranno mai donne biologiche, indipendentemente da quanti interventi chirurgici, ormoni o trucco indossino. Gli uomini trans non avranno mai la stessa esperienza di un maschio biologico. Queste sono impossibilità attuali, anche se un giorno potrebbero essere superate.
Infine, come si collega tutto questo alla Ponerologia e di cosa diavolo si tratta? Ponerizzazione è il processo attraverso il quale un gruppo o un movimento viene contagiato da personalità patologiche. “Poneros” deriva dal greco, ed è la parola che indicano il male. Ponerologia, ponerizzazione e ponerogenesi sono lo studio del male sociale, di come gruppi e movimenti sociali ne vengano dirottati e una descrizione scientifica di come inizia.
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Un movimento infetto si distorce nel tempo, e alla fine potrebbe persino arrivare a comportarsi come le persone a cui si opponeva originariamente. Antifa ne è un esempio lampante: antifascisti che si comportano come fascisti: non potrebbe essere più ovvio di così! Esistono persone patologiche, ma non le sentirete reclamare il diritto di torturare, stuprare e uccidere. Quello che fanno è arruolarsi nell’esercito, diventare poliziotti o chiunque altro abbia autorità. Molti di loro diventano criminali e vengono catturati. Molti no. Anche la patologia esiste in uno spettro, a volte il semplice fatto di rendere difficile la vita delle persone può essere per loro una “soddisfazione” sufficiente.
Yusra Khogali, una delle fondatrici di Black Lives Matter Toronto, è nota per la sua retorica incendiaria. “La bianchezza non è sinonimo di umanità, anzi, la pelle bianca è sub-umana”, ha scritto. “Tutti i fenotipi esistono all’interno della famiglia nera e le persone bianche sono un difetto genetico dell’essere nere”. Patologico? A voi la decisione.
Le persone patologiche adorano unirsi ai movimenti sociali fin dal basso, in modo da poter acquisire ruoli di leadership e autorità all’interno del movimento. Qualsiasi gruppo di attivisti sociali organizzati (o altro) che non sia attivamente consapevole di questo fenomeno e non esamini attentamente i propri membri è a rischio. Ci saranno persone patologiche che si identificano come trans come strategia per raggiungere i propri obiettivi. Probabilmente saranno indistinguibili dalle vere persone trans, tranne quando si esaminano il loro comportamento e le loro parole.
I tipi patologici usano la loro identità come scudo, se possibile: ciò fornisce loro contemporaneamente un’ideologia per giustificare il loro comportamento e un gruppo di persone che accorreranno in loro difesa, in quanto appartenenti alla stessa “tribù”. Israele che mette a tacere i suoi legittimi critici con accuse di antisemitismo è un altro ottimo esempio di questa tattica.
Un modo in cui queste persone reclutano altri è atteggiarsi a vittime (ciò non significa che chiunque si dichiari vittima abbia secondi fini, solo che è possibile). Questo ci riporta al motivo per cui esigo definizioni forti per i termini e chiarezza durante le discussioni difficili. Se non stiamo attenti alle nostre parole, il loro significato verrà distorto e questo è il primo passo verso la violenza. Gli attivisti trans spesso citano la sofferenza reale delle persone trans come motivo per attaccare chiunque con cui non siano d’accordo. Questo è un campanello d’allarme. Quando si usa la sofferenza come giustificazione per ulteriore violenza, si sta entrando in territorio patologico. Non nuocere con i tuoi interventi, altrimenti il problema non farà che peggiorare.
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3 commenti su “L’Ideologia di Emma Bonino era, è e sarà la Sconfitta della Civiltà. Matteo Castagna.”
