❌

Reading view

Montenegro para Nobel da Paz

VTM

Depois de no pretérito ano de 2025, a laureada ter sido Maria Corina Machado, com fundamento no reconhecimento pelo seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos do povo da Venezuela e pela luta por uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia, este ano temos de adicionar o nosso Primeiro-Ministro à ‘shortlist’ de prováveis vencedores.

Neste Jardim à beira-mar plantado parece ter-se encerrado a fronteira entre governar um país e gerir um balneário, tal afirmação facilmente se sustenta na enviesada definição de urgência atribuída ao arrufo entre Cristiano e Jesus, que obrigou Luís Montenegro a realizar diversas chamadas telefónicas, designadamente para Cristiano, Jesus e Proença, na tentativa de moderar o conflito entre dois egos, que, certamente, tornam os intervenientes mais inflexíveis que muitos líderes mundiais.

Este papel intrusivo do Estado na lide da seleção nacional de futebol materializa-se numa tremenda inversão de prioridades, sendo atribuída superior relevância à prática desportiva em detrimento dos 664 horários que continuam sem professor ou do consecutivo aumento dos preços dos combustíveis que vem sufocando os portugueses.

Mas a culpa também é nossa e, sobretudo, da nossa conivência, que vem deixando que o tempo político se afaste do que é realmente pertinente para o nosso quotidiano e se esgote em reflexões a respeito de quantos minutos deve jogar Cristiano.

Neste pressuposto, talvez se mostrasse relevante aplicar a prodigiosa diplomacia do PM para zonas de conflito internacional. Ora, se um mero telefonema logra apaziguar os egos estratosféricos de Jesus e Cristiano, não se entende como ainda não se encontra o nosso PM a mediar o conflito do Médio Oriente, de Kiev ou até do Sudão.

Com o curriculum diplomático moldado a telefonemas de balneário, o nosso Chefe de Governo antevê-se mais que qualificado para contactar diretamente com os líderes em rota de colisão e ensinar-lhes como se resolvem guerras, por muito extremadas que as posições de cada lado se apresentem.

Perante o relatado, apesar de já se identificarem favoritos ao Prémio Nobel da Paz, como são exemplo Volodymyr Zelensky (pela resistência na Ucrânia), Yulia Navalnaya (pela luta da oposição russa contra o regime) e as Salas de Resposta de Emergência do Sudão (pela coragem dos voluntários a salvar vidas no terreno), a verdade é que nenhuma dessas candidaturas demonstrou a versatilidade de Montenegro, tendo agora o júri norueguês de ponderar em contrarrelógio os excecionais méritos do nosso Primeiro-Ministro.

The post Montenegro para Nobel da Paz appeared first on A Voz de Trás-os-Montes.

  •  

María Corina Machado’s party stakes its strategy on the uncertain return of its leader

Vente Venezuela, the party founded by María Corina Machado, is preparing again for the imminent return of its leader despite delays, skepticism, and uncertainty. Decisions within the organization are being made on the assumption of her return. Machado was unable to enter the country from Panama last week (the reasons are still unclear), but her definitive arrival in Venezuela, says Henry Alviarez, the party’s secretary of organization, “is a matter of days.”

Seguir leyendo

© Danielle Villasana (REUTERS)

María Corina Machado in Houston in March.
  •  

Power outages, the economic crisis, and the blockade against María Corina Machado reignite social protests in Venezuela

A military contingent blocked the bridge over Lake Maracaibo on Monday in the Venezuelan oil capital to prevent a workers’ protest from closing the road. In Guayana, in front of the state-run basic industries, workers erected a barricade to demand better wages. In Caracas, a group protested for the release of political prisoners after news emerged of a death in the women’s prison run by the National Institute for Women’s Guidance (INOF). Over the weekend people took to the streets to demand a date for elections and the return of opposition leader María Corina Machado. Almost every night during a sweltering September, in inland cities such as Maracay, Guanare, Barinas, Valencia, and Maracaibo, people have expressed on the streets their frustration over blackouts that are increasingly prolonged, lasting up to 10 or 12 hours a day.

Seguir leyendo

© MIGUEL GUTIERREZ (EFE)

Protest demanding an electoral timetable and the return of María Corina Machado on Monday in Caracas.
  •  

After María Corina Machado’s failed attempts to return to Venezuela, her communications chief does so instead

Claudia Macero, the communications chief for opposition leader María Corina Machado, returned to Venezuela on Sunday night after nearly a year and a half in exile. She landed at Simón Bolívar International Airport in Maiquetía, where journalists and dozens of Vente Venezuela supporters were waiting for her with party flags. Her return comes amid growing expectations over the opposition leader’s potential return, after she tried to re-enter the country three times last week without success.

Seguir leyendo

© MIGUEL GUTIERREZ (EFE)

Claudia Macero, dressed in black, in Maiquetía on September 27.
  •  
❌