Brazil’s Lula gears up for ‘last dance’ with run for fourth presidential term
A PSP deteve, na madrugada de 29 de setembro, um homem de 43 anos, suspeito de ter agredido um cidadão com uma arma branca e de ter dirigido ameaças de morte a outras pessoas, no centro da cidade de Lagos.
O conteúdo Lagos: PSP detém homem suspeito de agressão com faca e ameaças de morte na via pública aparece primeiro em Algarve Marafado.
O fenómeno climático conhecido como El Niño pode ter impactos que vão muito além das alterações meteorológicas. Em Portugal, os seus efeitos podem refletir-se na disponibilidade de água, na agricultura, nos preços dos alimentos e no risco de incêndios, bem como aumentar a ocorrência de episódios de chuva intensa, cheias e inundações.
A intensidade e a forma como estes efeitos se manifestam dependem da evolução das condições atmosféricas e oceânicas. Períodos prolongados de calor e de baixa precipitação podem aumentar a pressão sobre rios, albufeiras e aquíferos, sobretudo nas regiões mais vulneráveis à seca.
A redução da precipitação e o aumento das temperaturas podem diminuir a disponibilidade de água para consumo, agricultura e atividades económicas. A situação exige uma gestão cuidadosa dos recursos hídricos, incluindo a proteção das nascentes, rios e zonas húmidas, a redução de perdas nas redes de abastecimento e o uso mais eficiente da água.
A responsabilidade, porém, não deve recair apenas sobre os cidadãos. O planeamento das reservas de água, a gestão das albufeiras e a preparação para períodos de escassez são fundamentais para garantir a segurança hídrica.
Um período seco não significa necessariamente ausência total de chuva. Depois de semanas ou meses com pouca precipitação, uma chuva muito intensa pode provocar inundações e enxurradas.
Quando o solo está muito seco e compactado, a sua capacidade de absorver rapidamente grandes volumes de água pode ser reduzida. Em zonas urbanas, sistemas de drenagem insuficientes podem agravar o problema. Em áreas de encosta, a saturação rápida do solo pode aumentar o risco de movimentos de terras.
A agricultura está entre os setores mais expostos às alterações das condições meteorológicas. A falta de água pode reduzir a produtividade, aumentar as necessidades de rega e elevar os custos de produção. Episódios de chuva intensa, por outro lado, podem danificar culturas, dificultar colheitas e afetar estradas e transportes.
Estas dificuldades podem chegar ao consumidor através dos preços. Se a produção agrícola diminuir ou os custos de energia, água e transporte aumentarem, alguns produtos alimentares poderão ficar mais caros.
Os efeitos podem ser particularmente relevantes em culturas importantes para Portugal, como o olival, a vinha, os cereais, os frutos e os produtos hortícolas.
O calor, a baixa humidade e a vegetação seca criam condições favoráveis à propagação rápida de incêndios rurais. Uma pequena ignição pode transformar-se num incêndio de maiores dimensões, sobretudo em períodos de condições meteorológicas adversas.
Além dos prejuízos ambientais e económicos, os incêndios afetam a qualidade do ar e podem representar riscos para a saúde, especialmente para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.
Perante fenómenos meteorológicos extremos, a prevenção e o acompanhamento dos avisos oficiais assumem particular importância. A proteção civil, os municípios, as entidades responsáveis pela gestão da água, os agricultores, as empresas e a população têm todos um papel a desempenhar.
Poupar água, evitar comportamentos que possam provocar incêndios, manter os terrenos limpos e acompanhar os avisos meteorológicos e da proteção civil são algumas das medidas que podem contribuir para reduzir riscos.
O El Niño é um fenómeno natural e os seus efeitos em Portugal não são iguais em todas as regiões. Ainda assim, períodos de maior calor, seca ou precipitação intensa mostram a importância de reforçar a preparação e a capacidade de resposta.
Mais do que prever todos os impactos, o desafio passa por estar preparado para diferentes cenários e transformar a informação meteorológica em medidas concretas de prevenção.

Costa Rica’s Minister of Foreign Affairs, Manuel Tovar, was dismissed from his post last week by the country’s president Laura Fernández. Tovar was considered one of the “heavyweights” of the country’s dominant political faction, having previously served as Minister of Commerce under President Rodrigo Chávez.
The decision was made by Fernández on September 24, because, according to a statement, her foreign minister failed to inform her of an invitation to a meeting held in New York City aimed at strengthening the so-called Shield of the Americas.
Shield of the Americas is a political-military alliance led by Donald Trump that seeks to secure Washington’s geopolitical leadership in the region, and which right-wing and far-right Latin American governments have joined enthusiastically.
Right-wing President Fernández said that failing to report such an important meeting constituted an act of negligence on Tovar’s part. The Costa Rican president also said that Shield of the Americas is a “fundamental platform in the fight against drug trafficking and organized crime.”
The president did not travel to the United States to deliver her speech at the UN General Assembly because she was on an official visit to Colombia with her counterpart, the far-right Abelardo de la Espriella.
The Costa Rican presidency reported that the invitation – which was not extended to her – came from US Secretary of State Marco Rubio himself. Several heads of state from Shield of the Americas member states participated, including Javier Milei of Argentina, José Antonio Kast of Chile, Rodrigo Paz of Bolivia, Daniel Noboa of Ecuador, Irfaan Ali of Guyana, Nasry Asfura of Honduras, Santiago Peña of Paraguay, Luis Abinader of the Dominican Republic, and Keiko Fujimori of Peru, among others.
In this regard, Fernández publicly apologized to the US ambassador to the Central American country, Melinda Hildebrand: “I reiterate to your country my firm and resolute commitment to continue supporting the Shield of the Americas alliance… I regret my absence… The failure to forward that invitation from your government to me did not go unnoticed, and today the foreign minister of the Republic was dismissed,” which clearly demonstrates the enormous importance San José attaches to an invitation from Washington.
Tovar’s dismissal comes on the heels of a series of dismissals of key ministers in Fernández’s government, a development the opposition has used to highlight a certain instability in the very young administration.
“We are concerned about serious foreign policy mistakes that need to be corrected… Second, we are concerned about the stability of the cabinet: in less than five months, five senior officials – including ministers and deputy ministers – have already been dismissed. That instability is not in her best interest, nor in that of her government or Costa Rica,” said the leader of the National Liberation Party caucus.
For his part, the former foreign minister did not explain the reasons behind his decision not to inform Fernández about the invitation. In a post on X, he said briefly: “I thank Laura Fernández for the opportunity to serve the Costa Rican people from the Casa Amarilla, and I wish her every success as President of the Republic for the good of the country. Finally, I would like to commend the team at the Ministry of Foreign Affairs for the passion and dedication with which they undertake every mission on behalf of the country. To them, I offer my eternal gratitude. I accept this moment with great peace of mind. I will always stand by the just causes of the Costa Rican people and the international community.”
The reasons behind Tovar’s decision remain unknown, although several sectors of the opposition have raised suspicions about an alleged ulterior motive on Fernández’s part for not attending the Shield of the Americas meeting – which, if true, could reveal political and diplomatic contradictions deeper than they might appear at first glance.