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E’ da un pezzo che la fase dell’”inazione” dei cosiddetti buoni è terminata, adesso siamo andati oltre, siamo alla fase della complicità con il male, della sua promozione e protezione e tutela, un’orgia di totale imbecillità che sembra non avere più fine, anche nella Chiesa, ma “nel calice è un vino drogato, fino alla feccia dovranno berne.”. -
Difficile non provare un sentimento di rivalsa sapendo che Bonino, la satanista, si trova finalmente davanti al Giudice supremo. Benedetto XVI nella Spe Salvi ricorda: “I malvagi alla fine, nel banchetto eterno, non siederanno indistintamente a tavola accanto alle vittime, come se nulla fosse stato. ” (44) Non c’è altro da aggiungere. -
Ammiro la coerenza di un Essere votato alla parte di Satana, da sempre e senza titubanze, neanche negli ultimi tempi, quando ha ricevuto la visita di Francesco “papa”, il giorno prima della sua dipartita per poi “andare a rapporto” il giorno dopo… Sì, la Bonino, con la consapevolezza delle sue scelte politiche per la distruzione dell’umanità, secondo i dettati dei “senza-dio” e dei loro superiori demoniaci che dirigono gli “apprendisti stregoni” della politica italiana della Sinistra, del Centro, e magari pure della Destra, e di sicuro la maggioranza della Politica di una Europa fasulla, che non c’è, poiché é solo e ancora “una espressione geografica”, come ebbe a dire dell’Italia della sua epoca il Cancelliere austriaco Metternich. E cosi possiamo dirlo dell’Europa, capace solo di buttare soldi a palate nella pancia di uno Zelensky, il piccolo Dux di uno Stato fasullo come l’Ucraina filo-nazista,…
La Bonino – ritorno da lei – se non ha un ripensamento totale sui suoi crimini verso l’umanità entro i tre giorni e mezzo, ossia prima che si spezzi l’”atomo seme” che tiene legato il corpo fisico al suo corpo eterico (invisibile) si penta di ciò che ha combinato in vita contro la “Vita”, lei si è autocondannata all’inferno, da dove non si esce, manco se tutti i Papi, i Vescovi e i Teologi del rinnovamento lo implorassero ad alta voce nelle chiese… Esiste qualcosa di peggiore dell’inferno di fuoco tradizionale. Si chiama Ottava Sfera.
I Massoni maceratesi hanno elevato una statua a Macerata, aspramente criticata da gli Artisti locali e da Vittorio Sgarbi, rappresentante Lilith, il demone mesopotamico, dai cui segni si comprende che si riferisce all’Ottava Sfera. D’altra parte come opporsi alla Macerata Città di Maria, che ha visto il rito esoterico della arcinota Pamela, sezionata e lasciata in bella vista in due sacchetti perché qualcuno la prelevasse. Cosa che non è avvenuto, appena in tempo…
I Teosofi non voglio rivelare in effetti cosa sia l’Ottava Sfera. Lo fa Rudolf Steiner. è una regressione in un pianeta che Lucifero e Arimane (lo storico Satana, che dovrà reincarnarsi, come è già avvenuto per Lucifero) stanno costruendo con materiale eterico, quindi invisibile all’occhio fisico e ai telescopi, ma visibile all’occhio del chiaroveggente, oltre l’orbita lunare, in cui finirà la Bonino, in tanta buona compagni di quei cattolici che non rispettano i “Principi negoziabili della Chiesa Cattolica”, a cominciare dalla difesa dell’individuo dal concepimento fino alla morte naturale, dalle droghe che distruggono l’individuo, al materialismo imperante, eccetera: tutte cose realizzate dalla Bonino, a cominciare dagli aborti, di cui si vantava di averli realizzati con una pompa della biciletta… “A ciascuno il suo” – era scritto all’entrata di un campo di sterminio nazista… .E così sia per chi percorre la Via della Mano Sinistra, quella del Cattivo Ladrone, e non la Via della Mano Destra, quella del Buon Ladrone, che riconosce le sue colpe, si pente, e chiede aiuto al Cristo che ha versato il Suo Sangue solo per lui… e per i MOLTI. Ossia, non per TUTTI, come oggi credono coloro che rinnegando la Parola hanno svuotato le chiese.. . .
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L'articolo L”Ideologia di Emma Bonino era, è e sarà la Sconfitta della Civiltà. Matteo Castagna. proviene da Blondet & Friends.
Município entregou chaves de 18 habitações reabilitadas no antigo bairro operário de Loulé
São 18 famílias que começam uma nova vida no histórico Bairro Municipal Frederico Ulrich, em Loulé, outrora conhecido como “Bairro Operário”. A Câmara Municipal de Loulé assinalou mais um marco na sua política de habitação com a entrega das chaves de 18 habitações totalmente reabilitadas, naquela que foi a primeira fase da empreitada.
A intervenção, financiada pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, passou pela reabilitação do espaço de cada um dos fogos, de tipologia T2 e T3, através da ampliação da área e compartimentação interior, bem como a requalificação dos respetivos logradouros, garantindo “novas e modernas condições de habitabilidade” para as famílias.
“É com enorme alegria que hoje devolvemos vida a esta obra, recuperando para as pessoas um projeto que, há mais de sete décadas, já colocava a dignidade das famílias no centro do desenho da nossa cidade, e que hoje volta a fazer exatamente isso”, afirmou o presidente da Câmara de Loulé, Telmo Pinto.
Mas este foi também um momento de valorização do património e identidade local – e sentimental – pela carga histórica que o bairro encerra. Nascido entre 1948 e 1950, desenhado originalmente pelo engenheiro Alberto da Silveira Ramos e pelo icónico arquiteto louletano Manuel Maria Laginha, o Bairro Frederico Ulrich foi a primeira iniciativa de habitação social em Loulé para famílias com poucos recursos. Alguns dos primeiros moradores continuam a viver aqui.
Mas o compromisso do Município com o Bairro Frederico Ulrich terá continuidade imediata com o arranque da segunda fase de reabilitação do edificado, correspondendo a 30 fogos. À semelhança do que aconteceu com a primeira fase, os moradores serão realojados temporariamente em apartamentos da cidade, e também em algumas das casas reabilitadas na primeira fase e que não foram ocupadas.
Durante a cerimónia, Telmo Pinto recordou o percurso iniciado em 2019, com o lançamento da Estratégia Local de Habitação, numa altura em que o parque habitacional do Município contava com apenas 280 fogos. Com as 18 chaves disponibilizadas esta quinta-feira, o concelho ultrapassa a marca das 490 casas, o que representa um crescimento superior a 70% em pouco mais de sete anos.
“Ainda temos muitos projetos pela frente”, assegurou o autarca. Para responder de forma robusta à pressão demográfica e à escalada de preços no setor imobiliário, a Autarquia está a avançar neste momento com mais de 500 novas habitações, através da aquisição de terrenos, projetos de compra e construção em vários pontos do concelho. “Já no próximo ano iremos avançar com mais 600 fogos”, anunciou Telmo Pinto.
Também o apoio ao arrendamento, que contemplou recenetemnte mais 65 famílias, continua a ser um instrumento importante para responder, no imediato, às necessidades habitacionais dos louletanos. No futuro, a Autarquia quer “triplicar o número de famílias apoiadas e aumentar também o valor atribuído”.
Como as Big Techs estão moldando serviços digitais do governo da Nigéria
Esta reportagem foi produzida com o apoio do Pulitzer Center e faz parte da etapa africana da “Mão Invisível das Big Techs”, uma investigação transnacional liderada pela Agência Pública e pelo Centro Latinoamericano de Investigación Periodística (CLIP).
Em fevereiro de 2025, representantes de três das empresas de tecnologia mais poderosas do mundo se reuniram com a Comissão de Proteção de Dados da Nigéria (NDPC na sigla em inglês). Meta, Microsoft e Google estavam no encontro para discutir uma colaboração com o governo nacional. Vincent Olatunji, chefe da comissão, mostrou-se satisfeito “com a perspectiva de colaborar com gigantes globais da tecnologia”. Ele destacou a importância da “sinergia entre setor público, privado, grupos da sociedade civil e academia”.
Na época, a Meta travava uma disputa com os órgãos reguladores nigerianos sobre a forma como lidava com os dados pessoais de milhões de pessoas. Em julho de 2024, outro ente regulador do país, a Comissão Federal de Concorrência e Proteção ao Consumidor (FCCPC, na sigla em inglês), havia multado a Meta e o WhatsApp em US$ 220 milhões, após uma investigação de 38 meses. O órgão concluiu que os nigerianos não tinham controle suficiente sobre a forma como suas informações eram coletadas, compartilhadas e utilizadas.
Em vez de pagar a multa, a Meta recorreu da decisão e perdeu. Posteriormente, a empresa de Mark Zuckerberg ameaçou suspender seus serviços. Apesar do prazo de 60 dias para o pagamento, que terminou em junho de 2025, a Meta continua operando normalmente enquanto o impasse jurídico permanece sem solução.
Poucos dias após a reunião de fevereiro de 2025 com a NDPC ter sido divulgada publicamente, o próprio órgão também aplicou outra multa de US$ 32,8 milhões à Meta.
Nos meses seguintes, porém, a multa de US$ 32,8 milhões foi derrubada. Segundo uma investigação do Premium Times, um acordo anulou a penalidade, bem como oito determinações a serem cumpridas pela Meta, liberando a empresa das obrigações decorrentes do caso. O site informou que diversas exigências regulatórias específicas foram substituídas por compromissos mais amplos da Meta de cumprir a legislação nigeriana de proteção de dados e fortalecer suas medidas de proteção de dados.
Em seguida, a mesma NDPC anunciou que, “em colaboração com a Meta”, havia traduzido a Lei de Proteção de Dados da Nigéria para idiomas locais.
Em maio de 2026, outro órgão do governo lançou o GovGuide Nigeria, um bot de inteligência artificial desenvolvido com a tecnologia da Meta para ajudar os nigerianos a navegar pelos serviços públicos.
O The Continent perguntou à Meta e a órgãos do governo nigeriano quando começaram as discussões sobre o GovGuide. Na Nigéria, as empresas não são obrigadas a registrar reuniões desse tipo em um cadastro. Não existe um registro público que mostre quais empresas estão procurando autoridades do governo, o que querem delas ou o que é discutido a portas fechadas.
Por isso, o The Continent começou a construir esta base de informações.
Nossa investigação identificou pelo menos 17 interações documentadas publicamente entre grandes empresas de tecnologia e o Estado nigeriano desde 2024. Elas incluem reuniões com o presidente do país, Bola Tinubu, e órgãos reguladores, além de encontros sobre projetos governamentais de inteligência artificial, programas de treinamento, financiamento e discussões sobre políticas públicas.
Muitas dessas interações são contatos corriqueiros entre o governo e empresas que atuam em um dos maiores mercados digitais da África. Mas outras colocam as empresas de tecnologia em contato mais próximo com as instituições responsáveis por decidir como elas devem operar na Nigéria.
O caso da Meta mostra a responsabilidade dos órgãos reguladores.
A principal preocupação de diferentes órgãos nigerianos era o fato de que os usuários do WhatsApp não tinham opções suficientes sobre o que era feito com seus dados. As informações coletadas sobre as pessoas podem ser usadas para criar perfis de seus interesses e comportamentos e, entre outras coisas, determinar quais anúncios elas recebem.
A Comissão de Concorrência e Proteção ao Consumidor também concluiu que a Meta compartilhava e transferia informações pessoais de nigerianos sem a devida autorização e oferecia aos usuários locais menos proteção sobre seus dados do que aos usuários de alguns outros países.

O GovGuide levanta questões relacionadas ao mesmo problema. A plataforma alimentada por inteligência artificial ajuda os nigerianos a encontrar e compreender informações do governo por meio de texto, voz e WhatsApp, em inglês, iorubá, hauçá e igbo.
Mas seu aviso de privacidade informa que a plataforma pode coletar nomes, dados de contato, endereços, identificadores emitidos pelo governo, geolocalização, informações sobre o dispositivo e o endereço IP, além dos comandos enviados pelos usuários ao chatbot, documentos, imagens, áudios e registros de conversas. Essas informações podem ser utilizadas para personalizar serviços, realizar análises e pesquisas e aprimorar o chatbot e os modelos de aprendizado de máquina.
O advogado especializado em privacidade Olumide Babalola, que atuou como advogado no caso Odunola Kehinde v. Vesti, uma ação envolvendo alegadas divulgações não autorizadas de dados, destaca que o caso da NDPC contra a Meta tratava fundamentalmente da forma como a empresa lidava com os dados dos nigerianos.
“O marco regulatório nigeriano de proteção de dados, de modo geral, proíbe o processamento de dados pessoais, exceto quando existe uma base legal para isso”, explica Babalola.
“Na ausência de qualquer documento que estabeleça o contrário, a Meta não tem base legal para utilizar os dados dos cidadãos de maneira não divulgada. No caso do GovGuide, o contexto é completamente diferente. Os cidadãos estão interagindo com o que acreditam ser um serviço governamental, e não uma rede social pública. A presunção deveria ser de que qualquer processamento de dados ocorre estritamente com o objetivo de fornecer esse serviço governamental, a menos que seja obtido consentimento explícito e informado para qualquer outro uso.”
A NDPC também foi questionada sobre se a colaboração proposta com a Meta, mencionada no início da reportagem e discutida na reunião de fevereiro de 2025, avançou enquanto o processo relacionado à privacidade contra a empresa permanecia ativo e durante seu posterior acordo. Nem os órgãos envolvidos nem a Meta responderam às perguntas sobre o GovGuide ou sobre a colaboração. Os registros das 17 interações coletados pelo The Continent mostram que as medidas regulatórias e as discussões sobre colaboração ocorreram no mesmo período, mas não comprovam que ambas estivessem relacionadas.
Mais parcerias com Big Techs
Entre as 17 interações entre Big Techs e o Estado nigeriano identificadas pela reportagem nos últimos três anos, há registros de financiamentos, treinamentos, reuniões com autoridades de alto escalão, projetos de tecnologia e relações com órgãos reguladores.
É difícil determinar a real dimensão das interações entre o governo, os órgãos reguladores e as Big Techs devido à falta de registro único sobre as reuniões oficiais. Muitos dos acordos que sustentam essas parcerias também não são públicos, deixando apenas um quadro parcial de quão profundamente as Big Techs se integraram às ambições digitais da Nigéria.
Ali Sabo, chefe de Direitos Digitais da ONG Centre for Information Technology and Development (Citad), descreve a relação entre empresas e governo como uma “influência sutil”.
“Embora seus projetos possam contribuir para o desenvolvimento nacional, essas empresas também moldam silenciosamente a maneira como os formuladores de políticas enxergam a tecnologia e a governança.”
Se não houver controle, alerta Sabo, as plataformas tecnológicas estrangeiras ameaçam a independência do governo, levam a uma dependência excessiva de determinados fornecedores e podem restringir futuras opções de políticas públicas. “As parcerias precisam ser transparentes, protegidas por salvaguardas claras e abertas à participação de universidades, organizações da sociedade civil e desenvolvedores locais de tecnologia.”
Em outubro de 2024, o governo nigeriano firmou uma parceria com a organização pan-africana Data Science Nigeria para anunciar uma doação de cerca de 2 milhões de dólares do Google para programas nacionais de formação de talentos em inteligência artificial vinculados ao Ministério Federal das Comunicações, Inovação e Economia Digital.

Entre os programas implementados estavam o DeepTech Ready Track, voltado para 20 mil alunos avançados; o programa Experience AI para professores, que pretendia alcançar 25 mil professores e 125 mil estudantes; e o Government AI Campus, para servidores públicos. Esses programas visam familiarizar milhares de nigerianos com ferramentas específicas, programas de certificação e ecossistemas de software desde cedo.
Mas, segundo analistas ouvidos pela reportagem, essas empresas estão, na prática, garantindo clientes para seus ecossistemas.
Taiwo Kola-Ogunlade, gerente de comunicação e relações públicas do Google para a África Ocidental, afirmou que os produtos da empresa utilizam “tecnologia de ponta no setor” para proteger as informações dos usuários e citou os controles de privacidade, o registro da empresa junto à NDPC e a nomeação de um responsável pela proteção de dados. No entanto, ele não informou onde os dados gerados pelos programas do setor público são armazenados, por quanto tempo são mantidos ou se podem ser utilizados para aprimorar produtos comerciais de inteligência artificial.
Em 2025, a Microsoft firmou uma parceria com o Ministério Federal das Comunicações, Inovação e Economia Digital, a Data Science Nigeria e a Lagos Business School, localizada na capital nigeriana. As instituições lançaram a AI National Skills Initiative (AINSI), com o objetivo de capacitar 35 mil pessoas em inteligência artificial. Os participantes também receberam certificados vinculados ao programa nacional 3 Million Technical Talent (3MTT). Outra parceria da Microsoft com a ONG Junior Achievement Nigeria (JA Nigeria) apresentou milhares de jovens estudantes aos conceitos básicos de inteligência artificial generativa.
Grace, estudante da Federal University of Technology Akure, participou do programa Microsoft/JA Nigeria Career Essentials AI e recebeu acesso gratuito ao Microsoft Copilot e ao LinkedIn Premium. Mais tarde, ela e outros participantes levaram o programa a estudantes de outro campus. Mas sua experiência também mostra como a empresa apresenta aos jovens seu ecossistema tecnológico mais amplo, para além da inteligência artificial.
Questionada sobre privacidade e acesso aos dados, a Microsoft forneceu números sobre inscrições, atividades de aprendizagem e certificações. Entretanto, a empresa não divulgou os acordos comerciais, valores dos contratos, informações sobre compras públicas ou condições de licenciamento solicitados. Sobre o papel de seus próprios produtos nos treinamentos, a companhia afirmou: “determinadas trilhas de treinamento podem incluir tecnologias da Microsoft, quando pertinentes ao currículo”.
O analista de tecnologia Eze Hanson considera esses programas uma combinação de filantropia estratégica e desenvolvimento de força de trabalho, mas alerta para riscos ocultos. “A incorporação de um conjunto de redes de desenvolvedores, caminhos de certificação e plataformas de busca de emprego com treinamento em massa apoiado pelo Estado pode ser percebida como uma forma de criar uma base cativa de usuários e padronizar a dependência nacional de uma infraestrutura tecnológica”, explica Hanson.
Essa preocupação se contrapõe às próprias ambições da Nigéria de conquistar maior independência digital. O país está tentando assumir mais controle sobre seus dados e sua infraestrutura digital. Mas faz isso enquanto se torna cada vez mais dependente das empresas que fornecem dinheiro, treinamento e tecnologia para essa transformação. Muitos dos acordos que definem essas relações continuam fora do alcance do público.
“Quando o governo estabelece parcerias com empresas multinacionais para lidar com dados e serviços públicos, o público tem o direito de conhecer os termos do acordo”, afirmou Adekunle Omolabi, ativista da sociedade civil pela transparência.
Por enquanto, os anúncios são públicos, mas grande parte do que foi acordado nos bastidores, não.

Entroncamento reforça resposta a necessidades educativas especiais
O Agrupamento de Escolas Cidade do Entroncamento inicia o ano letivo com 3.258 alunos, 41% estrangeiros, e prepara uma nova resposta às necessidades educativas especiais, que aumentaram cerca de 7%. O presidente da Câmara do Entroncamento, Nelson Cunha (Chega), disse hoje à Lusa que está a ser preparada uma prestação de serviços específica para estas crianças, considerando “urgente” reforçar a…
Na urna com o ex: Rivais históricos se unem por espaço e poder nas eleições 2026

Investigamos o que importa para os brasileiros além do que passa na campanha eleitoral. Leia mais reportagens como essa clicando aqui.
Em 22 de julho, os brasileiros presenciaram a oficialização de uma das alianças mais improváveis na corrida eleitoral deste ano. Ciro Gomes (PSDB) publicou nas redes sociais um vídeo em que agradece ao Partido Liberal (PL), sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, pela aliança firmada em torno de sua candidatura ao governo do Ceará. Partiu do Partido Democrático Trabalhista (PDT), antiga sigla de Ciro, a ação que tornou Bolsonaro inelegível por oito anos.
Crítico ferrenho do ex-presidente, Ciro construiu trajetória recente em oposição ao bolsonarismo. Em entrevistas, chamava o ex-presidente de “corrupto”, “fascista”, “incompetente”, “imitador de Trump” e “ladrão de galinhas”. Em 2026, no entanto, mudou o tom da fala e passou a liderar uma frente que reúne candidatos de diferentes campos da política estadual, incluindo bolsonaristas que ele próprio criticava duramente.
Entre os integrantes do novo palanque de Ciro estão André Fernandes (PL) – deputado federal e uma das principais lideranças bolsonaristas, e Capitão Wagner (União Brasil), ambos antigos opositores a Ciro e seus aliados no Ceará.

A aliança rendeu críticas dentro do próprio PL. A ex-primeira dama e candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) se mostrou insatisfeita com a parceria por considerar Ciro “o principal responsável” pelo processo que resultou na inelegibilidade do marido, além de lembrar das ofensas de corrupção feitas não apenas ao ex-capitão do Exército, mas também a seus filhos.
Contra Elmano de Freitas (PT), que disputa a reeleição ao governo do estado, Ciro se juntou ao PL para a disputa e divulgou como mote: “É hora de união para mudar os rumos do Ceará”.
Por meio de nota, Wagner disse que a história dos recém aliados “é pública” e que “não foge dela”: “Eu e Ciro estivemos em lados opostos e tivemos embates muito duros. Em alguns momentos, o calor da disputa levou os dois a excessos. O próprio Ciro reconheceu publicamente que personalizou críticas, que foi injusto em algumas acusações e me pediu desculpa”. O candidato ao Senado resumiu a aliança da dupla como: “compreensão de que nenhum interesse pessoal, vaidade ou mágoa poderia ficar acima do Ceará”. Ciro Gomes e André Fernandes foram procurados por email e por telefone, mas não responderam à reportagem.
Para o advogado e analista político Melillo Dinis, os partidos políticos não se articulam necessariamente com base em afinidades ideológicas, mas em torno dos interesses e das vantagens de suas lideranças. “Não é uma conta de chegada. É um acordo de partida”, começou.
A aliança política firmada entre os ex-rivais no Ceará não é evento isolado. Políticos que outrora trocaram acusações contra opositores e que, em alguns casos, chegaram a transformar a rivalidade em marca eleitoral mudaram de lugar nas trincheiras e passaram a dividir partido, chapa ou palanque com antigos inimigos. Alguns exemplos elencados pela Agência Pública chamam a atenção e confirmam como Relembrar é votar.


De instinto “matador” a amizade eterna ao sabor mineiro
A aproximação do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e do deputado federal Aécio Neves (PSDB) tem como antecedente uma das disputas mais incisivas da política mineira recente.
Em 2016, Kalil concorreu à prefeitura de Belo Horizonte contra João Leite (PSDB) – candidato apoiado pelo grupo político de Aécio. À época, Kalil declarou ter tido “vontade de matar” Aécio quando o tucano se aliou a partidos contra ele, criticou duramente o deputado e, em uma das ocasiões, disse que não adiantava “quererem” que ele “lambesse o saco de Aécio”. Naquele ano, Kalil saiu vencedor.
Dez anos depois, a história é outra. Kalil se lançou candidato ao governo do estado e o PSDB passou a integrar a chapa, após articulação de Aécio. A aliança incluiu o anúncio do ex-deputado federal Carlos Mosconi (PSDB) como seu candidato a vice-governador.
Presidente nacional do partido, Aécio chegou a ser cogitado para disputar o Senado na composição com Kalil, mas anunciou, em 4 de agosto, que não concorrerá a cargos em 2026.
Na sabatina realizada por Folha e UOL, Kalil reconheceu a mudança de relação. Disse que havia atacado Aécio em 2016 e afirmou: “Eu agredi o Aécio, mas ele nunca respondeu”. Também declarou que não guardava mágoa do tucano e classificou a aproximação como uma decisão política.
Alexandre Kalil informou que não comentará a questão. O deputado federal Aécio Neves foi procurado por meio do email oficial de seu gabinete na Câmara dos Deputados e pela assessoria que o representa, mas não respondeu aos questionamentos. Este espaço será atualizado em caso de manifestação.


Um reencontro no planalto central
No Distrito Federal, a origem da ex-rivalidade entre José Roberto Arruda (PSD) e Maria de Lourdes Abadia (PSD) está na eleição de 2006. Abadia era governadora e disputava a reeleição, mas foi derrotada por Arruda. Os adversários permaneceram distantes politicamente por quase 20 anos até voltarem a dividir espaço neste pleito.
A reaproximação passou pela mudança partidária de Abadia. Em março, a ex-governadora anunciou sua filiação ao PSD, partido que abriga o projeto de Arruda para voltar ao Palácio do Buriti. Abadia passou a participar das articulações do grupo de Arruda para 2026 e esteve ao lado do ex-governador em encontros partidários e na convenção que confirmou a candidatura dele ao governo.
São duas trajetórias antes opostas que voltam a se encontrar no mesmo palanque em 2026.
Em resposta à Pública, Arruda declarou que “diferente dos tempos de hoje, onde as pessoas não são adversárias, mas sim inimigas”, ele e Abadia “nunca fizeram política assim”. “Nós mesmos já fomos aliados, muito aliados, e também já fomos adversários. No entanto, no tempo em que estávamos em caminhos diferentes, nunca deixamos de nos respeitar e isso nunca afetou a nossa relação de amizade pessoal”, disse o ex-governador do DF. Abadia não disponibiliza contato público,foi procurada por mensagem ao perfil oficial que mantém nas redes sociais Instagram, mas não respondeu aos questionamentos.


Briga com tempero baiano
Em apenas dois anos, uma relação marcada por acusações de misoginia e suspeita de violência física e política evoluiu para parceria inabalável, em Lauro de Freitas (BA). Nas eleições de 2024, Débora Régis (União Brasil) derrotou por 60% a 40% o candidato Antônio Rosalvo (PT). Em 2026, eles são aliados.
Durante a campanha, os dois trocaram críticas públicas e acusações sobre a administração do município e o período foi marcado por episódios de tensão. Em maio daquele ano, Rosalvo afirmou, durante ato político, que iria “tapar a boca” de Débora ao responder a críticas feitas por ela sobre problemas da cidade. Ela o acusou de se valer do fato de ela ser mulher na política.
Depois, ele afirmou à imprensa local que um apoiador de Débora teria sido responsável por um tiro que atingiu um de seus aliados, pediu calma e que a disputa não fosse marcada pela violência.
Mas Rosalvo mudou de grupo político. Em 2026, deixou a base do PT, filiou-se ao PSDB e passou a integrar o campo político de ACM Neto – vice-presidente nacional do União Brasil. Agora, o ex-candidato a prefeito concorre a uma vaga de deputado estadual e recebe apoio público de Débora Régis para que integre a Assembleia Legislativa da Bahia.
Em agosto, Débora defendeu a candidatura de Rosalvo durante evento político em Lauro de Freitas: “Temos que colocar Rosalvo como deputado estadual para defender Lauro de Freitas.”
À Pública, Rosalvo explicou que “nenhum momento” afirmou que taparia a boca de Débora Régis “no sentido literal”, que o termo seria “uma figura de linguagem relacionada à disputa política e à resposta administrativa”: “Qualquer interpretação de que eu estivesse defendendo agressão, violência ou que pretendesse literalmente “tapar a boca” de uma mulher não corresponde ao que quis dizer”, pontuou. “Não pretendo apagar ou negar os embates ocorridos em 2024. Foi uma eleição extremamente disputada, com momentos de muita tensão e divergências profundas entre os grupos políticos”, concluiu em nota.
Régis foi procurada por meio do email oficial de seu gabinete, pelo telefone da prefeitura e pelo perfil oficial dela nas redes sociais, mas não respondeu.



Disputa pelo governo do Rio é samba para poucos
Dois ex-governadores do Rio de Janeiro estariam em embate direto nas urnas nas eleições 2026, mas os adversários agora estão no mesmo lado. Wilson Witzel (Democrata) desistiu de disputar o governo para apoiar Anthony Garotinho (Republicanos).
Witzel havia lançado sua pré-candidatura ao Palácio Guanabara em julho. Menos de um mês depois, em 1º de agosto, retirou o nome da disputa e declarou apoio a Garotinho. A decisão foi oficializada durante a convenção estadual do Democrata.
A justificativa apresentada por Witzel foi eleitoral. Segundo ele, o objetivo era criar uma frente para levar Garotinho ao segundo turno. A aproximação ocorre entre dois políticos que já estiveram em lados opostos e tiveram trajetórias marcadas por confrontos.
O ex-juiz usava sua trajetória na magistratura para questionar o adversário, enquanto Garotinho respondia atacando Witzel ao dizer que ele tinha “problemas de corrupção”.
Agora, ao justificar o apoio, Witzel também faz referência à trajetória jurídica de ambos e aponta que os dois tinham “uma história de injustiças” e destacou que processos que levaram Garotinho à prisão haviam sido posteriormente anulados pela Justiça.
A reportagem tentou contatar Wilson Witzel e Anthony Garotinho por email, telefone e rede social, mas não obteve retorno. Em caso de manifestação, este espaço será atualizado.
